UM LÍDER CARISMÁTICO
27.05.2006
por Rodrigo Constantino
“Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.”
(Schopenhauer)
Era uma vez um sujeito humilde, que resolveu entrar para o Partido dos Trabalhadores, logo no começo de sua existência. Foi praticamente um dos fundadores do partido. Tamanha era sua influência sobre os demais membros, que logo se tornou o maior líder dentro do partido. Praticamente redigiu o programa que seria defendido pelo partido. Este programa era uma mistura de socialismo com nacionalismo.
O programa defendia a “obrigação do governo de prover aos cidadãos oportunidades adequadas de emprego e vida”. Alertava que “as atividades dos indivíduos não podem se chocar com os interesses da comunidade, devendo ficar limitadas e confinadas ao objetivo do bem geral”. Demandava o “fim do poder dos interesses financeiros”, assim como a “divisão dos lucros pelas grandes empresas”. Também demandava “uma grande expansão dos cuidados aos idosos”, e alegava que “o governo deve oferecer uma educação pública muito mais abrangente e subsidiar a educação das crianças com pais pobres”. Defendia que “o governo deve assumir a melhoria da saúde pública protegendo as mães e filhos e proibindo o trabalho infantil”. Pregava uma “reforma agrária para que os pobres tivessem terra para plantar”. Combatia o “espírito materialista” e afirmava ser possível uma recuperação do povo “somente através da colocação do bem comum à frente do bem individual”. O meio defendido para tanto era o centralismo do poder.
O líder era muito carismático, e sua retórica populista conquistava milhões de seguidores. Ele contava com um brilhante “marqueteiro”, que muito ajudava na roupagem do “messias restaurador”, enfeitiçando as massas. Foi projetada a imagem de um homem simples e modesto, de personalidade mágica e hipnotizadora, um incansável batalhador pelo bem-estar do seu povo. Seus devaneios megalomaníacos eram constantes. Sua propaganda política incluía constante apelo às emoções, repetindo idéias e conceitos de forma sistemática, usando frases estereotipadas e evitando ao máximo a objetividade. O Estado seria a locomotiva do crescimento econômico, da criação de empregos e do resgate do orgulho nacional. A liberdade individual era algo totalmente sem importância neste contexto.
Seu Partido dos Trabalhadores finalmente chegou ao poder, através da mesma democracia que era vista com desdém por seus membros. Uma “farsa” para tomar o poder. O real objetivo tinha sido conquistado. As táticas de lavagem cerebral tinham surtido efeito. Uma vez no governo, o líder foi concentrando mais e mais poder para o Estado, controlando a mídia, as empresas, tudo. Claro que o resultado foi catastrófico, como não poderia deixar de ser. O povo pagou uma elevada conta pelo sonho do “messias” que iria salvar a pátria.
Caro leitor, o líder carismático descrito acima não é quem você está pensando. Ele é, na verdade, Adolf Hitler, líder do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista da Alemanha, mais conhecido apenas como “nazistas”. Schopenhauer estava certo no alerta da epígrafe. O diabo costuma se vestir de nobre altruísta. Os chifres aparecem somente depois que a vítima vendeu-lhe sua alma. Aí já é tarde demais...
Fonte:www.diegocasagrande.com.br
domingo, maio 28, 2006
Coisas de Quadrilha ou bando
Dirceu negocia venda da Varig com milionário russo. Comissão financia bancada petista
28.05.2006
Veja
O ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, seis meses depois de ter o mandato cassado sob a acusação de comandar o esquema do mensalão, está de volta à política como ele a entende – trabalha para obter dinheiro para sustentar campanhas eleitorais. No início deste mês, Dirceu teve três – nem um, nem dois, mas três – encontros com o enroladíssimo magnata russo Boris Berezovsky, dono de uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares. De acordo com um petista familiarizado com os negócios de Dirceu, o principal assunto entre o ex-deputado e Berezovski foi a Varig. O magnata russo vive exilado em Londres para fugir dos processos que sofre na Rússia por contrabando e lavagem de dinheiro e até da suspeita de ter cometido um assassinato. Seu fundo de investimento teria 1 bilhão de reais já destinado à compra da Varig. O papel de Dirceu, ainda segundo esse petista, é convencer o governo brasileiro a colocar 100 milhões de reais na transação por meio do BNDES. Se a influência de Dirceu no BNDES ainda for forte como costumava ser, há chance de o negócio prosperar. "Finalmente o Dirceu vai conseguir trazer dinheiro de Moscou para o PT", ironiza o deputado petista que relatou a história. Os três encontros de Dirceu com Berezovsky ocorreram nos dias 2, 3 e 4 de maio, todos numa mansão no bairro do Pacaembu, em São Paulo, cedida pelo empresário Renato Duprat, que virou celebridade depois de levar à falência o grupo Unicor, empresa de planos de saúde. A idéia de Dirceu, conforme comentou com um interlocutor, é arrancar uma comissão de uns 20 milhões de dólares intermediando o negócio da Varig e, com isso, financiar a eleição de sua bancada. Isso mesmo: Dirceu está arrecadando dinheiro para eleger sua própria bancada. Nos seus planos, pretende financiar a campanha de dez candidatos à Assembléia Legislativa de São Paulo e onze candidatos a deputado federal, entre os quais figuram João Paulo Cunha, o dos 50.000 reais do valerioduto, e Angela Guadagnin, a passista do mensalão. Sem mandato, com seus direitos políticos cassados até 2015, e sem caneta para fazer nomeações, Dirceu aposta na eleição de amigos muito próximos para manter a influência no governo e dentro do PT. No governo, o trânsito de Dirceu continua desimpedido. Antes do encontro nacional do PT, um mês atrás, no qual foi liberada a farra de alianças com os partidos mensaleiros, Dirceu esteve com o presidente Lula, na Granja do Torto. Discutiram a estratégia que deveriam adotar no encontro petista. Há duas semanas, Dirceu voltou a falar longamente com Lula, mas, dessa vez, o diálogo foi por telefone, e nada se sabe dele. O interesse de Dirceu na Varig, porém, já se espalhou pelo governo. Como vive exilado em Londres, fugindo de processos em sua terra natal, Berezovsky tem demonstrado interesse em mudar-se para o Brasil. Ele já deu o primeiro passo quando se tornou investidor do grupo MSI, que controla o futebol do Corinthians. Com os negócios, trouxe também suas suspeitas de maracutaias. Um dia depois de se reunir pela última vez com Dirceu, o magnata russo foi interrogado durante oito horas por dois procuradores do Ministério Público que investigam irregularidades financeiras na gestão do Corinthians pela MSI. Encerrado o depoimento, voltou para Londres em seu jato particular. Se depender de Dirceu, o russo estará de volta em breve nas asas da Varig.
Fonte: www.diegocasagrande.com.br
28.05.2006
Veja
O ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, seis meses depois de ter o mandato cassado sob a acusação de comandar o esquema do mensalão, está de volta à política como ele a entende – trabalha para obter dinheiro para sustentar campanhas eleitorais. No início deste mês, Dirceu teve três – nem um, nem dois, mas três – encontros com o enroladíssimo magnata russo Boris Berezovsky, dono de uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares. De acordo com um petista familiarizado com os negócios de Dirceu, o principal assunto entre o ex-deputado e Berezovski foi a Varig. O magnata russo vive exilado em Londres para fugir dos processos que sofre na Rússia por contrabando e lavagem de dinheiro e até da suspeita de ter cometido um assassinato. Seu fundo de investimento teria 1 bilhão de reais já destinado à compra da Varig. O papel de Dirceu, ainda segundo esse petista, é convencer o governo brasileiro a colocar 100 milhões de reais na transação por meio do BNDES. Se a influência de Dirceu no BNDES ainda for forte como costumava ser, há chance de o negócio prosperar. "Finalmente o Dirceu vai conseguir trazer dinheiro de Moscou para o PT", ironiza o deputado petista que relatou a história. Os três encontros de Dirceu com Berezovsky ocorreram nos dias 2, 3 e 4 de maio, todos numa mansão no bairro do Pacaembu, em São Paulo, cedida pelo empresário Renato Duprat, que virou celebridade depois de levar à falência o grupo Unicor, empresa de planos de saúde. A idéia de Dirceu, conforme comentou com um interlocutor, é arrancar uma comissão de uns 20 milhões de dólares intermediando o negócio da Varig e, com isso, financiar a eleição de sua bancada. Isso mesmo: Dirceu está arrecadando dinheiro para eleger sua própria bancada. Nos seus planos, pretende financiar a campanha de dez candidatos à Assembléia Legislativa de São Paulo e onze candidatos a deputado federal, entre os quais figuram João Paulo Cunha, o dos 50.000 reais do valerioduto, e Angela Guadagnin, a passista do mensalão. Sem mandato, com seus direitos políticos cassados até 2015, e sem caneta para fazer nomeações, Dirceu aposta na eleição de amigos muito próximos para manter a influência no governo e dentro do PT. No governo, o trânsito de Dirceu continua desimpedido. Antes do encontro nacional do PT, um mês atrás, no qual foi liberada a farra de alianças com os partidos mensaleiros, Dirceu esteve com o presidente Lula, na Granja do Torto. Discutiram a estratégia que deveriam adotar no encontro petista. Há duas semanas, Dirceu voltou a falar longamente com Lula, mas, dessa vez, o diálogo foi por telefone, e nada se sabe dele. O interesse de Dirceu na Varig, porém, já se espalhou pelo governo. Como vive exilado em Londres, fugindo de processos em sua terra natal, Berezovsky tem demonstrado interesse em mudar-se para o Brasil. Ele já deu o primeiro passo quando se tornou investidor do grupo MSI, que controla o futebol do Corinthians. Com os negócios, trouxe também suas suspeitas de maracutaias. Um dia depois de se reunir pela última vez com Dirceu, o magnata russo foi interrogado durante oito horas por dois procuradores do Ministério Público que investigam irregularidades financeiras na gestão do Corinthians pela MSI. Encerrado o depoimento, voltou para Londres em seu jato particular. Se depender de Dirceu, o russo estará de volta em breve nas asas da Varig.
