Processo da dívida tributária da empresa corre na Justiça e nada foi pago pelos sócios; envolvidos só poderão ser condenados criminalmente após decisão do TRF sobre sonegação fiscal.
Daslu: valor da dívida com o Fisco ainda é uma incógnita (Heudes Regis)
Do valor devido pela Daslu ao governo paulista, é conhecida apenas uma cifra: a da dívida ativa – débitos reconhecidos pela empresa e pela Justiça, mas que ainda não foram pagos. Esse número é de cerca de R$ 200 milhões
Quase sete anos separam o dia em que a Polícia Federal deflagrou na loja Daslu a Operação Narciso e a morte da empresária Eliana Tranchesi, sua ex-dona, nesta sexta-feira. Nesse período, houve prisões fugazes; uma verdadeira devassa nas vidas dos envolvidos; a descoberta de uma dívida estimada com o Fisco de 500 milhões de reais, fruto de impostos sonegados; a venda da empresa e sentenças tão extensas quanto a do assassino do caso Eloá, Lindemberg Alves. Contudo, depois de todo esse tempo, ainda não há nenhuma definição sobre o caso de fraude envolvendo o templo do luxo. Do valor devido aos cofres públicos, nada foi pago. A condenação definitiva dos envolvidos ainda não aconteceu.
O inquérito da Polícia Federal (PF), que data de julho de 2005, apontava Eliana como participante de uma quadrilha que atuava em conjunto com importadoras para sonegar impostos estaduais e federais na importação e venda de produtos na Daslu. O grupo mantinha um esquema de subfaturamento de mercadorias adquiridas no exterior, que fazia com que o valor do tributo arrecadado sobre as vendas ficasse muito abaixo do devido.
Pelos crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, entre outros, a empresária chegou a ser presa duas vezes e sua sentença – proferida em 2010, em primeira instância, pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (SP) – apontava uma pena de 94 anos e meio de prisão. Seu irmão, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, que administrava a sociedade, foi sentenciado a uma pena similar: 96 anos. Após a divulgação da pena, Eliana passou três dias na cadeia e foi solta por meio de um habeas corpus.
A Daslu, afundada em dívidas com Receita, estado e fornecedores, teve de ser vendida. Exatamente um ano atrás, a Laep Investimentos – de Marcos Elias, empresário e amigo pessoal de Eliana – arrematou a rede e todo o seu passivo privado por 65 milhões de reais. A dívida tributária continuou com ela e o irmão. Do valor total do negócio, 44 milhões de reais serviram para pagar dívidas com os credores, inclusive com o próprio Elias. A menor parte, de 21 milhões de reais, serviu para capitalizar a empresa.
Eliana passou de proprietária a mera franqueada de uma das lojas, pagando royalties de 4% ao ano à Laep. Enquanto a derrocada profissional acontecia, a empresária lutava contra o câncer de pulmão descoberto em meados de 2006.
Dívida incerta – O inquérito da PF estimava em 500 milhões de reais a dívida tributária com a Receita Federal e o Estado de São Paulo. Os advogados da antiga Daslu, cuja razão social é Lommel Empreendimentos, continuam a contestar não apenas o valor, mas a própria existência de alguns débitos.
Do montante devido pela Daslu ao Estado de São Paulo é conhecida uma cifra: a da dívida ativa - os débitos reconhecidos pela empresa e pela Justiça, que ainda não foram pagos. Esse número é de cerca de 200 milhões de reais.
Em paralelo, há um valor que ainda não foi definido como dívida ativa pela Secretaria da Fazenda. É essa a quantia que tem sido alvo de seguidos recursos administrativos impetrados pelos advogados da Daslu. A Receita Federal não informa o montante, pois diz que o processo é protegido pelo sigilo fiscal.
"Ela morreu inocente" – A questão tributária tem reflexo na ação penal. “O processo fiscal está em aberto. Enquanto não houver definição sobre isso, a ação criminal vai ficar parada, pois é preciso ter clareza sobre o que foi sonegado”, afirma uma fonte da Receita Federal.
Segundo a advogada de Eliana, Joyce Royzen, a empresária morreu como inocente. “O processo está em grau de apelação. Dependia da análise do Tribunal Regional Federal para que Eliana tivesse sua condenação definida, mas isso não aconteceu. Ela morreu inocente”, afirmou a advogada ao site de VEJA. O processo criminal em relação a Eliana será extinto. Prossegue aquele que é movido contra os seus três irmãos - os sócios que restaram.
Fonte: veja online
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sábado, fevereiro 25, 2012
domingo, janeiro 08, 2012
Ex-goleiro é preso por fazer parte de grupo que sequestrou marido de cantora mexican07/01/2012
Ex-goleiro do Monterrey (México), Omar ‘El Gato’ Ortiz foi preso na semana passada por pertencer ao grupo criminoso que sequestrou o marido da cantora Gloria Trevi. A informação foi confirmada no último sábado pelo governo de Nuevo León, no norte do México.
“Ele era cúmplice do grupo, indicava as vítimas em potencial e era pago quando tinha participação ativa nas ações. Admitiu ter participado de pelo menos dois sequestros, pelos quais recebeu mais de 100 mil pesos (aproximadamente R$ 13 mil)”, afirmou Jorge Domene, porta-voz da segurança de Nuevo León.
O grupo sequestrou o marido da cantora mexicana Gloria Trevi em outubro passado. Domene, no entanto, não confirmou a participação do ex-goleiro no caso. Na semana passada, amigos do jogador chegaram a falar com a polícia sobre um possível sequestro. Ortiz, porém, não estava desaparecido, mas preso.Ele foi apresentado à imprensa mexicana ao lado de outros três homens, que admitiram ter participado de pelo menos 20 sequestros e arrecadado um milhão de pesos (R$ 130 mil). O grupo faz parte do Cartel do Golfo, uma das organizações criminosas mais violentas do país. Os principais alvos eram grandes empresários da cidade de Monterrey. Em 2010, 1847 pessoas foram sequestradas no México e em 136 casos as vítimas foram mortas.
Ortiz se destacou como goleiro do Rayados de Monterrey após passar por Necaxa e Jaguares. Em 2010, ele foi flagrado em um exame antidoping e, com a suspensão de dois anos, nunca mais entrou em campo.
Fonte: uol.com
“Ele era cúmplice do grupo, indicava as vítimas em potencial e era pago quando tinha participação ativa nas ações. Admitiu ter participado de pelo menos dois sequestros, pelos quais recebeu mais de 100 mil pesos (aproximadamente R$ 13 mil)”, afirmou Jorge Domene, porta-voz da segurança de Nuevo León.
