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quinta-feira, junho 07, 2012

João Paulo Cunha será o único réu do mensalão candidato em 2012-07/-6/2012

Único réu do mensalão candidato a prefeito, João Paulo Cunha (PT) deverá ter como vice em Osasco o petista Jorge Lapas, que se desincompatibilizou ontem a Secretaria de Governo local.

A informação é do "Painel", editado por Vera Magalhães e publicado na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ontem, o STF (Supremo Tribunal Federal) bateu o martelo e decidiu que o julgamento do mensalão começará no dia 1º de agosto deste ano. A expectativa é que o caso deverá se estender pelo mês de setembro.

Com isso, ministros descartaram definitivamente a possibilidade de realizar sessões extraordinárias em julho para analisar o caso. A decisão de condenar ou absolver os 38 réus, por sua vez, deverá sair, na melhor das hipóteses, em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano.

Durante reunião administrativa realizada no gabinete do presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, os ministros decidiram, por unanimidade, estabelecer o calendário começando em agosto, mas afirmaram que isso somente acontecerá se o revisor da ação penal do mensalão (AP 470), Ricardo Lewandowski, liberar seu voto até o final de junho.
O gabinete de Lewandowski comunicou oficialmente que sua revisão será, sim, liberada ainda neste mês, mas não definiu a data exata para que isso aconteça.
Fonte: folha online

segunda-feira, maio 28, 2012

Lula diz estar 'indignado' com notícia sobre reunião com ministro- 28/05/2012

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (28) estar indignado com a reportagem da revista "Veja" na qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirma ter ouvido do petista pedido de adiamento do julgamento do mensalão.


"Meu sentimento é de indignação", afirmou o ex-presidente em nota.
Segundo a revista, Mendes relatou que, em encontro em abril, Lula propôs blindar qualquer investigação sobre ele na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em troca, o ministro apoiaria o adiamento do julgamento.

De acordo com a nota de Lula, a versão da revista sobre a conversa é inverídica.
Lula afirma que nunca interferiu em decisões do Supremo e da Procuradoria-Geral da República nos oito anos que foi presidente, inclusive na ação penal do mensalão.
"O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.
Nesta segunda-feira, a oposição informou que vai ingressar com pedido de investigação na Procuradoria Geral da República contra o ex-presidente.
DEM, PSDB, PPS e PSOL afirmam que Lula cometeu três crimes e precisa ser responsabilizado judicialmente.
A reunião ocorreu no escritório de Nelson Jobim, ex-ministro do governo Lula e ex-ministro do Supremo.
Lula disse a Mendes, segundo a "Veja", que é "inconveniente" julgar o processo agora e chegou a fazer referências a uma viagem a Berlim em que o ministro se encontrou com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), hoje investigado na CPI.
Jobim confirmou o encontro em seu escritório, mas negou o teor.
LEIA A NOTA
Sobre a reportagem da revista "Veja" publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:
1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. "Meu sentimento é de indignação", disse o ex-presidente, sobre a reportagem.
2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.
3. "O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.
4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.
Assessoria de imprensa do Instituto Lula

domingo, maio 27, 2012

OAB rebate críticas de Aécio à atuação de Thomaz Bastos no caso Cachoeira-27/05/2012

Ex-ministro da Justiça (governo Lula), Thomaz Bastos recebeu pesadas críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) por sua atuação em defesa de Cachoeira

"O advogado não pode ter sua figura confundida com a de seu cliente, não deve ser hostilizado pela opinião pública e pelas autoridades policiais ou judiciárias ou sofrer linchamento moral por parcela da mídia", prega o presidente da Ordem do Advogados do Brasil em São Paulo (OAB/SP), em nota oficial divulgada neste domingo, 27, para rebater críticas ao criminalista Márcio Thomaz Bastos, defensor do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Ex-ministro da Justiça (governo Lula), Thomaz Bastos recebeu pesadas críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) por sua atuação em defesa de Cachoeira, principal personagem da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal.
Thomaz Bastos defende Cachoeira na Justiça e também perante o Congresso, onde tramita Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as atividades do bicheiro.
"O advogado é como o padre, que abomina o pecado, mas ama o pecador", compara a OAB/SP. "O advogado abomina o crime e deve amar sua missão de defender aqueles que a ele recorrem para ter um julgamento justo."
A nota oficial da OAB/SP é subscrita por seu presidente, Luiz Flávio Borges D’Urso. "Venho a público, diante das insistentes críticas dirigidas ao advogado Márcio Thomaz Bastos, em razão de sua atuação como defensor em casos de grande repercussão nacional, mais uma vez salientar que o papel do advogado é obrigatório e absolutamente indispensável para que se obtenha Justiça", assinala D’Urso.
O presidente da OAB/SP argumenta que "jamais se pode confundir o advogado com seu cliente".
"O fato de Thomaz Bastos ter sido ministro da Justiça não o impede de agora advogar livremente, sem qualquer restrição legal, aliás, o que já ocorre com inúmeros outros colegas que ocuparam postos e cargos de destaque na política nacional, também como ministros da Justiça, secretários de Estado da Justiça, secretários de Estado da Segurança Pública", assinala D’Urso.
Ele ressalta que "diante de julgamentos de crimes de grande repercussão, quando o público em geral não admite ao acusado nem mesmo argumentos em sua defesa, imediatamente a opinião pública antagoniza o advogado que, para cumprir bem sua função, precisa enfrentar esse pré julgamento sem temor, com total independência, apesar da incompreensão".
Fonte: estadão.com

segunda-feira, março 12, 2012

Mesmo com saída de Ricardo Teixeira, Dilma manterá distância da CBF e do COL- 12/02/2012

A saída de Ricardo Teixeira da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) não irá servir para aproximar a presidente Dilma Rousseff das duas entidades. A presidente já sinalizou para seu estafe que pretende manter a distância.
A intenção seria manter Aldo Rebelo como representante oficial do Planalto para os assuntos de Copa do Mundo, segundo interlocutores da presidente. Mudar de postura agora seria enfraquecer o ministro do Esporte e, ao mesmo tempo, dar um caráter pessoal para a relação até então fria que Dilma mantinha em relação a Teixeira. Apesar disso, ela aprovou a mudança na CBF, como revelou o UOL Esporte.

