sábado, outubro 22, 2011

Exemplo

Foto: Dinah FeitozaO deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu paraR$ 4.600. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 BIlhão.Imaginem quantas escolas, creches,hospitais poderiam ser construídos com essa quantia !
“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

A anta arrogante e feia e os brasileiros comuns

Não foi exatamente tranqüilo o início do vôo 455 da Air France que na terça-feira passada decolou de São Paulo para Paris. A responsável pela trepidação foi Marta Suplicy, que ia para a China, com escala em Paris. Ao embarcar, o casal Marta e Luis Favre relaxou e decidiu não passar pela revista de bagagem de mão feita por raios X. Os Favre furaram a fila da Polícia Federal.

Vários passageiros se revoltaram. Marta respondeu que, no Brasil, para as autoridades não valem as exigências que recaem sobre os brasileiros comuns.
Os passageiros não relaxaram com a explicação. Continuaram a reclamar, mesmo com todos já embarcados. Deu-se, então, o inusitado: o comandante do Boeing 777 saiu do avião, chamou a segurança e disse que não decolaria até que todos os passageiros passassem suas bagagens de mão pelo raio X. Marta Suplicy deixou seu assento na primeira classe (Favre estava na executiva) e dignou-se fazer o que o comandante pediu. Nesse instante, os passageiros 'relaxaram e gozaram'.
(*) Lembrem-se dessa Anta nas próximas eleições.

Infelizmente ladrão é ladrão

ESSE LADRÃO ... FOI ROUBAR UM MERCADINHO EM CHAPECÓ. ENTROU PELOS FUNDOS DO MERCADO E ARRISCOU ARROMBAR UMA PORTA.

O ALARME DISPAROU E O MELIANTE APAVORADO SAIU CORRENDO PELO JARDIM.
TREPOU NA ÁRVORE E ACHOU QUE DAVA PARA PULAR POR CIMA DA GRADE.
FOI SOCORRIDO E, DEPOIS, PRESO. MAS O FIOFÓÓÓ ... JÁ ERA!!!

quinta-feira, outubro 20, 2011

Astrônomos capturam imagem rara de planeta em formação-20/10/2011

Astrônomos capturaram pela primeira vez a imagem diretamente obtida de um jovem planeta em formação.
O objeto em questão, o LkCA 15b, começou a se formar entre 50 mil a cem mil anos atrás --pouco tempo para os padrões do Universo.

Associated Press
Ilustração artística de como seria a formação de um novo planeta que se encontra a 450 anos-luz da Terra
A 450 anos-luz da Terra, o planeta está concentrando poeira e gás estelar que circula uma estrela com 2 milhões de anos.
Os parceiros na descoberta --Adam Kraus, do Instituto para Astronomia da Universidade do Havaí, e Michael Ireland, da Universidade Macquarie, que também trabalha no Observatório de Astronomia Australiano-- disseram que a estrela jovem está bem no centro de um disco de material estelar que a circunda.
Os cientistas anteriores não puderam observar a formação de um planeta antes porque ela acaba sendo ofuscada pelas luzes de outras estrelas das redondezas.
Para contornar esse problema, a dupla combinou dois métodos que deram resultado alterando como usavam os espelhos do observatório.
Fonte: folha online

Focos de luzes iluminam o planeta Terra à noite; veja foto-20/10/2011

A Nasa (agência espacial americana) divulgou nesta quinta-feira (19) uma imagem que mostra como a Terra é vista à noite, com focos de luzes que iluminam o planeta.
Tirada pelos astronautas que estão na ISS (Estação Espacial Internacional), a foto mostra a região centro-oeste dos Estados Unidos.
Terra vista do espaço durante a noite possui focos iluminados; foto foi tirada pela tripulação da estação espacial
Fonte: folha online

®KEEP WALKING, BRAZIL.

