domingo, novembro 05, 2006

É Lula de novo, com a cara do povo


Políticos, em época de eleição, costumam prometer a verdade nua, mas um candidato na Espanha parece levar o dito muito a sério. Nos cartazes espalhados por Barcelona e outras cidades da Catalunha, ele aparece totalmente despido, com as mãos cruzadas cobrindo os órgãos genitais.

Albert Rivera, morador de Barcelona, é um advogado que, aos 26 anos, disputa a presidência da Catalunha.
No cartaz, ao lado da foto de Rivera, pode-se ler: "Não nos importa onde você nasceu. Não nos importa qual língua você fala. Não nos importa que tipo de roupa você veste. Nós nos importamos com você". As informações são da agência Associated Press.


Fonte:noticias terra

Curtas

O ‘enterro’ de esqueletos

Após a inesperada vitória do petista Jaques Wagner na Bahia, a turma de ACM tenta se livrar, às pressas, dos muitos esqueletos escondidos em seus armários. Há uma corrida para tentar dar aparência de legalidade, sobretudo, a contratos sem licitação. O PT monitora o movimento, reunindo elementos para criar a CPI do ACM, na Assembléia Legislativa.


Eu, não

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, avisou ao Palácio do Planalto que está feliz no emprego atual e não gostaria de virar ministro da Fazenda.

agências brigam pela Embrapa

As poderosas agências de propaganda Denison e McCann Erickson se estapeiam pela conta anual de R$ 10 milhões da Embrapa, a Empresa Brasileira de Agropecuária, ligada ao Ministério da Agricultura. A licitação está na fase de recursos e o pau está comendo. A McCann acusa a Denison de desrespeitar os termos do edital, e vice-versa. E a McCann ainda é acusada de fazer uma proposta muito fraquinha. Nessa briga, parece que todo mundo tem razão.

Papai Noel

Milhares de aposentados e pensionistas do Plano I do fundo de pensão Aerus não receberão em dezembro. Informaram que “o dinheiro acabou”.

Sem paulistês

O governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda (PT), lidera com o baiano Jaques Wagner um movimento para neutralizar o sotaque paulista do partido de Lula. Querem o predomínio do acento nordestino.

Causos da Politica

Coincidência
Um vereador de Barbacena (MG) desembarcou no Rio, nos anos 60, e ordenou ao táxi: “Toca para a casa do dr. Bias Fortes, em Copacabana”. Não tinha o endereço. O taxista avisou que o bairro era grande, mas ele nem se importou. Já em Copacabana, mandou parar junto a um grupo que papeava. Uma das pessoas informou prontamente o endereço de Fortes, para a perplexidade do taxista. Era o motorista do ex-governador mineiro.

Fonte:claudiohumberto.com.br

Nós continuamos cabocllos querendo ser ingleses

Brasileiro humilhado

O empresário paulistano Marco Araújo pagou R$ 728 para ser humilhado no consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. Com o filho portador de doença congênita, ele descobriu um tratamento terapêutico em Boston, alternativa ao transplante de rins. Marco aguardou seis horas na fila para, em cinco minutos, ter o visto negado por um americano mastigando uma maçã, que nem sequer olhou os laudos médicos por ele apresentados

Indiferença

Ao ouvir que o visto era para tratar o filho nos EUA, o funcionário consular grunhiu: “Não estamos aqui para resolver problemas de saúde. Próximo”.

Fonte:claudiohumberto.com.br

Medo da Gripe do Frango


Fonte:

Fernando Gabeira

A roda rodou

Estamos iniciando uma nova etapa, com a eleição indiscutível de Lula. Não só uma grande parte da população pobre decidiu apoiá-lo como também amplos setores da classe média, estes valorizando a solidariedade expressa nas políticas sociais.O debate foi meio estranho pois aparentemente opunha social ao crescimento econômico. Agora é hora de acertar essas variáveis num só todo. Será que o país está mesmo preparado para crescer.Lula reluta em falar em cortes. Segundo ele, sempre que se fala em cortar, isto significa cortar empregos e salários. É compreensível que pense assim, pois como líder sindical enfrentou inúmeras batalhas onde os cortes eram direcionados para os lucros da empresa.O erro é transpor esse modelo para o estado. Na máquina pública os cortes significam que você pode direcionar melhor o dinheiro, inclusive para melhorar a vida das pessoas.Alguns temores de que setores menos preparados iam entender a vitória como uma carta branca e partiriam de forma truculenta contra opositores e mídia podem ter cido confirmados com a disposição de atacar a imprensa, na festa da chegada de Lula a Brasília.No entanto, esses temores, creio eu, são tênues pois os dirigentes do partido convidaram a imprensa a uma auto-reflexão, distanciando-se das agressões.Auto-reflexão é algo bom para todos, embora o calor da vitória sempre empreste aos vencedores uma aura de infalibilidade e certeza. Vejo esses filmes de quatro em quatro janeiros e já no meio do ano, as coisas tendem a ficar mais claras, mais reais.A vitória de Lula representa também um momento em que a chamada oposição precisa reavaliar sua atuação. Nesse campanha, Lula venceu mas a oposição também perdeu, pois sua atuação foi muito hesitante, cheia de idas e vindas.Voltaremos ao tema.