O fato de nunca ter conseguido se aproximar da presidente ajudou a enfraquecer Teixeira. A Fifa contou com seu bom relacionamento com o governo federal quando decidiu dar ao Brasil a missão de receber a Copa. Desde a saída de Lula, porém, Teixeira não conseguiu mais convencer a Fifa de que poderia fazer a ligação com a presidência da República.
O ex-presidente também perdeu força no Congresso Nacional. Por isso, José Maria Marin, seu substituto, assumiu a CBF preocupado em reconstruir a relação da entidade com o Congresso. Uma das primeiras atitudes do novo presidente foi telefonar para o deputado José Rocha (PR-BA) e pedir um encontro com os membros da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.
“Fiquei de recebê-lo em Brasília para um café, uma conversa informal. Mas também vou marcar uma audiência na comissão para que os deputados conversem de maneira formal com o novo presidente da CBF”, disse Rocha.
Em outra demonstração de que vai pregar a política da boa vizinhança com figuras ligadas ao futebol, Marin telefonou também para Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. Ligou para agradecer elogios que recebeu do dirigente pela imprensa. O novo presidente da CBF busca construir uma imagem mais simpática do que a de seu antecessor.
Fonte: uol.com.br

sábado, fevereiro 25, 2012

Autoridades ajudam a abafar episódio da advogada que a máfia infiltrou no governo-25/02/2012

Procurador-geral da República e ministro da Justiça não fazem o que se espera deles: investigar por que a história não é devidamente esclarecida.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tranquilizou o ministro Dias Toffoli sobre o conteúdo do depoimento (Sérgio Dutti & Andre Dusek/AE)


Há duas semanas, VEJA revelou que os ministros Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, agiram em sintonia com a máfia que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Em depoimentos prestados ao Ministério Público e à Polícia Federal, a advogada Christiane Araújo de Oliveira contou que, durante anos, manteve relações estreitas com ambos e usou essa intimidade para conseguir levar à frente ações de interesse da quadrilha para a qual trabalhava. Apesar da gravidade das acusações, registradas há mais de um ano em um arquivo de vídeo e outro de áudio, na ocasião nenhum procedimento de investigação formal foi aberto para apurar a denúncia. Pior que isso: uma parte do material -- o áudio original no qual a advogada narra aos policiais os detalhes de seus encontros com as autoridades do governo e as atividades paralelas derivadas desses encontros -- pode ter sido propositalmente escondida para evitar constrangimentos ao governo.

No áudio até agora desaparecido, Christiane conta detalhes, muitos deles sórdidos, a respeito do período em que conseguiu se infiltrar no governo a pedido da máfia. Entre muitas histórias impressionantes, a advogada confirma que, em 2009, entregou ao então advogado-geral da União, Dias Toffoli, material gravado clandestinamente que incriminava opositores do governo -- versão confirmada em depoimento prestado recentemente à Polícia Federal por Durval Barbosa, o chefe da quadrilha, que fez um acordo de delação premiada com a Justiça. Dias Toffoli nega que tenha recebido qualquer documento das mãos da advogada. Em conversas com colegas do STF, o ministro relatou que está sendo vítima de calúnia e que teria recebido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a garantia de que não há nada nos depoimentos que o comprometa. Não é um comportamento apropriado para quem deveria zelar pelo interesse público: melhor seria se o procurador se empenhasse em descobrir por que as revelações da advogada ficaram escondidas por tanto tempo.
Na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a afirmar que “a suposta gravação informal (áudio) não consta de nenhum procedimento instaurado pela PF”. O ministro não esclarece coisa alguma. O áudio desaparecido tem seis horas de conversa e existem algumas cópias dele guardadas, inclusive com pessoas da própria polícia. O ministério daria uma boa contribuição à Justiça se ajudasse a esclarecer por que o depoimento da advogada foi -- e permanece -- escondido na Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. Mas, ao que parece, não é esse o objetivo. Na mesma nota, o ministro negou que tivesse recebido e visto o vídeo no qual a advogada explica suas relações com Gilberto Carvalho. Cardozo, inclusive, chegou a relatar o conteúdo do material a um assessor da presidente Dilma Rousseff, segundo fontes do Palácio do Planalto. Estranho o comportamento do procurador-geral da República. Estranho o comportamento do ministro da Justiça.
Fonte: veja online

domingo, janeiro 01, 2012

Para ambiente, 1º ano de Dilma é pior que o de Collor-01/01/2012

Presidente da conferência Rio +20, Dilma Rousseff teve uma atuação apagada na área ambiental em seu primeiro ano de governo. Sob alguns aspectos, pior que a de Fernando Collor, em cujo governo aconteceu a Eco-92.

Dilma não criou nenhuma unidade de conservação em 2011; em 1990, seu primeiro ano de mandato, Collor criou 15.
O desmatamento em 1990 caiu 22% em relação ao ano anterior, o dobro da queda estimada para 2011 --embora Dilma esteja melhor nos números absolutos de desmate.
Diante da repercussão internacional da polêmica obra da usina hidrelétrica de Cararaô, no rio Xingu, Collor engavetou o projeto.
Dilma o ressuscitou, sob o nome de Belo Monte, concedendo-lhe a licença de instalação mesmo sem o cumprimento de todas as condicionantes impostas pelo Ibama.
Unidades de conservação e terras indígenas são indicadores importantes do desempenho ambiental de um governo, pois elas mexem na estrutura fundiária e em interesses econômicos nas regiões onde são criadas.
Enquanto ministra da Casa Civil do governo Lula, Dilma represou a criação de novas unidades, especialmente na Amazônia, submetendo-as ao crivo do MME (Ministério de Minas e Energia).
Na Presidência, manteve o ritmo. Seu governo é o primeiro desde FHC-1 (1995-1998) a não criar áreas protegidas no primeiro ano de mandato.
Um refúgio da vida selvagem no Médio Tocantins, por exemplo, está com sua proposta de criação parada no MME, que tem interesse em construir na região a hidrelétrica de Ipueiras --um projeto que o Ibama já havia considerado inviável do ponto de vista ambiental.
O governo também cortou 30% do orçamento do Instituto Chico Mendes, órgão gestor das unidades.
SEM CLIMA
O primeiro ano de Dilma passou sem avanços na agenda de mudança climática.
Conforme a Folha mostrou, o governo não fez quase nada para implementar em 2011 a meta brasileira de cortar até 39% das emissões de gás carbônico em 2020 em relação à tendência de crescimento atual dos gases.
"O pacote de mudança climática ela recebeu pronto do governo Lula. Não avançou nem regrediu", disse Nilo Dávila, do Greenpeace. "Em outras coisas, ela deu continuidade para o mal."
Ele se refere ao maior retrocesso legislativo na área ambiental: a Lei Complementar 140, que reduz o poder de fiscalização do Ibama.
Pelo texto aprovado no Senado em outubro, a competência de multar crimes ambientais é do ente federativo (União, Estado ou município) que licencia. Como desmatamentos são sempre licenciados pelos Estados, autuações feitas pelo Ibama poderão ser anuladas pelas secretarias de Meio Ambiente estaduais.
Em 2009, durante a cúpula do clima de Copenhague, quando o enfraquecimento do Ibama foi inserido no projeto durante sua votação na Câmara, o presidente Lula se comprometeu a vetá-lo.
Dilma concordou com a promessa. Mas, no dia 8 deste mês, durante outra cúpula do clima, em Durban, a presidente sancionou o texto.
Questionado pela Folha, o Planalto deferiu a resposta ao Ministério do Meio Ambiente. Este disse que, "na prática, o Ibama continua atuando normalmente".
Sobre a falta de criação de unidades de conservação, o ministério afirmou que está revendo a Estratégia Nacional de Conservação da Biodiversidade, com a definição de critérios para a proposição de novas áreas protegidas.

