A Operação Porto Seguro começou com o arrependimento de um funcionário público que aceitou propina, segundo relatório da Polícia Federal de março de 2011 obtido pela Folha.
Cyonil da Cunha Borges de Faria Jr., auditor do Tribunal de Contas da União, contou à PF que havia recebido uma oferta de R$ 300 mil de Paulo Rodrigues Vieira para fazer um relatório favorável à Tecondi, empresa de contêineres que opera em Santos.
O dinheiro foi oferecido entre 2009 e 2010, segundo Faria Jr. relatou à polícia.
Vieira é apontado pela PF como o principal articulador do esquema de venda de pareceres, o alvo da operação.
À época, ele era ouvidor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e conselheiro fiscal da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).
A oferta do dinheiro foi feita em 2010 num restaurante japonês na alameda Joaquim Eugênio de Lima, na região central de São Paulo.
A Tecondi precisaria do parecer favorável porque o TCU investigava se a empresa usava instalações portuárias que não estavam previstas na concorrência inicial da Codesp, feita em 1998.
O auditor já escrevera um parecer em 2007 propondo a anulação do contrato por conta de irregularidades na licitação. Se o TCU acatasse o parecer, o contrato da Tecondi com a Codesp para operar o terminal de contêineres poderia ser anulado.
O auditor do TCU disse à PF que não aceitou a oferta de R$ 300 mil, mas mesmo assim Vieira entregou-lhe dois pacotes com R$ 50 mil --um antes do parecer que fez e outro depois.
Nesse parecer, ele escreveu: "No que toca à proposta inicial de anulação do contrato, algumas circunstâncias nos conduzem a entendimento diverso nessa oportunidade, notadamente os investimentos já realizados e em curso nas obras do terminal".
Arrependido, ele procurou a PF, devolveu o dinheiro e virou delator. Com as informações, a polícia passou a monitorar telefones de Vieira.
O advogado de Vieira não foi localizado. Alberto Toron, que defende a Tecondi, diz que a investigação não compromete a empresa: "A licitação foi absolutamente lícita".
Fonte: folha online
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domingo, novembro 25, 2012
Dirceu convoca PT para ir às ruas contra julgamento do mensalão- 24/11/2012
O ex-ministro José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, convocou ontem o PT e os movimentos sociais a irem às ruas para "fazer o julgamento do julgamento" do mensalão.
Ele discursou em plenária promovida pelo deputado João Paulo Cunha, também condenado, em Osasco, base eleitoral do parlamentar.
O ex-presidente do PT José Genoino, sentenciado a seis aos e oito meses de prisão, também participou do desagravo aos réus condenados.
"É preciso ir às ruas, discutir, debater o que está acontecendo. Não aceitamos. Estamos revoltados e indignados e somos vítimas de um julgamento injusto", afirmou o ex-ministro da Casa Civil.
Ele também criticou a imprensa. "Nós, antes de sermos condenados, fomos linchados. Quem jogou o principal papel na articulação foram os meios de comunicação, não todos, mas determinados meios de comunicação."
Fonte: folha online
Comentário do blog: O que ele quer é criar uma campanha, com ares de popular, mesmo que seja pura demagogia, para justificar algum projeto de lei de anistia.
O que esse pessoal precisa compreender é que a política no n´pivel em que se colocaram, não é atendida pelas praticas da política de militância da decada de 80, donde fazia acordos e artilações com forças e interesses políticos que não tinham em mãos o poder, nem devem desprezar o preparo intelctual e pragmático do fisiológismo que eles próprios fortaleceram com suas alianças para manter o poder e governar.
Dirceu que já foi meu heroi, hoje me decepciona, não pelos escândalos e deslizes, mas pela arrogância, e inabilidade de sempre se manter isolado, achando que tem uma rede de apoio que lhe sustenta de qualquer jeito.
O grande intelecto que admirava em Dirceu, hoje fica paralisado lutando contra os fatos, criando batalhas perdidas, preso a uma sombra de compromissos com o chefe maior, que de tolo não tem nada, enganou a todos, inclusive a Dirceu.
Ele discursou em plenária promovida pelo deputado João Paulo Cunha, também condenado, em Osasco, base eleitoral do parlamentar.
O ex-presidente do PT José Genoino, sentenciado a seis aos e oito meses de prisão, também participou do desagravo aos réus condenados.
"É preciso ir às ruas, discutir, debater o que está acontecendo. Não aceitamos. Estamos revoltados e indignados e somos vítimas de um julgamento injusto", afirmou o ex-ministro da Casa Civil.
Ele também criticou a imprensa. "Nós, antes de sermos condenados, fomos linchados. Quem jogou o principal papel na articulação foram os meios de comunicação, não todos, mas determinados meios de comunicação."
Fonte: folha online
Comentário do blog: O que ele quer é criar uma campanha, com ares de popular, mesmo que seja pura demagogia, para justificar algum projeto de lei de anistia.
O que esse pessoal precisa compreender é que a política no n´pivel em que se colocaram, não é atendida pelas praticas da política de militância da decada de 80, donde fazia acordos e artilações com forças e interesses políticos que não tinham em mãos o poder, nem devem desprezar o preparo intelctual e pragmático do fisiológismo que eles próprios fortaleceram com suas alianças para manter o poder e governar.
