A imprensa lubrificada
"Dudu Godoy é sócio da agência queatende a Petrobras. Hamilton Lacerdarecebeu uma chamada do celular de Dudu.O que ele disse a Hamilton? Propôs umpacote publicitário para a IstoÉ?"
Quando a IstoÉ publicou a entrevista com o chefe dos sanguessugas, sugeri que ela poderia ser recompensada com anúncios da Petrobras. Ninguém deu bola para o assunto. Na ocasião, indiquei o nome dos intermediários: Hamilton Lacerda, assessor de Aloizio Mercadante, e Wilson Santarosa, diretor de marketing da Petrobras. Agora a CPI dos Sanguessugas revelou que os dois trocaram dezenas de telefonemas no período de negociação do dossiê contra os tucanos. A CPI quer saber se o dinheiro para comprar o dossiê saiu da Petrobras. É perda de tempo. O que a CPI deveria investigar é se o dinheiro da Petrobras foi usado para comprar a cumplicidade da IstoÉ.
Na última quarta-feira, encontrei mais um dado comprometedor para a Petrobras. Analisando os telefonemas de Hamilton Lacerda, em poder da CPI, descobri que ele recebeu uma chamada do celular de Dudu Godoy. Dudu Godoy é um dos sócios da Quê, a agência de propaganda que atende a Petrobras e controla a verba publicitária da empresa. O telefonema de Dudu Godoy para Hamilton Lacerda ocorreu em 5 de setembro, às 15h33. Dois dias depois, em pleno feriado de 7 de setembro, Hamilton Lacerda foi à IstoÉ para combinar a entrevista com o chefe dos sanguessugas. Dudu Godoy fez carreira em Campinas, assim como Wilson Santarosa, que presidiu o sindicato dos petroleiros local. Em 1998, ele foi um dos marqueteiros da campanha de Lula à Presidência. A seguir, passou a trabalhar para Marta Suplicy e Zeca do PT. O que é que Dudu Godoy disse a Hamilton Lacerda? Ele propôs um pacote publicitário para a IstoÉ?
Um dos articuladores da entrevista com o chefe dos sanguessugas disse que a IstoÉ foi escolhida para publicá-la porque os petistas "estavam em guerra" com o resto da imprensa. Quem também está em guerra com o resto da imprensa é o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Na semana passada, ele acusou o Globo e a Folha de praticar "jornalismo marrom". Isso porque os jornais ousaram publicar reportagens mostrando o favorecimento da estatal a ONGs e empreiteiras ligadas ao PT. O Globo, em editorial, atacou: "Nunca como no governo Lula a Petrobras foi tão usada como aparelho partidário e instrumento de propaganda".
O fato é que a Petrobras não favorece apenas ONGs e empreiteiras ligadas ao PT. Ela favorece também a imprensa caudatária do governo. De maio a setembro de 2006, segundo o levantamento de Reinaldo Azevedo, a IstoÉ veiculou 58 páginas de anúncios da Petrobras. Neste ano, pelos dados do Ibope Monitor, foram 2,6 milhões de reais investidos pela estatal na IstoÉ. Carta Capital lucrou ainda mais, proporcionalmente à sua tiragem. Foram 789.000 reais. Na TV aconteceu algo semelhante. A Bandeirantes, depois de ceder um canal ao filho de Lula, tornou-se a segunda maior arrecadadora de comerciais da Petrobras, na frente do SBT e da Record, faturando mais de 20% do total destinado pela empresa às emissoras de TV. Detalhe: o diretor de marketing da Petrobras, Wilson Santarosa, é também o presidente do conselho deliberativo da Petros, o fundo de pensão da Petrobras. Um de seus colegas na diretoria da Petros, Jacó Bittar, é o pai dos sócios do filho de Lula.
O petismo está em guerra com a imprensa. Esse negócio vai acabar mal.
Fonte: revista veja edição1984 de 29.11.2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Diogo Mainardi
Pergunte ao pó
"Assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Isso tudo só aconteceu, de acordo como teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Lula? Sim,há Lula nessa história. Ele é um estado mental"
Cheire pó. Quanto mais, melhor. Há um aumento da criminalidade no Rio de Janeiro. A polícia diz que é porque os ricos passaram a consumir menos drogas. A partir do momento em que os ricos passaram a consumir menos drogas, os traficantes pobres foram obrigados a recorrer a outros meios. Daí o atual aumento de assaltos, seqüestros e assassinatos, segundo a polícia.
Até outro dia se dizia o contrário. Dizia-se que era o consumo de drogas dos ricos que alimentava a criminalidade dos traficantes pobres. Se os ricos consumissem menos drogas, a criminalidade diminuiria. É complicado saber o que fazer. Se a gente cheira pó, metem bala na nossa cabeça porque a gente cheira pó. Se paramos de cheirar, metem bala porque paramos de cheirar. A única certeza é que os culpados somos sempre nós. E que uma bala atingirá nossa cabeça. É o catch-22 do socialismo moreno.
Na semana passada, assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Fizeram reféns, esvaziaram apartamentos, espancaram moradores. Isso tudo só aconteceu, de acordo com o teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Os assaltantes enganaram o porteiro fazendo-se passar por oficiais judiciários. Coincidentemente, naquele mesmo dia, num intervalo de dez minutos, dois oficiais judiciários bateram à minha porta, porque fui denunciado por uns comparsas de Lula.
Lula? Sim, há Lula nessa história. Como em todas as outras. Muita gente reclama porque eu falo demais sobre ele. Está todo mundo cheio do Lula. Ninguém mais quer saber dele. E o segundo mandato ainda nem começou. Nos últimos dias, um leitor publicou até uma carta aberta na internet, pedindo-me a delicadeza de mudar de assunto. Compreendo perfeitamente o sentimento. Lula cansa, aborrece, enauseia. Só que ele é como droga. Se a gente a consome, se dana. Se pára de consumi-la, se dana do mesmo jeito.
Lula – o meu Lula – já não é mais o presidente Lula. É um estado mental. É o símbolo da nossa incapacidade de pensar direito. É o gremlin que emperra o país. Cedo ou tarde o presidente Lula será esquecido. Até mesmo por mim. Nem os lulistas se lembrarão dele. Porque ele é desimportante. Mas seu espírito atarantado continuará entre nós, com outro nome, com outra cara. Euclides da Cunha disse tudo o que era necessário dizer sobre a nossa raça. Lula – o meu Lula – é a mais perfeita síntese euclidiana. Ele representa o "temperamento delirante", o "senso moral deprimido", o "fetichismo bárbaro", a "servidão inconsciente", a "preguiça invencível", o "desequilíbrio incurável", a "fealdade", a "psicose coletiva", a "degenerescência intelectual" que nos impediu de viver "num meio mais adiantado".
Euclides da Cunha sentenciou: "Ou progredimos, ou desaparecemos". O Brasil o desmentiu: nem progrediu, nem desapareceu. Ficou parado numa "fase remota da evolução". Eu parei. Nós paramos. Lula parou. Para sempre.
Fonte: revista veja edição 1985 de 06.12.2006
"Assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Isso tudo só aconteceu, de acordo como teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Lula? Sim,há Lula nessa história. Ele é um estado mental"
Cheire pó. Quanto mais, melhor. Há um aumento da criminalidade no Rio de Janeiro. A polícia diz que é porque os ricos passaram a consumir menos drogas. A partir do momento em que os ricos passaram a consumir menos drogas, os traficantes pobres foram obrigados a recorrer a outros meios. Daí o atual aumento de assaltos, seqüestros e assassinatos, segundo a polícia.
Até outro dia se dizia o contrário. Dizia-se que era o consumo de drogas dos ricos que alimentava a criminalidade dos traficantes pobres. Se os ricos consumissem menos drogas, a criminalidade diminuiria. É complicado saber o que fazer. Se a gente cheira pó, metem bala na nossa cabeça porque a gente cheira pó. Se paramos de cheirar, metem bala porque paramos de cheirar. A única certeza é que os culpados somos sempre nós. E que uma bala atingirá nossa cabeça. É o catch-22 do socialismo moreno.
Na semana passada, assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Fizeram reféns, esvaziaram apartamentos, espancaram moradores. Isso tudo só aconteceu, de acordo com o teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Os assaltantes enganaram o porteiro fazendo-se passar por oficiais judiciários. Coincidentemente, naquele mesmo dia, num intervalo de dez minutos, dois oficiais judiciários bateram à minha porta, porque fui denunciado por uns comparsas de Lula.
Lula? Sim, há Lula nessa história. Como em todas as outras. Muita gente reclama porque eu falo demais sobre ele. Está todo mundo cheio do Lula. Ninguém mais quer saber dele. E o segundo mandato ainda nem começou. Nos últimos dias, um leitor publicou até uma carta aberta na internet, pedindo-me a delicadeza de mudar de assunto. Compreendo perfeitamente o sentimento. Lula cansa, aborrece, enauseia. Só que ele é como droga. Se a gente a consome, se dana. Se pára de consumi-la, se dana do mesmo jeito.
