
Fonte: www.hynkel.blogger.com.br
Comentário do blog:
Êta povinho limitado.
Não se trata apenas de educação deficiente, ou até, ausência de educação formal. Trata-se de alguém que é apaixonado o suficiente pelo clima de copa do mundo, a ponto de pintar uma bandeira na parede, que nem desconfia que precisa se expressar melhor. Não consegue nem copiar uma frase exaustivamente escrita em jornais, revistas, nos anúncios, na TV, em todo lugar, inclusive em outras parades pintadas, na rua, em faixas, na placa de preços do buteco, nas milhares de camisetas, etc.
O sujeito é um brasileiro comum, um dos milhões que não conseguem enxergar além do próprio umbigo. Tão limitado em suas pespectivas que seu entendimento só alcança seu mundinho pequeno, as pessoas que o circundam, e sua sobrevivência imediata.
Não vamos simplificar a realidade culpando as elites, culpando a história.
Não se trata apenas de falta de educação formal, acadêmica.
Não se trata de sucumbir a realidade de uma sobrevivência dura e curel na miséria.
É o problema nosso, do autor da pintura, do Brasil.
Nosso povo não tem herança moral, não tem formação de valores morais, éticos herdados por convivência familiar.
Nosso povo não entende a importância do saber, do se valorizar enquanto gente, como pessoa, como indivíduo.
Ninguém em sua família, em seu meio social, disse ou diz com frequência: "tem que estudar", "estudar é bom", "só se sobe na vida estudando".
Nós não temos tradição de reação ao ataque de valores coletivos.
Nosso povo não se enxerga como coletividade.
São individualidades, pobres, limitadas, e vazias.
Honra, ética, moral não são sequer conceitos, são apenas palavras cujo significado não desperta curiosidade pra maioria da nossa gente.
A vissão de que a culpa é sempre do sistema é uma visão elitista.
Estudei minha vida toda em escola pública.
Ingressei na universidade sem fazer cursinho.
Andava kilometros para assistir aulas pois não tinha dinehrio para o transporte.
Não tinha dinheiro para comprar livros.
Não tinha dinheiro para sair com os colegas.
Tudo isso é injusto ? É.
Mas, para entender o meu mundo, já na infãncia , descobri a importância do saber, do entender os valores que me eram passados.
Esse questionamento foi passado aos meus iguais, tão limitados nas possibilidades quanto eu.
De muito já percebi que para mudar o Brasil, precisa-se mudar o povo. Fazer com que o povo entenda a importância de tais valores. Que moral e ética não são privilégios da compreensão burguesa.
São valores que beneficiam, justamente, o povão.
Quem mais se prejudica com a eleição de governantes corruptos e ineficientes, é o povo, é o autor da pintura acima.
A Elite passa ao largo.
O Bolsa Família de hoje, é o emprego de amanhã, é a qualidade de vida do amanhã.
Mas quem não enxerga além de sua própria limitação de vida, não enxerga o futuro.
É como se tivessemos milhões de mentalmente infantes, todos votantes, que só se interessam pelo trocadinho DADO por Lula.
"O presidente Rouba. Quê que tem? Todos roubam."
E aí fica por isso mesmo. Porquê mudar se eu tô ganhando um dinheirinho
Acredite, o brasileiro eleitor de Lula beneficiário do Bolsa Família, acha que tá levando vantagem, tá se dando bem, que "Lula rouba mais dá um pouquinho pra gente". Aliás tenho escutado muito isso. Um Robby Hood farsante pois ele rouba dos pobres e dá esmolinha pra alguns deles.
O Brasileiro do Bolsa família acha que rouba junto. Nem quer saber de colocar um honesto na presidência, vá que o sujeito resolva que tá errado e acabe com o programa
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