Turismo e Esporte investiram menos de 0,60% de recursos autorizados-01/01/2012

Os números da execução orçamentária mostram que dois dos ministérios abalados por denúncias e consequente troca de comando investiram quase nada em 2011, informa o "Painel", editado por Renata Lo Prete e publicado na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

No Turismo, onde Pedro Novais (PMDB) deu lugar a Gastão Vieira em setembro, o total efetivamente pago até 24 de dezembro representou apenas 0,16% dos recursos autorizados para o período.
No Esporte, que assistiu à substituição de Orlando Silva por Aldo Rebelo (PC do B) em outubro, esse índice ficou em 0,55%.
CRISES
Pedro Novais viu sua situação no Turismo ficar insustentável dentro de seu próprio partido depois de uma série de escândalos na pasta e duas revelações da Folha: a de que ele pagou com dinheiro público o salário de sua governanta por sete anos e a de que sua mulher usa irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular.
Ele estava em situação delicada desde o começo de agosto quando uma operação da Polícia Federal prendeu 35 pessoas, incluindo o então secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa.

No mesmo mês, a Folha mostrou que Novais foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Federal.
A crise no Ministério do Esporte teve início após a denúncia de um esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo, que dá verba a ONGs para incentivar jovens a praticar esportes. Orlando Silva deixou o governo em outubro.
Após ser confirmado na pasta, Aldo cancelou sete convênios do programa Segundo Tempo. Os contratos suspensos somam R$ 9,4 milhões e alguns deles envolvem instituições ligadas ao PC do B citadas em escândalos nos últimos dias.
Fonte; folha online

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Pergunta sem resposta: quem falou pela oposição em 2011?-26/12/2011

Uma oposição que participou como espectadora das crises provocadas pela sequência de quedas de ministros é o inimigo dos sonhos de qualquer governo.
Responda rápido: qual foi o maior destaque da oposição em 2011? Se a pergunta fosse incluída no Enem, pouquíssimos estudantes teriam o que dizer – a menos, claro, que a questão tivesse vazado. Apresentada aos leitores mais atentos, seriam provavelmente mencionados os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Nesse caso, a culpa não pode ser debitada na conta da crônica falta de memória nacional. Ao longo do ano, nenhum político oposicionista conseguiu destacar-se pelo ataque a flancos expostos do governo de Dilma Rousseff, que não foram poucos. Um governo obrigado a demitir seis ministros por envolvimento em corrupção é o inimigo dos sonhos de qualquer oposição. Mas uma oposição que participou quase como espectadora das crises provocadas pela sequência de quedas também é o inimigo dos sonhos de qualquer governo.