Lula – o meu Lula – já não é mais o presidente Lula. É um estado mental. É o símbolo da nossa incapacidade de pensar direito. É o gremlin que emperra o país. Cedo ou tarde o presidente Lula será esquecido. Até mesmo por mim. Nem os lulistas se lembrarão dele. Porque ele é desimportante. Mas seu espírito atarantado continuará entre nós, com outro nome, com outra cara. Euclides da Cunha disse tudo o que era necessário dizer sobre a nossa raça. Lula – o meu Lula – é a mais perfeita síntese euclidiana. Ele representa o "temperamento delirante", o "senso moral deprimido", o "fetichismo bárbaro", a "servidão inconsciente", a "preguiça invencível", o "desequilíbrio incurável", a "fealdade", a "psicose coletiva", a "degenerescência intelectual" que nos impediu de viver "num meio mais adiantado".
Euclides da Cunha sentenciou: "Ou progredimos, ou desaparecemos". O Brasil o desmentiu: nem progrediu, nem desapareceu. Ficou parado numa "fase remota da evolução". Eu parei. Nós paramos. Lula parou. Para sempre.
Fonte: revista veja edição 1985 de 06.12.2006
Curtas
INSS pagou R$ 33,5 bi indevidos, em 2005
Uma auditoria especial realizada pelo Tribunal de Contas da União verificou irregularidades no pagamento de cerca de 23% dos benefícios da Previdência Social, durante o ano de 2005. Para o ministro Marcos Vilaça, relator da auditoria, baseando-se em um "cálculo raso", pode-se concluir que do total de R$ 146 bilhões em benefícios da Previdência pagos no ano passado, aproximadamente R$ 33,5 bilhões foram indevidos. Em seu voto, Vilaça adverte que o pagamento irregular foi constatado em 23% da amostra e chamou de "empírica" a projeção sobre o total.
Prefeito desafia Wagner a acabar programa
O prefeito de Feira de Santana (BA), José Reinaldo de Carvalho (PFL), assegurou aos 650 pequenos agricultores do Programa de Avicultura Familiar que vai dar continuidade ao programa, independente da decisão do futuro governo petista de Jaques Wagner de mantê-lo ou não. O programa é uma parceria do governo estadual. Feira de Santana é agora o principal reduto do carlismo na Bahia. José Ronaldo foi reeleito com quase 80% dos votos e pode bater chapa com Wagner, em 2010.
Brasil e Moçambique firmam acordo vazio
O ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República) e o ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, David Simango, assinam logo mais às 15h, em Brasília, um protocolo estabelecendo que "projetos desenvolvidos em ambos os países possam ser alvo de reflexões, estudos e pesquisas, visando o aproveitamento das metodologias e o intercâmbio de estratégias e tecnologias", segundo nota do Palácio do Planalto. Noves fora, nada. No Itamaraty, diplomatas acham que se trata apenas de um factóide para justificar a viagem do ministro moçambicano. Talvez por isso, o evento não receeu a chancela do Ministério das Relações Exteriores.
TCU não dificultou a compra de equipamentos
O ministro Guilherme Palmeira, presidente do Tribunal de Contas da União, negou categoricamente que o TCU tenha criado dificuldades para a importação de equipamentos necessários ao sistema de controle de vôo. A informação tem sido difundida por fontes do setor aeronáutico, no governo. Na verdade, autoridades se queixam é dos obstáculos legais à compra direta, sem licitação. Palmeira afirmou que o Tribunal apenas cria dificuldades para a prática de irregularidades, e quando verifica falhas nos processos de aquisição faz as recomendações corrigir o problema. O ministro lembra até que o TCU aprovou, sem demora, em caráter emergencial, uma autorização especial para que o Comando da Aeronáutica promovesse até mesmo a contratação de pessoal sem concurso, por prazo determinado. Até hoje, passados 45 dias, nenhuma providência foi tomada.
Wagner anuncia secretariado na Bahia
O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, anunciou o seu secretariado esta manhã, em Salvador. Ele confirmou os futuros ocupantes de vinte cargos, mas três ainda permanecem indefinidas (Planejamento, Administração e Ciência e Tecnologia). São os seguintes os nomes confirmados, contemplando representantes do partido de Wagner, o PT, e os aliados PSB, PMDB, PTB, PV e PCdoB: Casa Civil - Eva Maria - (PT); Chefe de Gabinete - Fernando Schimdt (PSB); Articulação - Ruy Costa (PT); Fazenda - Carlos Martins (PT); Saúde - Jorge Solla (PT); Educação - Adeum Sauer (PT); Desenvolvimento Social - Walmir Assunção (PT); Trabalho - Nilton Vasconcelos (PCdoB); Justiça - Marília Murici; Turismo - Domingos Leonelli (PSB); Desenvolvimento Regional - Edmon Lucas (PTB); Promoção Social - Luiz Alberto (PT); Segurança - Paulo Bezerra (delegado federal); Agricultura - Geraldo Simões (PT); Desenvolvimento Urbano - Afonso Florêncio; Infraestrutura e Transportes - Batista Neves (PMDB); Indústria, Comércio e Mineração - Rafael Amoedo (PMDB); Meio Ambiente - Juliano Matos (PV); Procurador Geral - Rui Moraes Cruz; e Cultura - Marcio Meirelles
Eduardo Campos irrita evangélicos
O governador eleito de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, despertou o diabo entre os evangélicos ao afirmar que o partido não pode crescer de qualquer jeito, ou corre o risco de logo estar filiando pastores evangélicos.
Até petistas votaram no candidato de ACM
O futuro ministro do Tribunal de Contas da União, deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), foi bem votado até mesmo na bancada do PT. Deputados petistas como os baianos Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro preferiram votar o candidato apoiado por ACM a ajudar a eleger o colega Paulo Delgado (PT-MG), de quem não gostam.
PMDB: deputados negam opções a Lula
Senadores e deputados federais do PMDB querem apresentar ao presidente uma lista pronta com quatro nomes para igual número de ministérios, no governo. O presidente pediu que apresentassem vários nomes para cada cargo, a fim de que ele faça a escolha, mas os deputados não querem fazer isso.
Dirceu diverge de Genoino
José Dirceu trombou com o ex-presidente do PT José Genoino. Enquanto o ex-ministro trabalha para eleger Arlindo Chinaglia presidente da Câmara, Genoino defende abertamente a reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Bancos desdenham de afrodescendentes
A Febraban adiou a reunião sobre a diversidade nos bancos, dia 13, na Câmara. O vice-procurador geral do Trabalho, Otávio Lopes, lamentou o desinteresse da federação de bancos na inclusão de afrodescendentes.
Todo poder aos partidos
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defende uma tese para “destravar” o governo Lula: entregar integralmente os ministérios, de “porteira fechada”, aos partidos de seus titulares. Ela avalia que resultou desastroso o modelo implantado pelo antecessor José Dirceu, em que só o ministro era produto de indicação partidária. Dilma tem dito no Palácio do Planalto que os partidos devem responder pelo desempenho dos ministros que indicarem.
Empregado
O ex-ministro da Saúde Humberto Costa garantiu emprego em 2007: será secretário do governo Eduardo Campos (PSB), em Pernambuco.
Jogging
A senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT, costuma freqüentar o Palácio do Planalto diariamente, mas ontem fez o caminho a pé, e sozinha.
ACM 1x0
Lula atribui a “vitória de ACM” à desastrada candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara: o deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), ligado ao babalaô, será ministro do Tribunal de Contas da União.
Fez bonito
Em recente visita a Barcelona, Jaques Wagner (PT), governador eleito da Bahia, elogiou a honestidade do atual, Paulo Souto (PFL), e garantiu, ante a platéia de empresários de turismo: “Honrarei todos os seus compromissos”.
Ausência
O deputado Raul Jungmann (PMD-PE), crítico contumaz de colegas faltosos e “professor” de ética parlamentar, não apareceu na sessão que livrou o colega José Janene (PP-PR) da cassação.
Nos ares
O espaço aéreo brasileiro não tem disco voador. Tem (Waldir) Pires voador.
Fonmte:www.claudiohumberto.com.br
Uma auditoria especial realizada pelo Tribunal de Contas da União verificou irregularidades no pagamento de cerca de 23% dos benefícios da Previdência Social, durante o ano de 2005. Para o ministro Marcos Vilaça, relator da auditoria, baseando-se em um "cálculo raso", pode-se concluir que do total de R$ 146 bilhões em benefícios da Previdência pagos no ano passado, aproximadamente R$ 33,5 bilhões foram indevidos. Em seu voto, Vilaça adverte que o pagamento irregular foi constatado em 23% da amostra e chamou de "empírica" a projeção sobre o total.
Prefeito desafia Wagner a acabar programa
O prefeito de Feira de Santana (BA), José Reinaldo de Carvalho (PFL), assegurou aos 650 pequenos agricultores do Programa de Avicultura Familiar que vai dar continuidade ao programa, independente da decisão do futuro governo petista de Jaques Wagner de mantê-lo ou não. O programa é uma parceria do governo estadual. Feira de Santana é agora o principal reduto do carlismo na Bahia. José Ronaldo foi reeleito com quase 80% dos votos e pode bater chapa com Wagner, em 2010.
Brasil e Moçambique firmam acordo vazio
O ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República) e o ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, David Simango, assinam logo mais às 15h, em Brasília, um protocolo estabelecendo que "projetos desenvolvidos em ambos os países possam ser alvo de reflexões, estudos e pesquisas, visando o aproveitamento das metodologias e o intercâmbio de estratégias e tecnologias", segundo nota do Palácio do Planalto. Noves fora, nada. No Itamaraty, diplomatas acham que se trata apenas de um factóide para justificar a viagem do ministro moçambicano. Talvez por isso, o evento não receeu a chancela do Ministério das Relações Exteriores.
TCU não dificultou a compra de equipamentos
O ministro Guilherme Palmeira, presidente do Tribunal de Contas da União, negou categoricamente que o TCU tenha criado dificuldades para a importação de equipamentos necessários ao sistema de controle de vôo. A informação tem sido difundida por fontes do setor aeronáutico, no governo. Na verdade, autoridades se queixam é dos obstáculos legais à compra direta, sem licitação. Palmeira afirmou que o Tribunal apenas cria dificuldades para a prática de irregularidades, e quando verifica falhas nos processos de aquisição faz as recomendações corrigir o problema. O ministro lembra até que o TCU aprovou, sem demora, em caráter emergencial, uma autorização especial para que o Comando da Aeronáutica promovesse até mesmo a contratação de pessoal sem concurso, por prazo determinado. Até hoje, passados 45 dias, nenhuma providência foi tomada.
Wagner anuncia secretariado na Bahia
O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, anunciou o seu secretariado esta manhã, em Salvador. Ele confirmou os futuros ocupantes de vinte cargos, mas três ainda permanecem indefinidas (Planejamento, Administração e Ciência e Tecnologia). São os seguintes os nomes confirmados, contemplando representantes do partido de Wagner, o PT, e os aliados PSB, PMDB, PTB, PV e PCdoB: Casa Civil - Eva Maria - (PT); Chefe de Gabinete - Fernando Schimdt (PSB); Articulação - Ruy Costa (PT); Fazenda - Carlos Martins (PT); Saúde - Jorge Solla (PT); Educação - Adeum Sauer (PT); Desenvolvimento Social - Walmir Assunção (PT); Trabalho - Nilton Vasconcelos (PCdoB); Justiça - Marília Murici; Turismo - Domingos Leonelli (PSB); Desenvolvimento Regional - Edmon Lucas (PTB); Promoção Social - Luiz Alberto (PT); Segurança - Paulo Bezerra (delegado federal); Agricultura - Geraldo Simões (PT); Desenvolvimento Urbano - Afonso Florêncio; Infraestrutura e Transportes - Batista Neves (PMDB); Indústria, Comércio e Mineração - Rafael Amoedo (PMDB); Meio Ambiente - Juliano Matos (PV); Procurador Geral - Rui Moraes Cruz; e Cultura - Marcio Meirelles
Eduardo Campos irrita evangélicos
O governador eleito de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, despertou o diabo entre os evangélicos ao afirmar que o partido não pode crescer de qualquer jeito, ou corre o risco de logo estar filiando pastores evangélicos.
Até petistas votaram no candidato de ACM
O futuro ministro do Tribunal de Contas da União, deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), foi bem votado até mesmo na bancada do PT. Deputados petistas como os baianos Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro preferiram votar o candidato apoiado por ACM a ajudar a eleger o colega Paulo Delgado (PT-MG), de quem não gostam.
PMDB: deputados negam opções a Lula
Senadores e deputados federais do PMDB querem apresentar ao presidente uma lista pronta com quatro nomes para igual número de ministérios, no governo. O presidente pediu que apresentassem vários nomes para cada cargo, a fim de que ele faça a escolha, mas os deputados não querem fazer isso.
Dirceu diverge de Genoino
José Dirceu trombou com o ex-presidente do PT José Genoino. Enquanto o ex-ministro trabalha para eleger Arlindo Chinaglia presidente da Câmara, Genoino defende abertamente a reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
Bancos desdenham de afrodescendentes
A Febraban adiou a reunião sobre a diversidade nos bancos, dia 13, na Câmara. O vice-procurador geral do Trabalho, Otávio Lopes, lamentou o desinteresse da federação de bancos na inclusão de afrodescendentes.
Todo poder aos partidos
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defende uma tese para “destravar” o governo Lula: entregar integralmente os ministérios, de “porteira fechada”, aos partidos de seus titulares. Ela avalia que resultou desastroso o modelo implantado pelo antecessor José Dirceu, em que só o ministro era produto de indicação partidária. Dilma tem dito no Palácio do Planalto que os partidos devem responder pelo desempenho dos ministros que indicarem.
Empregado
O ex-ministro da Saúde Humberto Costa garantiu emprego em 2007: será secretário do governo Eduardo Campos (PSB), em Pernambuco.
Jogging
A senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT, costuma freqüentar o Palácio do Planalto diariamente, mas ontem fez o caminho a pé, e sozinha.
ACM 1x0
Lula atribui a “vitória de ACM” à desastrada candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara: o deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), ligado ao babalaô, será ministro do Tribunal de Contas da União.
Fez bonito
Em recente visita a Barcelona, Jaques Wagner (PT), governador eleito da Bahia, elogiou a honestidade do atual, Paulo Souto (PFL), e garantiu, ante a platéia de empresários de turismo: “Honrarei todos os seus compromissos”.
Ausência
O deputado Raul Jungmann (PMD-PE), crítico contumaz de colegas faltosos e “professor” de ética parlamentar, não apareceu na sessão que livrou o colega José Janene (PP-PR) da cassação.
Nos ares
O espaço aéreo brasileiro não tem disco voador. Tem (Waldir) Pires voador.
Fonmte:www.claudiohumberto.com.br
Josias de Souza

Campeão de votos, Ciro vira deputado sem-banheiro
Antes do discurso inaugural, antes do primeiro projeto de lei, o grande desafio dos novos deputados é conseguir um bom gabinete. Em outros tempos, cada um usava as armas de que dispunha. Prestígio, gritos, vantagens financeiras, etc...
Neste ano decidiu-se levar os gabinetes a um sorteio semelhante àquele que a Caixa Econômica Federal faz nas extrações de loteria. Submetidos à sorte das bolinhas, campeões de voto foram igualados a colegas que passaram raspando pelas urnas.
Por exemplo: Ciro Gomes (PSB-CE), dono de vistosos 667,8 mil votos, terá de contentar-se com um gabinete sem banheiro, no Edifício Anexo 3 da Câmara. O apelido do prédio diz tudo sobre a qualidade de suas acomodações: “favelão”.
Juvenil Alves (PT-MG), o profissional de mais de R$ 1 bilhão, ainda não sabe se vai tomar posse. O Ministério Público quer cassar-lhe a diplomação. Mas, no sorteio, tirou a sorte grande. Ganhou um gabinete no Anexo 4. Ali, as salas são maiores e mais confortáveis. E têm banheiro.
Obs: Foto do vaso acrescentada pela editoria do vertudo.
Nem só com aumentos de salários se preocupam os ministros do Poder Judiciário
Ministros do STF são apresentados à lei da selvaDiz-se que o processo é o mundo do juiz. O que não está nos autos não existe no universo, eis a regra do bom julgador. Pois bem, no final da noite desta quinta-feira (7), a presidente e o vice do STF, Ellen Gracie e Gilmar Mendes, descobriram que há mais coisas entre o céu e a página do processo do que pode imaginar a vã filosofia togada.
Gracie e Mendes foram apresentados a um tipo de lei que só conheciam de ouvir dizer: a lei da selva. Deu-se no Rio de Janeiro. Mais precisamente na Linha Vermelha. É via obrigatória dos passageiros que desembarcam em solo carioca.
No caminho que separa a aridez do aeroporto da elegância da zona Sul do Rio, Gracie e Mendes percorreram os quilômetros regulamentares de miséria que margeiam o asfalto. Ao longo de 22 quilômetros, há 17 favelas. Súbito, viram-se no meio de um arrastão.
Ladrões bloquearam a avenida por cinco minutos. Tempo bastante para livrar as vítimas de certos pertences. No caso de Gracie e Mendes, “o limpa”, no dizer próprio da bandidagem, foi “geral”. Incluiu o automóvel.
Presidente e vice do Supremo foram largados ali, noite alta, à beira da estrada. "Foi tudo muito rápido. Eram uns dez bandidos. Cercaram vários carros e roubaram todo mundo. Acho que os ladrões não sabiam quem eles eram", contou uma das vítimas do assalto, que prestou queixa na delegacia.
Gracie e Mendes deram-se conta de quão injusto é o mundo que pulsa fora dos autos. Data vênia, todo cidadão é igual perante a lei da selva. Mas o cidadão abonado, por mais igual, merece tratamento especial.
Por sorte, Gracie e Mendes não tardaram a ser resgatados. Recolheu-os o carro da “segurança”, que vinha mais atrás. Informada de todo o ocorrido -inclusive do nome das vítimas-, a polícia carioca entrou imediatamente em ação. Ainda de madrugada, perseguiu seis suspeitos. Trocou tiros com eles. Dois morreram. Quatro fugiram.
Reza o artigo 1º da lei da selva: Na perseguição à bandidagem pé-de-chinelo, atira-se primeiro; pergunta-se depois. Em meio ao fogo cruzado, safam-se os que têm as melhores pernas, não os melhores advogados, acrescenta um inciso pendurado ao artigo.
Fonte: blog do josias de souza
Mares negros, tristes mares, de lodo e obscurantismo. Viva a era da Apologia da Ignorancia.

Último suspiro de um velho moço no mar de Brasília
O mar de Brasília é o céu. O azul oceânico convida todos os olhares ao mergulho. Seco, o mar de Brasília não é dado a tormentas. Mas há meses do ano em que ele se encapota. O dia termina mais cedo. Sabe-se que ainda não é noite porque o Sol, embora recolhido, deixa na atmosfera o hálito de fornalha.
Nesta quinta, o repórter Lula Marques pilhou o mar de Brasília num de seus raros instantes de rebeldia. Com o mau tempo a rosnar sobre os prédios dos ministérios, ondas de nuvens penumbrosas recobriram de cinza a praia de uma Esplanada na bica de ser reocupada.
Curiosa coincidência. É como se o mar de Brasília desejasse antecipar a visão do novo ministério que Lula II, em dores de parto, prepara-se para dar à luz. Por trás da penumbra, vislumbra-se o arco-íris do futuro. Tem as cores da fatalidade.
Prevalecem os tons de PMDB. Embora esmaecidas, percebem-se também as pitadas de PT, PP, PL e PTB. São as tonalidades de ontem. Prenúncio de que o amanhã se resumirá a uma troca de cúmplices. Pena. O novo governo arrisca-se a morrer jovem. Afogado nas nuvens do mar de Brasília.
“Ah, como dói viver quando falta a esperança!” –suspirava, tísico, um Manuel Bandeira de 1912. Tão antigo e fora de moda quanto o gramofone. Tão atual e contemporâneo quanto a “coalizão.”
Fonte: blog do josias de souza
Cláusula de Caveira
07/12/2006
STF derruba cláusula de barreira
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a cláusula de barreira é inconstitucional. Por unanimidade, os ministros presentes acompanharam o voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que considerou que a legislação provocaria o "massacre das minorias".
Dessa forma, os ministros do STF acataram a a adin (ação direta de inconstitucionalidade) promovida pelo PC do B com o apoio do PDT, PSB, PV, PSC, PSOL, PRB e PPS (agora MD). O argumento dessas legendas é que a lei 9.096, de 1995, que criou as regras da cláusula, fere o direito de manifestação política das minorias.
A regra --prevista na Lei dos Partidos Políticos-- estabelecia que os partidos que não tivessem 5% dos votos para deputados federal ficariam com dois minutos por semestre, em rede nacional de rádio e de TV, teriam de ratear com todos os demais partidos 1% dos cerca de R$ 120 milhões do Fundo Partidário. Além disso, esses partidos pequenos não teriam direito a funcionamento parlamentar: seus deputados e senadores poderiam falar e votar no plenário, mas não teriam líderes nem estrutura de liderança.
Aprovada em 1995, a cláusula de barreira seria aplicada pela primeira nas eleições deste ano. Pelo resultado deste ano, só sete dos 29 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) conseguiriam atingir os percentuais previstos pela cláusula de barreira. Outros 22 teriam seus direitos de funcionamento reduzidos pela nova regra.
Cláusula de caveira
Ao anunciar sua decisão, Marco Aurélio classificou a regra de "esdrúxula, extravagante e incongruente". "É injusto porque coloca na vala comum partidos como o PPS, o PC do B, o PV e PSOL, que não podem ser tidos como partidos de aluguel", disse ele.
O relator citou os casos do vice-presidente da República, José Alencar, e do presidente da Câmara, Aldo Rebelo. Os dois foram eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de barreira --PRB e PC do B, respectivamente.
"A partir do momento em que se admite que o partido sobreviva, mas sem funcionamento parlamentar, se tem a asfixia desses partidos", afirmou.
Segundo ele, a cláusula provocaria o "massacre das minorias, o que não é bom em termos democráticos".
O ministro Carlos Ayres disse que a regra deveria se chamar "cláusula de caveira" porque levaria à morte os pequenos partidos. A ministra Carmem Lúcia argumentou que a "minoria de hoje tem que ter espaço para ser maioria amanhã" e que a cláusula de barreira não permitiria o crescimento dos pequenos partidos.
O ministro Ricardo Lewandowski disse que a cláusula "fere de morte o pluralismo político".
Fonte: folha online
STF derruba cláusula de barreira
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a cláusula de barreira é inconstitucional. Por unanimidade, os ministros presentes acompanharam o voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que considerou que a legislação provocaria o "massacre das minorias".
Dessa forma, os ministros do STF acataram a a adin (ação direta de inconstitucionalidade) promovida pelo PC do B com o apoio do PDT, PSB, PV, PSC, PSOL, PRB e PPS (agora MD). O argumento dessas legendas é que a lei 9.096, de 1995, que criou as regras da cláusula, fere o direito de manifestação política das minorias.
A regra --prevista na Lei dos Partidos Políticos-- estabelecia que os partidos que não tivessem 5% dos votos para deputados federal ficariam com dois minutos por semestre, em rede nacional de rádio e de TV, teriam de ratear com todos os demais partidos 1% dos cerca de R$ 120 milhões do Fundo Partidário. Além disso, esses partidos pequenos não teriam direito a funcionamento parlamentar: seus deputados e senadores poderiam falar e votar no plenário, mas não teriam líderes nem estrutura de liderança.
Aprovada em 1995, a cláusula de barreira seria aplicada pela primeira nas eleições deste ano. Pelo resultado deste ano, só sete dos 29 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) conseguiriam atingir os percentuais previstos pela cláusula de barreira. Outros 22 teriam seus direitos de funcionamento reduzidos pela nova regra.
Cláusula de caveira
Ao anunciar sua decisão, Marco Aurélio classificou a regra de "esdrúxula, extravagante e incongruente". "É injusto porque coloca na vala comum partidos como o PPS, o PC do B, o PV e PSOL, que não podem ser tidos como partidos de aluguel", disse ele.
O relator citou os casos do vice-presidente da República, José Alencar, e do presidente da Câmara, Aldo Rebelo. Os dois foram eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de barreira --PRB e PC do B, respectivamente.
"A partir do momento em que se admite que o partido sobreviva, mas sem funcionamento parlamentar, se tem a asfixia desses partidos", afirmou.
Segundo ele, a cláusula provocaria o "massacre das minorias, o que não é bom em termos democráticos".
O ministro Carlos Ayres disse que a regra deveria se chamar "cláusula de caveira" porque levaria à morte os pequenos partidos. A ministra Carmem Lúcia argumentou que a "minoria de hoje tem que ter espaço para ser maioria amanhã" e que a cláusula de barreira não permitiria o crescimento dos pequenos partidos.
O ministro Ricardo Lewandowski disse que a cláusula "fere de morte o pluralismo político".
Fonte: folha online
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Cesar Maia
1. Do professor Ulrich Beck da Universidade de Munich. Um lúcido -e raro- pensador de esquerda no mundo de hoje.
Diz ele: a) Quanto mais as relações de trabalho sejam desregularizadas e flexibilizadas, mais rapidamente a sociedade será transformada de uma sociedade do trabalho em uma sociedade do risco, na qual nem o modo de vida para as pessoas, nem as medidas para o Estado e a política, serão previsíveis.
b) A margem de manobra do Estado é reduzida ao dilema entre financiar um menor nível de pobreza, em troca de um alto nível de desemprego, ( como ocorre na maioria dos paises europeus), ou então, aceitar a pobreza evidente com um nível de desemprego menor, como nos EUA.
c) A renúncia a utopia significa a renúncia ao poder. A renúncia aberta à utopia é um cheque em branco ao abandono da política por parte da própria política. Só quem é capaz de entusiasmar-se, ganha apoios e conquista o poder. Quanto mais imaginativa a política, mas crível e grande em seu entusiasmo se converte a pretensão de fazer política, tanto mais forte será, porque reativará sua própria lógica interna.
2. Do professor Natalio Botana -historiador e politólogo argentino. Um lúcido -e raro- pensador, que articula instrumentos teóricos com análise de conjuntura.
Diz ele: a) A arte da competitividade -a soma inteligente de alternativas e alternâncias-não se aprende da noite para a manhã. Na realidade, o desenvolvimento de tal estilo depende da capacidade representativa da sociedade civil. Se nossa sociedade é incapaz de fazê-lo e de apresentar alternativas viáveis frente às políticas que encarnam os governos, não há porque se estranhar que os sistemas sem alternância sigam impondo sua lógica. b) Assim, se provará, mais uma vez, que as hegemonias, personalistas ou de partidos, são também produto da debilidade dos contrários, ( da oposição). Na medida em que estes encontram algum vínculo de união, capaz de transcender o mero oportunismo eleitoral, as coisas começam a mudar.
3. Do analista Daniel Cohen no Le Monde de 23 de novembro, analisando a vitória de Segolene Royal na convenção do PS francês.
