segunda-feira, março 12, 2012
Exterminamos um câncer do futebol brasileiro, diz Romário-12/03/2012
O deputado federal Romário (PSB-RJ) comemorou a saída de Ricardo Teixeira da CBF e da organização da Copa-2014.
Nas redes sociais Twitter e Facebook, o ex-jogador publicou palavras duras em relação ao ex-presidente da CBF. "Exterminamos um câncer do futebol brasileiro", escreveu.
Ele também criticou o novo presidente da entidade, José Maria Marin, apesar de errar o nome mandatário e chamá-lo de João.
Abaixo, leia a íntegra do comunicado de Romário na tarde desta segunda-feira:
"Boa tarde, Galera!
Hoje podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, João Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.
Desejo boa sorte ao novo presidente e espero que a partir de hoje (acho muito difícil e quase impossível) a CBF dê uma nova cara para o nosso futebol.
Tô muito feliz em saber que participei deste momento de vitória e de mudança para o futebol brasileiro. Não só acredito, mas também espero, que uma limpeza geral deve ser feita na CBF. Só então, definitivamente, poderemos ficar tranquilos de que a mudança acontecerá em todos os sentidos.
Valeu, Galera. Abraço!"
PRIMEIRA GAFE
No dia em que anunciou a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF, o novo presidente da entidade e, agora, também comandante do COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, José Maria Marin, 79, também cometeu uma gafe.
"Vou assumir o COL ao lado de um grande ex-jogador, o Romário", disse Marin, que, em seguida, perceubeu a falha e lembrou o nome do outro membro do COL, o empresário Ronaldo.
Romário é um dos principais críticos à organização da Copa-2014. Já o empresário Ronaldo é integrante do Conselho de Administração do COL e um dos principais nomes à frente da organização do Mundial do Brasil.
Fonte: folha online
Nas redes sociais Twitter e Facebook, o ex-jogador publicou palavras duras em relação ao ex-presidente da CBF. "Exterminamos um câncer do futebol brasileiro", escreveu.
Ele também criticou o novo presidente da entidade, José Maria Marin, apesar de errar o nome mandatário e chamá-lo de João.
Abaixo, leia a íntegra do comunicado de Romário na tarde desta segunda-feira:
"Boa tarde, Galera!
Hoje podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, João Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.
Desejo boa sorte ao novo presidente e espero que a partir de hoje (acho muito difícil e quase impossível) a CBF dê uma nova cara para o nosso futebol.
Tô muito feliz em saber que participei deste momento de vitória e de mudança para o futebol brasileiro. Não só acredito, mas também espero, que uma limpeza geral deve ser feita na CBF. Só então, definitivamente, poderemos ficar tranquilos de que a mudança acontecerá em todos os sentidos.
Valeu, Galera. Abraço!"
PRIMEIRA GAFE
No dia em que anunciou a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF, o novo presidente da entidade e, agora, também comandante do COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, José Maria Marin, 79, também cometeu uma gafe.
"Vou assumir o COL ao lado de um grande ex-jogador, o Romário", disse Marin, que, em seguida, perceubeu a falha e lembrou o nome do outro membro do COL, o empresário Ronaldo.
Romário é um dos principais críticos à organização da Copa-2014. Já o empresário Ronaldo é integrante do Conselho de Administração do COL e um dos principais nomes à frente da organização do Mundial do Brasil.
Fonte: folha online
Com quase mil contratos, Fifa já não tem como, na prática, tirar Copa do Brasil-11/03/2012
A Fifa e seus parceiros já somam 921 contratos assinados referentes aos direitos comerciais da Copa de 2014. Significam, na prática, que o Mundial será no Brasil mesmo que os conflitos entre a entidade máxima do futebol e governo recrudesçam. É um voo sem volta para a Fifa.
A entidade máxima do futebol tem, de fato, o direito de romper o contrato com o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e retirar o evento do Brasil a qualquer momento. Um dos argumentos de quebra de acordo poderia ser a não aprovação da Lei Geral da Copa até junho de 2012.
Mas todos os outros acordos comerciais do evento têm cláusulas e multas por cancelamento ou alterações das condições acertadas. Entre elas, a de que o evento ocorrerá em território brasileiro.
Caso quisesse mudar a sede, a Fifa e seus parceiros teriam de renegociar ou romper cada um dos contratos. Os compromissos assinados referem-se a direitos de televisão, internet e rádio, propriedades de marketing, vendas de pacotes de turismo com ingressos e hotelaria.
Há também os acordos do COL com as 12 cidades-sedes, que poderiam ser rompidos como extensão de uma eventual rescisão com o país. Mas, em todas essas cidades, há contratos assinados por hotéis com a Match Hospitality, empresa que tem acordo comercial com a Fifa.
No total, são 766 acordos dessa empresa por acomodações. Nos documentos, a Match fica com os direitos sobre os quartos na Copa e pode revendê-los dentro de pacotes que incluem ingressos.
"Esses contratos foram assinados quando o Brasil foi escolhido em 2007, então com as 19 cidades candidatas a sede", conta o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, Enrico Torquato. "Agora já foram até colocados os preços de cada diária".
É fato que a Match pode devolver os direitos sobre os quartos até um determinado período antes da Copa. Mas teria de refazer toda a operação --que durou cinco anos-- na realidade de outro país.
A Match também tem compromissos com 23 agentes pelo mundo para revenda de pacotes de hospitalidade. Esse tipo de negociação já começou, por exemplo, no Brasil. Mais importante, há contratos de televisão, internet, rádio e telefone móvel assinados.
A Fifa já fechou acordos com 100 veículos de comunicação pelo mundo para a Copa até agora, segundo levantamento feito pela Folha. Esses compromissos atingem 189 países. A maioria dos contratos envolve mais de um direito, ou seja, existem ramificações nos acordos.
A Fifa ainda tem acertados 18 contratos de patrocínios para o Mundial, sendo cinco deles com empresas brasileiras, que, na maioria dos casos, investem pela primeira vez pelo evento ser no país.
A entidade já teve que pagar US$ 90 milhões pelo rompimento de apenas um contrato de marketing, com a Mastercard, em processo judicial na década passada nos EUA. Um dirigente foi peça fundamental na perda da Fifa: o secretário-geral Jérôme Valcke, hoje o maior crítico da Copa no Brasil.
Fonte: folha online
A entidade máxima do futebol tem, de fato, o direito de romper o contrato com o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e retirar o evento do Brasil a qualquer momento. Um dos argumentos de quebra de acordo poderia ser a não aprovação da Lei Geral da Copa até junho de 2012.
Mas todos os outros acordos comerciais do evento têm cláusulas e multas por cancelamento ou alterações das condições acertadas. Entre elas, a de que o evento ocorrerá em território brasileiro.
Caso quisesse mudar a sede, a Fifa e seus parceiros teriam de renegociar ou romper cada um dos contratos. Os compromissos assinados referem-se a direitos de televisão, internet e rádio, propriedades de marketing, vendas de pacotes de turismo com ingressos e hotelaria.
Há também os acordos do COL com as 12 cidades-sedes, que poderiam ser rompidos como extensão de uma eventual rescisão com o país. Mas, em todas essas cidades, há contratos assinados por hotéis com a Match Hospitality, empresa que tem acordo comercial com a Fifa.
No total, são 766 acordos dessa empresa por acomodações. Nos documentos, a Match fica com os direitos sobre os quartos na Copa e pode revendê-los dentro de pacotes que incluem ingressos.
"Esses contratos foram assinados quando o Brasil foi escolhido em 2007, então com as 19 cidades candidatas a sede", conta o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, Enrico Torquato. "Agora já foram até colocados os preços de cada diária".
É fato que a Match pode devolver os direitos sobre os quartos até um determinado período antes da Copa. Mas teria de refazer toda a operação --que durou cinco anos-- na realidade de outro país.
A Match também tem compromissos com 23 agentes pelo mundo para revenda de pacotes de hospitalidade. Esse tipo de negociação já começou, por exemplo, no Brasil. Mais importante, há contratos de televisão, internet, rádio e telefone móvel assinados.
A Fifa já fechou acordos com 100 veículos de comunicação pelo mundo para a Copa até agora, segundo levantamento feito pela Folha. Esses compromissos atingem 189 países. A maioria dos contratos envolve mais de um direito, ou seja, existem ramificações nos acordos.
A Fifa ainda tem acertados 18 contratos de patrocínios para o Mundial, sendo cinco deles com empresas brasileiras, que, na maioria dos casos, investem pela primeira vez pelo evento ser no país.
A entidade já teve que pagar US$ 90 milhões pelo rompimento de apenas um contrato de marketing, com a Mastercard, em processo judicial na década passada nos EUA. Um dirigente foi peça fundamental na perda da Fifa: o secretário-geral Jérôme Valcke, hoje o maior crítico da Copa no Brasil.
Fonte: folha online
Trajetória de Teixeira no futebol passa por triunfos, fiascos e suspeita de conduta criminosa- 12/03/2012
A trajetória de Ricardo Teixeira como homem público do futebol começa na década de 1980. O cartola esteve à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de 1989 até esta segunda-feira, quando renunciou ao cargo que ocupou por 23 anos.
Durante este tempo, colecionou escândalos, trinfos e derrotas. Se, por um lado, levou a seleção brasileira a conquistar dois títulos mundiais (1994 e 2002), por outro foi acusado de enriquecer ilicitamente graças ao cargo e de cometer crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação de impostos.
Se, por um lado, é tido como o fiel reflexo do modo antigo de comandar o futebol, com conchavos políticos, contratos publicitários obscuros e campeonatos desorganizados, por outro foi um dos responsáveis de trazer de volta a Copa do Mundo para o Brasil após 64 anos. O custo deste último feito para os cofres públicos já ultrapassa os R$ 30 bilhões, e não para de subir.
RICARDO TEIXEIRA EM SEIS ATOS
O início
Ricardo Teixeira foi eleito presidente da CBF pela primeira vez em 1989, com o apoio João Havelange. No mesmo ano, criou a Copa do Brasil, torneio que conta a presença de clubes de todos os estados do Brasil. Com isso, começou a criar sua base de apoio político junto a dirigentes das federações estaduais.
O força dos cartolas regionais garantiu sua reeleição como presidente da entidade em 1991.
Fiasco em 1990
Em sua primeira Copa do Mundo comandando a CBF, Ricardo Teixeira entrou em conflito com os jogadores graças a uma questão de patrocínio.Os jogadores reivindicaram participação no negócio, mas Teixeira negou. Em represália, os jogadores passaram a encobrir a propaganda estampada na camisa. A seleção foi eliminada nas oitavas de final da competição.
Os triunfos
Após ser derrotada nas oitavas de final contra a Argentina na Copa de 1990, a seleção brasileira foi campeã mundial após 24 anos, em 1994, nos Estados Unidos.O cartola teve o mérito de manter o técnico Carlos Alberto Parreira no comando do time mesmo com as críticas da imprensa e com os maus resultados nas eliminatórias.
Ricardo Teixeira ainda veria o Brasil ser pentacampeão em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.
O voo da Muamba
Na volta dos Estados Unidos após a conquista em 1994, Ricardo Teixeira foi acusado de pressionar um funcionário do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, a liberar, sem vistoria, cerca de 13 toneladas de bagagens da seleção brasileira.A carga fora reforçada com eletrodomésticos trazidos por jogadores, cartolas e convidados. Depois que a administração fiscal determinou a liberação apenas das bagagens de mão, Teixeira teria condicionado o desfile dos jogadores à liberação das mercadorias, o que ocorreu sem qualquer controle da administração.
Em 2009, o cartola foi condenado pela Justiça em primeira instância e teve seus direitos políticos cassados por três anos. O processo ainda corre em segunda instância.A Nike e as CPIs
Em 1996, o jornal Folha de S.Paulo denunciou que a CBF perdera parte de seu controle sobre a seleção brasileira ao assinar contrato com a Nike.A multinacional de artigos esportivos impedia a seleção de marcar os jogos e de escolher os adversários. Obrigava o uso da marca Nike até pelos gandulas.
Em 2000 e 2001, Ricardo Teixeira foi o principal alvo da CPI do Futebol, instalada no Senado, e da CPI CBF-Nike, instalada na Câmara dos Deputados para analisar o contrato com a empresa norte-americana. O cartola foi acusado de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, apropriação indébita e evasão de divisas. No final, os parlamentares o absolveram de todas as acusações.
A Copa no Brasil
Após 64 anos, o Brasil voltará a sediar a Copa do Mundo, em 2014. Este talvez seja o maior feito da carreira de Ricardo Teixeira.O cartola, junto com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, são tidos como os maiores responsáveis no país pela escolha da Fifa.
Após o anúncio, em outubro de 2007, Teixeira afirmou que esta seria a "Copa da iniciativa privada", com a menor quantidade possível de injeção de recursos públicos na preparação do país.
Sua profecia não se concretizou. Até agora, só em dinheiro federal, mais de R$ 30 bilhões já foram empenhados.
Fonte: uol.com.br
Mesmo com saída de Ricardo Teixeira, Dilma manterá distância da CBF e do COL- 12/02/2012
A saída de Ricardo Teixeira da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) não irá servir para aproximar a presidente Dilma Rousseff das duas entidades. A presidente já sinalizou para seu estafe que pretende manter a distância.
A intenção seria manter Aldo Rebelo como representante oficial do Planalto para os assuntos de Copa do Mundo, segundo interlocutores da presidente. Mudar de postura agora seria enfraquecer o ministro do Esporte e, ao mesmo tempo, dar um caráter pessoal para a relação até então fria que Dilma mantinha em relação a Teixeira. Apesar disso, ela aprovou a mudança na CBF, como revelou o UOL Esporte.
O fato de nunca ter conseguido se aproximar da presidente ajudou a enfraquecer Teixeira. A Fifa contou com seu bom relacionamento com o governo federal quando decidiu dar ao Brasil a missão de receber a Copa. Desde a saída de Lula, porém, Teixeira não conseguiu mais convencer a Fifa de que poderia fazer a ligação com a presidência da República.
O ex-presidente também perdeu força no Congresso Nacional. Por isso, José Maria Marin, seu substituto, assumiu a CBF preocupado em reconstruir a relação da entidade com o Congresso. Uma das primeiras atitudes do novo presidente foi telefonar para o deputado José Rocha (PR-BA) e pedir um encontro com os membros da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.
“Fiquei de recebê-lo em Brasília para um café, uma conversa informal. Mas também vou marcar uma audiência na comissão para que os deputados conversem de maneira formal com o novo presidente da CBF”, disse Rocha.
Em outra demonstração de que vai pregar a política da boa vizinhança com figuras ligadas ao futebol, Marin telefonou também para Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. Ligou para agradecer elogios que recebeu do dirigente pela imprensa. O novo presidente da CBF busca construir uma imagem mais simpática do que a de seu antecessor.
Fonte: uol.com.br
A intenção seria manter Aldo Rebelo como representante oficial do Planalto para os assuntos de Copa do Mundo, segundo interlocutores da presidente. Mudar de postura agora seria enfraquecer o ministro do Esporte e, ao mesmo tempo, dar um caráter pessoal para a relação até então fria que Dilma mantinha em relação a Teixeira. Apesar disso, ela aprovou a mudança na CBF, como revelou o UOL Esporte.
O fato de nunca ter conseguido se aproximar da presidente ajudou a enfraquecer Teixeira. A Fifa contou com seu bom relacionamento com o governo federal quando decidiu dar ao Brasil a missão de receber a Copa. Desde a saída de Lula, porém, Teixeira não conseguiu mais convencer a Fifa de que poderia fazer a ligação com a presidência da República.
O ex-presidente também perdeu força no Congresso Nacional. Por isso, José Maria Marin, seu substituto, assumiu a CBF preocupado em reconstruir a relação da entidade com o Congresso. Uma das primeiras atitudes do novo presidente foi telefonar para o deputado José Rocha (PR-BA) e pedir um encontro com os membros da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.
“Fiquei de recebê-lo em Brasília para um café, uma conversa informal. Mas também vou marcar uma audiência na comissão para que os deputados conversem de maneira formal com o novo presidente da CBF”, disse Rocha.
Em outra demonstração de que vai pregar a política da boa vizinhança com figuras ligadas ao futebol, Marin telefonou também para Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. Ligou para agradecer elogios que recebeu do dirigente pela imprensa. O novo presidente da CBF busca construir uma imagem mais simpática do que a de seu antecessor.
Fonte: uol.com.br
quinta-feira, março 08, 2012
Ex-babá de Obama, transexual se torna celebridade na Indonésia- 08/03/2012
Ex-babá do presidente dos EUA Barack Obama, a transexual Evie, 66, tornou-se uma celebridade instantânea na favela onde vive em Jacarta, Indonésia.
Equipes de TV se espremem dentro e fora de seu barraco minúsculo de concreto. Parentes que a renegavam finalmente querem a conhecer e ela ainda recebeu uma oferta de um trabalho promissor.
Evie nasceu homem, mas sempre se considerou uma mulher. Após suportar anos de abuso e ridicularização, ela decidiu que seria melhor guardar para si sua certeza e parou de fazer "cross-dressing".
Porém, desde que foi retratada em uma reportagem da agência de notícias Associated Press sobre as lutas das pessoas transexuais na Indonésia, país predominantemente muçulmano, Evie ganhou atenção.
O principal motivo é sua ligação com o agora presidente dos Estados Unidos.
"Depois de viver sem esperança por tanto tempo, como se estivesse trancada em um quarto escuro, agora sinto que a porta está aberta", disse Evie. "É como se os ventos do céu estivessem soprando esperança para mim."
"Até os meus parentes que nunca se importaram comigo agora estão vindo me ver."
Apesar de muitos recém-chegados à Indonésia serem surpreendidos pela relativa aceitação e difusão de transgêneros --vistos na TV e trabalhando em salões de beleza no país-- eles são normalmente objeto de escárnio.
"Sei que isso não vai durar muito tempo", disse Evie. "Mas acho que minha história pode ajudar as pessoas a abrir os olhos para nossos direitos."
Um professor americano na escola católica St. Peter, em Jacarta, Philip Myers, ficou tão tocado pela história de Evie que ele lhe ofereceu um emprego como cozinheira e empregada doméstica.
"Realmente não me importo se ela quer usar vestido ou calça. A aparência não é o problema. Seu coração que é importante", disse Myers.
Evie estava animada com a idéia. Mas, por enquanto, ela está muito sobrecarregada para pensar nisso. Durante um intervalo entre as entrevistas de TV em sua casa, ela disse que esperava que ele fosse paciente.
A ex-babá também disse que gostaria de saber de seu patrão anterior, mas não houve ainda nenhum comunicado da Casa Branca.
Evie começou a cuidar de Obama em 1969, quando ele tinha 8 anos e vivia na capital da Indonésia, com sua mãe, Ann Dunham. A família se mudou para o país dois anos antes, após Ann se casar com seu segundo marido, o indonésio Lolo Soetoro.
Evie brincava com Obama e o buscava na escola, trabalhava na casa vestida como um homem e diz que nunca deixou o menino vê-la em roupas femininas, embora os vizinhos se lembrem de vê-la sair de casa à noite como "drag queen".
As equipes de TV têm sido a principal interessada nesse breve período. Evie contou que, após a família Obama deixar a Indonésia, no início de 1970, ela recorreu à prostituição.
Nos anos que se seguiram, ela e seus amigos enfrentaram espancamentos regulares de guardas e soldados. Um dia, quase 20 anos atrás, viu o corpo de um de seus amigos em um canal de esgoto, Evie decidiu dar um basta.
Ela doou todos os seus vestidos, calças coloridas e sutiãs: estava pronta para viver como um homem.
Evie manteve a uma existência tranquila nas margens da capital da Indonésia, lavando roupa para fora, até os vizinhos serem surpreendidos com sua história com Obama.
"Eles vieram com câmeras de TV para entrevistá-la como se ela fosse uma estrela", disse Ayi Hasanah, 50, dona de casa que vive nas proximidades. "Esperamos que isso pode mudar sua vida. Porque sua vida parece ser muito difícil."
Fonte: folha online
Equipes de TV se espremem dentro e fora de seu barraco minúsculo de concreto. Parentes que a renegavam finalmente querem a conhecer e ela ainda recebeu uma oferta de um trabalho promissor.
Evie nasceu homem, mas sempre se considerou uma mulher. Após suportar anos de abuso e ridicularização, ela decidiu que seria melhor guardar para si sua certeza e parou de fazer "cross-dressing".
Porém, desde que foi retratada em uma reportagem da agência de notícias Associated Press sobre as lutas das pessoas transexuais na Indonésia, país predominantemente muçulmano, Evie ganhou atenção.
O principal motivo é sua ligação com o agora presidente dos Estados Unidos.
"Depois de viver sem esperança por tanto tempo, como se estivesse trancada em um quarto escuro, agora sinto que a porta está aberta", disse Evie. "É como se os ventos do céu estivessem soprando esperança para mim."
"Até os meus parentes que nunca se importaram comigo agora estão vindo me ver."
Apesar de muitos recém-chegados à Indonésia serem surpreendidos pela relativa aceitação e difusão de transgêneros --vistos na TV e trabalhando em salões de beleza no país-- eles são normalmente objeto de escárnio.
"Sei que isso não vai durar muito tempo", disse Evie. "Mas acho que minha história pode ajudar as pessoas a abrir os olhos para nossos direitos."
Um professor americano na escola católica St. Peter, em Jacarta, Philip Myers, ficou tão tocado pela história de Evie que ele lhe ofereceu um emprego como cozinheira e empregada doméstica.
"Realmente não me importo se ela quer usar vestido ou calça. A aparência não é o problema. Seu coração que é importante", disse Myers.
Evie estava animada com a idéia. Mas, por enquanto, ela está muito sobrecarregada para pensar nisso. Durante um intervalo entre as entrevistas de TV em sua casa, ela disse que esperava que ele fosse paciente.
A ex-babá também disse que gostaria de saber de seu patrão anterior, mas não houve ainda nenhum comunicado da Casa Branca.
Evie começou a cuidar de Obama em 1969, quando ele tinha 8 anos e vivia na capital da Indonésia, com sua mãe, Ann Dunham. A família se mudou para o país dois anos antes, após Ann se casar com seu segundo marido, o indonésio Lolo Soetoro.
Evie brincava com Obama e o buscava na escola, trabalhava na casa vestida como um homem e diz que nunca deixou o menino vê-la em roupas femininas, embora os vizinhos se lembrem de vê-la sair de casa à noite como "drag queen".
As equipes de TV têm sido a principal interessada nesse breve período. Evie contou que, após a família Obama deixar a Indonésia, no início de 1970, ela recorreu à prostituição.
Nos anos que se seguiram, ela e seus amigos enfrentaram espancamentos regulares de guardas e soldados. Um dia, quase 20 anos atrás, viu o corpo de um de seus amigos em um canal de esgoto, Evie decidiu dar um basta.
Ela doou todos os seus vestidos, calças coloridas e sutiãs: estava pronta para viver como um homem.
Evie manteve a uma existência tranquila nas margens da capital da Indonésia, lavando roupa para fora, até os vizinhos serem surpreendidos com sua história com Obama.
"Eles vieram com câmeras de TV para entrevistá-la como se ela fosse uma estrela", disse Ayi Hasanah, 50, dona de casa que vive nas proximidades. "Esperamos que isso pode mudar sua vida. Porque sua vida parece ser muito difícil."
Fonte: folha online
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Com pouca roupa, garçonete vira atração turística na Itália-21/02/2012
Com pouca roupa e muita sensualidade, a garçonete Laura Maggi está causando uma grande confusão na pequena cidade de Bagnolo Mella, na província italiana de Bréscia. A bela morena de 34 anos abusa da falta de pano na tentativa sempre bem sucedida de surpreender os clientes. São tantos carros parados na frente do bar que o prefeito está estudando uma lei emergencial para resolver o caos no trânsito local.
Além disso a cidade também enfrenta o ciúme das moradoras locais. A coisa tende a piorar com o número cada vez maior de visitantes que querem conhecer o "Le Café", bar onde a moça atende. Segundo o jornal Corrieri Della Serra o resultado pode ser confirmado ao entrar no bar, sempre cheio de homens. O problema é que as mulheres da cidade não são tão receptivas às perguntas sobre "onde fica o Café da Laura Maggi" e as respostas podem vir acompanhadas de um sermão sobre a ordem e o sentido de se frequentar um ambiente destes.
Fotos sensuais nas redes sociais incendeiam a imaginação dos novos turistas, que estão buscando a cidade para comprovar o inusitado atendimento. Só no Facebook um grupo dedicado ao bar já tem mais de cinco mil adeptos.
Fonte;divirta-se.uai.com.br
Além disso a cidade também enfrenta o ciúme das moradoras locais. A coisa tende a piorar com o número cada vez maior de visitantes que querem conhecer o "Le Café", bar onde a moça atende. Segundo o jornal Corrieri Della Serra o resultado pode ser confirmado ao entrar no bar, sempre cheio de homens. O problema é que as mulheres da cidade não são tão receptivas às perguntas sobre "onde fica o Café da Laura Maggi" e as respostas podem vir acompanhadas de um sermão sobre a ordem e o sentido de se frequentar um ambiente destes.
Fotos sensuais nas redes sociais incendeiam a imaginação dos novos turistas, que estão buscando a cidade para comprovar o inusitado atendimento. Só no Facebook um grupo dedicado ao bar já tem mais de cinco mil adeptos.
Fonte;divirta-se.uai.com.br
Lady Gaga: veja ensaio sensual inédito da cantora antes da fama- 26/02/2012
Uma série de fotos sensuais, em preto e branco, de Lady Gaga antes de ser tornar um fenômeno mundial caíram na web. Nestas imagens, que foram clicadas em 2005 e são sexy de uma maneira sutil, a ainda Stefani Germanotta – balconista de um restaurante – exibe a boa forma do auge de seus 19 anos de idade.
Usando um pequeno vestido branco, Gaga está a cara de sua irmã Natali Germanotta, e faz poses em cima de um piano na sala de sua antiga casa em Upper East Side. Segundo informações da CNN, as fotos foram feitas pelo polonês fotógrafo polonês Malgorzata Saniewska, que conheceu a cantora quando ela ainda era Stefani e ambos trabalhavam no mesmo restaurante
"Nós éramos colegas e saímos juntos para beber alguma coisa e relaxar depois do trabalho. Ela é uma garota muito legal e não mudou nada ao se tornar Lady Gaga”, disse Saniewska. "Naquela época, ela me deu um CD com seu primeiro single, e eu escutei e fiquei realmente impressionado.”
Dessa forma, surgiu a ideia de Malgorzata em juntar suas técnicas de fotógrafo com o talento de Gaga. "A casa estava vazia, éramos apenas nós dois. Eu sabia que ela era uma cantora, então o foco do ensaio foi o seu piano. Nós nos divertimos muito”, finalizou
Fonte:virgula.uol.com.br
Usando um pequeno vestido branco, Gaga está a cara de sua irmã Natali Germanotta, e faz poses em cima de um piano na sala de sua antiga casa em Upper East Side. Segundo informações da CNN, as fotos foram feitas pelo polonês fotógrafo polonês Malgorzata Saniewska, que conheceu a cantora quando ela ainda era Stefani e ambos trabalhavam no mesmo restaurante
"Nós éramos colegas e saímos juntos para beber alguma coisa e relaxar depois do trabalho. Ela é uma garota muito legal e não mudou nada ao se tornar Lady Gaga”, disse Saniewska. "Naquela época, ela me deu um CD com seu primeiro single, e eu escutei e fiquei realmente impressionado.”
Dessa forma, surgiu a ideia de Malgorzata em juntar suas técnicas de fotógrafo com o talento de Gaga. "A casa estava vazia, éramos apenas nós dois. Eu sabia que ela era uma cantora, então o foco do ensaio foi o seu piano. Nós nos divertimos muito”, finalizou
Fonte:virgula.uol.com.br
Namorada de Cristiano Ronaldo faz fotos sensuais- 24/02/2012
Irina é uma das modelos mais requisitas do mundo da moda
'Os meninos nunca gostaram de mim na escola', declara a modelo em entrevista à revista 'FHM'
Olhar sensual, seios fartos, boca à la Angelina Jolie... Atualmente uma das mulheres mais desejadas do mundo, a namorada do jogador de futebol Cristiano Ronaldo, Irina Shayk, diz que na época do colégio os meninos não gostavam dela.
Para deixar os ex-coleguinhas de escola mais do que arrependidos, a modelo fez um ensaio sensual para a edição de março da revista "FHM".
"Os meninos nunca gostaram de mim na escola. Eles zombavam de mim porque eu tinha a pele escura. [Eles] tiravam o sarro de mim por ser tão alta e magra", declarou a beldade em entrevista à revista.
Metade da população sofre de nomofobia, o pânico de perder o celular- 25/02/2012
Você já ficou desesperado ao perceber que esqueceu o celular ou smartphone em casa, e que vai ficar desconectado do mundo o dia inteiro? Se sim, saiba que você não está sozinho. Uma recente pesquisa feita pelo provedor de serviços SecurEnvoy garante que a grande maioria dos usuários de dispositivos móveis sofrem de nomofobia, o medo de perder o celular.
Foram entrevistadas aproximadamente mil pessoas no Reino Unido, e os resultados são alarmantes. Dois terços dos voluntários (66%) temem perder ou ficar sem o seu celular.
O nome da fobia vem do termo inglês "No-Mo" ou "No-Mobile", e é descrita como "o medo ou sensação de angústia quando alguém se vê impossibilitado de se comunicar com os outros devido à ausência do seu celular ou smartphone".
A patologia foi descoberta recentemente na Inglaterra, onde 50% da população possui pelo menos um celular. A fobia também inclui a ansiedade que o usuário sente quando fica sem sinal em um intervalo entre duas torres de celular. Normalmente isso se reflete em seu comportamento, com gestos que buscam uma melhor recepção de sinal - algo que, na maioria das vezes, não funciona.
A nomofobia é algo crescente no Reino Unido. Nos últimos quatro anos a patologia cresceu 13% entre os usuários, que se sentem cada vez mais presos e dependentes dos seus smartphones.
As mulheres são as mais preocupadas (70%, contra 61% dos homens). Além disso, de acordo com o diretor de tecnologia e cofundador da SecurEnvoy, Andy Kemshall, os homens eram os que mais sofriam de nomofobia em 2008. Hoje, eles são 11% menos propensos a levar dois celulares nas suas atividades diárias que as mulheres.
A fobia afeta mais os jovens. Dos entrevistados com até 25 anos, 77% relevaram o temor de ficar sem seus telefones. Já os com idades entre 25 a 34 anos compõem o segundo grupo mais propenso à nomofobia, e os usuários com mais de 55 anos compõem o terceiro.
Em seu relatório, a SecurEnvou também fez menção a um recente estudo publicado pelo Instituto de Tecnologia da Informação de Helsinki, que descobriu que as pessoas checam algum tipo de informação em seus telefones 34 vezes por dia, em média.
Via Mashable
Fonte: techtudo.com.br
Foram entrevistadas aproximadamente mil pessoas no Reino Unido, e os resultados são alarmantes. Dois terços dos voluntários (66%) temem perder ou ficar sem o seu celular.
O nome da fobia vem do termo inglês "No-Mo" ou "No-Mobile", e é descrita como "o medo ou sensação de angústia quando alguém se vê impossibilitado de se comunicar com os outros devido à ausência do seu celular ou smartphone".
