Ilustração. Preservativos de borracha. 1908.Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os preservativos foram fartamente distribuídos aos soldados, incluindo os norte-americanos. O látex permitia a fabricação do produto em larga escala e a custo bem menor. As autoridades sanitárias dos Estados Unidos ponderavam que os gastos com a saúde para recuperar soldados com doenças sexualmente transmissíveis eram infinitamente superiores a de um simples dispositivo de prevenção.Em 1954, Gregory Pincus desenvolveu a pílula anticoncepcional e nos anos 60 irrompeu a revolução sexual. A sífilis e a gonorréia passaram a ser tratadas com antibióticos e o mercado de preservativos sofreu forte retração.A partir de 1980, com o surgimento da Aids, houve um grande aumento no consumo mundial de preservativos por ser o único meio eficaz de prevenir o contágio.Os fabricantes criaram novas texturas, cores, sabores, aromas e tamanhos para atrair o consumidor. Foram adicionados lubrificantes e espermicidas para o conforto do ato sexual e maior segurança contra a gravidez indesejada. Alguns preservativos com propriedades especiais (fosforescentes, com formatos de animais ou frutas, com texturas ou comestíveis) não são contraceptivos nem protegem contra doenças sexualmente transmissíveis e é necessário utilizar um preservativo comum por baixo deles.O poliuretano passou a ser usado na fabricação do preservativo feminino em 1992 e no masculino em 1994. O material é mais resistente que o látex e melhora a sensibilidade do pênis em atrito com vagina, ânus ou boca.Em pequena escala ainda são fabricados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, preservativos de intestino de cordeiro. São destinados a consumidores que tenham alergia ao látex e ao poliuretano, que os utilizem por fetiche ou que os preferem pela sensibilidade sobre o pênis.Embora persistam campanhas em vários países do mundo em favor do preservativo como proteção ao HIV e às outras doenças sexualmente transmissíveis, um novo fenômeno tornou a retrair o mercado: desde 2000 o sexo virtual pela Internet reduziu o consumo de preservativos no Japão, Estados Unidos e Alemanha. De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, na década de 80 foram comercializadas 743 milhões de unidades no país; a partir do ano 2000 houve uma queda de 43%.
No Brasil, o Ministério da Saúde prevê a distribuição gratuita de 700 milhões de preservativos masculinos em 2005 e venda de outros 350 milhões em farmácias e supermercados. Já o elevado custo dos preservativos femininos e a dificuldade de aceitação pela população ainda resultam em distribuição bastante restrita.
Fonte: www.museudosexo.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário