quarta-feira, outubro 21, 2009

"Gêmea" da Terra será vista em dois anos, diz cientista

Desenho do sistema Gl-581 com planeta rochoso; astrônomo diz que ciência está próxima de achar planeta "gêmeo" da Terra


O astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra (Suíça), diz que a ciência nunca esteve tão perto de achar um planeta "gêmeo" da Terra fora do Sistema Solar. "Temos grande chance de fazer isso nos próximos dois anos", afirma.
Mayor está hoje no Rio para falar sobre o que aprendeu desde que achou o primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) conhecido, orbitando a estrela 51 Pegasi, em 1995.
Ele foi pioneiro no uso da técnica para medir o movimento de estrelas analisando distorções na frequência de sua luz -o chamado efeito Doppler. Quando um planeta gira em torno de seu sol, ele o faz "rebolar" um pouquinho, e a velocidade desse rebolado pode ser detectada assim.
Em entrevista num dos intervalos da assembleia da IAU (União Astronômica Internacional), Mayor disse o que espera ver nos próximos anos.
*
FOLHA - O que o sr. veio apresentar no encontro aqui no Rio?
MICHEL MAYOR - Vim mostrar que aquilo que descobrimos nos últimos dois anos foi uma grande população de planetas de baixa massa. Isso significa massas poucas vezes maiores que a da Terra ou a massa de Netuno. Mais ou menos entre 5 e 20 vezes a massa da Terra. Essa população parece ser bastante frequente. Um terço das estrelas de tipo solar tem esse tipo de planeta perto delas.
As propriedades desse novo tipo de planeta são bem diferentes daquilo que vínhamos descobrindo há alguns anos, que são planetas gasosos gigantes. O recorde é um planeta com uma massa 1,9 vez a da Terra. Estamos perto de achar um de massa igual ao nosso.
FOLHA - Como o sr. faz para detectar a presença desses planetas? Existem várias maneiras, não?
MAYOR
- A técnica que estou usando é a do efeito Doppler. Nós tentamos detectar mudanças nas velocidades de estrelas devido à influência gravitacional dos planetas. Mas, recentemente, nos últimos dois anos, grandes progressos foram feitos também por pessoas que estão procurando planetas em trânsito na frente de suas estrelas. É possível achá-los porque eles causam uma pequena queda na luminosidade.
Recentemente, houve uma descoberta interessante feita pelo satélite francês Corot, que achou planetas com poucas vezes a massa da Terra. Estou certo de que nos próximos dois anos temos uma chance bastante grande de detectar um planeta com massa tão pequena quanto a da Terra.
FOLHA - Isso vai acontecer com a técnica que o sr. usa ou com as técnicas usadas pelo Corot?
MAYOR - Com as duas. Nós estamos competindo, e as técnicas são complementares.
FOLHA - Alguns poucos estudos relataram ter conseguido ver planetas diretamente. Isso é uma técnica promissora também?
MAYOR -
Sim, mas a luz direta é uma técnica bem diferente. Uma vez que o planeta esteja atrás da estrela, você tem uma pequena queda da luminosidade infravermelha. Isso é um tipo de detecção direta. Outra, direta, é a produção de imagem com óptica adaptativa avançada, uma técnica que corrige a turbulência da atmosfera. Aí você consegue ver pontos minúsculos perto da estrela.
FOLHA - Quantos planetas seu grupo detectou até agora desde 1995, quando achou o primeiro?
MAYOR
- Grupos do mundo inteiro detectaram até agora cerca de 350 planetas. Eu e minha equipe podemos reivindicar a descoberta de 150 deles.
FOLHA - Agora que vocês conhecem tantos planetas, é possível dizer se o Sistema Solar é especial?
MAYOR
- Temos de ser cautelosos com essa pergunta, porque a amostra de planetas que temos na verdade é ainda pequena. Mas, ao que parece, o Sistema Solar não é nem de longe um exemplo típico. Em todos os sistemas nos quais descobrimos planetas gigantes, eles têm órbitas muito excêntricas [ovaladas], enquanto no Sistema Solar elas são mais circulares.
Com relação aos planetas de baixa massa, descobrimos sistemas com diversos planetas com massa da escala de duas Terras, orbitando perto da estrela, o que não existe no Sistema Solar. Então, em muitos aspectos, o Sistema Solar é diferente daquilo que temos visto.
Mas ainda não podemos dar declarações definitivas. A visão que temos ainda é enviesada.
FOLHA - O que fez o número de planetas detectados aumentar tanto desde 1995? Foi o poder dos telescópios ou os astrônomos aprenderam a olhar para os lugares certos?
MAYOR -
Os telescópios tiveram avanços importantes, mas não no poder de coletar luz, que está relacionado ao tamanho do telescópio, e sim na instrumentação. Por exemplo, a precisão típica que tínhamos 15 anos atrás, quando descobrimos o planeta 51 Pegasi b [medindo a velocidade de sua estrela-mãe] era de 51 metros por segundo. Hoje chegamos a uma precisão de 3 m/s.
FOLHA - A detecção de um planeta na zona "habitável", onde a água líquida está presente, será possível?
MAYOR
- Sim, na verdade, três meses atrás, quando anunciamos a descoberta de um planeta novo em torno da estrela Gliese 581, nós corrigimos os parâmetros orbitais de um planeta a mais nesse sistema. É um planeta com sete vezes a massa da Terra, localizado na "zona habitável" na órbita da estrela.
FOLHA - Os instrumentos já têm capacidade de investigar a química desses planetas?
MAYOR
- Já houve alguns avanços na análise da composição atmosférica. Mas estamos longe de ter capacidade de detectar a chamada "assinatura" química que a vida deixaria num exoplaneta igual à Terra.
FOLHA - Quinze anos atrás, quando o sr. achou o primeiro exoplaneta, já imaginava que hoje teríamos conseguido achar mais 350?
MAYOR
- Absolutamente, não. Quando descobrimos aquele planeta, era apenas um. Não tínhamos como extrapolar dados para estimar quantos mais poderiam ser detectados. Um ano depois, quando apareceram alguns outros, começamos a pensar: "OK, temos chance de ver mais deles; não é um objeto tão raro". Ainda assim, ninguém imaginava que o campo de pesquisa cresceria tanto. Hoje, há alguns milhares de pessoas trabalhando nisso.
FOLHA - Quando o sr. descobriu 51 Pegasi b, estava procurando planetas deliberadamente ou houve um componente de sorte?
MAYOR
- Nós construímos os instrumentos para conseguir captar com precisão as velocidades e, assim como outros astrônomos, tivemos de fazer pedidos de tempo de observação para o comitê que controlava os telescópios. Ainda hoje temos de fazer isso, e sempre está escrito nos requerimentos que a intenção é detectar planetas gigantes. Não foi sorte.
FOLHA - O que está acontecendo de importante sobre exoplanetas aqui no encontro do Rio?
MAYOR
- Uma coisa importante é que três anos atrás nós não tínhamos nenhuma comissão sobre exoplanetas na IAU. Quinze anos atrás não existia nada mesmo e, há poucos anos, demo-nos conta de que o campo é muito importante. Hoje já existem inúmeras conferências internacionais sobre o assunto, talvez até demais.
Fonte: folha online 10/08/2009