Fonte:www.gabeira.com.br

Decifra-me ou te devoro

Karin Roshental

Fernando gabeira


Coisas impossíveis antes do café

NO SEU diálogo com a Rainha Branca, Alice, a personagem de Lewis Carroll, acha ridícula a idéia de que, para desejar coisas impossíveis, basta respirar fundo e fechar os olhos. A Rainha diz que Alice não tem prática e que o melhor exercício diário para ganhá-la é pensar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.Esse diálogo de Alice com a Rainha Branca é o ponto de partida para um belo livro de Lewis Wolpert sobre a origem evolucionária das crenças. Ele se concentra mais em idéias do tipo "leite com manga faz mal", "não se pode abrir sombrinha num lugar fechado nem passar por baixo de escadas".Nesse momento em que alguns grupos tentam arrastar o Brasil para as brumas da Guerra Fria, talvez fosse interessante mostrar como suas crenças inviabilizam a idéia de diálogo e esforço conjunto para resolver os problemas do país.Não é possível mais acreditar que a liberdade de imprensa é apenas um valor burguês, uma típica luta de direita. Por que conferir esse charme à direita?Trabalhei em dois jornais que foram empastelados: o "Binômio", de José Maria Rabelo e Euro Arantes, e o "Panfleto", de Brizola. Eram de esquerda. Quando menino, vi um filme de John Ford e um personagem dizia para um homem chamado Liberty: não tome liberdades com a liberdade de imprensa.É espantoso, sobretudo para quem vive no Rio de Janeiro, classificar a crítica a certas políticas sociais como reação de direita. Ajudar aos pobres, sim, mas crescer também para que essa ajuda seja sustentável. Além disso, o Prêmio Nobel da Paz está para mostrar que, em Bangladesh, a era mais do que dar dinheiro; passava por despertar o enorme potencial produtivo dos indivíduos.É no mínimo surpreendente atribuir à direita a proposta de cortes de gastos na máquina estatal. Lula afirmou que os cortes sempre significam supressão de empregos e corte de salários. Mas ele vem de uma longa experiência sindical.As multi reduzem custos para se tornarem mais competitivas, ampliarem lucros. No caso do Estado, cada centavo de economia pode ser redirecionado para o bem. Para manter a segurança de vôos, por exemplo.Tornei-me um grande "direitista" por defender a quebra do monopólio nas comunicações. Milhões de telefones foram vendidos. Entendi como um processo de redistribuição de renda. Antigamente, um prestador de serviço usava telefone de recado. Ainda bem que meus eleitores, diante do aparelho concreto, compreenderam bem os argumentos.Outra crença interessante é a de que, com a ajuda do governo, vai florescer uma imprensa alternativa. Essa premissa já a faz nascer com um pecado mortal. Será que não se percebeu ainda que essa revolução já aconteceu e que não depende dos trocadinhos do governo? A está aí possibilitando o blog próprio, tevê e rádio próprias.O próprio PT, através de seus simpatizantes, fez um uso maciço e um pouco atemorizante da rede. Eu mesmo recebi mensagens dizendo que era um traidor do povo brasileiro e que, junto com Caetano Veloso, iria para a lata de da história. Desconheço o abrigo atual de Caetano. No meu caso, já fui condenado, há anos, à lata de da história. Que corrente me tirou de lá? E agora, por que me condenam de novo?Sinceramente, pensei que estavam alegres com a vitória eleitoral e que iam se dedicar aos projetos que possam realizar as expectativas da maioria que os consagrou. Em vez disso, resolvem ajustar suas contas com a imprensa.Aqui de Ipanema, a única mensagem das ruas, pelo menos da Vinicius de Moraes, é esta: é melhor ser alegre do que triste. Em 2002, os vencedores sorriam para o amanhã. Hoje, parecem ressentidos e, para azar de todos, aterrissaram no maior apagão aéreo dos últimos anos.As diferenças esquerda-direita, dramatizadas na campanha, lembram-me um pouco daquele soldado japonês que passou anos ignorando que a guerra havia acabado. Os dois pólos sobrevivem em toda parte. Mas se a esquerda chilena desembarcasse por aqui, ou mesmo a direita sueca, estariam arriscadas a sofrer críticas de seu próprio campo.Objetivamente, há um enorme espaço para se entender. Na cabeça, ainda estamos divididos, hostilizando-nos mutuamente.Talvez a saída seja mesmo a da Rainha Branca: fechar os olhos, respirar fundo e pensar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.

Fonte:www.gabeira.com.br

Lula e suas velhas novidades

Ilustração: Ramon, El Pais.

Revigorado pelas águas cálidas do litoral baiano, Lula retorna a Brasília neste domingo. Durante a semana, vai vestir-se de negociador, para pôr de pé as duas novidades do segundo mandato: coalizão e ministério dos sonhos. São novidades antigas. Velhas mesmo. Que o diga a história.
O papo de coalizão vem de 45. Nas pegadas da deposição de Getúlio, Dutra prevaleceu sobre Eduardo Gomes. Foi uma renhida disputa presidencial. E o eleito apressou-se em propor um “acordo interpartidário”.

No fundo, o objetivo de Dutra era encurtar o campo de Getúlio. Mas envernizou a coalizão com o lero-lero do interesse nacional. Quase todo mundo topou. Só Virgílio Melo Franco não mordeu a isca. Militara na trincheira de Eduardo Gomes. E fincou o pé na oposição a Dutra.

