Em Mata de São João (BA), João Pereira dos Santos ganhou o apelido de João Carvão devido à atividade que exercia: a de carvoeiro. Lá, também trabalhou como chamador de boi e agricultor.
Já em Salvador, para onde se mudou aos 25 anos, ganhou outra alcunha, que não tinha nada a ver com suas atividades de cobrador de bonde e de servente de pedreiro.
No grupo de capoeira de mestre Pastinha, que passou a frequentar, existiam dois Joões. Um ficou sendo o João Grande; ele, o João Pequeno.
Filho de uma ceramista e de um vaqueiro, nasceu em Araci (BA), de onde saiu em 1934 fugindo da seca.
O primeiro contato com a capoeira foi ainda no interior, aos 15. Mas só foi se aprimorar mesmo na capital. Por causa do estilo "rasteiro", era descrito como "cobra mansa". Já o xará, João Grande, era chamado de "gavião".
Em 1982, abriu no forte de Santo Antônio Além do Carmo um centro de capoeira angola em memória de Pastinha, morto um ano antes.
O capoeirista nunca parou de se dedicar ao centro esportivo, conta a neta Cristiane (ou professora Nani de João Pequeno). Mas como morava na periferia e não tinha carro, criou também um projeto em casa, para ensinar as crianças da comunidade.
Alegre, segundo a família, no fim das rodas perguntava: "Não vai ter samba não?". Frequentador da igreja Universal, não bebia, não fumava e não gostava de televisão.
Tinha doença de Chagas. Ultimamente, sofria de problemas intestinais. Morreu na sexta (9), aos 93, de falência de órgãos. Teve uma filha, quatro netos e três bisnetos.
Fonte: folha online
sábado, dezembro 31, 2011
Socrates Homem de Mello (1935-2011) - Fez a família ser boa em discussão-22/11/2011
À mesa do almoço, Socrates Homem de Mello tinha o hábito de dividir os filhos em promotores e advogados. Enquanto matavam a fome, os meninos eram instigados a brincar de defender e acusar.
Costumava ainda a contar histórias, mas sem terminá-las. Ao clamarem pela conclusão, os filhos ouviam: "Vocês que vão me dizer o final".
O advogado formado pelo Mackenzie em 1963 não conseguiu fazer nenhum dos quatro filhos seguir sua carreira. Construiu, porém, uma família boa de discussão, como brinca a filha Miriam.
Socrates foi criado pelas tias, pois os pais se separaram quando ele ainda era pequeno. Fez escola da Força Pública, mas sempre quis ser advogado. Após formado, trabalhou com um tio, até abrir seu escritório. Só encerrou a carreira quatro anos atrás.
Tinha especial preocupação com a educação dos filhos e netos. Com a mulher, a pedagoga Renée, pegava o Opala, punha as crianças atrás e saía viajando por aí, nas férias. Também levava os netos a lugares que poderiam ajudar em suas formações, como Cuba, por exemplo.
Chegou a ser presidente da Cisv (Children International Summer Village) no Brasil, entidade que organiza acampamentos com crianças e jovens do mundo todo.
Era sério e formal, conta a família. Nos anos 90, processou a Globo por causa de um personagem da "Escolinha do Professor Raimundo" que coincidentemente levava seu nome. Era um macaco falante de respostas inteligentes. O advogado foi indenizado.
Primo do crítico Zuza Homem de Mello, Socrates perdeu uma filha de câncer em 2000. Morreu anteontem, aos 76 anos, após sofrer parada cardíaca. Teve dez netos.
Fonte: folha online
Costumava ainda a contar histórias, mas sem terminá-las. Ao clamarem pela conclusão, os filhos ouviam: "Vocês que vão me dizer o final".
O advogado formado pelo Mackenzie em 1963 não conseguiu fazer nenhum dos quatro filhos seguir sua carreira. Construiu, porém, uma família boa de discussão, como brinca a filha Miriam.
Socrates foi criado pelas tias, pois os pais se separaram quando ele ainda era pequeno. Fez escola da Força Pública, mas sempre quis ser advogado. Após formado, trabalhou com um tio, até abrir seu escritório. Só encerrou a carreira quatro anos atrás.
Tinha especial preocupação com a educação dos filhos e netos. Com a mulher, a pedagoga Renée, pegava o Opala, punha as crianças atrás e saía viajando por aí, nas férias. Também levava os netos a lugares que poderiam ajudar em suas formações, como Cuba, por exemplo.
Chegou a ser presidente da Cisv (Children International Summer Village) no Brasil, entidade que organiza acampamentos com crianças e jovens do mundo todo.
Era sério e formal, conta a família. Nos anos 90, processou a Globo por causa de um personagem da "Escolinha do Professor Raimundo" que coincidentemente levava seu nome. Era um macaco falante de respostas inteligentes. O advogado foi indenizado.
Primo do crítico Zuza Homem de Mello, Socrates perdeu uma filha de câncer em 2000. Morreu anteontem, aos 76 anos, após sofrer parada cardíaca. Teve dez netos.
Fonte: folha online
Adriano Reys (1933-2011) - Ator de "Mulheres de Areia"- 21/12/2011
Dono de uma longeva carreira na televisão --foram mais de 30 novelas em 40 anos-- o ator Adriano Reys morreu ontem, aos 78 anos, no Rio, vítima de embolia pulmonar e parada cardíaca em decorrência de um câncer descoberto em 2008.
O ator carioca, nascido Adriano Antônio de Almeida, vinha de uma série de internações, a última delas há 11 dias. Ele fazia quimioterapia há três anos para tratar de um tumor agressivo que se espalhou pelo fígado e pelo peritônio (membrana que reveste o abdome).
Reys iniciou sua carreira em 1953, atuando em filmes da produtora Atlântida ("Três Recrutas" e "É pra Casar?") e também no teatro ("O Cupim"), mas foi na TV que construiu sua carreira, a partir de 1961 --com "Adeus às Armas", na Tupi.
Tornou-se um dos rostos mais conhecidos das telenovelas participando de produções da Rede Globo como "Ti Ti Ti" (1985), "Selva de Pedra" (1986), "Vale Tudo" (1988), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Mulheres de Areia" (1993). Também fez cinema.
Passou também pela Bandeirantes e pela Record, onde fez seu último trabalho na TV --a novela "Mutantes", em 2009. Reys era casado e não tinha filhos. Seu corpo foi cremado no domingo (20) no Rio.
Fonte: folha online
O ator carioca, nascido Adriano Antônio de Almeida, vinha de uma série de internações, a última delas há 11 dias. Ele fazia quimioterapia há três anos para tratar de um tumor agressivo que se espalhou pelo fígado e pelo peritônio (membrana que reveste o abdome).
Reys iniciou sua carreira em 1953, atuando em filmes da produtora Atlântida ("Três Recrutas" e "É pra Casar?") e também no teatro ("O Cupim"), mas foi na TV que construiu sua carreira, a partir de 1961 --com "Adeus às Armas", na Tupi.
Tornou-se um dos rostos mais conhecidos das telenovelas participando de produções da Rede Globo como "Ti Ti Ti" (1985), "Selva de Pedra" (1986), "Vale Tudo" (1988), "Barriga de Aluguel" (1990) e "Mulheres de Areia" (1993). Também fez cinema.
Passou também pela Bandeirantes e pela Record, onde fez seu último trabalho na TV --a novela "Mutantes", em 2009. Reys era casado e não tinha filhos. Seu corpo foi cremado no domingo (20) no Rio.
Fonte: folha online
José Vasconcellos (1926-2011) - A graça naïf do gago da 'Escolinha' -12/10/2011
Morreu, na madrugada de ontem, em São Paulo, o humorista José Vasconcellos, 85, que ficou conhecido por encarnar o personagem gago Rui Barbosa Sa-Silva da "Escolinha do Professor Raimundo", na TV Globo.
Internado desde o último dia 2 na UTI do Hospital das Clínicas, Vasconcellos tinha Alzheimer havia cinco anos e teve complicações renais nos últimos dias. Às 4h40 de ontem, morreu de insuficiência respiratória.
Nascido em Rio Branco (AC), começou a carreira fazendo imitações no rádio. Nos anos 80, atuou em filmes d'Os Trapalhões. Participou da "Escolinha do Professor Raimundo" entre 1993 e 1995. Em 2001, retomou o personagem gago na "Escolinha do Barulho", na Record. Em 2005, integrou o elenco do filme "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto. Em 2009, foi lançado em DVD o documentário "Ele é o Espetáculo", de Jean Carlo Szepilovski, em homenagem à carreira de Vasconcellos.
Em 1968, no auge de sua carreira, o comediante fundou a Vasconcelândia Empreendimentos Turísticos S/A. Dispondo de um terreno de 1 milhão de metros quadrados em Guarulhos, ele teve a ideia de construir uma grande área de lazer. A inspiração vinha da Disney. O projeto nunca saiu do papel, e o terreno acabou sendo vendido em lotes.
"Era o grande sonho da vida dele, mas não teve apoio na época. Ele investiu tudo o que ganhou nesse projeto que não deu certo, mas nunca se arrependeu", afirmou Rick Regis, sobrinho do humorista que seguiu os passos do tio.
Vasconcellos deixa mulher, quatro filhos e quatro netos.
Fonte: folha online
Internado desde o último dia 2 na UTI do Hospital das Clínicas, Vasconcellos tinha Alzheimer havia cinco anos e teve complicações renais nos últimos dias. Às 4h40 de ontem, morreu de insuficiência respiratória.
Nascido em Rio Branco (AC), começou a carreira fazendo imitações no rádio. Nos anos 80, atuou em filmes d'Os Trapalhões. Participou da "Escolinha do Professor Raimundo" entre 1993 e 1995. Em 2001, retomou o personagem gago na "Escolinha do Barulho", na Record. Em 2005, integrou o elenco do filme "O Casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto. Em 2009, foi lançado em DVD o documentário "Ele é o Espetáculo", de Jean Carlo Szepilovski, em homenagem à carreira de Vasconcellos.
Em 1968, no auge de sua carreira, o comediante fundou a Vasconcelândia Empreendimentos Turísticos S/A. Dispondo de um terreno de 1 milhão de metros quadrados em Guarulhos, ele teve a ideia de construir uma grande área de lazer. A inspiração vinha da Disney. O projeto nunca saiu do papel, e o terreno acabou sendo vendido em lotes.
"Era o grande sonho da vida dele, mas não teve apoio na época. Ele investiu tudo o que ganhou nesse projeto que não deu certo, mas nunca se arrependeu", afirmou Rick Regis, sobrinho do humorista que seguiu os passos do tio.