Fonte: www.diegocasagrande.com.br
As contas abertas da America Latina
Kroll recorreu à CIA para investigar governo Lula
28.05.2006
Folha de S. Paulo
O ex-diretor da Kroll Frank Holder recorreu à CIA, o serviço de inteligência norte-americano, para investigar autoridades do governo brasileiro a partir do contrato com a Brasil Telecom fechado na gestão do Opportunity à frente da companhia, segundo documentos da empresa de espionagem americana obtidos pela Folha.Num relatório do dia 7 de fevereiro do ano passado, Holder resume o teor de conversas que havia tido duas semanas antes com o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, o conselheiro comercial, John Harris, e o chefe das operações da CIA no país, o qual não é identificado.Os pontos centrais dos encontros são a disputa do Opportunity contra os fundos de pensão pelo controle da Brasil Telecom e a posição do governo brasileiro sobre a Kroll, alvo da Polícia Federal na Operação Chacal por ter investigado autoridades brasileiras a mando do Opportunity. A Folha revelou o caso em julho de 2004.De acordo com o documento, os três integrantes do governo americano tiveram conversas diretas e privadas com as seguintes autoridades brasileiras: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os então ministros Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil), Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e pessoas de dentro da PF ou muito próximas à corporação.Holder se tornou investigador particular após anos de experiências como espião da CIA. No relatório da Kroll, ele informa o que o encarregado pelas operações da agência de inteligência americana no Brasil lhe contou. Disse que o gabinete de Lula (a expressão em inglês inclui os ministros) não tinha nenhuma questão em curso contra a Kroll ou seu cliente, sempre identificado como BrT [Brasil Telecom]/Opp [Opportunity].Acrescenta, no entanto, que "pesquisa independente" indicava que haveria entre as autoridades brasileiras quem continuasse a defender os interesses italianos. No caso, a Telecom Italia, sócia da Brasil Telecom que também tinha atritos com o Opportunity.Segundo o integrante da agência de inteligência americana, no relato de Holder, o grupo ligado aos italianos seria encabeçado pelo senador Romeu Tuma (PFL-SP) e "seus contatos na PF", que seria o atual diretor-geral da corporação, Paulo Lacerda. Tuma ocupou no passado o mesmo cargo de Lacerda.O agente da CIA teria dito também que não era possível saber o grau de apoio dado pelo ministro da Justiça ao grupo ligado aos italianos. Ele teria indicado, no entanto, que Bastos permitiria a Tuma e a Lacerda continuar a operar, sugerindo que o ministro tinha "simpatia" pelos objetivos dos dois.Quatro partesO relatório da Kroll é composto de quatro blocos. O primeiro é a investigação feita por Holder. A Kroll confirmou a existência e a veracidade das demais partes do documento, mas não quis comentar o trabalho de Holder. A empresa moveu uma ação contra o ex-agente da CIA por desrespeito a cláusulas contratuais.De acordo com o relatório do dia 7 de fevereiro do ano passado -assim como um outro, feito três dias depois-, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, não somente era informado dos passos da Kroll no caso Brasil Telecom como participava de determinadas decisões tomadas pela agência de investigação. Dantas sempre negou envolvimento nos trabalhos da Kroll.Além de reconhecer o relatório do dia 7, a Kroll informou que teve muitos encontros com a direção da Brasil Telecom e que em diversas ocasiões Dantas esteve presente.Reportagem da revista "Veja" de duas semanas atrás informou que Dantas, por intermédio de Holder, teria repassado à revista uma lista com supostas contas (sem veracidade comprovada) de autoridades brasileiras em paraísos fiscais. Os integrantes do governo são os mesmos que Holder cita em seu relatório: o presidente Lula, os ex-ministros Palocci e Dirceu, Thomaz Bastos, o senador Tuma e o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda. Todos negaram ter contas no exterior.Em 2005, os fundos de pensão, liderados pela Previ (Banco do Brasil), conseguiram na Justiça tirar o comando da Brasil Telecom do Opportunity. A nova direção requisitou à Kroll os documentos das investigações pagas pela companhia. Como encontrou dificuldades, recorreu à Justiça americana. Após um acordo, a Kroll encaminhou à Brasil Telecom 21 caixas. Há duas semanas, a CVM (Comissão de Valores) requisitou os papéis. Na semana passada, foi a vez da PF.
Fonte: ww.diegocasagrande.com.br
28.05.2006
Folha de S. Paulo
O ex-diretor da Kroll Frank Holder recorreu à CIA, o serviço de inteligência norte-americano, para investigar autoridades do governo brasileiro a partir do contrato com a Brasil Telecom fechado na gestão do Opportunity à frente da companhia, segundo documentos da empresa de espionagem americana obtidos pela Folha.Num relatório do dia 7 de fevereiro do ano passado, Holder resume o teor de conversas que havia tido duas semanas antes com o então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich, o conselheiro comercial, John Harris, e o chefe das operações da CIA no país, o qual não é identificado.Os pontos centrais dos encontros são a disputa do Opportunity contra os fundos de pensão pelo controle da Brasil Telecom e a posição do governo brasileiro sobre a Kroll, alvo da Polícia Federal na Operação Chacal por ter investigado autoridades brasileiras a mando do Opportunity. A Folha revelou o caso em julho de 2004.De acordo com o documento, os três integrantes do governo americano tiveram conversas diretas e privadas com as seguintes autoridades brasileiras: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os então ministros Antonio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil), Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e pessoas de dentro da PF ou muito próximas à corporação.Holder se tornou investigador particular após anos de experiências como espião da CIA. No relatório da Kroll, ele informa o que o encarregado pelas operações da agência de inteligência americana no Brasil lhe contou. Disse que o gabinete de Lula (a expressão em inglês inclui os ministros) não tinha nenhuma questão em curso contra a Kroll ou seu cliente, sempre identificado como BrT [Brasil Telecom]/Opp [Opportunity].Acrescenta, no entanto, que "pesquisa independente" indicava que haveria entre as autoridades brasileiras quem continuasse a defender os interesses italianos. No caso, a Telecom Italia, sócia da Brasil Telecom que também tinha atritos com o Opportunity.Segundo o integrante da agência de inteligência americana, no relato de Holder, o grupo ligado aos italianos seria encabeçado pelo senador Romeu Tuma (PFL-SP) e "seus contatos na PF", que seria o atual diretor-geral da corporação, Paulo Lacerda. Tuma ocupou no passado o mesmo cargo de Lacerda.O agente da CIA teria dito também que não era possível saber o grau de apoio dado pelo ministro da Justiça ao grupo ligado aos italianos. Ele teria indicado, no entanto, que Bastos permitiria a Tuma e a Lacerda continuar a operar, sugerindo que o ministro tinha "simpatia" pelos objetivos dos dois.Quatro partesO relatório da Kroll é composto de quatro blocos. O primeiro é a investigação feita por Holder. A Kroll confirmou a existência e a veracidade das demais partes do documento, mas não quis comentar o trabalho de Holder. A empresa moveu uma ação contra o ex-agente da CIA por desrespeito a cláusulas contratuais.De acordo com o relatório do dia 7 de fevereiro do ano passado -assim como um outro, feito três dias depois-, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, não somente era informado dos passos da Kroll no caso Brasil Telecom como participava de determinadas decisões tomadas pela agência de investigação. Dantas sempre negou envolvimento nos trabalhos da Kroll.Além de reconhecer o relatório do dia 7, a Kroll informou que teve muitos encontros com a direção da Brasil Telecom e que em diversas ocasiões Dantas esteve presente.Reportagem da revista "Veja" de duas semanas atrás informou que Dantas, por intermédio de Holder, teria repassado à revista uma lista com supostas contas (sem veracidade comprovada) de autoridades brasileiras em paraísos fiscais. Os integrantes do governo são os mesmos que Holder cita em seu relatório: o presidente Lula, os ex-ministros Palocci e Dirceu, Thomaz Bastos, o senador Tuma e o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda. Todos negaram ter contas no exterior.Em 2005, os fundos de pensão, liderados pela Previ (Banco do Brasil), conseguiram na Justiça tirar o comando da Brasil Telecom do Opportunity. A nova direção requisitou à Kroll os documentos das investigações pagas pela companhia. Como encontrou dificuldades, recorreu à Justiça americana. Após um acordo, a Kroll encaminhou à Brasil Telecom 21 caixas. Há duas semanas, a CVM (Comissão de Valores) requisitou os papéis. Na semana passada, foi a vez da PF.