Feita a coalizão, cada partido beliscou o seu ministério. Ficou nisso. Posto para escanteio, Getúlio voltaria a roubar a bola no meio do gramado. Elegeu-se presidente em 50. Contra quem? Eduardo Gomes. Convidou o rival para o ministro da Aeronáutica. Mas o brigadeiro, dessa vez, refugou.

Em 88, Sarney também saiu-se com a idéia do pacto nacional. Não colou. Em 91, sentindo o chão fugir-lhe dos pés, Collor lançou a tese do acordo nacional. De novo, deu em nada. Agora, parte-se para a coalizão à Lula. Se evoluir, não vai passar de um rateio de pastas. Como na época de Dutra.

De ministérios oníricos o país também está escaldado. Getúlio anunciou o seu em 51. Chamava-o de gabinete da experiência. A oposição tremeu. Com razão. Em 30, Getúlio chegara ao poder pelas armas. Auto-intitulara-se chefe de um governo provisório. O provisório virou definitivo.

Dizia-se à época: tudo passa, só Getúlio fica. Ficou por 15 anos. Natural que o anúncio do ministério da experiência fosse recebido como prenúncio de um novo governo longevo. Não foi. A equipe experiente ruiu em 53. E Getúlio atirou contra o próprio coração no ano seguinte.

Em 90, ao nomear o seu ministério, Collor disse que a equipe o acompanharia até o fim do mandato. Nem o presidente durou até o fim. Que dirá os ministros. Houve casos grotescos. O chanceler Francisco Rezek soube em Nova York que sua cabeça fora à bandeja. Constrangedor. Mas não inédito.

Ernesto Simões Filho, um dos experientes de Getúlio, estava em Florença quando lhe chegou a informação de que fora demitido da pasta da Educação. Semelhante falta de educação só se repetiria sob Lula. De novo, o Ministério da Educação, que Cristovam Buarque também perdeu pelo telefone.

Com a caneta recarregada pela tinta fresca das urnas, Lula acena com um ministério digno do “respeito da sociedade.” Se fosse vivo, Otto Lara Resende olharia de esguelha para a promessa. Em 46, repórter iniciante, Otto entrevistou Getúlio, àquela altura já ex-ditador. Foi para a entrevista, segundo contou em “Bom dia para nascer” (Cia. das Letras), armado de “juvenil petulância”.

Em dado instante, Getúlio levou a mão ao ombro do entrevistador. E disse: “Tu ainda és muito jovem para saberes que um ditador não pode tudo.” Presidentes eleitos tampouco podem muito. Lula já sabe disso. Se não sabe, logo cairá em si. Basta que lhe cheguem aos ouvidos as primeiras exigências do PMDB, esteio da novíssima coalizão.

Fonte:josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br

Com a estrela na barriga!

Rogério Cassimiro/Folha Imagem

Lula e Marisa voltaram a caminhar pelas praias que banham a Base Naval de Aratu (BA) neste terceiro dia de descanso. Ouviu-se um ruído estranho. Era Olavo Bilac (1865-1918) revirando no túmulo. O poeta refez os velhos versos. Ficaram assim:

Ora dizíeis que ouvir estrelas,
Decerto denotava perda do senso!
Aqui da tumba vos digo, no entanto,
Melhor ouvi-las do que engoli-las!
Na barriga, causam maior espanto...

Fonte:josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br

quinta-feira, novembro 02, 2006

Silogismos

Dedico àquelas antas ladronas que gostam de falar que a voz do povo é a voz de deus. Respeite à Deus seu cabra safado.

"Hoje em dia, os trabalhadores
não têm tempo pra nada.
Já os vagabundos...
têm todoo tempo do mundo.
Tempo é dinheiro.
Logo, os vagabundos tem mais dinheiro do que os trabalhadores"

"Deus ajuda quem cedo madruga
Quem cedo madruga, dorme à tarde...
Quem dorme à tarde, não dorme à noite...
Quem não dorme à noite, sai na balada!!!!!!!
Conclusão:
Deus ajuda quem sai na balada!!!!!!"

"Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, Steve Wonder é Deus."

Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder!!!!
Meu Deus, eu sou cego!!!

Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto maisburacos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Toda regra tem exceção.
Isto é uma regra.
Logo, deveria ter exceção.
Portanto, nem toda regra tem exceção

Existem biscoitos feitos de água e sal.
O mar é feito de água e sal.
Logo, o mar é um biscoitão.

Quando bebemos, ficamos bêbados.
Quando estamos bêbados, dormimos.
Quando dormimos, não cometemos pecados.
Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu.
Então, vamos beber para ir pro Céu!

Penso, logo existo.Loiras burras não pensam, logo, loiras burras não existem.
Meu amigo diz que não é viado porque namora uma loira inteligente.
Se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra.
Como loiras burras não existem, meu amigo não namora ninguém.
Logo, meu amigo é viado mesmo.