Em todos esses episódios, aliás, os alvos das denúncias atribuíram as acusações a tramas de oposicionistas que nunca existiram (nem as tramas nem os oposicionistas). Em 2011, a rigor, não houve oposição partidária. Os governadores tucanos comunicaram à nação, em um encontro em Maceió realizado em dezembro de 2010, que brigar com os donos do poder federal não é tarefa para ocupantes de cargos executivos. “Não cabe aos governadores fazer oposição ao governo federal”, concordou o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Essa é uma tarefa partidária, que está mais afeita à bancada do partido na Câmara e no Senado”.
Na Câmara, o silêncio estrepitoso de Guerra prova que o deputado rejeitou a própria sugestão. No Senado, Aécio Neves (PSDB-MG), que ao assumir promoveu-se a líder da oposição, demorou quatro meses para subir à tribuna com um pronunciamento anunciado com pompa e circunstância. Fez um discurso morno, desceu e desapareceu. Nem as acusações que desabaram sobre Fernando Pimentel fizeram com que o neto de Tancredo Neves recuperasse a voz e dispensasse algumas palavras a respeito do seu aliado nas eleições de 2008.
Minoria desoladora - Para os parlamentares, o problema está na minoria desoladora – acentuada pela criação do PSD, em 27 de setembro. “Vivenciamos uma situação dramática”, reconhece Álvaro Dias. “A oposição nunca foi tão pouco numerosa”. Dias está certo. Em 1970, o Movimento Democrático Nacional (MDB) – partido de oposição ao regime militar – examinou a hipótese da autodissolução por ter conseguido eleger apenas 87 dos 310 deputados (28%). Hoje, o PSDB, o PPS, o DEM e o Psol, juntos, têm 90 dos 513 deputados (17%). No Senado, a realidade é um pouco menos dramática: 17 senadores (20%), mais 10 dissidentes de partidos da base aliada, que eventualmente votam contra o governo. Em 1970, eram 10%.
“Fizemos o máximo que pudemos”, consola-se Dias. “Não temos número suficiente para instalar uma CPI, mas esgotamos todos os instrumentos que estavam ao nosso alcance. Para cada ministro acusado de corrupção, apresentamos três ou quatro representações”.
O cientista político Humberto Dantas soma a essa minoria o perfil dos partidos políticos brasileiros. “São partidos predominantemente governistas, formados por pessoas que querem se manter no poder”, afirma Dantas. “A política no Brasil é personalista. É raro o debate de ideias e de projetos para o país. O que existe é uma busca pessoal para se perpetuar no poder, o que é muito mais fácil quando se tem a máquina pública do lado. O PSD é o exemplo mais claro disso. É o partido mais governista que temos hoje”.
Para o historiador Marco Antonio Villa, não basta definir um discurso e encontrar o tom certo. Antes de tudo, a oposição precisa ter a disposição de ser oposição. “No Brasil, o governo quer cooptar a oposição e a oposição geralmente quer ser governo”, diz. “Mas a discussão e o convívio das diferenças são as essências da democracia”. Villa observa que os parlamentares de oposição, além de não agirem como tal, criticam aqueles que fazem o que espera o eleitorado que os elegeu. “Eles dizem que uma oposição combativa dificultará o acesso a créditos e a empréstimos do governo federal. Em qualquer país do mundo, se um estado ou uma prefeitura dependessem disso para receber recursos, causaria uma comoção popular. É absolutamente ilegal”. Villa sustenta que a oposição deve fazer política “24 horas por dia, sete dias por semana, doze meses por ano”.
Ano medíocre - “Em 2011, a discussão política não existiu”, diz Jarbas Vasconcelos. “Na época da ditadura, mesmo com perseguição, tortura e morte, a minoria fazia o debate de ideias, levantava bandeiras. Hoje, a oposição está desanimada. Encara a atual conjuntura como algo muito difícil de ser vencido e fica paralisada”.
Dissidente do PMDB, Jarbas não se inclui entre os abalados pelo desânimo. Ele considera o fisiologismo a principal característica da atual relação entre o Executivo e o Legislativo. Pela primeira vez, o combativo pernambucano, um dos fundadores do MDB e peemedebista desde o nascimento da legenda, pensa em mudar de partido. “Caso fosse feita uma reforma política de verdade, que acabasse com essa indecência, que impedisse que o eleitor, por votar em João, acabasse elegendo também um José, consideraria seriamente a possibilidade de criar uma nova agremiação política e deixar o PMDB”, afirmou. “Você não imagina o que é ser liderado pelo Renan Calheiros e ter o José Sarney presidindo a Casa”.
Para Jarbas, 2011 foi um ano politicamente medíocre em todos os sentidos. “A oposição precisa de união e de especialistas em seus quadros, pessoas que entendam de Petrobras, políticas sociais, estatais”, diz o senador. “Sem isso, o governo pode continuar falando o que quiser e não conseguiremos rebater. Todo mundo sabe que a Petrobras é um antro de corrupção, mas ninguém pode fazer essa acusação institucionalmente, porque não há provas”.
Governo X oposição - Os parlamentares de oposição consideram o desempenho dos governistas igualmente lastimável. “A chamada base aliada ainda não mostrou para o que serve, a não ser para barrar a convocação de ministros pelo Congresso”, diz o senador Aloysio Nunes Ferreira. “Quando assumiu, Dilma apresentou uma extensa pauta legislativa, mas nada saiu do papel”. Jarbas lembra que a presidente não deu um tratamento uniforme para todos os ministros acusados de corrupção. “Variou de partido para partido”, afirma o parlamentar pernambucano. “Ficou clara a defesa do PT e, mesmo assim, a base aliada continuou submissa”. Para Jarbas, é absurdo Dilma defender Fernando Pimentel das acusações de tráfico de influência com o argumento de que as irregularidades aconteceram antes da chegada do ex-prefeito de Belo Horizonte ao ministério. “O político deve explicações à sociedade tanto da vida pública, quanto da privada”, enfatiza. “Lula e os petistas podem não ter inventado a corrupção, mas, sem dúvida, a exacerbaram".
O ex-deputado federal Fernando Gabeira acredita que o processo de oposição no Brasil foi conduzido pelas denúncias da imprensa. “O grande impulso oposicionista aconteceu na sociedade e sem a mediação dos políticos de oposição”.
Gabeira atribui o fraco desempenho à falta de articulação. “No último trimestre, houve o anúncio da completa estagnação da economia e a oposição foi incapaz de levantar a questão”, diz. “A luta parlamentar não se resume à votação de projetos e convocação de CPIs. O processo é mais amplo e é dentro dessa amplitude que a oposição deveria agir. Não me lembro de nenhum grande encontro nacional, de nenhum seminário organizado com a proposta de discutir o Brasil”.
A oposição talvez seja bem menos frágil do que imaginam os senadores e deputados. Nas últimas eleições, 44 milhões de brasileiros votaram contra o governo. O abismo que separa a indignação da sociedade e a falta de entusiasmo da oposição sugere a falta de representantes para esse eleitorado. Os eleitos esqueceram o que Fernando Henrique Cardoso, num artigo para a revista Interesse Nacional, considerou “óbvio e quase ridículo de escrever”: cabe às oposições se oporem ao governo.
Fonte: veja.com

O custo da pisadela no mar de Dilma: R$ 657,9 mil -27/12/2011

Marinha desembolsou valor para reformar residência oficial da Base Naval na Bahia, onde presidente passa férias. Só com cortinas foram gastos R$ 37,3 mil.
Após o tsunami de denúncias de corrupção em seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve no início dessa semana um momento de refresco. Ergueu o vestido e molhou os pés nas águas calmas da Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, na Bahia. De férias, a presidente só volta ao trabalho em 10 de janeiro. Levou consigo quase que uma comitiva: a filha, Paula, o neto, Gabriel, o genro, Rafael Covolo, a mãe, Dilma Jane, o ex-marido, Carlos Araújo, a atual esposa dele e uma tia.

Antes de receber a presidente, a Marinha caprichou nos preparativos e gastou nada menos que 657 900 reais com móveis, eletroeletrônicos e obras de reforma da residência funcional da Boca do Rio, onde se hospedam as autoridades em visita à base. O valor foi desembolsado entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro, em cinco pagamentos, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira pela ONG Contas Abertas.
Com móveis, tapetes, cortinas e eletroeletrônicos foram gastos 425 200 reais. As notas de empenho emitidas pela Marinha informam detalhes sobre o valor de todos os itens, exceto os tapetes. Entre as compras estão, por exemplo, um frigobar com capacidade de armazenagem de 76 litros no valor de 4 900 reais, um espelho tamanho 2,5 x 2,5 metros ao custo de 6 000 reais e duas poltronas no valor total de 6 700 reais.
Foram compradas ainda oito televisões, sete aparelhos de DVD, um home theater e um computador, no valor total de 19 500 reais. Em outro empenho, a Marinha gastou só com cortinas nada menos que 37 300 reais. As obras de reforma custaram 195 400 reais.
A Marinha informou que os gastos estavam previstos desde 2010, quando começou a reforma, e que não foram feitos exclusivamente para receber Dilma. A presidente, por sua vez, tem se mostrado uma visitante discreta da Praia da Inema. Ao menos mais discreta que o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Na passagem de ano de 2009 para 2010 Lula foi com a família para a Base Naval e desfilou pela areia de sunga e equilibrando um isopor na cabeça.
Fonte: veja.com

sábado, dezembro 24, 2011

Partido Brasileiro exalta, eu juro!, "prosperidade" da Coreia do Norte e lamenta morte de carniceiro.Vamor por um pouco de luzes no debate!!!

Não!

