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sábado, fevereiro 25, 2012

Cavalos pré-históricos eram do tamanho de gatos- 25/02/2012

Aquecimento global de 56 milhões de anos atrás reduziu as primeiras espécies de cavalos ao peso de apenas 4 kg.
O Sifrhippus, ancestral do cavalo, possuía o peso médio de 7 kg, enquanto uma espécie atual pode chegar até os 800 kg (Divulgação)

Os primeiros cavalos do planeta, que viveram em florestas da América do Norte há 56 milhões de anos, podem ter tido o tamanho de gatos domésticos, segundo pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science. A explicação para tal estatura está na temperatura da Terra na época, aproximadamente 12 graus Celsius maior que o normal, o que obrigou os animais a se adaptarem.

Os extintos Sifrhippus, que já eram pequenos comparados às espécies atuais, foram se tornando menores ao longo de milhares de anos, em um momento em que as emissões de dióxido de carbono na atmosfera dispararam, possivelmente devido às grandes erupções vulcânicas. Esse período foi denominado Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno e durou 175 mil anos.
A pesquisa, que analisou fósseis de dentes de cavalos descobertos no noroeste dos Estados Unidos, estima que, nos primeiros 130 mil anos do período, os cavalos tenham se reduzido a quase um terço do tamanho, chegando a medidas próximas às de um gato, aproximadamente quatro quilogramas. Nos últimos 45 mil anos, os animais voltaram a crescer, até alcançarem o peso de cerca de sete quilogramas.
Em comparação, as espécies de cavalos atuais pesam entre 200 e 800 quilogramas. Os cientistas acreditam que tal estudo pode contribuir para a compreensão de como os animais modernos do planeta poderão se adaptar ao aquecimento global.
(Com Agence France-Presse)
Fonte: veja online

Stephen Hawking é frequentador assíduo de clube de suíngue, diz site- 25/02/2012

O físico Stephen Hawking, 70, é frequentador assíduo de um clube de suíngue na Califórnia.

É o que garante o site "Radar Online", que diz ter ouvido a história de uma fonte que está sempre no local.
Segundo essa pessoa, o cientista costuma chegar com uma equipe de enfermeiras e assistentes.
Ele também teria a companhia constante de uma moça que dança pelada para ele.
"A última vez que o vi ele estava deitado em uma cama, todo vestido, com duas moças peladas ao redor dele", contou.
"Eu já falei com ele várias vezes", afirmou. "Uma vez ele tomou drinques com todo mundo."
Hawking anda em uma cadeira de rodas devido a sua longa batalha contra a esclerose lateral amiotrófica, que provoca a degeneração dos neurônios motores.

Fonte: folha online

Incêndio fere militar em estação brasileira na Antártida; dois estão desaparecidos- 25/02/2012

Um incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar brasileira de pesquisas na Antártida, deixou um militar ferido e dois desaparecidos na madrugada deste sábado (25).

Informações preliminares da Marinha do Brasil dão conta que um incêndio na "praça de máquinas", local onde ficam os geradores de energia da Estação Ferraz, causou uma explosão. O fogo, segundo comunicado divulgado às 11h50, ainda não havia sido extinto, e destruiu toda a estação, de 2.600 metros quadrados.
A base também tinha uma infraestrutura que incluía laboratórios científicos bem equipados, dormitórios e cozinha industrial, biblioteca, oficinas e instalações técnicas para embarcações usadas em expedições.

Em nota, a Marinha diz estar "extremamente consternada" com o ocorrido. A estação, que começou a operar em 1984, atualmente abrigava cerca de 60 pessoas.


O militar ferido, cujo quadro de saúde é estável, foi atendido na estação polonesa de Arctowski e depois transferido para a base chilena Eduardo Frei.

Os integrantes do Grupo-Base (militares da Marinha responsáveis pela manutenção e operação na Antártida) trabalham no combate ao incêndio.
Dois navios da Marinha da Argentina e dois botes da Estação polonesa de Arctowski estão nas imediações da base, apoiando as ações. Além disso, três helicópteros da base chilena Eduardo Frei prestam ajuda, enquanto o Navio-Polar Almirante Maximiano, da Marinha, partiu para o local.
Os 30 pesquisadores, um alpinista que presta apoio às atividades de pesquisa e um representante do Ministério do Meio Ambiente, que estavam na estação no momento do acidente, foram transferidos de helicóptero para a base chilena Eduardo Frei. Eles serão levados pela Força Aérea Argentina para a cidade de Punta Arenas, no Chile.
Permanecem na EACF, além do Grupo-Base, 12 funcionários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.
Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as causas do acidente.
NAUFRÁGIO
Uma embarcação da Marinha Brasileira naufragou em dezembro na Antártida, com 10 mil litros de óleo. O combustível ainda não vazou, mas está no fundo do mar. A embarcação levava o óleo para reabastecimento da Estação Comandante Ferraz. A Marinha tenta solucionar o problema antes que se transforme em um acidente ambiental de grandes proporções.

