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segunda-feira, dezembro 19, 2011

Som da Terra 2

Som da Terra


Apesar de no espaço não existir nada material pro som se propagar, existem ondas de partículas eletromagnéticas carregadas, que vem do "Vento Solar", Ionosfera e da Magnetosfera planetária. A Nasa conseguiu gravar sons de vários planetas e suas luas com um equipamento especializado, e depois transformaram essas ondas em som audível ao ouvido humano. Essas interações de partículas formam esse som estranho..

Sons do espaço gravados pela NASA

Astrônomos descobrem planeta similar a Terra

Imagens incríveis do espaço Telescópio HUBBLE.

Telescópio acha estrela que gira 300 vezes mais rápido que o Sol -05/12/2011

Uma equipe internacional de astrônomos que lida com o Very Large Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), instalado no Chile, descobriu uma estrela pesada e brilhante na Nebulosa da Tarântula, situada na Grande Nuvem de Magalhães.

A VFTS 102 gira a mais de 2 milhões de quilômetros por hora --mais de 300 vezes mais depressa do que o Sol-- e está muito próxima do ponto onde seria desfeita em pedaços devido às forças centrífugas. Ela é a estrela em rotação mais rápida que se conhece até hoje.
Os astrônomos descobriram também que a estrela, que tem cerca de 25 vezes a massa do Sol e é cerca de cem mil vezes mais brilhante, se desloca no espaço a uma velocidade muito diferente da das suas companheiras.

"A extraordinária velocidade de rotação aliada ao movimento incomum relativamente às estrelas situadas na sua vizinhança, levou-nos a perguntar se esta estrela não teria tido um começo de vida incomum. Ficamos desconfiados." explica autor principal do artigo científico, Philip Dufton, da Universidade Queen, na Irlanda do Norte.
A diferença de velocidade poderia apontar para o fato da VFTS 102 ser uma estrela fugitiva --um astro que foi ejetado de um sistema de estrelas duplas depois da sua companheira ter explodido sob a forma de supernova.
Esta hipótese é corroborada por mais duas pistas adicionais: um pulsar e um resto de supernova a ele associado, encontrados na vizinhança da estrela.
A equipe desenvolveu um possível cenário evolutivo para esta estrela tão incomum.
O objeto poderia ter começado a sua vida como uma componente de um sistema estelar binário. Se as duas estrelas estivessem próximas uma da outra, o gás da companheira poderia ter fluído continuamente na sua direção, fazendo com que a estrela começasse a rodar mais e mais depressa, o que explicaria um dos fatos incomuns --o porquê da sua rotação extremamente elevada.
Após um curto espaço de tempo na vida da estrela, de cerca de dez milhões de anos, a companheira de elevada massa teria explodido como uma supernova --o que explicaria a nuvem de gás característica conhecida como resto de supernova que se encontra nas proximidades.
A explosão teria também dado origem à ejeção da estrela, o que poderia explicar a terceira anomalia --a diferença entre a sua velocidade e a das outras estrelas da região.
Ao colapsar a companheira de grande massa ter-se-ia transformado no pulsar que observamos hoje, completando assim a solução do quebra-cabeça.
Embora os astrônomos não possam ter a certeza deste cenário, Dufton conclui: "Esta é uma hipótese com muito mérito, uma vez que explica todas as caraterísticas incomuns que observamos. Esta estrela mostra-nos claramente lados inesperados das vidas curtas mas dramáticas das estrelas mais pesadas."
Fonte: folha online

Foto mostra uma das mais perfeitas galáxias espirais - 19/12/2011

O telescópio espacial Hubble fotografou nesta segunda-feira a galáxia espiral M74, também conhecida como Messier 74 ou NGC 628. A Nasa divulgou a imagem nesta segunda-feira.

Ela é uma das mais perfeitas do gênero, com braços simétricos em forma de espiral que partem de seu centro e são rodeados por poeira.
As regiões azuis concentram estrelas jovens que ainda se encontram em formação. A parte rosa é de hidrogênio ionizado.
A M74 está a 32 milhões de anos-luz, na constelação de Peixes. Ela é a maior de um pequeno grupo com cerca de 12 galáxias reunidas, que juntas contém aproximadamente cem bilhões de estrelas --um pouco menor que a Via Láctea.
Fonte: folha online

quinta-feira, outubro 20, 2011

Astrônomos capturam imagem rara de planeta em formação-20/10/2011

Astrônomos capturaram pela primeira vez a imagem diretamente obtida de um jovem planeta em formação.
O objeto em questão, o LkCA 15b, começou a se formar entre 50 mil a cem mil anos atrás --pouco tempo para os padrões do Universo.

