Nascido em Minas Gerais, Corrêa foi presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro no governo Itamar Franco. Velório será neste sábado em Brasília.
Maurício Corrêa em Brasília, quando presidia o Supremo Tribunal Federal, em 2004 (Bruno Stuckert/Folhapress.
O jurista Maurício Corrêa morreu nesta sexta-feira, aos 77 anos, em Brasília. Nascido em Minas Gerais, ele foi presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ministro da Justiça no governo Itamar Franco. O falecimento foi confirmado nesta noite pelo STF e também pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A causa da morte ainda não foi divulgada.
"O mundo jurídico está de luto pela morte do ministro Maurício Correa. Ele esteve a frente da OAB do Distrito Federal em um momento crítico da história do país, enfrentando a truculência do governo militar com altivez e coragem", disse o presidente da OAB Ophir Cavalcante.
Maurício Corrêa nasceu em São João do Manhuaçu (MG), em 1934. Tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, na turma de 1960. Em 1986, foi eleito senador pelo Distrito Federal.
Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 27 de outubro de 1994, na vaga decorrente da aposentadora do ministro Paulo Brossard, e tomou posse em 15 de dezembro de 1994. Em abril de 2003, foi eleito presidente do STF, tomando posse em sessão solene realizada na data de 5 de junho seguinte. Atingiu a idade limite para permanência na atividade em 9 de maio de 2004.
O velório de Maurício Corrêa será realizado no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir das 10 horas deste sábado.
(Com Agência Estado)
Fonte: veja online
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sábado, fevereiro 25, 2012
sábado, dezembro 31, 2011
João Pereira dos Santos (1917-2011) - João Pequeno, mestre da capoeira -18/12/2011
Em Mata de São João (BA), João Pereira dos Santos ganhou o apelido de João Carvão devido à atividade que exercia: a de carvoeiro. Lá, também trabalhou como chamador de boi e agricultor.
Já em Salvador, para onde se mudou aos 25 anos, ganhou outra alcunha, que não tinha nada a ver com suas atividades de cobrador de bonde e de servente de pedreiro.
No grupo de capoeira de mestre Pastinha, que passou a frequentar, existiam dois Joões. Um ficou sendo o João Grande; ele, o João Pequeno.
Filho de uma ceramista e de um vaqueiro, nasceu em Araci (BA), de onde saiu em 1934 fugindo da seca.
O primeiro contato com a capoeira foi ainda no interior, aos 15. Mas só foi se aprimorar mesmo na capital. Por causa do estilo "rasteiro", era descrito como "cobra mansa". Já o xará, João Grande, era chamado de "gavião".
Em 1982, abriu no forte de Santo Antônio Além do Carmo um centro de capoeira angola em memória de Pastinha, morto um ano antes.
O capoeirista nunca parou de se dedicar ao centro esportivo, conta a neta Cristiane (ou professora Nani de João Pequeno). Mas como morava na periferia e não tinha carro, criou também um projeto em casa, para ensinar as crianças da comunidade.
Alegre, segundo a família, no fim das rodas perguntava: "Não vai ter samba não?". Frequentador da igreja Universal, não bebia, não fumava e não gostava de televisão.
Tinha doença de Chagas. Ultimamente, sofria de problemas intestinais. Morreu na sexta (9), aos 93, de falência de órgãos. Teve uma filha, quatro netos e três bisnetos.
Fonte: folha online
Já em Salvador, para onde se mudou aos 25 anos, ganhou outra alcunha, que não tinha nada a ver com suas atividades de cobrador de bonde e de servente de pedreiro.
No grupo de capoeira de mestre Pastinha, que passou a frequentar, existiam dois Joões. Um ficou sendo o João Grande; ele, o João Pequeno.
Filho de uma ceramista e de um vaqueiro, nasceu em Araci (BA), de onde saiu em 1934 fugindo da seca.
O primeiro contato com a capoeira foi ainda no interior, aos 15. Mas só foi se aprimorar mesmo na capital. Por causa do estilo "rasteiro", era descrito como "cobra mansa". Já o xará, João Grande, era chamado de "gavião".
Em 1982, abriu no forte de Santo Antônio Além do Carmo um centro de capoeira angola em memória de Pastinha, morto um ano antes.
O capoeirista nunca parou de se dedicar ao centro esportivo, conta a neta Cristiane (ou professora Nani de João Pequeno). Mas como morava na periferia e não tinha carro, criou também um projeto em casa, para ensinar as crianças da comunidade.
Alegre, segundo a família, no fim das rodas perguntava: "Não vai ter samba não?". Frequentador da igreja Universal, não bebia, não fumava e não gostava de televisão.
Tinha doença de Chagas. Ultimamente, sofria de problemas intestinais. Morreu na sexta (9), aos 93, de falência de órgãos. Teve uma filha, quatro netos e três bisnetos.
Fonte: folha online
Socrates Homem de Mello (1935-2011) - Fez a família ser boa em discussão-22/11/2011
À mesa do almoço, Socrates Homem de Mello tinha o hábito de dividir os filhos em promotores e advogados. Enquanto matavam a fome, os meninos eram instigados a brincar de defender e acusar.
Costumava ainda a contar histórias, mas sem terminá-las. Ao clamarem pela conclusão, os filhos ouviam: "Vocês que vão me dizer o final".
O advogado formado pelo Mackenzie em 1963 não conseguiu fazer nenhum dos quatro filhos seguir sua carreira. Construiu, porém, uma família boa de discussão, como brinca a filha Miriam.
Socrates foi criado pelas tias, pois os pais se separaram quando ele ainda era pequeno. Fez escola da Força Pública, mas sempre quis ser advogado. Após formado, trabalhou com um tio, até abrir seu escritório. Só encerrou a carreira quatro anos atrás.
Tinha especial preocupação com a educação dos filhos e netos. Com a mulher, a pedagoga Renée, pegava o Opala, punha as crianças atrás e saía viajando por aí, nas férias. Também levava os netos a lugares que poderiam ajudar em suas formações, como Cuba, por exemplo.
Chegou a ser presidente da Cisv (Children International Summer Village) no Brasil, entidade que organiza acampamentos com crianças e jovens do mundo todo.
Era sério e formal, conta a família. Nos anos 90, processou a Globo por causa de um personagem da "Escolinha do Professor Raimundo" que coincidentemente levava seu nome. Era um macaco falante de respostas inteligentes. O advogado foi indenizado.