Cientistas europeus anunciam a descoberta de 32 exoplanetas

Representação mostra exoplaneta seis vezes maior que a Terra; no fundo, estrelas próximas da que ele orbita

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciaram a descoberta de 32 novos exoplanetas orbitando em estrelas distantes, nesta segunda-feira (19).
O que é mais importante, segundo o jornal norte-americano "The Washington Post", é que os planetas foram encontrados em torno de uma variedade de estrelas, sugerindo que os planetas são comuns na nossa galáxia.
Os planetas gigantes, compostos de gases, foram encontrados orbitando em torno de estrelas "pobres em metal" (que carecem mais em elementos como hidrogênio e hélio do que outras), que até então eram considerados lugares inóspitos para a formação de planetas.
O primeiro exoplaneta foi encontrado em 1995. Com a descoberta do ESO, a contagem total de exoplanetas sobe para 400. O planeta cuja massa é mais baixa tem por volta de cinco vezes a massa da Terra. Os astrônomos esperam, algum dia, encontrar um planeta com massa e órbita semelhantes à da Terra --circundando uma estrela de modo que haja possibilidade de encontrar água em estado líquido na sua superfície.
Os astrônomos que anunciaram a descoberta de hoje usaram um espectrográfico para estudar possíveis planetas próximos às estrelas. O instrumento mede leves mudanças causadas na luz das estrelas devido à órbita de um planeta, que não pode ser observado diretamente.
Segundo o astrônomo Stephane Udry, da Universidade de Gênova, um novo instrumento está em desenvolvimento. Conhecido como Espectrográfico para Exoplanetas Rochosos e Observações Espectroscópicas Estáveis Echelle (Espresso, na sigla em inglês), "deve possibilitar a detecção de gêmeas da Terra em todos os tipos de estrelas solares, dentro de cinco ou dez anos".
"Pessoalmente, estou convencido de que planetas estão em todos os lugares", disse Udry.
Fonte: folha online 21/10/2009

Nasa acha molécula orgânica em planeta fora do Sistema Solar

Química básica para a vida foi encontrada no exoplaneta HD 209458b (na foto, em concepção artística)