Associated Press
Ilustração artística de como seria a formação de um novo planeta que se encontra a 450 anos-luz da Terra
A 450 anos-luz da Terra, o planeta está concentrando poeira e gás estelar que circula uma estrela com 2 milhões de anos.
Os parceiros na descoberta --Adam Kraus, do Instituto para Astronomia da Universidade do Havaí, e Michael Ireland, da Universidade Macquarie, que também trabalha no Observatório de Astronomia Australiano-- disseram que a estrela jovem está bem no centro de um disco de material estelar que a circunda.
Os cientistas anteriores não puderam observar a formação de um planeta antes porque ela acaba sendo ofuscada pelas luzes de outras estrelas das redondezas.
Para contornar esse problema, a dupla combinou dois métodos que deram resultado alterando como usavam os espelhos do observatório.
Fonte: folha online

Focos de luzes iluminam o planeta Terra à noite; veja foto-20/10/2011

A Nasa (agência espacial americana) divulgou nesta quinta-feira (19) uma imagem que mostra como a Terra é vista à noite, com focos de luzes que iluminam o planeta.
Tirada pelos astronautas que estão na ISS (Estação Espacial Internacional), a foto mostra a região centro-oeste dos Estados Unidos.
Terra vista do espaço durante a noite possui focos iluminados; foto foi tirada pela tripulação da estação espacial
Fonte: folha online

domingo, setembro 18, 2011

Lua

A Nasa reuniu 983 fotos para formar o mosaico acima, que mostra o polo Norte lunar, onde a Apollo 11 pousou.
Fonte: folha online

Novo planeta semelhante à Terra tem potencial para vida-12/09/2011

GIULIANA MIRANDA

DE SÃO PAULO
Astrônomos europeus anunciaram nesta segunda-feira a descoberta de 50 novos planetas fora do Sistema Solar. Entre eles, um que poderia ter água líquida, condição fundamental para o desenvolvimento da vida como a conhecemos.

Batizado de HD 85512b, o novo astro é uma das 16 super-Terras --nome dos planetas com massa entre uma e dez vezes a da nossa Terra-- localizadas pelo ESO (Observatório Europeu do Sul).
Situado a 35 anos-luz da Terra, o exoplaneta (nome dado aos astros do tipo fora do Sistema Solar) fica na chamada zona habitável.
"A zona habitável é a distância do planeta à estrela que ele orbita onde há condições de existir água em estado líquido. Isso varia conforme o tamanho e o brilho de cada astro", explica Gustavo Rojas, físico da Universidade Federal de São Carlos e responsável pela divulgação das ações do ESO no Brasil.

Ilustração artística do HD 85512b, planeta localizado fora do Sistema Solar que pode conter água líquida.
 
No caso do novo planeta, a estrela é menor e menos brilhante do que o Sol. Por isso, para haver condições que permitam ter vida, ele precisa ter a órbita mais próxima dela. O HD 85512b, no entanto, está quase no limite dessa proximidade. "Ele fica bem perto, no extremo da zona habitável", afirmou Rojas.

Para que o planeta não seja quente demais para a vida, é preciso uma condição especial. Ele tem de ser nublado, com pelo menos 50% do céu coberto de nuvens.
"As nuvens ajudam a refletir a luz solar, e isso auxilia no resfriamento da temperatura", disse o físico.
Mas, para saber como é a composição e a possível atmosfera do planeta recém-descoberto, ainda é preciso esperar. A geração atual de telescópios ainda não consegue captar essas informações.
Na opinião de Rojas, é preciso cautela. "O fato de o planeta estar na zona habitável não significa necessariamente que poderia ter vida. São coisas diferentes, é preciso salientar."
CAÇADOR DE PLANETAS
Os novos exoplanetas foram descobertos pelo espectrógrafo Harps, o descobridor de planetas mais bem-sucedido do mundo.
Ele fica montado em um telescópio de 3,6 metros no Observatório de La Silla, do ESO, no Chile, e já localizou mais de 150 outros planetas.
Como esses astros ficam muito longe da Terra para serem fotografados, os astrônomos usam um método que capta a presença do planeta medindo a ação gravitacional dele sobre sua estrela.
O anúncio dos 50 novos planetas, feito em um congresso científico sobre sistemas solares extremos nos EUA, animou os pesquisadores. Esse é o maior número de planetas desse tipo anunciado de uma só vez.
E, segundo os astrônomos, os números não devem parar de crescer. Se há pouco mais de 20 anos não se tinha certeza de que havia planetas fora do Sistema Solar, agora já há mais de 600 confirmados. E 1.235 fortes candidatos ainda por confirmar.
Fonte: folha online