Um leitor havia enviado um comentário a respeito, mas não acreditei! E, no entanto, é verdade! O PC do B emitiu uma nota de pesar pela morte do carniceiro comunista Kim Jong-Il, ditador da Coréia do Norte, e de apoio a seu sucessor, nada menos do que Kim Jong-Un, seu filho. Segundo o PC do B, “o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coréia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.”
Já haviam dito muito coisa sobre a Coréia do Norte, mas nem o comunista mais tarado ousou chamar o país de “próspero”. Boa parte dos estimados 22 milhões de norte-coreanos passa fome. No campo, há relatos freqüentes de… canibalismo! Antes que eu publique a íntegra da nota dos preclaros camaradas do PC do B, exibo duas imagens. A primeira é um mapinha das duas Coréias (a comunista é a vermelha…), para que vocês possam entender a imagem seguinte.

Muito bem. Agora vejam uma imagem de satélite que registra as duas Coréias à noite. A capitalista, do Sul, hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo, é praticamente tomada pelas luzes, sem áreas escuras. Dêem uma olha na Coréia do Norte. É o que o PC do B chama de “economia socialista próspera”.
Agora que vocês podem perceber de forma muito clara (!!!) o que é a prosperidade da Coréia do Norte, leiam a nota do PC do B. Volto para arrematar.

Estimado camarada Kim Jong Um
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia
Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.
Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.
O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.
Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il.
Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB.

Encerro
Não custa lembrar que esse foi o partido que tentou fazer no Brasil a guerrilha do Araguaia. Os heróis queriam um regime como aquele liderado por Kim Jong-Il. Enquanto, por aqui, seus bravos representantes recebem indenização por sua “luta contra a ditadura” — é piada! —, na Coréia do Norte, apóiam uma tirania nuclear que mata o povo de fome e o leva a experimentar a própria carne.
O comunismo, em suma, é a menor distância entre o canibalismo e o canibalismo.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: veja online

À New Yorker, Lula fala sobre candidatura em 2014-28/11/2011

“não tenho como dizer de coração que eu não vou”, declara petista

ex-presidente terá livro de memórias escrito por 50 pessoas
Lá pelas tantas na longuíssima reportagem da “New Yorker” divulgada hoje (28.nov.2011) sobre o Brasil e Dilma Rousseff (aqui, para assinantes), há o relato de uma entrevista com o ex-presidente Lula. Pergunta-se ao petista se considera concorrer mais uma vez a presidente.
E Lula: “Não existe essa coisa de ficar fora da política para sempre. Só a morte pode tirar um político da política para sempre. Veja o Jimmy Carter: ele fracassou na Presidência, e agora é o melhor ex-político na política. Eu o admiro muito. E Clinton –ele nunca vai perder sua importância. Então, o que vai acontecer no futuro? Eu não sei. Eu já desempenhei meu papel no Brasil. Assim como eu não tenho como afirmar de coração que eu vou concorrer a algo em algum momento, eu não tenho como dizer de coração que eu não vou. Se a presidente Dilma quiser concorrer à reeleição, é o direito dela. Ninguém pode negar a ela esse direito. Só há uma forma de ela não concorrer à reeleição: se ela não quiser”.
A entrevista da New Yorker, é claro, é em inglês. Lula deu essa entrevista em português. A frase “assim como eu não tenho como afirmar de coração que eu vou concorrer a algo em algum momento, eu não tenho como dizer de coração que eu não vou” está da seguinte forma na revista: “Just as I don´t have the heart to say I will run for something at some point, I don´t have the heart to say I won´t”.
Em inglês, a expressão “heart” pode ter várias conotações. Saber algo “by heart” é decorar. Se alguém diz “I find it in my heart” quer dizer que está disposto a fazer algo.
Em resumo, é uma pequena nuance nas declarações anteriores de Lula a respeito de uma nova candidatura em 2014. Em público até hoje ele havia circunscrito suas declarações à parte em que diz que Dilma só não será candidata se não quiser.
A entrevista foi concedida à “New Yorker” antes de Lula ser diagnosticado com câncer na laringe. Ele falou sobre planos de viagens internacionais, que agora estão suspensos.
Lula também afirmou que considera muito cedo para publicar suas memórias. Em vez disso, anunciou que publicará uma coleção de 50 depoimentos, de memórias, de 50 pessoas a respeito de como se lembram dos 8 anos dele no Palácio do Planalto.
“Empresários vão contribuir [com esse livro], gays, índios e até Bill Gates, se ele quiser”, escreveu o jornalista autor da reportagem da “New Yorker”, Nicholas Lemann –que não fala português e fez grande parte das entrevistas com a ajuda de tradutores. Tanto Lula como Dilma deram suas respostas em português.
Fonte: blog do Fernando Rodrigues

Foto mostra Dilma jovem em interrogatório em 1970-02/12/2011

O livro “A vida quer é coragem”, de Ricardo Amaral, traz uma alentada biografia da presidente Dilma Rousseff, inclusive uma foto até hoje inédita de quando ela prestava depoimento em novembro de 1970. O lançamento do livro, da Editora Primeira Pessoa, está previsto para este mês de dezembro.

Dilma tinha 22 anos e estava presa acusada de subversão contra o regime militar, uma ditadura. O interrogatório ocorreu na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro, embora ela tivesse sido presa em São Paulo. Eis a foto de novembro de 1970 (10 meses após Dilma ter sido presa):
Além dessa foto de 1970 há uma outra, de 1972. Foi publicada originalmente pelo jornal “Estado de Minas”, mas depois esquecida. Na imagem estão no banco dos réus da Justiça Militar, da esquerda para a direita, começando pela fileira de cima: Ageu Lisboa, Fernando Pimentel (de óculos, atual ministro da Indústria), Gilberto Vasconcelos, o Giba (pai de Beto Vasconcelos, atual secretário executivo da Casa Civil) e Dilma Rousseff.

Embaixo, na primeira fila, da esquerda para a direita, Marco Antonio Rocha (de óculos escuros e braços cruzados, jornalista da Manchete na época), José Raimundo Alves Pinto e Guido Rocha.
No texto dessa reportagem, o jornal “Estado de Minas” relatava que Dilma e os outros os condenados foram considerados culpados por terem “atentado contra o regime para a tomada do poder pela luta armada, dentro de um plano com outras organizações terroristas, através [sic] do incitamento, propaganda subversiva e posse de armas e outros atos terroristas”.
Fonte: blog do Fernando Rodrigues- uol noticias

Romário: Lula e FHC são 10; Dilma ainda é 9- 08/12/2011

Para deputado, Sarney não pode estar há “tantos anos no poder só fazendo o mal”

“À Dilma eu não posso dar ainda um 10 porque ela só tem... não tem nem um ano [de governo]. Então eu vou dar um 9”. Essa é a explicação de Romário, deputado federal e ex-jogador de futebol, sobre a nota que dá para a atual presidente da República.
Para os 2 antecessores, Lula e Fernando Henrique, Romário atribui nota 10. “Sempre gostei muito da postura do Fernando Henrique Cardoso. Passei a ser um fã incondicional do Lula”.
Questionado sobre quais políticos admira, o deputado rapidamente citou a colega de partido e também deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ex-prefeita de São Paulo.