O grupo sequestrou o marido da cantora mexicana Gloria Trevi em outubro passado. Domene, no entanto, não confirmou a participação do ex-goleiro no caso. Na semana passada, amigos do jogador chegaram a falar com a polícia sobre um possível sequestro. Ortiz, porém, não estava desaparecido, mas preso.Ortiz se destacou como goleiro do Rayados de Monterrey após passar por Necaxa e Jaguares. Em 2010, ele foi flagrado em um exame antidoping e, com a suspensão de dois anos, nunca mais entrou em campo.
Fonte: uol.com
sábado, dezembro 24, 2011
De brincadeira, Adriano atirou em mulher dentro do carro-24/12/2011
Jogador 'esqueceu' uma bala na agulha da pistola e ainda não foi à delegacia prestar esclarecimentos. Arma era do segurança, um PM reformado
Adriano assumiu, segundo a polícia, toda a responsabilidade pelo tratamento. Mas responsabilidade e Adriano são palavras difíceis de combinar: Adriane contou à polícia que o jogador brincava com uma pistola calibre 0.40 quando fez o disparo acidental
O disparo foi acidental, mas o jogador Adriano está, novamente, enrolado com a polícia. O jogador do Corinthians é aguardado para prestar depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro, para explicar como a jovem Adriane Cirilo Pinto, 20 anos, foi baleada dentro de seu carro, um BMW 550i, na madrugada deste sábado, véspera de Natal.
Adriane está internada no Hospital Barra D’Or, para onde foi levada por seguranças do jogador logo depois do tiro. Adriano assumiu, segundo a polícia, toda a responsabilidade pelo tratamento. Mas responsabilidade e Adriano são palavras difíceis de combinar: Adriane contou à polícia que o jogador brincava com uma pistola calibre 0.40 quando fez o disparo acidental.
O roteiro da inconseqüência é perfeito: depois de saírem da casa noturna Barra Musica, na Avenida Ayrton Senna, em Jacarepaguá, pouco antes da 5h, Adriano, seu segurança, o tenente reformado da PM Cesar Barros de Oliveira, 52 anos, e quatro mulheres seguiram para a Barra da Tijuca. É só um detalhe, mas vale registrar: no carro havia seis pessoas, quando máximo permitido é de cinco. Adriano, então, resolveu brincar com a arma do policial. No estado em que costuma ficar quem sai de uma boate às 5h, Adriano tirou o carregador da arma. Mas esqueceu uma bala na agulha.
“Ela (Adriane) saiu do interior do veículo alvejada. Em um primeiro momento, negou-se a dizer quem deu o tiro. Depois, quando esfriou a cabeça, ela me informou que a arma era do segurança e estava em posse do Adriano. Ele veio a disparar acidentalmente. Quando tirou o carregador, deixou uma bala na agulha da pistola. Talvez de brincadeira, ou por descuido, o projétil foi disparado. Quem avisou foi o hospital”, contou o policial que atendeu a ocorrência.
Após o disparo, Adriano parou o carro e passou a jovem para o carro em que estavam seus outros seguranças, que vinha logo atrás. O jogador tirou a camisa e enrolou na mão da jovem, para tentar conter o sangramento. Em vez de seguir para a delegacia, Adriano, alegando sentir-se mal, foi para casa. Até o meio-dia deste sábado, ele era esperado para depor – e os policiais não pretendiam ir até a casa do jogador para cobrar explicações.
Quem chegou neste horário à 16ª DP foi o tenente reformado Júlio Cesar, dono da pistola. “Foi uma acidente, não emprestei arma para ninguém”, disse, ao chegar à delegacia. Ele não explicou, no entanto, como o tiro foi disparado, e quem segurava a arma.
Os amigos e funcionários do jogador já armaram o circo do "ninguém sabe, ninguém viu'. Ao deixar a delegacia, o tenente negou saber quem fez o disparo. "Se eu estava dirigindo, como ia saber quem atirou?", disse, como se o interior do automóvel tivesse o espaço de um transatlântico. Duas das mulheres que estavam no banco de trás, amigas do jogador, disseram que "não sabem quem atirou".
Cobrar coerência e boam memória às 5h, do grupo que aceita uma carona de Adriano, é acreditar muito na sorte. Viviane Fraga também não viu quem atirou. Mas viu Adriano manuseando a arma.
O delegado plantonista que tomou os depoimentos, Carlos Cesar Santos, da 21ª DP (Bonsucesso), afirmou que o fato de Adriano ter ido para casa prejudica a perícia. "Ele pode lavar as mãos, modificar características importantes das provas necessárias para esclarecer o que aconteceu. Alguém está mentindo nessa história", disse, ao deixar a 16ª DP para ouvir novamente a jovem baleada, no hospital.
A BMW branca do jogador, com placa de São Paulo, foi levada para a 16ª DP. O carro tinha marcas de sangue – que, pelo que constatou a polícia, alguém tentou apagar. Caso Adriano seja condenado pelo disparo, o crime é o de lesão corporal culposa - sem inteção. A pena varia entre seis meses e dois anos de detenção.
Fonte: veja.com
Adriano assumiu, segundo a polícia, toda a responsabilidade pelo tratamento. Mas responsabilidade e Adriano são palavras difíceis de combinar: Adriane contou à polícia que o jogador brincava com uma pistola calibre 0.40 quando fez o disparo acidental
O disparo foi acidental, mas o jogador Adriano está, novamente, enrolado com a polícia. O jogador do Corinthians é aguardado para prestar depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro, para explicar como a jovem Adriane Cirilo Pinto, 20 anos, foi baleada dentro de seu carro, um BMW 550i, na madrugada deste sábado, véspera de Natal.
Adriane está internada no Hospital Barra D’Or, para onde foi levada por seguranças do jogador logo depois do tiro. Adriano assumiu, segundo a polícia, toda a responsabilidade pelo tratamento. Mas responsabilidade e Adriano são palavras difíceis de combinar: Adriane contou à polícia que o jogador brincava com uma pistola calibre 0.40 quando fez o disparo acidental.