Primo do crítico Zuza Homem de Mello, Socrates perdeu uma filha de câncer em 2000. Morreu anteontem, aos 76 anos, após sofrer parada cardíaca. Teve dez netos.
Fonte: folha online
Costumava ainda a contar histórias, mas sem terminá-las. Ao clamarem pela conclusão, os filhos ouviam: "Vocês que vão me dizer o final".
O advogado formado pelo Mackenzie em 1963 não conseguiu fazer nenhum dos quatro filhos seguir sua carreira. Construiu, porém, uma família boa de discussão, como brinca a filha Miriam.
Socrates foi criado pelas tias, pois os pais se separaram quando ele ainda era pequeno. Fez escola da Força Pública, mas sempre quis ser advogado. Após formado, trabalhou com um tio, até abrir seu escritório. Só encerrou a carreira quatro anos atrás.
Tinha especial preocupação com a educação dos filhos e netos. Com a mulher, a pedagoga Renée, pegava o Opala, punha as crianças atrás e saía viajando por aí, nas férias. Também levava os netos a lugares que poderiam ajudar em suas formações, como Cuba, por exemplo.
Chegou a ser presidente da Cisv (Children International Summer Village) no Brasil, entidade que organiza acampamentos com crianças e jovens do mundo todo.
Era sério e formal, conta a família. Nos anos 90, processou a Globo por causa de um personagem da "Escolinha do Professor Raimundo" que coincidentemente levava seu nome. Era um macaco falante de respostas inteligentes. O advogado foi indenizado.
Primo do crítico Zuza Homem de Mello, Socrates perdeu uma filha de câncer em 2000. Morreu anteontem, aos 76 anos, após sofrer parada cardíaca. Teve dez netos.
Fonte: folha online
Adriano Reys (1933-2011) - Ator de "Mulheres de Areia"- 21/12/2011
Dono de uma longeva carreira na televisão --foram mais de 30 novelas em 40 anos-- o ator Adriano Reys morreu ontem, aos 78 anos, no Rio, vítima de embolia pulmonar e parada cardíaca em decorrência de um câncer descoberto em 2008.
O ator carioca, nascido Adriano Antônio de Almeida, vinha de uma série de internações, a última delas há 11 dias. Ele fazia quimioterapia há três anos para tratar de um tumor agressivo que se espalhou pelo fígado e pelo peritônio (membrana que reveste o abdome).
Reys iniciou sua carreira em 1953, atuando em filmes da produtora Atlântida ("Três Recrutas" e "É pra Casar?") e também no teatro ("O Cupim"), mas foi na TV que construiu sua carreira, a partir de 1961 --com "Adeus às Armas", na Tupi.
Tornou-se um dos rostos mais conhecidos das telenovelas participando de produções da Rede Globo como "Ti Ti Ti" (1985), "Selva de Pedra" (1986), "Vale Tudo" (1988), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Mulheres de Areia" (1993). Também fez cinema.
Passou também pela Bandeirantes e pela Record, onde fez seu último trabalho na TV --a novela "Mutantes", em 2009. Reys era casado e não tinha filhos. Seu corpo foi cremado no domingo (20) no Rio.
Fonte: folha online
O ator carioca, nascido Adriano Antônio de Almeida, vinha de uma série de internações, a última delas há 11 dias. Ele fazia quimioterapia há três anos para tratar de um tumor agressivo que se espalhou pelo fígado e pelo peritônio (membrana que reveste o abdome).
Reys iniciou sua carreira em 1953, atuando em filmes da produtora Atlântida ("Três Recrutas" e "É pra Casar?") e também no teatro ("O Cupim"), mas foi na TV que construiu sua carreira, a partir de 1961 --com "Adeus às Armas", na Tupi.
Tornou-se um dos rostos mais conhecidos das telenovelas participando de produções da Rede Globo como "Ti Ti Ti" (1985), "Selva de Pedra" (1986), "Vale Tudo" (1988), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Mulheres de Areia" (1993). Também fez cinema.
Passou também pela Bandeirantes e pela Record, onde fez seu último trabalho na TV --a novela "Mutantes", em 2009. Reys era casado e não tinha filhos. Seu corpo foi cremado no domingo (20) no Rio.
Fonte: folha online
José Vasconcellos (1926-2011) - A graça naïf do gago da 'Escolinha' -12/10/2011
Morreu, na madrugada de ontem, em São Paulo, o humorista José Vasconcellos, 85, que ficou conhecido por encarnar o personagem gago Rui Barbosa Sa-Silva da "Escolinha do Professor Raimundo", na TV Globo.
Internado desde o último dia 2 na UTI do Hospital das Clínicas, Vasconcellos tinha Alzheimer havia cinco anos e teve complicações renais nos últimos dias. Às 4h40 de ontem, morreu de insuficiência respiratória.
Nascido em Rio Branco (AC), começou a carreira fazendo imitações no rádio. Nos anos 80, atuou em filmes d'Os Trapalhões. Participou da "Escolinha do Professor Raimundo" entre 1993 e 1995. Em 2001, retomou o personagem gago na "Escolinha do Barulho", na Record. Em 2005, integrou o elenco do filme "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto. Em 2009, foi lançado em DVD o documentário "Ele é o Espetáculo", de Jean Carlo Szepilovski, em homenagem à carreira de Vasconcellos.
Em 1968, no auge de sua carreira, o comediante fundou a Vasconcelândia Empreendimentos Turísticos S/A. Dispondo de um terreno de 1 milhão de metros quadrados em Guarulhos, ele teve a ideia de construir uma grande área de lazer. A inspiração vinha da Disney. O projeto nunca saiu do papel, e o terreno acabou sendo vendido em lotes.
"Era o grande sonho da vida dele, mas não teve apoio na época. Ele investiu tudo o que ganhou nesse projeto que não deu certo, mas nunca se arrependeu", afirmou Rick Regis, sobrinho do humorista que seguiu os passos do tio.
Vasconcellos deixa mulher, quatro filhos e quatro netos.
Fonte: folha online
Internado desde o último dia 2 na UTI do Hospital das Clínicas, Vasconcellos tinha Alzheimer havia cinco anos e teve complicações renais nos últimos dias. Às 4h40 de ontem, morreu de insuficiência respiratória.