quarta-feira, outubro 21, 2009

"Gêmea" da Terra será vista em dois anos, diz cientista

Desenho do sistema Gl-581 com planeta rochoso; astrônomo diz que ciência está próxima de achar planeta "gêmeo" da Terra


O astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra (Suíça), diz que a ciência nunca esteve tão perto de achar um planeta "gêmeo" da Terra fora do Sistema Solar. "Temos grande chance de fazer isso nos próximos dois anos", afirma.
Mayor está hoje no Rio para falar sobre o que aprendeu desde que achou o primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) conhecido, orbitando a estrela 51 Pegasi, em 1995.
Ele foi pioneiro no uso da técnica para medir o movimento de estrelas analisando distorções na frequência de sua luz -o chamado efeito Doppler. Quando um planeta gira em torno de seu sol, ele o faz "rebolar" um pouquinho, e a velocidade desse rebolado pode ser detectada assim.
Em entrevista num dos intervalos da assembleia da IAU (União Astronômica Internacional), Mayor disse o que espera ver nos próximos anos.
*
FOLHA - O que o sr. veio apresentar no encontro aqui no Rio?
MICHEL MAYOR - Vim mostrar que aquilo que descobrimos nos últimos dois anos foi uma grande população de planetas de baixa massa. Isso significa massas poucas vezes maiores que a da Terra ou a massa de Netuno. Mais ou menos entre 5 e 20 vezes a massa da Terra. Essa população parece ser bastante frequente. Um terço das estrelas de tipo solar tem esse tipo de planeta perto delas.
As propriedades desse novo tipo de planeta são bem diferentes daquilo que vínhamos descobrindo há alguns anos, que são planetas gasosos gigantes. O recorde é um planeta com uma massa 1,9 vez a da Terra. Estamos perto de achar um de massa igual ao nosso.
FOLHA - Como o sr. faz para detectar a presença desses planetas? Existem várias maneiras, não?
MAYOR
- A técnica que estou usando é a do efeito Doppler. Nós tentamos detectar mudanças nas velocidades de estrelas devido à influência gravitacional dos planetas. Mas, recentemente, nos últimos dois anos, grandes progressos foram feitos também por pessoas que estão procurando planetas em trânsito na frente de suas estrelas. É possível achá-los porque eles causam uma pequena queda na luminosidade.
Recentemente, houve uma descoberta interessante feita pelo satélite francês Corot, que achou planetas com poucas vezes a massa da Terra. Estou certo de que nos próximos dois anos temos uma chance bastante grande de detectar um planeta com massa tão pequena quanto a da Terra.
FOLHA - Isso vai acontecer com a técnica que o sr. usa ou com as técnicas usadas pelo Corot?
MAYOR - Com as duas. Nós estamos competindo, e as técnicas são complementares.
FOLHA - Alguns poucos estudos relataram ter conseguido ver planetas diretamente. Isso é uma técnica promissora também?
MAYOR -
Sim, mas a luz direta é uma técnica bem diferente. Uma vez que o planeta esteja atrás da estrela, você tem uma pequena queda da luminosidade infravermelha. Isso é um tipo de detecção direta. Outra, direta, é a produção de imagem com óptica adaptativa avançada, uma técnica que corrige a turbulência da atmosfera. Aí você consegue ver pontos minúsculos perto da estrela.
FOLHA - Quantos planetas seu grupo detectou até agora desde 1995, quando achou o primeiro?
MAYOR
- Grupos do mundo inteiro detectaram até agora cerca de 350 planetas. Eu e minha equipe podemos reivindicar a descoberta de 150 deles.