Dirceu que já foi meu heroi, hoje me decepciona, não pelos escândalos e deslizes, mas pela arrogância, e inabilidade de sempre se manter isolado, achando que tem uma rede de apoio que lhe sustenta de qualquer jeito.
O grande intelecto que admirava em Dirceu, hoje fica paralisado lutando contra os fatos, criando batalhas perdidas, preso a uma sombra de compromissos com o chefe maior, que de tolo não tem nada, enganou a todos, inclusive a Dirceu.
Operação da PF aponta que ex-senador comprou parecer para ficar em ilha- 24/11/2012
Interceptações telefônicas e de e-mails levaram a Polícia Federal a desmantelar o esquema de venda de pareceres públicos que pode ter sido utilizado por um ex-senador para manter o direito de permanecer em uma ilha no litoral de São Paulo.
A operação Porto Seguro tem indícios de que o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) pode ter obtido pareceres que o autorizam a não desocupar a ilha das Cabras, em Ilhabela, litoral norte do Estado.
O negócio levou a suspeitas de participação no esquema de funcionários do alto escalão da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que defende a União em processos judiciais.
A investigação envolve o ex-senador e empresário, que queria regularizar a situação da ilha das Cabras, onde construiu uma mansão e um heliporto. Sendo um bem da União, cabe à AGU oferecer parecer a favor ou contra à operação.
A Folha apurou que Miranda, para regularizar a situação, pediu ajuda dos irmãos Rubens e Paulo Vieira, diretores das Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ANA (Agência Nacional de Águas), que teriam indicado José Weber Holanda Alves, advogado-geral adjunto da União.
Em troca, o servidor seria contemplado com uma viagem de cruzeiro ao exterior.
A Polícia Federal fez busca e apreensão no gabinete de Weber na AGU ontem.
O processo também passa pelo Secretaria de Patrimônio da União, outro órgão investigado pela PF.
Em 2008, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo condenando o ex-senador Miranda a uma indenização por ter interferido no meio ambiente da ilha, ao construir um heliponto no local.
A decisão também incorporou a Ilha de Cabras ao Parque Estadual de Ilhabela. A Folha apurou que o negócio da ilha não se concretizou porque a operação da PF foi deflagrada antes.
Miranda é próximo da cúpula do PMDB no Senado. Ontem, ele prestou depoimento à PF. A Folha não conseguiu localizá-lo, mas deixou recado em sua casa em São Paulo.
Em conversas com integrantes do Palácio do Planalto, o chefe de Weber, ministro Luís Inácio Adams, disse não acreditar no envolvimento de seu funcionário no esquema investigado pela PF.
Weber ajudou a redigir na AGU um projeto de lei em discussão no Congresso que garantiria mais poderes a advogados com cargo de chefia, como ele, sobre os pareceres.
O projeto estabelece que os pareceres devem ser submetidos aos superiores hierárquicos da AGU.
O ex-senador passou o último feriado na ilha, onde costuma chegar de helicóptero. Também costuma navegar pelo local com seu veleiro, um dos mais luxuosos nos passeios marítimos em Ilhabela. Miranda ocupa a ilha há cerca de 30 anos é criticado por ambientalistas por realizar obras ilegais.
Fonte: folha online
A operação Porto Seguro tem indícios de que o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) pode ter obtido pareceres que o autorizam a não desocupar a ilha das Cabras, em Ilhabela, litoral norte do Estado.
O negócio levou a suspeitas de participação no esquema de funcionários do alto escalão da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que defende a União em processos judiciais.
A investigação envolve o ex-senador e empresário, que queria regularizar a situação da ilha das Cabras, onde construiu uma mansão e um heliporto. Sendo um bem da União, cabe à AGU oferecer parecer a favor ou contra à operação.
A Folha apurou que Miranda, para regularizar a situação, pediu ajuda dos irmãos Rubens e Paulo Vieira, diretores das Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ANA (Agência Nacional de Águas), que teriam indicado José Weber Holanda Alves, advogado-geral adjunto da União.
Em troca, o servidor seria contemplado com uma viagem de cruzeiro ao exterior.
A Polícia Federal fez busca e apreensão no gabinete de Weber na AGU ontem.
O processo também passa pelo Secretaria de Patrimônio da União, outro órgão investigado pela PF.
Em 2008, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) confirmou uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo condenando o ex-senador Miranda a uma indenização por ter interferido no meio ambiente da ilha, ao construir um heliponto no local.
A decisão também incorporou a Ilha de Cabras ao Parque Estadual de Ilhabela. A Folha apurou que o negócio da ilha não se concretizou porque a operação da PF foi deflagrada antes.
Miranda é próximo da cúpula do PMDB no Senado. Ontem, ele prestou depoimento à PF. A Folha não conseguiu localizá-lo, mas deixou recado em sua casa em São Paulo.
Em conversas com integrantes do Palácio do Planalto, o chefe de Weber, ministro Luís Inácio Adams, disse não acreditar no envolvimento de seu funcionário no esquema investigado pela PF.