A patologia foi descoberta recentemente na Inglaterra, onde 50% da população possui pelo menos um celular. A fobia também inclui a ansiedade que o usuário sente quando fica sem sinal em um intervalo entre duas torres de celular. Normalmente isso se reflete em seu comportamento, com gestos que buscam uma melhor recepção de sinal - algo que, na maioria das vezes, não funciona.
A nomofobia é algo crescente no Reino Unido. Nos últimos quatro anos a patologia cresceu 13% entre os usuários, que se sentem cada vez mais presos e dependentes dos seus smartphones.
As mulheres são as mais preocupadas (70%, contra 61% dos homens). Além disso, de acordo com o diretor de tecnologia e cofundador da SecurEnvoy, Andy Kemshall, os homens eram os que mais sofriam de nomofobia em 2008. Hoje, eles são 11% menos propensos a levar dois celulares nas suas atividades diárias que as mulheres.
A fobia afeta mais os jovens. Dos entrevistados com até 25 anos, 77% relevaram o temor de ficar sem seus telefones. Já os com idades entre 25 a 34 anos compõem o segundo grupo mais propenso à nomofobia, e os usuários com mais de 55 anos compõem o terceiro.
Em seu relatório, a SecurEnvou também fez menção a um recente estudo publicado pelo Instituto de Tecnologia da Informação de Helsinki, que descobriu que as pessoas checam algum tipo de informação em seus telefones 34 vezes por dia, em média.
Via Mashable
Fonte: techtudo.com.br
Atriz coloca fotos nuas no Twitter para provar identidade
Tirar a roupa já não é novidade no famigerado mundo das celebridades. Algumas são pagas para isso, outras não precisam de tanto. Foi o caso da atriz e modelo inglesa, Kelly Brook, 31, que resolveu tirar tudo só para provar que seu perfil no Twitter era verdadeiro.
A ação foi uma resposta aos tweets provocativos do comediante britânico Leigh Francis. "Essa é a verdadeira Kelly Brook ou um velho safado e peludo fingindo ser a Kelly Brook?", indagou ele na rede social.
A protagonista de Piranha 3D rapidamente respondeu: "Sou eu! Como posso provar?". Leigh Francis sugeriu que ela enviasse uma DM para ele, mas em vez disso, a atriz postou uma foto provocante de frente para o espelho e aparentemente nua.
É possível, embora pouco provável, que Brook tenha usado a foto para resgatar a publicidade que fez para a organização defensora dos animais, PETA, em setembro deste ano, onde tirou a roupa para defender o direito dos animais. Ainda sim, Leigh Francis não pareceu convencido e respondeu - mantendo o tom cômico característico - que ela ainda podia "ser um velho com belas próteses". Kelly Brook ainda não se pronunciou a respeito.
Fonte: techtudo.com.br
Videos e fotos de sexo com celebridades de hollywwod que vazaram na web
1 – Pamela Anderson
2 – Rob Lowe
3 – Paris Hilton
4 – Chris Brown
5 – Rihanna
6 – Fred Durst
7 – Dustin Lance Black
8 – Tila Tequila
9 – Michael Stipe
10 – Blake Lively
Pamela Anderson é um dos casos mais lembrados quando o assunto são as sex tapes vazadas. A atriz não teve apenas um, como dois vídeos vazados, isso já nos primeiros anos da Internet. Em 1997, uma fita mostrando a musa tendo relações sexuais com seu então marido Tommy Lee, da banda Mötley Crüe, durante sua lua de mel, foi roubada de sua casa e então distribuída na internet.
A empresa responsável pelo vazamento, a Internet Entertainment Group, foi processada pelo casal, mas, após um acordo confidencial, pode continuar oferecendo acesso ao material em seus sites na web. A atriz, porém, sofreria no ano seguinte com o vazamento de outro vídeo, mais antigo, que a mostrava tendo relações sexuais com o músico Bret Michaels, da banda Poison.
2 – Rob Lowe
Quem disse que as "sex tapes" são um problema apenas da época da Internet? Em 1988, uma fita do ator Rob Lowe vazou, mostrando-o tendo uma relação sexual com duas mulheres, uma delas supostamente de apenas 16 anos. A mesma fita também trazia “cenas” onde ele, acompanhado de um amigo, fazia sexo com uma modelo. Mesmo sendo de uma época pré-web, é tão fácil de achá-la na Grande Rede quanto qualquer outra sex tape vazada.
Em abril desse ano, Rob Lowe afirmou em entrevista no programa de TV "The Oprah Winfrey Show" que esse vazamento foi a "melhor coisa que aconteceu" para ele. Não por causa da sua carreira, que foi manchada, mas porque o alertou sobre os excessos do álcool.
3 – Paris Hilton
Em 2004, muita gente conheceu a patricinha Paris Hilton depois que um polêmico vídeo vazou na Internet que a mostrava tendo relações sexuais com o seu então namorado. Na época, a socialite estava prestes a estrear na televisão no reality show "The Simple Life". A peça foi vazada pelo seu próprio "parceiro em cena", o playboy Rick Salomon, que foi processado pela herdeira da rede de hotéis Hilton.
4 – Chris Brown
O vazamento de Rihanna até trazia uma foto de Chris Brown, seu namorado na época, mas nada comprometedora. Mesmo assim, o cantor pareceu não ter aprendido a lição e teve que encarar uma foto sua de nu frontal sendo distribuída na Internet no início desse ano. Chris Brown tirou a foto em frente a um espelho e enviou para uma ex-namorada. O vazamento aconteceu na época do lançamento do seu mais recente álbum, F.A.M.E.. Há quem desconfie que tudo tenha sido uma farsa para promover o cantor.
5 – Rihanna
Antes do fim do tortuoso relacionamento entre Chris Brown e Rihanna, os dois cantores resolveram tirar fotos deles mesmos em um hotel que costumavam frequentar em Hollywood. As imagens acabaram surgindo na Internet, mostrando a cantora nua em diversas poses. O vazamento ocorreu na mesma semana em que Chris Brown estava em julgamento por ter agredido Rihanna, em maio de 2009. Teria sido uma vingança?
6 – Fred Durst
O vocalista da banda Limp Bizkit's, Fred Durst, não esperava que um simples defeito no seu computador o traria tantos problemas. Isso porque o técnico que foi consertar a sua máquina encontrou e vazou um vídeo que mostra o músico fazendo sexo com uma ex-namorada, filmado em 2003. Irado com o caso, o músico processou 10 websites pelo vazamento, exigindo mais de 70 milhões de dólares por danos.
7 – Dustin Lance Black
O cineasta Dustin Lance Black estava no auge da carreira quando viu fotos privadas suas vazarem na Internet. Em junho de 2009, apenas quatro meses após ganhar um Oscar pelo roteiro do filme Milk, surgiram na Internet imagens suas tendo relações sexuais com outro homem. Os retratos foram divulgados pelo polêmico jornalista de celebridades Perez Hilton em seu blog, que afirmou ter conseguido através da agência de fotos Starzlife, hoje processada por Dustin Lance.
8 – Tila Tequila
Tila Tequila, mais famosa pelo reality show "A Shot At Love", teve uma sex tape também distribuída na Internet. No vídeo, roubado dentro da produtora de filmes pornô Vivid Entertainment, ela aparece fazendo sexo com outras duas mulheres. A empresa queria lançar as imagens comercialmente e por isso processou os sites que já estavam o exibindo. Mas, curiosamente, Tila Tequila afirmou que o vídeo não foi filmado para ser exibido em público e que ele está sendo distribuído sem o seu consentimento.
9 – Michael Stipe
Dá para chamar de "vazamento" esse caso? Michael Stipe, o vocalista da banda REM, postou há algumas semanas em seu blog uma foto sua de nu frontal, em frente ao espelho do banheiro. Na verdade, trata-se de uma montagem que mostra em flashes bem rápidos diversas imagens do artista, postada exatamente no mesmo dia em que a banda anunciou o seu fim. Acontece que alguém se deu ao trabalho de separar uma por uma e encontrou justamente essa!