Diz ele: Os candidatos tendem a radicalizar as suas posições, via Radicalismo Estratégico ou Radicalismo Partidário. O radicalismo estratégico obedece a um simples principio: um partido tem todo o interesse de fazer surgir temas de campanha que unem seu próprio campo e dividem o do adversário. O radicalismo partidário é completamente diferente. Busca agradar o coração de suas bases respectivas mais que o conjunto do tabuleiro.
Fonte: ex-blog do Cesar Maia
Diz ele: a) Quanto mais as relações de trabalho sejam desregularizadas e flexibilizadas, mais rapidamente a sociedade será transformada de uma sociedade do trabalho em uma sociedade do risco, na qual nem o modo de vida para as pessoas, nem as medidas para o Estado e a política, serão previsíveis.
b) A margem de manobra do Estado é reduzida ao dilema entre financiar um menor nível de pobreza, em troca de um alto nível de desemprego, ( como ocorre na maioria dos paises europeus), ou então, aceitar a pobreza evidente com um nível de desemprego menor, como nos EUA.
c) A renúncia a utopia significa a renúncia ao poder. A renúncia aberta à utopia é um cheque em branco ao abandono da política por parte da própria política. Só quem é capaz de entusiasmar-se, ganha apoios e conquista o poder. Quanto mais imaginativa a política, mas crível e grande em seu entusiasmo se converte a pretensão de fazer política, tanto mais forte será, porque reativará sua própria lógica interna.
2. Do professor Natalio Botana -historiador e politólogo argentino. Um lúcido -e raro- pensador, que articula instrumentos teóricos com análise de conjuntura.
Diz ele: a) A arte da competitividade -a soma inteligente de alternativas e alternâncias-não se aprende da noite para a manhã. Na realidade, o desenvolvimento de tal estilo depende da capacidade representativa da sociedade civil. Se nossa sociedade é incapaz de fazê-lo e de apresentar alternativas viáveis frente às políticas que encarnam os governos, não há porque se estranhar que os sistemas sem alternância sigam impondo sua lógica. b) Assim, se provará, mais uma vez, que as hegemonias, personalistas ou de partidos, são também produto da debilidade dos contrários, ( da oposição). Na medida em que estes encontram algum vínculo de união, capaz de transcender o mero oportunismo eleitoral, as coisas começam a mudar.
3. Do analista Daniel Cohen no Le Monde de 23 de novembro, analisando a vitória de Segolene Royal na convenção do PS francês.
Diz ele: Os candidatos tendem a radicalizar as suas posições, via Radicalismo Estratégico ou Radicalismo Partidário. O radicalismo estratégico obedece a um simples principio: um partido tem todo o interesse de fazer surgir temas de campanha que unem seu próprio campo e dividem o do adversário. O radicalismo partidário é completamente diferente. Busca agradar o coração de suas bases respectivas mais que o conjunto do tabuleiro.
Fonte: ex-blog do Cesar Maia
Cesar Maia
O DRAMA DO GOVERNO LULA EM 2007 ! OU...PARECE MAS NÃO É ! OU É ?
1. Parece absolutamente irracional Lula insistir para ter uma ampla base de apoio com vários partidos. Parece! Afinal quanto maior a base num quadro multipartidário inorgânico como o brasileiro, menor a chance de aprovar novas leis que tenham cheiro de reformas. O que um apóia, o outro rechaça. Com esta base não haverá nem reforma política, nem tributária, nem previdenciária, nem trabalhista, nem nada substantivo. Será uma rolagem do feijão com arroz.
2. Parece! Bem uma base tão ampla é pelo menos defensiva. Ou seja, não passa nada que Lula não queira. Mas se é para não passar nada além de abobrinhas, para que ter o custo político com todos os riscos cleptocráticos incorporados?
3. Parece! Parece mas não é ! Vejamos!
4. No ano de 2007 termina a CPMF e termina a autorização para desvinculações do gasto publico, ( saúde, educação,..), a DRU. Só que ambas são emendas constitucionais. Ou seja requerem para serem prorrogadas 60% dos votos efetivos.
5. O valor estimado alcança 30 bilhões de reais para a CPMF e um desvio de gasto de outros 30 bilhões, o que exigiria deslocar gastos de programas atuais.
6. O poder de fogo dos governadores e da oposição neste momento será muito grande. Dirão os governadores: -Mas se o governo federal quer desvinculação nós queremos também. Os prefeitos não ficarão atrás. Dirão os deputados e governadores ao descobrirem o poder que tem: -Bem, se ele quer rolar a CMPF o que sobra para nós ? Porque não criar uma porcentagem vinculada a estados e municípios, nos moldes do IR e IPI ?
7. Dirá a sociedade: -Mas esta CPMF é tão irracional,( só serve como imposto fiscalizador), porque não reduzir a alíquota à exatamente a mesmíssima coisa que o PT propôs e tentou emendar em 2002, que terminava a arrecadação e ficava a função fiscalizadora ? Ou, porque não poder abatê-la de outros tributos recolhidos pelas empresas e pessoas ?
8. Mas há um drama a mais. No caso da CPMF ou se vota até agosto ou não entra em janeiro de 2008.
9. Essa é a razão de fundo desta base tão ampla quanto irracional. Lula não quer saber de reforma nenhuma. Quer saber do dinheiro da CPMF e da liberdade para continuar gastando em qualquer lugar deixando as vinculações para o próximo governo.
Fonte: ex-blog Cesar Maia
1. Parece absolutamente irracional Lula insistir para ter uma ampla base de apoio com vários partidos. Parece! Afinal quanto maior a base num quadro multipartidário inorgânico como o brasileiro, menor a chance de aprovar novas leis que tenham cheiro de reformas. O que um apóia, o outro rechaça. Com esta base não haverá nem reforma política, nem tributária, nem previdenciária, nem trabalhista, nem nada substantivo. Será uma rolagem do feijão com arroz.
2. Parece! Bem uma base tão ampla é pelo menos defensiva. Ou seja, não passa nada que Lula não queira. Mas se é para não passar nada além de abobrinhas, para que ter o custo político com todos os riscos cleptocráticos incorporados?
3. Parece! Parece mas não é ! Vejamos!
4. No ano de 2007 termina a CPMF e termina a autorização para desvinculações do gasto publico, ( saúde, educação,..), a DRU. Só que ambas são emendas constitucionais. Ou seja requerem para serem prorrogadas 60% dos votos efetivos.
5. O valor estimado alcança 30 bilhões de reais para a CPMF e um desvio de gasto de outros 30 bilhões, o que exigiria deslocar gastos de programas atuais.
6. O poder de fogo dos governadores e da oposição neste momento será muito grande. Dirão os governadores: -Mas se o governo federal quer desvinculação nós queremos também. Os prefeitos não ficarão atrás. Dirão os deputados e governadores ao descobrirem o poder que tem: -Bem, se ele quer rolar a CMPF o que sobra para nós ? Porque não criar uma porcentagem vinculada a estados e municípios, nos moldes do IR e IPI ?
7. Dirá a sociedade: -Mas esta CPMF é tão irracional,( só serve como imposto fiscalizador), porque não reduzir a alíquota à exatamente a mesmíssima coisa que o PT propôs e tentou emendar em 2002, que terminava a arrecadação e ficava a função fiscalizadora ? Ou, porque não poder abatê-la de outros tributos recolhidos pelas empresas e pessoas ?
8. Mas há um drama a mais. No caso da CPMF ou se vota até agosto ou não entra em janeiro de 2008.
9. Essa é a razão de fundo desta base tão ampla quanto irracional. Lula não quer saber de reforma nenhuma. Quer saber do dinheiro da CPMF e da liberdade para continuar gastando em qualquer lugar deixando as vinculações para o próximo governo.
Fonte: ex-blog Cesar Maia
Notas
Waldir mentiu para proteger o governo
De Alberto Dines no Observatório da Imprensa:
"Waldir Pires politizou a tragédia desde o primeiro momento. E agora está pagando por isso. Os pilotos do Legacy eram americanos, logo eram liminarmente culpados – estavam na altitude errada, desligaram o transponder, não obedeceram às regras. O jornalista do New York Times que voava no Legacy declarou logo nos primeiros dias que há "pontos cegos" no espaço aéreo da Amazônia. O ministro Waldir Pires caiu de pau nele. Quando apareceram informações sobre o abalo emocional dos controladores que estavam na torre de Brasília na hora da tragédia, o ministro desmentiu. Com mentiras. Quando a categoria dos controladores resolveu agir e iniciar uma operação padrão para chamar a atenção da sociedade, o ministro fez pouco caso, declarou que não havia atrasos nos vôos, estava tudo normal nos aeroportos brasileiros. Mentiu novamente."
Ao gosto do freguês (Por Lucia Hippolito)
Determina o Art. 13 da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei nº9.096/95) que “tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados, obtenha o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de dois por cento do total de cada um deles.”
O perigo mora justamente na expressão “funcionamento parlamentar”.
Até agora, quando a cláusula de barreira ainda era um pesadelo distante, a interpretação mais corrente na Câmara era a de que, se o partido não superasse a dita cláusula, não teria direito a liderança, a indicar nomes para compor a Mesa da Câmara, nem as comissões técnicas, especiais, mistas ou CPIs.
