quarta-feira, março 02, 2011

Fernando Canzian

As múmias se mexem
31/01/2011
O gênio político Sandro Mabel (PR-GO), dono das bolachas Mabel (classe C) e candidato a presidir a Câmara dos Deputados, deu a seguinte declaração (vazada sem que ele soubesse) há algumas semanas sobre o aumento do salário mínimo, ainda não decidido pelo governo Dilma:
"Eu sempre sou a favor que se suba o salário mínimo, mas acho que tem que existir sempre uma dosagem. Quanto mais [eles têm], mais exigentes eles ficam. Eles querem mais coisas. Então tem que tomar cuidado", disse o deputado.
Os acontecimentos dos últimos dias em um dos maiores países do mundo árabe, o Egito, pode ser resultado dessa lógica explicitada pela simplicidade mau caráter de Mabel.
O fato é que os egípcios finalmente se manifestam contra uma ditadura de quase 30 anos, que manipula seguidamente eleições e tolhe a liberdade política no país.
O Egito segue o mesmo roteiro de inconformidade e protestos (embora em proporções bem maiores) de outros países da região, como Argélia, Líbia, Jordânia e Iêmen.
Na Tunísia, os protestos populares foram suficientes para derrubar há duas semanas o ditador Zine Ben Ali, que se mantinha no poder há 23 anos.
Foi a Tunísia, aliás, que literalmente pôs fogo no mundo árabe. Ben Ali caiu após protestos que se seguiram à auto imolação com gasolina e fogo de um camelô agredido por policiais após ter sua banca de frutas confiscada.
Longe do radar global, os países do norte da África vêm (assim como os ao sul do Saara) passando por transformações econômicas importantes nos últimos anos.
Na média, é uma das regiões mais dinâmicas do mundo. Isso não tem a ver somente com petróleo e bases comparativas muito baixas.
Mas com as atuais mudanças globais. Com grandes países consumidores como China, Índia e mesmo o Brasil aumentando necessariamente o volume de investimentos e comércio com a região. E com um amadurecimento de políticas macroeconômicas responsáveis.
O Egito cresce ao redor de 5% ao ano desde 2008. A Tunísia, perto dos 4%. Abaixo do Saara, a Nigéria e Angola devem crescer acima de 7% neste ano.
Embora o crescimento desses países seja agora constante, há dois aspectos relevantes sobre eles: desemprego e inflação seguem elevados, o que indica concentração da riqueza que vem sendo gerada; e existe uma tremenda falta de análises, estatísticas e números a respeito dessas economias, seja do FMI ou do Banco Mundial.
Algo de muito novo e relevante ocorre por ali.
Mas, tirando as análises geopolíticas do século passado, quase nada sabemos sobre isso.
Fonte:folha online