10 – Blake Lively
Blake Lively, a atriz de "Gossip Girl" e do filme "Lanterna Verde", também é mais uma dos artistas narcisistas que tiveram fotos vazadas na Internet esse ano. A loira tirou diversas fotos com seu celular em frente ao espelho, nua. A atriz negou ser a pessoa que aparece nas fotos, o que estimulou o hacker que as distribui a liberar ainda mais imagens. Não bastasse o rosto ser idêntico ao da atriz, os novos retratos mostravam as mesmas tatuagens que ela fez para sua personagem na série "The Town".
Fonte: techtudo.com.br
Famosas que publicaram fotos sensuais em redes sociais
01 – Vida Guerra
02 – Kim Kardashian
Outra celebridade que volta e meia agrada seus seguidores do Twitter com fotos sensuais é a atriz americana Kim Kardashian. Em janeiro desse ano, a artista postou uma imagem em que aparece vestindo um biquíni preto bastante provocante, acompanhada da hashtag "#2sexy2tweet?" ("muito sexy para twittar?").
03 – Larissa Riquelme
A musa da Copa do Mundo de 2010, Larissa Riquelme, continua animando muita gente ao publicar eventualmente fotos sensuais em seu Twitter. Foi assim em março desse ano, quando divulgou uma imagem em que aparece saindo toda molhada de uma piscina, sem a parte de cima do biquíni.
04 – Katie Price
Chamar uma mulher de "gorda" pode deixá-la furiosa! Ou fazê-la publicar uma foto sensual no Twitter para provar que está em forma, como fez a modelo britânica Katie Price em julho desse ano. Afirmando que sua dieta está funcionando, a celebridade postou uma imagem em que aparece nua e de perfil. Há quem ache, no entanto, que ela está é magra demais.
05 – Lindsay Lohan
A atriz Lindsay Lohan aproveitou um momento de tédio para caçar antigas fotografias suas e publicar no Twitter.
Em uma delas, a artista aparece fazendo topless, com os seios escondidos por longas madeixas de uma peruca loira.
A imagem foi publicada em junho de 2009, um dia após surgirem na imprensa acusações de que ela teria roubado joias de outra sessão de fotos. Ao menos nesse caso, Lohan não foi responsabilizada
06 – Meghan McCain
A filha do senador americano John McCain, candidato republicano derrotado por Barack Obama na eleição para presidente dos EUA em 2008, criou controvérsias ao publicar uma imagem que realçava o seu decote. Nessa ocasião (outubro de 2009), muitos americanos não gostaram da atitude e a encheram de críticas.
Ela então pediu desculpas no Twitter: "eu claramente cometi um grande erro e peço desculpas àqueles que se ofenderam". Mas afirmou ainda que não se sentir envergonhada.
07 – Nivea Stelmann
Em março desse ano, a atriz Nivea Stelmann publicou em primeira mão no seu blog imagens sensuais de uma sessão de fotos. A artista, que estava prestes a estrear na novela Morde e Assopra, da Rede Globo, aparece nas imagens seminua, de lingerie ou fazendo topless.
08 – Angélica Morango
Outra ex-BBB que tem divulgado imagens sensuais no Twitter é a Angélica Morango. A celebridade aparece toda nua abraçada a um gato em uma fotografia publicada pouco dias depois de Lia Khey postar sua foto de topless.
09 – Lia Khey
O Twitter tem se mostrado uma plataforma eficiente para algumas celebridades que querem se manter na mídia. É o caso da ex-BBB, Lia Khey, que em setembro de 2011 postou uma imagem provocante onde aparece fazendo topless, tapando os seios com o braço e a mão direita. Era uma campanha para entrar na lista das 100 mulheres mais sexy da revista VIP de 2011. E ela conseguiu: ficou na 50ª posição.
10 – Serena Williams
Essa imagem ficou no ar durante poucas horas, mas foi o suficiente para a tenista Serena Williams chamar a atenção de muita gente. Em maio desse ano, a esportista americana colocou uma nova foto em seu avatar do Twitter, onde posa utilizando apenas lingerie e escondida atrás de uma cortina. Provavelmente arrependida, Williams trocou logo depois para um avatar menos provocativo.
Fonte: http://www.techtudo.com.br/
A modelo americana (nascida em Cuba) Vida Guerra está bastante sensual em uma fotografia publicada em seu Twitter em agosto desse ano. Na imagem, apenas algumas tiras tapam o seu corpo escultural. Essa é só uma de uma série de fotografias provocativas que Vida Guerra divulga ocasionalmente em seu Twitter.
Outra celebridade que volta e meia agrada seus seguidores do Twitter com fotos sensuais é a atriz americana Kim Kardashian. Em janeiro desse ano, a artista postou uma imagem em que aparece vestindo um biquíni preto bastante provocante, acompanhada da hashtag "#2sexy2tweet?" ("muito sexy para twittar?").
03 – Larissa Riquelme
A musa da Copa do Mundo de 2010, Larissa Riquelme, continua animando muita gente ao publicar eventualmente fotos sensuais em seu Twitter. Foi assim em março desse ano, quando divulgou uma imagem em que aparece saindo toda molhada de uma piscina, sem a parte de cima do biquíni.
04 – Katie Price
Chamar uma mulher de "gorda" pode deixá-la furiosa! Ou fazê-la publicar uma foto sensual no Twitter para provar que está em forma, como fez a modelo britânica Katie Price em julho desse ano. Afirmando que sua dieta está funcionando, a celebridade postou uma imagem em que aparece nua e de perfil. Há quem ache, no entanto, que ela está é magra demais.
05 – Lindsay Lohan
A atriz Lindsay Lohan aproveitou um momento de tédio para caçar antigas fotografias suas e publicar no Twitter.
Em uma delas, a artista aparece fazendo topless, com os seios escondidos por longas madeixas de uma peruca loira.
A imagem foi publicada em junho de 2009, um dia após surgirem na imprensa acusações de que ela teria roubado joias de outra sessão de fotos. Ao menos nesse caso, Lohan não foi responsabilizada
06 – Meghan McCain
A filha do senador americano John McCain, candidato republicano derrotado por Barack Obama na eleição para presidente dos EUA em 2008, criou controvérsias ao publicar uma imagem que realçava o seu decote. Nessa ocasião (outubro de 2009), muitos americanos não gostaram da atitude e a encheram de críticas.
Ela então pediu desculpas no Twitter: "eu claramente cometi um grande erro e peço desculpas àqueles que se ofenderam". Mas afirmou ainda que não se sentir envergonhada.
07 – Nivea Stelmann
Em março desse ano, a atriz Nivea Stelmann publicou em primeira mão no seu blog imagens sensuais de uma sessão de fotos. A artista, que estava prestes a estrear na novela Morde e Assopra, da Rede Globo, aparece nas imagens seminua, de lingerie ou fazendo topless.
08 – Angélica Morango
Outra ex-BBB que tem divulgado imagens sensuais no Twitter é a Angélica Morango. A celebridade aparece toda nua abraçada a um gato em uma fotografia publicada pouco dias depois de Lia Khey postar sua foto de topless.
09 – Lia Khey
O Twitter tem se mostrado uma plataforma eficiente para algumas celebridades que querem se manter na mídia. É o caso da ex-BBB, Lia Khey, que em setembro de 2011 postou uma imagem provocante onde aparece fazendo topless, tapando os seios com o braço e a mão direita. Era uma campanha para entrar na lista das 100 mulheres mais sexy da revista VIP de 2011. E ela conseguiu: ficou na 50ª posição.
10 – Serena Williams
Essa imagem ficou no ar durante poucas horas, mas foi o suficiente para a tenista Serena Williams chamar a atenção de muita gente. Em maio desse ano, a esportista americana colocou uma nova foto em seu avatar do Twitter, onde posa utilizando apenas lingerie e escondida atrás de uma cortina. Provavelmente arrependida, Williams trocou logo depois para um avatar menos provocativo.