Além, evidentemente, de perder a quase totalidade dos recursos do Fundo Partidário e do horário de rádio e TV.
A lei foi aprovada em 1995 – e nenhum dos partidos se preocupou com ela. Na hora agá, uma idéia sempre pinta.
Acontece que, por obra e graça (ou desgraça) das lambanças petistas, em 2005 a presidência da Câmara escapou por entre os dedos gulosos e desastrados do PT e caiu no colo de Severino Cavalcanti, com as conseqüências que se conhece.
Para tentar resolver a crise, adotou-se situação inédita no país – mais um troféu para a Síndrome do Marco Zero: nunca antes na história do Legislativo brasileiro o presidente da Câmara dos Deputados saíra de um partido nanico.
Mas Aldo Rebelo, do minúsculo PCdoB, cumpriu seu papel como fiel escudeiro do presidente Lula.
Presidiu a cassação de Roberto Jefferson e José Dirceu, presidiu a distribuição de toneladas de pizza nos processos dos outros mensaleiros, arquivou pedidos de impeachment do presidente Lula. Leal, fiel, discreto.
O presidente Lula gostou. E quer Aldo novamente como presidente da Câmara nos próximos dois anos.
Mas... No meio do caminho, tinha uma pedra. A lei. Uma bobagem, dirão os mais pragmáticos. Mas a lei da cláusula de barreira deveria entrar em vigor a partir de janeiro de 2007.
Como o PCdoB não superou a dita cláusula, Aldo Rebelo não pode ser nem líder de bancada, quanto mais presidente da Câmara dos Deputados. E agora?
Agora, dá-se um jeito. Apela-se ao TSE, ao STF, alega-se cerceamento à livre organização dos partidos. Qualquer coisa serve para driblar a lei.
Será que é assim mesmo que funcionam as democracias consolidadas?
Pelo jeito, no Brasil vamos viver eternamente uma democracia “ao gosto do freguês”.
Sabotagem, desinformação, invasão de pista
O caos ontem no aeroporto de Brasília foi muito mais grave do que refletiu até agora o noticiário dos jornais e das emissoras de rádio e de televisão.
1. De um grupo de agentes federais, no final da tarde, um ex-ministro de Estado, meu amigo de longa data, ouviu que houve de fato sabotagem na área do Cindacta 1 - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). Foram arrancados fios que ligavam equipamentos responsáveis pelo monitoramento de vôos.
2. O colapso das comunicações obrigou os responsáveis a suspender em vários aeroportos do país as decolagens com destino a Brasília. E aqui todas as decolagens. Aviões que voavam para Brasília foram obrigados a usar uma frequência de emergência para se comunicar e a se utilizar de rotas não convencionais.
Durante algumas horas as autoridades temeram uma tragédia.
3. Os mostradores de chegadas e de partidas no aeroporto de Brasília davam informações desencontradas. Naqueles instalados no saguão, vôos cancelados apareciam como confirmados - ao contrário do que informavam os mostradores da área de embarque. Muita gente perdeu o vôo por causa disso.
4. Perto da meia-noite, cerca de 300 pessoas irritadas invadiram a pista do aeroporto. Ali permaneceram por mais de uma hora coram cercadas por agentes de segurança. Os poucos aviões que decolaram depois dessa hora foram forçados a usar uma pista auxiliar.
5. Faltou comida no restaurante do aeroporto e nas lanchonetes.Acabou a água gelada.
6. As companhias de aviação se recusaram a oferecer hospedagem para os passageiros impedidos de voar. Alegaram que a culpa do cancelamento dos vôos não era delas. Os hotéis de Brasília estavam lotados. Muita gente dormiu no aeroporto ou em casas de amigos.
7. A Agência Nacional da Aviação Civil anunciou a suspensão de todas as decolagens previstas para após às 19h30 - mas várias acabaram mantidas mesmo com enorme atraso. E dezenas de passageiros perderam os vôos.
8. Nas vizinhanças de um balcão da TAM no início da noite houve troca de murros entre passageiros preteridos na hora do embarque de um vôo.
Senadores pedem a cabeça de Waldir Pires
A situação de Waldir Pires no Ministério da Defesa está cada vez pior. No Congresso, oposicionistas pediram a demissão do ministro do cargo. Governistas não o defenderam. Alguns, inclusive, reforçaram o coro.
Foi justamente um petista, Delcídio Amaral (MS), que deflagou os discursos no plenário em prol de uma decisão radical no governo:
- Esse é um assunto sério e que está chegando a uma gravidade tal que penso que o Presidente da República precisa se posicionar e alertar a população até para que as pessoas se preparem para isso. Ninguém merece isso! Portanto, nós temos que encarar essa questão com a gravidade que ela merece, mostrando claramente o que se planeja e não situações esparsas ou, então, entrevistas de curta duração para tentar mostrar que nós estamos preocupados. A situação exige um pronunciamento do Ministro da Defesa, de alguém que tenha autoridade, em cadeia nacional, para dizer o que vai ser feito e o que vai acontecer.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi direto:
- Não consigo mais ver Waldir Pires como ministro. Ele não é mais ministro.
O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (PSDB-CE), reforçou:
- Não existe hoje presidente da República, homem para chamar a si esse problema. O presidente age como uma pessoa estranha, completamente ausente. Não tem um ministro que assuma o setor. As entrevistas do ministro têm sido patéticas. Ele não sabe nada do assunto. O Brasil está vivendo a verdadeira bagunça, de falta de homem, de falta de pulso.
Ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que pouco tem a falar sobre o assunto, restou apenas dizer que se for preciso demitir o ministro, Lula o fará:
- O presidente está tomando as providências. Se precisar mudar alguém, ele vai mudar.
Fonte: blog do noblat
Mídia Isenta
61% da bancada investigada por controlar emissoras se reelege
De O Estado de S.Paulo, hoje:
"Nas eleições deste ano, conseguiram se reeleger 31 dos 51 deputados federais investigados sob acusação de serem donos de emissoras de rádio e TV. Onze deles ficaram entre os cinco mais votados em seus Estados. O índice de reeleição entre os proprietários de meios de comunicação eletrônicos, que atingiu 61%, foi muito superior ao geral da Câmara, de 51% - indicação de que ter emissora pode significar vantagem eleitoral." Leia mais
"A Câmara aprovou a outorga e a renovação das concessões de 58 emissoras de rádio e TV comerciais e de 77 educativas ou comunitárias. A votação foi feita em bloco - 135 processos foram chancelados de uma só vez. Deputados reclamam que nem o relator tem acesso a informações sobre o titular da concessão; não dá para saber se pertence a um parlamentar ou se cumpre as obrigações trabalhistas, por exemplo. Os processos são instruídos apenas por um relatório do Ministério das Comunicações."
06.12.2006
Fonte: blog do noblat
Josias de Souza
Lúcio revela acordo secreto da eleição no Ceará
Um mistério da eleição de 2006 –o rompimento entre os tucanos Lucio Alcântara, governador do Ceará, e Tasso Jereissati, presidente do PSDB—começou a ser elucidado. Quebrando o silêncio, Alcântara revelou os detalhes do enredo que produziu a encrenca. Inclui uma traição de Tasso ao tucanato e uma deslealdade de Ciro Gomes (PSB-CE) com Lula.
Segundo Lúcio Alcântara, Tasso o convidou para um encontro reservado. Deu-se em março de 2006, no apartamento do senador, em Brasília. Lá estava também Ciro Gomes. A dupla Tasso-Ciro propôs ao governador cearense o seguinte arranjo:
Lucio Alcântara deixaria de concorrer à reeleição. Disputaria uma cadeira no Senado. E declararia apoio à candidatura de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, ao governo do Ceará. Em troca, Cid apoiaria o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, contra Lula.
O acordo foi selado. Alcântara rejeitou a candidatura ao Senado. Disse que gostaria de cumprir o mandato de governador até o fim. Mas comprometeu-se a apoiar Cid Gomes. Em seguida, deu-se o inesperado.
Saindo da reunião com Tasso e Ciro, Alcântara comentou os detalhes do acordo com o coronel Zenóbio Guedes, seu chefe da Casa Militar. E Zenóbio deu com a língua nos dentes. Passou o segredo para o deputado tucano Adahil Barreto, que por sua vez, contou o que ouvira a outro deputado do PSDB, João Jaime.
Jaime relatou o ocorrido a Tasso Jereissati. Dias depois, abespinhado com o vazamento de um acerto que se pretendia secreto, o senador reuniu o PSDB cearense e declarou-se rompido com Lúcio Alcântara. O governador disse que, desde então, não falou mais nem com Tasso nem com Ciro. Mas diz ter apurado que os dois atribuíram a ele o vazamento do segredo do apartamento de Brasília.
Desfeito o acordo, Lucio Alcântara lançou-se candidato à reeleição. Foi surrado nas urnas por Cid Gomes, que subiu ao palanque empunhando a bandeira de Lula, não a de Alckmin. Hoje, Cid posa de governador alinhado com o Planalto, Tasso segue presidindo o PSDB que traiu e Ciro Gomes é cotado para ministro de um presidente ao qual tentou ser desleal. O relato acerca do acordo foi feito por Lúcio Alcântara em entrevista ao programa Questão Aberta, da TV Diário, do Ceará.