Vasconcellos deixa mulher, quatro filhos e quatro netos.
Fonte: folha online
Salomão Rabinovitz (1930-2011) - A paixão de um baiano pelo violino-03/10/2011
O baiano Salomão Rabinovitz fez um violino emitir sons pela primeira vez quando tinha só sete anos. Sua história de paixão com o instrumento começou na infância.
Filho de imigrantes russos, o músico nasceu em Salvador, onde cursou o Instituto de Música da Universidade Católica. Depois, conseguiu ir estudar no Rio de Janeiro graças a uma bolsa concedida pelo governo baiano.
Nesse período, integrou um quarteto de cordas da Escola Nacional, com o qual viajou para se apresentar em países como Espanha, Portugal, França, Inglaterra e Israel.
Em 1957, ganhou um prêmio que lhe permitiu ter aulas em Viena, na Áustria. Dizia que não só os estudos lhe foram importantes nessa época, como também o fato de ter escutado muita música.
O retorno para a Bahia se deu em 1966. Em Salvador, fez parte de um trio e de um quarteto de cordas. Percorreu o Brasil todo tocando.
Após convite da Universidade Federal da Bahia, tornou-se professor da instituição, onde ficou por cerca de 18 anos, até se aposentar.
Ao longo de 22 anos, também foi spalla (o primeiro violinista) da Orquestra Sinfônica da Bahia, da qual chegou a ser diretor.
Ultimamente, como conta a família, Salomão estava afastado das atividades.
Era casado com Dora, também violinista, que ele conheceu quando ela tinha 15 anos e com quem teve três filhos (Sérgio, artista plástico, Cláudio, que trabalha na área de educação, e André, funcionário da Petrobras).
Morreu na quinta-feira, aos 80 anos, após sofrer um infarto. Deixa seis netos.
Fonte: folha online
Filho de imigrantes russos, o músico nasceu em Salvador, onde cursou o Instituto de Música da Universidade Católica. Depois, conseguiu ir estudar no Rio de Janeiro graças a uma bolsa concedida pelo governo baiano.
Nesse período, integrou um quarteto de cordas da Escola Nacional, com o qual viajou para se apresentar em países como Espanha, Portugal, França, Inglaterra e Israel.
Em 1957, ganhou um prêmio que lhe permitiu ter aulas em Viena, na Áustria. Dizia que não só os estudos lhe foram importantes nessa época, como também o fato de ter escutado muita música.
O retorno para a Bahia se deu em 1966. Em Salvador, fez parte de um trio e de um quarteto de cordas. Percorreu o Brasil todo tocando.
Após convite da Universidade Federal da Bahia, tornou-se professor da instituição, onde ficou por cerca de 18 anos, até se aposentar.
Ao longo de 22 anos, também foi spalla (o primeiro violinista) da Orquestra Sinfônica da Bahia, da qual chegou a ser diretor.
Ultimamente, como conta a família, Salomão estava afastado das atividades.
Era casado com Dora, também violinista, que ele conheceu quando ela tinha 15 anos e com quem teve três filhos (Sérgio, artista plástico, Cláudio, que trabalha na área de educação, e André, funcionário da Petrobras).
Morreu na quinta-feira, aos 80 anos, após sofrer um infarto. Deixa seis netos.
Fonte: folha online
Apresentadores comem pedaço de carne um do outro em programa de TV-20/12/2011
Quando a gente acha que nada mais vai chocar na televisão, chegam os holandeses, o mesmo povo que inventou o Big Brother, e traçam uma nova fronteira para o bom gosto.
Um programa de TV local está prometendo para quarta-feira (21) um momento único de canibalismo na televisão.
Dennis Storm e Valerio Zeno passaram por uma pequena cirurgia para a remoção de um pequeno pedaço de músculo.
Agora, no palco do Proefkonijnen (algo como Cobaia, em holandês), um vai comer um pedaço da carne do outro.
Storm teve uma pedaço das costas arrancado, enquanto Zeno perdeu uma carninha do abdôme.
A dupla, que já gravou o programa, disse que não há nada de especial sobre carne humana, mas se recusou a descrever o gosto.
A direção do programa afirma que, como o quadro foi feito em comum acordo, não há nada de ilegal. Além disso, a dupla não correu risco de saúde, já que a carne foi preparada adequadamente.
Fonte: folha online
Um programa de TV local está prometendo para quarta-feira (21) um momento único de canibalismo na televisão.
Dennis Storm e Valerio Zeno passaram por uma pequena cirurgia para a remoção de um pequeno pedaço de músculo.
Agora, no palco do Proefkonijnen (algo como Cobaia, em holandês), um vai comer um pedaço da carne do outro.
Storm teve uma pedaço das costas arrancado, enquanto Zeno perdeu uma carninha do abdôme.
A dupla, que já gravou o programa, disse que não há nada de especial sobre carne humana, mas se recusou a descrever o gosto.
A direção do programa afirma que, como o quadro foi feito em comum acordo, não há nada de ilegal. Além disso, a dupla não correu risco de saúde, já que a carne foi preparada adequadamente.
Fonte: folha online
Homem é detido nos EUA por feder demais-20/12/2011
John Dickson, de 62 anos, entrou uma lanchonete da rede McDonald's, em Stuart, na Flórida (EUA), para fazer bagunça.O sujeito estava descontrolado, jogando bebida sobre clientes, batendo nas mesas e tentando brincar no parquinho reservado para crianças.
Mas, quando a polícia o abordou, foi outra coisa que chamou atenção. Dickson fedia demais.
O cheiro era tão insuportável, que o cidadão acabou preso por causa disso. Segundo o boletim de ocorrência, Dickson fedia a fezes e sua calça tinha uma marca suspeita.
Ele estava tão sujo que o policial não teve coragem de dar uma caneta na mão de Dickson para ele assinar a ocorrência.
O "cheiroso" vai responder processo por conduta desordeira entre outros delitos leves. Infelizmente, para a polícia de Stuart, ele não pode ser condenado por feder demais. Mas, que ele foi preso por causa do mau-odor, ah, isso ele foi.
Fonte: uol tabloide
Polícia é chamada para conter baderneiros em festa da... polícia-20/12/2011
Três carros e até cachorros foram mandados pela polícia a um hotel por causa de uma denúncia de que uma festa estaria causando perturbação em um bairro de Seaton Carew, na Inglaterra. Detalhe: a tal festa era organizada pela própria polícia.
Segundo a polícia, um dos participantes da festa teria discutido rispidamente com uma mulher.
Como não houve violência, ninguém foi preso.
"Nós entramos em contato com a mulher, que seria a suposta vítima, mas ela não quis fazer nenhuma reclamação", disse uma porta-voz da polícia.
Fonte; uol tabloide
Segundo a polícia, um dos participantes da festa teria discutido rispidamente com uma mulher.
Como não houve violência, ninguém foi preso.
"Nós entramos em contato com a mulher, que seria a suposta vítima, mas ela não quis fazer nenhuma reclamação", disse uma porta-voz da polícia.
Fonte; uol tabloide
Confira as dezenas sorteadas na Mega da Virada-31/12/2011
A Caixa Econômica Federal sorteou por volta das 20h30 deste sábado as dezenas da Mega da Virada, com o prêmio de R$ 177,6 milhões.
Os números sorteados no concurso 1.350 foram:
04 - 36 - 29 - 55 - 45 - 03
As apostas, que começaram no dia 28 de novembro, foram encerradas às 14h de hoje. O prêmio ficou acima do valor esperado pela Caixa --de R$ 170 milhões.
No total, foram arrecadados R$ 549,3 milhões com os 88 milhões de bilhetes vendidos. O valor do prêmio deste ano é um dos maiores da América Latina, de acordo com a Caixa.
Ainda não foi divulgado o número de ganhadores do prêmio, que não acumula. Caso não haja ganhador com as seis dezenas sorteadas, o valor será somado ao rateio dos acertadores de cinco números, na quina. Se não houver ganhadores nessa faixa, os acertadores da quadra dividirão todo o prêmio, e assim sucessivamente.
A Mega da Virada de 2010 bateu recorde e pagou um prêmio de R$ 194 milhões, dividido por quatro apostas --cada um levou pra casa mais de R$ 48,5 milhões.
Fonte; folha online
Os números sorteados no concurso 1.350 foram:
04 - 36 - 29 - 55 - 45 - 03
As apostas, que começaram no dia 28 de novembro, foram encerradas às 14h de hoje. O prêmio ficou acima do valor esperado pela Caixa --de R$ 170 milhões.
No total, foram arrecadados R$ 549,3 milhões com os 88 milhões de bilhetes vendidos. O valor do prêmio deste ano é um dos maiores da América Latina, de acordo com a Caixa.
Ainda não foi divulgado o número de ganhadores do prêmio, que não acumula. Caso não haja ganhador com as seis dezenas sorteadas, o valor será somado ao rateio dos acertadores de cinco números, na quina. Se não houver ganhadores nessa faixa, os acertadores da quadra dividirão todo o prêmio, e assim sucessivamente.
A Mega da Virada de 2010 bateu recorde e pagou um prêmio de R$ 194 milhões, dividido por quatro apostas --cada um levou pra casa mais de R$ 48,5 milhões.
Fonte; folha online
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Em 2011, Brasil se tornou passagem obrigatória para produções classe A de Hollywood-30/12/2011
“O roteiro original tinha uma sequência inteira no Brasil”, contou o produtor de "Missão Impossível: Protocolo Fantasma", Bryan Burke, durante passagem pelo Brasil para promover o filme com Tom Cruise no início de dezembro. “Mas você sabe como roteiros são, de tanto mexer terminamos cortando essa parte.” A confissão confirma uma tendência vista em peso no país em 2011. De "Rio" a "Velozes e Furiosos 5", passando por "A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1", as paisagens tropicais brasileiras se tornaram, se não passagem obrigatória, ao menos cenários seriamente considerados para produções classe A de Hollywood. É o mundo vendo o Brasil – em particular o Rio de Janeiro – sob uma ótica completamente inédita. E que promete se tornar mais e mais comum.
Rodar filmes estrangeiros no Brasil não é novidade. Mickey Rourke seduziu Carré Otis no esquecível "Orquídea Selvagem", dos anos 1980. Antes disso, Roger Moore, na pele do superagente James Bond, combateu o gigante Dentes de Aço em cima do bondinho do Pão de Açúcar em "007 Contra o Foguete da Morte". Mas as novas produções que usam o Brasil como cenário inserem o país na trama de forma menos caricata – e economicamente mais esperta.
