domingo, fevereiro 15, 2009

Serra anuncia um pacote de R$ 20 bi contra a crise


O governador tucano de São Paulo, José Serra, desembrulhou nesta quinta (12) um pacote anticrise.
Prevê investimentos de R$ 20,6 bilhões ao longo de 2009. O dinheiro será despejado em projetos voltados às seguintes áreas:
Metrô e trens: R$ 4.217 bilhões.
Transportes: R$ 5.045 bilhões.
Saneamento: R$ 2.540 bilhões.
Habitação: R$ 1.600 bilhão.
Educação: R$ 807 milhões.
Segurança: R$ 1.029 bilhão.
Outros: R$ 5.362 bilhões.
O governo paulista estima que conseguirá manter ou criar 858 mil empregos. Pressionando aqui, você chega à relação de providências divulgadas por Serra.
Ao chegar ao documento, note que ele está dividido em duas partes. A primeira contém “medidas já adotadas”. É coisa velha. Foi ao quadro para fazer volume.
A segunda parte –“Novas Medidas”—é, por assim dizer, o miolo da picanha levada ao forno por Serra nesta quinta.
A exemplo do PAC de Lula, há um quê de marquetagem eleitoral no programa anticrise de Serra.
O embrulho do governador inclui projetos que seriam tocados com a crise ou sem ela. São investimentos previstos no Orçamento de 2009, elaborado e votado no ano passado.
Em alguns casos, o Estado diz que está antecipando para o primeiro quadrimestre de 2009 despesas que só seriam feitas mais adiante.
Serão "antecipadas", por exemplo, as compras de bens duráveis (carros, computadores e móveis, etc.). Coisa de R$ 711 milhões.
Adiantou-se também o calendário de reformas de escolas, delegacias e outros prédios públicos. Gastos de R$ 876 milhões.
O cheiro de campanha exala também das declarações de Serra. Sem mencionar Lula, o presidenciável tucano faz analogias entre o Estado e a União.
"O governo de São Paulo não tem política monetária, cambial, nem mega instituições de crédito, mas está cumprindo sua parte”.
É como se Serra dissesse à platéia: Estou vivo e também sei enfrentar a crise e ocupar o noticiário.
Como que se antecipando às críticas, Serra disse, em discurso, que não age “para aparecer”. O Estado se mexe, segundo ele, “para cumprir sua obrigação”.
Serra poderia cumprir com a “obrigação” trancado no gabinete. Preferiu fazê-lo sob holofotes. É do jogo.
O governador seria um tolo se permitisse que Lula e a rival petista Dilma Rousseff monopolizassem as manchetes.
Mas Serra está liberado de dizer que não se move “para aparecer”. É um atentado contra a inteligência da platéia.
PS.: Ilustração via sítio do Dalcío.

Fonte:Blog do Josias de Souza (Folha online)

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