Fonte: folha online

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Maconheiros de meia idade têm mentes mais "afiadas"-06/12/2011

Um estudo britânico sugere que pessoas na meia idade que usaram ou ainda usam drogas não tiveram o cérebro danificado. A pesquisa foi publicada pelo "American Journal of Epidemiology".

Pesquisadores do King's College, em Londres, estudaram milhares de pessoas com 50 anos e descobriram que aqueles que tinham usado drogas ilícitas, principalmente a maconha, tiveram um desempenho melhor do que os outros nos testes de memória e de outras funções cerebrais.
As informações são da Reuters.
Cerca de um quarto dos indivíduos disseram que ter usado drogas em algum momento de suas vidas e 6% ainda usavam.
Uma das hipóteses que explicam o resultado é a relação entre o nível de estudo, que é melhor entre os usuários de drogas, segundo os pesquisadores.
"Os resultados parecem sugerir ainda que o uso de drogas, no passado ou atualmente, não está necessariamente associada com o funcionamento cognitivo na meia idade", disse Alex Dregan, o pesquisador-chefe.
"Entretanto, nossos resultados não excluem eventuais efeitos nocivos em alguns indivíduos que podem estar expostos a drogas durante longos períodos de tempo."
Fonte: folha online

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Tripulação de Colombo levou sífilis para Europa, diz estudo-29/12/2011

Nova pesquisa afirma que não há evidências para afirmar que a doença surgiu no Velho Mundo, como defende uma corrente de pesquisadores.
Cristóvão Colombo e sua tripulação descobriram a América em 1492. A partir de então, civilizações locais, como incas e astecas, foram dizimadas. Além do poder militar superior, os espanhóis contaram com uma arma biológica imbatível: doenças como sarampo e varíola, que matavam os indígenas sem anticorpos para combater os males europeus. Com a sífilis, porém, pode ter ocorrido o contrário. A bactéria que causou uma das primeiras epidemias globais, com milhares de mortes por todo o Velho Mundo na Idade Média, a partir do século 15, partiu da América para a Europa nos porões dos navios de Colombo. É o que diz um extenso estudo de esqueletos de vítimas, publicado na revista especializada Yearbook of Physical Anthropology. Outra teoria, mais antiga, defende uma origem europeia para a doença, o que é improvável segundo os pesquisadores.

A nova pesquisa analisou 54 outros estudos que apontavam casos de sífilis descobertas na Europa antes de Colombo chegar à América. Segundo os cientistas que participaram do levantamento, todos estes estudos estão incorretos. Nenhum deles resiste, garantem os pesquisadores, a uma análise padronizada de diagnóstico e idade das amostras; que são esqueletos de pessoas que tiveram a doença. A maioria, segundo eles, são casos de diagnósticos errados dos restos mortais. A sífilis deixa marcas nos ossos das vítimas, mas outras doenças podem fazer o mesmo. Em outros casos, diz a estudo, os cientistas encontraram vítimas reais da doença, mas erraram no cálculo da idade dos ossos ao apontarem períodos anteriores à viagem do explorador italiano.