Fonte: www.borreis.net

Opinião

O QUARTO PODER E O ESCORPIÃO ESCARLATE
por Glauco Fonseca

Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem" - Jean-Paul Sartre

Lembra daquela fábula do escorpião, que faz um acordo com o sapo para atravessar um rio? Aquela historinha do batráquio que tem certeza de que o escorpião não o matará no meio do trajeto porque ambos morreriam, lembra? Isto mesmo, a velha e surrada história do escorpião que dá a ferroada no sapo no meio do rio e diz que é da natureza dele picar, mesmo que morra. Esta história é parecida com a de um partido político que nós conhecemos.Só que o PT, como é de costume, adapta tudo que vê pela frente ao sabor de suas conveniências. A história do escorpião e do sapo foi modernizada pelo magnífico partido dos trabalhadores. Agora, o escorpião pica o sapo, mas apenas após chegar, em total segurança, à outra margem do rio. O sapo, como se vê na fábula original e na versão petista, sempre é trucidado no final.Pois o escorpião acabou de atravessar o rio e o sapo já está tomando as primeiras ferroadas. Um dia apenas depois da proclamação de que o rio estava oficialmente vencido, as picadas ferozes apareceram e as prováveis vítimas todos já conhecemos: as rãs com gravadores, câmeras, microfones e bloquinhos de notas nas mãos, ligadas a “facções elitistas e irresponsáveis”, mais conhecidas, pelos petistas, como os tais veículos de comunicação.Metáforas manjadas à parte, era mesmo de se esperar que as liberdades de expressão e de imprensa fossem ser atingidas num segundo governo do PT, alquebrado e embriagado de denúncias criminosas. Só que não se esperava que pudesse ocorrer tão cedo.Que a revista Veja venha a sofrer retaliações do governo Lula por sua independência, já era esperado por ela e por todo o mercado. Que revistas como IstoÉ e Carta Capital venham a engordar seus faturamentos federais por suas posições favoráveis a Lula, também se entende como parte do jogo, mesmo que um tanto quanto opaco.Só que, passadas apenas 48 horas da vitória de Lula, as primeiras e mais importantes vítimas são parte da tropa que, sim, ajudou Lula a se reeleger. A agressão da Polícia Federal aos jornalistas de Veja é uma grotesca agressão a toda uma categoria profissional e, cedo ou tarde, mais e mais jornalistas podem ser alvos de agressão, de intimidação, de ameaças. Isto para não dizer o pior.Começa a ficar mais amargo o gosto de uma reeleição que sequer festejo teve (notaram?). A sensação é de que a maior parte dos cidadãos deste país, mesmo tendo votado em Lula, sabe instintivamente que pode ter cometido um equívoco de avaliação que pode ter graves conseqüências. Aliás, já começaram. Não sabemos como terminará, mas que já começou, começou.

Fonte: blog do diego

Curiosidades


Aconteceu nos EUA. Apresentador de telejornal anuncia retrato falado de sequestrador e provoca soluços de riso em que vê a notícia e no estudio, deixando-o constrangido.

Opinião

IMPRENSANDO A IMPRENSA
por Guilherme Fiúza, do site NoMínimo

A massa esperava excitada a chegada do presidente reeleito ao Palácio da Alvorada. De repente, avistou o inimigo. Passou então a insultá-lo em coro, intimidá-lo com empurrões, ameaçar linchá-lo.O inimigo, armado de câmeras e bloquinhos de papel, era a imprensa. A massa, composta em sua maioria de militantes do PT e funcionários públicos, certamente ecoava as palavras de Lula no discurso da vitória. O presidente estava exuberante e foi claro: confraternizava-se com o povo, ou melhor, com o povo que aprovara o que ele fizera nos últimos quatro anos – apesar de ‘instado’ a se voltar contra o governo.De um só golpe (talvez fosse melhor evitar esta palavra), Lula abria duas feridas: de um lado, trocando o estadista pelo militante, dividiu o eleitorado entre ‘nós’ e ‘eles’; de outro denunciava uma conspiração dos que ‘instaram’ o povo contra ele – ou seja, a mídia.Na Venezuela, a guerra e o governo populista e a imprensa golpista aniquilou a opinião pública. A circulação da informação passou a ter tanto valor quanto a troca de pedradas na Faixa de Gaza. Ou seja: na sociedade não há mais massa crítica, apenas massa de manobra.No auge do mensalão, Lula disse que no Brasil, como na Venezuela, o governo popular estava sendo sabotado pela direita. Uma comparação equivocada e perigosa, com a qual o presidente parece sonhar.No início desta segunda etapa da Era Lula (quantas serão?), enquanto o noticiário se distrai com esta conversa renitente e inútil do crescimento, a grande batalha que se impõe é a da informação. Lula já mostrou que continuará o bombardeio de versões, como quando declara que seu governo estabilizou a economia. Já a oposição indica que vai insistir na ladainha dos juros, tentando passar a impressão de que a culpa é de Lula. Já já, a informação vai estar valendo tanto quanto uma pedrada.Lula afaga o povão, não fala mais de um minuto sem pronunciar a palavra ‘pobres’ e repete o mantra hipnótico da tal reforma política. Ingredientes perfeitos para convocação de plebiscito e mudanças de regra da democracia. O espírito de Hugo Chávez paira sobre Brasília.No final de seu discurso, Lula falou em governar para todos (depois de distinguir seus eleitores dos demais). Anunciou também que passará a dar entrevistas coletivas, mudando a relação com a imprensa. Por outro lado, não para de falar em ‘democratização dos meios de comunicação’, eufemismo que neste contexto, como se sabe, significa controle da mídia – segundo o famoso manual de Dirceu, Gushiken e Tarso Genro.O Brasil ainda não é uma Venezuela. Mas simpatizantes do presidente já agridem jornalistas a céu aberto. Ou seja, estamos chegando lá.