Pesquisadores da Nasa (agência espacial norte-americana) anunciaram a descoberta de química básica para a vida em um segundo planeta quente e gasoso, muito distante do nosso Sistema Solar. Feito na terça-feira (20), o anúncio da pesquisa também informa que isso permite aos astrônomos avançar quanto a identificar planetas onde a vida possa existir.
O planeta, que leva o nome de HD 209458b, não é habitável, mas possui a mesma química que, se encontrada em um planeta rochoso no futuro, pode indicar a presença de vida.
"É o segundo planeta fora do nosso Sistema Solar em que água, metano e dióxido de carbono foram encontrados --elementos importantes para processos biológicos em planetas habitáveis", disse o pesquisador Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. "A descoberta de componentes orgânicos nos dois exoplanetas já traz a possibilidade de que será corriqueiro encontrar planetas com moléculas que podem ser vinculadas à vida."
Os pesquisadores usaram dados de dois observatórios em órbita: os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, para estudar o HD 209458b --que, além de quente e gasoso, é gigante (maior do que Júpiter) e orbita em uma estrela semelhante ao Sol por volta de 150 anos-luz de distância da constelação de Pegasus.

Sequencial
A descoberta segue a uma outra, ocorrida em dezembro de 2008, que mostrou a presença de dióxido de carbono (CO2) em outro planeta do tamanho de Júpiter, o HD 189733b. Observações anteriores do Hubble e do Spitzer também tinham revelado que o planeta contém água em vapor e metano.
Para rastrear as moléculas orgânicas, a Nasa usou espectroscópios, instrumentos que dividem a luz em componentes para mostrar a "assinatura" de diferentes elementos químicos. Dados da câmera infravermelha do Hubble e do espectrômetro de multiobjetos mostraram a presença de moléculas, e dados do fotômetro e do espectrômetro infravermelho do Spitzer mediram as respectivas quantidades.
"Isso demonstra que nós podemos identificar as moléculas importantes nos processos de vida", disse Swain. Os astrônomos podem, a partir de agora, comparar as duas atmosferas de ambos os planetas, pelas diferenças e similaridades. Por exemplo: as quantidades de água e dióxido de carbono relativas a ambos os planetas são similares, mas o planeta HD 209458b mostra ter metano em abundância, quando comparado com o HD 189733b. "A alta abundância de metano está nos dizendo alguma coisa", disse Swain. "Pode significar que houve algo especial sobre a formação deste planeta."
"A detecção de compostos orgânicos não significa necessariamente que há vida em um planeta, porque existem outras formas para a geração destas moléculas", disse Swain. "Se detectamos compostos químicos orgânicos em um planeta rochoso como a Terra, nós vamos entender o suficiente sobre o planeta para descartar processos sem vida que poderiam ter conduzido os elementos químicos até lá."

Fonte Folha online

Empresas brasileiras perdem US$ 55 bi no pregão após anúncio do IOF

As empresas brasileiras listadas na Bovespa sofreram uma redução de US$ 55 bilhões no valor de mercado em um único pregão, segundo levantamento da Economática. A queda das ações ocorreu ontem (20), um dia após o anúncio do governo federal de taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de capital estrangeiro em 2%.
A medida, anunciada anteontem pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), prevê a cobrança de alíquota de 2% sobre aplicações de renda fixa e na Bolsa de Valores.
A mudança anunciada pelo governo ajudou a derrubar as ações. O cenário externo, no entanto, com queda nas Bolsas dos Estados Unidos, também influenciou o dia negativo.
A queda, segundo estudo da consultoria, é maior do que o valor de mercado da Ambev, por exemplo, que terminou a sessão de ontem a US$ 52,9 bilhões.
Para o levantamento, a Economática analisou o valor de mercado de 271 empresas listadas na Bovespa que tiveram negócios no dia 20. O valor caiu de US$ 1,222 trilhão (no dia 19) para US$ 1,167 trilhão.
O índice Ibovespa fechou o dia de ontem com queda de 2,88% em moeda local e 4,66% em dólares. No acumulado do ano a alta é de 73,99% em moeda local e 132,91% em dólares.

Crítica
A taxação via IOF de 2% para investidores estrangeiros ameaça a captação de empresas brasileiras no mercado de capitais e diminui a competitividade da BM&FBovespa nos negócios com ações no Brasil, que tendem a migrar para a Bolsa de Nova York.
Para o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, o imposto cria um "pedágio" alto, estimula o estrangeiro a negociar papéis brasileiros no exterior e pode fazer um "estrago" semelhante ao da extinta CPMF, que era de 0,38% e segurou o mercado no período de menor abundância de capitais.