Nascido em Rio Branco (AC), começou a carreira fazendo imitações no rádio. Nos anos 80, atuou em filmes d'Os Trapalhões. Participou da "Escolinha do Professor Raimundo" entre 1993 e 1995. Em 2001, retomou o personagem gago na "Escolinha do Barulho", na Record. Em 2005, integrou o elenco do filme "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto. Em 2009, foi lançado em DVD o documentário "Ele é o Espetáculo", de Jean Carlo Szepilovski, em homenagem à carreira de Vasconcellos.
Em 1968, no auge de sua carreira, o comediante fundou a Vasconcelândia Empreendimentos Turísticos S/A. Dispondo de um terreno de 1 milhão de metros quadrados em Guarulhos, ele teve a ideia de construir uma grande área de lazer. A inspiração vinha da Disney. O projeto nunca saiu do papel, e o terreno acabou sendo vendido em lotes.
"Era o grande sonho da vida dele, mas não teve apoio na época. Ele investiu tudo o que ganhou nesse projeto que não deu certo, mas nunca se arrependeu", afirmou Rick Regis, sobrinho do humorista que seguiu os passos do tio.
Vasconcellos deixa mulher, quatro filhos e quatro netos.
Fonte: folha online
Salomão Rabinovitz (1930-2011) - A paixão de um baiano pelo violino-03/10/2011
O baiano Salomão Rabinovitz fez um violino emitir sons pela primeira vez quando tinha só sete anos. Sua história de paixão com o instrumento começou na infância.
Filho de imigrantes russos, o músico nasceu em Salvador, onde cursou o Instituto de Música da Universidade Católica. Depois, conseguiu ir estudar no Rio de Janeiro graças a uma bolsa concedida pelo governo baiano.
Nesse período, integrou um quarteto de cordas da Escola Nacional, com o qual viajou para se apresentar em países como Espanha, Portugal, França, Inglaterra e Israel.
Em 1957, ganhou um prêmio que lhe permitiu ter aulas em Viena, na Áustria. Dizia que não só os estudos lhe foram importantes nessa época, como também o fato de ter escutado muita música.
O retorno para a Bahia se deu em 1966. Em Salvador, fez parte de um trio e de um quarteto de cordas. Percorreu o Brasil todo tocando.
Após convite da Universidade Federal da Bahia, tornou-se professor da instituição, onde ficou por cerca de 18 anos, até se aposentar.
Ao longo de 22 anos, também foi spalla (o primeiro violinista) da Orquestra Sinfônica da Bahia, da qual chegou a ser diretor.
Ultimamente, como conta a família, Salomão estava afastado das atividades.
Era casado com Dora, também violinista, que ele conheceu quando ela tinha 15 anos e com quem teve três filhos (Sérgio, artista plástico, Cláudio, que trabalha na área de educação, e André, funcionário da Petrobras).
Morreu na quinta-feira, aos 80 anos, após sofrer um infarto. Deixa seis netos.
Fonte: folha online
Filho de imigrantes russos, o músico nasceu em Salvador, onde cursou o Instituto de Música da Universidade Católica. Depois, conseguiu ir estudar no Rio de Janeiro graças a uma bolsa concedida pelo governo baiano.
Nesse período, integrou um quarteto de cordas da Escola Nacional, com o qual viajou para se apresentar em países como Espanha, Portugal, França, Inglaterra e Israel.
Em 1957, ganhou um prêmio que lhe permitiu ter aulas em Viena, na Áustria. Dizia que não só os estudos lhe foram importantes nessa época, como também o fato de ter escutado muita música.
O retorno para a Bahia se deu em 1966. Em Salvador, fez parte de um trio e de um quarteto de cordas. Percorreu o Brasil todo tocando.
Após convite da Universidade Federal da Bahia, tornou-se professor da instituição, onde ficou por cerca de 18 anos, até se aposentar.
Ao longo de 22 anos, também foi spalla (o primeiro violinista) da Orquestra Sinfônica da Bahia, da qual chegou a ser diretor.
Ultimamente, como conta a família, Salomão estava afastado das atividades.
Era casado com Dora, também violinista, que ele conheceu quando ela tinha 15 anos e com quem teve três filhos (Sérgio, artista plástico, Cláudio, que trabalha na área de educação, e André, funcionário da Petrobras).
Morreu na quinta-feira, aos 80 anos, após sofrer um infarto. Deixa seis netos.
Fonte: folha online
sábado, dezembro 24, 2011
Morre ator holandês que tinha 90 anos de carreira-24/12/2011
O cantor e ator holandês Johannes Heester, 108, morreu neste sábado (24), segundo a Reuters.
Ele morreu em uma clínica em Starnberg, na Alemanha, ao lado da mulher e de familiares.
Segundo o "Guinness", ele foi o homem mais velho a continuar em atividade em filmes e na TV e sua carreira somava 90 anos.
Cantando em alemão, ele foi bastante popular na década de 1930 e ganhou destaque ao atuar durante o governo de Adolf Hitler na Alemanha. Depois, ele foi perseguido por ter se associado aos nazistas, apesar de nunca ter, de fato, atuado em propagandas do regime.
A última produção da qual Heester participou é o curta-metragem "Ten", lançado neste ano. Como cantor, o último lançamento dele foi o single "Generationen", de 2007.
Ele morreu em uma clínica em Starnberg, na Alemanha, ao lado da mulher e de familiares.
Segundo o "Guinness", ele foi o homem mais velho a continuar em atividade em filmes e na TV e sua carreira somava 90 anos.
Cantando em alemão, ele foi bastante popular na década de 1930 e ganhou destaque ao atuar durante o governo de Adolf Hitler na Alemanha. Depois, ele foi perseguido por ter se associado aos nazistas, apesar de nunca ter, de fato, atuado em propagandas do regime.
A última produção da qual Heester participou é o curta-metragem "Ten", lançado neste ano. Como cantor, o último lançamento dele foi o single "Generationen", de 2007.
domingo, dezembro 18, 2011
Ditador norte-coreano, Kim Jong-il, morre aos 6919/12/2011
O ditador norte-coreano, Kim Jong-il, morreu no último sábado aos 69, segundo informou nesta segunda-feira a televisão estatal do país comunista, a KCTV.
Em uma transmissão especial, a emissora informou que Kim morreu às 8h30 locais (21h30 de sexta-feira em Brasília) durante uma viagem de trem, vítima de um "problema cardíaco" devido a uma "grande tensão física e mental".
A emissora de notícias sul-coreana YTN, por sua vez, atribuiu a morte de Kim a um infarto do miocárdio.
Segundo informações da KCTV, o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, irá sucedê-lo no comando do estado comunista.