Mariscos e o velho carbono — Os críticos da nova teoria defendem que a bactéria já estava na Europa há milhares de anos e tomou a forma moderna por meio de mutações através das gerações. Mas os poucos esqueletos que passam por uma análise apurada, afirma a pesquisa, são provenientes de áreas costeiras, onde os mariscos eram parte importante da dieta da população.
Nesses casos, os cientistas apontam o chamado "efeito reservatório marinho", causado pela ingestão de frutos do mar com "carbono velho", proveniente do fundo do oceano. Isso, afirmam, "engana" os testes de datação por carbono, utilizados para descobrir a idade das ossadas. "Uma vez que ajustamos o teste para descartar o carbono marinho, todos os esqueletos que mostram sinais claros da presença de treponema parecem datar de uma época posterior à viagem de Colombo", explica Kristin Harper, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que participou do estudo.
"É a primeira vez que todos esses casos são estudados sistematicamente", afirma o cientista George Armelagos, da Universidade Emory, nos EUA. "São claras as evidências de que a sífilis foi levada da América à Europa pela tripulação de Colombo e que rapidamente evoluiu para a doença venérea que se mantém até hoje", completa.
Risos — Na década de 1980, quando ouviu pela primeira vez a teoria de Colombo para a sífilis, Armelagos não levou à sério. "Eu ri da ideia de que um pequeno grupo de marinheiros pudesse trazer a causa de uma epidemia dessa magnitude", disse. Nas décadas seguintes, porém, ele se aprofundou no estudo da doença e chegou à conclusão de que essa é a origem mais provável para a doença.
A família de bactérias treponema causa a sífilis e outras doenças, com tipos diferentes de contágio. Bouba e bejel, duas das doenças causadas por esse tipo de bactéria, eram comuns entre as populações indígenas do Novo Mundo no século 14, mas sua transmissão acontecia pelo contato com a pele ou saliva dos doentes. Já a sífilis é transmitida sexualmente.
Uma das hipóteses lançadas pelo estudo é a de que as bactérias sofreram mutações ao chegar na Europa. Mais tarde, os exploradores europeus levaram uma variação nova e mortal da bactéria para a terra de seus ancestrais, a América. Outra possibilidade é a de que os espanhóis tenham chegado ao continente americano quando a sífilis se encontrava em estágio inicial, com poucos indivíduos contaminados. Alguns marinheiros, então, podem ter levado a bactéria para a Europa, onde a maior densidade populacional foi fator determinante para seu desenvolvimento.
Para Molly Zuckerman, da Universidade do Estado do Mississippi, outro autor da nova pesquisa, as evidências parecem definitivas. "Mas não devemos fechar o livro e dizer que esgotamos o assunto. A melhor coisa da ciência é sermos capazes de entender as coisas sob uma nova luz constantemente", disse.
Saiba mais

SÍFILIS
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Causa feridas na pele e nas mucosas. Se não tratada, pode atingir o cérebro e o coração, levando o paciente à morte.
Tem três estágios. No primeiro, após o contágio, aparece uma ferida chamada "cancro duro" na parte do corpo exposta à bactéria, normalmente o pênis, a vagina, o ânus ou a boca, já que a doença é sexualmente transmissível. A contaminação placentária ou por transfusão de sangue são formas raras de contágio.
O tratamento é feito à base de antibióticos, como a penicilina
Fonte: veja.com

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Partícula apassivadora de Zeus -16/12/2011

IVAN LESSA

COLUNISTA DA BBC BRASIL
Essa não! Pensam que somos idiotas? Os físicos, esses materialistas levianos, lançaram a um mundo ignorante, que ainda discute aquecimento e arrefecimento global, mais um elemento facesioso para, mediante desabusada promoção midiática, garantirem suas gordas verbas de pesquisas inúteis.

Físico para mim era o da novamente em moda Marilyn Monroe e o do Johnny "Tarzan" Weissmuller. O resto não passa de empulhação.
Não se pode abrir jornal ou entrar em blog que lá não esteja, muito pimpona, com ares e ademanes superiores, a suposta "polêmica" sobre uma tal de "partícula de Deus", supostamente resultado de dois experimentos no acelerador LHC (que ninguém explicou direito o que é nem como funciona) que mostraram sinais parecidos ao de uma entidade que daria massa a toda a matéria existente.
Mas os "físicos" anunciam que é necessário mais testes (mais tuturama, certo?) até que possam dizer se a partícula conhecida também como bóson de Higgs é mesmo para valer.
A existência de Higgs já é dúbia, como a Conceição do samba, dele ninguém sabe, ninguém viu.
A trama, que no meu entender possui conexões sinistras, adquire ares patéticos quando se fica sabendo que o tal de "bóson" (parece baixo calão americano), em Portugal, é mais conhecido como "bosão", o que, seguramente, é nome de guarda-redes, como lá são chamados os goleiros, de equipa (também deles) de terceira divisão, ou então alcunha de proxeneta vendedor de estupefacientes na baixa de Lisboa." Ora, já se viu? "Bosão". Golo contra, físicos, golo contra.
Fato é que nessa desfaçatez toda, mais que o anúncio feito por Obama de que a guerra no Iraque terminara ('and how' para as centenas de milhares de iraquianos mortos, hem, Barack?), o que me choca é invocarem o nome de Deus em vão.
A "física" não os isenta de mais respeito, senhores "físicos". Higgs, acelerador de partículas, LHC, Bosão (o nome vem do "físico" bengalês Satyendre Nath Bose, que o Senhor se apiede de sua alma), todos eles e todas essas coisas tentam apenas vedar o Sol da razão com a penosa peneira da ciência.
Falem-me de evolucionismo contra criacionismo e eu levarei a sério e me interessarei.
Uma das poucas dúvidas que ainda se pode ter nestes dias de Twitter e Facebook (já dizem "feice" no Brasil, pois não?) é se descendemos, mesmo o bengalês Bosão, de um peixe que, por tédio, certo dia saltou para a areia, e no piscar de olhos de alguns milhares de séculos, passou de lagarto a macaco e finalmente a este monumento que somos nós todos, seres vivos.
Ou se, por outra, conforme a crença criacionista, segundo narra o Livro de Gênesis: "E Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança". E o Senhor formou o homem do pó da terra, e assoprou em suas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se uma alma vivente. Assim Deus criou o homem à sua imagem.
Ele criou o macho e a fêmea. Deus chamou o primeiro homem de Adão; mais tarde, Adão chamou a mulher de Eva." Aí sim estaremos em território mais seguro, menos espalhafatoso.
Agora se queriam falar da "partícula apassivadora", aquela que indica voz passiva em frases em que o sujeito é paciente da ação verbal, como em "Vendem-se tóxicos", que o façam sem botar o pé no pedal e acelerar.
Uma terceira hipótese é a de que não chegaram, os "físicos", pois não chegam à cintura dos historiadores, uma explicação razoável para a criação e desenvolvimento da Grécia, aquela que foi berço da democracia, da falência fiscal e da divindade conhecida como Zeus, ora pondo tudo para quebrar dentro dos moldes da partícula apassivadora, "Bote-se tudo para quebrar".
Aí, sim. Mas sem essa de "partícula de Deus". O mundo já é complicado e chato tal como está.
Fonte: folha online