Como uma recente pesquisa apontou o Brasil como a sexta maior economia mundial, à frente da Inglaterra, é natural que investidores e prestadores de serviço tragam seus negócios ao país, inclusive o cinema. Não por acaso, o casal apaixonado de "Amanhecer - Parte 1", que teve cenas gravadas em Paraty, no litoral fluminense, também encontrou tempo para passar rapidamente pela Lapa, no Rio, mas foi o suficiente para encaixar uma bela tomada de cartão postal do Cristo Redentor no filme, um dos maiores sucessos de bilheteria mundiais do ano.
“O Brasil estava na trama original, mas encontramos tantas facilidades que ampliamos nossa produção no Rio de Janeiro”, conta o produtor Kevin Feige, que trouxe "O Incrível Hulk", da Marvel, para as favelas cariocas. Cidades próximas à antiga capital federal também “dublaram” a Guatemala e um vilarejo do México.
A verdade é que tanto São Paulo (que foi palco de "Ensaio Sobre a Cegueira", filme decididamente internacional dirigido por Fernando Meirelles) quanto o Rio possuem técnicos e equipamentos que rivalizam os encontrados em cidades com maior tradição em grandes produções, e o crescente profissionalismo ajuda a aumentar a procura. Às vezes, isso termina em confusão, como as declarações equivocadas sobre o Brasil feitas por Sylvester Stallone, que filmou seu "Os Mercenários" por aqui – embora a ação se passasse num país fictício.
“Acho que 2011 é um ano excepcional. O Rio entrou no mapa do cinema internacional. E isso é um reflexo do crescimento do nosso mercado. Representamos R$ 1,3 bilhão de receita”, conta Sérgio Sá Leitão, diretor-presidente da RioFilme, distribuidora estatal que tem ajudado a negociar a vinda das produções para o país e promete investir R$ 31 milhões em incentivo a realização de filmes e lançamentos no Rio em 2012.
A vez do Brics
Não estamos sozinhos nesse novo radar de Hollywood. Os países emergentes que formam o Brics (grupo político de cooperação internacional formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão cada vez mais presentes em produções americanas, que hoje contam com a bilheteria internacional como grande responsável por seu sucesso. Assim, o novo "Missão Impossível" foi rodado em Dubai e na Índia, a China bancou boa parte da produção da recente refilmagem de "Karatê Kid", e Moscou é palco da invasão alienígena de "A Hora da Escuridão", que estreia no mundo todo nas próximas semanas.
Ter o Brasil como cenário e como parceiro de negócios também animou os grandes estúdios a incluir o país no calendário de lançamento de suas produções mais ambiciosas – em outras palavras, cada vez mais astros, diretores e produtores incluem o Brasil em sua agenda de viagens para divulgação dos filmes.
Carlos Saldanha, que ambientou a animação "Rio" em pleno Carnaval, trouxe todo seu elenco internacional, que incluía Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx e will.i.am, para divulgar o filme.
Já Vin Diesel, quando conversou com a reportagem do UOL em dezembro de 2010, em Nova York, garantiu que traria todo mundo para o Brasil para o lançamento de "Velozes e Furiosos 5" – promessa cumprida quando o diretor e todo o elenco do filme, ambientado no Rio de Janeiro, passou duas semanas sob o calor carioca em uma longa maratona de entrevistas que culminou com o tapete vermelho e a cobertura da imprensa de entretenimento internacional.Em seguida, "Transformers: O Outro Lado da Lua" trouxe o diretor Michael Bay e a musa Rosie Huntington-Whiteley ao país. Também vieram Jim Carrey ("Os Pinguins do Papai"), Antonio Banderas e Salma Hayek ("Gato de Botas") e, no início deste mês, Tom Cruise, com o novo "Missão Impossível".
E as visitas não parecem ter hora para terminar. Nem bem 2012 começou e Robert Downey Jr. já se encontra a caminho do Rio de Janeiro para divulgar "Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras". E os produtores na capital carioca ainda sonham em trazer Woody Allen para que o diretor possa transformar o Rio em cenário de uma fantasia romântica como "Meia-Noite em Paris". É um sonho que deixou de ser impossível.
Fonte: uol
Rodar filmes estrangeiros no Brasil não é novidade. Mickey Rourke seduziu Carré Otis no esquecível "Orquídea Selvagem", dos anos 1980. Antes disso, Roger Moore, na pele do superagente James Bond, combateu o gigante Dentes de Aço em cima do bondinho do Pão de Açúcar em "007 Contra o Foguete da Morte". Mas as novas produções que usam o Brasil como cenário inserem o país na trama de forma menos caricata – e economicamente mais esperta.
Como uma recente pesquisa apontou o Brasil como a sexta maior economia mundial, à frente da Inglaterra, é natural que investidores e prestadores de serviço tragam seus negócios ao país, inclusive o cinema. Não por acaso, o casal apaixonado de "Amanhecer - Parte 1", que teve cenas gravadas em Paraty, no litoral fluminense, também encontrou tempo para passar rapidamente pela Lapa, no Rio, mas foi o suficiente para encaixar uma bela tomada de cartão postal do Cristo Redentor no filme, um dos maiores sucessos de bilheteria mundiais do ano.
“O Brasil estava na trama original, mas encontramos tantas facilidades que ampliamos nossa produção no Rio de Janeiro”, conta o produtor Kevin Feige, que trouxe "O Incrível Hulk", da Marvel, para as favelas cariocas. Cidades próximas à antiga capital federal também “dublaram” a Guatemala e um vilarejo do México.
A verdade é que tanto São Paulo (que foi palco de "Ensaio Sobre a Cegueira", filme decididamente internacional dirigido por Fernando Meirelles) quanto o Rio possuem técnicos e equipamentos que rivalizam os encontrados em cidades com maior tradição em grandes produções, e o crescente profissionalismo ajuda a aumentar a procura. Às vezes, isso termina em confusão, como as declarações equivocadas sobre o Brasil feitas por Sylvester Stallone, que filmou seu "Os Mercenários" por aqui – embora a ação se passasse num país fictício.
“Acho que 2011 é um ano excepcional. O Rio entrou no mapa do cinema internacional. E isso é um reflexo do crescimento do nosso mercado. Representamos R$ 1,3 bilhão de receita”, conta Sérgio Sá Leitão, diretor-presidente da RioFilme, distribuidora estatal que tem ajudado a negociar a vinda das produções para o país e promete investir R$ 31 milhões em incentivo a realização de filmes e lançamentos no Rio em 2012.
A vez do Brics
Não estamos sozinhos nesse novo radar de Hollywood. Os países emergentes que formam o Brics (grupo político de cooperação internacional formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão cada vez mais presentes em produções americanas, que hoje contam com a bilheteria internacional como grande responsável por seu sucesso. Assim, o novo "Missão Impossível" foi rodado em Dubai e na Índia, a China bancou boa parte da produção da recente refilmagem de "Karatê Kid", e Moscou é palco da invasão alienígena de "A Hora da Escuridão", que estreia no mundo todo nas próximas semanas.
Ter o Brasil como cenário e como parceiro de negócios também animou os grandes estúdios a incluir o país no calendário de lançamento de suas produções mais ambiciosas – em outras palavras, cada vez mais astros, diretores e produtores incluem o Brasil em sua agenda de viagens para divulgação dos filmes.
Carlos Saldanha, que ambientou a animação "Rio" em pleno Carnaval, trouxe todo seu elenco internacional, que incluía Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jamie Foxx e will.i.am, para divulgar o filme.
Já Vin Diesel, quando conversou com a reportagem do UOL em dezembro de 2010, em Nova York, garantiu que traria todo mundo para o Brasil para o lançamento de "Velozes e Furiosos 5" – promessa cumprida quando o diretor e todo o elenco do filme, ambientado no Rio de Janeiro, passou duas semanas sob o calor carioca em uma longa maratona de entrevistas que culminou com o tapete vermelho e a cobertura da imprensa de entretenimento internacional.E as visitas não parecem ter hora para terminar. Nem bem 2012 começou e Robert Downey Jr. já se encontra a caminho do Rio de Janeiro para divulgar "Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras". E os produtores na capital carioca ainda sonham em trazer Woody Allen para que o diretor possa transformar o Rio em cenário de uma fantasia romântica como "Meia-Noite em Paris". É um sonho que deixou de ser impossível.
Fonte: uol
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Pergunta sem resposta: quem falou pela oposição em 2011?-26/12/2011
Uma oposição que participou como espectadora das crises provocadas pela sequência de quedas de ministros é o inimigo dos sonhos de qualquer governo.
Responda rápido: qual foi o maior destaque da oposição em 2011? Se a pergunta fosse incluída no Enem, pouquíssimos estudantes teriam o que dizer – a menos, claro, que a questão tivesse vazado. Apresentada aos leitores mais atentos, seriam provavelmente mencionados os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Nesse caso, a culpa não pode ser debitada na conta da crônica falta de memória nacional. Ao longo do ano, nenhum político oposicionista conseguiu destacar-se pelo ataque a flancos expostos do governo de Dilma Rousseff, que não foram poucos. Um governo obrigado a demitir seis ministros por envolvimento em corrupção é o inimigo dos sonhos de qualquer oposição. Mas uma oposição que participou quase como espectadora das crises provocadas pela sequência de quedas também é o inimigo dos sonhos de qualquer governo.
Em todos esses episódios, aliás, os alvos das denúncias atribuíram as acusações a tramas de oposicionistas que nunca existiram (nem as tramas nem os oposicionistas). Em 2011, a rigor, não houve oposição partidária. Os governadores tucanos comunicaram à nação, em um encontro em Maceió realizado em dezembro de 2010, que brigar com os donos do poder federal não é tarefa para ocupantes de cargos executivos. “Não cabe aos governadores fazer oposição ao governo federal”, concordou o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Essa é uma tarefa partidária, que está mais afeita à bancada do partido na Câmara e no Senado”.
Na Câmara, o silêncio estrepitoso de Guerra prova que o deputado rejeitou a própria sugestão. No Senado, Aécio Neves (PSDB-MG), que ao assumir promoveu-se a líder da oposição, demorou quatro meses para subir à tribuna com um pronunciamento anunciado com pompa e circunstância. Fez um discurso morno, desceu e desapareceu. Nem as acusações que desabaram sobre Fernando Pimentel fizeram com que o neto de Tancredo Neves recuperasse a voz e dispensasse algumas palavras a respeito do seu aliado nas eleições de 2008.