Kim Jong-un, que teria cerca de 30 anos de idade, já havia consolidado sua posição como futuro líder da Coreia do Norte em setembro do ano passado, quando foi nomeado publicamente general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.
Especulações sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano já vinham ocorrendo há algum tempo. Acredita-se que Kim tenha sofrido um derrame em 2008, no entanto, ele tinha aparecido relativamente saudável em fotos e vídeos em viagens recentes à China, à Rússia e pelo país.
Pouco depois do anúncio da morte de Kim, a Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em "alerta máximo" e o presidente do país, Lee Myung-bak, convocou uma reunião do conselho de segurança nacional.
FUNERAL
O funeral do ditador irá ocorrer no próximo dia 28 em Pyongyang, segundo informou a agência oficial KCNA.
O país comunista permanecerá de luto até um dia mais tarde, 29 de dezembro, acrescentou a agência.
A KCTV, por sua vez, informou que o corpo do ditador deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de Kim Il-sung.
PERFIL
Kim Jong-il estava à frente da dinastia comunista hereditária norte-coreana há 17 anos, nos quais governou com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade.
O ditador era visto no Ocidente como um líder de perfil excêntrico. Analistas advertiam no entanto que se tratava de um homem muito hábil e um grande estrategista.
Kim costumava ser ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira e seus sapatos de salto alto (para compensar a baixa estatura), mas essa imagem seria equivocada ou enviesada. Pária no resto do mundo, o ditador é visto "como um Deus" no país e é chamado de "querido líder".
Kim Jong-il é o primogênito de Kim Il-Sung, fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 16 de fevereiro de 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado.
Vários analistas, porém, acreditam que ele nasceu num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.
Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim começou a fazer carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Suas funções incluiriam a organização de atentados, como a explosão de um avião da Korean Airlines, em 1987, que matou 115 pessoas. Ele assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores em 1994, no ano da morte do pai.
Fonte: folha online
Em uma transmissão especial, a emissora informou que Kim morreu às 8h30 locais (21h30 de sexta-feira em Brasília) durante uma viagem de trem, vítima de um "problema cardíaco" devido a uma "grande tensão física e mental".
A emissora de notícias sul-coreana YTN, por sua vez, atribuiu a morte de Kim a um infarto do miocárdio.
Segundo informações da KCTV, o filho mais novo do ditador, Kim Jong-un, irá sucedê-lo no comando do estado comunista.
Kim Jong-un, que teria cerca de 30 anos de idade, já havia consolidado sua posição como futuro líder da Coreia do Norte em setembro do ano passado, quando foi nomeado publicamente general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.
Especulações sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano já vinham ocorrendo há algum tempo. Acredita-se que Kim tenha sofrido um derrame em 2008, no entanto, ele tinha aparecido relativamente saudável em fotos e vídeos em viagens recentes à China, à Rússia e pelo país.
Pouco depois do anúncio da morte de Kim, a Coreia do Sul colocou suas Forças Armadas em "alerta máximo" e o presidente do país, Lee Myung-bak, convocou uma reunião do conselho de segurança nacional.
FUNERAL
O funeral do ditador irá ocorrer no próximo dia 28 em Pyongyang, segundo informou a agência oficial KCNA.
O país comunista permanecerá de luto até um dia mais tarde, 29 de dezembro, acrescentou a agência.
A KCTV, por sua vez, informou que o corpo do ditador deverá ser enterrado no Palácio Memorial de Kumsusan, onde também fica o mausoléu de Kim Il-sung.
PERFIL
Kim Jong-il estava à frente da dinastia comunista hereditária norte-coreana há 17 anos, nos quais governou com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade.
O ditador era visto no Ocidente como um líder de perfil excêntrico. Analistas advertiam no entanto que se tratava de um homem muito hábil e um grande estrategista.
Kim costumava ser ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira e seus sapatos de salto alto (para compensar a baixa estatura), mas essa imagem seria equivocada ou enviesada. Pária no resto do mundo, o ditador é visto "como um Deus" no país e é chamado de "querido líder".
Kim Jong-il é o primogênito de Kim Il-Sung, fundador da Coreia do Norte comunista e idolatrado no país. Segundo a propaganda oficial, quando Kim Jong-il nasceu, em 16 de fevereiro de 1942, surgiram no céu uma estrela e um arco-íris duplo. Desde então, o monte Paekdu, onde teria nascido, é um lugar sagrado.
Vários analistas, porém, acreditam que ele nasceu num campo de treinamento guerrilheiro russo, a partir de onde seu pai empreendeu a guerra de resistência contra o Japão, até 1945.
Após obter um diploma universitário, em 1964, Kim começou a fazer carreira dentro do Partido dos Trabalhadores. Suas funções incluiriam a organização de atentados, como a explosão de um avião da Korean Airlines, em 1987, que matou 115 pessoas. Ele assumiu o controle do Partido dos Trabalhadores em 1994, no ano da morte do pai.
Fonte: folha online
Cantora Cesária Évora morre aos 70 anos em Cabo Verde- 17/12/2011
A cantora cabo-verdiana Cesária Évora morreu neste sábado, no Hospital Baptista de Sousa, na ilha de São Vicente, Cabo Verde. As informações são do jornal português "Público".
A chamada "diva dos pés descalços" era uma das cantoras de maior reconhecimento internacional de seu país. De acordo com a emissora portuguesa RTP, ela estava internada devido a uma "insuficiência cardiorrespiratória aguda e tensão cardíaca elevada".
Em setembro deste ano, Cesária havia encerrado a carreira por conta dos problemas de saúde. Dois dias depois a cantora chegou a ser internada em Paris por conta de um acidente vascular cerebral.
Nascida em Mindelo, em 27 de agosto de 1941, Cesária cresceu numa família de músicos com um pai que tocava cavaquinho, violão e violino e um irmão saxofonista, com quem chegou a tocar no início da carreira.
Após a independência de Cabo Verde, 1975, a cantora passou cerca de dez anos fora dos palcos e lutando contra o alcoolismo. Já na década de 80, mudou-se para Portugal onde retomou a carreira.
Seu álbum mais aclamado foi "Miss Perfumado", de 1992, quando Évora já havia se mudado para Paris, na França. Ela ainda ganhou um Grammy em 2004 pelo melhor álbum de world music contemporânea.
Em 2009, o Presidente francês Nicolas Sarkozy entregou-lhe a medalha da Legião de Honra, por conta de sua obra.