Fonte: ww.diegocasagrande.com.br
Para os cínicos que votam em Lulalau
UM CORRUPTO DE DIREITA
por Rodrigo Constantino
Caro leitor, pretendo a seguir apresentar a figura hipotética de um governante, eleito para presidir um grande país. Qualquer semelhança com alguém conhecido pode não ser mera coincidência. Peço, entretanto, que o leitor tente focar apenas nos supostos fatos em si, ignorando a pessoa do governante. Afinal, a justiça é cega para cor, raça, sexo ou ideologia, devendo ater-se somente aos fatos. Façamos justiça então!Era uma vez um sujeito carismático, que pregava soluções milagrosas e simplistas para os males que assolavam sua nação. Após algumas tentativas, ele logrou chegar ao poder. Quando sentado ao trono, no entanto, teve que esquecer todas aquelas crenças que divulgava como corretas para levar o país ao progresso. Culpou a “herança maldita” pelas coisas ruins que viu na economia, mas acabou repetindo o mesmo modelo que o anterior nesta área específica. Na verdade, fez ainda pior, e o crescimento econômico durante seu governo foi pior que medíocre quando comparado ao resto do mundo. No restante, de fato trouxe mudanças. Todas para pior.Esse governante sempre flertou com ditadores assassinos. Suas amizades eram mais que suspeitas. Seu partido contava com figuras pitorescas, da sua extrema confiança. Incluíam terroristas, assaltantes de bancos e até seqüestradores. Eles receberam cargos importantes – além de anistias milionárias por este passado criminoso – quando o governante assumiu a presidência. Alguns viraram ministros. No entanto, alguns fatos vieram à tona, e um sério procurador da Justiça acusou a turma toda de formação de quadrilha. As evidências que sustentavam tal acusação eram contundentes, não deixando margem para dúvidas. Tratava-se de um enorme assalto aos cofres públicos, com um nefasto projeto de poder perpetrado por 40 ladrões, todos muito próximos do governante. Faltava apenas o Ali Babá, que somente repetia que não sabia de nada, não tinha visto nada, e que roubar era algo comum no país. Mas ele era, segundo ele mesmo, o ser mais ético de todos na nação.Fora o maior esquema de corrupção de que se tem conhecimento no país, o governo do nosso “amigo” avançou – ou tentou avançar – sobre a liberdade dos indivíduos também. Parece que atacar apenas o seu bolso não era suficiente. Desta forma, seu governo tentou amordaçar a mídia, buscando copiar aquilo que seus camaradas ditadores tinham feito. Propôs projetos para controle sobre os jornalistas, expulsou do país um deles e tentou tomar conta até do cinema nacional. As verbas com propaganda cresceram. Até mesmo promotores foram alvo de seu viés autoritário. Controlar súditos, não governar para cidadãos, parecia ser claramente seu objetivo.O projeto de poder não parecia limitado ao seu país. A megalomania era visível em seus discursos e ações. Assim, o governante começou a perdoar dívidas com o dinheiro dos outros, tentando conseguir votos para uma inútil cadeira no Conselho da ONU. Visitou cruéis ditadores para pescar mais alguns votos. Mandou tropas nacionais para um país vizinho, enquanto largava a questão da segurança no país em situação precária. Parece que exercer controle político maior mundo afora era mais importante para ele que cuidar do próprio quintal.Nosso governante abraçou com vontade o populismo também. Deu um nome novo ao modelo assistencialista que herdou, expandiu as esmolas e criou novos – e fracassados – programas sociais. Tentou atacar o problema da fome, absurdamente exagerado por ele, criando um super aparato burocrático. A ineficiência e corrupção não poderiam faltar, e os resultados foram piores que pífios. Na questão do emprego fez ainda pior, lançando um programa já falido desde o nascimento, servindo apenas para jogar o suado dinheiro do povo no lixo. Isso porque ele havia prometido a criação de 10 milhões de empregos durante sua campanha. Os únicos que “criou” foram os milhares de cargos distribuídos para seus colegas de partido, aumentando os já estratosféricos gastos públicos. Gastou ainda milhões e milhões para tentar desarmar os inocentes, enquanto os bandidos armavam-se cada vez mais. Na completa confusão entre público e privado, depois de colocar o símbolo do seu partido no jardim da casa oficial da presidência, gastou dez milhões de dólares dos contribuintes para pagar uma viagem de turismo para um astronauta, que foi plantar feijão no espaço. O descaso com o duro e suado dinheiro que os pagadores de impostos ganham era total.A lista de atrocidades do governante “hipotético” é bem maior, quase infindável. Elas não caberiam todas neste curto artigo. Elas abrangem vários artigos criminais e ferem qualquer código de ética. Mas acredito que já é possível pegar a idéia geral. Resta agora fazer então um último pedido ao leitor. Peço que feche os olhos e imagine que esse governante... é de direita! O leitor daria seu voto novamente para ele?A ideologia não pode estar acima dos fatos. A justiça verdadeira exige um julgamento imparcial.
Quem votar no Lula mesmo após tudo que sabemos, é tudo, menos justo.
Fonte:www.diegocasagrande.com.br
por Rodrigo Constantino
Caro leitor, pretendo a seguir apresentar a figura hipotética de um governante, eleito para presidir um grande país. Qualquer semelhança com alguém conhecido pode não ser mera coincidência. Peço, entretanto, que o leitor tente focar apenas nos supostos fatos em si, ignorando a pessoa do governante. Afinal, a justiça é cega para cor, raça, sexo ou ideologia, devendo ater-se somente aos fatos. Façamos justiça então!Era uma vez um sujeito carismático, que pregava soluções milagrosas e simplistas para os males que assolavam sua nação. Após algumas tentativas, ele logrou chegar ao poder. Quando sentado ao trono, no entanto, teve que esquecer todas aquelas crenças que divulgava como corretas para levar o país ao progresso. Culpou a “herança maldita” pelas coisas ruins que viu na economia, mas acabou repetindo o mesmo modelo que o anterior nesta área específica. Na verdade, fez ainda pior, e o crescimento econômico durante seu governo foi pior que medíocre quando comparado ao resto do mundo. No restante, de fato trouxe mudanças. Todas para pior.Esse governante sempre flertou com ditadores assassinos. Suas amizades eram mais que suspeitas. Seu partido contava com figuras pitorescas, da sua extrema confiança. Incluíam terroristas, assaltantes de bancos e até seqüestradores. Eles receberam cargos importantes – além de anistias milionárias por este passado criminoso – quando o governante assumiu a presidência. Alguns viraram ministros. No entanto, alguns fatos vieram à tona, e um sério procurador da Justiça acusou a turma toda de formação de quadrilha. As evidências que sustentavam tal acusação eram contundentes, não deixando margem para dúvidas. Tratava-se de um enorme assalto aos cofres públicos, com um nefasto projeto de poder perpetrado por 40 ladrões, todos muito próximos do governante. Faltava apenas o Ali Babá, que somente repetia que não sabia de nada, não tinha visto nada, e que roubar era algo comum no país. Mas ele era, segundo ele mesmo, o ser mais ético de todos na nação.Fora o maior esquema de corrupção de que se tem conhecimento no país, o governo do nosso “amigo” avançou – ou tentou avançar – sobre a liberdade dos indivíduos também. Parece que atacar apenas o seu bolso não era suficiente. Desta forma, seu governo tentou amordaçar a mídia, buscando copiar aquilo que seus camaradas ditadores tinham feito. Propôs projetos para controle sobre os jornalistas, expulsou do país um deles e tentou tomar conta até do cinema nacional. As verbas com propaganda cresceram. Até mesmo promotores foram alvo de seu viés autoritário. Controlar súditos, não governar para cidadãos, parecia ser claramente seu objetivo.O projeto de poder não parecia limitado ao seu país. A megalomania era visível em seus discursos e ações. Assim, o governante começou a perdoar dívidas com o dinheiro dos outros, tentando conseguir votos para uma inútil cadeira no Conselho da ONU. Visitou cruéis ditadores para pescar mais alguns votos. Mandou tropas nacionais para um país vizinho, enquanto largava a questão da segurança no país em situação precária. Parece que exercer controle político maior mundo afora era mais importante para ele que cuidar do próprio quintal.Nosso governante abraçou com vontade o populismo também. Deu um nome novo ao modelo assistencialista que herdou, expandiu as esmolas e criou novos – e fracassados – programas sociais. Tentou atacar o problema da fome, absurdamente exagerado por ele, criando um super aparato burocrático. A ineficiência e corrupção não poderiam faltar, e os resultados foram piores que pífios. Na questão do emprego fez ainda pior, lançando um programa já falido desde o nascimento, servindo apenas para jogar o suado dinheiro do povo no lixo. Isso porque ele havia prometido a criação de 10 milhões de empregos durante sua campanha. Os únicos que “criou” foram os milhares de cargos distribuídos para seus colegas de partido, aumentando os já estratosféricos gastos públicos. Gastou ainda milhões e milhões para tentar desarmar os inocentes, enquanto os bandidos armavam-se cada vez mais. Na completa confusão entre público e privado, depois de colocar o símbolo do seu partido no jardim da casa oficial da presidência, gastou dez milhões de dólares dos contribuintes para pagar uma viagem de turismo para um astronauta, que foi plantar feijão no espaço. O descaso com o duro e suado dinheiro que os pagadores de impostos ganham era total.A lista de atrocidades do governante “hipotético” é bem maior, quase infindável. Elas não caberiam todas neste curto artigo. Elas abrangem vários artigos criminais e ferem qualquer código de ética. Mas acredito que já é possível pegar a idéia geral. Resta agora fazer então um último pedido ao leitor. Peço que feche os olhos e imagine que esse governante... é de direita! O leitor daria seu voto novamente para ele?A ideologia não pode estar acima dos fatos. A justiça verdadeira exige um julgamento imparcial.
