Kristen Breitweiser não se considera mais uma viúva do 11 de Setembro.
Pela honra do seu marido, um executivo bancário morto no atentado de 11 de setembro de 2001 no World Trade Center, em Nova York, essa mulher que se tornou viúva, ativista e escritora diz ter se reinventado mais uma vez.
"Não me identifico mais como viúva. Sou uma mãe solteira", disse Breitweiser, autora de "Wake-Up Call: The Political Education of a 9/11 Widow" ("Toque de despertar: a educação política de uma viúva do 11/9"), numa entrevista à Reuters perto da praia de Long Island, em Nova York, onde ela vive atualmente.
Ela fez parte de um grupo de viúvas de Nova Jersey, conhecidas como "Jersey Girls", que chamaram a atenção por pressionar o governo americano a fazer um esclarecimento público sobre os atentados. Agora, no entanto, ela diz que sua prioridade é criar sua filha Caroline como uma pessoa segura e consciente do mundo da política.
Na opinião de Breitweiser, 40, é importante que a menina, de 12, aprecie a diversidade cultural, especialmente a cultura islâmica.
"Tenho viajado com ela e a apresentado a (outras) culturas. Estamos todos juntos aqui nesta Terra, somos diferentes, e não precisamos nos odiar", afirmou. "Ela sabe por que passamos por detectores de metal nos aeroportos, sabe por que as pessoas usam burcas, sabe por que há um chamado para as orações", acrescentou. "Ela entende isso."
Fonte: folha online
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