Arrecadação
O governo estima arrecadar R$ 4 bilhões por ano com a cobrança de IOF sobre o ingresso de capital estrangeiro. Até o fim do ano, a estimativa é de arrecadar cerca de R$ 660 milhões.

fonte: folha online 21/10/2009

sexta-feira, outubro 16, 2009

Alojamento de Lula tem risoto, uísque e roda de viola até a madrugada

16/10/2009
SIMONE IGLESIASenviada especial da Folha a Custódia (PE)

No km 316 da BR-323, próximo à cidade de Custódia, um canteiro de obras da transposição do São Francisco virou anteontem um alojamento bem estruturado para abrigar Lula, ministros, governadores, diretores do consórcio responsável pela obra e jornalistas.
Depois de visitar as obras, Lula e comitiva jantaram no refeitório. No cardápio, camarão, salada, risoto de queijo parmesão e purê de abóbora com carne de sol. Encerrado o jantar, o presidente ficou numa roda de viola até a 1h10 de ontem.
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), levou para o acampamento o forrozeiro Maciel Melo, artista conhecido da região e de quem Lula é fã. Nem duas quedas de luz, de 15 minutos cada uma, fizeram com que o presidente resolvesse dormir. Ele ficou no refeitório por quase três horas.
Do jantar com violeiro participaram também Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação), Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Campos e o deputado Ciro Gomes (PSB), que foi titular da Integração. Geddel foi o primeiro a se retirar, às 23h. Depois, foi a vez de Dilma se recolher. Ciro, Franklin e Campos fizeram companhia a Lula até o final. Além do jantar, foi servido uísque 12 anos e cerveja.
O escritório do canteiro de obras, uma casa de alvenaria com 14 cômodos, foi transformado em um apartamento para Lula, Dilma e seguranças.
O presidente ficou em uma suíte improvisada com cama "king size", carpete, frigobar, banheiro, antessala e um gabinete para reuniões. Os quartos à direita e à esquerda do presidente foram ocupados por seguranças. Na suíte de Dilma, havia banheiro privativo, antessala e decoração com flores.
Em uma parte da casa foi montado um quiosque que faz as vezes de cozinha. No balcão, foi colocado coquetel, sucos, água, quiches, bolos, castanhas, queijos e frutas para receber a comitiva presidencial.
Geddel, Franklin, governadores e assessores ficaram em um alojamento com 15 suítes de cerca de 8 m2 e um banheiro privativo com chuveiro de 3 m2. Uma suíte de 10 m2 e cama "king size" (diferentemente das outras, com camas de casal) foi reservada a Geddel, que ficou com a de número 15, de seu partido, o PMDB.
Os diretores do consórcio responsável pelo lote 11 da transposição, formado pelas empresas OAS, Galvão, Barbosa Mello e Coesa, e os assessores do presidente ficaram em um quarto alojamento, próximo à casa de Lula e Dilma.
Fonte: folha online

Comentário do Blog; Viva o Rei do Brasil. Como todo rei ignóbil, estúpido e sem caráter, faz questão de ostentar seu poder e desprezo pelos seus súditos. Ri dos pobres e daqueles que o criticam. É um deboche humano. Vive como o estelionatário que escarnece de suas vítimas.
E tudo isso, nada fala a nossa vã intelectualidade. O que resta provado é que do temor de outrora de que, repentinamente, nos descobrissemos um como um méxico ante a estupidez do povão, o que fato aconteceu é que até nossos intelectuais são de banana.
E via a mais nova criação da estupidez latino amwricana, a DITADURA DEMOCRÁTICA, ou a MONARQUIA DEMOCRÁTICA, onde o povo de tempos em tempos escolhe novo Rei ou novo ditador.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Bolsa Familia


Fonte: folhaonline em 28/09/2009

Bolsa Família ignora adesão à escola de 23% dos jovens

O governo federal ignora a frequência escolar de quase um em cada quatro adolescentes do programa Bolsa Família, informa reportagem de Eduardo Scolese, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível apenas para assinantes do UOL e do jornal).
A matrícula na escola e o comparecimento em 75% das aulas são as condicionalidades exigidas pelo governo aos jovens de 16 e 17 anos de famílias beneficiárias do programa. Com esse aluno longe das salas de aula, o benefício, no valor de R$ 33, pode ser bloqueado e, em seguida, cancelado.
Essa falta de informações supera em 62% a das crianças também integradas ao programa de transferência de renda.
A reportagem informa que, segundo relatório do Ministério do Desenvolvimento Social, do 1,9 milhão de adolescentes beneficiados em julho passado pelo Bolsa Família, não havia informações disponíveis sobre a frequência escolar de 447,8 mil (23,28%).
No caso de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o índice é de 14,32% --dos 15,2 milhões registrados no programa, 2,1 milhões não têm a frequência acompanhada pelo governo.
Outro lado
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, evasão escolar, mudanças de cidade ou de instituição de ensino e problemas no envio de informações das escolas ao sistema do governo federal estão entre os potenciais motivos para o atual índice de adolescentes sem informações sobre frequência escolar.
Enquanto não identifica as causas reais, o que será buscado num estudo interno que já foi encomendado, a pasta decidiu bloquear no mês passado 600 mil benefícios variáveis (de crianças e de adolescentes) daqueles que não têm a carga horária escolar acompanhada.
Fonte: folhaonline em 28/09/2009