Fonte: http://www.techtudo.com.br/
domingo, fevereiro 26, 2012
O Judiciário de saia – ou melhor, de calça-25/02/2012
Até o fim dos anos 60, apenas 2,3% dos magistrados eram mulheres – número que chegou a 11% na década de 90. Hoje, o percentual resvala em 30%.
O julgamento de Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel, foi caracterizado por episódios singulares – como a revelação de passagens inéditas do mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo, a sentença estabelecida em 98 anos e 10 meses e a atuação espalhafatosa de Ana Lúcia Assad, advogada de defesa. Um dos mais marcantes foi a presença de três mulheres no elenco de protagonistas do espetáculo: a promotora Daniela Hashimoto, a juíza Milena Dias e, naturalmente, a própria Ana Lúcia. Tal cena, rigorosamente inviável há poucas décadas, é cada vez mais comum.
Embora ainda minoritária, a participação feminina cresce em todas as áreas do direito. Segundo a cientista política da Universidade de São Paulo (USP) Maria Tereza Sadek, pesquisadora senior do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, até o fim dos anos 1960, 2,3% dos magistrados eram mulheres – número que subiu para 11% no começo da década de 1990. Hoje, o percentual resvala em 30%.
É justamente entre os magistrados que a minoria feminina é mais perceptível. Apesar de a primeira juíza brasileira, Thereza Grisólia Tang, ter estreado nos tribunais de Santa Catarina em 1954 (veja lista abaixo), esse terreno ainda é árido para as mulheres. Ellen Gracie, a primeira ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que quando se formou pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1970, não podia nem se inscrever em concursos para a magistratura. “Não era uma recusa formal”, conta a ministra, que se aposentou em agosto de 2011. “Preenchíamos os formulários e eles simplesmente eram descartados, sem maiores explicações”.
Maria Berenice Dias, primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, passou pelas mesmas dificuldades. “Até 1973, todas as inscrições feitas por mulheres eram previamente negadas”, afirma. “Na minha época, tivemos que brigar para que as provas não fossem identificadas. Na entrevista de admissão, o desembargador chegou a perguntar se eu era virgem”. Ainda hoje, mesmo no STF, as magistradas precisam vencer obstáculos.
Durante o julgamento sobre a validade da Lei Maria da Penha, em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia desabafou: "Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira, sofre! Há os que acham que isso aqui não é lugar de mulher, como uma vez me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas." Cármem Lúcia foi a primeira mulher que ousou vestir calças compridas durante uma sessão plenária da Corte – e isso foi em 2007.
Maria Tereza atribui essa disparidade entre os sexos ao conservadorismo. "Na defensoria pública, por exemplo, que é uma instituição mais recente, encontramos mais mulheres do que homens advogando em alguns estados”, diz. “No Ministério Público, a porcentagem feminina varia entre 40% a 50%."
Defensoria Pública - De acordo com estudo publicado em 2009 pela Defensoria Pública da União, as mulheres já são maioria no Pará, no Paraná, em Roraima e no Tocantins. Na Defensoria Pública Estadual, a presença feminina é maior na Bahia, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraná. Em números gerais, 50,1% dos defensores públicos estaduais são do sexo masculino, enquanto os da União somam 65,4%.
Ao mesmo tempo em que é uma instituição mais feminina que as demais áreas do direito, a Defensoria Pública também é uma das mais jovens. A média de idade dos defensores públicos da União é de 32 anos – e de 39 anos nas defensorias públicas Estaduais. Na magistratura, a média é 49 anos.
No Ministério Público da União (MPU), os números também são animadores. Dos 623 integrantes do Ministério Público Federal (MPF), 42,37% são mulheres. No Ministério Público do Trabalho (MPT), elas representam 49,37% dos 725 procuradores. Surpreendentemente, uma das duas subdivisões do MPU que têm mulheres no cargo mais alto é o Ministério Público Militar (MPM). Embora só 36,98% dos membros do MPM sejam do sexo feminino, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz é a quarta mulher seguida a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça Militar. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a procuradora-geral de Justiça é Eunice Pereira Carvalhido.
Consequências - Com o aumento da participação feminina, o Poder Judiciário tende a se transformar. "A mulher traz mudanças significativas para a magistratura", acredita Sérgia Miranda, desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará e presidente da Secretaria da Mulher Magistrada da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). "Essa diferença pode ser notada principalmente na forma de aplicação da lei. A mulher é mais humanista".
Para Ellen Gracie, as transformações não ocorrem de uma hora para outra, mas já existem mudanças visíveis, principalmente nas questões relacionadas ao direito de família. "A mulher tem uma visão mais sensível para esse tipo de assunto", afirma a ministra, que se aposentou recentemente.
Se até o começo do século XXI não havia mulheres entre os onze ministros do STF, hoje há duas. Dos sete ministros titutlares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dois são mulheres. Entre os 689.927 advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as mulheres correspondem a 44,83% (309.349). Apesar de nenhum estado brasileiro ter mais advogadas, essa realidade tende a mudar nos próximos anos: as mulheres já são maioria em grande parte dos cursos de direito.
"Infelizmente, ainda são poucas as mulheres que ocupam os cargos mais altos nos tribunais, mas acredito que seja apenas uma questão de tempo até que esse quadro mude", observa Sérgia. "Muitas promoções são feitas pelo critério de antiguidade e os homens ainda encabeçam a maioria das listas neste ponto".
Ellen Gracie é a prova de que as mudanças estão chegando a galope. Nomeada em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a primeira mulher a integrar o STF afirma que não sofreu preconceito dos colegas. “Não cheguei a me sentir intimidada, porque havia estudado ou sido aluna de alguns dos ministros", conta. "Mas sentia que me tratavam com polidez excessiva. Era algo estranho para eles".
Para a ministra, "é uma questão de tempo até que o equilíbrio absoluto seja alcançado”. Ela fala por experiência própria. Em menos de quatro décadas, Ellen Gracie, que quando se formou não pode nem se inscrever em concursos para a magistratura, chegou à presidência da instância máxima da Justiça do país.
Conheça a trajetória de mulheres que se destacaram na Justiça:
O julgamento de Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel, foi caracterizado por episódios singulares – como a revelação de passagens inéditas do mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo, a sentença estabelecida em 98 anos e 10 meses e a atuação espalhafatosa de Ana Lúcia Assad, advogada de defesa. Um dos mais marcantes foi a presença de três mulheres no elenco de protagonistas do espetáculo: a promotora Daniela Hashimoto, a juíza Milena Dias e, naturalmente, a própria Ana Lúcia. Tal cena, rigorosamente inviável há poucas décadas, é cada vez mais comum.
Embora ainda minoritária, a participação feminina cresce em todas as áreas do direito. Segundo a cientista política da Universidade de São Paulo (USP) Maria Tereza Sadek, pesquisadora senior do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, até o fim dos anos 1960, 2,3% dos magistrados eram mulheres – número que subiu para 11% no começo da década de 1990. Hoje, o percentual resvala em 30%.
É justamente entre os magistrados que a minoria feminina é mais perceptível. Apesar de a primeira juíza brasileira, Thereza Grisólia Tang, ter estreado nos tribunais de Santa Catarina em 1954 (veja lista abaixo), esse terreno ainda é árido para as mulheres. Ellen Gracie, a primeira ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que quando se formou pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1970, não podia nem se inscrever em concursos para a magistratura. “Não era uma recusa formal”, conta a ministra, que se aposentou em agosto de 2011. “Preenchíamos os formulários e eles simplesmente eram descartados, sem maiores explicações”.
Maria Berenice Dias, primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, passou pelas mesmas dificuldades. “Até 1973, todas as inscrições feitas por mulheres eram previamente negadas”, afirma. “Na minha época, tivemos que brigar para que as provas não fossem identificadas. Na entrevista de admissão, o desembargador chegou a perguntar se eu era virgem”. Ainda hoje, mesmo no STF, as magistradas precisam vencer obstáculos.
