quinta-feira, junho 14, 2012
Vinte motivos de Collor oara odiar a Veja.Ou: O PT de antes e o PT de agora- 12/06/2012
Reinaldo Azevedo
É compreensível que o senador Fernando Collor odeie tanto a VEJA. As capas da revista que espelham a sua trajetória no poder falam por si, muito especialmente aquela em que Pedro, o irmão, conta tudo. Por que não lembrá-las? Todas as edições estão disponíveis aos leitores, mesmo aos não assinantes, na íntegra. Collor não detesta a revista porque ela tenha contado mentiras a seu respeito, mas porque os fatos irrefutáveis relatados em sucessivas edições resultaram na sua queda. O povo de Alagoas o elegeu senador. Tem uma mandato legítimo como o de qualquer outro. Mas não tem legitimidade para tentar intimidar a imprensa. Tampouco se apaga a sua história.
Este senhor precisa entender que a imprensa livre não existe por vontade dos políticos. Os políticos é que existem por vontade da democracia, de que a imprensa livre é um dos pilares.
Vejam. Volto para arrematar.
Voltei
Nos anos de 1991 e 1992, o PT era um partido de oposição e achava que a VEJA prestava relevantes serviços ao país. E prestava mesmo! Ontem como hoje. Se algum parlamentar da base collorida sonhasse em enviar a imprensa para o banco dos réus, o partido certamente reagiria. Por amor à democracia? Não! Esse, tínhamos nós. Os petistas tinham apenas um projeto de poder.
Quando chegaram lá, elegeram a imprensa livre como sua principal adversária – justamente aquela que era paparicada na véspera. Afinal, algo havia mudado: no poder, o PT, como acontece com todo mundo que vence a eleição, deixou o papel de pedra para ser vidraça; deixou de investigar para ser investigado. E não se conformou.
Uma banda do partido não teve dúvida. Juntou-se com o seu adversário de antes – e as capas acima valem por uma folha corrida – para tentar perseguir o jornalismo independente. Tentem saber, hora dessas, por curiosidade, o que fazia o lixão que hoje ataca a revista. Para fazer o que se vê acima – e o que se viu nos governos que se sucederam –, é preciso ter coragem. Quem vive de rastros, implorando dinheiro oficial para existir, nao consegue ser dono nem da própria opinião, tanto menos de um jornalismo crítico e independente.
A imprensa que tem vergonha na cara não mudou. Essa é a história.
Texto publicado originalmente às 4h52
Por Reinaldo Azevedo
Linkin Park - Rolling In The Deep (Adele Cover - Live)
Linkin Park performing a cover of Adele's "Rolling In The Deep" live at the 2011 iTunes Festival. The track as well as five more live recordings from the night are available.
EUA já venderam US$ 50 bilhões em armas em 2012-14/06/2012
Jung Yeon-Je
As vendas militares dos Estados Unidos ao exterior desde o início do ano fiscal de 2012 atingiram o recorde de 50 bilhões de dólares, graças a acordos com Arábia Saudita e Japão para a aquisição de caças, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.
"Hoje posso confirmar que se trata de um ano recordista para as vendas militares ao exterior. Já ultrapassamos os 50 bilhões de dólares em vendas no ano fiscal de 2012", que termina no dia 30 de setembro, explicou em entrevista coletiva Andrew Shapiro, subsecretário de Estado para Assuntos político-militares.
As vendas de material militar a outros países verificou um aumento de 70% sobre o período anterior.
Shapiro destacou que o governo americano espera vender à Índia 22 helicópteros de ataque Apache, por 14 bilhões de dólares, o que aumentará o valor registrado até o momento.
"Evidentemente, a venda à Arábia Saudita foi muito significativa", explicou o especialista, ao citar os 29,4 bilhões de dólares, que incluem 84 caças F-15SA construídos pela Boeing.
"Mas as cifras também incluem a venda do Joing Strike Fighter ao Japão, totalizando 10 bilhões de dólares", acrescentou Shapiro.
© Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Fonte: veja online
As vendas militares dos Estados Unidos ao exterior desde o início do ano fiscal de 2012 atingiram o recorde de 50 bilhões de dólares, graças a acordos com Arábia Saudita e Japão para a aquisição de caças, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.
"Hoje posso confirmar que se trata de um ano recordista para as vendas militares ao exterior. Já ultrapassamos os 50 bilhões de dólares em vendas no ano fiscal de 2012", que termina no dia 30 de setembro, explicou em entrevista coletiva Andrew Shapiro, subsecretário de Estado para Assuntos político-militares.
As vendas de material militar a outros países verificou um aumento de 70% sobre o período anterior.
Shapiro destacou que o governo americano espera vender à Índia 22 helicópteros de ataque Apache, por 14 bilhões de dólares, o que aumentará o valor registrado até o momento.
"Evidentemente, a venda à Arábia Saudita foi muito significativa", explicou o especialista, ao citar os 29,4 bilhões de dólares, que incluem 84 caças F-15SA construídos pela Boeing.
"Mas as cifras também incluem a venda do Joing Strike Fighter ao Japão, totalizando 10 bilhões de dólares", acrescentou Shapiro.
© Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Fonte: veja online
Rappers saem no tapa por Rihanna, diz tabloide-14/05/2012
Chris Brown e Drake teriam se agredido em bar de Nova York. Brown chegou a publicar uma foto de seu queixo sangrando, mas imagem foi retirada do ar
Segundo o tabloide, os músicos têm uma rixa há anos porque Drake namorou Rihanna depois de Brown. Por isso, para apaziguar os ânimos, quando percebeu que Drake estava no mesmo bar, Brown teria enviado uma garrafa de champagne para o colega. Mas Drake não gostou muito da oferta, e teria devolvido a garrafa com um bilhete que dizia: "Estou fazendo sexo com o amor da sua vida. Aceite."
Fonte: veja online
De acordo com o tabloide britânico The Sun, os rappers Chris Brown e Drake se envolveram em uma briga por causa da cantora Rihanna.
Na noite desta quarta-feira, Brown publicou uma foto no Twitter de seu queixo sangrando, supostamente após ser atingido por uma garrafa durante a briga, que teria acontecido em um bar de Nova York. A foto já foi apagada.
Segundo o tabloide, os músicos têm uma rixa há anos porque Drake namorou Rihanna depois de Brown. Por isso, para apaziguar os ânimos, quando percebeu que Drake estava no mesmo bar, Brown teria enviado uma garrafa de champagne para o colega. Mas Drake não gostou muito da oferta, e teria devolvido a garrafa com um bilhete que dizia: "Estou fazendo sexo com o amor da sua vida. Aceite."
Foi nesse momento, de acordo com fontes do The Sun, que Brown teria partido para cima de Drake, que o atingiu com um soco. Antes que Brown pudesse reagir, outro homem atingiu o rapper com uma garrafa, abrindo seu queixo. A segurança do bar interveio e separou a briga. Drake foi embora, e Brown teve de ser levado ao hospital.
Brown e Rihanna terminaram seu relacionamento em 2009, depois que ele a agrediu. Apesar disso, tudo indica que estejam se reconciliando. A cantora, no entanto, não estaria nos seus melhores dias. Depois de levantar preocupação entre seus amigos mais próximos por não estar cuidando de sua saúde, Rihanna recebeu um ultimato de Jay-Z, que ameaçou expulsá-la da gravadora Roc Nation caso ela não se cuide.
Na tarde desta quinta-feira, Drake enviou comunicado à imprensa negando que tenha se envolvido em uma briga com Brown.Fonte: veja online
sábado, junho 09, 2012
sexta-feira, junho 08, 2012
MPF recomenda à Marinha medidas para 'coibir' repressão a quilombolas-08/06/2012
Procuradoria proíbe qualquer tipo de coação moral ou física aos residentes.
Marinha disputa posse do território ocupado pelos quilombolas na Justiça.