Fonte: folha online
A chamada "diva dos pés descalços" era uma das cantoras de maior reconhecimento internacional de seu país. De acordo com a emissora portuguesa RTP, ela estava internada devido a uma "insuficiência cardiorrespiratória aguda e tensão cardíaca elevada".
Em setembro deste ano, Cesária havia encerrado a carreira por conta dos problemas de saúde. Dois dias depois a cantora chegou a ser internada em Paris por conta de um acidente vascular cerebral.
Nascida em Mindelo, em 27 de agosto de 1941, Cesária cresceu numa família de músicos com um pai que tocava cavaquinho, violão e violino e um irmão saxofonista, com quem chegou a tocar no início da carreira.
Após a independência de Cabo Verde, 1975, a cantora passou cerca de dez anos fora dos palcos e lutando contra o alcoolismo. Já na década de 80, mudou-se para Portugal onde retomou a carreira.
Seu álbum mais aclamado foi "Miss Perfumado", de 1992, quando Évora já havia se mudado para Paris, na França. Ela ainda ganhou um Grammy em 2004 pelo melhor álbum de world music contemporânea.
Em 2009, o Presidente francês Nicolas Sarkozy entregou-lhe a medalha da Legião de Honra, por conta de sua obra.
Fonte: folha online
Morre aos 28 anos ex-Miss Venezuela Eva Ekvall - 18/12/2011
A ex-Miss Venezuela Eva Ekvall morreu neste sábado (17) na cidade americana de Houston (EUA), após enfrentar um câncer de mama diagnosticado em 2010, informaram pessoas próximas a ela. "Infelizmente o câncer teve a última palavra", disse o escritor Leonardo Padrón ao canal Globovisión, confirmando a morte da ex-modelo, de 28 anos.
Padrón disse que a atriz e apresentadora "tinha uma longa batalha" e estava demonstrando uma coragem extraordinária em sua luta contra o câncer. Ele não confirmou se o corpo de Eva será repatriado.
Eva, após ser diagnosticada de câncer, chegou a questionar a utilização da saúde como meio para conseguir a beleza e não para prevenir e curar doenças. "Já sei o que se sente não ter um fio de cabelo", publicou Eva em sua conta no Twitter no dia 10 de março após raspar a cabeça.
"Na Venezuela se investe muito dinheiro em ficar bela e não em saúde", considerou a ex-modelo, reivindicando "a prevenção em saúde como outra forma de se cuidar fisicamente, porque se você está doente não vai se ver bonita".
Com apenas 27 anos, Eva recebeu a notícia de que tinha câncer de mama e, durante oito meses, enfrentou o penoso tratamento da doença acompanhada de familiares e amigos, e sem deixar o trabalho de apresentadora de uma das principais emissoras de televisão do país.
A ex-miss lembra que, quando soube que tinha câncer, se incomodou com si própria, por não ter ido antes a um médico, sabendo que sua avó havia morrido da mesma doença e que sua tia também tinha sofrido com o tumor.
"Quando soube que estava doente, deixei de gostar de meus seios, pois eles tinham esta doença", ressaltou Eva, que até então achava os seios uma das partes mais agradáveis de seu corpo.
Fonte: folha online
Padrón disse que a atriz e apresentadora "tinha uma longa batalha" e estava demonstrando uma coragem extraordinária em sua luta contra o câncer. Ele não confirmou se o corpo de Eva será repatriado.
Eva, após ser diagnosticada de câncer, chegou a questionar a utilização da saúde como meio para conseguir a beleza e não para prevenir e curar doenças. "Já sei o que se sente não ter um fio de cabelo", publicou Eva em sua conta no Twitter no dia 10 de março após raspar a cabeça.
"Na Venezuela se investe muito dinheiro em ficar bela e não em saúde", considerou a ex-modelo, reivindicando "a prevenção em saúde como outra forma de se cuidar fisicamente, porque se você está doente não vai se ver bonita".
Com apenas 27 anos, Eva recebeu a notícia de que tinha câncer de mama e, durante oito meses, enfrentou o penoso tratamento da doença acompanhada de familiares e amigos, e sem deixar o trabalho de apresentadora de uma das principais emissoras de televisão do país.
A ex-miss lembra que, quando soube que tinha câncer, se incomodou com si própria, por não ter ido antes a um médico, sabendo que sua avó havia morrido da mesma doença e que sua tia também tinha sofrido com o tumor.
"Quando soube que estava doente, deixei de gostar de meus seios, pois eles tinham esta doença", ressaltou Eva, que até então achava os seios uma das partes mais agradáveis de seu corpo.
Fonte: folha online
Morre aos 88 anos o ator e diretor Sergio Britto- 17 12 2011
Morreu na manhã deste sábado (17) o ator e diretor Sergio Britto, aos 88 anos. Ele estava internado desde novembro no Hospital Copa D'or, no Rio, por conta de problemas cardiorrespiratórios. O velório ocorrerá à tarde na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), no centro. O enterro ocorre amanhã no Cemitério do Caju.
Em agosto, ele já havia sido internado no mesmo hospital, ao apresentar um quadro de bronquite e infecção respiratória.
Nascido em 29 de junho de 1923, o ator começou a carreira em 1945 e participou em 1948 de uma histórica montagem de "Hamlet" estrelada por Sérgio Cardoso. Renomado nome do teatro brasileiro, com dezenas de prêmios, trabalhou em mais de cem peças, passando de 90 as que subiu ao palco como ator.
À Folha, porém, Britto disse que só começou a se considerar ator em 1953, com as estripulias de "Uma Mulher e Três Palhaços".
Em 1959, foi fundador, em São Paulo, do Teatro dos Sete, em parceria com Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Ítalo Rossi. Duas décadas depois, fundaria, no Rio, o Teatro dos Quatro, sala que funciona até hoje. Foi também diretor do Centro Cultural do Banco do Brasil.
Na televisão, ele foi o diretor de "Ilusões Perdidas", primeira novela da TV Globo, em 1965.
A mudança na carreira aconteceu quando ele deixou os papéis de galã, adequados ao seu então perfil atlético, e passou a fazer espetáculos difíceis como "Fim de Jogo" (1970), "Tango" (1972), "Autos Sacramentales" (1974) e "Quatro Vezes Beckett" (1985).