O roteiro da inconseqüência é perfeito: depois de saírem da casa noturna Barra Musica, na Avenida Ayrton Senna, em Jacarepaguá, pouco antes da 5h, Adriano, seu segurança, o tenente reformado da PM Cesar Barros de Oliveira, 52 anos, e quatro mulheres seguiram para a Barra da Tijuca. É só um detalhe, mas vale registrar: no carro havia seis pessoas, quando máximo permitido é de cinco. Adriano, então, resolveu brincar com a arma do policial. No estado em que costuma ficar quem sai de uma boate às 5h, Adriano tirou o carregador da arma. Mas esqueceu uma bala na agulha.
“Ela (Adriane) saiu do interior do veículo alvejada. Em um primeiro momento, negou-se a dizer quem deu o tiro. Depois, quando esfriou a cabeça, ela me informou que a arma era do segurança e estava em posse do Adriano. Ele veio a disparar acidentalmente. Quando tirou o carregador, deixou uma bala na agulha da pistola. Talvez de brincadeira, ou por descuido, o projétil foi disparado. Quem avisou foi o hospital”, contou o policial que atendeu a ocorrência.
Após o disparo, Adriano parou o carro e passou a jovem para o carro em que estavam seus outros seguranças, que vinha logo atrás. O jogador tirou a camisa e enrolou na mão da jovem, para tentar conter o sangramento. Em vez de seguir para a delegacia, Adriano, alegando sentir-se mal, foi para casa. Até o meio-dia deste sábado, ele era esperado para depor – e os policiais não pretendiam ir até a casa do jogador para cobrar explicações.
Quem chegou neste horário à 16ª DP foi o tenente reformado Júlio Cesar, dono da pistola. “Foi uma acidente, não emprestei arma para ninguém”, disse, ao chegar à delegacia. Ele não explicou, no entanto, como o tiro foi disparado, e quem segurava a arma.
Os amigos e funcionários do jogador já armaram o circo do "ninguém sabe, ninguém viu'. Ao deixar a delegacia, o tenente negou saber quem fez o disparo. "Se eu estava dirigindo, como ia saber quem atirou?", disse, como se o interior do automóvel tivesse o espaço de um transatlântico. Duas das mulheres que estavam no banco de trás, amigas do jogador, disseram que "não sabem quem atirou".
Cobrar coerência e boam memória às 5h, do grupo que aceita uma carona de Adriano, é acreditar muito na sorte. Viviane Fraga também não viu quem atirou. Mas viu Adriano manuseando a arma.
O delegado plantonista que tomou os depoimentos, Carlos Cesar Santos, da 21ª DP (Bonsucesso), afirmou que o fato de Adriano ter ido para casa prejudica a perícia. "Ele pode lavar as mãos, modificar características importantes das provas necessárias para esclarecer o que aconteceu. Alguém está mentindo nessa história", disse, ao deixar a 16ª DP para ouvir novamente a jovem baleada, no hospital.
A BMW branca do jogador, com placa de São Paulo, foi levada para a 16ª DP. O carro tinha marcas de sangue – que, pelo que constatou a polícia, alguém tentou apagar. Caso Adriano seja condenado pelo disparo, o crime é o de lesão corporal culposa - sem inteção. A pena varia entre seis meses e dois anos de detenção.
Fonte: veja.com
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Combate ao tráfico é focado em pequenos traficantes, diz estudo - 18/12/2011
Uma pesquisa do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP mostrou que os pequenos traficantes ou os usuários de drogas são mais reprimidos pela polícia do que os grandes traficantes.
O levantamento, feito a partir do acompanhamento e análise de 667 autos de flagrante de tráfico de drogas, constatou que uma média é de 66,5g de drogas encontradas por apreensão. Em apenas 7% das 2.239 apreensões observadas os acusados portavam mais de 100 gramas de maconha e em apenas 6,5% estavam com a mesma quantidade ou mais de cocaína.
A pesquisa, feita no Estado de São Paulo, ouviu 71 profissionais do sistema de Justiça Criminal (promotores, delegados, juízes, e defensores públicos) das cidades de São Paulo, Santos e Campinas.
"Muitos dos nossos entrevistados disseram ter a sensação de enxugar gelo. Ou seja, de fato essa política repressiva [aos pequenos traficantes ou usuários] não tem resultado no combate efetivo ao tráfico de drogas. Se esse é o objetivo, ele não está sendo alcançado", diz a coordenadora da pesquisa, Maria Gorete Marques de Jesus.
Quanto ao registro de antecedentes criminais dos detidos por tráfico, a pesquisa mostrou que 57% dos acusados não apresentavam antecedente e que 43% apresentaram algum registro, dos quais 17% haviam sido processados por crime de tráfico.
O estudo verificou ainda que 84% das pessoas apreendidas não contaram com a assistência de advogado no momento da prisão. Como não há defensores públicos nos distritos policiais, somente acusados que puderam contratar um advogado particular foram defendidos judicialmente no momento seguinte à prisão.
Entre os que foram assistidos pela Defensoria Pública (61% dos casos), o contato com os defensores públicos demorou, em média, entre três e cinco meses para ocorrer.
"Mesmo que o detido seja apenas um usuário, ele só vai ter, meses depois, possibilidade de defesa, para poder dizer para o juiz que ele, na verdade, estava com a droga para consumi-la e não para traficar", ressalta a coordenadora.
Fonte: folha online
O levantamento, feito a partir do acompanhamento e análise de 667 autos de flagrante de tráfico de drogas, constatou que uma média é de 66,5g de drogas encontradas por apreensão. Em apenas 7% das 2.239 apreensões observadas os acusados portavam mais de 100 gramas de maconha e em apenas 6,5% estavam com a mesma quantidade ou mais de cocaína.
A pesquisa, feita no Estado de São Paulo, ouviu 71 profissionais do sistema de Justiça Criminal (promotores, delegados, juízes, e defensores públicos) das cidades de São Paulo, Santos e Campinas.
"Muitos dos nossos entrevistados disseram ter a sensação de enxugar gelo. Ou seja, de fato essa política repressiva [aos pequenos traficantes ou usuários] não tem resultado no combate efetivo ao tráfico de drogas. Se esse é o objetivo, ele não está sendo alcançado", diz a coordenadora da pesquisa, Maria Gorete Marques de Jesus.
Quanto ao registro de antecedentes criminais dos detidos por tráfico, a pesquisa mostrou que 57% dos acusados não apresentavam antecedente e que 43% apresentaram algum registro, dos quais 17% haviam sido processados por crime de tráfico.
O estudo verificou ainda que 84% das pessoas apreendidas não contaram com a assistência de advogado no momento da prisão. Como não há defensores públicos nos distritos policiais, somente acusados que puderam contratar um advogado particular foram defendidos judicialmente no momento seguinte à prisão.