Minoria desoladora - Para os parlamentares, o problema está na minoria desoladora – acentuada pela criação do PSD, em 27 de setembro. “Vivenciamos uma situação dramática”, reconhece Álvaro Dias. “A oposição nunca foi tão pouco numerosa”. Dias está certo. Em 1970, o Movimento Democrático Nacional (MDB) – partido de oposição ao regime militar – examinou a hipótese da autodissolução por ter conseguido eleger apenas 87 dos 310 deputados (28%). Hoje, o PSDB, o PPS, o DEM e o Psol, juntos, têm 90 dos 513 deputados (17%). No Senado, a realidade é um pouco menos dramática: 17 senadores (20%), mais 10 dissidentes de partidos da base aliada, que eventualmente votam contra o governo. Em 1970, eram 10%.
“Fizemos o máximo que pudemos”, consola-se Dias. “Não temos número suficiente para instalar uma CPI, mas esgotamos todos os instrumentos que estavam ao nosso alcance. Para cada ministro acusado de corrupção, apresentamos três ou quatro representações”.
O cientista político Humberto Dantas soma a essa minoria o perfil dos partidos políticos brasileiros. “São partidos predominantemente governistas, formados por pessoas que querem se manter no poder”, afirma Dantas. “A política no Brasil é personalista. É raro o debate de ideias e de projetos para o país. O que existe é uma busca pessoal para se perpetuar no poder, o que é muito mais fácil quando se tem a máquina pública do lado. O PSD é o exemplo mais claro disso. É o partido mais governista que temos hoje”.
Para o historiador Marco Antonio Villa, não basta definir um discurso e encontrar o tom certo. Antes de tudo, a oposição precisa ter a disposição de ser oposição. “No Brasil, o governo quer cooptar a oposição e a oposição geralmente quer ser governo”, diz. “Mas a discussão e o convívio das diferenças são as essências da democracia”. Villa observa que os parlamentares de oposição, além de não agirem como tal, criticam aqueles que fazem o que espera o eleitorado que os elegeu. “Eles dizem que uma oposição combativa dificultará o acesso a créditos e a empréstimos do governo federal. Em qualquer país do mundo, se um estado ou uma prefeitura dependessem disso para receber recursos, causaria uma comoção popular. É absolutamente ilegal”. Villa sustenta que a oposição deve fazer política “24 horas por dia, sete dias por semana, doze meses por ano”.
Ano medíocre - “Em 2011, a discussão política não existiu”, diz Jarbas Vasconcelos. “Na época da ditadura, mesmo com perseguição, tortura e morte, a minoria fazia o debate de ideias, levantava bandeiras. Hoje, a oposição está desanimada. Encara a atual conjuntura como algo muito difícil de ser vencido e fica paralisada”.
Dissidente do PMDB, Jarbas não se inclui entre os abalados pelo desânimo. Ele considera o fisiologismo a principal característica da atual relação entre o Executivo e o Legislativo. Pela primeira vez, o combativo pernambucano, um dos fundadores do MDB e peemedebista desde o nascimento da legenda, pensa em mudar de partido. “Caso fosse feita uma reforma política de verdade, que acabasse com essa indecência, que impedisse que o eleitor, por votar em João, acabasse elegendo também um José, consideraria seriamente a possibilidade de criar uma nova agremiação política e deixar o PMDB”, afirmou. “Você não imagina o que é ser liderado pelo Renan Calheiros e ter o José Sarney presidindo a Casa”.
Para Jarbas, 2011 foi um ano politicamente medíocre em todos os sentidos. “A oposição precisa de união e de especialistas em seus quadros, pessoas que entendam de Petrobras, políticas sociais, estatais”, diz o senador. “Sem isso, o governo pode continuar falando o que quiser e não conseguiremos rebater. Todo mundo sabe que a Petrobras é um antro de corrupção, mas ninguém pode fazer essa acusação institucionalmente, porque não há provas”.
Governo X oposição - Os parlamentares de oposição consideram o desempenho dos governistas igualmente lastimável. “A chamada base aliada ainda não mostrou para o que serve, a não ser para barrar a convocação de ministros pelo Congresso”, diz o senador Aloysio Nunes Ferreira. “Quando assumiu, Dilma apresentou uma extensa pauta legislativa, mas nada saiu do papel”. Jarbas lembra que a presidente não deu um tratamento uniforme para todos os ministros acusados de corrupção. “Variou de partido para partido”, afirma o parlamentar pernambucano. “Ficou clara a defesa do PT e, mesmo assim, a base aliada continuou submissa”. Para Jarbas, é absurdo Dilma defender Fernando Pimentel das acusações de tráfico de influência com o argumento de que as irregularidades aconteceram antes da chegada do ex-prefeito de Belo Horizonte ao ministério. “O político deve explicações à sociedade tanto da vida pública, quanto da privada”, enfatiza. “Lula e os petistas podem não ter inventado a corrupção, mas, sem dúvida, a exacerbaram".
O ex-deputado federal Fernando Gabeira acredita que o processo de oposição no Brasil foi conduzido pelas denúncias da imprensa. “O grande impulso oposicionista aconteceu na sociedade e sem a mediação dos políticos de oposição”.
Gabeira atribui o fraco desempenho à falta de articulação. “No último trimestre, houve o anúncio da completa estagnação da economia e a oposição foi incapaz de levantar a questão”, diz. “A luta parlamentar não se resume à votação de projetos e convocação de CPIs. O processo é mais amplo e é dentro dessa amplitude que a oposição deveria agir. Não me lembro de nenhum grande encontro nacional, de nenhum seminário organizado com a proposta de discutir o Brasil”.
A oposição talvez seja bem menos frágil do que imaginam os senadores e deputados. Nas últimas eleições, 44 milhões de brasileiros votaram contra o governo. O abismo que separa a indignação da sociedade e a falta de entusiasmo da oposição sugere a falta de representantes para esse eleitorado. Os eleitos esqueceram o que Fernando Henrique Cardoso, num artigo para a revista Interesse Nacional, considerou “óbvio e quase ridículo de escrever”: cabe às oposições se oporem ao governo.
Fonte: veja.com
Responda rápido: qual foi o maior destaque da oposição em 2011? Se a pergunta fosse incluída no Enem, pouquíssimos estudantes teriam o que dizer – a menos, claro, que a questão tivesse vazado. Apresentada aos leitores mais atentos, seriam provavelmente mencionados os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Nesse caso, a culpa não pode ser debitada na conta da crônica falta de memória nacional. Ao longo do ano, nenhum político oposicionista conseguiu destacar-se pelo ataque a flancos expostos do governo de Dilma Rousseff, que não foram poucos. Um governo obrigado a demitir seis ministros por envolvimento em corrupção é o inimigo dos sonhos de qualquer oposição. Mas uma oposição que participou quase como espectadora das crises provocadas pela sequência de quedas também é o inimigo dos sonhos de qualquer governo.
Em todos esses episódios, aliás, os alvos das denúncias atribuíram as acusações a tramas de oposicionistas que nunca existiram (nem as tramas nem os oposicionistas). Em 2011, a rigor, não houve oposição partidária. Os governadores tucanos comunicaram à nação, em um encontro em Maceió realizado em dezembro de 2010, que brigar com os donos do poder federal não é tarefa para ocupantes de cargos executivos. “Não cabe aos governadores fazer oposição ao governo federal”, concordou o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Essa é uma tarefa partidária, que está mais afeita à bancada do partido na Câmara e no Senado”.
Na Câmara, o silêncio estrepitoso de Guerra prova que o deputado rejeitou a própria sugestão. No Senado, Aécio Neves (PSDB-MG), que ao assumir promoveu-se a líder da oposição, demorou quatro meses para subir à tribuna com um pronunciamento anunciado com pompa e circunstância. Fez um discurso morno, desceu e desapareceu. Nem as acusações que desabaram sobre Fernando Pimentel fizeram com que o neto de Tancredo Neves recuperasse a voz e dispensasse algumas palavras a respeito do seu aliado nas eleições de 2008.
Minoria desoladora - Para os parlamentares, o problema está na minoria desoladora – acentuada pela criação do PSD, em 27 de setembro. “Vivenciamos uma situação dramática”, reconhece Álvaro Dias. “A oposição nunca foi tão pouco numerosa”. Dias está certo. Em 1970, o Movimento Democrático Nacional (MDB) – partido de oposição ao regime militar – examinou a hipótese da autodissolução por ter conseguido eleger apenas 87 dos 310 deputados (28%). Hoje, o PSDB, o PPS, o DEM e o Psol, juntos, têm 90 dos 513 deputados (17%). No Senado, a realidade é um pouco menos dramática: 17 senadores (20%), mais 10 dissidentes de partidos da base aliada, que eventualmente votam contra o governo. Em 1970, eram 10%.
“Fizemos o máximo que pudemos”, consola-se Dias. “Não temos número suficiente para instalar uma CPI, mas esgotamos todos os instrumentos que estavam ao nosso alcance. Para cada ministro acusado de corrupção, apresentamos três ou quatro representações”.
O cientista político Humberto Dantas soma a essa minoria o perfil dos partidos políticos brasileiros. “São partidos predominantemente governistas, formados por pessoas que querem se manter no poder”, afirma Dantas. “A política no Brasil é personalista. É raro o debate de ideias e de projetos para o país. O que existe é uma busca pessoal para se perpetuar no poder, o que é muito mais fácil quando se tem a máquina pública do lado. O PSD é o exemplo mais claro disso. É o partido mais governista que temos hoje”.
Para o historiador Marco Antonio Villa, não basta definir um discurso e encontrar o tom certo. Antes de tudo, a oposição precisa ter a disposição de ser oposição. “No Brasil, o governo quer cooptar a oposição e a oposição geralmente quer ser governo”, diz. “Mas a discussão e o convívio das diferenças são as essências da democracia”. Villa observa que os parlamentares de oposição, além de não agirem como tal, criticam aqueles que fazem o que espera o eleitorado que os elegeu. “Eles dizem que uma oposição combativa dificultará o acesso a créditos e a empréstimos do governo federal. Em qualquer país do mundo, se um estado ou uma prefeitura dependessem disso para receber recursos, causaria uma comoção popular. É absolutamente ilegal”. Villa sustenta que a oposição deve fazer política “24 horas por dia, sete dias por semana, doze meses por ano”.
Ano medíocre - “Em 2011, a discussão política não existiu”, diz Jarbas Vasconcelos. “Na época da ditadura, mesmo com perseguição, tortura e morte, a minoria fazia o debate de ideias, levantava bandeiras. Hoje, a oposição está desanimada. Encara a atual conjuntura como algo muito difícil de ser vencido e fica paralisada”.