Quem votar no Lula mesmo após tudo que sabemos, é tudo, menos justo.
Fonte:www.diegocasagrande.com.br
Lulalau, o lider internacional. O que diz o mundo.
"A submissão do Brasil desmascarou a confusão no coração de sua política externa "
Revista inglesa The Economist sobre a “humilhação” imposta por Hugo Chávez a Lula
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Revista inglesa The Economist sobre a “humilhação” imposta por Hugo Chávez a Lula
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Curtas
Lei Marta Suplicy
O STJ decidiu que a mulher após se separar do marido pode continuar usando o nome dele mesmo após o divórcio.
Delúbio não acabou
Oito ex-seguranças de Delúbio Soares, deixados ao sol e a chuva pelo poderoso tesoureiro petista, resolveram contar tudo o que sabem. Ensaiam entrevista a uma revista semanal. Dentre as histórias e documentos, algumas chocarão o País, como a de que haveria um tesouro em dólares enterrado na fazenda do pai de Delúbio, no interior de Goiás. Sem falar no local em que ele, distraído, deixaria maços de dólares e reais: a banheira.
O visitante
Outra dos ex-seguranças: Lula, já presidente, de madrugada e disfarçado, visitava o apartamento de Delúbio na Alameda Jaú, em São Paulo.
Uma boa idéia
Diz Evo Morales que no passado os bolivianos trocaram o Acre por um cavalo. Será que eles agora topam um burro?
Morales e o Além
A médium Adelaide Scritori, da Fundação Cobra Coral, advertiu o presidente da Bolívia para “forte seca” em breve. De gás não será.
Te cuida, velho
O Palácio Planalto trabalha agora com a necessidade de reduzir em R$ 2,3 bilhões as despesas previdenciárias de 2007.
É crime
Especialista em direito constitucional, a nova ministra do STF Carmen Lúcia Antunes Rocha já afirmou que editar medidas provisórias sem os pressupostos de relevância e urgência é crime de responsabilidade.
Par perfeito
Com o recuo do presidente boliviano, que desdisse o que disse sobre a Petrobras, está provado: Evo Morales é páreo em matéria de bravata com seu “irmão mais velho” Lula. Os dois bravateiros nasceram um para o outro.
Era Lula
Investigado pela CGU por irregularidades, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, Lourinaldo Vitorino de Moura, é o mais cotado para suceder o diretor-geral, general Hélio Derenne.
E o pobre, ó
Planaltina (GO) foi desabilitada pelo Programa Farmácia Popular por falta de local para instalar a farmácia. A prefeitura achou caro um imóvel adequado às especificações do Programa. A verba será devolvida.
‘Despreparado’
Paulo Maluf disse em São Paulo que Lula “não está preparado para a função” e que a prisão dele e do filho pela Polícia Federal foi “espetáculo global” para desviar o foco “de denúncias de corrupção contra o governo”.
Maluf não morreu
Novo presidente do PP em São Paulo, Celso Russomano implodiu o poder de Paulo Maluf no partido. O ex-governador declarou apoio a Geraldo Alckmin e se disse “arrependido” do voto em Marta Suplicy, em 2004.
Pensando bem......
apoio de Maluf é vantagem ou falta de sorte?
On the rocks
Leitor concluiu que a Presidência bebe... combustível na licitação de quase R$ 190 mil para carros de Lula em São Bernardo (SP), até dezembro: a R$ 2,75 o litro e consumo médio de 6km, cada carro rodará 20 mil km por ano.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
O STJ decidiu que a mulher após se separar do marido pode continuar usando o nome dele mesmo após o divórcio.
Delúbio não acabou
Oito ex-seguranças de Delúbio Soares, deixados ao sol e a chuva pelo poderoso tesoureiro petista, resolveram contar tudo o que sabem. Ensaiam entrevista a uma revista semanal. Dentre as histórias e documentos, algumas chocarão o País, como a de que haveria um tesouro em dólares enterrado na fazenda do pai de Delúbio, no interior de Goiás. Sem falar no local em que ele, distraído, deixaria maços de dólares e reais: a banheira.
O visitante
Outra dos ex-seguranças: Lula, já presidente, de madrugada e disfarçado, visitava o apartamento de Delúbio na Alameda Jaú, em São Paulo.
Uma boa idéia
Diz Evo Morales que no passado os bolivianos trocaram o Acre por um cavalo. Será que eles agora topam um burro?
Morales e o Além
A médium Adelaide Scritori, da Fundação Cobra Coral, advertiu o presidente da Bolívia para “forte seca” em breve. De gás não será.
Te cuida, velho
O Palácio Planalto trabalha agora com a necessidade de reduzir em R$ 2,3 bilhões as despesas previdenciárias de 2007.
É crime
Especialista em direito constitucional, a nova ministra do STF Carmen Lúcia Antunes Rocha já afirmou que editar medidas provisórias sem os pressupostos de relevância e urgência é crime de responsabilidade.
Par perfeito
Com o recuo do presidente boliviano, que desdisse o que disse sobre a Petrobras, está provado: Evo Morales é páreo em matéria de bravata com seu “irmão mais velho” Lula. Os dois bravateiros nasceram um para o outro.
Era Lula
Investigado pela CGU por irregularidades, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, Lourinaldo Vitorino de Moura, é o mais cotado para suceder o diretor-geral, general Hélio Derenne.
E o pobre, ó
Planaltina (GO) foi desabilitada pelo Programa Farmácia Popular por falta de local para instalar a farmácia. A prefeitura achou caro um imóvel adequado às especificações do Programa. A verba será devolvida.
‘Despreparado’
Paulo Maluf disse em São Paulo que Lula “não está preparado para a função” e que a prisão dele e do filho pela Polícia Federal foi “espetáculo global” para desviar o foco “de denúncias de corrupção contra o governo”.
Maluf não morreu
Novo presidente do PP em São Paulo, Celso Russomano implodiu o poder de Paulo Maluf no partido. O ex-governador declarou apoio a Geraldo Alckmin e se disse “arrependido” do voto em Marta Suplicy, em 2004.
Pensando bem......
apoio de Maluf é vantagem ou falta de sorte?
On the rocks
Leitor concluiu que a Presidência bebe... combustível na licitação de quase R$ 190 mil para carros de Lula em São Bernardo (SP), até dezembro: a R$ 2,75 o litro e consumo médio de 6km, cada carro rodará 20 mil km por ano.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
Frases
"Seria bom se pudéssemos aplicar às eleições o Código do Consumidor"
Ministro Marco Aurélio, presidente do TSE, condenando o comportamento dos políticos
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Comentário do Blog: Já pensou! Propaganda enganosa é crime.
Ministro Marco Aurélio, presidente do TSE, condenando o comportamento dos políticos
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Comentário do Blog: Já pensou! Propaganda enganosa é crime.
Coisas do Antimidas
16/05/2006
CaneladasLula articula para que o PT desista da candidatura de Humberto Costa ao governo pernambucano. O presidente quer Eduardo Campos governador, e critica Costa por não viabilizar o projeto de venda de remédios a retalho.
Fonte:claudiohumberto.com.br
Comentário do Blog: E o antimidas segue a lançar bosta e traição em todos os que o circundam. Quando terminar o malfado segundo tempo desta opera bufa, desatrosamente dirgida por um cínico mal caráter, lá por volta de 2010, estaremos assim, um país de biografias manchadas, de mascaras caídas, ou seja, um áís com a cara daquele botequim de esquina onde nossos responsáveis trabalhadores, enchem a cara de agua que passsarinho não bebe e reclamam do salário, desejando no íntimo receber sem trabalhar, como bons malandros.