Entre os que foram assistidos pela Defensoria Pública (61% dos casos), o contato com os defensores públicos demorou, em média, entre três e cinco meses para ocorrer.
"Mesmo que o detido seja apenas um usuário, ele só vai ter, meses depois, possibilidade de defesa, para poder dizer para o juiz que ele, na verdade, estava com a droga para consumi-la e não para traficar", ressalta a coordenadora.
Fonte: folha online
Suspeita de fraude na Caixa pode causar perda de R$ 1 bi - 18/12/2011
A Caixa Econômica Federal está no centro de uma série de transações financeiras suspeitas que podem gerar perdas de R$ 1 bilhão para os cofres públicos, informa reportagem de Natuza Nery, Dimmi Amora e Rubens Valente, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Graças a uma omissão misteriosa ocorrida na própria Caixa, uma corretora carioca chamada Tetto vendeu papéis da dívida pública de baixo ou nenhum valor por preços acima do mercado.
Entre os compradores, há empresas e pelo menos um fundo de pensão estatal.
No período em que foram realizadas as transações, de setembro de 2008 a agosto de 2009, o sistema de informática da Caixa responsável por informações relativas aos papéis ficou fora do ar.
O banco público classificou a pane como "erro", atribuindo-o a uma empresa de informática terceirizada.
Ou seja, foi como se um carro tivesse sido vendido sem que o vendedor informasse que ele tinha multas justamente no momento em que o sistema do Detran estava fora do ar.
O que sumiu do sistema correspondia a R$ 1 bilhão que deveria ser descontado do valor dos papéis.
OUTRO LADO
A Gestora de Recebíveis Tetto, que comercializou créditos imobiliários de baixo ou nenhum valor no mercado, atribuiu os problemas dos papéis à Caixa Econômica Federal. A empresa disse que obedece "às autoridades envolvidas, inclusive a Caixa e suas informações".
E complementa: "Se houvesse erro, não seríamos capazes de emitir os créditos. E nós não acreditamos que uma instituição idônea como a Caixa tenha cometido erros ao fornecer uma informação que nos levasse a esse tipo de situação".
A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que instaurou sindicância para apurar o que chama de erro provocado pela empresa que presta serviços de informática. Também iniciou processo interno para punir os eventuais responsáveis.
Fonte: folha online
Graças a uma omissão misteriosa ocorrida na própria Caixa, uma corretora carioca chamada Tetto vendeu papéis da dívida pública de baixo ou nenhum valor por preços acima do mercado.
Entre os compradores, há empresas e pelo menos um fundo de pensão estatal.
No período em que foram realizadas as transações, de setembro de 2008 a agosto de 2009, o sistema de informática da Caixa responsável por informações relativas aos papéis ficou fora do ar.
O banco público classificou a pane como "erro", atribuindo-o a uma empresa de informática terceirizada.
Ou seja, foi como se um carro tivesse sido vendido sem que o vendedor informasse que ele tinha multas justamente no momento em que o sistema do Detran estava fora do ar.
O que sumiu do sistema correspondia a R$ 1 bilhão que deveria ser descontado do valor dos papéis.
OUTRO LADO
A Gestora de Recebíveis Tetto, que comercializou créditos imobiliários de baixo ou nenhum valor no mercado, atribuiu os problemas dos papéis à Caixa Econômica Federal. A empresa disse que obedece "às autoridades envolvidas, inclusive a Caixa e suas informações".
E complementa: "Se houvesse erro, não seríamos capazes de emitir os créditos. E nós não acreditamos que uma instituição idônea como a Caixa tenha cometido erros ao fornecer uma informação que nos levasse a esse tipo de situação".
A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que instaurou sindicância para apurar o que chama de erro provocado pela empresa que presta serviços de informática. Também iniciou processo interno para punir os eventuais responsáveis.
Fonte: folha online
domingo, dezembro 18, 2011
Homem confessa ter queimado mulher viva em elevador em NY - 18 12 2011
Um homem de 47 anos se entregou neste domingo às autoridades de Nova York e confessou ter queimado viva, no sábado, uma mulher de 73 anos em um elevador de um prédio residencial. O ataque foi captado por câmeras de vigilância, informou a polícia.
O homem, identificado como Jerome Isaac, entrou neste domingo em uma delegacia localizada a cerca de 4 quilômetros de onde teria sido encontrado o corpo da mulher, no Brooklyn, explicou a polícia em comunicado.
Segundo o jornal "The New York Times", as imagens captadas pelas câmeras, uma localizada no elevador e outra em um corredor do edifício, mostram um homem vestido com luvas brancas, com uma máscara protetora no alto da cabeça e levando um recipiente em suas costas.
Quando a mulher, identificada como Deloris Gillespie, 73, tenta sair do elevador no quinto andar, carregada de compras, o homem a ataca, borrifa um líquido e, posteriormente, enquanto ela tenta fugir, acende um isqueiro e lhe ateia fogo.
Em seguida, o homem joga na idosa um coquetel molotov e provoca uma explosão que congela as imagens.
Isaac será acusado de assassinato e de incêndio provocado.
Fonte: folha online
O homem, identificado como Jerome Isaac, entrou neste domingo em uma delegacia localizada a cerca de 4 quilômetros de onde teria sido encontrado o corpo da mulher, no Brooklyn, explicou a polícia em comunicado.
Segundo o jornal "The New York Times", as imagens captadas pelas câmeras, uma localizada no elevador e outra em um corredor do edifício, mostram um homem vestido com luvas brancas, com uma máscara protetora no alto da cabeça e levando um recipiente em suas costas.
Quando a mulher, identificada como Deloris Gillespie, 73, tenta sair do elevador no quinto andar, carregada de compras, o homem a ataca, borrifa um líquido e, posteriormente, enquanto ela tenta fugir, acende um isqueiro e lhe ateia fogo.
Em seguida, o homem joga na idosa um coquetel molotov e provoca uma explosão que congela as imagens.
Isaac será acusado de assassinato e de incêndio provocado.
Fonte: folha online
segunda-feira, dezembro 12, 2011
OAB pede que estudante do RS responda por racismo-12/12/2011
A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) pediu hoje ao Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) que a estudante Sophia Fernandes, acusada de postar no Twitter, no dia 9, mensagens contra os nordestinos, responda pelo crime de racismo. Segundo a OAB, as declarações violam o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.