Instado a falar especificamente sobre ex-presidentes da República, o baixinho elogiou Lula, FHC e incluiu Sarney na lista depois de fazer uma mea culpa.
Para ele há “problemas e coisas negativas que o Brasil diz” sobre Sarney. E reconheceu certa razão nesses dizeres. Mas Romário concluiu: “A pessoa não pode estar tantos anos no poder e só fazendo o mal”.
A seguir, trecho da entrevista em que o deputado dá notas para Dilma e seus antecessores. Em seguida, íntegra da entrevista. A fala sobre Sarney começa aos 30 minutos do vídeo.
Fonte:blog do Fernando Rodrigues- uol noticias

PT explora onda de indignados para ganhar filiados- 09/12/2011

Blog adianta os 12 comerciais da sigla neste mês na TV...

...só Lula e Dilma aparecem nas gravações de 30 segundos.
O PT exibe 12 comerciais curtos (11 de 30 segundos e 1 de 1 minuto) em rede nacional em 10, 22, 24 e 27.dez.2011. Em cada um desses dias, o partido exibirá, em média, 10 comerciais de 30 segundos. Em horário nobre. Trata-se de uma campanha equivalente à de grandes marcas de produtos comerciais. É quase impossível alguém que assista televisão não se deparar com, pelo menos, um desses filmes.

Essas propagandas partidárias são levadas ao ar com dinheiro público. É uma facilidade disponível para todas as agremiações políticas. As TVs ganham isenção fiscal para exibi-las.
A estratégia do PT é combinar duas situações da atual conjuntura e tirar proveito disso: 1) a boa avaliação dos governos de Lula e de Dilma Rousseff e 2) a possível motivação que protestos como a Primavera Árabe e o Occupy Wall Street produziram nos jovens brasileiros –em geral desinteressados por política.
Os petistas enxergam uma demanda não atendida no mercado. Brasileiros estariam querendo agir, participar. Mas não saberiam como. É a esses que essa bateria de comerciais se dirige.
Produzidos e dirigidos por João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas de reeleição de Lula (2006) e da eleição de Dilma (2010), os comerciais pretendem funcionar como uma janela de entrada para novos associados ao PT.
A mensagem martelada nos vídeos é: “Filie-se ao PT e continue mobilizando o Brasil”.
Em um dos vídeos, Lula e Dilma aparecem juntos. Pesquisas usadas para orientar os petistas indicam que o ex-presidente continua com boa imagem, Dilma está com alta popularidade e não surgiu ainda nenhum sinal de antagonismo entre os públicos de ambos.
Ou seja, a imagem de Dilma continua acoplada à de Lula, mas em certa medida já ganhou vida própria e obteve apoio de setores da chamada nova classe média, em geral mais refratária ao ex-presidente.
Na hora de pedir aos brasileiros que participem mais da política é Lula o garoto propaganda. Eis sua fala mais direta:
“O problema de quem não gosta de política é que é sempre governado por quem gosta. Por isso eu digo sempre para a juventude. Não adianta você achar que todo político não presta. Não adianta você negar política. Porque o político perfeito de que você precisa... Quem sabe não esteja dentro de mim, dentro da presidenta Dilma, ou dentro de qualquer outro político? Que esteja dento de você? Então, participe. Faça da política a sua arma para mudar o seu país”.
Lula e Dilma na TV

Além do vídeo ao lado de Dilma, Lula aparece sozinho em outro. Está ainda com barba e cabelo (gravou antes de raspá-los por causa do tratamento para combater um câncer de laringe).
Dilma protagoniza 3 propagandas. Em todas, começa dizendo que “o governo Lula mostrou o caminho”. Segue falando sobre programas que começaram no governo passado e continuam no seu –como PAC e Minha Casa, Minha Vida– e programas que ela mesma lançou –como o das pessoas com deficiência.
Os outros vídeos são protagonizados por atores. Um mostra só jovens. Dizem ter votado em Lula e Dilma nas eleições passadas e que pretendem eles próprios entrar na política, exibindo tablets e celulares.
Outro filme não mostra pessoas. Só frases escritas na tela: “Você vai conhecer agora a pessoa que vai acabar com a corrupção, que vai acabar com a violência, que vai mudar totalmente a saúde pública no Brasil. Sabe quem é essa pessoa? Você. Por que em lugar de só criticar, você não entra na política? E faz política no partido que está perto de fazer tudo isso? Filie-se ao PT e continue mobilizando o Brasil . www.pt.org.br.”
Nos comerciais do PT há atores negros, brancos, crianças, jovens e pessoas idosas. Em alguns é utilizado um recurso de computação gráfica conhecido como neon, que dá a impressão de uma luz percorrendo a tela, criando desenhos e a imagem de um estrela, o símbolo da legenda.
Em todos os 12 comerciais, os únicos políticos que aparecem são Lula e Dilma. Uma diferença em relação a outras legendas, que usam deputados, senadores e governadores em seus filmes.
Com essa campanha o PT espera turbinar ainda mais a tendência que já existiu em 2010. A legenda foi a que mais cresceu em nº de filiados. Perde apenas para o recém criado PSD, de Gilberto Kassab.
O PSB, 2º colocado em nº de novos filiados, registrou quase metade das adesões recebidas pelo PT. O PSDB, principal adversário dos petistas, aparece em 6º lugar nesse ranking. Já o DEM, outro partido de oposição, perdeu filiados e ficou menor.
Abaixo, ranking dos partidos brasileiros de acordo com a variação no nº de filiados de nov.2010 a out.2011.
Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

terça-feira, dezembro 20, 2011

Tumor de Lula diminui 75% e cirurgia está descartada

Os médicos que tratam do câncer detectado na laringe de Lula informaram que o tumor foi reduzido em 75% desde o diagnóstico, em 29 de outubro.