Charge

Clóvis Rossi

O fantasma de Bin Laden
24/02/2011
No desespero por agarrar-se ao poder, o ditador líbio Muammar Gaddafi pôs na roda o fantasma de Bin Laden, culpando-o pela revolta em seu país. Bin Laden estaria colocando pílulas alucinógenas no café da manhã da juventude líbia, para levá-la a rebelar-se contra pais, mães, o próprio Gaddafi, o país.
É claro que se trata de pura loucura de um ditador delirante. Delira faz tempo aliás.
Mas o fantasma é igualmente invocado por personalidades de responsabilidade no mundo que de loucas nada tem, pelo menos que se note.
É o caso, por exemplo, de Franco Frattini, ministro italiano do Exterior, que, em depoimento ao Parlamento, na quarta-feira, disse que estava preocupado com a hipótese do surgimento de "um emirato islâmico" na Líbia oriental, incluindo a região cirenaica, que é o epicentro da rebelião.
"Emirato islâmico" é uma espécie de codinome para não usar a palavra Al Qaeda ou o nome do terrorista mais buscado do planeta.
É razoável imaginar a possibilidade de surgir, às portas da Europa, algo parecido com o que foi o Afeganistão na época dos talebans?
Minha primeira resposta é a mesma de Paul Kennedy, um dos historiadores mais celebrados do planeta e diretor de Estudos de Segurança Internacional da Universidade de Yale: "Realmente não sei o que pensar de tudo isso e qualquer um que acha que conhece de modo indiscutível o futuro do mundo é um charlatão".
De pleno acordo, Paul. Vale, inclusive, para as previsões sobre economia, no Brasil e no mundo.
Feita essa ressalva essencial, saio à busca de outras respostas, de pessoas que não se arrogam o direito de conhecer o futuro, mas estudam determinadas regiões e fazem suposições -- que é tudo o que se pode fazer nesta altura do campeonato.
Uma resposta mais ou menos consensual aponta para o fato de que a Líbia é completamente diferente do Egito. Não tem Forças Armadas com o porte e a experiência das egípcias, não tem uma sociedade civil mais ou menos organizada,, não tem partidos políticos. A rigor, não tem nem história longa, como lembra Elliott Abrams, pesquisador-sênior para Estudos do Oriente Médio do Council on Foreign Relations e ex-funcionário diplomático no governo George Walker Bush.
"Não houve realmente uma Líbia até, digamos, 1951, após a Segunda Guerra Mundial e a declaração de unidade do país pelo rei Idris" [deposto por Gaddafi há quase 42 anos].
Nesse vazio, tudo de fato pode acontecer.
Uma segunda característica líbia é o peso das tribos, sobre o qual, é bom ressalvar, há discordâncias entre os especialistas.
A propósito, o filho de Gaddafi, em seu discurso pela TV, disse que a Líbia não é o Egito e acrescentou: "A Líbia são tribos, clãs e alianças".
O clã Gaddaffi sempre confiou em sua tribo, a Qathathfa, pequena mas que forneceu parte das unidades militares que protegem o ditador.
Não há, de qualquer forma, uma avaliação sobre a penetração do islamismo nessas tribos, em especial na maior delas, a Wafalla, de 1 milhão de membros em um país de apenas 6,5 milhões de habitantes.
No geral, o mais extenso comentário sobre o islamismo radical na Líbia foi feito por Alia Brahimi, investigadora da London School of Economics, para o jornal "El País".
"O movimento islamita radical, que desafiou seriamente Gaddafi nos anos 90, foi esmagado pelo regime", diz ela.
Mas, acrescenta, "o regime tolerou seu trabalho social e, como resultado, a sociedade líbia se islamizou até certo ponto. Mas não creio que tenham uma massa crítica suficiente para que nos preocupemos agora", termina seu teorema.
Convém de todo modo lembrar que centenas de membros de organizações políticas e guerrilheiras islamitas, como o Grupo Islâmico Combatente Líbio, foram libertados nos últimos anos, em um esforço dito de "reconciliação nacional" do clã Gaddafi.
É um grupo mais presente no Oriente, exatamente o pedaço do país que já caiu nas mãos dos rebelados. Mas não é para confundir os rebeldes com os islamitas. "Ao contrário da revolta dos anos 90, que foi perpetrada pelos islamitas, a atual tem um respaldo social muito amplo", diz Brahimi.
Elliott Abrams, como ex-funcionário de um governo que lançou a chamada "guerra ao terror", teria todos os motivos para temer o radicalismo islâmico. Mas ele é o primeiro a dizer, em tele-entrevista coletiva organizada pelo Council on Foreign Relations, que não acha "que haja uma só tribo que se possa dizer que é vinculada a AlQaeda".
Qual a eventual alternativa para preencher o vazio deixado por Gaddafi? Para Abrams, há uma série de embaixadores, cuja competência ele atesta, mais tecnocratas, que poderiam formar a coluna vertebral de um governo de transição.
"O perigo - adverte - é haver dois ou três governos provisiórios, um em Bengasi [a cidade já controlada pelos rebeldes] e outros em Trípoli [a capital, ainda nas mãos de Gaddafi]".
Outro especialista também tem sua hipótese para preencher o vazio: uma coalizão de lideranças tribais, personalidades do Exército e "alguns indíviduos do regime mas de reputação limpa", diz Tim Niblock, professor de Política do Oriente Médio da Universidade britânica de Exeter.
Hipóteses otimistas mas que não convencem o historiador Paul Kennedy.
Escreve ele, sempre para "El País" :
"Que bonito seria pensar que o Oriente Médio poderia, sem grandes convulsões nem derramamento de sangue, mover-se para algo parecido ao Extremo Oriente, politicamente estável, abundantemente próspero. Esse dia poderia chegar, mas, se eu fosse jogador (e sou) apostaria claramente no contrário. A região árabe está mergulhada em um período de turbulências e o Ocidente talvez não escape de suas muitas e não planejadas consequências".
Termina em tom apocalíptico-cinematográfico: "Não pergunte por quem dobram os sinos, porque eles podem tocar por você".
Fonte: folha online

Clóvis Rossi

Democracia tem dono?
01/03/2011
É engraçado (ou triste, dependendo do gosto do freguês): os Estados Unidos e os países europeus ocidentais passaram a vida, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, dando sermões sobre a democracia, seus méritos e sua imperiosa necessidade, para o resto do planeta.
Bom, aí veio a onda de redemocratização na América Latina, nos anos 80. Em seguida, nos 90, na Europa Oriental e até na Rússia, ainda que o teor de democracia na Rússia seja no mínimo discutível.
Ficavam faltando, basicamente, países da Ásia, a África e o Oriente Médio praticamente inteiro, com a exceção de Israel, ainda que também aqui haja polêmica, mas não é o assunto de hoje.
Agora, por fim, países árabes começam a sentir os efeitos de uma gigantesca onda democrática, que já varreu duas ditaduras (Tunísia e Egito), sitiou outra (Líbia) e sopra também em vários países mais.
Logo, você aí, com raciocínio lógico, haverá de pensar que o Ocidente (EUA e Europa Ocidental para ser específico) estão felizes da vida, festejando e assumindo a paternidade da democracia, certo?
Sua lógica é lógica, mas é errada: o Ocidente foge com todo o vigor do patrocínio da democracia.
É o paradoxo, pelo menos em relação à Líbia, que ficou evidente em todas as intervenções na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e nas entrevistas coletivas concedidas pelos chanceleres das principais potências ocidentais.
"O Ocidente não tem todas as respostas", disparou, por exemplo, Hillary Clinton. É óbvio mas não é o que os Estados Unidos diziam ainda recentemente, no governo George Walker Bush, por exemplo. Chegaram até a anunciar a invasão do Iraque como exportação da democracia para o mundo árabe.
Reforça o ministro italiano Franco Frattini, até anteontem o maior aliado da Líbia de Gaddafi: "Não pretendemos ditar a mudança [na Líbia]. Queremos, ao contrário, que a democracia seja de total propriedade do povo líbio".
Frattini chega a falar em modelos de democracia, como se o Ocidente admitisse que pode haver mais de um e não apenas o que a esquerda de antigamente chamava de "democracia burguesa".
Não é difícil explicar esse receio de aparecer como donos da "nova Líbia", como a denominou Frattini ou de um eventual "novo Oriente Médio", como se especula que possa emergir da sequência de rebeliões em curso ou já semi-vitoriosas (semi, porque duas ditaduras caíram mas ainda não se estabeleceu a democracia).
Primeiro, há o fato de que o Ocidente adotou a teoria de que só havia duas hipóteses possíveis no Oriente Médio: ou as ditaduras amigas, como a do Egito, ou as ditaduras inimigas, caracterizadas por regimes fundamentalistas islâmicos, tipo Irã. É óbvio que a escolha sempre foi pelas ditaduras amigas.
As Revoltas fizeram ruir essa teoria. Agora, diz Hillary, houve uma convergência entre valores e interesses [dos países ocidentais]. Ficou demonstrado, sempre segundo ela, que "a democracia é mais estável, mais pacífica e, no fim das contas, mais próspera".
Segunda razão: ao atribuir a "propriedade" da mudança aos próprios árabes, o Ocidente coincide com o espírito de recuperação do orgulho árabe que marca as rebeliões. Não têm sido anti-ocidentais mas tampouco seguiram pautas ditadas pelo mundo rico. Não é um terreno fértil para novos sermões.
Fonte: folha online