Neandertais construíram na Ucrânia casas com ossos de mamutes - 19/12/2011

Uma conclusão recente sobre um sítio arqueológico encontrado em 1984 em Molodova, na Ucrânia, que está sendo estudado desde então, refuta a ideia de que os neandertais eram nômades primitivos que usavam cavernas como lar para se protegerem do frio ou dormirem à noite.

Uma espécie de casa construída com ossos de mamutes, com pelo menos 44 mil anos, mostra justamente o contrário --os neandertais teriam sumido há 30 mil anos.
Os restos indicam uma construção circular que teria sido erguida para estadias prolongadas, especulam pesquisadores do Museu Nacional de História Natural, em Paris.
Os ossos dos mamutes --16 eram peças grandes-- foram usados como pavimento da residência em uma área onde não havia árvores e como meio de proteção contra o vento. Os artefatos não foram reunidos aleatoriamente, mas ao que tudo indica, escolhidos minuciosamente.
Os neandertais, acreditam os cientistas, não apenas caçavam e comiam os mamutes, mas também colecionava os ossos dos animais que tinham morrido por causas naturais.
A descoberta será publicada no jornal "Quaternary International".
Os mais antigos restos de uma construção conhecida é de 500 mil anos atrás, construída por um ancestral do Homo erectus em uma área em Tokyo, que tinha como estrutura postes de madeira fincados no solo.
Fonte: folha online

Sátira a Margaret Thatcher dá nome a novo réptil voador - 17/12/2011

A rígida premiê Margaret Thatcher, o cínico cartunista Gerald Scarfe e um ossudo pterossauro do Jurássico protagonizam uma mesma notícia: o batismo de um fóssil.

O animal ganhou o nome de Cuspicephalus scarfi.
A primeira palavra mistura grego e latim e quer dizer "cabeça pontuda". Já o "sobrenome" homenageia o artista que, na década de 1980, desenhava Thatcher como um pterossauro feioso.
"Eu costumava ilustrá-la com bordas pontudas, por sua personalidade afiada", disse Scarfe à Folha, de seu estúdio em Londres.
O artista conta que soube da homenagem por meio de um e-mail do paleontólogo David Martill, da Universidade de Portsmouth. Ele é um dos "pais" do pterossauro. Scarfe sentiu-se honrado, a princípio. Depois "eu me senti jurássico", brinca, referindo-se às décadas que se passaram desde que a ilustração foi criada.
"Eu sempre achei que Scarfe era um dos melhores cartunistas políticos", diz Martill. "A descoberta de uma nova espécie de pterossauro na Inglaterra me deu a oportunidade de homenageá-lo."
O achado ganha importância por ser raro escavar pterossauros do fim do Jurássico (de 145,5 milhões a 161,2 milhões de anos atrás) no território do Reino Unido. O crânio que motiva o nome é, segundo os cientistas, "muito delgado [...], dando ao rosto uma aparência bastante delicada". São 32,6 cm de comprimento.
"Delicado" não é um adjetivo que Scarfe emprega, durante a entrevista, para se referir a Thatcher e aos demais políticos que ele ilustra para o "Sunday Times" há 45 anos.
"Não gosto de encontrar políticos. Eles são as minhas vítimas. Evito apertar suas mãos para poder ter liberdade completa de desenhar." As ilustrações de Thatcher como pterossauro foram feitas com nanquim e aquarela. Elas já foram expostas em galerias europeias e só estão à venda, diz Scarfe, "por uma grande quantia".
Fonte: folha online