Britto relatou sua tentativa de suicídio, quando cortou os pulsos, aos 22 anos. Segundo ele, era uma tentativa de se libertar, livrar-se da medicina que estudou para agradar os pais --cursou até o sexto ano, na Faculdade da Praia Vermelha, e formou-se em 1948.
Cinemaníaco compulsivo, tinha uma coleção com milhares de fitas de vídeo, a maioria filmes de todas as épocas. As demais eram gravações de ópera, outra de suas paixões.
Em 2010, lançou a autobiografia "O Teatro e Eu" (Tinta Negra), em que fala dos grandes amigos, como Fernanda Montenegro, e dos colegas com quem se desentendeu, casos de Beatriz Segall, Laura Carneiro, Osmar Prado e outros.
Neste ano, o ator contracenou com Suely Franco na peça "Recordar é Viver", dirigida por Eduardo Tolentino, em texto de Hélio Sussekind.
Veja a cronologia da carreira de Sergio Britto:
1923
Nasce Sérgio Pedro Corrêa de Britto, no Rio de Janeiro, no dia 29 de junho
1948
Forma-se em medicina, mas não exerce a profissão. Durante a faculdade faz suas primeiras atuações no teatro universitário
1949
Profissionaliza-se como ator, fundando o Teatro dos Doze ao lado de Sergio Cardoso
1952
Realiza sua primeira experiência de direção, montando, em parceria com Carla Civelli, "O Homem, A Besta e A Virtude", de Luigi Pirandello.
1953
Participa do primeiro elenco profissional do Teatro de Arena, atuando em "Esta Noite é Nossa", de Stafford Dickens, com direção de José Renato
1956
Transfere-se para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde participa de importantes montagens.
1959
Junto a Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Ítalo Rossi, dissidentes da companhia paulista, funda o Teatro dos Sete, que tem estreia de grande sucesso com "Mambembe"
1963
Dirige na TV Rio "A morta sem espelho" de Nelson Rodrigues. Nos anos 60 atua em diversas peças e dirige uma série de novelas para a televisão.
1971
Ao lado de Fernanda Montenegro, atua na peça "O Marido Vai à Caça", de Georges Feydeau, dirigido por Amir Haddad. Trabalhará com a atriz e com o diretor outras vezes na década.
1978
Funda o Teatro dos 4, no Rio de Janeiro
1985
Atua em "Quatro Vezes Beckett", que marca o início da trajetória do diretor Gerald Thomas no Brasil
1989
Assume a direção artística do Centro Cultural do Banco do Brasil - CCBB
1996
Lança sua autobiografia "Fábrica de Ilusão: 50 Anos de Teatro"
2009
Com as peças "A última gravação de Krapp" e "Ato sem palavras I", de Samuel Beckett, ganha o Prêmio Shell de melhor ator.
2010
Protagoniza, juntamente com Suely Franco, a peça "Recordar é Viver", com direção de Eduardo Tolentino de Araújo.
Fonte folha online
Em agosto, ele já havia sido internado no mesmo hospital, ao apresentar um quadro de bronquite e infecção respiratória.
Nascido em 29 de junho de 1923, o ator começou a carreira em 1945 e participou em 1948 de uma histórica montagem de "Hamlet" estrelada por Sérgio Cardoso. Renomado nome do teatro brasileiro, com dezenas de prêmios, trabalhou em mais de cem peças, passando de 90 as que subiu ao palco como ator. À Folha, porém, Britto disse que só começou a se considerar ator em 1953, com as estripulias de "Uma Mulher e Três Palhaços".
Em 1959, foi fundador, em São Paulo, do Teatro dos Sete, em parceria com Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Ítalo Rossi. Duas décadas depois, fundaria, no Rio, o Teatro dos Quatro, sala que funciona até hoje. Foi também diretor do Centro Cultural do Banco do Brasil.
Na televisão, ele foi o diretor de "Ilusões Perdidas", primeira novela da TV Globo, em 1965.
A mudança na carreira aconteceu quando ele deixou os papéis de galã, adequados ao seu então perfil atlético, e passou a fazer espetáculos difíceis como "Fim de Jogo" (1970), "Tango" (1972), "Autos Sacramentales" (1974) e "Quatro Vezes Beckett" (1985).
Britto relatou sua tentativa de suicídio, quando cortou os pulsos, aos 22 anos. Segundo ele, era uma tentativa de se libertar, livrar-se da medicina que estudou para agradar os pais --cursou até o sexto ano, na Faculdade da Praia Vermelha, e formou-se em 1948.
Cinemaníaco compulsivo, tinha uma coleção com milhares de fitas de vídeo, a maioria filmes de todas as épocas. As demais eram gravações de ópera, outra de suas paixões.
Em 2010, lançou a autobiografia "O Teatro e Eu" (Tinta Negra), em que fala dos grandes amigos, como Fernanda Montenegro, e dos colegas com quem se desentendeu, casos de Beatriz Segall, Laura Carneiro, Osmar Prado e outros.
Neste ano, o ator contracenou com Suely Franco na peça "Recordar é Viver", dirigida por Eduardo Tolentino, em texto de Hélio Sussekind.
Veja a cronologia da carreira de Sergio Britto:
1923
Nasce Sérgio Pedro Corrêa de Britto, no Rio de Janeiro, no dia 29 de junho
1948
Forma-se em medicina, mas não exerce a profissão. Durante a faculdade faz suas primeiras atuações no teatro universitário
1949
Profissionaliza-se como ator, fundando o Teatro dos Doze ao lado de Sergio Cardoso
1952
Realiza sua primeira experiência de direção, montando, em parceria com Carla Civelli, "O Homem, A Besta e A Virtude", de Luigi Pirandello.
1953
Participa do primeiro elenco profissional do Teatro de Arena, atuando em "Esta Noite é Nossa", de Stafford Dickens, com direção de José Renato
1956
Transfere-se para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde participa de importantes montagens.
1959
Junto a Gianni Ratto, Fernanda Montenegro, Fernando Torres e Ítalo Rossi, dissidentes da companhia paulista, funda o Teatro dos Sete, que tem estreia de grande sucesso com "Mambembe"
1963
Dirige na TV Rio "A morta sem espelho" de Nelson Rodrigues. Nos anos 60 atua em diversas peças e dirige uma série de novelas para a televisão.
1971
Ao lado de Fernanda Montenegro, atua na peça "O Marido Vai à Caça", de Georges Feydeau, dirigido por Amir Haddad. Trabalhará com a atriz e com o diretor outras vezes na década.