Dissidente do PMDB, Jarbas não se inclui entre os abalados pelo desânimo. Ele considera o fisiologismo a principal característica da atual relação entre o Executivo e o Legislativo. Pela primeira vez, o combativo pernambucano, um dos fundadores do MDB e peemedebista desde o nascimento da legenda, pensa em mudar de partido. “Caso fosse feita uma reforma política de verdade, que acabasse com essa indecência, que impedisse que o eleitor, por votar em João, acabasse elegendo também um José, consideraria seriamente a possibilidade de criar uma nova agremiação política e deixar o PMDB”, afirmou. “Você não imagina o que é ser liderado pelo Renan Calheiros e ter o José Sarney presidindo a Casa”.
Para Jarbas, 2011 foi um ano politicamente medíocre em todos os sentidos. “A oposição precisa de união e de especialistas em seus quadros, pessoas que entendam de Petrobras, políticas sociais, estatais”, diz o senador. “Sem isso, o governo pode continuar falando o que quiser e não conseguiremos rebater. Todo mundo sabe que a Petrobras é um antro de corrupção, mas ninguém pode fazer essa acusação institucionalmente, porque não há provas”.
Governo X oposição - Os parlamentares de oposição consideram o desempenho dos governistas igualmente lastimável. “A chamada base aliada ainda não mostrou para o que serve, a não ser para barrar a convocação de ministros pelo Congresso”, diz o senador Aloysio Nunes Ferreira. “Quando assumiu, Dilma apresentou uma extensa pauta legislativa, mas nada saiu do papel”. Jarbas lembra que a presidente não deu um tratamento uniforme para todos os ministros acusados de corrupção. “Variou de partido para partido”, afirma o parlamentar pernambucano. “Ficou clara a defesa do PT e, mesmo assim, a base aliada continuou submissa”. Para Jarbas, é absurdo Dilma defender Fernando Pimentel das acusações de tráfico de influência com o argumento de que as irregularidades aconteceram antes da chegada do ex-prefeito de Belo Horizonte ao ministério. “O político deve explicações à sociedade tanto da vida pública, quanto da privada”, enfatiza. “Lula e os petistas podem não ter inventado a corrupção, mas, sem dúvida, a exacerbaram".
O ex-deputado federal Fernando Gabeira acredita que o processo de oposição no Brasil foi conduzido pelas denúncias da imprensa. “O grande impulso oposicionista aconteceu na sociedade e sem a mediação dos políticos de oposição”.
Gabeira atribui o fraco desempenho à falta de articulação. “No último trimestre, houve o anúncio da completa estagnação da economia e a oposição foi incapaz de levantar a questão”, diz. “A luta parlamentar não se resume à votação de projetos e convocação de CPIs. O processo é mais amplo e é dentro dessa amplitude que a oposição deveria agir. Não me lembro de nenhum grande encontro nacional, de nenhum seminário organizado com a proposta de discutir o Brasil”.
A oposição talvez seja bem menos frágil do que imaginam os senadores e deputados. Nas últimas eleições, 44 milhões de brasileiros votaram contra o governo. O abismo que separa a indignação da sociedade e a falta de entusiasmo da oposição sugere a falta de representantes para esse eleitorado. Os eleitos esqueceram o que Fernando Henrique Cardoso, num artigo para a revista Interesse Nacional, considerou “óbvio e quase ridículo de escrever”: cabe às oposições se oporem ao governo.
Fonte: veja.com
O custo da pisadela no mar de Dilma: R$ 657,9 mil -27/12/2011
Marinha desembolsou valor para reformar residência oficial da Base Naval na Bahia, onde presidente passa férias. Só com cortinas foram gastos R$ 37,3 mil.
Após o tsunami de denúncias de corrupção em seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve no início dessa semana um momento de refresco. Ergueu o vestido e molhou os pés nas águas calmas da Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, na Bahia. De férias, a presidente só volta ao trabalho em 10 de janeiro. Levou consigo quase que uma comitiva: a filha, Paula, o neto, Gabriel, o genro, Rafael Covolo, a mãe, Dilma Jane, o ex-marido, Carlos Araújo, a atual esposa dele e uma tia.
Antes de receber a presidente, a Marinha caprichou nos preparativos e gastou nada menos que 657 900 reais com móveis, eletroeletrônicos e obras de reforma da residência funcional da Boca do Rio, onde se hospedam as autoridades em visita à base. O valor foi desembolsado entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro, em cinco pagamentos, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira pela ONG Contas Abertas.
Com móveis, tapetes, cortinas e eletroeletrônicos foram gastos 425 200 reais. As notas de empenho emitidas pela Marinha informam detalhes sobre o valor de todos os itens, exceto os tapetes. Entre as compras estão, por exemplo, um frigobar com capacidade de armazenagem de 76 litros no valor de 4 900 reais, um espelho tamanho 2,5 x 2,5 metros ao custo de 6 000 reais e duas poltronas no valor total de 6 700 reais.
Foram compradas ainda oito televisões, sete aparelhos de DVD, um home theater e um computador, no valor total de 19 500 reais. Em outro empenho, a Marinha gastou só com cortinas nada menos que 37 300 reais. As obras de reforma custaram 195 400 reais.
A Marinha informou que os gastos estavam previstos desde 2010, quando começou a reforma, e que não foram feitos exclusivamente para receber Dilma. A presidente, por sua vez, tem se mostrado uma visitante discreta da Praia da Inema. Ao menos mais discreta que o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Na passagem de ano de 2009 para 2010 Lula foi com a família para a Base Naval e desfilou pela areia de sunga e equilibrando um isopor na cabeça.
Fonte: veja.com
Após o tsunami de denúncias de corrupção em seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve no início dessa semana um momento de refresco. Ergueu o vestido e molhou os pés nas águas calmas da Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, na Bahia. De férias, a presidente só volta ao trabalho em 10 de janeiro. Levou consigo quase que uma comitiva: a filha, Paula, o neto, Gabriel, o genro, Rafael Covolo, a mãe, Dilma Jane, o ex-marido, Carlos Araújo, a atual esposa dele e uma tia.
Antes de receber a presidente, a Marinha caprichou nos preparativos e gastou nada menos que 657 900 reais com móveis, eletroeletrônicos e obras de reforma da residência funcional da Boca do Rio, onde se hospedam as autoridades em visita à base. O valor foi desembolsado entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro, em cinco pagamentos, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira pela ONG Contas Abertas.
Com móveis, tapetes, cortinas e eletroeletrônicos foram gastos 425 200 reais. As notas de empenho emitidas pela Marinha informam detalhes sobre o valor de todos os itens, exceto os tapetes. Entre as compras estão, por exemplo, um frigobar com capacidade de armazenagem de 76 litros no valor de 4 900 reais, um espelho tamanho 2,5 x 2,5 metros ao custo de 6 000 reais e duas poltronas no valor total de 6 700 reais.
Foram compradas ainda oito televisões, sete aparelhos de DVD, um home theater e um computador, no valor total de 19 500 reais. Em outro empenho, a Marinha gastou só com cortinas nada menos que 37 300 reais. As obras de reforma custaram 195 400 reais.
A Marinha informou que os gastos estavam previstos desde 2010, quando começou a reforma, e que não foram feitos exclusivamente para receber Dilma. A presidente, por sua vez, tem se mostrado uma visitante discreta da Praia da Inema. Ao menos mais discreta que o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Na passagem de ano de 2009 para 2010 Lula foi com a família para a Base Naval e desfilou pela areia de sunga e equilibrando um isopor na cabeça.
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Tripulação de Colombo levou sífilis para Europa, diz estudo-29/12/2011
Nova pesquisa afirma que não há evidências para afirmar que a doença surgiu no Velho Mundo, como defende uma corrente de pesquisadores.
Cristóvão Colombo e sua tripulação descobriram a América em 1492. A partir de então, civilizações locais, como incas e astecas, foram dizimadas. Além do poder militar superior, os espanhóis contaram com uma arma biológica imbatível: doenças como sarampo e varíola, que matavam os indígenas sem anticorpos para combater os males europeus. Com a sífilis, porém, pode ter ocorrido o contrário. A bactéria que causou uma das primeiras epidemias globais, com milhares de mortes por todo o Velho Mundo na Idade Média, a partir do século 15, partiu da América para a Europa nos porões dos navios de Colombo. É o que diz um extenso estudo de esqueletos de vítimas, publicado na revista especializada Yearbook of Physical Anthropology. Outra teoria, mais antiga, defende uma origem europeia para a doença, o que é improvável segundo os pesquisadores.
A nova pesquisa analisou 54 outros estudos que apontavam casos de sífilis descobertas na Europa antes de Colombo chegar à América. Segundo os cientistas que participaram do levantamento, todos estes estudos estão incorretos. Nenhum deles resiste, garantem os pesquisadores, a uma análise padronizada de diagnóstico e idade das amostras; que são esqueletos de pessoas que tiveram a doença. A maioria, segundo eles, são casos de diagnósticos errados dos restos mortais. A sífilis deixa marcas nos ossos das vítimas, mas outras doenças podem fazer o mesmo. Em outros casos, diz a estudo, os cientistas encontraram vítimas reais da doença, mas erraram no cálculo da idade dos ossos ao apontarem períodos anteriores à viagem do explorador italiano.
Mariscos e o velho carbono — Os críticos da nova teoria defendem que a bactéria já estava na Europa há milhares de anos e tomou a forma moderna por meio de mutações através das gerações. Mas os poucos esqueletos que passam por uma análise apurada, afirma a pesquisa, são provenientes de áreas costeiras, onde os mariscos eram parte importante da dieta da população.
Nesses casos, os cientistas apontam o chamado "efeito reservatório marinho", causado pela ingestão de frutos do mar com "carbono velho", proveniente do fundo do oceano. Isso, afirmam, "engana" os testes de datação por carbono, utilizados para descobrir a idade das ossadas. "Uma vez que ajustamos o teste para descartar o carbono marinho, todos os esqueletos que mostram sinais claros da presença de treponema parecem datar de uma época posterior à viagem de Colombo", explica Kristin Harper, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que participou do estudo.
"É a primeira vez que todos esses casos são estudados sistematicamente", afirma o cientista George Armelagos, da Universidade Emory, nos EUA. "São claras as evidências de que a sífilis foi levada da América à Europa pela tripulação de Colombo e que rapidamente evoluiu para a doença venérea que se mantém até hoje", completa.
Risos — Na década de 1980, quando ouviu pela primeira vez a teoria de Colombo para a sífilis, Armelagos não levou à sério. "Eu ri da ideia de que um pequeno grupo de marinheiros pudesse trazer a causa de uma epidemia dessa magnitude", disse. Nas décadas seguintes, porém, ele se aprofundou no estudo da doença e chegou à conclusão de que essa é a origem mais provável para a doença.