Cobras ajudaram a moldar evolução do homem, diz estudo - 19/12/2011

Dois cientistas americanos cotejaram uma massa impressionante de dados para mostrar que o embate entre cobras e primatas ajudou a moldar a evolução humana.

A situação é mais complicada do que o clichê "ofídios malvados, humanos picados".
O estudo, na revista "PNAS", sugere que as serpentes interagem de três jeitos com primatas como nós: como predadoras, competidoras e presas.
A hipótese é de Thomas Headland, do Summer Institute of Linguistics, e Harry Greene, da Universidade Cornell. Headland, antropólogo, reuniu relatos do povo agta, caçadores-coletores das Filipinas que, nos anos 1970, ainda tinham estilo de vida parecido com o dos primeiros Homo sapiens.
Um dos vizinhos dos agtas é a píton-reticulada, cujas fêmeas ultrapassam os sete metros e têm quase 100 kg. Mais de um quarto dos homens agtas foi atacado pelos répteis ao longo da vida. As pítons se banqueteiam com animais caçados pelos agtas, como porcos-selvagens. E, quando podem, os caçadores-coletores devolvem a gentileza, comendo as serpentes.

A situação é a mesma com primatas não humanos. Dezenas de espécies do nosso grupo de mamíferos são comidas por cobras e também devoram serpentes quando têm chance, além de capturar animais que fazem parte do menu dos ofídios.
Para os pesquisadores, isso indica que a interação com esses répteis foi importante na evolução humana.
"Não duvido que haja uma herança genética que explique a interação entre primatas e serpentes, mas, no caso da nossa espécie, acredito que o fator cultural prevaleça, em especial a ignorância sobre elas", diz Henrique Caldeira Costa, da Universidade Federal de Viçosa.
O especialista em répteis lembra que não há comprovação de mortes causadas por sucuris, maiores cobras brasileiras. "É possível que uma sucuri devore um humano? Sim, mas o risco é pequeno."
Fonte: folha online

domingo, setembro 18, 2011

Descobrimentos transformaram planeta em província ecológica- 18/09/2011

REINALDO JOSÉ LOPES

EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE
Concorrência desleal vinda da China é reclamação constante. Do setor de calçados de Franca? Das empresas de eletrônicos? Não: dos barbeiros da Cidade do México, no começo do século 17. Os chineses trabalhavam demais e cobravam pouco, diziam.

Os operários da navalha (que também faziam as vezes de dentistas e cirurgiões) estavam longe de ser os únicos representantes do Extremo Oriente na América Espanhola.
A rota da prata pela costa mexicana do Pacífico era patrulhada por samurais japoneses, mercenários filipinos e outros "chinos", como diziam os espanhóis.
Esse retrato amalucado de uma globalização 1.0 está no livro "1493", do jornalista de ciência americano Charles Mann, que acaba de ser lançado nos EUA. O argumento de Mann é simples: a descoberta da América acabou com a trajetória separada dos continentes e transformou a Terra numa única e enorme província ecológica.
Na prática, isso significa que criaturas tão díspares quanto o parasita da malária (africano), a cana-de-açúcar (da Nova Guiné) e o boi (europeu) se juntaram para moldar o ambiente e a história do Brasil, por exemplo.
OLÁ, HOMOGENOCENO