1978
Funda o Teatro dos 4, no Rio de Janeiro
1985
Atua em "Quatro Vezes Beckett", que marca o início da trajetória do diretor Gerald Thomas no Brasil
1989
Assume a direção artística do Centro Cultural do Banco do Brasil - CCBB
1996
Lança sua autobiografia "Fábrica de Ilusão: 50 Anos de Teatro"
2009
Com as peças "A última gravação de Krapp" e "Ato sem palavras I", de Samuel Beckett, ganha o Prêmio Shell de melhor ator.
2010
Protagoniza, juntamente com Suely Franco, a peça "Recordar é Viver", com direção de Eduardo Tolentino de Araújo.
Fonte folha online
sábado, dezembro 17, 2011
Almerice da Silva Santos (1924-2011) - Dona Teté e o rebolado do cacuriá-17/12/2011
ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO
Durante o batizado, o padre achou Almerice da Silva Santos uma criança muito pequenininha para ter um nome tão grande. Por isso, deu-lhe o apelido Teté, que pegou.
Nascida em São Luís do Maranhão, ela perdeu a mãe aos quatro e o pai aos 14. Foi criada pela avó e a madrinha.
Na lida começou cedo, na adolescência. A filha, Marlene, lembra que, nas secas, ela e a mãe, lavadeiras, percorriam a cidade atrás de água. Trabalhou ainda como auxiliar de limpeza pelo Estado.
Interessada nas festas populares, tornou-se rezadeira, cantora de ladainha e tocadora de caixa, tipo de tambor que aprendeu na infância, vendo uma vizinha tocar.
Começou a participar das festas do Divino organizadas por seu Lauro, mestre da cultura popular e criador, na década de 70, do cacuriá, uma dança derivada do carimbó.
Nos anos 80, dona Teté foi convidada a dar aulas de caixa e a participar de peças no Laborarte, que desenvolve trabalhos artísticos. Acabou tendo seu próprio grupo lá.
Seu estilo de cacuriá, porém, tinha coreografia mais sensual, com mais rebolado.
Seu Lauro e outros artistas conservadores acusaram-na de "escandalizar" a dança. Apesar da reação, dona Teté foi uma das maiores responsáveis pela difusão do cacuriá no Estado, que ganhou muitos outros grupos depois.
Gravou discos e se apresentou pelo Brasil e em Portugal. Quando questionada sobre o que não podia faltar na dança, brincava: "Cachaça".
Morreu no sábado (10), aos 87, em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral). Teve uma filha, cinco netos, 18 bisnetos e seis trinetos.
Fonjte: folha online
DE SÃO PAULO
Durante o batizado, o padre achou Almerice da Silva Santos uma criança muito pequenininha para ter um nome tão grande. Por isso, deu-lhe o apelido Teté, que pegou.
Nascida em São Luís do Maranhão, ela perdeu a mãe aos quatro e o pai aos 14. Foi criada pela avó e a madrinha.
Na lida começou cedo, na adolescência. A filha, Marlene, lembra que, nas secas, ela e a mãe, lavadeiras, percorriam a cidade atrás de água. Trabalhou ainda como auxiliar de limpeza pelo Estado.
Interessada nas festas populares, tornou-se rezadeira, cantora de ladainha e tocadora de caixa, tipo de tambor que aprendeu na infância, vendo uma vizinha tocar.
Começou a participar das festas do Divino organizadas por seu Lauro, mestre da cultura popular e criador, na década de 70, do cacuriá, uma dança derivada do carimbó.
Nos anos 80, dona Teté foi convidada a dar aulas de caixa e a participar de peças no Laborarte, que desenvolve trabalhos artísticos. Acabou tendo seu próprio grupo lá.
Seu estilo de cacuriá, porém, tinha coreografia mais sensual, com mais rebolado.
Seu Lauro e outros artistas conservadores acusaram-na de "escandalizar" a dança. Apesar da reação, dona Teté foi uma das maiores responsáveis pela difusão do cacuriá no Estado, que ganhou muitos outros grupos depois.
Gravou discos e se apresentou pelo Brasil e em Portugal. Quando questionada sobre o que não podia faltar na dança, brincava: "Cachaça".
Morreu no sábado (10), aos 87, em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral). Teve uma filha, cinco netos, 18 bisnetos e seis trinetos.
Fonjte: folha online
Corpo do carnavalesco Joãosinho Trinta é velado no Maranhão17/12/2011
O corpo do carnavalesco Joãosinho Trinta chegou às 16h ao prédio do Museu Histórico e Artístico em São Luís do Maranhão, onde será velado até domingo, quando segue em cortejo para o teatro Arthur Azevedo. O enterro está previsto para segunda-feira, no Cemitério do Gavião, às 10h30. O carnavalesco morreu hoje, aos 78 anos.
O carnavalesco estava internado desde o último dia 3 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do UDI Hospital, em São Luís (MA), cidade onde nasceu. Segundo boletim divulgado pelo hospital, a causa da morte foi choque séptico secundário a pneumonia e infecção urinária. Fiel à máxima de que "Pobre não gosta de pobreza, gosta de luxo", o maranhense foi um dos responsáveis por modernizar o Carnaval do Rio.
No Rio, atuou na Beija Flor, Viradouro, Rocinha, Grande Rio e Vila Isabel, onde coordenou seu último Carnaval.
Amigos e representantes de escolas de samba lamentaram a morte de Joãosinho Trinta e destacaram sua importância na história do Carnaval brasileiro.
"João sempre foi uma referência, representou uma mudança de conceito no que se refere a Carnaval. Mudou desfile, mudou alegoria, fantasia, mudou tudo. O que o João pregava nos anos 70 e os outros atiravam pedras, hoje em dia as pessoas valorizam e acham bonito", afirmou o carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, também lamentou morte do carnavalesco maranhense.
"A morte de Joãosinho Trinta é uma enorme perda para nossa cultura no que ela tem de mais vivo e popular como tradução do Brasil. Afinal, Joãosinho, através dos seus desfiles de carnaval com elementos inusitados e ousados, retratava nossas histórias, mitos e mazelas. Este maranhense, que hoje põe o Brasil de luto, deixa em nossa memória momentos antológicos em mais de cinco décadas de atuação. Fica aqui meu abraço solidário à família, aos amigos e à toda a comunidade carnavalesca", disse a ministra.