Weber ajudou a redigir na AGU um projeto de lei em discussão no Congresso que garantiria mais poderes a advogados com cargo de chefia, como ele, sobre os pareceres.
O projeto estabelece que os pareceres devem ser submetidos aos superiores hierárquicos da AGU.
O ex-senador passou o último feriado na ilha, onde costuma chegar de helicóptero. Também costuma navegar pelo local com seu veleiro, um dos mais luxuosos nos passeios marítimos em Ilhabela. Miranda ocupa a ilha há cerca de 30 anos é criticado por ambientalistas por realizar obras ilegais.
Fonte: folha online
sábado, outubro 08, 2011
Para evitar licitação rigorosa, deputados limitam emendas-08/10/2011
Mais da metade de todo o dinheiro liberado pelo governo de São Paulo para a realização de obras indicadas pelos deputados estaduais se refere a emendas cujos valores não ultrapassam R$ 150 mil, o que facilita a assinatura de contratos pelas prefeituras, informa reportagem de Silvio Navarro, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Até esse valor, é permitida a realização da forma mais simples de licitação, aquela feita por meio de convite.
Pivô do escândalo de vendas de emendas na Assembleia paulista, o deputado Roque Barbiere (PTB) deu a entender, em entrevista nesta semana, que esse modelo de licitação facilitaria as fraudes. A polêmica a respeito da liberação de emendas parlamentares em São Paulo começou após o deputado Roque Barbiere (PTB) afirmar, em entrevista ao jornal "Folha da Região", que de 25% a 30% dos parlamentares enriqueceram negociando emendas com prefeituras e fazendo lobby para empreiteiras. Ele, no entanto, não citou nomes.
Fonte: folha online
Tirulipa, filho de Tiririca, se filia ao PSB para disputar eleição em Fortaleza-08/10/2011
PAOLA VASCONCELOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FORTALEZA
O filho do deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, se filiou no início da tarde desta sexta-feira ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) para concorrer uma vaga como vereador em Fortaleza (CE) nas próximas eleições.
Everson Silva, 26, que atua como o humorista Tirulipa na Rede Record e em seu circo homônimo, chegou a ser convidado pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro) e pelo PR (Partido da República), o mesmo de seu pai
Tirulipa diz que optou pelo PSB porque se identifica mais com o partido e também por influência do deputado federal Domingos Neto (PSB-CE), que é seu amigo e foi o mais votado do Ceará nas últimas eleições.
Domingos Neto é filho do vice-governador do Estado, Domingos Filho.
Tirulipa vai para o PSB com o aval de seu pai, que faz parte de outro partido. "Meu pai me disse que eu sou jovem e que posso fazer muito por Fortaleza, em nome da cultura e da juventude", disse.
O presidente do PSB em Fortaleza, Karlo Kardoso, confirmou a filiação de Tirulipa. Segundo Kardoso, Everson Silva chega ao PSB para fazer uma campanha diferente da que fez Tiririca nas eleições de 2010, quando disse que não sabia o que fazia um deputado federal.
"Tirulipa sabe muito bem o que um vereador faz e tem projeto político-administrativo para Fortaleza. É uma pessoa que está vindo para fazer a defesa da cultura", disse.
Tirulipa disse que já "briga pela cultura e pelo circo" exercendo sua profissão, mas considera que ser vereador "tem respaldo maior" porque tem "contato direto com o povão". "O vereador é o homem de recado do povo", disse.
Fonte: folha online
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FORTALEZA
O filho do deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, se filiou no início da tarde desta sexta-feira ao PSB (Partido Socialista Brasileiro) para concorrer uma vaga como vereador em Fortaleza (CE) nas próximas eleições.
Everson Silva, 26, que atua como o humorista Tirulipa na Rede Record e em seu circo homônimo, chegou a ser convidado pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro) e pelo PR (Partido da República), o mesmo de seu pai
Tirulipa diz que optou pelo PSB porque se identifica mais com o partido e também por influência do deputado federal Domingos Neto (PSB-CE), que é seu amigo e foi o mais votado do Ceará nas últimas eleições.
Domingos Neto é filho do vice-governador do Estado, Domingos Filho.
Tirulipa vai para o PSB com o aval de seu pai, que faz parte de outro partido. "Meu pai me disse que eu sou jovem e que posso fazer muito por Fortaleza, em nome da cultura e da juventude", disse.
O presidente do PSB em Fortaleza, Karlo Kardoso, confirmou a filiação de Tirulipa. Segundo Kardoso, Everson Silva chega ao PSB para fazer uma campanha diferente da que fez Tiririca nas eleições de 2010, quando disse que não sabia o que fazia um deputado federal.
"Tirulipa sabe muito bem o que um vereador faz e tem projeto político-administrativo para Fortaleza. É uma pessoa que está vindo para fazer a defesa da cultura", disse.
Tirulipa disse que já "briga pela cultura e pelo circo" exercendo sua profissão, mas considera que ser vereador "tem respaldo maior" porque tem "contato direto com o povão". "O vereador é o homem de recado do povo", disse.
Fonte: folha online
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