Para Mann, é como se fosse o início de uma nova época geológica, o Homogenoceno -a fase da história da Terra em que o mundo está cada vez mais homogêneo, para o bem ou para o mal.
"Senti que era preciso destacar isso porque hoje você é capaz de ler um livro inteiro de história da Europa e não achar uma única menção à batata", disse Mann à Folha, por telefone. "É claro que não seria certo dizer que a batata criou a Europa moderna, mas não dá para negligenciá-la."
Esse é um dos principais casos de troca-troca ecológico mudando o mundo. Originalmente uma das bases da dieta nos Andes, combustível de civilizações como os incas, a batata acabou com os episódios catastróficos de fome na Europa Ocidental.
Serviço parecido foi realizado pela batata-doce e pelo milho na China imperial. Solos desérticos ou pobres em nutrientes puderam ser cultivados pela primeira vez, levando à explosão populacional que hoje nos parece tão típica do território chinês.
Esse último exemplo mostra como a ascensão do Homogenoceno foi uma faca de dois gumes. O avanço da agricultura chinesa por terras nunca dantes cultivadas também destruiu florestas, provocou erosão e gerou um ciclo interminável de inundações catastróficas no país. E a coisa fica ainda pior quando os astros do intercâmbio continental são micróbios.
Micro-organismos do Velho Mundo ganharam, praticamente sozinhos, a briga entre europeus e indígenas, condenando os nativos antes mesmo que eles disparassem a primeira flecha.
"Meu livro deveria se chamar 'Germes, Germes e Germes', na verdade", brinca Mann. É um trocadilho com "Armas, Germes e Aço", clássico do biogeógrafo Jared Diamond que atribui a vitória dos europeus sobre os ameríndios a esses fatores.
"Diamond dá muito peso à superioridade tecnológica europeia. Ela certamente existia no século 19, mas não tenho tanta certeza quanto ao século 16", diz ele, lembrando que as armas de fogo trazidas pelas caravelas eram instáveis e pouco potentes.
Já a varíola, a gripe e a malária caíram de chofre sobre "solo virgem" --termo usado para designar populações sem imunidade natural contra uma doença, como era, e é, o caso dos índios.
O livro ainda inclui uma crítica sutil a quem acha que culturas e ambientes deveriam ser mantidos no seu estado original. Afinal, diz Mann, as tradições agrícolas -e a cozinha- de aldeões filipinos e quilombolas brasileiros dependem de plantas que vieram d'além-mar.
1493
AUTOR Charles Mann
PREÇO US$ 11,99 (R$ 21), na Amazon.com (versão para Kindle)
AVALIAÇÃO ótimo
Fonte: folha online

sexta-feira, agosto 26, 2011

Nióbio, o metal que só o Brasil fornece ao mundo

05 de agosto de 2011

Uma riqueza que o povo brasileiro desconhece, e tudo fazem para que isso continue assim

Por Júlio Ferreira (*)

A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?
Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?
EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.
Estamos perdendo cerca de14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?
O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.
Ninguém teve coragem de investigar… Ou estarão todos ganhando com isso? Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero”.
As maiores jazidas mundiais de nióbio estão em Roraima e Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Raposa – Serra do Sol), sendo esse o real motivo da demarcação contínua da reserva, sem a presença do povo brasileiro não-índio para a total liberdade das ONGs internacionais e mineradoras estrangeiras.
Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.
Todos viram recentemente Lula em foto oficial, assentado em destaque, ao lado da rainha da Inglaterra. Nação que é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maior intermediária na venda do nióbio brasileiro ao mundo todo. Pelo visto, sua alteza real Elizabeth II demonstra total gratidão para com nossos “traíras” a serviço da Coroa Britânica. Mas, no andar dessa carruagem, esse escândalo está por pouco para estourar, afinal, o segredo sobre o nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.
(*) Fonte: http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=17578

sexta-feira, novembro 10, 2006

Curiosidades

08/11/2006
Bebês se parecem mais com a mãe do que com o pai, segundo estudo
da Efe, em Paris

Os bebês com menos de um ano se parecem, fisicamente, mais com a mãe do que com o pai, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.Quando a mãe diz que a criança se parece mais com o pai, trata-se de uma "manipulação social", destinada a reforçar no companheiro a crença de que ele é o pai da criança, concluem os autores do estudo.Uma equipe de cientistas do Instituto de Ciências da Evolução de Montpellier (sul da França) analisou a semelhança das crianças por considerarem que alguns dos conflitos no lar são gerados pela falta de certeza do homem sobre a verdadeira paternidade de seus filhos.De acordo com a edição de hoje do jornal francês "Le Monde", cada vez mais homens franceses recorrem à análise genética para tirar a dúvida sobre a verdadeira paternidade de seus filhos. Os testes genéticos só são permitidos na França com uma autorização judicial. No entanto, o número de pedidos recebidos pela DNA Solutions --empresa que realiza mais de 50 mil testes do tipo, anualmente, em todo o mundo-- aumentou 65% nos seis últimos anos, acrescenta o jornal.MetodologiaOs pesquisadores de Montpellier pediram que algumas pessoas (que não conheciam as famílias) determinassem a semelhança entre pais e filhos por meio de fotografias do rosto do bebê, segundo comunicado do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).Os resultados mostram que meninos e meninas se parecem mais com sua mãe no primeiro ano de vida, mas que, a partir dessa idade, as crianças começam a se assemelhar mais com seu pai. As meninas, no entanto, mantêm mais semelhanças com a mãe até completar seis anos, idade máxima das crianças analisadas no estudo.A equipe pretende ampliar, no futuro, o estudo para crianças maiores de seis anos e em outros contextos culturais.