Fonte: blog do diego

Opinião

TERCEIRO TURNO
por Rodrigo Constantino

Democracia deve ser mais que dois lobos e uma ovelha votando sobre o que terão para jantar.”
(James Bovard)

O presidente Lula está reeleito com expressiva votação, acima de 50 milhões de votos. Um fato inegável. Defensores do petista logo correm para afirmar a “legitimidade” garantida pelas urnas, já que seu governo foi marcado por um recorde nacional – quiçá mundial – de escândalos de corrupção. Ignoram, entretanto, que num Estado de Direito, com império das leis, não são as urnas que fazem automaticamente as leis. Não realizamos plebiscitos para votar se criminosos vão ou não para a cadeia. Aplicamos as leis.O povo brasileiro parece não compreender ainda o valor das instituições republicanas, que não permitem colocar cidadão algum acima das leis. Fala-se aqui em democracia como um fim em si, esquecendo do alerta na epígrafe. Países que não conseguiram construir sólidas instituições, deixando que a democracia se transformasse numa simples ditadura da maioria, jamais prosperaram. Sem que as liberdades individuais sejam garantidas através do império das leis isonômicas, a democracia pode virar um leilão vulgar onde dois lobos decidem que o jantar será a ovelha indefesa. Quem defende a justiça precisa defender as minorias, e a menor minoria de todas é o indivíduo. Somente um governo de leis, válidas igualmente para todos, preserva tais minorias. Ditaduras da maioria disfarçadas de democracia não trazem semelhança alguma com tal modelo. Quem acha que a escolha da metade dos eleitores e mais um cidadão dá uma carta branca ao governante eleito, não compreendeu nada sobre justiça e liberdade. Em seu livro Política, Aristóteles pergunta: “Se, por serem superiores em número, aprouver aos pobres dividir os bens dos ricos, não será isso uma injustiça?”. Claro que será! Mas demagogos nunca deixaram de explorar o sentimento de inveja nos mais pobres para obter poder. Governantes aproveitadores e astutos conseguem dinheiro dos mais ricos com o pretexto de protegê-los dos mais pobres, assim como votos dos mais pobres com a escusa de que irão defendê-los dos mais ricos. Os iludidos não notam que ambos, ricos e pobres, precisam de proteção justamente contra tais governantes. E esta proteção vem através das sólidas instituições, da garantia das liberdades individuais, do império das leis. Quando a democracia – leia-se os votos válidos de mais da metade dos eleitores – passa por cima dessas normas impessoais, temos a troca do necessário império das leis pelo perigoso império dos homens. O governo vira então refém das vontades de maiorias instáveis. Se amanhã mais da metade do povo desejar o extermínio de uma determinada minoria, nada estará no caminho para impedir tamanha injustiça. A Alemanha nazista que o diga!Tendo explicado esse ponto importante, de que democracia não deve ser a simples ditadura da maioria, podemos agora analisar um dado estatístico interessante. Na verdade, sequer podemos falar em maioria do povo quando falamos da reeleição de Lula. Foram quase 24 milhões de abstenções, um pouco mais de um milhão de votos brancos, quase 5 milhões de votos nulos e mais de 37 milhões de votos para seu adversário, Alckmin. Somando tudo isso, temos quase 70 milhões de eleitores que não votaram em Lula, contra menos de 60 milhões que nele votaram. Em outras palavras, sequer podemos falar mesmo em ditadura da maioria!Os petistas acusam de “golpistas” aqueles que gostariam de um “terceiro turno”, ou seja, aplicar as leis através do TSE podendo cancelar as eleições caso ficasse comprovado o uso de dinheiro ilegal na campanha de Lula. As evidências de que isso ocorreu abundam, quando lembramos do dossiê que os petistas bastante ligados ao presidente tentaram comprar. Foram pegos com a “boca na botija”, em flagrante, usando dinheiro ilegal, quase 2 milhões de reais. O que podemos concluir disso é que golpe, para os petistas, é aplicar as leis em seus companheiros. Acham que eles, e especialmente Lula, estão acima das leis. E usam as urnas como “prova” dessa suposta legitimidade. Não se constrói um país sério, justo e próspero desta maneira. Será que estamos fadados a ser uma republiqueta das bananas?
http://rodrigoconstantino.blogspot.com

