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domingo, novembro 30, 2008

Coisas de advogado

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe: - Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz: - Doutor, eu levo ou deixo os patos?

sábado, junho 24, 2006

Causos da Política

Jogo dos 4 erros
A presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, cometeu quatro gafes em poucos minutos, na posse da nova ministra Cármen Lúcia: 1) Tomou susto ao notar que Lula já estava ao seu lado: “Nossa, presidente, o senhor me surpreende!”; 2) A nova ministra foi conduzida ao plenário antes da execução do Hino Nacional; 3) Chamou Renan Calheiros de “presidente do STF” e 4) o advogado-geral da União de “José Bonifácio de Andrada”.

Marvada sina
Para se manter em evidência, enquanto não retornaria à política em 1985, o ex-presidente Jânio Quadros convidava jornalistas para conversas informais em sua casa, regadas a bebidas. Certa vez, resolveu servir uma cachaça de excelente qualidade. Pôs-se a procurá-la, irritado com a suspeita de que havia sido roubada. Quando finalmente a encontrou, ficou desolado:- Roubar não roubaram-na. Fizeram pior: beberam-na.

O esnobe Dr. BC
O vôo 3709 da TAM, Brasília-Congonhas (SP), saiu ontem com meia hora de atraso, só depois do embarque do esnobe presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Um assessor bem apessoado levou suas três malas a bordo e outro o mimou, durante o vôo, com uma água mineral especial. No desembarque, um carro o esperava na pista. Aos passageiros revoltados, restou a pequena vingança: ridicularizar sua meia furada no pé esquerdo.

Que dupla...
Lula não é o primeiro presidente cujo despreparo é motivo de piada. Dizia-se também que o único livro na vida do general Arthur da Costa e Silva era aquele que coloriu, na escola. Quando Costa e Silva sucederia o marechal Castello Branco, perguntaram a Carlos Lacerda se o general seguia a linha de pensamento da Escola Superior de Guerra. Lacerda foi devastador:- Não creio que ele pertença a qualquer linha de pensamento...

Vozes da pobreza
O crescimento da miséria no Nordeste e o aumento na distribuição de cestas básicas do governo federal, celebrado pelo presidente Lula, levaram o deputado nordestino José Carlos Aleluia (PFL-BA) a fazer uma adaptação aos versos de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, na música “Vozes da seca”:- Lula, uma esmola a um homem que é são/Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.

Fonte:www.claudiohumberto.com.br

quarta-feira, abril 12, 2006

Causos Políticos

SARA?
Brasília, final de 1957.
Os candangos trabalham até o limite das forças. Constroem o sonho de JK, agora também deles. Enfrentam turno e meio sem descanso, às vezes dois. A cidade é pura obra. Muito desconforto, poeira ou barro, comida improvisada, moradia precária, muito homem e pouca mulher. Um sufoco monumental. Durante visita ao futuro Palácio da Alvorada, acompanhado de dona Sarah Kubitschek, avisam JK que um candango acaba de desmaiar. Médico, ele corre para dar socorro. Toma o pulso, verifica a respiração e a dilatação da pupila. Percebe que o homem já está voltando. Conclui que é pura estafa, excesso de esforço. Resolve animá-lo: “Tudo bem, batuta! Você só precisa de mulher”. “Sara, presidente?”. “Não! A Sarah, não!”.