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domingo, janeiro 01, 2012

De mais influente a processado: o ano polêmico de Rafinha Bastos-01/01/2012

Desde que começou a apresentar espetáculos stand up em São Paulo em 2004 e entrou para a bancada do "CQC" em 2008, o humorista Rafinha Bastos, 34, não teve um ano tão movimentado profissionalmente quanto 2011. Em pouco mais de seis meses, passou do auge da popularidade a uma crise que mudou os rumos da sua carreira.

Em março de 2011, Rafinha lançou o DVD com o show responsável por boa parte do seu sucesso como comediante, "A Arte do Insulto", apresentação que rodou o Brasil por mais de quatro anos.
Dias depois, o reconhecimento que talvez nem ele mesmo esperasse. Rafinha foi eleito a personalidade mais influente do Twitter por uma pesquisa feita pelo jornal americano "New York Times". O levantamento de seguidores, retweets e menções no microblog deixou o comediante à frente de personalidades como Lady Gaga e Barack Obama.
E a pesquisa acabou levando Rafinha a ser entrevistado por outra importante publicação americana, a revista "Wired", especializada em cultura digital. Ele contou na reportagem quanto vale ter o twitter mais influente: até US$ 4 mil por mensagem postada na época.

Mas a maior exposição acabou amplificando as frases polêmicas que o apresentador do "CQC" sempre costumou proferir.
Rafinha foi capa da edição de maio da revista "Rolling Stone" e a reprodução de um trecho de seu show continha a seguinte frase: "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho".
A declaração acabou se tornando alvo de investigação do Ministério Público e sofrendo diversas críticas de órgãos ligados à defesa da igualdade de gênero.
"É um absurdo achar que a minha opinião pessoal é que eu quero que as mulheres sejam estupradas. Quando as pessoas souberem que não é isso, vão entender. Acho uma discussão importante e válida. Mas todos tem que entender que eu sou comediante", disse em agosto, ao depor em uma delegacia.
Também em maio, no Twitter, outra piada causou repercussão negativa. "Ae órfãos! Dia triste hoje, hein?", escreveu Bastos no microblog.
Diversos usuários responderam negativamente, afirmando se sentirem ofendidos com a brincadeira. "Você às vezes não tem noção mesmo, né?! Frase péssima e indelicada sobre os órfãos no dias das mães... Pensa antes de escrever", aconselhou um seguidor.

Mas os problemas de Rafinha ainda estavam longe de se resolverem, porque os alvos das brincadeiras começaram a se ofender com as piadas.
O apresentador do "CQC" pediu desculpas à colega Daniela Albuquerque, do "Manhã Maior", da Rede TV!. Após o quadro Top Five do humorístico mostrar a mulher do dono da Rede TV! Tentando diversas vezes pronunciar a palavra "octógono", Rafinha comentou: "Se fosse eu já dava uma cotovelada: 'É octógono, cadela!' Põe esse nariz no lugar'".
Na semana seguinte, ele teve de se desculpar. "Queria pedir desculpas a Daniela Albuquerque pelas brincadeiras da semana passada", comentou na edição de 29 de agosto do CQC.

Caso Wanessa

Mas parece que nem mesmo o pedido público de desculpa fez Rafinha aprender que não poderia brincar com todo mundo. Três semanas depois o alvo das piadas foi a cantora Wanessa, grávida de cinco meses na época.
"Eu comeria ela e o bebê", disse Rafinha após uma matéria em que a cantora aparecia grávida.
A declaração tomou proporções inimagináveis a ponto de mudar totalmente os rumos da carreira do humorista.
A primeira ação partiu do ex-jogador Ronaldo, até então amigo do "CQC" a ponto de frequentar a bancada do programa, considerou a declaração ofensiva e chegou a reclamar com a direção da Band. Ronaldo é sócio de Marcus Buaiz, marido de Wanessa.
Temendo que a piada pudesse afetar a sua imagem, Marco Luque, colega de bancada do "CQC" divulgou uma nota afirmando que considerou o comentário "idiota". Luque, contudo, não conseguiu evitar que fosse trocado por Marcelo Adnet nas propagandas que fazia com Ronaldo para uma operadora de telefonia móvel. Além disso, a postura de Luque não foi bem vista por alguns colegas.
A repercussão negativa acabou pesando na decisão da Band de afastar Rafinha do "CQC" e começar um rodízio na bancada com os outros membros do programa. O medo da emissora veio por conta da ameaça feita por Buaiz de tirar anunciantes do programa.