Propaganda


'Minha candidata é a Dilma', discursa Hugo Chávez


Anfitrião da 2ª Cúpula América do Sul-África, que se realiza na ilha venezuelana de Margarita, Hugo Chávez injetou a sucessão brasileira no discurso inaugral.
Falando para uma audiência que incluía um sorridente Lula, o presidente da Venezuela, espaçoso a mais não poder, disse:
"Dilma será a próxima presidente do Brasil. Sei que vão me acusar de ingerência..."
"...Meu coraçãozinho é quem está falando. Minha candidata é a Dilma".
Chávez lastimou que o mandato companheiro de Lula esteja prestes a findar. Mas disse que ele sobreviverá em Dilma.
"Lula não se irá, ele fica, assim como Néstor Kirchner [ex-presidente da Argentina], que se foi, mas não se foi".
Uma referência à eleição da presidente argentina Cristina Kirchner, em cuja gestão o marido exerce a função de eminência parda.
Estacionada nas pesquisas, Dilma bem que precisa de um tônico. O diabo é que o apoio de Chávez parece, aos olhos de muitos, mais veneno do que vitamina.

Fonte; blog do josiasdesouza folha online 29/09/2009

Serra a Ciro: ‘Não vou entrar em nenhuma baixaria’


Em política, como se sabe, quando um quer dois acabam brigando. Mas o tucano José Serra tenta retardar o inevitável.
Ciro Gomes (PSB) chamou Serra para a briga: “Ele é feio pra caramba, mais feio na alma do que no rosto”.
Neste sábado (26), em seminário promovido pelo tucanato na cidade de Natal (RN), Serra saltou de banda:
"Olha, eu tenho mais coisas pra fazer, estamos governando São Paulo, não vou entrar em nenhuma baixaria ou bate-boca".
Serra estava ao lado do também tucano Aécio Neves, com quem Ciro, a propósito, se dá às mil maravilhas. Conversam amiúde.
No seminário potiguar, Serra e Aécio trataram de esconder os punhos um do outro. Foi como se dissessem: “No nosso caso, os dois não querem briga”.
Desconveraram sobre a hipótese de uma chapa “puro sangue” do PSDB –tema que, por repetitivo, já se tornou enfadonho.
Aécio defende que a definição do tucanato se dê até dezembro. Em Natal, disse que a ansiedade é, hoje, maior no governo do que na oposição.
“Eu acho que essa ansiedade que eu vejo expressa nas perguntas de alguns de vocês, eu vejo ela muito mais no campo governista que no nosso campo..."
"...Na verdade, se hoje existem problemas, eles não estão no campo da oposição. Eles estão no campo do governo".
Inquirido sobre o mesmo tema, Serra repisou a expressão que adotou como bordão pseudopacificador:
"Infeliz o partido que não tem um Plano B. Nós temos. Eu sou o Plano B do Aécio, ele é meu Plano B...”
“...Portanto, estamos numa situação, eu não diria assim feliz, extasiante, mas bastante mais tranquila nesta matéria do que outros”.
Adensado pela presença de aliados do DEM e do PPS, o seminário tucano de Natal teve tema único: Educação.
O tucanato tenta fugir de uma acusação que lhe é feita por Lula: “A oposição não tem programa”, diz e repete o presidente.
Daí, em parte, os seminários tucanos. O de Natal foi o quarto. Divulgou-se um documento ao final –a “Carta de Natal”.
No texto, o PSDB faz reparos à gestão Lula e insinua o que pretende levar aos palanques em matéria de educação.
Diz a carta: “Fomos capazes de criar um competente e sofisticado sistema de avaliação educacional que, entretanto...”
“...Nos revela que falhamos gravemente na qualidade educacional. Temos cerca de 55% das crianças em situação de analfabetismo na 4ª série do ensino fundamental...”
Temos “...reprovação em massa de estudantes, baixas taxas de matrícula no ensino médio na maioria dos Estados brasileiros”.
O que fazer? “É preciso investir na ampliação do ensino para a faixa de quatro a dezessete anos...”
“...Implantar programas de correção do fluxo escolar e apoiar programas de elevação do desempenho escolar...”
“...Priorizando as unidades educacionais com resultados insatisfatórios nos sistemas de avaliação”.
Sugere-se, de resto: 1) Abertura de linhas de financiamento para desenvolver programas de alfabetização; 2) Prioridade para investimentos no ensino médio.
A exemplo do que fizera Ciro com Serra, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), como que arrastou Dilma Rousseff para o tatame.
Disse que as obras que o governo Lula leva à vitrine são empreendimentos de garganta. Centrou fogo na região nordestina.
“Nordeste é uma série de promessas não cumpridas. A transposição do rio São Francisco está parada, duplicação da BR 101 não vai a lugar nenhum...”
“...A refinaria [de Pernambuco] era para custar R$ 8 bilhões, agora está em R$ 24 bilhões...”
“...Nada explica um desvio desse tamanho, senão a coleção de irregularidades que o TCU já detectou”.
Disse que, para tentar empinar a própria candidatura presidencial, a chefe da Casa Civil inaugura pedras fundamentais, não obras.
“A ministra Dilma não tem nada o que inaugurar. Até o próximo ano será só pedra fundamental, pedra fundamental. O Nordeste precisa muito mais do que recebe”.
A eleição de 2010 é, ainda, um ponto longínquo na folhinha. Mas as fornalhas eleitorais já operam, como se vê, a pleno vapor.