Entre as mensagens postadas pela estudante estão: "o twitter ta virando vaso sanitário... muita merda twittando. (Oimacacos) - nordestinos-piauienses-cearenses..."; "Sai do Twitter e vai cortar tua cana pra comprar teu arroz NORDESTINO"; "Tem que usar câmara de gás pra matar teu povo"; "O Nordestino é a própria sujeira".
O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, destacou que o crime de racismo é inafiançável e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. "Sophia que não conte com a impunidade para esse ato de desatino, próprio de pessoas ignorantes."
Outro caso
Mariano lembrou que, em novembro de 2010, a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo --uma das responsáveis pela onda de manifestações preconceituosas contra nordestinos surgida na internet após o anúncio da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais--, responde hoje a uma ação penal pública na Justiça Federal de São Paulo, que está em fase de instrução.
"Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", dizia a mensagem postada por Mayara Petruso no Twitter. A OAB-PE ofereceu notícia-crime contra Mayara ao Ministério Público Federal de São Paulo, que a denunciou pelo crime de racismo.
Fonte: uol.noticias
Entre as mensagens postadas pela estudante estão: "o twitter ta virando vaso sanitário... muita merda twittando. (Oimacacos) - nordestinos-piauienses-cearenses..."; "Sai do Twitter e vai cortar tua cana pra comprar teu arroz NORDESTINO"; "Tem que usar câmara de gás pra matar teu povo"; "O Nordestino é a própria sujeira".
O presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, destacou que o crime de racismo é inafiançável e prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. "Sophia que não conte com a impunidade para esse ato de desatino, próprio de pessoas ignorantes."
Outro caso
Mariano lembrou que, em novembro de 2010, a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo --uma das responsáveis pela onda de manifestações preconceituosas contra nordestinos surgida na internet após o anúncio da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais--, responde hoje a uma ação penal pública na Justiça Federal de São Paulo, que está em fase de instrução.
"Nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", dizia a mensagem postada por Mayara Petruso no Twitter. A OAB-PE ofereceu notícia-crime contra Mayara ao Ministério Público Federal de São Paulo, que a denunciou pelo crime de racismo.
Fonte: uol.noticias
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Advogada acusada de matar os pais pede liberdade ao STF-05/12/2011
A advogada Roberta Tafner, acusada pela morte dos pais em São Paulo, entrou com pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) contra sua prisão preventiva. Ela está presa desde de dezembro de 2010.
Tafner e o marido Willians de Souza são acusados pelo assassinato dos pais dela --o empresário Wilson Roberto Tafner, 68, e a também advogada Tereza Cobra, 60--, em 2 de outubro de 2010. O crime ocorreu em um condomínio de classe média em Santana de Parnaíba (Grande SP). Os dois vão a júri popular.
No pedido de habeas corpus, Tafner, que faz a própria defesa, contesta decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que negou o pedido.
De acordo com o recurso, a juíza de primeiro grau não justificou o pedido de prisão com "dados concretos".
Segundo o recurso da defesa ao STF, a prisão é justificada pela necessidade de preservação da ordem pública e de garantir os depoimentos das testemunhas, pois o casal poderia usar a liberdade para constrangê-las.
A defesa afirma que a fase de instrução do processo (quando as testemunhas são ouvidas) já terminou e, portanto, não haveria mais necessidade de manter a advogada presa.
O pedido de habeas corpus também recorre a jurisprudência do próprio STF, que entende que a gravidade do crime e o clamor social não são motivos suficientes para decretação da prisão preventiva.
O CRIME
Wilson Roberto Tafner e Tereza Cobra foram mortos a facadas. Tereza recebeu 16 golpes e Wilson, 10. Todos na cabeça e no rosto. A polícia encontrou 15 pontos de sangue entre o quarto onde o casal foi morto e a casa da filha e do genro, no mesmo condomínio.
Roberta e Willians foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas).
Na sentença que determinou o julgamento por júri popular, a juíza Telma Berkelmans dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Barueri, determinou que os réus não poderiam aguardar o julgamento em liberdade. Roberta e Willians estão presos desde 15 de dezembro de 2010.
"Há vários elementos nos autos apontando que os réus não se relacionavam bem com as vítimas e que havia interesses patrimoniais nesta relação", diz a sentença.
Os bens das vítimas, bloqueados pela Justiça, estão avaliados em R$ 5 milhões.
A Promotoria conseguiu o bloqueio de pagamento de seguros de vida e o sequestro dos bens e de direitos de herança.
A convivência do casal com a família era tumultuada, porque os pais de Roberta não aprovavam o casamento. Tereza demitiu a filha de seu escritório por suspeitar que ela e o genro tinham furtado dinheiro.
Willians foi denunciado como autor das lesões a faca que levaram à morte dos sogros. Roberta é acusada de ser cúmplice do marido no planejamento do crime e na limpeza dos vestígios.
A pena, com os agravantes, pode chegar a 50 anos de prisão para cada um, se condenados.
Fonte: folha online
Tafner e o marido Willians de Souza são acusados pelo assassinato dos pais dela --o empresário Wilson Roberto Tafner, 68, e a também advogada Tereza Cobra, 60--, em 2 de outubro de 2010. O crime ocorreu em um condomínio de classe média em Santana de Parnaíba (Grande SP). Os dois vão a júri popular.
No pedido de habeas corpus, Tafner, que faz a própria defesa, contesta decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que negou o pedido.
De acordo com o recurso, a juíza de primeiro grau não justificou o pedido de prisão com "dados concretos".
Segundo o recurso da defesa ao STF, a prisão é justificada pela necessidade de preservação da ordem pública e de garantir os depoimentos das testemunhas, pois o casal poderia usar a liberdade para constrangê-las.
A defesa afirma que a fase de instrução do processo (quando as testemunhas são ouvidas) já terminou e, portanto, não haveria mais necessidade de manter a advogada presa.
O pedido de habeas corpus também recorre a jurisprudência do próprio STF, que entende que a gravidade do crime e o clamor social não são motivos suficientes para decretação da prisão preventiva.
O CRIME
Wilson Roberto Tafner e Tereza Cobra foram mortos a facadas. Tereza recebeu 16 golpes e Wilson, 10. Todos na cabeça e no rosto. A polícia encontrou 15 pontos de sangue entre o quarto onde o casal foi morto e a casa da filha e do genro, no mesmo condomínio.
Roberta e Willians foram denunciados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas).