A família de bactérias treponema causa a sífilis e outras doenças, com tipos diferentes de contágio. Bouba e bejel, duas das doenças causadas por esse tipo de bactéria, eram comuns entre as populações indígenas do Novo Mundo no século 14, mas sua transmissão acontecia pelo contato com a pele ou saliva dos doentes. Já a sífilis é transmitida sexualmente.
Uma das hipóteses lançadas pelo estudo é a de que as bactérias sofreram mutações ao chegar na Europa. Mais tarde, os exploradores europeus levaram uma variação nova e mortal da bactéria para a terra de seus ancestrais, a América. Outra possibilidade é a de que os espanhóis tenham chegado ao continente americano quando a sífilis se encontrava em estágio inicial, com poucos indivíduos contaminados. Alguns marinheiros, então, podem ter levado a bactéria para a Europa, onde a maior densidade populacional foi fator determinante para seu desenvolvimento.
Para Molly Zuckerman, da Universidade do Estado do Mississippi, outro autor da nova pesquisa, as evidências parecem definitivas. "Mas não devemos fechar o livro e dizer que esgotamos o assunto. A melhor coisa da ciência é sermos capazes de entender as coisas sob uma nova luz constantemente", disse.
Saiba mais
SÍFILIS
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Causa feridas na pele e nas mucosas. Se não tratada, pode atingir o cérebro e o coração, levando o paciente à morte.
Tem três estágios. No primeiro, após o contágio, aparece uma ferida chamada "cancro duro" na parte do corpo exposta à bactéria, normalmente o pênis, a vagina, o ânus ou a boca, já que a doença é sexualmente transmissível. A contaminação placentária ou por transfusão de sangue são formas raras de contágio.
O tratamento é feito à base de antibióticos, como a penicilina
Fonte: veja.com

Cristóvão Colombo e sua tripulação descobriram a América em 1492. A partir de então, civilizações locais, como incas e astecas, foram dizimadas. Além do poder militar superior, os espanhóis contaram com uma arma biológica imbatível: doenças como sarampo e varíola, que matavam os indígenas sem anticorpos para combater os males europeus. Com a sífilis, porém, pode ter ocorrido o contrário. A bactéria que causou uma das primeiras epidemias globais, com milhares de mortes por todo o Velho Mundo na Idade Média, a partir do século 15, partiu da América para a Europa nos porões dos navios de Colombo. É o que diz um extenso estudo de esqueletos de vítimas, publicado na revista especializada Yearbook of Physical Anthropology. Outra teoria, mais antiga, defende uma origem europeia para a doença, o que é improvável segundo os pesquisadores.
A nova pesquisa analisou 54 outros estudos que apontavam casos de sífilis descobertas na Europa antes de Colombo chegar à América. Segundo os cientistas que participaram do levantamento, todos estes estudos estão incorretos. Nenhum deles resiste, garantem os pesquisadores, a uma análise padronizada de diagnóstico e idade das amostras; que são esqueletos de pessoas que tiveram a doença. A maioria, segundo eles, são casos de diagnósticos errados dos restos mortais. A sífilis deixa marcas nos ossos das vítimas, mas outras doenças podem fazer o mesmo. Em outros casos, diz a estudo, os cientistas encontraram vítimas reais da doença, mas erraram no cálculo da idade dos ossos ao apontarem períodos anteriores à viagem do explorador italiano.
Mariscos e o velho carbono — Os críticos da nova teoria defendem que a bactéria já estava na Europa há milhares de anos e tomou a forma moderna por meio de mutações através das gerações. Mas os poucos esqueletos que passam por uma análise apurada, afirma a pesquisa, são provenientes de áreas costeiras, onde os mariscos eram parte importante da dieta da população.
Nesses casos, os cientistas apontam o chamado "efeito reservatório marinho", causado pela ingestão de frutos do mar com "carbono velho", proveniente do fundo do oceano. Isso, afirmam, "engana" os testes de datação por carbono, utilizados para descobrir a idade das ossadas. "Uma vez que ajustamos o teste para descartar o carbono marinho, todos os esqueletos que mostram sinais claros da presença de treponema parecem datar de uma época posterior à viagem de Colombo", explica Kristin Harper, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que participou do estudo.
"É a primeira vez que todos esses casos são estudados sistematicamente", afirma o cientista George Armelagos, da Universidade Emory, nos EUA. "São claras as evidências de que a sífilis foi levada da América à Europa pela tripulação de Colombo e que rapidamente evoluiu para a doença venérea que se mantém até hoje", completa.
Risos — Na década de 1980, quando ouviu pela primeira vez a teoria de Colombo para a sífilis, Armelagos não levou à sério. "Eu ri da ideia de que um pequeno grupo de marinheiros pudesse trazer a causa de uma epidemia dessa magnitude", disse. Nas décadas seguintes, porém, ele se aprofundou no estudo da doença e chegou à conclusão de que essa é a origem mais provável para a doença.
A família de bactérias treponema causa a sífilis e outras doenças, com tipos diferentes de contágio. Bouba e bejel, duas das doenças causadas por esse tipo de bactéria, eram comuns entre as populações indígenas do Novo Mundo no século 14, mas sua transmissão acontecia pelo contato com a pele ou saliva dos doentes. Já a sífilis é transmitida sexualmente.
Uma das hipóteses lançadas pelo estudo é a de que as bactérias sofreram mutações ao chegar na Europa. Mais tarde, os exploradores europeus levaram uma variação nova e mortal da bactéria para a terra de seus ancestrais, a América. Outra possibilidade é a de que os espanhóis tenham chegado ao continente americano quando a sífilis se encontrava em estágio inicial, com poucos indivíduos contaminados. Alguns marinheiros, então, podem ter levado a bactéria para a Europa, onde a maior densidade populacional foi fator determinante para seu desenvolvimento.
Para Molly Zuckerman, da Universidade do Estado do Mississippi, outro autor da nova pesquisa, as evidências parecem definitivas. "Mas não devemos fechar o livro e dizer que esgotamos o assunto. A melhor coisa da ciência é sermos capazes de entender as coisas sob uma nova luz constantemente", disse.
Saiba mais
SÍFILIS
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Causa feridas na pele e nas mucosas. Se não tratada, pode atingir o cérebro e o coração, levando o paciente à morte.
Tem três estágios. No primeiro, após o contágio, aparece uma ferida chamada "cancro duro" na parte do corpo exposta à bactéria, normalmente o pênis, a vagina, o ânus ou a boca, já que a doença é sexualmente transmissível. A contaminação placentária ou por transfusão de sangue são formas raras de contágio.
O tratamento é feito à base de antibióticos, como a penicilina
Fonte: veja.com
Morte de Daniella Perez completa 19 anos; Glória desabafa em seu blog-28/12/2011
O trágico assassinato de Daniella Perez, ocorrido no dia 28 de dezembro de 1992, está completando hoje 19 anos. Daniella tinha apenas 22 anos e é filha da novelista Glória Perez, que fez questão de comentar a data em seu blog.
Daniella Perez foi brutalmente assassinada com 18 golpes de tesoura na região da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Guilherme de Pádua e Paula Thomaz são os assassinos da jovem.
A carreira:
Daniella Perez demonstrou, desde nova, paixão pelo balé e pela dramaturgia. Na época, sua carreira estava caminhando para o auge. Em 1989 estreou sua primeira novela, "Kananga do Japão", na Rede Manchete, onde conheceu Raul Gazolla, aquele que viria a ser seu cônjuge anos depois.
O sucesso fez com que rapidamente Daniella se transferisse para a Globo, onde estreou em 1990 com "Barriga de Aluguel", escrita por sua mãe Glória Perez. Em 1991 atuou em "O Dono do Mundo", de Gilberto Braga, e em 1992 fez sua última novela, "De Corpo e Alma", também de Glória, onde interpretou a personagem Yasmin.
O último dia de trabalho:
Daniella Perez gravou sua última cena na tarde do dia 28 de dezembro ao lado de Guilherme de Pádua. Ela e Bira estavam terminando o relacionamento. Assim que a cena chegou ao fim, Guilherme teve uma crise de choro e procurou por Daniella no camarim e lhe entregou dois bilhetes, os quais deixaram a jovem bastante nervosa. Guilherme foi embora. Daniella, como tinha algumas cenas para gravar, continuou nos estúdios.
O homicídio:
Guilherme de Pádua deixou os estúdios da Barra da Tijuca e foi até o seu apartamento em Copacabana buscar sua esposa Paula Thomaz. Eles, munidos de um lençol e travesseiro, voltaram à Barra. Paula ficou escondida no carro enquanto Guilherme se encontrava com Daniella e, juntos, saíam do complexo. Eles pararam para tirar fotos com fás e Daniella seguiu com seu Escort, seguida por Guilherme, que estava em um Santana.
Daniella parou em um posto de gasolina para abastecer e, na saída do posto, teve seu carro fechado pelo de Guilherme, que estava a sua espera no acostamento. O casal e a atriz desceram de seus carros. Daniella é atacada por um soco de Guilherme e acaba caindo desacordada. Este ínterim foi acompanhado por dois frentistas do posto em questão. Guilherme colocou o corpo de Daniella em seu carro e passou a direção para Paula. Eles seguiram pela Avenida das Américas e entraram em uma rua deserta, onde pararam em um terreno baldio. Daniella foi apunhalada dentro do carro com estocadas que atingiram o pulmão, coração e pescoço.
Um advogado passava pela região e, desconfiado de que um assalto estivesse ocorrendo, anotou as placas dos carros.
Após a notícia da morte de Daniella ser divulgada, Guilherme de Pádua, que interpretava o Bira, da mesma novela, foi prestar solidariedade a Glória Perez e a Raul Gazolla. Raul, inclusive, teria dito que o ator era um "grande amigo".
Prisão:
A primeira prisão do assassinato de Daniella Perez ocorreu em apenas 24 horas. A notícia de que Guiherme de Pádua era o assassino chocou todo o Brasil. Ele foi levado à delegacia e, de início, negou envolvimento no caso. Entretanto ele acabou confessando horas mais tarde. Paula chegou a confessar participação no crime mas depois tentou voltar atrás no depoimento. Os dois foram presos no dia 31 de dezembro.
Guilherme chamou para si toda a responsabilidade do crime, porém, oito meses depois, em agosto de 1993, ele mudou seu depoimento afirmando que Paula também estava no local e que ela havia participado da morte.