O sujeito rouba e culpa os amigos, nada faz e nem quer fazer de concreto na administração do Estado, e se vê tranquilo com o puder da propaganda mentirosa e conivência da mídia que deve muitos capilés ao BNDES e INSS.
O sujeito não se importa em que tenham descoberto que ele sempre foi corrupto, o que lhe importa, como bom bandido, é livrar-se solto, impune de suas falcatruas, e por isso o caminho e contar com a benevolência dos vendedores de votos famélicos do Bolsa Família.
Lulakau inova ele não é o que Rouba mas faz. Ele é o que rouba, não faz , mas distribui dinheiro. Nosso dinheiro. Que coisa mais inteligente. Não se trata de distribuir carradas de aréia e arenosos, nem caminhões de tijolos e de cimento, mas de corrupção eleitoral mais objetiva, distribui-se logo o dinheiro.
CaneladasLula articula para que o PT desista da candidatura de Humberto Costa ao governo pernambucano. O presidente quer Eduardo Campos governador, e critica Costa por não viabilizar o projeto de venda de remédios a retalho.
Fonte:claudiohumberto.com.br
Comentário do Blog: E o antimidas segue a lançar bosta e traição em todos os que o circundam. Quando terminar o malfado segundo tempo desta opera bufa, desatrosamente dirgida por um cínico mal caráter, lá por volta de 2010, estaremos assim, um país de biografias manchadas, de mascaras caídas, ou seja, um áís com a cara daquele botequim de esquina onde nossos responsáveis trabalhadores, enchem a cara de agua que passsarinho não bebe e reclamam do salário, desejando no íntimo receber sem trabalhar, como bons malandros.
O sujeito rouba e culpa os amigos, nada faz e nem quer fazer de concreto na administração do Estado, e se vê tranquilo com o puder da propaganda mentirosa e conivência da mídia que deve muitos capilés ao BNDES e INSS.
O sujeito não se importa em que tenham descoberto que ele sempre foi corrupto, o que lhe importa, como bom bandido, é livrar-se solto, impune de suas falcatruas, e por isso o caminho e contar com a benevolência dos vendedores de votos famélicos do Bolsa Família.
Lulakau inova ele não é o que Rouba mas faz. Ele é o que rouba, não faz , mas distribui dinheiro. Nosso dinheiro. Que coisa mais inteligente. Não se trata de distribuir carradas de aréia e arenosos, nem caminhões de tijolos e de cimento, mas de corrupção eleitoral mais objetiva, distribui-se logo o dinheiro.
Causos da Política
Ministra unânime
Após sabatina no Senado, Cármem Lúcia Antunes Rocha, indicada para o Supremo Tribunal Federal, obteve aprovação por 23x0. Impressionado, o presidente Lula ligou ao ministro Sepúlveda Pertence, que brincou: “Mais eficaz que Tarso Genro, presidente; consegue unanimidade no Senado!”.- É mesmo!... – pilheriou Lula – Vou é trazer ela para a Coordenação Política e mando o Tarso para o Supremo...
A volta de Malvadeza
O veneno escorreu do papo entre ACM e os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Álvaro Dias (PR), ontem. Após tripudiar sobre Claudio Lembo, chamando o governador paulista de “debilóide”, ACM mirou em Marco Maciel (PFL-PE), que ajudou a derrotar Agripino Maia (RN), seu candidato a vice de Geraldo Alckmin: “Fica posando de santo. É ele que faz tudo isso, depois fica assim, juntando as mãos, como se estivesse rezando...”
Truque esperto
Após governar o Ceará nos anos 50, Raul Barbosa virou diretor do BID, em Washington. Nas suas intervenções, ele só falava com um charuto entre os dentes, levando os tradutores à loucura. Certo dia, um deles pediu para que falasse sem o charuto: “Não estamos entendendo nada”. Ele abriu o jogo:- Meu caro, deixe como está. Eu não falo muito bem inglês, francês e espanhol e por isto uso o charuto. É a minha proteção.
Sem salvação
Do tipo rei da cocada preta, o ex-deputado tucano José Aníbal foi a um comício em Colômbia (SP), na campanha de 1994. Ao lado do prefeito, cujo nome nem se lembrava, atacou os “salvadores da pátria”: “O Brasil não precisa de um salvador! São Paulo também não! Colômbia não precisa de salvador!” Ele estranhou a frieza do público, mas tarde demais percebeu o motivo: o nome do prefeito, popularíssimo, era José Salvador.
Incompetência
O senador Sibá Machado (PT-AC) bajulava outra vez o governador do seu Estado e destacava as realizações do governo Lula quando concedeu aparte ao colega Heráclito Fortes (PFL-PI), que lembrou a “grande ajuda” do governo FHC ao atual governador do Acre. E deu um nó na cabeça de Sibá, ao se referir ao governador como “incompetente” e Lula como “salvador da Pátria”. Sibá caiu na armadilha: "É exatamente o contrário".
O buraco e o avião
Marco Maciel nunca teve medo de voar. Certa vez, governador de Pernambuco, ele travou com o escritor Ariano Suassuna – que tem pavor de avião – uma discussão sobre o meio de transporte mais seguro. Ponderou:- Olha, Suassuna, muito mais perigosa é a viagem de carro. Porque, de carro, você pode cair em um buraco.– Mas, na viagem de avião – respondeu Suassuna – o buraco embaixo é muito maior!
Jânio em bilhete
Meses depois de renunciar ao cargo, o ex-presidente Jânio Quadros foi convidado para a posse de Murillo Antunes Filho na presidência da Associação dos Cronistas Parlamentares de São Paulo. Ele não pôde ir, mas enviou ao amigo um dos seus famosos bilhetes:- Meu caro Murillo, formulo votos para que a sua presidência seja mais duradoura e tranqüila do que a minha. Não é desejar pouco, neste País...
Medo de avião
O saudoso deputado Maurício Fruet, um gozador, voava de Curitiba a Foz do Iguaçu com “Pato Branco”, delegado com pavor de avião. Tempo ruim, o avião sacolejava, ele resolveu pregar uma peça no policial. Fruet sabia que aquilo fazia parte do vôo, mas pediu a comissária para o piloto sobrevoar as cataratas: “Meu amigo aqui quer dar uma olhada bem de perto...” O “pedido” foi atendido. O policial quase desmaia de tanto medo e Fruet de tanto rir.
Homem de sorte
Os pernambucanos não ficarão surpresos com a eventual eleição do senador José Jorge como vice-presidente. Sujeito de sorte, virou secretário da Educação de Moura Cavalcanti porque o governador o achou com “cara de professor”, e se preparava para disputar mandato de deputado federal quando o senador Marco Maciel decidiu fazê-lo senador. E, com a sorte de sempre, acabou ministro de Minas e Energia de FHC. Só falta ser vice.
Defeito fatal
Carvalho Pinto levou um correligionário a uma audiência com o governador paulista Jânio Quadros. O homem queria um cargo ou uma promoção: “Eu trabalho há 26 anos na Secretaria da Fazenda e na minha ficha tem mais de 40 cartas com elogios ao meu desempenho”. Depois, perguntou: “O que o senhor acha?” Jânio coçou o queixo e decretou:- Acho que da próxima vez o senhor deveria tomar cuidado para não ser tão perfeito...
Consolo de raposa
A mais célebre raposa política mineira, José Maria Alkmin, foi ministro de Juscelino Kubitscheck e até vice-presidente durante a ditadura, mas, no exercício da advocacia, freqüentemente amargava derrotas nos tribunais. Aos clientes que recebiam penas maiores que as previstas, ele dizia:- Seja um otimista e debite desses anos o tempo que você passará dormindo e tomando banho...
O louco e o ladrão
Ademar de Barros e Jânio Quadros disputavam a mesma eleição, em São Paulo. Certa vez, Ademar fez comício em Moji-Guaçu na véspera do de Jânio e disse que construiu o manicômio Pinel, mas “um desses loucos” escapara e estaria ali no dia seguinte pedindo votos. Jânio deu o troco:- Construí várias penitenciárias, mas não foi possível trancafiar todos os ladrões. Um escapou e fez um comício aqui mesmo nesta praça, ontem.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
Após sabatina no Senado, Cármem Lúcia Antunes Rocha, indicada para o Supremo Tribunal Federal, obteve aprovação por 23x0. Impressionado, o presidente Lula ligou ao ministro Sepúlveda Pertence, que brincou: “Mais eficaz que Tarso Genro, presidente; consegue unanimidade no Senado!”.- É mesmo!... – pilheriou Lula – Vou é trazer ela para a Coordenação Política e mando o Tarso para o Supremo...
A volta de Malvadeza
O veneno escorreu do papo entre ACM e os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Álvaro Dias (PR), ontem. Após tripudiar sobre Claudio Lembo, chamando o governador paulista de “debilóide”, ACM mirou em Marco Maciel (PFL-PE), que ajudou a derrotar Agripino Maia (RN), seu candidato a vice de Geraldo Alckmin: “Fica posando de santo. É ele que faz tudo isso, depois fica assim, juntando as mãos, como se estivesse rezando...”