Graças à boa nova, trazida à luz numa entrevista coletiva dos medicos, descartou-se “totalmente” a hipótese cirurgia.
“Estamos muito satisfeitos, o tratamento atingiu todos os objetivos”, disse Paulo Hoff, um dos médicos que assistem Lula.
“O quadro geral e o quadro químico é muito bom", ecoou Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica.
Kalil informou que Lula submeteu-se à terceira sessão de quimioterapia já nesta terça (12). Mais cedo, informara-se que o procedimento poderia ser adiado.
A exemplo do que ocorrera nas duas sessões anteriores, Lula passará a noite no hospital Sírio Libanês.
Trata-se de uma precaução, para que os médicos avaliem as reações do organismo do paciente, comuns nesse tipo de tratamento.
A partir de janeiro de 2012, informaram os médicos, Lula passará por sessões de radioterapia. Estima-se o término do tratamento para março.
Ainda segundo os médicos, Lula estava apreensivo antes dos exames. Ficou aliaviado depois que soube dos resultados.
Natural. Para um político que tem no gogó sua principal arma, a notícia de que a cirurgua está descartada deve ter propiciado alívio inaudito.
- Em tempo: Foto de Jorge Araújo, da Folha.
Fonte: blog do Josias de Souza- folha online

Dilma encontra repórteres num café com pão e ilusão- 16/12/2011

Um inquilino do Palácio do Planalto precisa de poses. Cada frase, cada gesto de um presidente da República é uma pose.

Nesta sexta (16), Dilma Rousseff fez poses para os repórteres que realizam a cobertura cotidiana da Presidência.
O encontro, um café da manhã, resultou em mais de uma hora de poses. Ao final, produziu-se um quadro plático.
No centro, uma presidente da República imbuída do pior tipo de ilusão: a ilusão de que preside.
Dilma disse que doravante não aceitará a ingerência de partidos nos ministérios. “Vale para qualquer partido”, ela disse. Acrescentou:
“Uma coisa é a governabilidade, é importante que o partido indique nomes. A partir da indicação, [o indicado] presta contas ao governo e a mais ninguém.” Pose.
Num sistema em que coalizão virou cooptação, quem indica não deseja senão extrair do indicado todas as vantagens que o cargo for capaz de prover.
Se a história recente ensina alguma coisa, é a não esperar qualquer tipo de hesitação altruísta dos políticos governistas.
O modelo avança e recua segundo as suas conveniências. A moral subordina-se ao re$ultado. Dilma joga esse jogo desde janeiro. Perdeu a chance de mudar.
Dilma declarou que seu governo é de “tolerância zero” com malfeitos. Mas ponderou:
"Eu não posso sair por aí apedrejando as pessoas e fazendo julgamento sem direito de defesa. […] Não tolerar malfeito de um lado, mas não vou criar caça às bruxas." Pose.
No ano inaugural, Dilma perdeu sete ministros, seis deles por suspeitas de corrupção. A debandada ocorreu em reação às manchetes, não por ação da presidente.
Dilma, alias, soou como se preferisse uma imprensa mais bem comportada. “Parece que existem dois Brasis”, disse.
O Brasil oficial lança programas, produz boas notícias. O país do noticiário concentra-se na roubalheira. "Obviamente que escândalo vende mais jornal", queixou-se.
Dilma chegou mesmo a lamentar o excesso de escalpos. Disse que alguns dos que saíram eram “muito capazes”.
Quer dizer: não fosse pelas manchetes, a alegada “tolerância zero” seria uma pantomima explícita. Malfeitores “muito capazes” continuariam na Esplanada.
Dilma perdeu a pose quando instada a comentar o caso de Fernando Pimentel. Reiterou o apoio ao ministro-amigo.
E quanto às consultorias suspeitas? "Não tem nada do meu governo." Beleza. Dilma termina por adotar um conceito muito usado no Congresso.
No Legislativo, ninguém é cassado por delitos cometidos antes do início do mandato. Como se a idoneidade tivesse prazo de validade.
Recordou-se a Dilma que, ressalvados os valores, o caso de Pimentel assemelha-se ao de Antonio Palocci.
E ela: "Mas o Palocci quis sair." Ou seja, a despeito de ter virado um chefe da Casa Civil inaceitável, Palocci ainda estaria no Planalto se quisesse.
Vai aproveitar a reforma ministerial para reduzir o número de ministérios? Não, não. Absolutamente.
"Não me venham com essa conversa. Não terá redução de ministérios, não é isso que faz a diferença no governo…"
“…A eficácia de um governo vai se dar quando conseguirmos mudar certas práticas de governança.” Pose.
Nenhuma prática de governança torna aceitável o que é inexplicável. Ministério da Pesca, dos Portos, das Raças, das Mulheres… Ora, francamente!
Sob o lero-lero da “eficácia” esconde-se a falta de condições de arrostar as pressões dos partidos que controlam os puxadinhos desnecessários. A começar do PT. Ponto.
Na economia, Dilma soou otimista. A crise internacional, ela admite, é grave. Mas o Brasil a economia brasileira ainda pode crescer 5% em 2012, acredita.
"O meu [cenário] é otimista. Crescimento de 4,5% a 5%. Minha meta é de 5%, de toda a área econômica também." Pose.
Dilma faz as vezes de animadora de auditório. É o papel que lhe resta no enredo eletrificado por uma crise externa cuja resolução independe de sua vontade.
Mas a presidente não ignora: só vai conseguir entregar um PIB ao redor dos 3,5% no ano para que vem se a Europa e os EUA pararem de penetrar o caos.
Os repórteres levaram à mesa a dura realidade: a corrupção, os aliados vorazes, a dúvida Pimentel, a ameaça econômica…
Dilma serviu-lhes café, pão e ilusão. Foi como se dissesse: Fora tudo isso, a coisa caminha bem.
Fonte: Blog do Josias de Souza- folha online

Do Ibope para a oposição: retirem a ‘raiva’ da receita- 19/12/2011

Dizem que o brasileiro não tem memória. Bobagem. O que o brasileiro não tem mesmo é muita curiosidade. Se havia alguma dúvida, o último Ibope eliminou.