De Corpo e Alma:
O assassinato de Daniella Perez fez com que Glória se ausentasse de "De Corpo e Alma". Ela foi prontamente substituída por Gilberto Braga e por Leonor Bassères - falecida em 2004. Após uma semana, Glória voltou aos trabalhos e incluiu novos assuntos no roteiro, como a morosidade da Justiça Brasileira e fez severos questionamentos ao Código Penal brasileiro. A última cena de Daniella foi ao ar no capítulo do dia 19 de janeiro de 1993. Assim que a novela chegou ao fim, os atores e o diretor Fábio Sabag - falecido em 2008 prestaram uma homenagem à moça. Curiosamente, esta foi a última novela que Sabag dirigiu.
A saída de Yasmin foi explicada com uma viagem de estudos. Bira, por sua vez, não teve desfecho.
Emenda:
A indignação de Glória Perez, que se estendia a todo o Brasil, fez com que a autora levasse a diante a iniciativa de alterar a Lei dos Crimes Hediondos. Graças às mais de 1 milhão de assinaturas, o homicídio qualificado (praticado por motivo torpe ou fútil ou com crueldade) passou a ser incluído no rol de crimes hediondos. Assim sendo, tal prática não era mais passível de pagamento de fiança e passou a ser exigido um tempo maior para que a progressão de pena para o regime semi-aberto pudesse ser feita.
Condenação:
Guilherme de Pádua foi julgado em janeiro de 1997. O júri condenou o ator por 5 votos a 2. O juiz José Geraldo Antônio sentenciou Guilherme a 19 anos de prisão. Já em maio foi a vez de Paula Thomaz, que continuou negando e voltou a insistir na tese de que havia passado oito horas em um shopping, sendo que não havia sido vista por ninguém ou sem qualquer prova que sustentasse tal versão. Ela foi condenada pelo júri por 4 votos a 3 e sentenciada a 18 anos e seis meses de prisão.
Graças ao bom comportamento, Guilherme e Paula deixaram a prisão em 1999, com apenas 7 anos de pena cumprida.
Aparição:
Em 2010, mesmo sob apelo contrário de Glória Perez, Carlos Massa, o Ratinho, recebeu Guilherme de Pádua em seu programa. O assassino exigiu que não tivesse plateia no dia da gravação e foi atendido pela equipe do SBT.
Mesmo o pronunciamento de Guilherme tendo sido bastante aguardado, o ator pouco falou sobre o crime. Ele temia ser processado e evitou fazer afirmações ou conceder qualquer tipo de declaração que pudesse prejudicá-lo juridicamente. A ausência de respostas irritou Ratinho: "Guilherme, você está me enrolando, Guilherme. Você é ator.". Ao fim da entrevista, o animador ainda disparou: "Se eu fosse a Gloria Perez também não te perdoaria.". Naquele momento, Ratinho saiu do palco e deixou Guilherme sozinho.
Dois meses depois, Ratinho confessou que havia se arrependido de ter entrevistado Guilherme.
Assim como fez em 2010, Glória Perez voltou a dedicar um espaço em seu blog para comentar o caso. No final da noite desta terça-feira (27), ela postou: "Agora é que os dois assassinos, Guilherme de Pádua Thomaz e Paula Nogueira Peixoto (na época Paula Thomaz), deviam estar se preparando para sair da cadeia, se sentença de Tribunal do Juri fosse respeitada entre nos! (…) Os benefícios da nossa lei penal, somados a essa vantagem inicial ,resultaram em apenas 6 anos de cadeia (de spa, melhor dizendo), para a dupla criminosa."
E prosseguiu: "Estão aí, livres, leves e soltos, como psicopatas que se prezam. Ela, que passava os dias dormindo, magicamente tirou um diploma de segundo grau na cadeia e entrou sem vestibular numa faculdade. Casou de novo, mudou de nome -hoje é Paula Nogueira Peixoto, pintou o cabelo, retocou a cara e tenta passar despercebida. (…) Ele casou-se com outra Paula, e como o Thomaz é nome de familia, transformou a nova mulher em Paula Thomaz tambem. Sempre ávido pelos holofotes, usa o crime cometido como capital, e vive dele, dando palestras e fazendo pregações a fieis incautos.".
Fonte; uol. com.br
Daniella Perez foi brutalmente assassinada com 18 golpes de tesoura na região da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Guilherme de Pádua e Paula Thomaz são os assassinos da jovem.
A carreira:
Daniella Perez demonstrou, desde nova, paixão pelo balé e pela dramaturgia. Na época, sua carreira estava caminhando para o auge. Em 1989 estreou sua primeira novela, "Kananga do Japão", na Rede Manchete, onde conheceu Raul Gazolla, aquele que viria a ser seu cônjuge anos depois.
O sucesso fez com que rapidamente Daniella se transferisse para a Globo, onde estreou em 1990 com "Barriga de Aluguel", escrita por sua mãe Glória Perez. Em 1991 atuou em "O Dono do Mundo", de Gilberto Braga, e em 1992 fez sua última novela, "De Corpo e Alma", também de Glória, onde interpretou a personagem Yasmin.
O último dia de trabalho:
Daniella Perez gravou sua última cena na tarde do dia 28 de dezembro ao lado de Guilherme de Pádua. Ela e Bira estavam terminando o relacionamento. Assim que a cena chegou ao fim, Guilherme teve uma crise de choro e procurou por Daniella no camarim e lhe entregou dois bilhetes, os quais deixaram a jovem bastante nervosa. Guilherme foi embora. Daniella, como tinha algumas cenas para gravar, continuou nos estúdios.

O homicídio:
Guilherme de Pádua deixou os estúdios da Barra da Tijuca e foi até o seu apartamento em Copacabana buscar sua esposa Paula Thomaz. Eles, munidos de um lençol e travesseiro, voltaram à Barra. Paula ficou escondida no carro enquanto Guilherme se encontrava com Daniella e, juntos, saíam do complexo. Eles pararam para tirar fotos com fás e Daniella seguiu com seu Escort, seguida por Guilherme, que estava em um Santana.
Daniella parou em um posto de gasolina para abastecer e, na saída do posto, teve seu carro fechado pelo de Guilherme, que estava a sua espera no acostamento. O casal e a atriz desceram de seus carros. Daniella é atacada por um soco de Guilherme e acaba caindo desacordada. Este ínterim foi acompanhado por dois frentistas do posto em questão. Guilherme colocou o corpo de Daniella em seu carro e passou a direção para Paula. Eles seguiram pela Avenida das Américas e entraram em uma rua deserta, onde pararam em um terreno baldio. Daniella foi apunhalada dentro do carro com estocadas que atingiram o pulmão, coração e pescoço.
Um advogado passava pela região e, desconfiado de que um assalto estivesse ocorrendo, anotou as placas dos carros.
Após a notícia da morte de Daniella ser divulgada, Guilherme de Pádua, que interpretava o Bira, da mesma novela, foi prestar solidariedade a Glória Perez e a Raul Gazolla. Raul, inclusive, teria dito que o ator era um "grande amigo".
Prisão:
A primeira prisão do assassinato de Daniella Perez ocorreu em apenas 24 horas. A notícia de que Guiherme de Pádua era o assassino chocou todo o Brasil. Ele foi levado à delegacia e, de início, negou envolvimento no caso. Entretanto ele acabou confessando horas mais tarde. Paula chegou a confessar participação no crime mas depois tentou voltar atrás no depoimento. Os dois foram presos no dia 31 de dezembro.

Guilherme chamou para si toda a responsabilidade do crime, porém, oito meses depois, em agosto de 1993, ele mudou seu depoimento afirmando que Paula também estava no local e que ela havia participado da morte.
De Corpo e Alma:
O assassinato de Daniella Perez fez com que Glória se ausentasse de "De Corpo e Alma". Ela foi prontamente substituída por Gilberto Braga e por Leonor Bassères - falecida em 2004. Após uma semana, Glória voltou aos trabalhos e incluiu novos assuntos no roteiro, como a morosidade da Justiça Brasileira e fez severos questionamentos ao Código Penal brasileiro. A última cena de Daniella foi ao ar no capítulo do dia 19 de janeiro de 1993. Assim que a novela chegou ao fim, os atores e o diretor Fábio Sabag - falecido em 2008 prestaram uma homenagem à moça. Curiosamente, esta foi a última novela que Sabag dirigiu.
A saída de Yasmin foi explicada com uma viagem de estudos. Bira, por sua vez, não teve desfecho.
Emenda:
A indignação de Glória Perez, que se estendia a todo o Brasil, fez com que a autora levasse a diante a iniciativa de alterar a Lei dos Crimes Hediondos. Graças às mais de 1 milhão de assinaturas, o homicídio qualificado (praticado por motivo torpe ou fútil ou com crueldade) passou a ser incluído no rol de crimes hediondos. Assim sendo, tal prática não era mais passível de pagamento de fiança e passou a ser exigido um tempo maior para que a progressão de pena para o regime semi-aberto pudesse ser feita.
Condenação:
Guilherme de Pádua foi julgado em janeiro de 1997. O júri condenou o ator por 5 votos a 2. O juiz José Geraldo Antônio sentenciou Guilherme a 19 anos de prisão. Já em maio foi a vez de Paula Thomaz, que continuou negando e voltou a insistir na tese de que havia passado oito horas em um shopping, sendo que não havia sido vista por ninguém ou sem qualquer prova que sustentasse tal versão. Ela foi condenada pelo júri por 4 votos a 3 e sentenciada a 18 anos e seis meses de prisão.
Graças ao bom comportamento, Guilherme e Paula deixaram a prisão em 1999, com apenas 7 anos de pena cumprida.
Aparição:
Em 2010, mesmo sob apelo contrário de Glória Perez, Carlos Massa, o Ratinho, recebeu Guilherme de Pádua em seu programa. O assassino exigiu que não tivesse plateia no dia da gravação e foi atendido pela equipe do SBT.
Mesmo o pronunciamento de Guilherme tendo sido bastante aguardado, o ator pouco falou sobre o crime. Ele temia ser processado e evitou fazer afirmações ou conceder qualquer tipo de declaração que pudesse prejudicá-lo juridicamente. A ausência de respostas irritou Ratinho: "Guilherme, você está me enrolando, Guilherme. Você é ator.". Ao fim da entrevista, o animador ainda disparou: "Se eu fosse a Gloria Perez também não te perdoaria.". Naquele momento, Ratinho saiu do palco e deixou Guilherme sozinho.
Dois meses depois, Ratinho confessou que havia se arrependido de ter entrevistado Guilherme.