Fonte: folha online

Curiosidades

09/11/2006
Fumo reduz chances de fixação de óvulo no útero,
diz estudo da BBC Brasl

lFumar com freqüência pode reduzir as chances de um embrião se fixar com sucesso na parede do útero, segundo uma pesquisa publicada na revista científica on-line "Human Reproduction".Pesquisadores da Espanha e de Portugal analisaram os índices de gravidez em mulheres que fizeram tratamento para engravidar usando óvulos doados.Eles descobriram que 52,2% das mulheres que fumavam pouco ficaram grávidas na primeira tentativa, comparado com 34,1% das mulheres que fumavam muito.Eles acreditam que isso sugere que o tabaco deixa o útero menos receptivo à concepção."O fato de vermos este resultado numa situação na qual os óvulos foram doados por outras mulheres demonstra que o fumo afeta negativamente a receptividade do útero, independentemente de seu efeito sobre a função do ovário", disse o pesquisador-chefe, Sérgio Soares.Gravidez múltiplaPara o estudo, foram consideradas mulheres que fumam pouco aquelas com consumo inferior a dez cigarros por dia.Apesar de a taxa de gravidez ter sido muito menor para as mulheres que fumam muito, para aquelas que conseguiram engravidar a taxa de gravidez múltipla foi muito maior --60% das mulheres com alto consumo de cigarros esperavam gêmeos, contra 31% das que fumavam menos.Soares disse que não ficou claro se esse resultado foi apenas um desvio do estudo.Mas ele disse que é possível que compostos presentes no tabaco afetem o útero de maneiras diferentes em mulheres diferentes, prejudicando a fixação dos óvulos em algumas mulheres, mas tendo efeito oposto em outras."Pode ser que o alto consumo de cigarros prejudique a estabilidade das células no revestimento do útero diferentemente de mulher para mulher ou gere uma resposta do próprio embrião, resultando numa reduzida taxa geral de gravidez, mas uma chance maior de gravidezes múltiplas naquelas que acabam ficando grávidas", explica.Soares disse que as mulheres com alto consumo de cigarro deveriam ser avisadas de que mesmo se os tratamentos para fertilização forem realizados, elas terão menos chance de conseguir uma gravidez com sucesso."Além disso, deveríamos também adverti-las dos riscos de gravidezes múltiplas, que são menos seguras para as mães e para os bebês", afirma.

Fonte: folha online

Curiosidades

09/11/2006
Aranhas e pimentas causam dor da mesma forma
da Folha de S.Paulo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, descobriram que as caranguejeiras e as pimentas usam um mecanismo bastante parecido para causar dor em seus diferentes tipos de predadores.Segundo o estudo, tanto o veneno da aranha quanto a capsaicina, substância produzida pela pimenta malagueta, se ligam aos mesmos receptores ("fechaduras" químicas) nas células nervosas. Isso gera uma sensação muito semelhante naquele que é picado pelo animal ou que morde a planta. A pesquisa, publicada hoje na revista científica britânica "Nature" (www.nature.com), pretende identificar os mecanismos da dor acionados pelas aranhas.

Antropologia

10/11/2006
Primo "bruto" da humanidade também tinha dieta variada
RAFAEL GARCIAda Folha de S.Paulo

Um estudo publicado hoje questiona a teoria de que uma dieta variada foi o que garantiu o sucesso dos ancestrais do Homo sapiens em seus primeiros milhões de anos. A descoberta é do grupo do antropólogo Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado, que estudou dentes fósseis de Paranthropus robustus. Ele mostrou que esses hominídeos primitivos, que não são ancestrais diretos da humanidade, também diversificavam o cardápio.Segundo a teoria mais aceita hoje, o Paranthropus, que surgiu há 2 milhões de anos, se extinguiu 800 mil anos depois durante grandes secas, quando raízes e arbustos que comia escassearam. Já o Homo erectus, da linhagem humana, pôde variar sua alimentação devido à sua maior inteligência, que lhe permitia usar ferramentas.Mas Sponheimer mostra hoje em estudo na revista "Science" (www.sciencemag.org) que a história não foi bem assim. Ao analisar isótopos (variações do mesmo átomo) de carbono na composição de dentes de Paranthropus, ele viu que esse pequeno hominídeo cabeçudo e de mandíbula forte era capaz de comer sementes duras e talvez até carne.O estudo foi possível porque plantas distintas mostram preferência por absorver isótopos de carbono diferentes. Como o carbono que nos compõe vem de nosso alimento, nossos ossos registram o que comemos. E, pelo visto, o paladar do Paranthropus era tão sofisticado quanto o de nossos ancestrais."O Paranthropus pode ter tido acesso a frutos secos duros apenas com seus dentes, enquanto os Homo precisavam de ferramentas", disse Sponheimer à Folha. Será preciso agora outra explicação para o sucesso dos humanos frente a outros hominídeos. "Pode ser que os Homo tenham achado um meio de aumentar sua taxa de reprodução ou, se vivessem em grupos sociais grandes, podem ter criado problema para os Paranthropus em conflitos."Para Sponheimer, seu estudo sugere que a adaptabilidade alimentar em si pode não ter sido o grande diferencial humano. "A disparidade de inteligência pode ter sido mais importante do que se imaginava."