FOLHA - Agora que vocês conhecem tantos planetas, é possível dizer se o Sistema Solar é especial?
MAYOR
- Temos de ser cautelosos com essa pergunta, porque a amostra de planetas que temos na verdade é ainda pequena. Mas, ao que parece, o Sistema Solar não é nem de longe um exemplo típico. Em todos os sistemas nos quais descobrimos planetas gigantes, eles têm órbitas muito excêntricas [ovaladas], enquanto no Sistema Solar elas são mais circulares.
Com relação aos planetas de baixa massa, descobrimos sistemas com diversos planetas com massa da escala de duas Terras, orbitando perto da estrela, o que não existe no Sistema Solar. Então, em muitos aspectos, o Sistema Solar é diferente daquilo que temos visto.
Mas ainda não podemos dar declarações definitivas. A visão que temos ainda é enviesada.
FOLHA - O que fez o número de planetas detectados aumentar tanto desde 1995? Foi o poder dos telescópios ou os astrônomos aprenderam a olhar para os lugares certos?
MAYOR -
Os telescópios tiveram avanços importantes, mas não no poder de coletar luz, que está relacionado ao tamanho do telescópio, e sim na instrumentação. Por exemplo, a precisão típica que tínhamos 15 anos atrás, quando descobrimos o planeta 51 Pegasi b [medindo a velocidade de sua estrela-mãe] era de 51 metros por segundo. Hoje chegamos a uma precisão de 3 m/s.
FOLHA - A detecção de um planeta na zona "habitável", onde a água líquida está presente, será possível?
MAYOR
- Sim, na verdade, três meses atrás, quando anunciamos a descoberta de um planeta novo em torno da estrela Gliese 581, nós corrigimos os parâmetros orbitais de um planeta a mais nesse sistema. É um planeta com sete vezes a massa da Terra, localizado na "zona habitável" na órbita da estrela.
FOLHA - Os instrumentos já têm capacidade de investigar a química desses planetas?
MAYOR
- Já houve alguns avanços na análise da composição atmosférica. Mas estamos longe de ter capacidade de detectar a chamada "assinatura" química que a vida deixaria num exoplaneta igual à Terra.
FOLHA - Quinze anos atrás, quando o sr. achou o primeiro exoplaneta, já imaginava que hoje teríamos conseguido achar mais 350?
MAYOR
- Absolutamente, não. Quando descobrimos aquele planeta, era apenas um. Não tínhamos como extrapolar dados para estimar quantos mais poderiam ser detectados. Um ano depois, quando apareceram alguns outros, começamos a pensar: "OK, temos chance de ver mais deles; não é um objeto tão raro". Ainda assim, ninguém imaginava que o campo de pesquisa cresceria tanto. Hoje, há alguns milhares de pessoas trabalhando nisso.
FOLHA - Quando o sr. descobriu 51 Pegasi b, estava procurando planetas deliberadamente ou houve um componente de sorte?
MAYOR
- Nós construímos os instrumentos para conseguir captar com precisão as velocidades e, assim como outros astrônomos, tivemos de fazer pedidos de tempo de observação para o comitê que controlava os telescópios. Ainda hoje temos de fazer isso, e sempre está escrito nos requerimentos que a intenção é detectar planetas gigantes. Não foi sorte.
FOLHA - O que está acontecendo de importante sobre exoplanetas aqui no encontro do Rio?
MAYOR
- Uma coisa importante é que três anos atrás nós não tínhamos nenhuma comissão sobre exoplanetas na IAU. Quinze anos atrás não existia nada mesmo e, há poucos anos, demo-nos conta de que o campo é muito importante. Hoje já existem inúmeras conferências internacionais sobre o assunto, talvez até demais.
Fonte: folha online 10/08/2009