As denúncias de repressão contra os residentes do quilombo Rio dos Macacos, território situado perto da Base Naval de Aratu, entre as cidades de Salvador e Simões Filho, são focos de ação do Ministério Público Federal (MPF-BA). A Procuradoria direcionou recomendação ao Comando do 2º Distrito Naval da Marinha no dia 1° de junho, com o intuito de coibir "constrangimento físico e moral" aos remanescentes de escravos. A Marinha, que disputa a posse do território na Justiça, tem 15 dias para se posicionar acerca das providências que serão tomadas.
A abertura da representação, assinada pelos procuradores Ovídio Augusto Amoedo Machado e Melina Flores, foi motivada pelas denúncias recebidas pelo órgão e noticiadas na imprensa. No entanto, teve como base um inquérito civil que apura ato de improbidade administrativa feito por militares contra os moradores.
A recomendação prevê que o comandante seja responsável pela tomada de três providências. A primeira aborda a proibição de qualquer tipo de coação física ou moral e adverte que cabe à Justiça resolver o impasse, "a quem compete, exclusivamente, e por meios de seus servidores próprios, executar e fazer cumprir o que for decidido".
Em seguida, os procuradores solicitam que o órgão militar "exerça o controle e a fiscalização efetiva dos atos praticados por oficiais subordinados" e que repreenda qualquer tipo de "prática arbitrária ou agressiva" com medidas disciplinares. E, por fim, recomenda à Marinha que informe ao MPF a ocorrência dos fatos ilícitos.
Há registro de que mais de 200 famílias moram no local, ocupadas pelos quilombolas há cerca de 230 anos. Há uma Ação Reivindicatória, impetrada pela Marinha na 10ª Vara Federal Cível na Bahia, solicitando a reintegração de posse para fins militares. A execução da reintegração seria executada em março deste ano, mas foi suspensa por ordem do governo federal. O órgão militar relata que a suspensão da ação ocorreu com o propósito de "assegurar a conclusão da articulação com as esferas e instâncias do governo responsáveis por uma retirada pacífica, com realocação segura dos réus". Na ocasião, movimentos sociais afirmaram que a comunidade não teve defesa na ação.
'Vivemos em guerra'
O G1 conversou no fim do mês de maio com a líder comunitária Rosimeire Silva dos Santos, que narrou o tratamento realizado pelos militares aos moradores. Na ocasião, houve um conflito entre as partes, depois que a Marinha entrou no território para impedir a reconstrução de uma casa de barro que havia sido destruída pela chuva.
As defensorias públicas estadual e federal, além de movimentos sociais, atuam para resolver o impasse, porque existe uma ordem judicial que proíbe qualquer obra no local, segundo relatou a defensora estadual Fabiana Almeida.
Antiga fazenda
Em março, Vilma Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN-BA), explicou ao G1 que a área em que hoje vivem as famílias de quilombolas era fazenda há 238 anos. Segundo ela, em 1972 foram retiradas do local 57 famílias, época em que a Vila Naval foi construída. "Até hoje essas famílias expulsas estão encostadas no muro, porque nunca perderam o vínculo com a comunidade", disse.
Vilma Reis retrata que a fazenda pertencia à família Martins, por décadas dona de grande parte do território do recôncavo baiano, mas que abdicou da propriedade de São Tomé de Paripe com a decadência do açúcar. "Foram se envolver em outras atividades, mas os quilombolas permaneceram no local. Se for lá, ainda vê os restos de fazenda, das correntes e de todo o material que servia para a tortura [dos escravos]. O laudo da Marinha mostra totalmente o contrário", descreve.
Fonte;globo.com
Marinha disputa posse do território ocupado pelos quilombolas na Justiça.
As denúncias de repressão contra os residentes do quilombo Rio dos Macacos, território situado perto da Base Naval de Aratu, entre as cidades de Salvador e Simões Filho, são focos de ação do Ministério Público Federal (MPF-BA). A Procuradoria direcionou recomendação ao Comando do 2º Distrito Naval da Marinha no dia 1° de junho, com o intuito de coibir "constrangimento físico e moral" aos remanescentes de escravos. A Marinha, que disputa a posse do território na Justiça, tem 15 dias para se posicionar acerca das providências que serão tomadas.
A abertura da representação, assinada pelos procuradores Ovídio Augusto Amoedo Machado e Melina Flores, foi motivada pelas denúncias recebidas pelo órgão e noticiadas na imprensa. No entanto, teve como base um inquérito civil que apura ato de improbidade administrativa feito por militares contra os moradores.
A recomendação prevê que o comandante seja responsável pela tomada de três providências. A primeira aborda a proibição de qualquer tipo de coação física ou moral e adverte que cabe à Justiça resolver o impasse, "a quem compete, exclusivamente, e por meios de seus servidores próprios, executar e fazer cumprir o que for decidido".
Em seguida, os procuradores solicitam que o órgão militar "exerça o controle e a fiscalização efetiva dos atos praticados por oficiais subordinados" e que repreenda qualquer tipo de "prática arbitrária ou agressiva" com medidas disciplinares. E, por fim, recomenda à Marinha que informe ao MPF a ocorrência dos fatos ilícitos.
Há registro de que mais de 200 famílias moram no local, ocupadas pelos quilombolas há cerca de 230 anos. Há uma Ação Reivindicatória, impetrada pela Marinha na 10ª Vara Federal Cível na Bahia, solicitando a reintegração de posse para fins militares. A execução da reintegração seria executada em março deste ano, mas foi suspensa por ordem do governo federal. O órgão militar relata que a suspensão da ação ocorreu com o propósito de "assegurar a conclusão da articulação com as esferas e instâncias do governo responsáveis por uma retirada pacífica, com realocação segura dos réus". Na ocasião, movimentos sociais afirmaram que a comunidade não teve defesa na ação.
'Vivemos em guerra'
O G1 conversou no fim do mês de maio com a líder comunitária Rosimeire Silva dos Santos, que narrou o tratamento realizado pelos militares aos moradores. Na ocasião, houve um conflito entre as partes, depois que a Marinha entrou no território para impedir a reconstrução de uma casa de barro que havia sido destruída pela chuva.
"Passamos a noite toda vigiados. Hoje já entrou um camburão. Na madrugada, passaram em frente à casa de meu irmão. Estão dentro do mato. A gente não sabe se vai sair vivo ou morto. Vivemos em guerra, a escola das crianças é arma na cabeça. Tenho muitas balas aqui que guardei", disse ela, que é mãe de quatro filhas. Segundo conta, os militares que cercaram o quilombo utilizaram violência, prática que denuncia ser constante.
"Chegaram com fuzis, metralhadoras e duas caixas de granadas, pelo que viram e me disseram, porque não entendo de arma. Nossos filhos, que correram para abraçar a gente, eles empurraram. Apontaram a arma [contra a criança], mas depois mandaram se retirar. Pisaram em uma senhora, colocaram arma na barriga de minha irmã", afirma Rosimeire. A Marinha do Brasil nega a versão de que fuzileiros navais tenham estado "dentro" da comunidade no período da madrugada. Afirma ainda que é comum o trânsito de militares armados por se tratar de área militar.As defensorias públicas estadual e federal, além de movimentos sociais, atuam para resolver o impasse, porque existe uma ordem judicial que proíbe qualquer obra no local, segundo relatou a defensora estadual Fabiana Almeida.
Antiga fazenda
Em março, Vilma Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN-BA), explicou ao G1 que a área em que hoje vivem as famílias de quilombolas era fazenda há 238 anos. Segundo ela, em 1972 foram retiradas do local 57 famílias, época em que a Vila Naval foi construída. "Até hoje essas famílias expulsas estão encostadas no muro, porque nunca perderam o vínculo com a comunidade", disse.
Vilma Reis retrata que a fazenda pertencia à família Martins, por décadas dona de grande parte do território do recôncavo baiano, mas que abdicou da propriedade de São Tomé de Paripe com a decadência do açúcar. "Foram se envolver em outras atividades, mas os quilombolas permaneceram no local. Se for lá, ainda vê os restos de fazenda, das correntes e de todo o material que servia para a tortura [dos escravos]. O laudo da Marinha mostra totalmente o contrário", descreve.