O primeiro time de ministros nomeado por Dilma Rousseff revelou-se um fia$co. Caíram sete, seis deles envoltos em suspeitas de corrupção.
A grossa maioria dos auxiliares micados veio da gestão Lula. Dilma conhecia-os todos. Ainda assim, nomeou-os. Livrou-se deles por pressão, não por precaução.
A despeito de tudo, Dilma chega ao último Ibope do seu primeiro ano com o governo mais bem avaliado (56%) que os de Lula (41%) e FHC (43%) na mesma fase.
Considerando-se o desempenho pessoal, a popularidade de Dilma alça à casa dos 72%. De novo, ela aparece mais bem posta que os antecessores.
Ao final de 2003, Lula era bem visto por 66% dos brasileiros. FHC amelhou 57% de aprovação no final de 1995, seu primeiro ano na Presidência.
Só a falta de curiosidade do brasileiro explica que o Ibope de Dilma tenha crescido nos últimos três meses.
Desde setembro, o índice de aprovação do governo subiu cinco pontos. Foi de 51% para os atuais 56%. E a taxa pessoal de Dilma oscilou de 71% para 72%.
Se fosse minimamente curiosa, a platéia perguntaria aos seus botões: que diabo de gerente era Dilma que não enxergou a podridão infiltrada na gestão Lula?
Ou ainda: onde Dilma estava com a cabeça quando admitiu o monturo de malfeitores no seu time de ministros?
Mas o brasileiro está noutra. Um pedaço da sociedade (28%) nem se lembra do noticiário sobre corrupção que eletrificaram a Esplanada.
A roubalheira só interessa a jornalistas e à oposição, eis a evidência que salta da pesquisa. A imprensa, por dever de ofício, continuará imprensando.
E quanto à oposição? Bem, a sondagem informa os antagonistas de Dilma desperdiçam seu tempo. Adicionar raiva à receita nunca foi tão fácil. E nunca tão inútil.
O discurso entra por um ouvido e sai pelo outro. O pedaço das galerias que se interessa ouve um tucano criticando Dilma pela aliança com ladravazes.
Depois, olha para o retrovisor e enxerga os operadores da Era FHC em conciliábulos com a mesma turma de salteadores.
Na sequência, o sujeito repara ao redor. A maioria vê o crediário em dia, o Bolsa Família entrando na conta e a geladeira abastecida. A moralidade vira resto.
Suponha que a crise mastigue parte da sensação de prosperidade nos três anos que restam a Dilma.
Nessa hipótese, na hora em que faltar dinheiro e a conta de luz começar a atrasar, o brasileiro buscará alguém que lhe ofereça esperança, não raiva.
Quer dizer: se tudo der mais ou menos certo para Dilma, a reeleição está no embornal. Se tudo der errado, o eleitorado talvez enxergue em Lula uma re-opção.
À oposição já não basta se opor. Se quiser virar alternativa, terá de reler a história com alguma dose de inteligência.
No Brasil, dois políticos chegaram à Presidência cavalgando a raiva: Janio Quadros e Fernando Collor. Ambos resultaram em desastres.
Lula só triunfou depois de se livrar do discurso envenenado que lhe rendera três derrotas.
Antes, o país encantara-se, em 19884, com Tancredo Neves. Embora eleito por via indireta, o velho lobo foi chorado nas ruas porque via-se nele a esperança.
Fonte: Blog do Josias de Souza- folha online

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Suspeita de fraude na Caixa pode causar perda de R$ 1 bi - 18/12/2011

A Caixa Econômica Federal está no centro de uma série de transações financeiras suspeitas que podem gerar perdas de R$ 1 bilhão para os cofres públicos, informa reportagem de Natuza Nery, Dimmi Amora e Rubens Valente, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Graças a uma omissão misteriosa ocorrida na própria Caixa, uma corretora carioca chamada Tetto vendeu papéis da dívida pública de baixo ou nenhum valor por preços acima do mercado.
Entre os compradores, há empresas e pelo menos um fundo de pensão estatal.

No período em que foram realizadas as transações, de setembro de 2008 a agosto de 2009, o sistema de informática da Caixa responsável por informações relativas aos papéis ficou fora do ar.
O banco público classificou a pane como "erro", atribuindo-o a uma empresa de informática terceirizada.
Ou seja, foi como se um carro tivesse sido vendido sem que o vendedor informasse que ele tinha multas justamente no momento em que o sistema do Detran estava fora do ar.
O que sumiu do sistema correspondia a R$ 1 bilhão que deveria ser descontado do valor dos papéis.
OUTRO LADO

A Gestora de Recebíveis Tetto, que comercializou créditos imobiliários de baixo ou nenhum valor no mercado, atribuiu os problemas dos papéis à Caixa Econômica Federal. A empresa disse que obedece "às autoridades envolvidas, inclusive a Caixa e suas informações".
E complementa: "Se houvesse erro, não seríamos capazes de emitir os créditos. E nós não acreditamos que uma instituição idônea como a Caixa tenha cometido erros ao fornecer uma informação que nos levasse a esse tipo de situação".
A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que instaurou sindicância para apurar o que chama de erro provocado pela empresa que presta serviços de informática. Também iniciou processo interno para punir os eventuais responsáveis.
Fonte: folha online

sábado, dezembro 17, 2011

Plano de Dilma para as fronteiras prioriza verba de propaganda-17/12/2011

A primeira ação do governo federal para reforçar a segurança nas fronteiras do país não foi melhorar a estrutura de vigilância, e sim contratar uma agência publicitária, informa reportagem de Breno Costa, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Ainda em andamento, a contratação visa aumentar a "sensação de segurança" em relação a essas áreas. Ela foi a primeira a ser lançada no contexto do Plano Estratégico de Fronteiras, anunciado com destaque pela presidente Dilma Rousseff em junho.
A contratação da publicidade está estimada em R$ 10 milhões, 58% dos R$ 17,1 milhões que o governo gastou este ano em ações diretas de reforço à segurança das fronteiras.
OUTRO LADO
O Ministério da Justiça diz que já intensificou as ações para proteger as fronteiras.
A pasta disse que, apenas na Operação Sentinela, o governo gastou R$ 55 milhões para o custeio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária.
A pasta diz ter aplicado R$ 85 milhões em 2011 nas fronteiras, mas lista como gasto R$ 10,4 milhões para a compra de scanners veiculares, que ainda está sendo licitada.
Leia mais na edição da Folha deste sábado, que já está nas bancas.
Fonte; folha online

sexta-feira, dezembro 16, 2011

No Twitter, Collor critica reportagem sobre pensão a ex-mulher -17/11/2011

O senador Fernando Collor (PTB-AL) criticou nesta quinta-feira reportagem da Folha que mostrou que há dois anos um oficial de Justiça tenta sem sucesso notificá-lo em Maceió sobre uma ação de cobrança de Rosane Malta Collor de Mello, sua ex-mulher.

Collor disse que a reportagem é "absolutamente intempestiva" e "irresponsável".
Rosane cobra do senador R$ 280 mil, referente à diferença no valor da pensão paga por Collor por dois anos. Eles se separaram em 2005, após 22 anos de casados.
"A matéria que hoje foi divulgada sobre questão pessoal minha é absolutamente intempestiva, seja do ponto de vista jurídico seja do ponto de vista jornalístico", afirmou Collor no microblog Twitter.
O senador disse que cumpre com suas obrigações. "Resta-me, mais uma vez, conclamar os confrades para que APUREM a notícia antes de divulgá-la. Não preciso dizer que quem de forma temerária escreveu e publicou esta matéria será alvo de uma TUNDA equivalente ao tamanho da sua irresponsabilidade."
Procurado pela Folha antes da publicação da reportagem, o advogado de Collor, Fábio Ferrário, informou que o senador mora e trabalha em Brasília e não poderia mesmo ser encontrado em Maceió.
Fonte: folha online