Mas, se com afastamento de Rafinha, a Band conseguiu evitar um estrago maior, o mesmo não se pode dizer sobre o próprio. Rapidamente, o comediante foi sendo desconvidado de diversos eventos e palestras, quando chegava a ganhar até R$20 mil duas horas de trabalho.
Insatisfeito com o tratamento dado pela Band ao caso, Rafinha chegou a pedir demissão, fazendo que a emissora se mobilizasse para segurá-lo. A argentina Cuatro Cabezas, produtora dona do formato do "CQC" e parceira da Band em outros programas, também queria manter o comediante no seu time.
À época, um diretor da Band afirmou para a Folha: "Não queremos perder um talento como ele, faremos de tudo para essa situação ter um final feliz".
Aos poucos a "vítima" da piada também começou a reagir. Wanessa entrou com pedido de indenização de por danos morais, num processo em que mãe e filho são citados como autores. Em seguida, a cantora publicou nota em seu site onde afirmou que estava defendendo a honra de seu filho.
"A gota d'água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história", diz no texto, intitulado "A Minha Verdade".
Mas todo esse turbilhão parece próximo de um desfecho, com grandes chances de proporcionar uma mudança de rumos na carreira de Rafinha. Após ser substituído por Lobão em "A Liga", o outro programa que participava na Band, o humorista já começa a pensar em outras possibilidades.
Em entrevista para a revista americana "Variety" cogitou a possibilidade de tentar fazer carreira nos EUA. Mas o destino dele deve ser outro, o canal a cabo FX, que negocia há quase um mês com Rafinha.
Agora só resta saber se em uma nova casa ele vai evitar as polêmicas ou tentar criar novas.
Fonte; folha online

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Sem "Brasileirão", Globo marca a pior média de sua história-12/12/2011

A Globo marcou a pior audiência de sua história. Domingo (11), sem futebol, a emissora amargou a média/dia (das 7h à meia-noite) de 10,4 pontos, com 26% de share (participação no total de televisores ligados). Foi o pior índice de todos os tempos. Em janeiro deste ano, a rede já tinha alcançado a média de 11 pontos, sua pior audiência até então.

Cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande SP.
Para se ter uma idéia do estrago que o fim do Campeonato Brasileiro fez na grade de domingo da Globo, a emissora registrou no domingo passado (4), com a final do "Brasileirão", média/dia de 16,1 pontos e 36% de share. Com a relação à ontem, a emissora perdeu cerca de 35% de audiência.
A Record marcou no domingo (11) média de 7,8 pontos, com 20% de share e o SBT, de 6,9 pontos, com 17% de share. Nunca a distância entre as três emissoras foi tão pequena.
Fonte: folhacom- blogs- Keila Jimenez

segunda-feira, outubro 10, 2011

SBT é multado em R$ 1 milhão por "merchandising" em programa infantil-10/09/2011

O Ministério da Justiça vai multar o SBT em R$ 1 milhão por publicidade infantil disfarçada. Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, programas infantis, como “Bom Dia & Companhia” e “Carossel Animado”, fazem o chamado merchandising durante a exibição de jogos. Isso acontece quando os apresentadores anunciam a marca dos prêmios em vez dos nomes dos produtos.