Truque esperto
Após governar o Ceará nos anos 50, Raul Barbosa virou diretor do BID, em Washington. Nas suas intervenções, ele só falava com um charuto entre os dentes, levando os tradutores à loucura. Certo dia, um deles pediu para que falasse sem o charuto: “Não estamos entendendo nada”. Ele abriu o jogo:- Meu caro, deixe como está. Eu não falo muito bem inglês, francês e espanhol e por isto uso o charuto. É a minha proteção.
Sem salvação
Do tipo rei da cocada preta, o ex-deputado tucano José Aníbal foi a um comício em Colômbia (SP), na campanha de 1994. Ao lado do prefeito, cujo nome nem se lembrava, atacou os “salvadores da pátria”: “O Brasil não precisa de um salvador! São Paulo também não! Colômbia não precisa de salvador!” Ele estranhou a frieza do público, mas tarde demais percebeu o motivo: o nome do prefeito, popularíssimo, era José Salvador.
Incompetência
O senador Sibá Machado (PT-AC) bajulava outra vez o governador do seu Estado e destacava as realizações do governo Lula quando concedeu aparte ao colega Heráclito Fortes (PFL-PI), que lembrou a “grande ajuda” do governo FHC ao atual governador do Acre. E deu um nó na cabeça de Sibá, ao se referir ao governador como “incompetente” e Lula como “salvador da Pátria”. Sibá caiu na armadilha: "É exatamente o contrário".
O buraco e o avião
Marco Maciel nunca teve medo de voar. Certa vez, governador de Pernambuco, ele travou com o escritor Ariano Suassuna – que tem pavor de avião – uma discussão sobre o meio de transporte mais seguro. Ponderou:- Olha, Suassuna, muito mais perigosa é a viagem de carro. Porque, de carro, você pode cair em um buraco.– Mas, na viagem de avião – respondeu Suassuna – o buraco embaixo é muito maior!
Jânio em bilhete
Meses depois de renunciar ao cargo, o ex-presidente Jânio Quadros foi convidado para a posse de Murillo Antunes Filho na presidência da Associação dos Cronistas Parlamentares de São Paulo. Ele não pôde ir, mas enviou ao amigo um dos seus famosos bilhetes:- Meu caro Murillo, formulo votos para que a sua presidência seja mais duradoura e tranqüila do que a minha. Não é desejar pouco, neste País...
Medo de avião
O saudoso deputado Maurício Fruet, um gozador, voava de Curitiba a Foz do Iguaçu com “Pato Branco”, delegado com pavor de avião. Tempo ruim, o avião sacolejava, ele resolveu pregar uma peça no policial. Fruet sabia que aquilo fazia parte do vôo, mas pediu a comissária para o piloto sobrevoar as cataratas: “Meu amigo aqui quer dar uma olhada bem de perto...” O “pedido” foi atendido. O policial quase desmaia de tanto medo e Fruet de tanto rir.
Homem de sorte
Os pernambucanos não ficarão surpresos com a eventual eleição do senador José Jorge como vice-presidente. Sujeito de sorte, virou secretário da Educação de Moura Cavalcanti porque o governador o achou com “cara de professor”, e se preparava para disputar mandato de deputado federal quando o senador Marco Maciel decidiu fazê-lo senador. E, com a sorte de sempre, acabou ministro de Minas e Energia de FHC. Só falta ser vice.
Defeito fatal
Carvalho Pinto levou um correligionário a uma audiência com o governador paulista Jânio Quadros. O homem queria um cargo ou uma promoção: “Eu trabalho há 26 anos na Secretaria da Fazenda e na minha ficha tem mais de 40 cartas com elogios ao meu desempenho”. Depois, perguntou: “O que o senhor acha?” Jânio coçou o queixo e decretou:- Acho que da próxima vez o senhor deveria tomar cuidado para não ser tão perfeito...
Consolo de raposa
A mais célebre raposa política mineira, José Maria Alkmin, foi ministro de Juscelino Kubitscheck e até vice-presidente durante a ditadura, mas, no exercício da advocacia, freqüentemente amargava derrotas nos tribunais. Aos clientes que recebiam penas maiores que as previstas, ele dizia:- Seja um otimista e debite desses anos o tempo que você passará dormindo e tomando banho...
O louco e o ladrão
Ademar de Barros e Jânio Quadros disputavam a mesma eleição, em São Paulo. Certa vez, Ademar fez comício em Moji-Guaçu na véspera do de Jânio e disse que construiu o manicômio Pinel, mas “um desses loucos” escapara e estaria ali no dia seguinte pedindo votos. Jânio deu o troco:- Construí várias penitenciárias, mas não foi possível trancafiar todos os ladrões. Um escapou e fez um comício aqui mesmo nesta praça, ontem.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
Brasil um lugar para todos os povos, crenças e safadezas.
Frases
"Logo estarei na idade de ir para a fila do INSS"
Presidente Lula contando lorota, porque ele já tem benefício da Previdência Social brasileira
"O governo Lula é o mais corrupto da História republicana"
Roberto Busato, presidente nacional da OAB, durante solenidade em Londrina (PR)
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Presidente Lula contando lorota, porque ele já tem benefício da Previdência Social brasileira
"O governo Lula é o mais corrupto da História republicana"
Roberto Busato, presidente nacional da OAB, durante solenidade em Londrina (PR)
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Causos da política
Pigarro tem cura
Waldemar Chubaci fazia campanha para deputado, em 1986. Foi a Santana do Parnaíba (SP) para um comício e logo que começou a falar, um bêbado o interrompeu: “Que pigarro, hein, velho?” Chubaci seguiu limpando a garganta e tentando inutilmente ignorar o bêbado, até que se irritou: “Diz aí o que cura pigarro, meu amigo”. O bêbado gritou : “É só parar de falar tanta bobagem, velho!” A platéia caiu na gargalhada.
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
Waldemar Chubaci fazia campanha para deputado, em 1986. Foi a Santana do Parnaíba (SP) para um comício e logo que começou a falar, um bêbado o interrompeu: “Que pigarro, hein, velho?” Chubaci seguiu limpando a garganta e tentando inutilmente ignorar o bêbado, até que se irritou: “Diz aí o que cura pigarro, meu amigo”. O bêbado gritou : “É só parar de falar tanta bobagem, velho!” A platéia caiu na gargalhada.