Cientistas europeus anunciam a descoberta de 32 exoplanetas

Representação mostra exoplaneta seis vezes maior que a Terra; no fundo, estrelas próximas da que ele orbita

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciaram a descoberta de 32 novos exoplanetas orbitando em estrelas distantes, nesta segunda-feira (19).
O que é mais importante, segundo o jornal norte-americano "The Washington Post", é que os planetas foram encontrados em torno de uma variedade de estrelas, sugerindo que os planetas são comuns na nossa galáxia.
Os planetas gigantes, compostos de gases, foram encontrados orbitando em torno de estrelas "pobres em metal" (que carecem mais em elementos como hidrogênio e hélio do que outras), que até então eram considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.
O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com a descoberta do ESO, a contagem total de exoplanetas sobe para 400. O planeta cuja massa é mais baixa tem por volta de cinco vezes a massa da Terra. Os astrônomos esperam, algum dia, encontrar um planeta com massa e órbita semelhantes à da Terra --circundando uma estrela de modo que haja possibilidade de encontrar água em estado líquido na sua superfície.
Os astrônomos que anunciaram a descoberta de hoje usaram um espectrográfico para estudar possíveis planetas próximos às estrelas. O instrumento mede leves mudanças causadas na luz das estrelas devido à órbita de um planeta, que não pode ser observado diretamente.
Segundo o astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Gênova, um novo instrumento está em desenvolvimento. Conhecido como Espectrográfico para Exoplanetas Rochosos e Observações Espectroscópicas Estáveis Echelle (Espresso, na sigla em inglês), "deve possibilitar a detecção de gêmeas da Terra em todos os tipos de estrelas solares, dentro de cinco ou dez anos".
"Pessoalmente, estou convencido de que planetas estão em todos os lugares", disse Udry.
Fonte: folha online 21/10/2009

Nasa acha molécula orgânica em planeta fora do Sistema Solar

Química básica para a vida foi encontrada no exoplaneta HD 209458b (na foto, em concepção artística)

Pesquisadores da Nasa (agência espacial norte-americana) anunciaram a descoberta de química básica para a vida em um segundo planeta quente e gasoso, muito distante do nosso Sistema Solar. Feito na terça-feira (20), o anúncio da pesquisa também informa que isso permite aos astrônomos avançar quanto a identificar planetas onde a vida possa existir.
O planeta, que leva o nome de HD 209458b, não é habitável, mas possui a mesma química que, se encontrada em um planeta rochoso no futuro, pode indicar a presença de vida.
"É o segundo planeta fora do nosso Sistema Solar em que água, metano e dióxido de carbono foram encontrados --elementos importantes para processos biológicos em planetas habitáveis", disse o pesquisador Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "A descoberta de componentes orgânicos nos dois exoplanetas já traz a possibilidade de que será corriqueiro encontrar planetas com moléculas que podem ser vinculadas à vida."
Os pesquisadores usaram dados de dois observatórios em órbita: os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, para estudar o HD 209458b --que, além de quente e gasoso, é gigante (maior do que Júpiter) e orbita em uma estrela semelhante ao Sol por volta de 150 anos-luz de distância da constelação de Pegasus.

Sequencial
A descoberta segue a uma outra, ocorrida em dezembro de 2008, que mostrou a presença de dióxido de carbono (CO2) em outro planeta do tamanho de Júpiter, o HD 189733b. Observações anteriores do Hubble e do Spitzer também tinham revelado que o planeta contém água em vapor e metano.
Para rastrear as moléculas orgânicas, a Nasa usou espectroscópios, instrumentos que dividem a luz em componentes para mostrar a "assinatura" de diferentes elementos químicos. Dados da câmera infravermelha do Hubble e do espectrômetro de multiobjetos mostraram a presença de moléculas, e dados do fotômetro e do espectrômetro infravermelho do Spitzer mediram as respectivas quantidades.
"Isso demonstra que nós podemos identificar as moléculas importantes nos processos de vida", disse Swain. Os astrônomos podem, a partir de agora, comparar as duas atmosferas de ambos os planetas, pelas diferenças e similaridades. Por exemplo: as quantidades de água e dióxido de carbono relativas a ambos os planetas são similares, mas o planeta HD 209458b mostra ter metano em abundância, quando comparado com o HD 189733b. "A alta abundância de metano está nos dizendo alguma coisa", disse Swain. "Pode significar que houve algo especial sobre a formação deste planeta."
"A detecção de compostos orgânicos não significa necessariamente que há vida em um planeta, porque existem outras formas para a geração destas moléculas", disse Swain. "Se detectamos compostos químicos orgânicos em um planeta rochoso como a Terra, nós vamos entender o suficiente sobre o planeta para descartar processos sem vida que poderiam ter conduzido os elementos químicos até lá."