Na sentença que determinou o julgamento por júri popular, a juíza Telma Berkelmans dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Barueri, determinou que os réus não poderiam aguardar o julgamento em liberdade. Roberta e Willians estão presos desde 15 de dezembro de 2010.
"Há vários elementos nos autos apontando que os réus não se relacionavam bem com as vítimas e que havia interesses patrimoniais nesta relação", diz a sentença.
Os bens das vítimas, bloqueados pela Justiça, estão avaliados em R$ 5 milhões.
A Promotoria conseguiu o bloqueio de pagamento de seguros de vida e o sequestro dos bens e de direitos de herança.
A convivência do casal com a família era tumultuada, porque os pais de Roberta não aprovavam o casamento. Tereza demitiu a filha de seu escritório por suspeitar que ela e o genro tinham furtado dinheiro.
Willians foi denunciado como autor das lesões a faca que levaram à morte dos sogros. Roberta é acusada de ser cúmplice do marido no planejamento do crime e na limpeza dos vestígios.
A pena, com os agravantes, pode chegar a 50 anos de prisão para cada um, se condenados.
Fonte: folha online
domingo, dezembro 04, 2011
Garoto de 13 anos é preso por arrotar na sala de aula-02/12/2011
Um estudante de 13 anos foi algemado e preso após ter arrotado na classe, em uma escola pública de Albuquerque, no Novo México (EUA), de acordo com um processo aberto, na última quarta-feira (30) contra o diretor do colégio, um professor e um policial.
O aluno, que não teve o nome divulgado, foi detido no último dia 11 de maio, na escola Cleveland Middle, depois de ter “arrotado alto” na sala de aula.
“Criminalizar o arroto de um garoto de 13 anos não serve a nenhum propósito governamental. Arrotar não é uma perturbação grave. Não houve ameaça de perigo”, diz o processo.
O garoto foi levado a um centro de detenção juvenil sem o consentimento de seus pais. Em uma escala de periculosidade que vai de 1 a 10, feita por funcionários da cadeia, o jovem recebeu -2.
Os advogados de defesa alegam que o adolescente não teve direito de chamar uma testemunha e se defender da acusação de ter arrotado na classe. O garoto também foi suspenso pelo resto do ano no colégio.
*Com informações da CBS News
Fonte: uol tabloide
O aluno, que não teve o nome divulgado, foi detido no último dia 11 de maio, na escola Cleveland Middle, depois de ter “arrotado alto” na sala de aula.
“Criminalizar o arroto de um garoto de 13 anos não serve a nenhum propósito governamental. Arrotar não é uma perturbação grave. Não houve ameaça de perigo”, diz o processo.
O garoto foi levado a um centro de detenção juvenil sem o consentimento de seus pais. Em uma escala de periculosidade que vai de 1 a 10, feita por funcionários da cadeia, o jovem recebeu -2.
Os advogados de defesa alegam que o adolescente não teve direito de chamar uma testemunha e se defender da acusação de ter arrotado na classe. O garoto também foi suspenso pelo resto do ano no colégio.
*Com informações da CBS News
Fonte: uol tabloide
Criminoso tem pena reduzida porque foi bem educado durante assalto
Um assaltante invadiu um banco, em Maryland, e roubou US$ 3.500. Mas, é como diz o ditado: “a boa educação é moeda de ouro: em toda a parte tem valor.”
Graças à maneira educada como Franklin Keefer II, de 29 anos, assaltou o banco, sua pena foi reduzida pela Justiça.
Inicialmente, Keefer foi acusado por roubo e furto. No entanto, o defensor público Carl Creeden conseguiu mostrar que não houve violência na hora do assalto.
Keefer entrou no Columbia Bank, em Hagerstown, desarmado, vestindo um capuz e óculos escuros. Ele teria dito: “posso ter a atenção de todos? Isto é um assalto. Posso, por favor, ter aquela pilha de dinheiro?”
O “lorde” dos assaltos, então, saiu pela porta da frente com o dinheiro.
“Roubo envolve força ou ameaça do uso de força”, afirmou Creeden. A promotoria concordou que, neste caso, estes elementos não existiram no assalto.
O juiz M. Kenneth Long Jr. condenou Keefer a sete anos de prisão, dos quais terá de cumprir dois anos e meio antes de ir para a liberdade condicional. O ladrão também terá descontado os 154 dias que já esteve preso e terá de devolver os US$ 3.500 que levou do banco.
*Com informações do Herald Mail
Fonte: uol tabloid em 04/12/2011
Graças à maneira educada como Franklin Keefer II, de 29 anos, assaltou o banco, sua pena foi reduzida pela Justiça.
Inicialmente, Keefer foi acusado por roubo e furto. No entanto, o defensor público Carl Creeden conseguiu mostrar que não houve violência na hora do assalto.
Keefer entrou no Columbia Bank, em Hagerstown, desarmado, vestindo um capuz e óculos escuros. Ele teria dito: “posso ter a atenção de todos? Isto é um assalto. Posso, por favor, ter aquela pilha de dinheiro?”
O “lorde” dos assaltos, então, saiu pela porta da frente com o dinheiro.
“Roubo envolve força ou ameaça do uso de força”, afirmou Creeden. A promotoria concordou que, neste caso, estes elementos não existiram no assalto.
O juiz M. Kenneth Long Jr. condenou Keefer a sete anos de prisão, dos quais terá de cumprir dois anos e meio antes de ir para a liberdade condicional. O ladrão também terá descontado os 154 dias que já esteve preso e terá de devolver os US$ 3.500 que levou do banco.
*Com informações do Herald Mail
Fonte: uol tabloid em 04/12/2011
domingo, setembro 18, 2011
Promotor aconselha policial a melhorar mira para matar ladrão17/09/2011
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
"Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer. Lamento, todavia, que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno. Fica aqui o conselho para Marcos Antônio: melhore sua mira..."
O texto é do promotor Rogério Leão Zagallo, do 5° Tribunal do Júri de São Paulo.
Foi escrito numa manifestação na qual pediu, em março deste ano, o arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias em que o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins havia matado um homem que, ao lado de um comparsa, teria tentado roubar o carro que dirigia.
Na versão do policial civil, a dupla tentou atirar nele, motivo pelo qual reagiu.
"O agente matou um fauno que objetivava cometer assalto contra ele, agindo absolutamente dentro da lei", escreveu o promotor em sua manifestação, comparando o suspeito morto no episódio ao ser da mitologia romana meio homem meio animal.
As polêmicas observações feitas por Zagallo são alvo agora da Corregedoria do Ministério Público. O procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, não quis comentar o caso.