Fonte: blog do josiasdesouza em 28/09/2009

Bomba de fabricação companheira!


Fonte: blog do josias desousa em 28/09/2009

Gibi tucano reivindica a paternidade do Bolsa Família


O tucanato tenta tirar uma casquinha de um dos maiores trunfos eleitorais da gestão Lula: o Bolsa Família.
O PSDB lançou na praça um gibi chamado “Vila Brasil”. Traz a historinha de dois personagens que divergem sobre a origem do programa.
Um deles diz que a iniciativa foi do “governo atual”. Outro sustenta que se trata de criação “do PSDB”.
Para dirimir a contenda, a dupla consulta um professor. Depois, chegam a um acordo:
“Agora, vamos dizer direitinho pro pessoal da obra que foi o PSDB que, durante oito anos, fez todos esses programas sociais mantidos pelo atual governo".
A repórter Cátia Seabra conta, na Folha, que os primeiros dez mil exemplares foram distribuídos no Rio Grande do Norte. Custaram R$ 6 mil.
A idéia é estender a distribuição a outros Estados. Uma forma de lembrar que o Bolsa Família resultou da junção de programas lançados sob FHC.
Entre eles o Bolsa Alimentação, o Bolsa Escola e o Vale Gás. Em Natal, durante seminário partidário sobre educação, José Serra reforçou as digitais de FHC.
Lembrou outras iniciativas adotadas na era tucana: o projeto Alvorada e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste.
"Essas coisas vão ter que estar muito presentes [na campanha]", disse Serra. Em seguida, tentou desmontar a armadilha do plebiscito, urdida por Lula:
"O Brasil não vai discutir o passado. O candidato a presidente no ano que vem não é o Fernando Henrique Cardoso, no nosso lado, nem o Lula do outro".
O Bolsa Família, que hoje chega a 11 milhões de lares, é apresentado pelo governo como o maior programa de distribuição de renda do planeta.
Graças à iniciativa, Lula tornou-se a principal referência política em localidades assentadas nos fundões do Brasil, sobretudo no Nordeste e no Norte.
Daí a tentativa do tucanato de tirar uma casquinha do programa que tonifica a popularidade de Lula.
Em 1994, quando concorreu à presidência pela primeira vez, FHC escorou-se no então PFL para levar seu nome até os grotões.
Hoje, os grotões endeusam Lula. O ex-PFL, agora rebatizado de DEM, já não controla os votos da bugrada. É coisa que não se recupera com a distribuição de gibis.