BIOGRAFIA
Nascido João Clemente Jorge Trinta, em 1933, o carnavalesco, artista plástico, cenógrafo e bailarino chegou a capital carioca em 1951, aos 18 anos --antes disso trabalhava como escriturário. Cinco anos depois, passou a integrar o Balé do Teatro Municipal do Rio. Amigo do poeta Ferreira Gullar, chegou a dividir um apartamento no Catete com o conterrâneo.
Em 1963 ingressou na Acadêmicos do Salgueiro e ajudou o carnavalesco Arlindo Rodrigues com o enredo "Xica da Silva" (samba-enredo de Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira). A escola foi campeã.
Criador dos grandes carros alegóricos, só foi "assinar" um desfile como carnavalesco em 1974, também para o Salgueiro.
Membro da equipe de Fernando Pamplona, Trinta ajudou a transformar os desfiles no que são hoje. Perderam espaço os passistas que desfilavam livres no chão, sem carros alegóricos ou fantasias mirabolantes, ao som de sambas sincopados, para dar espaço a espécie de "ópera popular", em que as alas desfilam em blocos seguindo coreografias moldadas à risca para contar o enredo da escola.
Repleta de sucessos, a carreira de Trinta como carnavalesco foi polêmica.
Em 1989, a Beija Flor de Nilópolis, então sob o comando do carnavalesco, foi impedida de levar para o Sambódromo a imagem de um Cristo mendigo dentro do enredo "Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia".
Para burlar a proibição e ao mesmo tempo criticar a Igreja, que havia recorrido à Justiça para vetar o uso da imagem, Joãosinho envolveu a estátua em plástico preto, com uma faixa onde se lia "Mesmo proibido, olhai por nós". A escola ficou em segundo lugar --a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense-- mas o carnavalesco fez um desfile histórico, lembrado até hoje como um dos mais emocionantes da passarela do samba.
Foram 17 anos na Beija-Flor de Nilópolis e sete na Viradouro, mas no início dos anos 2000 Joãosinho transferiu-se para a Grande Rio.
Em 2004, a escola de samba o demitiu horas antes da apuração oficial, alegando insatisfação com a concepção do enredo "Vamos Vestir a Camisinha, Meu Amor...". Segundo a Grande Rio, a ideia da escola era realizar um desfile para a conscientização do uso da camisinha e do perigo das doenças sexualmente transmissíveis.
No entanto, a concepção do carnavalesco era mais sexualizada, com carros alegóricos que reproduziam imagens do "Kama Sutra" (manual indiano de posições sexuais). Dois carros com cenas de sexo foram encobertos, por recomendação da Promotoria de Infância e Juventude de Duque de Caxias (região metropolitana do Rio). A escola classificou-se em 10º lugar.
Joãosinho se afastou do Carnaval em 2006, depois de ter sofrido dois AVCs (acidente vascular cerebral) e continuado a trabalhar --o primeiro foi em 1997 e o segundo, em 2004.
De tão associado à festa virou tema de documentário, livro e, claro, samba enredo. No filme "A raça síntese de Joãosinho Trinta", lançado em 2009, os autores investigam o processo de criação de um enredo para uma das muitas escolas de samba em que ele trabalhou.
Atualmente, Trinta estava no Maranhão trabalhando em projetos da Secretaria da Cultura para a comemoração dos 400 anos de São Luís, em 2012. Ele planejava um cortejo de 5 mil pessoas, repleto do luxo que o tornou famoso, para contar a trajetória da cidade.
Fonte: folha online
terça-feira, outubro 18, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
Tchau, Itamar
No Brasil, obituário não é um gênero jornalístico. No geral, jornalistas não escrevem sobre um falecido usando os princípios jornalísticos mais elementares, como equilíbrio, isenção e fidelidade aos fatos. Em vez disso, tratam de esconder ou simplesmente omitir tudo o que seja negativo e transformam qualquer zé-mané em herói pelo simples fato de ter morrido. Brasileiro não faz obituário; faz hagiografia. Desse jeito, até uma figura caricata como a de Itamar Franco de repente ganha ares de estadista apenas por não estar mais respirando.
Mas não tem nada, não. Aqui o boteco deixa nosso homenagem ao grande homem que introduziu a genitália desnuda na política nacional.
Aliás, sobre esse assunto, nada como ler a HQ-reportagem Pussy Power, que Arnaldo Branco e Leonardo fizeram para a Vice há dois anos, quando Itamar ainda não era santo.
Fonte: http://www.botecosujo.com/
Mas não tem nada, não. Aqui o boteco deixa nosso homenagem ao grande homem que introduziu a genitália desnuda na política nacional.
Aliás, sobre esse assunto, nada como ler a HQ-reportagem Pussy Power, que Arnaldo Branco e Leonardo fizeram para a Vice há dois anos, quando Itamar ainda não era santo.
Fonte: http://www.botecosujo.com/
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
Morre na Bahia o ex-deputado Sergio Naya

O ex-deputado e empresário Sérgio Naya, 65, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira (20) num quarto do hotel Jardim Atlântico, em Ilhéus, no sul da Bahia. Ele estava hospedado ali desde o dia 13 de fevereiro e participava de reuniões da negócios. Naya era proprietário da construtora Sersan, que construiu o prédio Palace 2, no Rio de Janeiro, que desabou em fevereiro de 1998 matando oito pessoas. Ele pretendia construir um shopping center em Ilhéus.
O ex-deputado federal Jorge Viana (PMDB-BA), que vive em Ilhéus e era amigo de Naya, disse ao UOL que foi avisado da morte e acompanhou o legista que teria constatado que Naya morreu de infarto. "Assim que eu soube, fui para lá. Depois de constatar a causa da morte, os legistas levaram o corpo para o necrotério de Ilhéus, onde ele está sendo embalsamado", disse Viana.
Segundo o deputado, o irmão de Naya, Paulo Naya, irá buscar o corpo neste sábado e o levará para Laranjal, em Minas Gerais, a cidade natal da família. Funcionários do hotel onde Naya estava hospedado contaram que o motorista do ex-deputado solicitou que ele fosse chamado, pois não estava no lugar marcado para encontrá-lo. Os funcionários chegaram a procurá-lo em outras dependências do hotel, antes de entrar no quarto com uma chave reserva
De acordo com o hotel, até ontem Naya estava aparentemente bem, foi simpático com todos e viajava à cidade algumas vezes, a negócios. O corpo foi encontrado na cama, coberto, por volta das 16h.
Fonte: Uol Cotidiano 20/02/2009
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