Fonte:www.claudiohumberto.com.br
sábado, maio 27, 2006
E Roberto Jefferson continua falando o óbvio e chamando atenção
Jefferson: se PT é oposição, mensaleiros seriam cassados
NO Estado de São Paulo, por Silvana Guaiume:
"Se o PT fosse oposição, 80 deputados teriam sido cassados no escândalo do mensalão, disse em palestra na noite de anteontem em Campinas o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Ele acusou o PSDB de abandonar o seu candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, e disse acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito. Afirmou, porém, que, caso eleito, Lula deverá ter sua base reduzida no Congresso. 'Ele vai fazer o quê? Voltar a praticar o mensalão?' Embora tenha apostado na vitória de Lula, disse não saber 'como isso é possível'. Afirmou que o País está 'anestesiado e perdeu a capacidade de reação'. Na palestra Os Bastidores do Brasil, num hotel, Jefferson foi apresentado à platéia como o 'homem que mudou o cenário político brasileiro', que 'enfrentou o poderio do Congresso e do governo, o que lhe custou o mandato'. Ele recusou o título de herói. 'Não sou nem pretendo ser.' Disse que 'sabia' do mensalão, que 'estava lá', mas repetiu que não é 'melhor nem pior que ninguém'. Jefferson iniciou a palestra atribuindo à política social e econômica do governo Lula a onda de violência que atingiu São Paulo. Segundo ele, Lula privilegia os bancos e gera desemprego. Afirmou que o presidente deve ser reeleito por causa do 'mensalinho' do Bolsa Família. 'O governo gasta R$ 8 bilhões com o Bolsa Família para 10 milhões de famílias, enquanto 20 mil famílias faturam os R$ 160 milhões que o Brasil paga de taxa de juros aos bancos.' "
NO Estado de São Paulo, por Silvana Guaiume:
"Se o PT fosse oposição, 80 deputados teriam sido cassados no escândalo do mensalão, disse em palestra na noite de anteontem em Campinas o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Ele acusou o PSDB de abandonar o seu candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, e disse acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reeleito. Afirmou, porém, que, caso eleito, Lula deverá ter sua base reduzida no Congresso. 'Ele vai fazer o quê? Voltar a praticar o mensalão?' Embora tenha apostado na vitória de Lula, disse não saber 'como isso é possível'. Afirmou que o País está 'anestesiado e perdeu a capacidade de reação'. Na palestra Os Bastidores do Brasil, num hotel, Jefferson foi apresentado à platéia como o 'homem que mudou o cenário político brasileiro', que 'enfrentou o poderio do Congresso e do governo, o que lhe custou o mandato'. Ele recusou o título de herói. 'Não sou nem pretendo ser.' Disse que 'sabia' do mensalão, que 'estava lá', mas repetiu que não é 'melhor nem pior que ninguém'. Jefferson iniciou a palestra atribuindo à política social e econômica do governo Lula a onda de violência que atingiu São Paulo. Segundo ele, Lula privilegia os bancos e gera desemprego. Afirmou que o presidente deve ser reeleito por causa do 'mensalinho' do Bolsa Família. 'O governo gasta R$ 8 bilhões com o Bolsa Família para 10 milhões de famílias, enquanto 20 mil famílias faturam os R$ 160 milhões que o Brasil paga de taxa de juros aos bancos.' "
Marcio Thomaz Bastos
Ao agir como amigo do governante e não como ministro, Bastos presta um desserviço e mancha sua biografia
"Thomaz Bastos não é o primeiro advogado criminalista a ocupar o mais antigo ministério do Brasil. Vários o fizeram desde o Império. Thomaz Bastos, no entanto, exibe uma peculiaridade incômoda: é o primeiro ministro da Justiça a agir como advogado criminalista do governo a que pertence. Pode ele transportar para a administração pública cacoetes e missões típicas de sua profissão? Pode um ministro da Justiça tornar mais difícil o trabalho de investigação da Polícia Federal que chefia? A história sugere uma resposta negativa às duas perguntas. Pegue-se um exemplo de contexto semelhante ao atual: o da crise anterior ao impeachment de Fernando Collor de Mello, no início da década de 90. Ao contrário de Thomaz Bastos, o então ministro Célio Borja conduziu seus trabalhos com isenção e transparência invejáveis. Defendeu o governo sem defender a corrupção governamental. (...) Por que Thomaz Bastos não segue a cartilha constitucional? (...) Muito provavelmente isso se deve ao fato de ele ter em seu currículo inúmeras prestações de serviço advocatício a Lula e outros próceres petistas durante o regime militar.(...) É um amigo, portanto, e não um servente profissional ou um aliado político de ocasião. (...) Com livre trânsito entre políticos de vários matizes e admirado nas hostes da Polícia Federal, o braço armado da pasta da Justiça, Thomaz Bastos tinha tudo para figurar na posteridade como o ministro que, com o aplauso quase geral (alguns criticavam o estardalhaço), comandara o desbaratamento das grandes quadrilhas que dilapidavam o patrimônio nacional. A PF, sob seu comando, ganhou uma capa de VEJA, em outubro de 2004, que celebrava as megaoperações anticorrupção, como Anaconda, Farol da Colina e Vampiros, e também o processo de depuração por que passava a corporação. Deve-se ainda a Thomaz Bastos a modernização dos mecanismos de combate a crimes econômicos, entre eles o da formação de cartéis. Mas, quando sobreveio a crise que abalou os alicerces da administração Lula e o próprio Partido dos Trabalhadores, Thomaz Bastos perdeu o estofo de servidor público para encarnar o perfil menor de advogado de porta de partido. A vocação de criminalista sobrepôs-se à função de ministro. A amizade por Lula falou mais alto do que o papel institucional. Seu lugar na posteridade ganhou nódoas bem escuras para ser apagadas pela limpeza natural do tempo. "
Fonte: Revista Veja, materia de capa, em 26.05.2006
"Thomaz Bastos não é o primeiro advogado criminalista a ocupar o mais antigo ministério do Brasil. Vários o fizeram desde o Império. Thomaz Bastos, no entanto, exibe uma peculiaridade incômoda: é o primeiro ministro da Justiça a agir como advogado criminalista do governo a que pertence. Pode ele transportar para a administração pública cacoetes e missões típicas de sua profissão? Pode um ministro da Justiça tornar mais difícil o trabalho de investigação da Polícia Federal que chefia? A história sugere uma resposta negativa às duas perguntas. Pegue-se um exemplo de contexto semelhante ao atual: o da crise anterior ao impeachment de Fernando Collor de Mello, no início da década de 90. Ao contrário de Thomaz Bastos, o então ministro Célio Borja conduziu seus trabalhos com isenção e transparência invejáveis. Defendeu o governo sem defender a corrupção governamental. (...) Por que Thomaz Bastos não segue a cartilha constitucional? (...) Muito provavelmente isso se deve ao fato de ele ter em seu currículo inúmeras prestações de serviço advocatício a Lula e outros próceres petistas durante o regime militar.(...) É um amigo, portanto, e não um servente profissional ou um aliado político de ocasião. (...) Com livre trânsito entre políticos de vários matizes e admirado nas hostes da Polícia Federal, o braço armado da pasta da Justiça, Thomaz Bastos tinha tudo para figurar na posteridade como o ministro que, com o aplauso quase geral (alguns criticavam o estardalhaço), comandara o desbaratamento das grandes quadrilhas que dilapidavam o patrimônio nacional. A PF, sob seu comando, ganhou uma capa de VEJA, em outubro de 2004, que celebrava as megaoperações anticorrupção, como Anaconda, Farol da Colina e Vampiros, e também o processo de depuração por que passava a corporação. Deve-se ainda a Thomaz Bastos a modernização dos mecanismos de combate a crimes econômicos, entre eles o da formação de cartéis. Mas, quando sobreveio a crise que abalou os alicerces da administração Lula e o próprio Partido dos Trabalhadores, Thomaz Bastos perdeu o estofo de servidor público para encarnar o perfil menor de advogado de porta de partido. A vocação de criminalista sobrepôs-se à função de ministro. A amizade por Lula falou mais alto do que o papel institucional. Seu lugar na posteridade ganhou nódoas bem escuras para ser apagadas pela limpeza natural do tempo. "
Fonte: Revista Veja, materia de capa, em 26.05.2006
Enquanto isso, sub-chefe da quadrilha, continua seu trabalho
Dirceu está atrás de dinheiro para eleger deputados petistas amigos e manter sua influência no governo e no PT
Também nesta edição de Veja de 26.05.2006: "O ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, seis meses depois de ter o mandato cassado sob a acusação de comandar o esquema do mensalão, está de volta à política como ele a entende – trabalha para obter dinheiro para sustentar campanhas eleitorais. No início deste mês, Dirceu teve três – nem um, nem dois, mas três – encontros com o enroladíssimo magnata russo Boris Berezovsky, dono de uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares. De acordo com um petista familiarizado com os negócios de Dirceu, o principal assunto entre o ex-deputado e Berezovski foi a Varig. O magnata russo vive exilado em Londres para fugir dos processos que sofre na Rússia por contrabando e lavagem de dinheiro e até da suspeita de ter cometido um assassinato. Seu fundo de investimento teria 1 bilhão de reais já destinado à compra da Varig. O papel de Dirceu, ainda segundo esse petista, é convencer o governo brasileiro a colocar 100 milhões de reais na transação por meio do BNDES. Se a influência de Dirceu no BNDES ainda for forte como costumava ser, há chance de o negócio prosperar. 'Finalmente o Dirceu vai conseguir trazer dinheiro de Moscou para o PT', ironiza o deputado petista que relatou a história. (...) A idéia de Dirceu, conforme comentou com um interlocutor, é arrancar uma comissão de uns 20 milhões de dólares intermediando o negócio da Varig e, com isso, financiar a eleição de sua bancada. Isso mesmo: Dirceu está arrecadando dinheiro para eleger sua própria bancada. Nos seus planos, pretende financiar a campanha de dez candidatos à Assembléia Legislativa de São Paulo e onze candidatos a deputado federal. Sem mandato, com seus direitos políticos cassados até 2015, e sem caneta para fazer nomeações, Dirceu aposta na eleição de amigos muito próximos para manter a influência no governo e dentro do PT." A bancada de Dirceu: Maurício Rands (PT-PE), Paulo Pimenta (PT-RS), Luiz Sérgio (PT-RJ), Devanir Ribeiro (PT-SP), Angela Guadagnin (PT-SP), Eduardo Valverde (PT-RO), João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Professor Luizinho (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e Ricardo Zarattini (PT-SP).