Taça das bolinhas

Justiça agora manda Taça das Bolinhas ficar com o São Paulo

Uma decisão da Justiça de São Paulo deve conturbar ainda mais a polêmica em torno da Taça das Bolinhas.
Na noite de ontem, o juiz Marcelo Mesquita Saraiva, da 15ª Vara Cível da Justiça Federal em SP, julgou ação de manutenção de posse do São Paulo para que o troféu permanecesse no clube até o fim do imbróglio.
Saraiva deu razão ao time e determinou que a taça permaneça no Morumbi até o término da polêmica, que envolve também o Flamengo e o Sport.
A decisão vai de encontro a outra tomada por um juiz do Rio de Janeiro determinando que o São Paulo devolva o troféu em 24 horas à CEF (Caixa Econômica Federal), já que ela é reivindicada também pelo Flamengo, que teve o seu título de 1987 reconhecido pela CBF e também se tornou pentacampeão, como o São Paulo.
O clube paulista, por motivos óbvios, prefere obedecer à Justiça federal de São Paulo e ficar com a taça.
EM PERNAMBUCO
Também na terça à noite, o juiz Francisco Alves, da 2ª Vara Federal, decretou que o Sport seja reconhecido pela CBF, em 48 horas, o único campeão brasileiro de 1987.
Com isso, o Flamengo, que era considerado pela entidade o co-campeão daquele ano, passará a ter cinco títulos nacionais oficiais e não poderá reivindicar a posse do troféu de vida polêmica, já que o clube carioca alcançou o feito depois do São Paulo.
"Fiquei estarrecido. Discutir título de um campeonato de futebol na Justiça não me parece o foro mais correto. Isso tem que ser discutido internamente, na CBF", comentou o vice-jurídico flamenguista, Rafael de Piro.
A taça, concedida pela Caixa ao primeiro clube cinco vezes campeão brasileiro, está com o time do Morumbi há cerca de duas semanas. Mas havia uma liminar na Justiça que o obrigava a devolvê-la.
A discórdia está relacionada ao ano de 1987, quando a CBF deixou a organização do Brasileiro nas mãos do Clube dos 13. O Flamengo venceu o principal módulo da Copa União, mas, em comum acordo com os outros times da elite, não enfrentou os melhores do outro módulo.
Na época, o Sport foi decretado campeão brasileiro pela CBF e disputou a Libertadores. O título do Flamengo foi reconhecido pela organização do campeonato.
Amparada por uma decisão jurídica final, a qual não cabe recurso, favorável ao Sport, a Caixa entregou a taça ao São Paulo. Uma semana depois, no entanto, a CBF passou a considerar também o título da equipe do Rio.
A CBF informou que só irá comentar a decisão quando for notificada judicialmente.
Fonte: folha online 02/02/2011

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

300

Personagem de Rodrigo Santoro em "300" pode ganhar filme

De acordo com o jornal britânico "Guardian", o diretor Guy Ritchie deve fazer um filme só sobre o personagem Xerxes do filme "300", que foi interpretado por Rodrigo Santoro.

Ritchie recebeu recentemente uma oferta para adaptar para o cinema o livro de Frank Miller sobre o personagem.
"300" era baseado na "graphic novel" de Frank Miller. "Xerxes", baseado em outro trabalho de Miller, se passa dez anos antes.
Zack Snyder, que dirigiu "300" e escreveu o roteiro de Xerxes, poderia estar ligado ao novo projeto, mas Ritchie ainda não confirmou.
Ritchie também está envolvido atualmente na sequência de "Sherlock Holmes".
Caso o projeto seja levado adiante, não ficou claro se Santoro voltará a interpretar o personagem ou não.
Procurada pela Folha, a assessora do ator disse que é difícil prever se Santoro faria o filme se fosse convidado, mas que ele gostou muito e ficou "realizado" quando fez "300".
No mês que vem, estreia a animação "Rio", de Carlos Saldanha, na qual Santoro dublou um dos personagens.