Fonte Folha online

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Restos de colisão espacial serão ameaça por 10 mil anos

A colisão de dois satélites na última terça-feira gerou dezenas de milhares de fragmentos de lixo espacial que podem ameaçar outros satélites ao redor da Terra pelos próximos 10 mil anos, segundo especialistas afirmaram em Moscou.
O chefe de Controle de Missões da Rússia, Vladimir Solovyov, disse que a trombada entre um satélite militar russo defunto e um satélite comercial americano Iridium ocorreu na parte mais movimentada do espaço próximo, a altitude de cerca de 800 km acima da Terra.
"Essa é uma órbita muito popular, usada por satélites de comunicações e de observação da Terra", disse Solovyov. Um deles é o satélite sino-brasileiro CBERS-2B, que monitora o desmatamento na Amazônia e está a 778 km de altitude. "As nuvens de destroços representam uma ameaça séria."
Solovyov disse que os fragmentos da colisão poderiam permanecer em órbita por até 10 mil anos, e até mesmo um fragmento minúsculo, de 1 cm, pode danificar ou mesmo destruir uma nave, porque ambos viajam a velocidades altíssimas.
"No contato físico a velocidades orbitais, uma onda de choque hipersônica explode as estruturas", disse o consultor aeroespacial americano James Oberg.
"Ela transforma o material em confete e detona os combustíveis", disse. A maioria dos fragmentos se concentra perto do curso de colisão, mas alguns fragmentos foram atirados em outras órbitas, variando de 500 km a 1.300 km de altura.
Fonte: folha online

Cometa "na contramão" será visível na Terra hoje - 23/02/2009


O cometa Lulin, esverdeado, rápido, vindo de longe, circulando no sentido oposto ao dos planetas e com duas caudas, poderá ser visto no céu com brilho máximo na madrugada de hoje para amanhã, com ajuda de binóculos. Vale a pena: ele não deve voltar por aqui nos próximos milhões de anos.
Já era possível ver o Lulin aumentando o seu brilho no céu havia alguns dias, mas ele atinge agora a sua aproximação máxima com a Terra. Estará a cerca de 60 milhões de quilômetros, menos de metade da distância entre a Terra e o Sol.
Para observar o astro errante no seu momento mais luminoso, será necessário estar em um lugar com céu limpo e longe das luzes da cidade. A Lua, pelo menos, deve colaborar: estará no fim da fase minguante e não ofuscará a observação.
Deixando poeira
Quando um cometa se aproxima do Sol, o calor vaporiza a sua crosta de gelo e poeira, que deixa um rastro conhecido como cauda. Segundo Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional, a cauda nada mais é, portanto, do que "poeira deixada para trás".
O vento solar, que é uma corrente de partículas carregadas que o Sol emite, joga esses gases para fora de maneira perpendicular à órbita. Quem olha da Terra para o Lulin, então, vê duas caudas. Mas Tasso Napoleão, diretor da Rede de Astronomia Observacional, diz que, no caso de Lulin, é apenas "uma ilusão de ótica, uma questão de ângulo". "A cauda, na verdade, é uma só", completa.
O Lulin circula em sentido oposto ao dos planetas em torno do Sol. Como a Terra está indo na direção contrária à do cometa, a velocidade aparente do astro será alta. Estima-se que, todos os dias, ele esteja se deslocando cinco graus no horizonte. Isso significa que, se você esticar seu braço em direção ao céu e olhar para sua mão com os dedos juntos, o cometa percorrerá o espaço de três dedos, aproximadamente.
Quem observar o Lulin com bastante paciência, portanto, poderá percebê-lo se movendo em relação às estrelas.
Outros cometas, de período longo, como Lulin, vêm de uma região orbital bem mais distante: a Nuvem de Oort, a 50 mil unidades astronômicas (o mesmo que 50 mil vezes a distância entre a Terra e o Sol). Isso significa que, se a Terra estivesse a um metro do Sol, a Nuvem de Oort estaria a 50 quilômetros (o cinturão de Kuiper estaria a algumas dezenas de metros). Por isso, os cometas de lá, depois de passarem por aqui, demoram para voltar. O Lulin é um deles e leva milhões de anos para completar uma órbita.
O cometa foi visto pela primeira vez em julho de 2007, por observadores asiáticos.

Fonte: Folha online


sábado, novembro 15, 2008

Astronomia



Alguns dias após voltar a funcionar, o telescópio Hubble fez uma imagem curiosa: um par de galáxias que interagem entre si gravitacionalmente. A dupla, chamada Arp 147, parecem formar um "10"


Fonte: Revista Ciência e saúde

Astronomia

Esta imagem da Terra vista pela sonda Lunar Orbiter, de 1966, é parte do projeto de recuperação do acervo antigo da Nasa. As primeiras fotos feitas na Lua estavam perdidas em arquivos cheios de poeira e agora parecem ter sido feitas por equipamentos de última geração

Fonte: Revista ciência e saúde online