Durante o julgamento sobre a validade da Lei Maria da Penha, em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia desabafou: "Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira, sofre! Há os que acham que isso aqui não é lugar de mulher, como uma vez me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas." Cármem Lúcia foi a primeira mulher que ousou vestir calças compridas durante uma sessão plenária da Corte – e isso foi em 2007.
Maria Tereza atribui essa disparidade entre os sexos ao conservadorismo. "Na defensoria pública, por exemplo, que é uma instituição mais recente, encontramos mais mulheres do que homens advogando em alguns estados”, diz. “No Ministério Público, a porcentagem feminina varia entre 40% a 50%."
Defensoria Pública - De acordo com estudo publicado em 2009 pela Defensoria Pública da União, as mulheres já são maioria no Pará, no Paraná, em Roraima e no Tocantins. Na Defensoria Pública Estadual, a presença feminina é maior na Bahia, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraná. Em números gerais, 50,1% dos defensores públicos estaduais são do sexo masculino, enquanto os da União somam 65,4%.
Ao mesmo tempo em que é uma instituição mais feminina que as demais áreas do direito, a Defensoria Pública também é uma das mais jovens. A média de idade dos defensores públicos da União é de 32 anos – e de 39 anos nas defensorias públicas Estaduais. Na magistratura, a média é 49 anos.
No Ministério Público da União (MPU), os números também são animadores. Dos 623 integrantes do Ministério Público Federal (MPF), 42,37% são mulheres. No Ministério Público do Trabalho (MPT), elas representam 49,37% dos 725 procuradores. Surpreendentemente, uma das duas subdivisões do MPU que têm mulheres no cargo mais alto é o Ministério Público Militar (MPM). Embora só 36,98% dos membros do MPM sejam do sexo feminino, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz é a quarta mulher seguida a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça Militar. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a procuradora-geral de Justiça é Eunice Pereira Carvalhido.
Consequências - Com o aumento da participação feminina, o Poder Judiciário tende a se transformar. "A mulher traz mudanças significativas para a magistratura", acredita Sérgia Miranda, desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará e presidente da Secretaria da Mulher Magistrada da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). "Essa diferença pode ser notada principalmente na forma de aplicação da lei. A mulher é mais humanista".
Para Ellen Gracie, as transformações não ocorrem de uma hora para outra, mas já existem mudanças visíveis, principalmente nas questões relacionadas ao direito de família. "A mulher tem uma visão mais sensível para esse tipo de assunto", afirma a ministra, que se aposentou recentemente.
Se até o começo do século XXI não havia mulheres entre os onze ministros do STF, hoje há duas. Dos sete ministros titutlares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dois são mulheres. Entre os 689.927 advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as mulheres correspondem a 44,83% (309.349). Apesar de nenhum estado brasileiro ter mais advogadas, essa realidade tende a mudar nos próximos anos: as mulheres já são maioria em grande parte dos cursos de direito.
"Infelizmente, ainda são poucas as mulheres que ocupam os cargos mais altos nos tribunais, mas acredito que seja apenas uma questão de tempo até que esse quadro mude", observa Sérgia. "Muitas promoções são feitas pelo critério de antiguidade e os homens ainda encabeçam a maioria das listas neste ponto".
Ellen Gracie é a prova de que as mudanças estão chegando a galope. Nomeada em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a primeira mulher a integrar o STF afirma que não sofreu preconceito dos colegas. “Não cheguei a me sentir intimidada, porque havia estudado ou sido aluna de alguns dos ministros", conta. "Mas sentia que me tratavam com polidez excessiva. Era algo estranho para eles".
Para a ministra, "é uma questão de tempo até que o equilíbrio absoluto seja alcançado”. Ela fala por experiência própria. Em menos de quatro décadas, Ellen Gracie, que quando se formou não pode nem se inscrever em concursos para a magistratura, chegou à presidência da instância máxima da Justiça do país.
Conheça a trajetória de mulheres que se destacaram na Justiça:
A juíza Ellen Gracie Northfleet foi a primeira mulher a se tornar ministra do Supremo Tribunal Federal, em 2000. Nomeada pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, Ellen presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2006 e 2008. Ao longo de dez anos e meio, proferiu cerca de 30.000 decisões e foi vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra poderia continuar no tribunal até 2018, mas em 2011, aos 63 anos, pediu a aposentadoria e foi substituída pela ministra Rosa Weber.
Uma das duas atuais representantes femininas no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmen Lúcia inovou, em 2007, ao ser a primeira a usar calças compridas durante uma sessão plenária da Corte. Mais recentemente, a ministra não escondeu sua experiência pessoal durante o julgamento da Lei Maria da Penha: “Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira, sofre! Há os que acham que isso aqui não é lugar de mulher, como uma vez me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas”.
Em 2009, Deborah Duprat entrou para a história como a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República, cargo máximo de representação do Ministério Público Federal. A sub-procuradora-geral assumiu interinamente o cargo durante 22 dias, período correspondente à transição entre Antonio Fernando Souza e Roberto Gurgel. Apesar de rápida, a atuação de Deborah nas sessões do Supremo Tribunal Federal foi intensa, marcada pelo desengavetamento da ação sobre o aborto de fetos anencéfalos e pelo ajuizamento de outros processos polêmicos, como a Marcha da Maconha e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Maria Berenice Dias foi a primeira mulher a se tornar juíza no Rio Grande do Sul, em 1973. Vinte e cinco anos depois, foi também pioneira no estado como desembargadora do Tribunal de Justiça, onde ficou conhecida por decisões relacionadas aos direitos da mulher e das minorias, especialmente dos homossexuais. Em 2008, aposentou-se da magistratura para abrir um escritório de advocacia especializado em direito homoafetivo. É também presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).
A baiana Luislinda Dias Valois dos Santos foi a primeira mulher negra a se tornar juíza no Brasil, em 1984. Reconhecida por lutar contra o preconceito racial, foi a primeira juíza no país a proferir uma sentença contra o racismo. Aos 69 anos, foi promovida no fim de 2011, pelo critério de antiguidade, ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia
A juíza fluminense Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ficou conhecida pela atuação rigorosa contra o crime organizado na região. Em agosto de 2011, o assassinato brutal da magistrada, de 44 anos, chocou o país. Onze policiais militares foram acusados de participar da morte de Patrícia, atingida por 21 tiros quando chegava em casa.
Thereza Grisólia Tang foi a primeira mulher a tornar-se juíza no Brasil, ingressando na magistratura de Santa Catarina em 1954. Ela permaneceu como a única mulher do judiciário de Santa Catarina por quase vinte anos. Thereza foi presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e também do Tribunal Regional Eleitoral (TER) do estado. Faleceu em 2009, aos 87 anos.
A advogada Esther de Figueiredo Ferraz entrou na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco em 1940 e se tornou a primeira mulher a lecionar na instituição. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a advogada foi pioneira ao escolher sua especialidade, o Direito Criminal, espaço predominantemente masculino. Foi também a primeira reitora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 1965. Em 1982, tornou-se a primeira mulher a ocupar um ministério no Brasil, assumindo a pasta da Educação no governo do general João Figueiredo. A advogada faleceu em 2008, aos 93 anos.
Em 1902, Maria Augusta Saraiva foi a primeira mulher a se tornar bacharel pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Depois de formada, exerceu a profissão em escritórios de advocacia, atuando também na área criminal. Maria Augusta Saraiva faleceu em São Paulo no dia 28 de setembro de 1961, aos 82 anos. A ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) criou um prêmio que leva o seu nome, para homenagear as mulheres na profissão.
Amélia Duarte foi a primeira mulher a fazer parte do Ministério Público. Hoje, dos 623 membros do Ministério Público Federal (MPF), 42,37% são mulheres. Atualmente, duas subdivisões do Ministério Público da União têm mulheres no cargo mais alto: No Ministério Público Militar (MPM), Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz é a quarta mulher seguida a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça Militar. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a procuradora-geral de Justiça é Eunice Pereira Carvalhido.
Fonte: veja online
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