Fonte: blog do josias de souza
Um mistério da eleição de 2006 –o rompimento entre os tucanos Lucio Alcântara, governador do Ceará, e Tasso Jereissati, presidente do PSDB—começou a ser elucidado. Quebrando o silêncio, Alcântara revelou os detalhes do enredo que produziu a encrenca. Inclui uma traição de Tasso ao tucanato e uma deslealdade de Ciro Gomes (PSB-CE) com Lula.
Segundo Lúcio Alcântara, Tasso o convidou para um encontro reservado. Deu-se em março de 2006, no apartamento do senador, em Brasília. Lá estava também Ciro Gomes. A dupla Tasso-Ciro propôs ao governador cearense o seguinte arranjo:
Lucio Alcântara deixaria de concorrer à reeleição. Disputaria uma cadeira no Senado. E declararia apoio à candidatura de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, ao governo do Ceará. Em troca, Cid apoiaria o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, contra Lula.
O acordo foi selado. Alcântara rejeitou a candidatura ao Senado. Disse que gostaria de cumprir o mandato de governador até o fim. Mas comprometeu-se a apoiar Cid Gomes. Em seguida, deu-se o inesperado.
Saindo da reunião com Tasso e Ciro, Alcântara comentou os detalhes do acordo com o coronel Zenóbio Guedes, seu chefe da Casa Militar. E Zenóbio deu com a língua nos dentes. Passou o segredo para o deputado tucano Adahil Barreto, que por sua vez, contou o que ouvira a outro deputado do PSDB, João Jaime.
Jaime relatou o ocorrido a Tasso Jereissati. Dias depois, abespinhado com o vazamento de um acerto que se pretendia secreto, o senador reuniu o PSDB cearense e declarou-se rompido com Lúcio Alcântara. O governador disse que, desde então, não falou mais nem com Tasso nem com Ciro. Mas diz ter apurado que os dois atribuíram a ele o vazamento do segredo do apartamento de Brasília.
Desfeito o acordo, Lucio Alcântara lançou-se candidato à reeleição. Foi surrado nas urnas por Cid Gomes, que subiu ao palanque empunhando a bandeira de Lula, não a de Alckmin. Hoje, Cid posa de governador alinhado com o Planalto, Tasso segue presidindo o PSDB que traiu e Ciro Gomes é cotado para ministro de um presidente ao qual tentou ser desleal. O relato acerca do acordo foi feito por Lúcio Alcântara em entrevista ao programa Questão Aberta, da TV Diário, do Ceará.
Fonte: blog do josias de souza
Eliane Catanhêde
06/12/2006
Reage, Lula!
A crise do tráfego aéreo e dos aeroportos deixou de ser um movimento de controladores de vôo, uma responsabilidade da Aeronáutica, um problema do Ministério da Defesa. Trata-se de uma questão de governo. E grave.Lula deve interromper suas conversas com PMDB, PSB, PC do B ou seja lá o que for e dar prioridade absoluta a essa crise, que afeta não só negócios, o trabalho e o conforto de milhares de cidadãos brasileiros às vésperas de Natal e Ano Novo como atinge em cheio a imagem do sistema brasileiro de aviação no mundo todo.O choque no ar entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 29 de setembro, matando 154 pessoas, foi resultado de uma série de descuidos, falhas materiais e erros operacionais, mas acabou deixando não só a dor das famílias e uma comoção nacional como uma imensa ferida aberta no controle de tráfego aéreo.A imagem de excelência, no nível de Europa e Estados Unidos, ruiu de repente, tão de repente quanto o choque das asas do Legacy e do Boeing sobre os céus de Mato Grosso. Os operadores deflagraram uma operação-padrão, típica de movimentos sindicais civis, quando são em grande maioria militares. O governo se dividiu. O ministro da Defesa, Waldir Pires, tomou as dores dos manifestantes. A Aeronáutica decretou prontidão.Nisso tudo, Lula mais uma vez não viu, não sabia. A diferença é que, mesmo com a crise parando nas manchetes, continuou não vendo, não sabendo. Até o último lance: a pane de ontem, terça-feira, no sistema de rádio do Cindacta-1, o centro de controle de tráfego aéreo sediado em Brasília. Foi uma pane inédita, num sistema italiano que tem apenas seis anos de uso e é considerado dos mais modernos do mundo. E justamente num momento de crise e de insubordinação. Não é demais, convenhamos, admitir a hipótese de sabotagem. Aliás, não foi por outro motivo que a Aeronáutica chamou a Polícia Federal para participar das investigações.E como conviver com essa hipótese num sistema literalmente vital? Vital para as pessoas, para a aviação civil, para a economia e para a imagem externa do país?A situação é gravíssima. Sabemos todos o quanto o PMDB está sedento por poder e o quanto Lula está disposto a ceder. Mas devem esperar. Porque, como bumerangue, a crise vai mais cedo ou mais tarde bater direto na testa deles. Alguém tem que assumir a responsabilidade e dar um basta nesse caos.
Fonte: folha online
Reage, Lula!
A crise do tráfego aéreo e dos aeroportos deixou de ser um movimento de controladores de vôo, uma responsabilidade da Aeronáutica, um problema do Ministério da Defesa. Trata-se de uma questão de governo. E grave.Lula deve interromper suas conversas com PMDB, PSB, PC do B ou seja lá o que for e dar prioridade absoluta a essa crise, que afeta não só negócios, o trabalho e o conforto de milhares de cidadãos brasileiros às vésperas de Natal e Ano Novo como atinge em cheio a imagem do sistema brasileiro de aviação no mundo todo.O choque no ar entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 29 de setembro, matando 154 pessoas, foi resultado de uma série de descuidos, falhas materiais e erros operacionais, mas acabou deixando não só a dor das famílias e uma comoção nacional como uma imensa ferida aberta no controle de tráfego aéreo.A imagem de excelência, no nível de Europa e Estados Unidos, ruiu de repente, tão de repente quanto o choque das asas do Legacy e do Boeing sobre os céus de Mato Grosso. Os operadores deflagraram uma operação-padrão, típica de movimentos sindicais civis, quando são em grande maioria militares. O governo se dividiu. O ministro da Defesa, Waldir Pires, tomou as dores dos manifestantes. A Aeronáutica decretou prontidão.Nisso tudo, Lula mais uma vez não viu, não sabia. A diferença é que, mesmo com a crise parando nas manchetes, continuou não vendo, não sabendo. Até o último lance: a pane de ontem, terça-feira, no sistema de rádio do Cindacta-1, o centro de controle de tráfego aéreo sediado em Brasília. Foi uma pane inédita, num sistema italiano que tem apenas seis anos de uso e é considerado dos mais modernos do mundo. E justamente num momento de crise e de insubordinação. Não é demais, convenhamos, admitir a hipótese de sabotagem. Aliás, não foi por outro motivo que a Aeronáutica chamou a Polícia Federal para participar das investigações.E como conviver com essa hipótese num sistema literalmente vital? Vital para as pessoas, para a aviação civil, para a economia e para a imagem externa do país?A situação é gravíssima. Sabemos todos o quanto o PMDB está sedento por poder e o quanto Lula está disposto a ceder. Mas devem esperar. Porque, como bumerangue, a crise vai mais cedo ou mais tarde bater direto na testa deles. Alguém tem que assumir a responsabilidade e dar um basta nesse caos.
Fonte: folha online
sábado, dezembro 02, 2006
Josias de Souza
Verba do dossiê é caixa 2 do comitê Lula, dirá CPI
Já está pronto o roteiro do que será o relatório final da CPI das Sanguessugas. O documento irá anotar que o dinheiro amealhado por petistas para comprar o dossiê antitucano (R$ 1,7 milhão) veio do caixa dois do comitê eleitoral de Lula. A conclusão foi extraída de dados recolhidos do inquérito da Polícia Federal e de depoimentos dos petistas que Lula chamou de “aloprados”.
Coube ao deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) redigir o capítulo relativo ao dossiêgate. A idéia é que o texto seja incorporado ao relatório geral, sob a responsabilidade do senador Amir Lando (PMDB-RO). Gabeira evita falar em público a respeito da linha que irá adotar. O blog ouviu, porém, pessoas que assessoram o deputado e colegas com os quais Gabeira compartilhou os seus pontos de vista.
O que Gabeira diz, em reserva, é que chegou à “convicção” do envolvimento do comitê de Lula pelas “evidências” produzidas durante a investigação. O juízo formado pelo deputado é diferente da linha adotada pela Polícia Federal. A PF também caminha para concluir que o dinheiro do dossiê proveio de caixa dois eleitoral. Mas aponta não para o comitê de campanha de Lula, mas para o do petista Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo.
A exemplo da PF, o senador Amir Lando diz, entre quatro paredes, que pende para o comitê paulista. Gabeira não exclui a hipótese de atribuir responsabilidades compartilhadas aos dois comitês –o paulista e o nacional. Mas sustenta que as evidências mais contundentes apontam para o birô de campanha de Lula.