Também nesta edição de Veja de 26.05.2006: "O ex-ministro e ex-deputado José Dirceu, seis meses depois de ter o mandato cassado sob a acusação de comandar o esquema do mensalão, está de volta à política como ele a entende – trabalha para obter dinheiro para sustentar campanhas eleitorais. No início deste mês, Dirceu teve três – nem um, nem dois, mas três – encontros com o enroladíssimo magnata russo Boris Berezovsky, dono de uma fortuna avaliada em 10 bilhões de dólares. De acordo com um petista familiarizado com os negócios de Dirceu, o principal assunto entre o ex-deputado e Berezovski foi a Varig. O magnata russo vive exilado em Londres para fugir dos processos que sofre na Rússia por contrabando e lavagem de dinheiro e até da suspeita de ter cometido um assassinato. Seu fundo de investimento teria 1 bilhão de reais já destinado à compra da Varig. O papel de Dirceu, ainda segundo esse petista, é convencer o governo brasileiro a colocar 100 milhões de reais na transação por meio do BNDES. Se a influência de Dirceu no BNDES ainda for forte como costumava ser, há chance de o negócio prosperar. 'Finalmente o Dirceu vai conseguir trazer dinheiro de Moscou para o PT', ironiza o deputado petista que relatou a história. (...) A idéia de Dirceu, conforme comentou com um interlocutor, é arrancar uma comissão de uns 20 milhões de dólares intermediando o negócio da Varig e, com isso, financiar a eleição de sua bancada. Isso mesmo: Dirceu está arrecadando dinheiro para eleger sua própria bancada. Nos seus planos, pretende financiar a campanha de dez candidatos à Assembléia Legislativa de São Paulo e onze candidatos a deputado federal. Sem mandato, com seus direitos políticos cassados até 2015, e sem caneta para fazer nomeações, Dirceu aposta na eleição de amigos muito próximos para manter a influência no governo e dentro do PT." A bancada de Dirceu: Maurício Rands (PT-PE), Paulo Pimenta (PT-RS), Luiz Sérgio (PT-RJ), Devanir Ribeiro (PT-SP), Angela Guadagnin (PT-SP), Eduardo Valverde (PT-RO), João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Professor Luizinho (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e Ricardo Zarattini (PT-SP).
Para os servidores públicos petistas
Tarso quer fim do 'conceito arcaico de direito adquirido'
— Por Malu Delgado, na Folha:
"O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, defendeu ontem a 'redução drástica de despesas da União, com corte de salários, pensões e aposentadorias como uma medida exemplar' e crucial para que o país consiga crescer a médio prazo. Especializado em direito trabalhista, afirmou que é preciso 'remover o conceito arcaico de direito adquirido' e 'cassar privilégios para os quais as pessoas não contribuíram'.'Que se cortem privilégios, e não direitos', afirmou Tarso, durante seminário promovido ontem pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), pelo IDS (Institute of Development Studies) e pela Folha. O ex-ministro Bresser Pereira também participou da mesa redonda 'Brasil: desafios para os próximos 10, 15 anos'. Bresser defendeu como saída para o crescimento o 'novo desenvolvimentismo', cujo eixo central é um rigoroso ajuste fiscal por pelo menos um ano e meio no próximo mandato. Tarso repetiu a mesma frase utilizada por Bresser em 1995. O petista disse ontem que 'a valer' a tese do direito adquirido, senhores de escravos continuariam a ter 'direito de posse' dos negros mesmo após a abolição. 'Tem que distinguir direito adquirido de privilégio adquirido. Os escravagistas afirmavam no século passado que a escravidão não poderia acabar, porque eles tinham direito adquirido sobre os escravos', havia dito Bresser quando ministro da Administração de FHC, diante da dificuldade de aprovar a reforma da Previdência na época."
— Por Malu Delgado, na Folha:
"O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, defendeu ontem a 'redução drástica de despesas da União, com corte de salários, pensões e aposentadorias como uma medida exemplar' e crucial para que o país consiga crescer a médio prazo. Especializado em direito trabalhista, afirmou que é preciso 'remover o conceito arcaico de direito adquirido' e 'cassar privilégios para os quais as pessoas não contribuíram'.'Que se cortem privilégios, e não direitos', afirmou Tarso, durante seminário promovido ontem pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), pelo IDS (Institute of Development Studies) e pela Folha. O ex-ministro Bresser Pereira também participou da mesa redonda 'Brasil: desafios para os próximos 10, 15 anos'. Bresser defendeu como saída para o crescimento o 'novo desenvolvimentismo', cujo eixo central é um rigoroso ajuste fiscal por pelo menos um ano e meio no próximo mandato. Tarso repetiu a mesma frase utilizada por Bresser em 1995. O petista disse ontem que 'a valer' a tese do direito adquirido, senhores de escravos continuariam a ter 'direito de posse' dos negros mesmo após a abolição. 'Tem que distinguir direito adquirido de privilégio adquirido. Os escravagistas afirmavam no século passado que a escravidão não poderia acabar, porque eles tinham direito adquirido sobre os escravos', havia dito Bresser quando ministro da Administração de FHC, diante da dificuldade de aprovar a reforma da Previdência na época."
Blindagem judicial. Da série não estou nem aí pra minha biografia.
STF negou pedidos de prisão no inquérito do mensalão
Silvana de Freitas, Folha de São Paulo (26/05/06)
Joaquim Barbosa não atendeu solicitação de procurador, que poderia atingir DirceuAntonio Fernando de Souza sugeriu prisão de Valério e mulher; ministro temeu que Supremo sofresse com excesso de habeas corpus O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa disse ontem que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu duas vezes neste ano a prisão de várias pessoas denunciadas no inquérito criminal do mensalão, mas que ele rejeitou a adoção dessa medida.Ao ser indagado se os pedidos de prisão envolviam ex-ministro José Dirceu, Barbosa acenou afirmativamente com a cabeça, mas em seguida disse que não citaria nomes.Antes, ele havia dito que o procurador-geral requerera a prisão de "várias pessoas", entre as quais o publicitário Marcos Valério de Souza, a mulher, Renilda Santiago, e sócios dele.Segundo o ministro, Souza apresentou o primeiro conjunto de pedidos de prisão dias antes de oferecer a denúncia criminal contra 40 pessoas, em 30 de março. Depois, solicitou que Barbosa revisse a sua decisão.Relator do inquérito do mensalão, Barbosa disse que rejeitou os pedidos porque a jurisprudência do STF só admite a prisão preventiva em situações excepcionais. "Os requisitos são muito específicos", afirmou, citando riscos de atrapalhar a investigação e de fuga.Ele também apresentou uma razão prática, dizendo que inviabilizaria os trabalhos do STF. "Se decretasse a prisão de um grupo desses, imagine o inferno que viraria [o tribunal]. O plenário não faria outra coisa a não ser julgar habeas corpus."NotificaçõesBarbosa afirmou que os oficiais de Justiça do STF até agora não conseguiram notificar 4 das 11 pessoas que constam na denúncia criminal como moradores de Brasília. Um deles é Dirceu, que retornou a São Paulo depois da cassação de seu mandato na Câmara.A denúncia indicou o antigo endereço de Dirceu em Brasília. Barbosa poderá pedir a Souza que corrija essa informação. Ele disse que, se a dificuldade de encontrar alguns denunciados persistir, irá notificá-los por meio de edital. Antes, porém, poderá ordenar à Justiça paulista que localize Dirceu.No ato da notificação, cada um recebe uma cópia de parte do inquérito para preparar a defesa e apresentá-la em 15 dias. Segundo o ministro, o STF receberá as primeiras defesas prévias nos próximos dias.
Silvana de Freitas, Folha de São Paulo (26/05/06)
Joaquim Barbosa não atendeu solicitação de procurador, que poderia atingir DirceuAntonio Fernando de Souza sugeriu prisão de Valério e mulher; ministro temeu que Supremo sofresse com excesso de habeas corpus O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa disse ontem que o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu duas vezes neste ano a prisão de várias pessoas denunciadas no inquérito criminal do mensalão, mas que ele rejeitou a adoção dessa medida.Ao ser indagado se os pedidos de prisão envolviam ex-ministro José Dirceu, Barbosa acenou afirmativamente com a cabeça, mas em seguida disse que não citaria nomes.Antes, ele havia dito que o procurador-geral requerera a prisão de "várias pessoas", entre as quais o publicitário Marcos Valério de Souza, a mulher, Renilda Santiago, e sócios dele.Segundo o ministro, Souza apresentou o primeiro conjunto de pedidos de prisão dias antes de oferecer a denúncia criminal contra 40 pessoas, em 30 de março. Depois, solicitou que Barbosa revisse a sua decisão.Relator do inquérito do mensalão, Barbosa disse que rejeitou os pedidos porque a jurisprudência do STF só admite a prisão preventiva em situações excepcionais. "Os requisitos são muito específicos", afirmou, citando riscos de atrapalhar a investigação e de fuga.Ele também apresentou uma razão prática, dizendo que inviabilizaria os trabalhos do STF. "Se decretasse a prisão de um grupo desses, imagine o inferno que viraria [o tribunal]. O plenário não faria outra coisa a não ser julgar habeas corpus."NotificaçõesBarbosa afirmou que os oficiais de Justiça do STF até agora não conseguiram notificar 4 das 11 pessoas que constam na denúncia criminal como moradores de Brasília. Um deles é Dirceu, que retornou a São Paulo depois da cassação de seu mandato na Câmara.A denúncia indicou o antigo endereço de Dirceu em Brasília. Barbosa poderá pedir a Souza que corrija essa informação. Ele disse que, se a dificuldade de encontrar alguns denunciados persistir, irá notificá-los por meio de edital. Antes, porém, poderá ordenar à Justiça paulista que localize Dirceu.No ato da notificação, cada um recebe uma cópia de parte do inquérito para preparar a defesa e apresentá-la em 15 dias. Segundo o ministro, o STF receberá as primeiras defesas prévias nos próximos dias.
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