Fonte;globo.com
STF considera 'incabível' recurso da Bahia sobre salários de professores-08/06/2012
Recurso pedia suspensão de liminar de determinava pagamento de salários.
Professores da rede estadual estão em greve há 59 dias em todo o estado.
O presidente Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao recurso de suspensão de liminar, impetrado pelo Governo da Bahia, que almejava anular a ordem do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) sobre o pagamento dos salários dos professores estaduais. A categoria está em greve há 59 dias em campanha por reajuste salarial.
A posição do Supremo foi proferida nesta sexta-feira (8) e deve ser publicada no Diário Oficial de Justiça no início da próxima semana. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o recurso foi considerado "incabível", por isso, o mérito não será apreciado pela Corte. "É um balsâmo, alivia muito e dá mais gás ao movimento. Depois de meses de salários confiscados, o Supremo dá um presente desses antes do dia dos namorados", comemora o presidente do sindicato da categoria (APLB), Rui Oliveira.
O corte nos pontos dos profissionais grevistas foi comunicado às 33 diretorias regionais, na capital e no interior do estado, no dia 18 de abril. A medida foi baseada, segundo a secretaria de Educação, na decisão do próprio TJ-BA, que determinou a ilegalidade do movimento grevista. No recurso acerca do pagamento dos salários, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) argumentou que pagar salários vai de encontro com a declaração de ilegalidade afirmada pela Justiça baiana.
Negociação
Representantes do sindicato dos professores estaduais (APLB) se reuniram nesta sexta-feira (8) com o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, na Residencia Episcopal, em Salvador, para abordar medidas que ajudem a por fim à greve no ensino público. O secretário-geral da APLB, Claudemir Nonato, afirma a categoria fez dois pedidos ao líder católico.
"Primeiro, queremos que ele tente com o governo um possível diálogo, para que possa sentar e discutir o fim da greve. Segundo, queremos que o governo apresente para a categoria a proposta que foi feita à imprensa, de forma escrita", explica o sindicalista. A proposta do governo foi foco de uma reunião entre o sindicato, a secretaria de Administração e o Ministerio Público Estadual. Na ocasião, os sindicalistas discordaram do apresentado.
Claudemir Nonato afirma ainda que o movimento está disposto a abdicar de atuais exigências no sentido de retomar as atividades o mais breve possível. Por isso, o comando de greve se reúne no sábado (9) para elaborar uma contraproposta, que será apresentada aos professores na assembleia marcada para as 9h do dia 12 de junho (terça-feira). A contraproposta, segundo ele, tem como base a do governo. "Vamos nos reunir de antemão e formular a contraproposta", diz.
Proposta
A proposta feita pelo governo prevê reajuste salarial de 22% para aqueles professores que não têm ensino superior. Outros professores teriam os 6,5% aprovados na Assembleia Legislativa da Bahia, além de dois avanços, de 7 a 7,5%, nos meses de novembro deste ano e abril de 2013, respectivamente. O total seria de 22% para os professores que estão em atividade. No entanto, para ter direito ao aumento, os professores teriam que ter presença regular em cursos de qualificação promovidos pelo governo.
"Ela vai atingir 90% a 100% de quem está na ativa. Não estamos falando de provas, nós estamos falando de cursos de qualificação. Ninguém tem que fazer prova, tem que estar presente no curso, se qualificou para poder fazer jus a uma promoção", explica o governador Jaques Wagner.
O sindicato aponta, por outro lado, que a proposta não contempla os professores aposentados, em licença médica e estágio probatório. Afirma ainda que o governo estaria colocando cursos de qualificação no lugar da prova de desempenho, avaliação feita todos os anos, que concede avanços na carreira e aumento de salários a um número limitado de professores.
A categoria insiste na exigência do cumprimento do acordo de novembro de 2011, indicando que o governo se comprometeu a dar a todos os professores reajuste de 22,22%, estabelecido pelo Ministério da Educação como piso nacional do magistério. "Entedemos que não é preciso ter esse caráter [a promoção]. Que pode ser feito de forma automática, sem curso, sem nenhuma restrição", opina Marlene Betros, vice-coordenadora da APLB.
Movimento grevista
Os professores pediram reajuste de 22,22%. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria, em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acordo mandando para a Assembleia um projeto de lei com valores menores. No dia 25 de abril, os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio. Na última terça-feira (29), conseguiram uma liminar da Justiça que determina o pagamento dos sálarios do mês de abril e maio, que estavam suspensos. O Governo da Bahia informou que iria recorrer da decisão.
fonmte; globo.com
Professores da rede estadual estão em greve há 59 dias em todo o estado.
O presidente Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao recurso de suspensão de liminar, impetrado pelo Governo da Bahia, que almejava anular a ordem do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) sobre o pagamento dos salários dos professores estaduais. A categoria está em greve há 59 dias em campanha por reajuste salarial.
A posição do Supremo foi proferida nesta sexta-feira (8) e deve ser publicada no Diário Oficial de Justiça no início da próxima semana. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o recurso foi considerado "incabível", por isso, o mérito não será apreciado pela Corte. "É um balsâmo, alivia muito e dá mais gás ao movimento. Depois de meses de salários confiscados, o Supremo dá um presente desses antes do dia dos namorados", comemora o presidente do sindicato da categoria (APLB), Rui Oliveira.
O corte nos pontos dos profissionais grevistas foi comunicado às 33 diretorias regionais, na capital e no interior do estado, no dia 18 de abril. A medida foi baseada, segundo a secretaria de Educação, na decisão do próprio TJ-BA, que determinou a ilegalidade do movimento grevista. No recurso acerca do pagamento dos salários, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) argumentou que pagar salários vai de encontro com a declaração de ilegalidade afirmada pela Justiça baiana.
Negociação
Representantes do sindicato dos professores estaduais (APLB) se reuniram nesta sexta-feira (8) com o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, na Residencia Episcopal, em Salvador, para abordar medidas que ajudem a por fim à greve no ensino público. O secretário-geral da APLB, Claudemir Nonato, afirma a categoria fez dois pedidos ao líder católico.
"Primeiro, queremos que ele tente com o governo um possível diálogo, para que possa sentar e discutir o fim da greve. Segundo, queremos que o governo apresente para a categoria a proposta que foi feita à imprensa, de forma escrita", explica o sindicalista. A proposta do governo foi foco de uma reunião entre o sindicato, a secretaria de Administração e o Ministerio Público Estadual. Na ocasião, os sindicalistas discordaram do apresentado.
Claudemir Nonato afirma ainda que o movimento está disposto a abdicar de atuais exigências no sentido de retomar as atividades o mais breve possível. Por isso, o comando de greve se reúne no sábado (9) para elaborar uma contraproposta, que será apresentada aos professores na assembleia marcada para as 9h do dia 12 de junho (terça-feira). A contraproposta, segundo ele, tem como base a do governo. "Vamos nos reunir de antemão e formular a contraproposta", diz.
Proposta
A proposta feita pelo governo prevê reajuste salarial de 22% para aqueles professores que não têm ensino superior. Outros professores teriam os 6,5% aprovados na Assembleia Legislativa da Bahia, além de dois avanços, de 7 a 7,5%, nos meses de novembro deste ano e abril de 2013, respectivamente. O total seria de 22% para os professores que estão em atividade. No entanto, para ter direito ao aumento, os professores teriam que ter presença regular em cursos de qualificação promovidos pelo governo.
"Ela vai atingir 90% a 100% de quem está na ativa. Não estamos falando de provas, nós estamos falando de cursos de qualificação. Ninguém tem que fazer prova, tem que estar presente no curso, se qualificou para poder fazer jus a uma promoção", explica o governador Jaques Wagner.
O sindicato aponta, por outro lado, que a proposta não contempla os professores aposentados, em licença médica e estágio probatório. Afirma ainda que o governo estaria colocando cursos de qualificação no lugar da prova de desempenho, avaliação feita todos os anos, que concede avanços na carreira e aumento de salários a um número limitado de professores.