Fonte: folha online-18/02/2011

Corpo- Bocas

Povoando o Brasil- Historia

Torre do Tombo é o local onde se guardam todos os documentos antigos. Está situada em Lisboa, junto à Cidade Universitária.
Sentença de 1587 - Trancoso, Portugal[agora vem o melhor:]


Arquivo Nacional da Torre do Tombo

SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.




"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

Devolve LULA

Não adianta. O cara pode virar presidente da República, mas se o DNA é de pobre, leva até aquela coxinha que sobrou do aniversário do primo.

A legislação brasileira e de vários outros países civilizados, determina que os presentes ganhos pelo Presidente da República, no exercício da função, sejam incorporados ao patrimônio público, por serem considerados propriedade do Estado.
Lula e sua família, ao deixarem o Palácio da Alvorada, levaram todos os presente recebidos, inclusive uma coleção de joias raras recebida do presidente do Egito, já registradas no acervo da presidência da república.
D. Marisa, a Italiana, disse que as jóias eram dela, e as colocou na sua bagagem, rumo a São Bernardo do Campo.
Funcionários antigos do Alvorada ficaram horrorizados quando perceberam a falta de diversos objetos de arte e peças de alto valor, como estatuetas e faqueiros.
Durante o rescaldo do grande saque às instalações palacianas, observou-se que os Silva haviam surrupiado, inclusive, o crucifixo que há décadas adornava a sala de visitas do Presidente da República.
Em vista deste descalabro e por temor da ira divina, foi lançada a campanha de recuperação do patrimônio público nacional:

"Devolve, Lula...!"

A Folha de S. Paulo, publicou a informação de que a presidenta Dilma Rousseff, em sua primeira semana de trabalho, retirou o crucifixo da parede de seu gabinete e a bíblia de sua mesa.
Helena Chagas, ministra chefe da Secretaria de Comunicação Social, através de seu twitter, contradisse a informação divulgada pela Folha. Segundo ela, “a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança. Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo, é de origem portuguesa”. Segundo Chagas, a bíblia continua lá, em uma sala contígua, em cima de uma mesa. A mesma informação está em nota da Secom.
Agora, a pergunta que não quer calar...
Se o crucifixo era presente recebido por Lula, como o objeto poderia estar presente nesta foto de Itamar tirada no gabinete presidencial há dezoito anos atrás?


POR ISSO, VAMOS TODOS, EM CORO, EXIGIR:

"Devolve, Lula!

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Reinaldo Azevedo

LULA DISSE EM PERNAMBUCO, ANTES DE PASSAR MAL, QUE “ATÉ DAVA VONTADE DE FICAR DOENTE” SÓ PARA SER ATENDIDO POR UNIDADE PÚBLICA DE SAÚDE. ACABOU NO HOSPITAL PORTUGUÊS, QUE É PRIVADO E UM DOS MELHORES DO BRASIL

28/01/2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como informam todos os sites noticiosos e não precisa ser repetido em detalhes aqui, já está bem, devidamente monitorado por aquilo que de melhor a medicina pode oferecer no mundo. E nós torcemos para que ele se recupere logo. Ao Lula que ficou doente, eu só desejo saúde e sorte. Ao Lula saudável, como sempre, recomendo que tire os pés do pântano do populismo.

Um dos itens da agenda de Lula, em Recife, ontem, estava ligada à área de saúde: a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). As pessoas se aglomeravam para ouvir o presidente — chegou a haver desmaios. Na ânsia de demonstrar que é um homem do povo, mandou ver: “Eu tava visitando a UPA, e eu quero dizer que ela tá tão bem-organizada, ela tá tão bem-estruturada QUE DÁ ATÉ VONTADE DE A GENTE FICAR DOENTE PARA SER ATENDIDO AQUI”. Pois é…

Lula passou mal e foi levado ao Hospital Português do Recife, um dos melhores e mais equipados do Brasil. E depois seguiu para São Paulo, onde é cuidado por um equipe de renome internacional. Segue o vídeo. Volto em seguida.

Voltei
Tenho horror ao populismo. Digo com todas as letras: não acho que um presidente da República ou governador do Estado devam se tratar em unidades públicas de emergência, que não podem mesmo contar com todos os recursos que a medicina pode oferecer. Não porque eles “não sejam homens comuns” (como disse Lula a respeito de Sarney), mas porque uma doença grave de um governante ou mesmo a sua morte podem ter repercussão negativa na vida de milhões de pessoas.

Assim, é correto que o mandatário tenha à disposição o que há de melhor no setor. E é uma tarefa sua, indeclinável, fazer o possível para elevar as condições de atendimento na saúde pública — QUE VIVE UM CAOS NO BRASIL. Ponto parágrafo.

É preciso parar de tratar o povo como idiota ou como tutelado. A UPA, se e quando funcionar bem, será um benefício para os pobres. E Lula nunca botará os pés ali como paciente.

“Ah, Reinaldo, ele estava brincando…” É? Sem essa! Nos palanques, Lula divide o país entre “eles” (as elites) e “nós” (o povo). Chama “elite” a seus inimigos, ainda que mais pobres e menos poderosos do que ele próprio; chama “povo” a seus amigos, ainda que sejam alguns potentados da economia — muitos mamando nos subsídios e desonerações fiscais. Ele pode perfeitamente bem inaugurar uma unidade popular de saúde sem o apelo barato de que gostaria de ser atendido ali. Porque ele pertence à categoria dos que jamais serão atendidos ali. Quem recorre a essa linguagem não fala com o povo, mas com a platéia.