Fonte: blog do diego

Opinião

O NAZISTA EM ALLENDE
por Rodrigo Constantino

“Quem não é são física e psiquicamente, e, por sua vez, não é digno, não tem o direito a eternizar sua miséria em um filho; o Estado deve permitir que só saudável venha a ter família.” (Adolf Hitler, em Minha Luta)Em meu último artigo, Socialismo e Nazismo, mostrei com sólidos argumentos os claros paralelos entre o socialismo e o nazismo, semelhantes em inúmeros aspectos. Lembrei também que os socialistas, acostumados a repetir chavões sem reflexão alguma, xingam de nazistas seus opositores, ainda que coloquem assim estes lado a lado com liberais, enquanto na verdade os liberais são totalmente contrários tanto ao nazismo como ao socialismo. Neste artigo, pretendo demonstrar o nazista que existia num dos maiores ídolos socialistas da América Latina. Trata-se de Salvador Allende, presidente que afundou o Chile no caos e miséria. A fonte é o último livro de Víctor Farías, doutor em filosofia e autor de Os Nazistas no Chile. Seu mais recente trabalho, Salvador Allende: Anti-Semitismo e Eutanásia, busca em fatos históricos um passado sombrio do personagem, muitas vezes ocultado propositadamente pelos seus biógrafos. Levantar essa poeira e expor a real face nazista desse grande símbolo esquerdista é o objetivo do estudo.Víctor Farías foi pesquisar Allende desde o seu passado como médico, passando também pelo período em que foi ministro. A figura de Allende já vem sofrendo consideráveis rachaduras, como quando foi descoberto que, durante seu governo, ele protegeu direta e deliberadamente Walther Rauff, um dos maiores criminosos nazistas, responsável direto pelo assassinato de cem mil judeus. Além disso, nos anos da fundação do partido socialista do Chile, seu criador, Marmaduke Grove, foi pago regularmente pelo Ministério de Assuntos Exteriores nazista. Um outro ponto controverso diz respeito à Colônia Dignidade, enclave racista alemão dirigido por nazistas e ex-nazistas, que cresceu e se consolidou consideravelmente durante o governo de Allende. Como fica claro, a simbiose entre socialismo chileno e nazismo alemão sempre existiu.Mas o livro de Farías foca na fase médica de Allende, época em que sua tese Higiene Mental e Delinqüência foi escrita. Este texto de Allende é uma aberração que mostra um profundo racismo do autor, que chega a informar, com aprovação, sobre experimentos cirúrgicos feitos com réus de cárceres públicos a fim de fazê-los “recuperar sua identidade sexual”. Para Allende, uma das causas naturais da delinqüência é “a raça”. Ele chega a escrever que “os hebreus se caracterizam por determinadas formas de delito: fraude, falsidade, calúnia, e, sobretudo, a usura”, alegando que esses dados “fazem suspeitar que a raça influi na delinqüência”. Em resumo, no seu primeiro escrito científico, Allende afirma que os judeus são naturalmente delinqüentes. Enquanto ministro da Salubridade do governo da Frente Popular, Allende teve a oportunidade de lutar para colocar em prática suas idéias bizarras. Anunciou em 1939 um projeto de Esterilização de Alienados Mentais como programa para a “defesa da raça”, e confiou a elaboração e implementação do projeto a cientistas abertamente racistas como o dr. Eduardo Brücher, associado ao dr. Hans Betzhold, fervoroso partidário da eutanásia nazista. O Artigo 1º do projeto dizia que “toda pessoa que sofra de uma enfermidade mental que, de acordo com os conhecimentos médicos, possa transmitir à sua descendência, poderá ser esterilizada”. Pelo projeto, seriam consideradas enfermidades mentais transmissíveis por via hereditária: a esquizofrenia; a psicose maníaco-depressiva; a epilepsia essencial; a idiotia; a debilidade mental profunda; a loucura moral constitucional e o alcoolismo crônico. As vítimas poderiam, pelo projeto da lei, ser forçadas pelo Estado a fazer a esterilização, como fica claro no Artigo 23º: “Todas as resoluções ditadas pelos Tribunais de Esterilização serão obrigatórias para toda pessoa ou autoridade, e se levarão a efeito, com caso de resistência, com auxílio da força pública”.As semelhanças entre este projeto e a Lei para Precaver uma Descendência com Taras Hereditárias, ditada pelo governo do Terceiro Reich, são impressionantes. Alguns parágrafos parecem cópia direta. Os nazistas pretendiam esterilizar vítimas nos casos de imbecilidade congênita, esquizofrenia, mania depressiva, epilepsia hereditária, cegueira hereditária, surdez hereditária e graves deformidades físicas hereditárias. Como resume Frías, “em ambos os casos a vontade esterilizadora radical não deveria ser impedida ou prejudicada por problemas financeiros”, pois “até para os indigentes havia recursos, entregues ao Estado pelos contribuintes”. Sobre seu livro e os fatos que trouxe à tona, Víctor Frías acredita que muitos irão optar por um constrangedor silêncio, para proteger a fé ideológica e a imagem de Allende, que já era terrível antes disso tudo, mas ignorada pelos camaradas socialistas. Outros verão analogias fundamentais entre socialismo e nazismo, e conhecerão um pouco mais dessa figura que tanto contribuiu para o colapso chileno. Quanto ao que concerne o autor, ele acredita que “tudo o que foi investigado até aqui merece ser processado, incansavelmente, a fim de recuperar a luz que nossa gente merece”. Infelizmente, os idólatras do fracasso parecem nunca aprender com os fatos, preferindo um mundo de fantasias onde o socialismo trará uma vida melhor para todos. Entre a luz ou a escuridão ideológica, ficam com a última. E assim, o nazista em Allende acabará provavelmente ignorado e esquecido, enquanto os socialistas continuam rotulando seus opositores de nazistas, como se não fossem ambos uma mesma família. http://rodrigoconstantino.blogspot.com
Publicado em 27/10/2006