O pedido pelo arquivamento da apuração das circunstâncias da morte do suspeito foi aceito pela Justiça.
Dessa forma, o policial civil não foi processado por homicídio doloso --quando há intenção de matar.
Zagallo disse à Folha não ter interesse em falar publicamente sobre o texto. "O que eu tinha para me manifestar sobre esse caso está escrito no documento. Não quero mais falar sobre isso", disse.
Fonte: folha online
DE SÃO PAULO
"Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer. Lamento, todavia, que tenha sido apenas um dos rapinantes enviado para o inferno. Fica aqui o conselho para Marcos Antônio: melhore sua mira..."
O texto é do promotor Rogério Leão Zagallo, do 5° Tribunal do Júri de São Paulo.
Foi escrito numa manifestação na qual pediu, em março deste ano, o arquivamento do inquérito que investigava as circunstâncias em que o policial civil Marcos Antônio Teixeira Marins havia matado um homem que, ao lado de um comparsa, teria tentado roubar o carro que dirigia.
Na versão do policial civil, a dupla tentou atirar nele, motivo pelo qual reagiu.
"O agente matou um fauno que objetivava cometer assalto contra ele, agindo absolutamente dentro da lei", escreveu o promotor em sua manifestação, comparando o suspeito morto no episódio ao ser da mitologia romana meio homem meio animal.
As polêmicas observações feitas por Zagallo são alvo agora da Corregedoria do Ministério Público. O procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira, não quis comentar o caso.
O pedido pelo arquivamento da apuração das circunstâncias da morte do suspeito foi aceito pela Justiça.
Dessa forma, o policial civil não foi processado por homicídio doloso --quando há intenção de matar.
Zagallo disse à Folha não ter interesse em falar publicamente sobre o texto. "O que eu tinha para me manifestar sobre esse caso está escrito no documento. Não quero mais falar sobre isso", disse.
Fonte: folha online
Detetive particular enfrenta de mulher ciumenta a ameaças-18/09/2011
Eric M.R., 34, é detetive particular desde 2003, quando descobriu um curso que ensina como entrar nessa carreira. Ele conta a rotina da profissão, quanto custa o trabalho e os riscos que corre. Diz ainda que a maioria dos casos são de traição de um dos cônjuges e que as mulheres perdoam mais e são mais fiéis aos maridos.
Leia abaixo depoimento à repórter Cristina Moreno de Castro:
Sou detetive particular desde 2003. Eu trabalhava como autônomo quando vi num jornal que uma escola estava oferecendo o curso de detetive. Não sabia que existia curso.
Foi ministrado por detetives, policiais, militares, advogados. Eles passaram noções de direito, balística, medicina legal, criminalística, equipamento (filmadora, microcâmera, escuta) etc.
Depois que me formei, tive meu primeiro caso, que era um conjugal. Nas agências, até 80% dos casos que chegam são conjugais.
No primeiro dia, fiz com um outro rapaz, que era superassustado. Ele deixava o jornal aberto, mas não fingia que estava lendo. Depois acompanhei um inspetor da escola, que lapidou meu trabalho.
FLAGRAS
Meu primeiro flagra foi uns três casos depois. Foi de um cara que morava na zona leste e trabalhava numa companhia de ônibus. Avisou a mulher que ia trabalhar durante a noite, mas saiu com uma menina, foi pra uma casa e parou o carro na porta.
A gente pega a movimentação da pessoa entrando num apartamento, ou a pessoa entrando ou saindo num motel, de mãos dadas, passeando na praia, tudo na rua. Não invado a privacidade.
A mulher tem sexto sentido, consegue perceber; o homem não tem essa facilidade. Dos casos que chegam pra gente, 60% têm algo errado mesmo. Os outros são casos em que a pessoa não tem mais afeto pelo cliente e acaba trabalhando demais, mas não está sendo infiel --o cliente que é ciumento. A mulher costuma ser mais fiel.
PERDÃO
A maioria dos casos em que a mulher vem buscar a gente não dá em divórcio. A mulher perdoa mais.
Eu tive um caso em que eu já havia feito cinco flagrantes do cara com a amante, e ele nunca mudava --inclusive a amante estava grávida. A mulher só pedia para a gente verificar se ele continuava o relacionamento extraconjugal, mas continuava com ele.
Esses casos são frustrantes porque a gente corre riscos, entrega o serviço para pessoa e um mês depois ela contrata de novo para continuar na mesma.
Eu já tive problemas por causa disso. No caso de um jogador de futebol famoso de um time de São Paulo, dei o flagrante dele com outra menina. Entreguei o material para a cliente, e a primeira coisa que ela fez foi mostrar as filmagens para o cara.
Continuei o trabalho, e o investigado e dois amigos me roubaram, eu apanhei e, no final, a mulher continuou com ele. Tive prejuízo de R$ 10 mil e eles não me devolveram o equipamento.
CUSTOS
Eu costumo pegar de quatro a cinco clientes por mês. Por causa da concorrência não temos tantos casos como antes. Eles duram de um dia a vários meses.
O preço de uma investigação varia desde R$ 450 a R$ 1.000 por dia, ou mais. Varia de acordo com o risco, as condições que o cliente pede, a forma como ele quer que a gente trabalhe etc. A gente pode trabalhar a pé ou até de helicóptero, se o cliente quiser.
SHERLOCK
O trabalho do detetive é mais intelectual. A gente basicamente segue o investigado e se aproxima das pessoas com quem ele convive.
Tive um caso de uma pessoa que estava desaparecida havia 25 anos, e a única informação que a cliente tinha é que o irmão brigou com a família, ficou magoado e foi pra Bahia. A gente começou a fazer levantamento e aí fui pegando a trilha da pessoa.
Até fui para a Bahia e, no final, descobri o endereço do irmão em uma favela aqui em São Paulo e achei a pessoa.
Em outro caso, fui para uma favela no litoral só para ver a idade de uma criança. Quando eu estava indo embora, não me deixaram sair.
Fui arrastado por três traficantes para um terreno no meio da favela, começaram a me questionar.
No dia eu estava com a credencial no bolso. Eles começaram a olhar os meus bolsos e, se a pegassem, eu não estava mais vivo aqui. Mas ele pulou o bolso em que estava a credencial.
Minha sorte é que eu tinha uma história de cobertura boa. Eles acreditaram, eu tive que falar com o líder comunitário e eles me liberaram. Passei até mal depois.