Segue íntegra de sua fala
“Eu (não?) quero ser o primeiro paciente dessa UPA aqui. Eu tava visitando a UPA, e eu quero dizer que ela tá tão bem-organizada, ela tá tão bem-estruturada QUE DÁ ATÉ VONTADE DE A GENTE FICAR DOENTE PARA SER ATENDIDO AQUI. Deus queira que nenhum de vocês, pelo menos hoje, precise ser atendido pela UPA, que vai começar a funcionar amanhã. Eu acho que aquela muiezinha que sofreu um desmaio já tá lá na UPA. Então, já começou a funcionar”

Fonte: veja online

Reinaldo Azevedo

LULA E OS GOLPISTAS
01/02/2010
Escrevi no domingo um longo texto, muito bem-recebido por vocês, sobre aquela que considero ser a minha principal tarefa no jornalismo: revelar o revelado, que a névoa do politicamente correto, do alinhamento ideológico e da mistificação tenta ocultar. Generosos, alguns leitores lembraram que também me encarreguei de corrigir uma distorção vazada para todas as línguas neolatinas: o papa Bento 16 afirmara que o divórcio era uma “chaga social”, e se atribuiu ao papa ter dito que era uma “praga social”. A fortíssima imagem cristã da “chaga” foi substituída por um vocábulo que indicaria toda a sua suposta ranhetice reacionária. Afinal, não é?, se o assunto é papa, se o assunto é Igreja Católica, por que não supor logo o pior? Se é para debater aquecimento global, logo indagam quais são as suas credenciais científicas. Se é para falar de religião, qualquer energúmeno serve…

Volto ao ponto. Gosto, sempre que o tempo permite, de ler o que as pessoas realmente dizem. Encontram-se coisas muito reveladoras mesmo nas falas oficiais autorizadas. Vejo agora o esforço dos democratas na Venezuela para tentar impedir o tiranete Hugo Chávez de consolidar no país a ditadura dita bolivariana. Os jovens ocupam as ruas, apanham da polícia, morrem. E estão praticamente sozinhos no continente. Não há solidariedade de ninguém. O governo do Brasil, país mais importante da América do Sul, corre em socorro de Chávez, tentando lhe dar suporte técnico para enfrentar a crise energética. Mais importante do que isso: dá ao Beiçola de Caracas suporte também político. Por que não? Chávez, afinal, é um democrata que censura a imprensa, desce o porrete na oposição, faz manobras militares com a Rússia, financia os terroristas das Farc e tem um programa de “cooperação nuclear” com o Irã — seja lá o que isso signifique. Sem dúvida, merece o apoio de Lula… O continente está de costas para os que pedem democracia na Venezuela. Aqueles vagabundos que se reuniram no fórum deste ano, em Porto Alegre, ignoraram os desmandos de Chávez. A UNE, agora um rico cartório do PC do B, não quer saber da luta de seus colegas venezuelanos. Esquerdista que está na folha de pagamento perde o ímpeto contestador.


Isso tem história. Um dos discursos mais indecorosos de Lula foi pronunciado em janeiro do ano passado, no Fórum Social Mundial, que ocorreu em Belém, no Pará. Estavam presentes à solenidades, além de Chávez, os presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai). Leiam um trecho do que disse o brasileiro (em vermelho).

O que nós conquistamos nesses últimos anos foi, na verdade, resultado da morte de muita gente que, muito jovem, resolveu pegar em armas para derrubar os regimes autoritários, no Chile, na Argentina, no Uruguai, no Brasil e em quase todos os países. Morreram, e nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer. E conquistamos esse direito pelas vias democráticas. Cada um de nós disputou uma eleição. Eu perdi quatro para chegar a ser presidente. Chávez, enquanto coronel do Exército venezuelano, tentou encurtar a forma de chegar ao poder. Juntou um grupo de amigos e tentou chegar ao poder. Não conseguiu, foi derrotado, foi preso e, pouco tempo depois, em 1998 e 2000, Chávez virou presidente da República.
O mundo mudou tanto que a gente pode dizer que era impossível imaginar que um bispo da igreja católica pudesse derrotar a dinastia de 60 anos dos partidos conservadores do Paraguai. Era quase impossível pensar que um jovem economista pudesse chegar à República do Equador como presidente, porque há pouco tempo, a cada 9 meses, trocava um presidente no Equador. Era impossível pensar que um índio, com a cara de índio, com o jeito de índio, chegasse à Presidência da Bolívia. Aqui, no Brasil, era impossível imaginar que um torneiro mecânico pudesse chegar à Presidência da República.

Comento
Lula exagera de tal modo os próprios feitos que, se preciso, magnífica até as derrotas para produzir mistificação comas vitórias. Ele não perdeu “quatro” eleições presidenciais, mas três (1989, 1994 e 1998). A quarta e quinta que disputou, em 2002 e 2006, ele as venceu. Mas isso é só um gracejo lateral.

Prestem atenção ao que vai em destaque. Observem que, segundo Lula, Chávez não tentou dar um golpe — que foi o que ele fez, como todo mundo sabe: juntou-se a alguns militares aloprados e tentou tomar o palácio. Não! Ele só tentou “encurtar a forma de chegar ao poder”. Os gorilas que estavam com ele eram um “grupo de amigos”. Vejam que o golpista é incluído no grupo dos “oprimidos” que finalmente chegaram ao poder. Observem que a democracia, para Lula, não decorreu, afinal, dos esforços dos… democratas. Não! Ela é uma conquista daqueles mártires que, sabidamente, queriam implantar o socialismo no continente. Ele e aqueles a quem se dirige seriam os seus herdeiros.