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Nunca hagan esto

terça-feira, outubro 18, 2011

Lixo hospitalar dos EUA é vendido no Nordeste-15/10/2011

Lençóis com nomes de hospitais dos EUA --iguais aos apreendidos pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar-- são vendidos por quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe, cidade de 87,5 mil habitantes de Pernambuco, relata o repórter Fábio Guibu em reportagem publicada na Folha (disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A Folha comprou nove peças (4 kg) na loja Império do Forro de Bolso. Parte delas tinha manchas e referências e unidades de saúde dos EUA, como Baltimore Washington Center ou Medline Industries Inc.

Amontoados no chão, os lençóis e fronhas eram vendidos a R$ 10 o quilo.
Funcionários alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo e, depois da ligação por celular, fecharam a loja.
Tecidos de hospital só podem ser reaproveitados após rigorosa desinfecção.
A Receita não confirmou o nome do importador de lixo hospitalar.
Fonte: folha online

Artistas Falecidos - Parte 3

Polícia Federal investiga comprador de lixo hospitalar em PE-17/10/2011

A PF (Polícia Federal) investigará os clientes da confecção de Santa Cruz do Capibaribe (a 205 km de Recife) responsável pela importação e revenda de lixo hospitalar produzido nos Estados Unidos.
Segundo a PF, o objetivo é saber se esses compradores --a maior parte atacadistas-- tinham conhecimento da origem do material importado ilegalmente e o que eles faziam com a mercadoria.

Segundo a Vigilância Sanitária estadual, a empresa Na Intimidade, que tem o nome de fantasia Império do Forro de Bolso, importou toneladas de lençóis, fronhas e roupas usadas por hospitais americanos. Ela foi interditada.
A Receita Federal não confirma que a empresa seja a responsável pela importação. Diz que está investigando.
Dois contêineres com cerca de 46 toneladas de produtos, muitos deles sujos de sangue e embalados em meio a seringas, ataduras, luvas e máscaras cirúrgicas, foram apreendidos pela Receita Federal na semana passada, no porto de Suape (PE). A documentação indicava que a carga seria de tecido de algodão com defeito.
NA BALANÇA

A empresa revendia o lixo em retalhos, peças inteiras ou transformado em forros para bolsos. O preço era calculado na balança. Um quilo de lençóis custava R$ 10.
A Folha comprou nove lençóis (4 kg) na sexta. Alguns estão manchados e três possuem identificações de origem, como "Baltimore Washington Medical Center University of Maryland Medical System".
Ninguém sabe ainda a quantidade de lixo hospitalar já importado pela empresa.
O gerente geral da Vigilância Sanitária, Jaime Brito, disse que a confecção possui registro desde 1998. Os representantes da empresa não foram encontrados.
Fonte: folha online

Artistas Falecidos - Parte 4

Depoimento de Orlando Silva não muda nada na crise-18/10/2011

O depoimento de Orlando Silva na Câmara dos Deputados não muda muita coisa na crise do Ministério do Esporte, tudo continua dependendo de haver provas e fatos novos, analisa Eliane Cantanhêde, colunista da Folha.

"Por enquanto é a palavra de um contra o outro", diz a jornalista que ainda ressalta que o clima em Brasília é de expectativa com os desdobramentos do caso e que a presidente Dilma Rousseff, mesmo em visita pela África, tem acompanhado de perto o caso.
A colunista sinalia que o desenrolar do processo "vai depender muito do trabalho da imprensa, como nos outros cinco casos de queda de ministros".
ENTENDA O CASO

Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Silva de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista "Veja".
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
Localizado anteontem pela Folha, Pereira confirmou a acusação contra o ministro. Orlando Silva afirmou que já acionou o ministro da Justiça para que a Polícia Federal investigue o esquema relatado.

O ministro disse ainda que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao policial autor das denúncias.
Em nota divulgada anteontem, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.
De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.
Fonte: folha online

Artistas Falecidos - Parte 5

Antidoping deverá ser exigido em provas de concursos públicos-18/10/2011

Os concursos públicos com prova física deverão exigir exame antidoping, segundo projeto aprovado nesta terça-feira na Comissão de Educação do Senado.