Fonte:folha online

Genética

Reconstituição de neandertal
10/11/2006
Cérebro humano herdou gene neandertal, diz estudo
MARCELO LEITEColunista da Folha de S.Paulo

Bruce Lahn continua subversivo. O geneticista da Universidade de Chicago, que deixou a China por razões políticas em 1989, subverte agora a noção de que os seres humanos modernos, Homo sapiens, se distanciam de hominídeos arcaicos pelo desenvolvimento cerebral. Ao menos no caso de um gene, isso pode ser exatamente o que os aproxima, relíquia de um provável episódio de miscigenação com neandertais.O trabalho foi publicado on-line nesta semana pelo periódico "PNAS" (www.pnas.org).
lSeu foco recai sobre o gene microcephalin (ou MCPH1). Em 2005, ele havia indicado uma origem muito recente, 37 mil anos, para a variante mais comum dessa seqüência de DNA (apelidada de "haplogrupo D"). Quando ocorrem mutações sérias no MCPH1, o cérebro cresce só até alcançar um quarto de seu tamanho normal.Esse tipo de gene faz sucesso em qualquer população, pois a maioria dos indivíduos com versões deficientes dele acaba morrendo antes de se reproduzir. Como mutações neles raramente compensam, a maioria das pessoas tem seqüências muito similares. O haplogrupo D está presente em cerca de 70% dos humanos, hoje.Nos outros 30% está presente o haplogrupo que Lahn chama de "não-D", muito diferente do primeiro. A análise estatística de sua estrutura indica uma origem bem mais antiga: 1,1 milhão de anos. Como a espécie humana tem cerca de 200 mil anos, uma versão do gene é muito mais recente e outra, muito mais antiga do que ela. Isso sugere que duas populações ficaram sem cruzar por mais de 1 milhão de anos.Neandertais conviveram com humanos modernos até uns 35 mil anos atrás --data próxima do haplogrupo D. Lahn convenceu-se de que a estirpe atual recebeu pronta dos primos neandertais a versão vantajosa do gene MCPH1. "Nós não fomos capazes de chegar a outros modelos que pudessem explicar de modo razoável nossos dados", afirma.As coisas teriam corrido assim: a linhagem que deu origem ao H. sapiens manteve por centenas de milhares de anos a variante não-D, enquanto D surgia no H. neanderthalensis; após a migração do H. sapiens da África para Europa e Ásia e seu encontro com H. neanderthalensis, um raro acasalamento teria introduzido D no genoma de homens modernos, onde fez enorme sucesso.Para Sergio Danilo Pena, geneticista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o trabalho é "demasiadamente especulativo". "Como [Lahn] não pode explicar a discrepância das coalescentes [variantes], ele usa isso para argumentar que ocorreu a introgressão de um gene neandertal em humanos", afirma Pena, que alerta não ter analisado em detalhe o trabalho.Lahn ressalva que outro ancestral hominídeo pode também ter sido pai e mãe do gene humano MCPH1 encorpado: "Embora favoreçamos neandertais como a fonte potencial do alelo [variante] D, deixamos aberta a possibilidade de outra população Homo arcaica menos conhecida."Svante Pääbo, renomado pesquisador da área na Alemanha, disse à newsletter "ScienceNow" que Lahn apresentou a evidência mais convincente até agora dessa mistura. E avisou que vai procurar a variante D no DNA que já obteve de neandertais. Lahn torce por isso à maneira oriental: "Tenho mais do que uma esperança tênue de que o alelo D apareça no DNA neandertal, mas meu sentimento sobre essa perspectiva está longe da certeza".

Fonte: folha online