Fonte: blog do diego

A agente secreta da burguesia


Segundo a Secretria nacional de defesa dos direitos da mulher. Cheia de petistas, aquele bando de bruxas maquiadas, feias de dá dó, com verrugas no nariz, cabelos desgrenhados, e discurso odioso contra tudo que seja tipicamente masculino, se nós pobre seres do sexo mascuolino olharmos para esta foto e tivernos tesão, somos porcos machistas que não respeitam as mulheres.
Para esta foto temos que olhar para o que elas dizem que interessa, aliás como nos escandálos de roubo do governo do ladrão, esqueça o crime, o que importa é que a denúncia é fruto de intriga da oposição da elite branca e privilegiada, incluindo aí os pobre mortaius que se esfolam de trabalhar para sustentar a compra dos votos da massa ignara, amoral, e leviana.
E como diz aquele pagode de imenso sucesso, exemplo da cultura popular, cantado e dançado por crianças de todas as idades:
"E rala checa, rala a checa"
Cuidado, respeito com a checa alheia.
Pode-sde exibir a checa mas só as mulheres podem falara delas, se um homem o fizer estará sendo imoral.
Vivemos, meus caros no império do discurso hipócrita e cínico do politcamente correto.
E politicamente correto para o PT é roubar, mas não falar dos roubos. Se falar é pecado.
A final tantos companheiros vivem desde 2003 no paraíso dos empregos e do dinheiro público.
Farinha pouca meu pirão primeiro.
E quanto a foto, não quero ser perseguido.
Eu só vi o sapato.

Opinião

ELITES
por Denis Rosenfield, filósofo

O discurso lulista contra as elites só tem se intensificado nessas últimas semanas de campanha. Ele denota uma prática ao mesmo tempo populista e de esquerda, com o intuito de aumentar a clivagem social. Nesta tradição, surge a figura das elites como uma espécie de bode expiatório encarregado de unificar os que se opõem aos que estão proferindo um tal tipo de discurso. Acentuando as clivagens sociais, o líder populista se coloca ao lado dos “pobres” para aumentar a sua capacidade de barganha junto às próprias elites com a quais convive e, também, das quais faz parte. Lula, ao mesmo tempo em que não cessa suas diatribes contra as elites, sobe com elas no mesmo palanque e propicia, com sua política macroeconômica, enormes lucros, por exemplo, para o setor bancário.Um caso particularmente eloqüente se encontra no apoio que dá e recebe de oligarquias regionais. Um dos maiores sustentáculos do governo Lula é o ex-presidente José Sarney, que controla com sua família todo o estado do Maranhão. Esse estado ostenta um dos piores índices de pobreza do país. Seu recente comício com a governadora Roseana Sarney foi mais uma amostra do pouco apego que tem para com as palavras, pois fala contra as elites compartilhando o poder com elas, que mantêm esse estado da federação num tal nível de pobreza. A sua fala é autocontraditória no ato mesmo em que é proferida, sendo mais um exemplo do seu pouco comprometimento com a verdade. Aliás, diga-se de passagem que o PT regional é, pelo menos, coerente, porque se coloca contra essa elite regional, apoiando a candidatura oposicionista de Jackson Lago, do PDT. Para ser totalmente coerente, deveria ser contra o seu próprio candidato presidencial.Esse mesmo esquema tem se reproduzido em outros estados nordestinos, como o Pará e o Ceará, onde as oligarquias regionais se tornaram petistas de carterinha. O caso de Jader Barbalho é também significativo, pois trata-se de um político envolvido num número expressivo de processos criminais. No passado, era uma figura execrada pelo PT e, hoje, é um alegre companheiro de viagem. Bastaria uma mera checagem entre o que Lula e os petistas diziam dele no passado e o que dizem agora para que melhor se possa ver o abismo entre o discurso e a prática. Não muito diferente, embora aparentemente mais moderna, é a aliança com os Gomes, Ciro e Cid, que na melhor tradição nordestina se colocam como novos oligarcas, comportando-se enquanto tais. Temos, então, uma situação em que Lula vocifera contra as “elites” compartilhando o poder com elas e enganando o povo nordestino.No mesmo diapasão, coloca-se o seu discurso contra a exploração do Nordeste pelo Sul e pelo Sudeste, concretizado em suas posições contra o estado de São Paulo. Independentemente de Lula ter feito toda a sua carreira neste estado, que lhe permitiu ser o que é hoje, salta aos olhos que os opressores dos pobres nordestinos são as próprias elites nordestinas, que apóiam Lula, usufruindo conjuntamente do poder. O presidente procura criar um bode expiatório paulista para encobrir a sua afinidade com as elites nordestinas, das mais conservadoras do país.Lula, ele mesmo, faz parte de uma elite sindical, cuja carreira foi sendo progressivamente feita com recursos públicos, via imposto sindical. De trabalhadores, têm apenas a marca de origem, como para ostentar o título de operários, quando são, na verdade, homens do aparelho, homens que tudo devem aos aparelhos sindical e partidário. Com o presidente, subiram para os mais altos postos da República inúmeros sindicalistas, que foram premiados com cargos altamente remunerados em empresas estatais e em funções no aparelho estatal. Não sem razão o governo Lula foi denominado de República sindical.A confusão entre o privado, o partidário e o público foi de tal ordem que uma parte dessa elite tornou-se conhecida por seus costumes criminosos. Boa parte dos envolvidos nos escândalos do governo Lula, alguns tipificados pelo Procurador da República como membros de uma “sofisticada organização criminosa”, tem, como elementos, sindicalistas. Para não falar senão no mais recente, o do Dossiê Cuiabá, os protagonistas principais são sindicalistas que subiram ao poder junto com Lula e o PT. Mais especificamente, são pessoas muito próximas ao presidente, cujo símbolo é o seu churrasqueiro que é, também, diretor do Banco do Estado de Santa Catarina. Falar contra as elites é até um ato de mau gosto, por envolver diretamente pessoas próximas ao próprio presidente da República.
Publicado em 26/10/2006