O texto do deputado dirá claramente, no entanto, que não há em toda a investigação nenhum elemento que o autorize a dizer que o presidente reeleito soube ou participou da encrenca. O mesmo se dá com o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que, à época em que os fatos ocorreram, presidia o PT e coordenava a campanha de Lula.
De acordo com o roteiro fixado por Gabeira, o relatório fará menção a Berzoini nos trechos em que os fatos serão historiados. As pessoas que lerem o relatório podem até intuir que é implausível a versão de que Berzoini desconhecia a tramóia do dossiê, como alega. De acordo com a CPI, ele inclusive já atuara na área de “inteligência” do comitê de Lula na eleição de 2002. Em 2006, de novo, foi o responsável direto pelo recrutamento de todos os “aloprados”. Trocou com eles um sem-número de telefonemas.
Objetivamente, porém, pelos dados de que dispõe até o momento, Gabeira alega não ter contra Berzoini senão um conjunto de indícios. Não se sente respaldado em provas para acusar o colega da prática de delitos. As evidências recolhidas até aqui só autorizam a CPI a responsabilizar Jorge Lorenzetti, ex-chefe do birô de “inteligência” do comitê de Lula, pelo planejamento da ação que resultou no escândalo do dossiê. Aos demais “aloprados” será atribuída a execução do plano.
Quanto à tipificação dos crimes, a assessoria da CPI busca nos compêndios jurídicos as leis e os artigos que servirão de base para solicitar ao ministério público o indiciamento dos “aloprados”. Eles serão enquadrados em três tipos de malfeitorias: além do delito eleitoral, fraude contra o sistema financeiro (compra de dólares por meio de laranjas) e manuseio de dinheiro da contravenção (jogo do bicho).
Quanto à parte financeira, os mais implicados, por ora, são Gedimar Passos e Valdebran Padilha. Vinculados ao comitê de Lula, os dois foram presos em 15 de setembro com R$ 1,7 milhão de má origem. Além deles, também Hamilton Lacerda, será mencionado no relatório da CPI como o homem da mala. Embora negue, Lacerda foi pilhado pelas câmeras do circuito interno do Hotel Íbis, em São Paulo, no instante em que transportou em duas malas o dinheiro apreendido pela PF.
Gabeira e a equipe de técnicos que o auxilia trabalham com a perspectiva de prorrogação da CPI até janeiro de 2007. A hipótese, conforme noticiado aqui no blog, tornou-se real na semana passada. Para não correr riscos, porém, o deputado contempla também a alternativa de ter de fechar o relatório até 15 de dezembro. Daí a pressa. Na próxima quarta-feira, Gabeira se reúne com o delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito da PF. Quer saber se há nas investigações novidades ainda desconhecidas da CPI.
Já está pronto o roteiro do que será o relatório final da CPI das Sanguessugas. O documento irá anotar que o dinheiro amealhado por petistas para comprar o dossiê antitucano (R$ 1,7 milhão) veio do caixa dois do comitê eleitoral de Lula. A conclusão foi extraída de dados recolhidos do inquérito da Polícia Federal e de depoimentos dos petistas que Lula chamou de “aloprados”.
Coube ao deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) redigir o capítulo relativo ao dossiêgate. A idéia é que o texto seja incorporado ao relatório geral, sob a responsabilidade do senador Amir Lando (PMDB-RO). Gabeira evita falar em público a respeito da linha que irá adotar. O blog ouviu, porém, pessoas que assessoram o deputado e colegas com os quais Gabeira compartilhou os seus pontos de vista.
O que Gabeira diz, em reserva, é que chegou à “convicção” do envolvimento do comitê de Lula pelas “evidências” produzidas durante a investigação. O juízo formado pelo deputado é diferente da linha adotada pela Polícia Federal. A PF também caminha para concluir que o dinheiro do dossiê proveio de caixa dois eleitoral. Mas aponta não para o comitê de campanha de Lula, mas para o do petista Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo.
A exemplo da PF, o senador Amir Lando diz, entre quatro paredes, que pende para o comitê paulista. Gabeira não exclui a hipótese de atribuir responsabilidades compartilhadas aos dois comitês –o paulista e o nacional. Mas sustenta que as evidências mais contundentes apontam para o birô de campanha de Lula.
O texto do deputado dirá claramente, no entanto, que não há em toda a investigação nenhum elemento que o autorize a dizer que o presidente reeleito soube ou participou da encrenca. O mesmo se dá com o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que, à época em que os fatos ocorreram, presidia o PT e coordenava a campanha de Lula.
De acordo com o roteiro fixado por Gabeira, o relatório fará menção a Berzoini nos trechos em que os fatos serão historiados. As pessoas que lerem o relatório podem até intuir que é implausível a versão de que Berzoini desconhecia a tramóia do dossiê, como alega. De acordo com a CPI, ele inclusive já atuara na área de “inteligência” do comitê de Lula na eleição de 2002. Em 2006, de novo, foi o responsável direto pelo recrutamento de todos os “aloprados”. Trocou com eles um sem-número de telefonemas.
Objetivamente, porém, pelos dados de que dispõe até o momento, Gabeira alega não ter contra Berzoini senão um conjunto de indícios. Não se sente respaldado em provas para acusar o colega da prática de delitos. As evidências recolhidas até aqui só autorizam a CPI a responsabilizar Jorge Lorenzetti, ex-chefe do birô de “inteligência” do comitê de Lula, pelo planejamento da ação que resultou no escândalo do dossiê. Aos demais “aloprados” será atribuída a execução do plano.
Quanto à tipificação dos crimes, a assessoria da CPI busca nos compêndios jurídicos as leis e os artigos que servirão de base para solicitar ao ministério público o indiciamento dos “aloprados”. Eles serão enquadrados em três tipos de malfeitorias: além do delito eleitoral, fraude contra o sistema financeiro (compra de dólares por meio de laranjas) e manuseio de dinheiro da contravenção (jogo do bicho).
Quanto à parte financeira, os mais implicados, por ora, são Gedimar Passos e Valdebran Padilha. Vinculados ao comitê de Lula, os dois foram presos em 15 de setembro com R$ 1,7 milhão de má origem. Além deles, também Hamilton Lacerda, será mencionado no relatório da CPI como o homem da mala. Embora negue, Lacerda foi pilhado pelas câmeras do circuito interno do Hotel Íbis, em São Paulo, no instante em que transportou em duas malas o dinheiro apreendido pela PF.
Gabeira e a equipe de técnicos que o auxilia trabalham com a perspectiva de prorrogação da CPI até janeiro de 2007. A hipótese, conforme noticiado aqui no blog, tornou-se real na semana passada. Para não correr riscos, porém, o deputado contempla também a alternativa de ter de fechar o relatório até 15 de dezembro. Daí a pressa. Na próxima quarta-feira, Gabeira se reúne com o delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito da PF. Quer saber se há nas investigações novidades ainda desconhecidas da CPI.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Josias de Souza

Para Ciro Gomes, PMDB é um ‘elefante com dislexia’
Em 1979, numa época em que o MDB ainda não havia incorporado o P, o velho Ulysses Guimarães recorria às investidas da ditadura com um linguajar caprino. “Eu já disse e repito: o MDB não vai morrer como carneiro. Vou berrar como um bode.”
Depois de enfrentar até os cachorros que o regime pôs no seu encalço, Ulysses passou a presidir, sob Sarney, não um bode, mas um cabrito. O PMDB fazia, já então, o tipo ‘cabrito bom’. Tendo meia dúzia de repartições públicas onde pastar, não berrava.
Entra governo, sai governo, o PMDB continuou pastando. Hoje, é uma legenda balofa. Lula enxerga no PMDB um aliado de peso. Para o deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE), o partido se parece mais com um fardo.
“Com todo o respeito, o PMDB é um elefante que não vai junto para canto nenhum. É um elefante com dislexia (...). Ele aprendeu a se impor pelo 'tamanhão'. Mas, no dia seguinte, eles não conseguem convergir para nenhum assunto, para caminho nenhum”, disse Ciro à rádio AM do Povo/CBN, do Ceará.
Além de alvejar um aliado que Lula considera estratégico, Ciro desancou a política econômica do governo: “Lula pegou um incêndio generalizado para apagar e ainda teve que provar que não era um bicho-papão. Mas daí funcionou [a política econômica]. Mas quando funcionou, começou a acontecer o inverso. O excesso de sucesso tirou o governo do rumo.”
Ciro mostra-se contrário a tudo o que o Banco Central de Henrique Meirelles considera essencial: “Todo o país, como o Brasil, não deveria colocar sua estratégia nacional no piloto automático, de superávit de 4,25%, meta de inflação definida um ano antes e câmbio flutuante. É muito conservador para um país complexo como o Brasil.”
Diz-se que Lula pretende reconduzir o ex-ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) à equipe do segundo mandato. Ciro, como se sabe, é um galão de gasolina com boca. Enquanto esteve no governo, guardou obsequioso silêncio. Solto na arena livre do Congresso, tende a enxergar em cada microfone um palito de fósforo. Se o convite de Lula demorar, as relações entre os dois podem ser consumidas na fogueira de uma entrevista.
Fonte: blog josias de souza
quinta-feira, novembro 30, 2006
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