A categoria insiste na exigência do cumprimento do acordo de novembro de 2011, indicando que o governo se comprometeu a dar a todos os professores reajuste de 22,22%, estabelecido pelo Ministério da Educação como piso nacional do magistério. "Entedemos que não é preciso ter esse caráter [a promoção]. Que pode ser feito de forma automática, sem curso, sem nenhuma restrição", opina Marlene Betros, vice-coordenadora da APLB.
Movimento grevista
Os professores pediram reajuste de 22,22%. Eles alegam que o governo fez acordo com a categoria, em novembro do ano passado, que garantia os valores do piso nacional, e depois ignorou o acordo mandando para a Assembleia um projeto de lei com valores menores. No dia 25 de abril, os deputados aprovaram o projeto enviado pelo executivo que garante o piso nacional a mais de cinco mil professores de nível médio. Na última terça-feira (29), conseguiram uma liminar da Justiça que determina o pagamento dos sálarios do mês de abril e maio, que estavam suspensos. O Governo da Bahia informou que iria recorrer da decisão.
fonmte; globo.com
Dupla ameaça à hegemonia petista? Não... 07/06/2012
O bom estado da economia e o carisma de Lula permitiram ao PT fazer barba e bigode do Brasil nos últimos anos. Mas ambos, a economia e Lula, estão mais fracos. Se fosse viva, a oposição poderia tirar partido disso.
O carisma de Lula, esse herói macunaímico, foi fundamental para tornar o Brasil mais inclusivo e para os pobres se sentirem finalmente representados no coração do poder. Lula lá em si já mostrou um país (mais) inclusivo.
Mas ele não está mais lá. E, mais do que o carisma de Lula, foi a ascensão econômica das massas, fruto da adesão petista ao capitalismo, que abriu esse céu de brigadeiro para o projeto PT de dominação nacional.
Mas com a crise global, que de marolinha não tem nada, a economia brasileira perde lustro e velocidade. O consumo das famílias, mola do neocapitalismo petista, dá sinais de exaustão pelo endividamento crescente. Se avançarmos muito nesse endividamento, podemos criar nosso próprio subprime e nossos próprios bancos estressados.
Há coragem e iniciativa na luta de Dilma e equipe contra o alto juro no Brasil. A crise global é uma oportunidade para esse enfrentamento. A arrecadação de tributos voraz também facilita o mínimo equilíbrio fiscal.
Mas o espírito animal dos empresários murchou com a crise e a percepção de que deficiências graves como baixa educação da mão de obra, infraestrutura precária e cara, ambiente de negócios ruim e pesada carga tributária não são enfrentadas de forma convincente pelo país.
Por isso o desenvolvimentismo, segundo previsões do odiado mercado, deve fechar seu segundo ano com expansão econômica abaixo de 3%, menos que a média dos emergentes e dos latino-americanos. Se ficar assim até 2014, a reeleição de Dilma (ou de Lula) pode perder apoio popular e a oposição, ganhar discurso na área econômica que lhe faltou em 2010.
Mas, sem tragédias gregas ou europeias, as economias global e brasileira devem voltar a crescer mais em 2013 e 2014, com as nuvens de 2012 se dissipando na economia.
Já do lado político, a liderança de Lula sofre pela primeira vez contestação mais séria. Suas preferências eleitorais neste ano geram insatisfeitos como Marta Suplicy e outros. O julgamento do mensalão pode manchar, agora oficialmente, o legado lulista. Mais forte do que isso, a inescapável dicotomia Lula versus Dilma, por mais que neguem, é mutuamente desgastante.
Lula tem como prioridades o mensalão e o seu sonho de aniquilar o que restou da oposição (depois de ter "exterminado" a direita, como prometera). As prioridades de Dilma são obviamente outras. Essa oposição entre criador e criatura enfraquece o PT.
Se a oposição fosse mais forte e organizada, as eleições deste ano poderiam ser o primeiro teste mais forte da hegemonia petista. Mas, como sempre nos últimos anos, quem está na ofensiva é o PT. O grande jogo de poder hoje não é disputado por governo e oposição, mas por Dilma e Lula.
Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos "Dinheiro" (2004-2010) e "Mundo" (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.
Fonte: folha online
O carisma de Lula, esse herói macunaímico, foi fundamental para tornar o Brasil mais inclusivo e para os pobres se sentirem finalmente representados no coração do poder. Lula lá em si já mostrou um país (mais) inclusivo.
Mas ele não está mais lá. E, mais do que o carisma de Lula, foi a ascensão econômica das massas, fruto da adesão petista ao capitalismo, que abriu esse céu de brigadeiro para o projeto PT de dominação nacional.
Mas com a crise global, que de marolinha não tem nada, a economia brasileira perde lustro e velocidade. O consumo das famílias, mola do neocapitalismo petista, dá sinais de exaustão pelo endividamento crescente. Se avançarmos muito nesse endividamento, podemos criar nosso próprio subprime e nossos próprios bancos estressados.
Há coragem e iniciativa na luta de Dilma e equipe contra o alto juro no Brasil. A crise global é uma oportunidade para esse enfrentamento. A arrecadação de tributos voraz também facilita o mínimo equilíbrio fiscal.
Mas o espírito animal dos empresários murchou com a crise e a percepção de que deficiências graves como baixa educação da mão de obra, infraestrutura precária e cara, ambiente de negócios ruim e pesada carga tributária não são enfrentadas de forma convincente pelo país.
Por isso o desenvolvimentismo, segundo previsões do odiado mercado, deve fechar seu segundo ano com expansão econômica abaixo de 3%, menos que a média dos emergentes e dos latino-americanos. Se ficar assim até 2014, a reeleição de Dilma (ou de Lula) pode perder apoio popular e a oposição, ganhar discurso na área econômica que lhe faltou em 2010.
Mas, sem tragédias gregas ou europeias, as economias global e brasileira devem voltar a crescer mais em 2013 e 2014, com as nuvens de 2012 se dissipando na economia.
Já do lado político, a liderança de Lula sofre pela primeira vez contestação mais séria. Suas preferências eleitorais neste ano geram insatisfeitos como Marta Suplicy e outros. O julgamento do mensalão pode manchar, agora oficialmente, o legado lulista. Mais forte do que isso, a inescapável dicotomia Lula versus Dilma, por mais que neguem, é mutuamente desgastante.
Lula tem como prioridades o mensalão e o seu sonho de aniquilar o que restou da oposição (depois de ter "exterminado" a direita, como prometera). As prioridades de Dilma são obviamente outras. Essa oposição entre criador e criatura enfraquece o PT.
Se a oposição fosse mais forte e organizada, as eleições deste ano poderiam ser o primeiro teste mais forte da hegemonia petista. Mas, como sempre nos últimos anos, quem está na ofensiva é o PT. O grande jogo de poder hoje não é disputado por governo e oposição, mas por Dilma e Lula.
Sérgio Malbergier é jornalista. Foi editor dos cadernos "Dinheiro" (2004-2010) e "Mundo" (2000-2004), correspondente em Londres (1994) e enviado especial da Folha a países como Iraque, Israel e Venezuela, entre outros. Dirigiu dois curta-metragens, "A Árvore" (1986) e "Carô no Inferno" (1987). Escreve para a Folha.com às quintas.
Fonte: folha online
Governo da Bahia e empresa negam plágio em estudo ambiental-07/06/2012
O governo da Bahia e a Hydros Engenharia e Planejamento negaram a existência de plágio no estudo de impacto ambiental do Porto Sul, complexo portuário de R$ 3,5 bilhões projetado para Ilhéus (BA).
Eles disseram que o estudo cita explicitamente os autores e que trechos sem aspas e sem referências foram corrigidos.
O Ministério Público Federal havia aberto investigação sobre a suspeita de plágio nos estudos do empreendimento, cuja construção tem valor estimado em R$ 3,5 bilhões
Com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da iniciativa privada, a construção do porto é uma das principais promessas de campanha do governador Jaques Wagner (PT).