Fonte: blog do diego

Bebedouro do Palácio do Planalto


Fonte:portalcab.com

Opinião

SOCIALISMO E NAZISMO
por Rodrigo Constantino

"Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens." (Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pg 218-219)Ensinada desde os tempos de Lênin, muitos socialistas usam a tática de acusar os opositores daquilo que eles mesmos são ou fazem. Tudo que for contrário ao socialismo, vira assim “nazismo”, ainda que o nacional-socialismo tenha inúmeras semelhanças com o próprio socialismo. Tanto o nazismo como o marxismo compartilharam o desejo de remodelar a humanidade. Marx defendia a “alteração dos homens em grande escala” como necessária. Hitler pregou “a vontade de recriar a humanidade”. Qualquer pesquisa séria irá concluir que nazistas e socialistas não eram, na prática e no ideal coletivista, tão diferentes assim. Não obstante, para os socialistas, aquele que não for socialista é automaticamente um “nazista”, como se ambos fossem grandes opostos. Assim, os liberais, que sempre condenaram tanto uma forma de coletivismo como a outra, e foram alvos de perseguição dos dois regimes, acabam sendo rotulados de “nazistas” pelos socialistas, incapazes de argumentar além dos tolos rótulos de “extrema-esquerda” e “extrema-direita”. Tal postura insensata coloca, na cabeça dos socialistas, uma “direitista” como Margaret Thatcher mais próxima ideologicamente de um Hitler que este de Stalin, ainda que Thatcher tenha lutado para defender as liberdades individuais e reduzir o poder do Estado, enquanto Hitler e Stalin foram na linha oposta. O fim da propriedade privada de facto foi um objetivo perseguido tanto pelo nazismo como pelo socialismo, que depositaram no Estado o poder total. O Liberalismo, em sua defesa pela liberdade individual cujo pilar básico é o direito de propriedade privada, é radicalmente oposto tanto ao nazismo como ao socialismo, que em muitos aspectos parecem irmãos de sangue.A conexão ideológica entre socialismo marxista e nacional-socialismo não é fruto de fantasia, e Hitler mesmo leu Marx atentamente quando vivia em Munique, tendo enaltecido depois sua influência no nazismo. Para os nazistas, os grupos eram as raças; para os marxistas, eram as classes. Para os nazistas, o conflito era o darwinismo social; para os marxistas, a luta de classes. Para os nazistas, os vitoriosos predestinados eram os arianos; para os marxistas, o proletariado. Além da justificativa direta para o conflito, a ideologia de luta entre grupos desencadeia uma tendência perversa a dividir as pessoas em parte do grupo e excluídos, tratando estes como menos que humanos. O extermínio dessa “escória” passa a ser desejável seja para o paraíso dos proletários ou da “raça” superior. Os individualistas, entrave para ambas ideologias coletivistas, acabam num campo de concentração de Auchwitz ou num Gulag da Sibéria, fazendo pouca diferença na prática.A acusação de que a Alemanha nazista era uma forma de capitalismo não se sustenta com um mínimo de reflexão. O “argumento” usado para tal acusação é de que os meios de produção estavam em mãos privadas na Alemanha. Mas como Mises demonstrou, isso era verdade somente nas aparências. A propriedade era privada de jure, mas era totalmente estatal de facto, da mesma forma que na União Soviética. O governo não só nomeava dirigentes de empresas como decidia o que seria produzido, em qual quantidade, por qual método, e para quem seria vendido, assim como os preços exercidos. Para quem tem um mínimo de conhecimento sobre os pilares de uma sociedade capitalista-liberal, não é difícil entender que o nazismo é o oposto deste modelo. Para os nazistas, assim como para os socialistas, é o “bem-comum” que importa, transformando indivíduos de carne e osso em simples meios sacrificáveis para tal objetivo. Existem, na verdade, vários outros pontos que podemos listar para mostrar que o nazismo e o socialismo são muito parecidos, e não opostos como tantos acreditam. O fato de comunistas terem entrado em guerra com nazistas nada diz que invalide tal tese, posto que comunistas brigaram sempre entre si também, e irmãos brigam uns com outros, ainda mais por poder. Apesar do Liberalismo se opor com veemência a ambos os regimes, os socialistas adoram repetir, como autômatos, que liberais são parecidos com nazistas, apenas porque associam erradamente nazismo a capitalismo. Se ao menos soubessem como é o próprio socialismo que tanto se assemelha ao nazismo!http://rodrigoconstantino.blogspot.com
Publicado em 25/10/2006

Fonte: blog do jornalista diego casagrande

Brasil! Meu Brasil Brasileiro


Fonte:portalcab.com

População estúpida e ignara. Cultura chula e festiva, superficial e probremente repetitiva.
Violência gratuíta.
Povo que nem quer saber de valorar educação e ética.
Mas pra que reclamar, se toda vez que uma faceira destas nos transpassa os olhos, nós saimo a cantar.
Brasil! Meu brasil brasileira.
Somos uma merda, e por isso temos as melhores bundas do mundo.
Somos todos uns bundões.