Fonte: folhaonline;blog do josias de souza em 28/09/2009

Está pintando chapa Dilma-Temer

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), deverá derrotar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na batalha pelo apoio do PMDB na sucessão presidencial de 2010. Ela tende a obter o apoio formal da legenda, o que garantirá maior tempo no horário eleitoral gratuito e o suporte de uma máquina partidária enraizada nacionalmente. Serra deverá ficar com dissidentes, que marcharão ao seu lado em alguns Estados contra o acordo nacional PT-PMDB.
O roteiro está traçado com aval da própria Dilma:
O PMDB pretende indicar o presidente da Câmara, federal Michel Temer (SP), para ser o vice da ministra. Na próxima quarta (30/09), Temer viajará com Lula para a Dinamarca, na comitiva brasileira que defenderá a candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016. Os dois selarão a decisão política sobre a aliança e o nome do vice.
Na volta de Lula ao Brasil, o PT e o PMDB deverão anunciar a pré-aliança formal, já que a oficialização só poderá ser feita legalmente nas convenções de junho do ano que vem.
No grupo governista do PMDB, há ampla maioria para que Temer seja indicado. É remota a chance de ele não vir a ser o vice. Os governistas do PMDB avaliam a possibilidade de realizar uma convenção em dezembro para reeleger Temer presidente do partido. O mandato de Temer está previsto para acabar em março, outra data possível para fazer a convenção. Não será possível prorrogação do mandato da atual direção peemedebista porque já foi feita extensão de um ano.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), diz que Dilma deseja a aliança com o PMDB e que o vice será escolha do partido. "Michel [Temer] é a presença institucional do partido na chapa. Não há nome melhor", declara Alves.
O senador Jarbas Vasconcelos (PE), defensor do apoio a Serra, reconhece que a ala governista "está fechada com Temer" para vice. Mas Jarbas defende que o partido adie a decisão política para junho, quando ela terá de ser tomada legalmente.
"Hoje, perderíamos por muito. Somos minoritários. Até junho, podemos, pelo menos, tentar inviabilizar a aliança formal. Não é o mais bonito, mas seria o melhor, cada um para o seu lado", afirma Jarbas. De acordo com ele, a ala governista quer definir o jogo logo "para barganhar espaço nos Estados com o PT".
Publicamente, o discurso do PMDB será de que o nome do vice não está decidido. É uma forma de tentar preservar Temer de advogar em causa própria. Ele é presidente licenciado do PMDB, mas mantém, na prática, o comando do partido.
Apesar de rompido com o PT na Bahia, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, é do grupo de Temer. O deputado federal Jader Barbalho, que tem divergências com o PT no Pará, apoia o presidente da Câmara. Geddel e Jader pediram a Temer que antecipasse a decisão sobre a aliança nacional com o PT, sob a avaliação de que, em nome do jogo nacional, petistas façam concessões nos dois Estados.
O presidente do Senado, José Sarney (AP), e o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), apoiam Temer para vice. A crise do Senado enfraqueceu os dois, que, apesar de não serem apaixonados pelo presidente da Câmara, tiraram suas restrições a ele em nome da sobrevivência política de todos. O abraço de Lula a Sarney na crise beneficiou Dilma e, por tabela, Temer.
A ideia das cúpulas do PT e do PMDB é fechar a aliança nacional o mais rápido possível, a fim de permitir negociações nos Estados. Lula deverá pedir sacrifícios ao PT. Pragmático, Lula já disse ao partido que não dá para comparar a importância da manutenção do poder central com eleições para governos estaduais. O presidente prefere abrir mão de candidaturas do PT a governador em troca de apoio a candidatos petistas ao Senado. Lula sofre com a maioria instável no Senado e pretende se empenhar para derrotar candidatos da oposição para aquela Casa do Congresso.
O que está se desenhando é uma situação parecida com a de 2002. Na época, Serra obteve o apoio formal do PMDB, mas Lula ficou com dissidentes. Em 2010, Dilma provavelmente inverterá o jogo.
Fonte: folhaonline em 25/09/2009

Lula inventou o Bolsa Família?

Quem criou o Bolsa Família, maior cabo eleitoral do PT em geral e de Lula em particular?
De olho nas eleições, o PSDB lançou uma cartilha assumindo a paternidade dos programas de transferência de renda --bolsa escola, por exemplo-- que deram origem ao Bolsa Família. Meia verdade. Ou, se preferirem, meia mentira.
Foi, de fato, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso que se ampliaram os programas de renda mínima --uma ideia empunhada solitariamente, por muito tempo, pelo senador Eduardo Suplicy. Naquela época, aliás, o PT chamava bolsa-escola de bolsa-esmola.
Mas a verdade é que os programas de renda mínima tem dois autores. O então governador de Brasília, Cristovam Buarque, e o falecido prefeito de Campinas, Roberto Magalhães Teixeira.
Foi o Cristovam Buarque, porém, que atrelou com mais força a bolsa à permanência da criança na escola --sei disso porque eu apresentei o prefeito de Campinas ao então governador de Brasília. Esse modelo foi replicado à saúde, com o vale-alimentação.
De Brasília, a ideia teve a adesão do UNICEF e UNESCO, entusiasmando todo o país. Coube, então, ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, dar-lhe escala nacional. Isso graças ao Programa de Combate da Pobreza, criado por Antonio Carlos Magalhães, ex-governador da Bahia.
Pouca gente sabe que, durante a tramitação do Fundo de Combate à Pobreza no Congresso- base para ampliação do bolsa-escola --o PT foi contra.
A verdade, porém, é que foi Lula quem unificou todas aquelas bolsas, ampliando expressivamente seu alcance.
Curiosamente, com os novos tempos, Lula se tornou inimigo de Cristovam Buarque, o principal personagem da ideia que deu-lhe tanta popularidade. Fala-se que o presidente teria decidido atrapalhar ao máximo os projetos eleitorais de seu ex-ministro da Educação.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz.

Fongte: folha onloine 28/09/2009

Frases


DAS BUNDAS & OUTROS ESTUDOS BUNDOLÓGICOS


HÁ MAIS DE 500 ANOS

Marcus Aranha (publicado no Correio da Paraiba de 15/02/2009).