Assim como fez em 2010, Glória Perez voltou a dedicar um espaço em seu blog para comentar o caso. No final da noite desta terça-feira (27), ela postou: "Agora é que os dois assassinos, Guilherme de Pádua Thomaz e Paula Nogueira Peixoto (na época Paula Thomaz), deviam estar se preparando para sair da cadeia, se sentença de Tribunal do Juri fosse respeitada entre nos! (…) Os benefícios da nossa lei penal, somados a essa vantagem inicial ,resultaram em apenas 6 anos de cadeia (de spa, melhor dizendo), para a dupla criminosa."
E prosseguiu: "Estão aí, livres, leves e soltos, como psicopatas que se prezam. Ela, que passava os dias dormindo, magicamente tirou um diploma de segundo grau na cadeia e entrou sem vestibular numa faculdade. Casou de novo, mudou de nome -hoje é Paula Nogueira Peixoto, pintou o cabelo, retocou a cara e tenta passar despercebida. (…) Ele casou-se com outra Paula, e como o Thomaz é nome de familia, transformou a nova mulher em Paula Thomaz tambem. Sempre ávido pelos holofotes, usa o crime cometido como capital, e vive dele, dando palestras e fazendo pregações a fieis incautos.".
Fonte; uol. com.br
sábado, dezembro 24, 2011
Partido Brasileiro exalta, eu juro!, "prosperidade" da Coreia do Norte e lamenta morte de carniceiro.Vamor por um pouco de luzes no debate!!!
Não!
Um leitor havia enviado um comentário a respeito, mas não acreditei! E, no entanto, é verdade! O PC do B emitiu uma nota de pesar pela morte do carniceiro comunista Kim Jong-Il, ditador da Coréia do Norte, e de apoio a seu sucessor, nada menos do que Kim Jong-Un, seu filho. Segundo o PC do B, “o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coréia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.”
Já haviam dito muito coisa sobre a Coréia do Norte, mas nem o comunista mais tarado ousou chamar o país de “próspero”. Boa parte dos estimados 22 milhões de norte-coreanos passa fome. No campo, há relatos freqüentes de… canibalismo! Antes que eu publique a íntegra da nota dos preclaros camaradas do PC do B, exibo duas imagens. A primeira é um mapinha das duas Coréias (a comunista é a vermelha…), para que vocês possam entender a imagem seguinte.
Muito bem. Agora vejam uma imagem de satélite que registra as duas Coréias à noite. A capitalista, do Sul, hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo, é praticamente tomada pelas luzes, sem áreas escuras. Dêem uma olha na Coréia do Norte. É o que o PC do B chama de “economia socialista próspera”.
Agora que vocês podem perceber de forma muito clara (!!!) o que é a prosperidade da Coréia do Norte, leiam a nota do PC do B. Volto para arrematar.
Estimado camarada Kim Jong Um
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia
Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.
Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.
O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.
Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il.
Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB.
Encerro
Não custa lembrar que esse foi o partido que tentou fazer no Brasil a guerrilha do Araguaia. Os heróis queriam um regime como aquele liderado por Kim Jong-Il. Enquanto, por aqui, seus bravos representantes recebem indenização por sua “luta contra a ditadura” — é piada! —, na Coréia do Norte, apóiam uma tirania nuclear que mata o povo de fome e o leva a experimentar a própria carne.
O comunismo, em suma, é a menor distância entre o canibalismo e o canibalismo.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: veja online
Um leitor havia enviado um comentário a respeito, mas não acreditei! E, no entanto, é verdade! O PC do B emitiu uma nota de pesar pela morte do carniceiro comunista Kim Jong-Il, ditador da Coréia do Norte, e de apoio a seu sucessor, nada menos do que Kim Jong-Un, seu filho. Segundo o PC do B, “o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coréia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.”
Já haviam dito muito coisa sobre a Coréia do Norte, mas nem o comunista mais tarado ousou chamar o país de “próspero”. Boa parte dos estimados 22 milhões de norte-coreanos passa fome. No campo, há relatos freqüentes de… canibalismo! Antes que eu publique a íntegra da nota dos preclaros camaradas do PC do B, exibo duas imagens. A primeira é um mapinha das duas Coréias (a comunista é a vermelha…), para que vocês possam entender a imagem seguinte.
Muito bem. Agora vejam uma imagem de satélite que registra as duas Coréias à noite. A capitalista, do Sul, hoje um dos países mais desenvolvidos do mundo, é praticamente tomada pelas luzes, sem áreas escuras. Dêem uma olha na Coréia do Norte. É o que o PC do B chama de “economia socialista próspera”.
Agora que vocês podem perceber de forma muito clara (!!!) o que é a prosperidade da Coréia do Norte, leiam a nota do PC do B. Volto para arrematar.
Estimado camarada Kim Jong Um
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia
Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia.
Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.
O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.
Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il.
Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.
Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB.
Encerro
Não custa lembrar que esse foi o partido que tentou fazer no Brasil a guerrilha do Araguaia. Os heróis queriam um regime como aquele liderado por Kim Jong-Il. Enquanto, por aqui, seus bravos representantes recebem indenização por sua “luta contra a ditadura” — é piada! —, na Coréia do Norte, apóiam uma tirania nuclear que mata o povo de fome e o leva a experimentar a própria carne.
O comunismo, em suma, é a menor distância entre o canibalismo e o canibalismo.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: veja online
Máfia do jogo do bicho tentava interferir em nomeação para PF.E não é que se ouvem ecos de....Erenice Guerra?
Na VEJA Online:
Preso na semana passada, acusado de chefiar um dos braços da máfia do jogo do bicho no Rio, o ex-prefeito de Teresópolis Mário Tricano tentava interferir em decisões do Ministério da Justiça, em Brasília. Um trecho do relatório da Operação Dedo de Deus, da Polícia Civil do Rio, tem transcrições de uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça em que Tricano conversa com um interlocutor que demonstra proximidade com a cúpula do ministério. Esse interlocutor afirma que terá, em breve, um encontro com um homem que, para os investigadores, seria o ministro José Eduardo Cardozo. O nome todo do ministro, no entanto, não aparece nas gravações.
A conversa interceptada e transcrita no relatório da Polícia Civil ocorreu em 20 de dezembro de 2010, às 19h15. A informação veio a público na edição desta terça-feira do jornal carioca O Dia. A voz de Tricano — provavelmente protegida por um sistema de criptografia — não aparece no áudio.
O amigo de Tricano afirma: “(…) Eu vou ter uma reunião de final de ano com o Cardoso para a questão da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal. Essa reunião está marcada para ser quarta-feira”. E, mais à frente, avisa: “Vai ter coisa pra frente que nós vamos precisar, até porque se tudo sair certo a indicação do diretor vai seguir uma linha muito boa e uma linha que vai ajudar muito aquilo que eu falei pra você que eu quero fazer aí no Rio”.
O caso abre uma nova frente nas investigações sobre as ligações da máfia do jogo no Rio. O que se pode afirmar, até o momento, é que alguém, na conversa com Mário Tricano, tentava vender influência no ministério. Nove dias depois do diálogo interceptado, o ministro José Eduardo Cardozo anunciou o delegado da PF Leandro Daiello Coimbra como futuro chefe da instituição.
Além do teor da conversa, o que chama atenção é a origem do telefonema. O número utilizado para o contato com Mário Tricano está em nome do escritório Trajano e Silva Advogados Associados, de Brasília. Um dos sócios da empresa é Antônio Eudacy Alves Carvalho, irmão da ex-ministra da Casa Civil do governo Lula, Erenice Guerra. Antônio Eudacy teve seu nome ligado ao escândalo da Casa Civil quando se descobriu que outra irmã da minsitra, Maria Euriza Alves Carvalho, contratou o escritório Trajano e Silva, sem licitação, para o Ministério de Minas e Energia, ao qual está vinculada.
Como mostrou reportagem de VEJA, o escritório era usado por Israel Guerra, filho de Erenice, para despachar com os clientes. Um dos advogados da banca é Marcio Silva, que atuou como coordenador em Brasília dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: veja online
Preso na semana passada, acusado de chefiar um dos braços da máfia do jogo do bicho no Rio, o ex-prefeito de Teresópolis Mário Tricano tentava interferir em decisões do Ministério da Justiça, em Brasília. Um trecho do relatório da Operação Dedo de Deus, da Polícia Civil do Rio, tem transcrições de uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça em que Tricano conversa com um interlocutor que demonstra proximidade com a cúpula do ministério. Esse interlocutor afirma que terá, em breve, um encontro com um homem que, para os investigadores, seria o ministro José Eduardo Cardozo. O nome todo do ministro, no entanto, não aparece nas gravações.
A conversa interceptada e transcrita no relatório da Polícia Civil ocorreu em 20 de dezembro de 2010, às 19h15. A informação veio a público na edição desta terça-feira do jornal carioca O Dia. A voz de Tricano — provavelmente protegida por um sistema de criptografia — não aparece no áudio.
O amigo de Tricano afirma: “(…) Eu vou ter uma reunião de final de ano com o Cardoso para a questão da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal. Essa reunião está marcada para ser quarta-feira”. E, mais à frente, avisa: “Vai ter coisa pra frente que nós vamos precisar, até porque se tudo sair certo a indicação do diretor vai seguir uma linha muito boa e uma linha que vai ajudar muito aquilo que eu falei pra você que eu quero fazer aí no Rio”.
O caso abre uma nova frente nas investigações sobre as ligações da máfia do jogo no Rio. O que se pode afirmar, até o momento, é que alguém, na conversa com Mário Tricano, tentava vender influência no ministério. Nove dias depois do diálogo interceptado, o ministro José Eduardo Cardozo anunciou o delegado da PF Leandro Daiello Coimbra como futuro chefe da instituição.
Além do teor da conversa, o que chama atenção é a origem do telefonema. O número utilizado para o contato com Mário Tricano está em nome do escritório Trajano e Silva Advogados Associados, de Brasília. Um dos sócios da empresa é Antônio Eudacy Alves Carvalho, irmão da ex-ministra da Casa Civil do governo Lula, Erenice Guerra. Antônio Eudacy teve seu nome ligado ao escândalo da Casa Civil quando se descobriu que outra irmã da minsitra, Maria Euriza Alves Carvalho, contratou o escritório Trajano e Silva, sem licitação, para o Ministério de Minas e Energia, ao qual está vinculada.
Como mostrou reportagem de VEJA, o escritório era usado por Israel Guerra, filho de Erenice, para despachar com os clientes. Um dos advogados da banca é Marcio Silva, que atuou como coordenador em Brasília dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: veja online
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