Segundo a Procuradoria, parágrafos inteiros do estudo de impacto ambiental, apresentado como inédito e específico do empreendimento, são idênticos ao de artigo científico publicado em 2007 por dois pesquisadores da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), na Bahia.
Em nota, o governo disse que o suposto plágio está em trechos de um estudo de autoria da consultoria ICON - Instituto de Conhecimento que diz explicitamente quem os realizou. "São citados os nomes de quem se queixa e de outras entidades."
A nota diz que a "identificação de trechos sem aspas e sem referência já foram objeto de correção nos estudos complementares coordenados pela empresa contratada pelo Estado, inclusive seguindo orientação do Ibama".
Segundo o governo, a equipe técnica que realizou os estudos ambientais é formada por profissionais com experiência e responsabilidade técnica, e que parte deles são professores universitários e profissionais seniores.
A Hydros, empresa responsável pelos estudos, disse que "houve a expressa citação do nome do denunciante no texto e nas suas referências bibliográficas, em respeito aos seus direitos autorais".
Por meio de nota, a empresa disse também que, "considerando nota técnica do Ibama de 2 de fevereiro de 2012, o consórcio realizou nova formatação do texto e procedeu revisão das citações e referências bibliográficas utilizadas, contempladas nos estudos complementares a serem entregues ao Ibama".
Fonte: folha online
Eles disseram que o estudo cita explicitamente os autores e que trechos sem aspas e sem referências foram corrigidos.
O Ministério Público Federal havia aberto investigação sobre a suspeita de plágio nos estudos do empreendimento, cuja construção tem valor estimado em R$ 3,5 bilhões
Com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da iniciativa privada, a construção do porto é uma das principais promessas de campanha do governador Jaques Wagner (PT).
Segundo a Procuradoria, parágrafos inteiros do estudo de impacto ambiental, apresentado como inédito e específico do empreendimento, são idênticos ao de artigo científico publicado em 2007 por dois pesquisadores da UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz), na Bahia.
Em nota, o governo disse que o suposto plágio está em trechos de um estudo de autoria da consultoria ICON - Instituto de Conhecimento que diz explicitamente quem os realizou. "São citados os nomes de quem se queixa e de outras entidades."
A nota diz que a "identificação de trechos sem aspas e sem referência já foram objeto de correção nos estudos complementares coordenados pela empresa contratada pelo Estado, inclusive seguindo orientação do Ibama".
Segundo o governo, a equipe técnica que realizou os estudos ambientais é formada por profissionais com experiência e responsabilidade técnica, e que parte deles são professores universitários e profissionais seniores.
A Hydros, empresa responsável pelos estudos, disse que "houve a expressa citação do nome do denunciante no texto e nas suas referências bibliográficas, em respeito aos seus direitos autorais".
Por meio de nota, a empresa disse também que, "considerando nota técnica do Ibama de 2 de fevereiro de 2012, o consórcio realizou nova formatação do texto e procedeu revisão das citações e referências bibliográficas utilizadas, contempladas nos estudos complementares a serem entregues ao Ibama".
Fonte: folha online
Decisões da Justiça saem até com convite de churrasco-08/-06/2012
Textos "misteriosos" têm aparecido no meio de despachos formais do Judiciário. "Escolha a hora e as palavras certas, mas não espere nem mais um dia para terminar este relacionamento. Seja sincero... Diga: 'Não quero mais' ou 'Não está dando certo' ou 'O amor acabou'", dizia o trecho de uma nota processual publicada no "Diário da Justiça" do RS, no fim do ano passado.
A informação é de reportagem de Carolina Leal publicada na edição desta sexta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Segundo especialistas, problemas como esses são fruto de um "copia e cola" equivocado na hora de o servidor publicar um despacho enviado pelo juiz.
O Judiciário gaúcho já tinha protagonizado outra publicação inusitada: "Churrasco de 'Amigos' na casa da Morgana. Dia: 06/12/2008 (...) O que levar??? Bebidas!!! Cada um leva seu fardinho!!!"
"Falta checagem", afirma o vice-presidente da OAB-SP, Marcos da Costa. "O volume de trabalho é muito grande."
Fonte: folha online
A informação é de reportagem de Carolina Leal publicada na edição desta sexta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Segundo especialistas, problemas como esses são fruto de um "copia e cola" equivocado na hora de o servidor publicar um despacho enviado pelo juiz.
O Judiciário gaúcho já tinha protagonizado outra publicação inusitada: "Churrasco de 'Amigos' na casa da Morgana. Dia: 06/12/2008 (...) O que levar??? Bebidas!!! Cada um leva seu fardinho!!!"
"Falta checagem", afirma o vice-presidente da OAB-SP, Marcos da Costa. "O volume de trabalho é muito grande."
Fonte: folha online
Justiça nega pedido de Belo para "calar" Viviane Araújo em "A Fazenda"-07/06/2012
O cantor Belo sofreu um revés na sua luta para tentar impedir que sua "honra" seja violada.
Após se casar recentemente com a dançarina Gracyanne Barbosa, ele havia pedido na Justiça que a ex, Viviane Araújo, fosse proibida de fazer comentários que violassem sua "dignidade".
Ele queria que Viviane pagasse multa de R$ 500 mil se isso ocorresse enquanto ela está confinada no reality show "A Fazenda" (Record).
Segundo a coluna Olá, assinada por Vivian Masutti e publicada no jornal "Agora", o pedido foi negado (ainda cabe recurso).
Até o momento, Viviane não disse nada que pudesse abalar a honra do pagodeiro.
Após se casar recentemente com a dançarina Gracyanne Barbosa, ele havia pedido na Justiça que a ex, Viviane Araújo, fosse proibida de fazer comentários que violassem sua "dignidade".
Ele queria que Viviane pagasse multa de R$ 500 mil se isso ocorresse enquanto ela está confinada no reality show "A Fazenda" (Record).
Segundo a coluna Olá, assinada por Vivian Masutti e publicada no jornal "Agora", o pedido foi negado (ainda cabe recurso).
Até o momento, Viviane não disse nada que pudesse abalar a honra do pagodeiro.
Escândalos no Vaticano expõem fracasso da liderança do papa Bento 16- 05/06/2012
Apesar do mordomo pessoal do papa Bento 16 ter sido preso em conexão com o escândalo do "Vatileaks", novos documentos divulgados no final de semana indicam que ele tinha fortes colaboradores que permanecem não identificados. Os documentos secretos expõem a liderança desajeitada e impotente do pontífice na Igreja.
Os dois se conheciam? Um era a fonte do outro? Teriam se unido para prejudicar o chefe da Igreja Católica, o papa Bento 16, nascido na Alemanha?
Poucos em Roma foram objeto de tamanha especulação ultimamente quanto esses dois homens. Mas apesar de sua proximidade física, provavelmente não devem se esbarrar tão cedo.
Um deles está em uma cela de detenção de 16 metros quadrados, na delegacia de polícia do Vaticano, dentro dos domínios papais. Ele está sentado ali há quase duas semanas, e quase todos conhecem seu nome: Paolo Gabriele, 46, mordomo pessoal do papa.
Pouco antes do Pentecostes, o secretário privado de Bento, Monsegneur Georg Gänswein, teria descoberto que Gabriele era um espião. Investigadores encontraram no apartamento de Gabriele quatro caixas com cópias de cartas estritamente confidenciais de e para o papa Bento.
Desde então, Gabriele foi considerado traidor e chamado de "il corvo", animal conhecido por sua capacidade de enganar. Seus advogados dizem que ele vai finalmente ser submetido a questionamentos nesta semana e que está disposto a contar tudo.
Seria este o clímax do chamado escândalo do "Vatileaks", que vem se desenrolando desde janeiro, quando começou a surgir uma série de documentos secretos? Ou será apenas o começo? Não há dúvida que este dilúvio de papéis do Vaticano é um sinal do que a revista italiana "Panorama" chama de uma das "piores crises da história da Santa Sede", ou o que o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi descreveu como "difícil teste" para o papa.