Em certo sentido, ele tem razão: nem tanto porque querem implantar o socialismo — o que chega mais perto disso é Chávez, e já começou a trajetória rumo à tragédia —, mas porque têm o mesmo desprezo solene pela democracia que tinham aqueles “heróis”. Isso inclui Lula, sim, senhores! Ele só não avança mais na agenda autoritária porque não pode, não porque não queira. As sucessivas tentativas de seu governo e de seus áulicos de censurar a imprensa deixam isso muito claro. É que o Brasil avançou nessa questão muito mais do que o PT gostaria. Mas o risco é permanente.

Esse todos que ele cita como exemplos virtuosos, de superação, estão, neste momento, tomando medidas CONTRA a democracia, não a favor dela. O mais ostensivo e virulento, como é óbvio, é Chávez. Lula, tido como o principal líder da América Latina, o “estadista global” de Davos, exalta, ainda que de modo maroto, até o “Chávez golpista armado”. Por que não daria apoio ao “Chávez golpista das urnas”?

Intelectuais latino-americanos, mesmo alguns de extração conservadora, gostam de ver uma contradição essencial entre Lula e Chávez que simplesmente inexiste. Digamos que cada um deles ultrapassa o limite de seus respectivos países. Chávez se elegeu numa Venezuela que havia chegado ao grau zero da legalidade. Em vez de restaurá-la, ele optou pela ditadura. Lula herdou um país organizado, o que não quer dizer que se conformou. Chávez manda fechar o que lhe dá na telha; Lula manda o TCU plantar batatas e, na prática, faz troça do TSE. Eles comungam de uma mesma crença: a democracia atrapalha. Ela serve para chegar ao poder e, então, realizar o que aqueles outros pretendiam fazer por meio das armas: uma não-democracia.

Esses caras são indecorosos não só por tudo o que escondem, mas também por tudo o que exibem. E eu revelo a verdade revelada.

PS - Ah, sim: o governo brasileiro não suporta mesmo é eleição limpa em Honduras. Isso ofende Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. Eles exigem “provas” de que o novo governo é democrático…

Fonte: veja online

Reinaldo Azevedo

LULA E AMORIM PÕEM O BRASIL DE BRAÇOS DADOS COM GOVERNO TERRORISTA


O Irã anunciou que começa hoje um processo de enriquecimento de urânio a 20% — era de apenas 3,5%. Em outubro, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) propôs que o material fosse enviado para ser tratado no exterior, o que, em tese ao menos, facilitaria o controle e criaria empecilhos para o seu uso com fins militares. Há poucos dias, o governo deu sinais de que poderia aceitar a proposta. Ontem, o presidente Mahamoud Ahmadinejad surpreendeu o mundo e a AIEA com o anúncio — só não sei se surpreendeu Celso Amorim. Talvez não.

Eis o Irã; eis a sua política. Desde que tiveram início as pressões contra o programa nuclear secreto, ele só avançou. O mundo que conta reagiu de modo muito duro. Até a Rússia, que costuma se opor a propostas de sanções e que defende o desenvolvimento do tal programa nuclear para fins pacíficos, deu sinais de impaciência e recomendou ao país que aceite a proposta da AIEA. Só uma voz se vez ouvir pelo quase silêncio: a do Brasil; mais propriamente, a de Amorim. ATENÇÃO: ESTA FOI EXATAMENTE A FALA DE LULA QUANDO AHMADINEJAD ESTEVE NO BRASIL! Sem tirar nem pôr.

Estados Unidos e França continuam a falar, sim, em negociação, mas agora já acreditam que negociar compreende aplicar sanções. A União Européia e a ONU também protestaram. Não! O Brasil não protestou. Na prática, Amorim saiu em defesa do Irã e disse apostar nas negociações. A proximidade do Brasil com um governo que financia o terrorismo e que desenvolve um programa nuclear secreto é tal que até os mesmos argumentos podem ser encontrados na boca dos barbudos daqui e de lá. Mohsen Shaterzadeh Yazdi, embaixador do Irã em Brasília, afirmou: “Ao contrário de outros países, que reagiram contra o anúncio do presidente Ahmadinejad, o Brasil não pensa em colonizar outro país (…). Os países que reagiram têm forte armamento nuclear. Se falam a verdade sobre o Irã, que destruam primeiro os seus arsenais antes de dar conselhos aos outros.”

E isso implica, por dedução absolutamente lógica, que o Irã quer mesmo as armas nucleares: ora, se os países que reagem negativamente são hipócritas porque criticam o Irã tendo seus próprios arsenais, há que se ficar com um de dois corolários possíveis:
1 – os que detêm arsenais devem destruí-los, e isso os igualaria ao Irã;
2 – se aqueles não destroem, o Irã faz o seu, e isso o igualaria aos demais países.

Reitero: a boçalidade dita por Yazdi é originalmente de Lula. E isso é nada menos do que a defesa, na prática, de o Irã desenvolver armas nucleares. Aí perguntam os “simplórios”: mas não pode? NÃO! NÃO PODE!!! Os iranianos não disfarçam que um de seus objetivos é destruir Israel. Os iranianos financiam hoje o terrorismo em pelo menos três países — Israel, Líbano e Iraque. Os iranianos vieram praticar atos terroristas aqui do lado, na Argentina. E estão brincando com fogo também. Porque não duvidem: antes que o país tenha, sabe-se lá em que prazo, condições de fazer a bomba, Israel se encarregará de mandar pelos ares suas instalações nucleares — E ESTE NÃO É SÓ UM DIREITO QUE ISRAEL TEM: É UM DEVER!!! E o mundo pode conhecer, então, o inferno.