O senador Aciz Gurgácz (PDT-RO) diz que o teste seria feito de acordo com as normas e procedimentos adotados pelas entidades brasileiras de administração do esporte olímpico.
Segundo ele, o objetivo é garantir a igualdade de condições entre os candidatos, e evitar que concorrentes busquem meios ilícitos, como o uso de drogas, para obter vantagem nas provas de aptidão física.
Gurgácz acredita que a medida servirá para inspirar os Estados, o Distrito Federal e os municípios a adotarem os mesmos critérios para seus concursos públicos, porque eles têm autonomia em sua organização administrativa.
Relator do projeto, o senador Wellington Dias (PT-PI) é favorável à medida. "Parece-nos justa a imposição de exame antidoping para garantir situação de igualdade entre os candidatos punindo aqueles que busquem meios ilícitos para obter vantagem que resultaria desleal no concurso", disse.
A proposta vai para a Comissão de Constituição e Justiça, de onde poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.
Fonte: folha online

domingo, outubro 16, 2011

Reinaldo Azevedo- 16/10/2011

VOCÊ É UM CIDADÃO PAGADOR DE IMPOSTOS? ENTÃO CALE A BOCA! OU: MUITOS JORNALISTAS ODEIAM A CLASSE MÉDIA QUE LÊ O QUE ELES ESCREVEM
Algo de muito grave aconteceu em Pinheiros, um bairro de classe média de São Paulo. Contei a história num post de anteontem. Um grupo de moradores recorreu ao Ministério Público Estadual para impedir que um albergue seja transferido para a região onde moram. Não só seu pedido não foi nem sequer considerado como seis dos signatários foram denunciados pelo promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes (falarei sobre ele no post abaixo deste) à Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Lopes os associou a “higienistas nazistas”. É um troço espantoso!
Há pelo menos 15 anos tenho alertado de forma sistemática — nos cinco recentes, neste blog — para a contínua degradação das instituições no Brasil, que servem cada vez menos ao “cidadão-todo-mundo” — que também é o “cidadão-ninguém” — e se subordinam cada vez mais a uma pauta que é, na essência, ideológica, política e, freqüentemente, partidária. Os desvios estão em todo canto. Antes que o estado de direito se consolidasse no Brasil, no período pós-ditadura, os entes do estado passaram a obedecer a comandos que são estranhos aos princípios consolidados na Constituição — aquele texto que assegura que todos os homens são iguais perante a lei e livres para se expressar.

Essa degradação é fruto do contínuo trabalho de aparelhamento desses entes pela militância partidária. Os direitos individuais são cotidianamente sacrificados no altar do falso igualitarismo, e já não se pode mais ter a certeza de que serão reparados pela Justiça, defendidos pela imprensa — com as exceções honrosas de sempre — ou socorridos pelo Ministério Público.
Ao contrário: em nome daquela tal igualdade, está sendo ressuscitado no país o que a redemocratização havia banido: o delito de opinião. As esquerdas modernas (”modernas” porque contemporâneas, não porque atualizadas), incapazes de impor a sua vontade pelas armas, conforme o credo original, tentam impô-la pela guerra de valores. Mas não se contentam em contestar aqueles de que discordam, em evidenciar a eventual falência de seus argumentos, em desmontar o que consideram falsas evidências! Nada disso! Essas são, afinal, práticas dos que acreditam no debate: os liberais; essa é, afinal, a moral de seus adversários. A delas é outra: como se consideram monopolistas do bem e da caridade, querem é silenciar aqueles de que discordam, bani-los do espaço público, esmagá-los. A simples discordância é tomada como um ato de agressão à “verdade”, ao “humanismo”, à “dignidade humana” — obviamente, são elas a definir o conteúdo de cada uma dessas palavras-gaveta, onde cabe qualquer coisa.