De qualquer forma, é uma história de crime que nem mesmo Dan Brown poderia ter imaginado -na qual Gabriele possivelmente é apenas uma figura marginal, porque a segurança do Vaticano ainda está buscando os verdadeiros mandantes por trás do escândalo.
De fato, eles parecem estar foragidos. Apesar da prisão do mordomo, os vazamentos continuaram. Enquanto o papa estava em uma viagem de três dias para Milão, o jornal italiano "La Repubblica" publicou documentos do Vaticano, sendo dois com a assinatura do secretário.
"Um ato imoral"
Após os mais recentes eventos cercando o escândalo de resultados acertados de jogos da seleção de futebol da Itália, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, sugeriu simplesmente suspender os jogos da série A por dois ou três anos. Muitos romanos acharam que isso não era uma má ideia, a princípio, mas que deveria ser aplicada à Igreja e não ao futebol. Fechem a Santa Sede, concordaram, mas não os estádios.
Mas o Vaticano está na defensiva. Durante sua audiência geral no dia 30 de maio, Bento fez seus primeiros comentários públicos acerca do escândalo do Vatileaks e disse que continua a apoiar seus colegas no Vaticano, leais ou não. O arcebispo Angelo Becciu, subsecretário de Estado do Vaticano, cargo equivalente ao de ministro do interior, disse ao jornal do Vaticano "L'Osservatore Romano" que considerava a publicação de cartas confidenciais "um ato imoral de gravidade inusitada" e estimulou os jornalistas a "evitarem claramente a iniciativa de um colega" a quem não hesita em chamar de criminoso.
Esse colega é Gianluigi Nuzzi. Aos olhos do Vaticano, ele é claramente o verdadeiro culpado por esse assunto. O famoso jornalista investigativo já havia revelado casos de corrupção e lavagem de dinheiro no banco do Vaticano em 2009 em seu livro "Vaticano S.p.A" ou "Vaticano Ltda". Agora o Vaticano está ameaçando entrar na justiça contra sua mais recente obra, "His Holiness: The Secret Papers of Benedict 16" (Sua Santidade: os documentos secretos de Bento 16), publicado no dia 18 de maio. Vários dias depois, o diretor do Banco do Vaticano, Ettore Gotti Tedeschi, foi demitido de seu cargo por negligência do dever. Reportagens disseram que os memorandos vazados indicam diferenças nas políticas de transparência financeira dentro do Vaticano.
Uma janela única para o Vaticano
Nuzzi acontece de estar hospedado no Hotel Ambasciatori, na Via Veneto de Roma, a uma curta caminhada da delegacia do Vaticano. A rua foi famosa por sua dolce vita,quando o astro diretor Federico Fellini ainda estava vivo e quando nem a Itália nem o Vaticano estavam afundados em crises.
Os dois telefones celulares na mesa de café na frente de Nuzzi estão tocando. Seus colegas informam que um político está pedindo sua prisão. A cada poucos minutos ele é abordado por fãs querendo que assine seus livros, inclusive pessoas que trabalham no Vaticano ali perto. Elas sussurram e se perguntam sobre as misteriosas fontes de Nuzzi.
Apesar de alguns dos documentos não serem nada surpreendentes, as revelações de Nuzzi abrem uma janela única para o funcionamento interno do Vaticano e fornecem prova de como é o jogo político nos domínios do Santo Padre. Eles mostram que, como em toda parte, há mentiras, intrigas e brigas homéricas entre partidos rivais.
Alguns dos 30 faxes revelam aspectos banais da vida diária do papa, tais como ofertas de doações por celebridades e pedidos de audiência. Um documento mostra o número da conta bancária do papa. De fato, dizem que foi este documento que colocou o secretário privado do papa Gänswein na trilha de Gabriele em suas investigações, já que apenas Gabriele poderia ter tido acesso a ele.
Contudo, outros documentos são mais explosivos. Por exemplo, há um memorando que o papa enviou ao embaixador do Vaticano em Berlim, no qual dá ao embaixador permissão para reclamar com a chanceler Angela Merkel por ter criticado o comportamento de Bento na questão cercando um grupo católico controverso, a Sociedade de São Pio X (Sspx). Mas, na maior parte, o livro contém cartas críticas a Tarcisio Bertone, o número dois de Bento, secretário de Estado do Vaticano. Bertone é acusado de ter feito acusações contra um arcebispo que tem fama de querer limpar as coisas, o que levou o arcebispo ser prontamente transferido para outra posição como punição.
Fontes chamadas "Maria"
Nuzzi diz que não tem medo de ações legais e que seu trabalho foi cuidadosa e meticulosamente pesquisado. É claro que ele não vai revelar suas fontes, preferindo em vez disso chamá-las pelo nome coletivo de "Maria". De fato, a história de como ele entrou em contato com Maria parece um filme de aventura, como as reuniões que jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward tinham com sua fonte "Garganta Profunda" em um estacionamento de Washington enquanto investigavam o escândalo de Watergate.
Nuzzi alega que se encontrou com dois intermediadores no ano passado, que examinaram sua confiabilidade e o levaram a um apartamento vazio no bairro de Prati, em Roma, após tomarem uma rota confusa. Ali, ele diz que pediram que se sentasse em uma cadeira de plástico oposta a sua principal fonte, que "nunca aceitou nenhum centavo", segundo Nuzzi. Ele confirma que "Maria" de fato eram vários indivíduos e que as pessoas que deram documentos a ele "sabiam o que estavam fazendo".
Nuzzi diz que os indivíduos da Santa Sede com quem teve contato estavam frustrados com a cultura intolerável de segredos e acobertamentos no Vaticano e que este era o motivo por trás de suas ações. Ele diz que espera gerar um debate, uma perestroica -apesar de isso parecer um exagero e um tanto inocente.
Seu livro de forma alguma é para denegrir o papa, acrescenta Nuzzi. Pelo contrário, ele vê o papa como revolucionário, pois acredita que Bento 16 quer trazer alguma transparência aos negócios do banco do Vaticano e combateu a pedofilia mais do que seus predecessores. De fato, ele espera que sua revelação proteja o papa, ou ao menos é o que diz. Mas na realidade, Nuzzi está prejudicando o papa porque os documentos revelam principalmente uma coisa: a debilidade de Bento 16 como líder.
"O mais chocante foi ver como esse papa é solitário e quanto trabalho ele tem para manter o grupo unido ou sua dificuldade de obter informações, diante de todas as intrigas e filtragens em torno dele", diz Nuzzi.
A especulação continua
Ainda não se sabe quem vazou os documentos de Nuzzi e quem queria que o mundo descobrisse sobre o suposto estado deplorável dentro do Vaticano. Ainda assim, há muita especulação na Praça São Pedro e durante as conferências de imprensa agora diárias na Sala Stampa, frequentada por um porta-voz papal envergonhado e observadores do Vaticano que têm que escrever várias páginas de reportagens sobre as intrigas do palácio na corte de Bento 16 diariamente.
Essas especulações por vezes estão relacionadas com lutas por poder entre as altas autoridades da Igreja italiana, que visam colocar seus candidatos favoritos em boas posições para a próxima eleição papal. Outros especulam que envolve a conspiração contra Bertone, o número dois no Vaticano e confidente do papa, a quem muitos veem como excessivamente presunçoso. Defensores dessa teoria salientam que após o recente escândalo de pedofilia, houve um período no qual as pessoas dentro da Igreja estavam pedindo a renúncia de Bertone.
Mais que tudo, o escândalo do Vatileaks e as revelações de Nuzzi demonstram que ainda é difícil revelar o funcionamento interno político do Vaticano ao público. Neste sentido, pouco mudou por trás dos muros da Santa Sede.