Fonte: folha online
Leia abaixo depoimento à repórter Cristina Moreno de Castro:
Sou detetive particular desde 2003. Eu trabalhava como autônomo quando vi num jornal que uma escola estava oferecendo o curso de detetive. Não sabia que existia curso.
Foi ministrado por detetives, policiais, militares, advogados. Eles passaram noções de direito, balística, medicina legal, criminalística, equipamento (filmadora, microcâmera, escuta) etc.
Depois que me formei, tive meu primeiro caso, que era um conjugal. Nas agências, até 80% dos casos que chegam são conjugais.
No primeiro dia, fiz com um outro rapaz, que era superassustado. Ele deixava o jornal aberto, mas não fingia que estava lendo. Depois acompanhei um inspetor da escola, que lapidou meu trabalho.
FLAGRAS
Meu primeiro flagra foi uns três casos depois. Foi de um cara que morava na zona leste e trabalhava numa companhia de ônibus. Avisou a mulher que ia trabalhar durante a noite, mas saiu com uma menina, foi pra uma casa e parou o carro na porta.
A gente pega a movimentação da pessoa entrando num apartamento, ou a pessoa entrando ou saindo num motel, de mãos dadas, passeando na praia, tudo na rua. Não invado a privacidade.
A mulher tem sexto sentido, consegue perceber; o homem não tem essa facilidade. Dos casos que chegam pra gente, 60% têm algo errado mesmo. Os outros são casos em que a pessoa não tem mais afeto pelo cliente e acaba trabalhando demais, mas não está sendo infiel --o cliente que é ciumento. A mulher costuma ser mais fiel.
PERDÃO
A maioria dos casos em que a mulher vem buscar a gente não dá em divórcio. A mulher perdoa mais.
Eu tive um caso em que eu já havia feito cinco flagrantes do cara com a amante, e ele nunca mudava --inclusive a amante estava grávida. A mulher só pedia para a gente verificar se ele continuava o relacionamento extraconjugal, mas continuava com ele.
Esses casos são frustrantes porque a gente corre riscos, entrega o serviço para pessoa e um mês depois ela contrata de novo para continuar na mesma.
Eu já tive problemas por causa disso. No caso de um jogador de futebol famoso de um time de São Paulo, dei o flagrante dele com outra menina. Entreguei o material para a cliente, e a primeira coisa que ela fez foi mostrar as filmagens para o cara.
Continuei o trabalho, e o investigado e dois amigos me roubaram, eu apanhei e, no final, a mulher continuou com ele. Tive prejuízo de R$ 10 mil e eles não me devolveram o equipamento.
CUSTOS
Eu costumo pegar de quatro a cinco clientes por mês. Por causa da concorrência não temos tantos casos como antes. Eles duram de um dia a vários meses.
O preço de uma investigação varia desde R$ 450 a R$ 1.000 por dia, ou mais. Varia de acordo com o risco, as condições que o cliente pede, a forma como ele quer que a gente trabalhe etc. A gente pode trabalhar a pé ou até de helicóptero, se o cliente quiser.
SHERLOCK
O trabalho do detetive é mais intelectual. A gente basicamente segue o investigado e se aproxima das pessoas com quem ele convive.
Tive um caso de uma pessoa que estava desaparecida havia 25 anos, e a única informação que a cliente tinha é que o irmão brigou com a família, ficou magoado e foi pra Bahia. A gente começou a fazer levantamento e aí fui pegando a trilha da pessoa.
Até fui para a Bahia e, no final, descobri o endereço do irmão em uma favela aqui em São Paulo e achei a pessoa.
Em outro caso, fui para uma favela no litoral só para ver a idade de uma criança. Quando eu estava indo embora, não me deixaram sair.
Fui arrastado por três traficantes para um terreno no meio da favela, começaram a me questionar.
No dia eu estava com a credencial no bolso. Eles começaram a olhar os meus bolsos e, se a pegassem, eu não estava mais vivo aqui. Mas ele pulou o bolso em que estava a credencial.
Minha sorte é que eu tinha uma história de cobertura boa. Eles acreditaram, eu tive que falar com o líder comunitário e eles me liberaram. Passei até mal depois.
Fonte: folha online
Homem bate em 18 carros após furtar ônibus; uma pessoa se feriu- 18/09/2011
O estudante Pedro Henrique Garcia de Souza, 26, furtou um ônibus no Rio na manhã deste domingo, batendo em 18 veículos. Uma pessoa, ainda não identificada, se feriu e foi encaminhada ao hospital Souza Aguiar.
"Eu sei que estou errado. Vi a chave na ignição e resolvi pegar o ônibus", disse Souza ao sair da 12ª DP (Copacabana), onde prestou depoimento. Ele havia acabado de sair de uma festa à fantasia e usava uma camisa cinza com a inscrição "operações táticas".
De acordo com a Polícia Militar e o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, Souza pegou o ônibus no terminal Alvorada, na Barra da Tijuca (zona oeste), após sair de uma festa aparentemente alcoolizado e drogado. Ele dirigiu o ônibus por aproximadamente 20 km.
Souza percorreu toda a avenida das Américas até chegar à Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao passar pelo túnel Zuzu Angel, a forma como o ônibus era conduzido chamou a atenção de um operador da CET-Rio, que avisou a polícia.
Duas viaturas da PM iniciaram uma perseguição próximo à Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa.
O ônibus não parou e seguiu até o fim da rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, onde os policiais conseguiram interceptar o veículo.
Fonte: folha online
"Eu sei que estou errado. Vi a chave na ignição e resolvi pegar o ônibus", disse Souza ao sair da 12ª DP (Copacabana), onde prestou depoimento. Ele havia acabado de sair de uma festa à fantasia e usava uma camisa cinza com a inscrição "operações táticas".
De acordo com a Polícia Militar e o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, Souza pegou o ônibus no terminal Alvorada, na Barra da Tijuca (zona oeste), após sair de uma festa aparentemente alcoolizado e drogado. Ele dirigiu o ônibus por aproximadamente 20 km.
Souza percorreu toda a avenida das Américas até chegar à Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao passar pelo túnel Zuzu Angel, a forma como o ônibus era conduzido chamou a atenção de um operador da CET-Rio, que avisou a polícia.
Duas viaturas da PM iniciaram uma perseguição próximo à Sociedade Hípica Brasileira, na Lagoa.
O ônibus não parou e seguiu até o fim da rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, onde os policiais conseguiram interceptar o veículo.
Fonte: folha online
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