Enganam-se aqueles que pensam que o governo israelense, seja ele de que inclinação for, precisa da concordância dos EUA para isso. Se chegar à conclusão de que está ameaçado, agirá com ou sem concordância. Se a aplicação de sanções depende da Rússia e da China, o ataque militar só depende de Israel achar que PIOR SERIA NÃO AGIR. E agirá. E o mundo estará diante de uma crise de proporções inimagináveis.

Irresponsáveis
Esse risco, que é real — ou melhor: dada a premissa de que o Irã um dia pode chegar à bomba, a reação preventiva de Israel é certa como a luz do dia —, só dá conta da irresponsabilidade dos atuais governantes do Brasil. Foi o único país de algum peso no mundo que, na prática, alinhou-se com o Irã.

Eu ainda me lembro de 2004. Site e revista Primeira Leitura praticamente isolados a apontar os destrambelhamentos de Celso Amorim, e o Ministério das Relações Exteriores foi eleito, numa votação de jornalistas, o melhor do governo Lula! Os meus leitores mais antigos se lembram disso. Nem mesmo tiveram, vá lá, a delicadeza de eleger a Fazenda, de Antônio Palocci, que, afinal, resistira à pressão da ala heavy metal do PT que queria “dar cavalode-pau na economia”. Começava ali o superfaturamento de uma das maiores fraudes deste sete anos de governo Lula: a competência de Amorim. Este senhor alinhou o Brasil com tudo o que não presta no mundo. Leiam os artigos QUASE TODAS AS DERROTAS E BOBAGENS DE CELSO AMORIM e AMORIM E SEUS ALOPRADOS PRECISAM DE CAMISA-DE-FORÇA ,de 22 de setembro e 26 de novembro de 2009, respectivamente.

Além de uma política doidivanas, este senhor é estupidamente incompetente, como os textos deixam claro. Sua rotina é conseguir resultados contrários àqueles pretendidos. O prestígio do Brasil no mundo não deriva de sua ação. Ao contrário. Dou um exemplo: a Economist, sempre tão simpática e generosa com o Brasil, já perguntou “de que lado” está o país - das ditaduras ou das democracias? -, apontando a sua política externa caduca, em contraste com o avanço em outras áreas no cenário externo, notadamente o econômico.

E Ahmadinejad, evidentemente, é apenas uma das apostas temerárias de Amorim. Ontem, postei aqui o vídeo em que Hugo Chávez declara seu “voto” em Dilma, chama Lula de aliado e afirma que o brasileiro tem seu próprio ritmo - deixando claro que ele próprio, Chávez, acha um pouco lento. Mas o ditador não tem dúvida de que o petista está no rumo certo - o da escória internacional.

Se motivo de indignação nos faltasse, vejam o papel patético do Brasil - de Amorim e do, a esta altura, já inimputável Marco Aurélio Garcia - na crise hondurenha. QUE FIQUE CLARO: O BRASIL FOI UM DOS PROMOTORES DE UMA TENTATIVA DE INSTALAR A GUERRA CIVIL NAQUELE PEQUENO PAÍS! NADA MENOS DO QUE ISSO! Não contente em chamar golpe o que golpe não era - até aí, poderia se escudar na tolice dos outros -, tentou sabotar o processo eleitoral, reconhecido por centenas de observadores como limpo. Hoje, não reconhece um governo eleito democraticamente, que governa segundo uma Constituição também democrática. No caso do Irã, já disse, fez o contrário: Lula endossou eleições que até os aiatolás reconheceram fraudulentas, chamou os protestos da oposição de “reação de torcida que perdeu o jogo”, recebeu Ahmadinejad, defendeu seu programa nuclear e soltou aquela bobagem sobre o resto do mundo destruir seus arsenais.

Ah, sim. Um petralha logo indagaria, achando-se muito sagaz: “Se Israel pode ter a bomba, por que não o Irã?” Bem, em primeiro lugar, porque Israel não promete varrer ninguém do mapa e, se não a tivesse, talvez ele próprio já tivesse sido varrido, como quer Ahmadinejad. Há uma grande diferença entre ter uma arma para atacar e ter uma arma para dissuadir. EU NÃO ESPERO QUE PETRALHAS ENTENDAM ISSO PORQUE OS NOSSOS VALORES SÃO MESMO DIFERENTES. OS MEUS SÃO OS DA DEMOCRACIA OCIDENTAL. Os deles são o que restou do lixo internacionalista do comunismo, agora submetido à vigarice negocista. Se preciso, eu posso até lhes fazer poesia: as armas nucleares americanas são quase como anjos da liberdade, entendem? Já as da China, por exemplo, tem o cheiro do demônio da opressão. SIM, EU TENHO LADO. ACONTECE QUE A CANALHA TAMBÉM TEM.

Quando penso que, na crise hondurenha, boa parte da nossa imprensa comeu pela mão de Celso Amorim e do Itaramaraty, chamando de golpe a resistência democrática hondurenha e de restauração da democracia a possibilidade de volta de um golpista, eu me dou conta do estágio a que chegamos.