De fato, Gabriele não é o primeiro espião a ser exposto. No que agora parece ser um caso praticamente esquecido, houve outro corvo que ironicamente trabalhou para outro papa que escolheu o nome Bento. Rudolf Von Gerlach, o camareiro papal, tentou frustrar políticas de Bento 15, que tinha a intenção de salvaguardar a neutralidade da Igreja durante a Primeira Guerra Mundial.
Von Gerlach, que tinha muito mais influência que Gabriele, um simples mordomo, fomentou laços excelentes com a Alemanha e seus aliados. Gerlach foi acusado de traição; Bento 15 ficou preso em um fogo cruzado e achou vítima de uma conspiração anticlerical.
E o que aconteceu a Von Gerlach? Apesar de ser condenado à prisão perpétua, ele finalmente foi solto. Então, morou na Suíça, onde ele abandonou a batina, viveu uma vida extravagante e nutriu laços extremamente próximos com o papa em Roma para o resto de sua vida.
Em outras palavras, ser brevemente detido nas masmorras do Vaticano não necessariamente significa o fim de uma carreira.
Fonte: uol noticias
Os dois se conheciam? Um era a fonte do outro? Teriam se unido para prejudicar o chefe da Igreja Católica, o papa Bento 16, nascido na Alemanha?
Poucos em Roma foram objeto de tamanha especulação ultimamente quanto esses dois homens. Mas apesar de sua proximidade física, provavelmente não devem se esbarrar tão cedo.
Um deles está em uma cela de detenção de 16 metros quadrados, na delegacia de polícia do Vaticano, dentro dos domínios papais. Ele está sentado ali há quase duas semanas, e quase todos conhecem seu nome: Paolo Gabriele, 46, mordomo pessoal do papa.
Pouco antes do Pentecostes, o secretário privado de Bento, Monsegneur Georg Gänswein, teria descoberto que Gabriele era um espião. Investigadores encontraram no apartamento de Gabriele quatro caixas com cópias de cartas estritamente confidenciais de e para o papa Bento.
Desde então, Gabriele foi considerado traidor e chamado de "il corvo", animal conhecido por sua capacidade de enganar. Seus advogados dizem que ele vai finalmente ser submetido a questionamentos nesta semana e que está disposto a contar tudo.
Seria este o clímax do chamado escândalo do "Vatileaks", que vem se desenrolando desde janeiro, quando começou a surgir uma série de documentos secretos? Ou será apenas o começo? Não há dúvida que este dilúvio de papéis do Vaticano é um sinal do que a revista italiana "Panorama" chama de uma das "piores crises da história da Santa Sede", ou o que o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi descreveu como "difícil teste" para o papa.
De qualquer forma, é uma história de crime que nem mesmo Dan Brown poderia ter imaginado -na qual Gabriele possivelmente é apenas uma figura marginal, porque a segurança do Vaticano ainda está buscando os verdadeiros mandantes por trás do escândalo.
De fato, eles parecem estar foragidos. Apesar da prisão do mordomo, os vazamentos continuaram. Enquanto o papa estava em uma viagem de três dias para Milão, o jornal italiano "La Repubblica" publicou documentos do Vaticano, sendo dois com a assinatura do secretário.
"Um ato imoral"
Após os mais recentes eventos cercando o escândalo de resultados acertados de jogos da seleção de futebol da Itália, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, sugeriu simplesmente suspender os jogos da série A por dois ou três anos. Muitos romanos acharam que isso não era uma má ideia, a princípio, mas que deveria ser aplicada à Igreja e não ao futebol. Fechem a Santa Sede, concordaram, mas não os estádios.
Mas o Vaticano está na defensiva. Durante sua audiência geral no dia 30 de maio, Bento fez seus primeiros comentários públicos acerca do escândalo do Vatileaks e disse que continua a apoiar seus colegas no Vaticano, leais ou não. O arcebispo Angelo Becciu, subsecretário de Estado do Vaticano, cargo equivalente ao de ministro do interior, disse ao jornal do Vaticano "L'Osservatore Romano" que considerava a publicação de cartas confidenciais "um ato imoral de gravidade inusitada" e estimulou os jornalistas a "evitarem claramente a iniciativa de um colega" a quem não hesita em chamar de criminoso.
Esse colega é Gianluigi Nuzzi. Aos olhos do Vaticano, ele é claramente o verdadeiro culpado por esse assunto. O famoso jornalista investigativo já havia revelado casos de corrupção e lavagem de dinheiro no banco do Vaticano em 2009 em seu livro "Vaticano S.p.A" ou "Vaticano Ltda". Agora o Vaticano está ameaçando entrar na justiça contra sua mais recente obra, "His Holiness: The Secret Papers of Benedict 16" (Sua Santidade: os documentos secretos de Bento 16), publicado no dia 18 de maio. Vários dias depois, o diretor do Banco do Vaticano, Ettore Gotti Tedeschi, foi demitido de seu cargo por negligência do dever. Reportagens disseram que os memorandos vazados indicam diferenças nas políticas de transparência financeira dentro do Vaticano.
Uma janela única para o Vaticano
Nuzzi acontece de estar hospedado no Hotel Ambasciatori, na Via Veneto de Roma, a uma curta caminhada da delegacia do Vaticano. A rua foi famosa por sua dolce vita,quando o astro diretor Federico Fellini ainda estava vivo e quando nem a Itália nem o Vaticano estavam afundados em crises.
Os dois telefones celulares na mesa de café na frente de Nuzzi estão tocando. Seus colegas informam que um político está pedindo sua prisão. A cada poucos minutos ele é abordado por fãs querendo que assine seus livros, inclusive pessoas que trabalham no Vaticano ali perto. Elas sussurram e se perguntam sobre as misteriosas fontes de Nuzzi.
Apesar de alguns dos documentos não serem nada surpreendentes, as revelações de Nuzzi abrem uma janela única para o funcionamento interno do Vaticano e fornecem prova de como é o jogo político nos domínios do Santo Padre. Eles mostram que, como em toda parte, há mentiras, intrigas e brigas homéricas entre partidos rivais.
Alguns dos 30 faxes revelam aspectos banais da vida diária do papa, tais como ofertas de doações por celebridades e pedidos de audiência. Um documento mostra o número da conta bancária do papa. De fato, dizem que foi este documento que colocou o secretário privado do papa Gänswein na trilha de Gabriele em suas investigações, já que apenas Gabriele poderia ter tido acesso a ele.
Contudo, outros documentos são mais explosivos. Por exemplo, há um memorando que o papa enviou ao embaixador do Vaticano em Berlim, no qual dá ao embaixador permissão para reclamar com a chanceler Angela Merkel por ter criticado o comportamento de Bento na questão cercando um grupo católico controverso, a Sociedade de São Pio X (Sspx). Mas, na maior parte, o livro contém cartas críticas a Tarcisio Bertone, o número dois de Bento, secretário de Estado do Vaticano. Bertone é acusado de ter feito acusações contra um arcebispo que tem fama de querer limpar as coisas, o que levou o arcebispo ser prontamente transferido para outra posição como punição.
Fontes chamadas "Maria"
Nuzzi diz que não tem medo de ações legais e que seu trabalho foi cuidadosa e meticulosamente pesquisado. É claro que ele não vai revelar suas fontes, preferindo em vez disso chamá-las pelo nome coletivo de "Maria". De fato, a história de como ele entrou em contato com Maria parece um filme de aventura, como as reuniões que jornalistas Carl Bernstein e Bob Woodward tinham com sua fonte "Garganta Profunda" em um estacionamento de Washington enquanto investigavam o escândalo de Watergate.
Nuzzi alega que se encontrou com dois intermediadores no ano passado, que examinaram sua confiabilidade e o levaram a um apartamento vazio no bairro de Prati, em Roma, após tomarem uma rota confusa. Ali, ele diz que pediram que se sentasse em uma cadeira de plástico oposta a sua principal fonte, que "nunca aceitou nenhum centavo", segundo Nuzzi. Ele confirma que "Maria" de fato eram vários indivíduos e que as pessoas que deram documentos a ele "sabiam o que estavam fazendo".