Pensemos um pouco na enormidade do ato do promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, um sujeito chegado a polêmicas. Homem sem dúvida atento às conquistas da modernidade, como atesta o vistoso brinco que costuma adornar a sua propensão aos holofotes, submeteu direitos assegurados pela Constituição a inédito obscurantismo. Duvido que se tenha visto algo parecido da ditadura militar ou do Estado Novo. Nem o AI-5 cassou o direito de os cidadãos encaminharem petições ao Estado; nem o mais discricionário dispositivo legal da história republicana chegou tão longe.
Li a reportagem no Estadão. Não se ouviu um só advogado, um só jurista, ninguém!, para lembrar que o promotor estava cassando um direito legítimo de todo brasileiro. A rigor, poder ou não peticionar contra o Estado, sem risco de represálias, define se estamos ou não sob um regime de força. O jornal, que lembra cotidianamente (e faz bem!) estar sob censura num episódio envolvendo a família Sarney, não só trata o promotor como uma espécie de paladino da igualdade como carrega nas tintas para caracterizar os moradores como preconceituosos insensíveis. O doutor lhes tirou um direito; o jornal lhes tira a dignidade.

Mais uma vez, aquela patuscada patética sobre uma estação de Metrô em Higienópolis veio à tona. Todos os moradores do bairro seriam, para usar expressões de Ribeiro Lopes, “pequeno-burgueses furiosos” ou “aristocratas”. Naquele caso, como escrevi aqui, rapidinho o preconceito estúpido da imprensa contra gente decente avançou para o anti-semitismo neonazista, já que o bairro certamente tem uma maioria de judeus.
“Ainda há juízes em Berlim”

Vivo repetindo aqui essa expressão, que é cara à boa tradição do direito, a que preserva os indivíduos da ação do estado. Aliás, as sociedades mais desenvolvidas, que conseguem tratar com dignidade seus cidadãos, são justamente aquelas em que a limitação aos direitos individuais é a exceção, não a regra; são justamente aquelas em que a Justiça realmente tem os olhos vendados — para que não possa distinguir um ricaço de um mendigo, um rei de um moleiro. Essa é a frase-símbolo justamente daquela prerrogativa que Ribeiro Lopes quer cassar: recorrer contra a vontade do estado.
A história é interessante. Remete a um caso que se tornou famoso. Estamos em 1745, na Prússia. Um moleiro tinha o seu moinho nas cercanias do palácio do rei Frederico 2º, déspota esclarecido, amigo dos intelectuais. Um dos puxa-sacos do soberano tentou removê-lo dali, porque julgava que aquilo maculava a paisagem. Ele se negava a sair. Frederico o chamou para saber a que se devia a sua resistência. E ele, então, teria dito a célebre frase: “Ainda há juízes em Berlim”. Para o moleiro, a Justiça, aquela com a qual contava, não haveria de distingui-lo do rei. É isso aí. A história parece verdadeira. A frase é coisa de escritor. É de autoria de François Andrieux, que escreveu, em versos, o conto O Moleiro de Sans-Souci.
Degradação institucional

Os dias não andam particularmente felizes para o estado de direito. Não é raro que se ouça no próprio Supremo Tribunal Federal uma argumentação que se distancia da letra da lei, do que lá vai explicitado, para fazer uma justiça que seria “mais humana”, “assentada na igualdade”, preocupada em “promover reparações históricas”, determinada a tratar “desigualmente os desiguais” para fazer justiça social, ainda que isso se opere à custa da violação de direitos de uma das partes. O caso das ditas cotas raciais nas universidades públicas é eloqüente o bastante para dispensar explicações.
Há muitos anos recorro a uma ironia para definir o que poderia ser chamado de preconceito contra a maioria, muito presente na imprensa e nos órgãos aparelhados do estado: o verdadeiro negro no Brasil é o branco, heterossexual e católico. Vou ampliar. O verdadeiro negro do Brasil é o branco, classe-média, pagador de impostos, heterossexual e católico. Ninguém quer saber dele. É um sem-ONG, um sem-poder público, um sem-Justiça, um sem-direitos, um sem-imprensa — MUITOS JORNALISTAS ODEIAM A CLASSE MÉDIA QUE LÊ O QUE ELES ESCREVEM. E, a ser como pretende o promotor Ribeiro Lopes, deve vir ao mundo já amordaçado. Ou ainda vai em cana.
Você tem o direito de permanecer calado. Tudo o que disser pode e será usado contra você.
Por Reinaldo Azevedo
Fonte: Veja online