“Há séculos, o homem tenta dominar a mulher com armas políticas. Descobriu a virgindade e tirou partido, fazendo da descoberta um mito em seu proveito. Construiu outros como, maternidade, domesticidade e passividade; mulher é pra ficar em casa... Tudo no sentido de anular a emancipação e obter o domínio completo.
A última arma do homem contra a mulher foi recrudescer o padrão estético dela, abalando-a psicologicamente: mulher só magra, tipo top model! Endeusaram as modelos sem peito e sem bunda. Aí, pra atingir o padrão exigido, as mulheres entraram numa loucura de exercícios e dietas de fome, obcecadas por emagrecer. Haja Herbalife, dieta da sopa, da lua, de Dr. Atkins, de Beverly Hills, Kiberom, chá de anis estrelado, malhação, caminhadas, hidroginástica, massagens e o diabo a quatro.
Ora, padrão de mulher foi Vênus, deusa do amor e da beleza, representada sob muitas formas: Vênus de Cnide, Vênus Erucina, Vênus de Cápua, Vênus Genetrix, Vênus de Milo e outras. Todas com bastante nádegas e seios. Há uma delas, a Vênus Calipígia, com a bunda magnífica, parecendo brasileira.
Leitor pudibundo, não precisa ficar chocado com tanta bunda neste artigo. Todo mundo tem bunda e bunda tem no mundo todo.
Na Capela Sistina, lugar insuspeitíssimo freqüentado pelo Papa, existem belíssimas bundas pintadas em afrescos de Sgnorelli, Botticelli, Ghirlandaio, Perugino e Michelângelo.
No Brasil, o padrão beleza tísica não faz sucesso. Brasileiro gosta da silhueta um pouco cheia, com mais sensualidade.
O excitante do corpo da mulher são as redondezas, doces contornos e formas voluptuosas. É a chamada beleza pneumática, que teve apogeu na Renascença, com mulheres de curvas opulentas, mas com o corpo obedecendo a cinco ditames: forma, harmonia, moleza, doçura e suavidade.
Mulheres! Deixem de passar fome e diminuam tanta caminhada e tanta ginástica. Se caminhar muito prolongasse a vida, carteiro era imortal. E ninguém vai adorá-las de ossos à mostra, só a grade.
Os homens são chegados à carnes desde 1500, quando Pero Vaz de Caminha em carta a El Rei, descreveu encantado a beleza das índias: "Bem novinhas e gentis, com cabelos pretos e compridos pelas costas; e as suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas, e tão limpas de cabeleiras... E uma delas era tão bem feita e tão redonda, sua vergonha tão graciosa, que à muitas mulheres de nossa terra faria vergonha, por não terem a sua como a dela”.
O safado do Caminha ficou vidrado nas redondezas e no sexo das índias, “vergonhas” gordinhas, fechadinhas, quase sem pêlos, diferentes das que ele conhecia nas portuguesas. Entusiasmado, não se conteve e escreveu contando ao Rei.
A Primeira Carta, “certidão de nascimento” do Brasil, já fala como as brasileiras são bem feitas e redondas.
No século 16 descreviam nossas mulheres, com “ancas e nádegas enxundiosas que convidam à luxúria”. Imagine! Àquela época, a gente já curtia bunda.
Houve época em que a TV mostrava cerveja como paixão nacional. O Carnaval vem aí. E em desfiles, blocos e bailes a TV vai exibir mulheres com muita carne e pouca roupa. Não vai mostrar uma só top model, esquálida, despeitada e desbundada, com um vão de quatro dedos entre as coxas, sambando na Marquês de Sapucaí. O que a gente vai ver em close e zoom, na cara da gente, é mil bundas por dia!
Taí... cerveja pode ser paixão nacional, na Alemanha. Aqui no Brasil, há mais de 500 anos, paixão nacional mesmo, é bunda!”

Fonte: blogdotataritata.blogspot

terça-feira, julho 21, 2009

Reciclagem


José bem poderia servir-se do recesso para ler ‘José’



E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse
....Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade

Fonte: Blog do Josias de Souza (Folha online) 21/07/2009

A ideologia saiu de moda? Adote a que está em alta


Sempre que uma ideologia sai de moda, o político recorre ao primeiro modelito prêt-à-porter disponível na prateleira das conveniências.
Para o PT, o patrocínio incondicional da ética tornou-se démodé. O chique agora é envergar o manto diáfano da “governabilidade”.
Numa fase em que camiseta de Che Guevara já não serve nem para seduzir a Ideli Salvatti, o repórter sai em socorro dos petistas.
Vão abaixo duas listas. Relacionam o que precisam fazer e o que devem evitar os petistas que desejam salvar o charme.

- O que o petista não precisa mais fazer:

1. Lembrar que Lula já chamou Sarney de ladrão.
2. Recordar as baixarias do Collor na eleição de 89.
3. Posar de torquemada em sessões de CPI.
4. Gritar ‘Fora, FMI’.
5. Ler Neruda.
6. Comer frango com a mão.
7. Beber cachaça.

- O que o neopetista não pode deixar de fazer:

1. Rezar por Sarney antes de dormir.
2. Admitir que foi injusto com o Collor.
3. Negociar com o Renan a tática anti-CPI.
4. Exaltar o socorro do Brasil ao FMI.
5. Ler Marimbondos de Fogo.
6. Aprender a manusear os talheres.
7. Folhear um bom guia de vinhos.

Fonte: Blog do Josias de souza

Charge


Fonte: blog do josias de souza