A delinqüência intelectual e política do Itamaraty, que põe o Brasil no apoio isolado ao Irã, só chegou tão longe porque, ainda hoje, Celso Amorim conta com verdadeiros ghost-writers em ao menos dois jornais. Essa gente se ajoelha diante deste Colosso de Rhodes da diplomacia. De joelhos para Amorim!!! Não sei se fui sutil demais ao tentar lhes passar o que isso quer dizer em termos de estatura.

Eis aí o outrora considerado “melhor ministro de Lula”. Conseguiu nos fazer o único parceiro mais ou menos relevante de um governo terrorista - ao lado de potentados como Hugo Chávez e Fidel Castro, é claro. E só para registro: no dia 4 deste mês, o Irã citou o Brasil como um dos países que poderiam receber seu urânio para enriquecimento. Amorim se fez de surpreso. No dia seguinte, ele já dizia que não “tinha nenhum preconceito” em relação a isso.

Por quê?
Amorim e Lula puseram o Brasil de braços dados com um governo terrorista que insiste em manter um programa nuclear secreto e que já plantou uma base de operação na Venezuela. Por quê? Para mim, este é um dos maiores mistérios da República.

Para começo de conversa, essa proximidade com o Irã mais afasta o Brasil de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU do que aproxima. E, para tentar conseguir essa cadeira, Amorim cometeu uma série de outros desatinos. Isso significa que a relação estúpida estabelecida com o Irã não se coaduna com a estupidez do conjunto. Essa intimidade, ademais, enfraquece um tanto as relações do país com a comunidade árabe, que não vê, por razões óbvias, com bons olhos os xiitas do novo “Império Persa”. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, pediu a Lula que intercedesse junto a Ahmadinjad para que pare de financiar os terroristas do Hamas. O Brasil também desafia a União Européia, que, nesse particular, não tem divergências com os EUA porque mais suscetível ao terrorismo financiado pelo Irã.

Não sei o que justifica essa escolha. De uma coisa estou certo: não pode ser coisa limpa. Porque não pode haver limpeza onde há terror.

Fonte:Veja.online

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Curiosidades

Você Sabia ?

1 - Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: " O Killed " ( zero mortos ).. Daí surgiu a expressão " O.K. ". Para indicar que tudo está bem.


2 - Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao se referir a São José, diziam sempre " Pater Putativus ", ( ou seja: "Pai Suposto" ) abreviando em P.P .". Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os "José" de "Pepe".


3 - Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história:
. Espadas: Rei David ( Israel )
. Paus: Alexandre Magno ( Grécia/Macedônia )
. Copas: Carlos Magno ( França )
. Ouros: Júlio César ( Roma )


4 - No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus "... O problema é que São Jerônimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos " como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos.
A idéia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5 - Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis.
Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ).
Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".


6 - A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".


7 - Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO".

No Recife, também existe uma Rua com esse nome e, fica no Centro da Cidade.
Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D.Pedro I, que quando foi rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto).
Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um " O " no final do nome.
O erro permanece até hoje.

coisas que esquecemos 15


Os Sete Sábios da Grécia Antiga:

1 - Sólon
2 - Pítaco
3 - Quílon
4 - Tales de Mileto
5 - Cleóbulo
6 - Bias
7 - Períandro

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As Musas da Mitologia Grega

(a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes)

1 - Urânia ( astronomia )
2 - Tália ( comédia )
3 - Calíope ( eloqüência e epopéia )
4 - Polímnia ( retórica )
5 - Euterpe ( música e poesia lírica )
6 - Clio ( história )
7 - Érato ( poesia de amor )
8 - Terpsícore ( dança )
9 - Melpômene ( tragédia )

coisas que esquecemos 14

coisas que esquecemos 13



Os Quatro Elementos e os Signos

. Terra (Touro - Virgem - Capricórnio)
. Água (Câncer - Escorpião - Peixes)
. Fogo (Carneiro - Leão - Sagitário)
. Ar (Gêmeos - Balança - Aquário)

A relação de influência dos signos nos quatro elementos do mundo sublunar
(na esfera:
vermelho = fogo, marrom = terra, azul= água e verde = ar).

Esses quatro elementos constituem todas as coisas vivas da Terra.

Por esse motivo, somos influenciados pelos astros. Barthélemy l'Anglais.

O Livro das Propriedades das Coisas, século XV. In: BNF, FR 135.

coisas que esquecemos 12

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge

. Lucas (representado pelo touro)
. Marcos (representado pelo leão)
. João (representado pela águia)
. Mateus (representado pelo anjo)

coisas que esquecemos 11


Os Doze Profetas do Antigo Testamento:

1 - Isaías
2 - Jeremias
3 - Jonas
4 - Naum
5 - Baruque
6 - Ezequiel
7 - Daniel
8 - Oséias
9 - Joel
10 - Abdias
11 - Habacuque
12 - Amos

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Os Doze Apóstolos:

1. - Simão chamado Pedro, o príncipe dos apóstolos,
2 - Tiago o Maior, irmão de João
3 - João o apóstolo bem-amado
4 - Filipe o místico helenista
5 - Bartolomeu o viajante
6 - Mateus ou Levi, o publicano
7 - Tiago o Menor
8 - Simão o Zelota ou o Cananeu
9 - Judas Tadeu o primo de Jesus
10 - Judas Iscariotes o traidor
11. - André o primeiro Pescador de Homens, irmão de Pedro
12 - Tomé o ascético

Após a traição de Iscariotes, Matias foi escolhido pelos demais para ocupar seu lugar no colégio apostólico. Mais rigorosamente seria o 13º apóstolo.
Outro famoso apóstolo, Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através de visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do cristianismo.