A multa administrativa é inédita. Será publicada nesta terça-feira, véspera do Dia das Crianças, no “Diário Oficial”. Baseia-se nos artigos 36 e 37 do Código de Defesa do Consumidor. O primeiro diz que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”. O segundo observa que “é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”, incluindo nestes casos o anúncio que “se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança”.
Circulam no Congresso vários projetos que pretendem proibir ou limitar a publicidade dirigida a crianças. Hoje, ela é permitida no Brasil, mas sujeita a algumas regras. A menção a produtos no meio dos programas, o “merchandising”, também é autorizado, desde que “a técnica seja facilmente percebida como publicitária, o que não ocorre nos programas infantis multados”, segundo o Ministério da Justiça.
Em junho, o Grupo de Trabalho de Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF), depois de avaliar programas infantis exibidos pelo SBT, nos quais os apresentadores anunciavam produtos voltados para o público infantil, classificou a prática como “ilegal”.
Segundo o MPF, “o abuso contra a criança fica mais explícito, pois a apresentadora infantil avaliza os produtos que o anunciante lhe paga para endossar, confundindo-as, enganando-as e traindo sua confiança”.
Fonte: folha online, blog do Mauricio Stycer

domingo, outubro 02, 2011

qUANTO CUSTA UMA PANICAT?

                                                                        Nicole Bahis
O número - 2

150. R$ 150 míseros. É o cachê das Panicats por programa "Pânico na TV".
O número - 3
0. Zero. É o índice "Bom Patrão" de Tutinha, dono do "Pânico", para com as modelos.
Responda
Você acha esse cachê ridículo ou acha que estão pagas bem até demais para ficar apenas rebolando aos domingos?
Fonte: folha online-Ricardo Feltrin

Afastamento ou não de Rafinha Bastos será decidido neste domingo-01/10/2011

A decisão sobre o afastamento ou não de Rafinha Bastos da apresentação do “CQC” será tomada neste domingo, durante um almoço, em Paris. O diretor Hélio Vargas já está lá e o vice Marcelo Meira, acompanhado de diretores da Eyeworks Cuatro Cabezas – produtora do programa, está viajando neste momento para a capital francesa.

Antes, porém, o caso Rafinha Bastos será analisado entre as partes. A repercussão do que ele disse sobre Wanessa Camargo, que “comeria ela e o bebê” no programa do último 19, foi muito grande entre os familiares da cantora, amigos como o ex-jogador Ronaldo e sua mulher Bia Antony e até mesmo do seu companheiro de bancada Marco Luque.
A princípio, fala-se num castigo, afastamento até segunda ordem para dar uma satisfação à sociedade e ao mercado. No entanto, alguns diretores da própria emissora entendem que a sua saída deve acontecer em definitivo.
Na última segunda-feira, 26, os diretores Hélio Vargas e Tadeu Jungle, antes do “CQC” entrar no ar, tiveram uma conversa séria com Rafinha sobre o lamentável episódio e já naquele momento se cogitava o seu afastamento como medida punitiva. E durante toda essa semana, os executivos da emissora sempre deixaram claro que o caso ainda não estava totalmente contornado. E é exatamente isso.
Em contato telefônico desta coluna com Vargas, o diretor confirmou que o futuro do apresentador será decidido neste domingo. Resta saber se a decisão a ser tomada também terá influências no seu trabalho em “A Liga”.
Rafinha, nos últimos tempos, teve outras atitudes polêmicas. Foi acusado de fazer apologia ao estupro. "Mulheres feias deveriam agradecer caso fossem estupradas, afinal os estupradores estavam lhes fazendo um favor, uma caridade", disse. A declaração causou investigação por parte do Ministério Público Federal.
Também houve um episódio com a apresentadora Daniela Albuquerque, com pedidos de desculpas no programa seguinte. Depois da exibição de um vídeo em que Daniela aparecia com dificuldades em falar a palavra “Octógono”, durante uma entrevista com o lutador Vitor Belfort, Rafinha resolveu brincar com a apresentadora do “Manhã Maior, da Rede TV!.
“É aí que você vê a paciência de um mestre das artes marciais, porque se fosse eu, naquele momento, já dava uma cotovelada e dizia: ‘É Octógono cadela! Põe esse nariz no lugar’”, disse ele.
Resta agora esperar pelo que será decidido.
Fonte: uol.com.br