Nuzzi diz que os indivíduos da Santa Sede com quem teve contato estavam frustrados com a cultura intolerável de segredos e acobertamentos no Vaticano e que este era o motivo por trás de suas ações. Ele diz que espera gerar um debate, uma perestroica -apesar de isso parecer um exagero e um tanto inocente.
Seu livro de forma alguma é para denegrir o papa, acrescenta Nuzzi. Pelo contrário, ele vê o papa como revolucionário, pois acredita que Bento 16 quer trazer alguma transparência aos negócios do banco do Vaticano e combateu a pedofilia mais do que seus predecessores. De fato, ele espera que sua revelação proteja o papa, ou ao menos é o que diz. Mas na realidade, Nuzzi está prejudicando o papa porque os documentos revelam principalmente uma coisa: a debilidade de Bento 16 como líder.
"O mais chocante foi ver como esse papa é solitário e quanto trabalho ele tem para manter o grupo unido ou sua dificuldade de obter informações, diante de todas as intrigas e filtragens em torno dele", diz Nuzzi.
A especulação continua
Ainda não se sabe quem vazou os documentos de Nuzzi e quem queria que o mundo descobrisse sobre o suposto estado deplorável dentro do Vaticano. Ainda assim, há muita especulação na Praça São Pedro e durante as conferências de imprensa agora diárias na Sala Stampa, frequentada por um porta-voz papal envergonhado e observadores do Vaticano que têm que escrever várias páginas de reportagens sobre as intrigas do palácio na corte de Bento 16 diariamente.
Essas especulações por vezes estão relacionadas com lutas por poder entre as altas autoridades da Igreja italiana, que visam colocar seus candidatos favoritos em boas posições para a próxima eleição papal. Outros especulam que envolve a conspiração contra Bertone, o número dois no Vaticano e confidente do papa, a quem muitos veem como excessivamente presunçoso. Defensores dessa teoria salientam que após o recente escândalo de pedofilia, houve um período no qual as pessoas dentro da Igreja estavam pedindo a renúncia de Bertone.
Mais que tudo, o escândalo do Vatileaks e as revelações de Nuzzi demonstram que ainda é difícil revelar o funcionamento interno político do Vaticano ao público. Neste sentido, pouco mudou por trás dos muros da Santa Sede.
De fato, Gabriele não é o primeiro espião a ser exposto. No que agora parece ser um caso praticamente esquecido, houve outro corvo que ironicamente trabalhou para outro papa que escolheu o nome Bento. Rudolf Von Gerlach, o camareiro papal, tentou frustrar políticas de Bento 15, que tinha a intenção de salvaguardar a neutralidade da Igreja durante a Primeira Guerra Mundial.
Von Gerlach, que tinha muito mais influência que Gabriele, um simples mordomo, fomentou laços excelentes com a Alemanha e seus aliados. Gerlach foi acusado de traição; Bento 15 ficou preso em um fogo cruzado e achou vítima de uma conspiração anticlerical.
E o que aconteceu a Von Gerlach? Apesar de ser condenado à prisão perpétua, ele finalmente foi solto. Então, morou na Suíça, onde ele abandonou a batina, viveu uma vida extravagante e nutriu laços extremamente próximos com o papa em Roma para o resto de sua vida.
Em outras palavras, ser brevemente detido nas masmorras do Vaticano não necessariamente significa o fim de uma carreira.
Fonte: uol noticias
Ex-chefe de banco do Vaticano preparou dossiê secreto, diz fonte-07/06/2012
NÁPOLES, Itália, 7 Jun (Reuters) - Policiais italianos que fizeram buscas na casa e no escritório de Ettore Gotti Tedeschi, ex-chefe do banco do Vaticano, descobriram um dossiê confidencial relativo aos três anos que passou no cargo, disse uma fonte judicial na quinta-feira.
O dossiê parece ter sido preparado por Gotti Tesdeschi para se defender das acusações sobre irregularidades na sua gestão à frente do banco Instituto para as Obras da Religião (IOR), do qual foi demitido em 24 de maio, após o conselho da instituição aprovar uma moção de desconfiança acusando-o de negligência.
A demissão excepcionalmente repentina, que se seguiu à prisão do mordomo pessoal do papa Bento 16, pela acusação de furtar documentos pontifícios, marcou o auge de um escândalo de vazamentos que abala o Vaticano desde janeiro.
A polícia fez na terça-feira buscas no domicílio de Gotti Tedeschi em Piacenza e no seu escritório em Milão (ambas no norte do país), cumprindo ordem de promotores de Nápoles (sul) que investigam supostos episódios de corrupção envolvendo a empresa bélica Finmeccanica.
Os promotores napolitanos e o Vaticano dizem que a investigação da Finmeccanica não tem nada a ver com o banco do Vaticano, e que Gotti Tedeschi não foi posto sob suspeita nesse caso.
A fonte judicial disse que o dossiê encontrado durante as buscas foi entregue a promotores de Roma que investigam acusações de lavagem de dinheiro envolvendo o IOR.
Fabio Palazzo, advogado de Gotti Tedeschi, disse que a polícia "confiscou" anotações que seu cliente considerava úteis na sua defesa contra as acusações feitas no conselho do IOR.
Gotti Tedeschi e o diretor-geral do IOR, Paolo Cipriani, foram postos sob suspeita em 2010, quando o banco não conseguiu explicar a origem de 23 milhões de euros transferidos pelo banco pontifício entre contas mantidas pela instituição em dois outros bancos. O valor chegou a ser congelado por promotores, mas acabou sendo liberado.
Católico conservador, Gotti Tedeschi, de 67 anos, participa do conselho do banco estatal italiano Cassa Depositi e Prestiti, e é presidente de operações bancárias de varejo na Itália do Banco Santander.
Fonte: uol.noticias
O dossiê parece ter sido preparado por Gotti Tesdeschi para se defender das acusações sobre irregularidades na sua gestão à frente do banco Instituto para as Obras da Religião (IOR), do qual foi demitido em 24 de maio, após o conselho da instituição aprovar uma moção de desconfiança acusando-o de negligência.
A demissão excepcionalmente repentina, que se seguiu à prisão do mordomo pessoal do papa Bento 16, pela acusação de furtar documentos pontifícios, marcou o auge de um escândalo de vazamentos que abala o Vaticano desde janeiro.
A polícia fez na terça-feira buscas no domicílio de Gotti Tedeschi em Piacenza e no seu escritório em Milão (ambas no norte do país), cumprindo ordem de promotores de Nápoles (sul) que investigam supostos episódios de corrupção envolvendo a empresa bélica Finmeccanica.
Os promotores napolitanos e o Vaticano dizem que a investigação da Finmeccanica não tem nada a ver com o banco do Vaticano, e que Gotti Tedeschi não foi posto sob suspeita nesse caso.
A fonte judicial disse que o dossiê encontrado durante as buscas foi entregue a promotores de Roma que investigam acusações de lavagem de dinheiro envolvendo o IOR.
Fabio Palazzo, advogado de Gotti Tedeschi, disse que a polícia "confiscou" anotações que seu cliente considerava úteis na sua defesa contra as acusações feitas no conselho do IOR.
Gotti Tedeschi e o diretor-geral do IOR, Paolo Cipriani, foram postos sob suspeita em 2010, quando o banco não conseguiu explicar a origem de 23 milhões de euros transferidos pelo banco pontifício entre contas mantidas pela instituição em dois outros bancos. O valor chegou a ser congelado por promotores, mas acabou sendo liberado.
Católico conservador, Gotti Tedeschi, de 67 anos, participa do conselho do banco estatal italiano Cassa Depositi e Prestiti, e é presidente de operações bancárias de varejo na Itália do Banco Santander.
Fonte: uol.noticias
Verdade sobre novos escândalos no Vaticano jamais será revelada, assim como casos do passado-08/06/2012
A detenção do mordomo do papa deixou a descoberto uma guerra de poder no Vaticano. O cardeal Bertone enviou para o exílio alguns de seus colaboradores mais queridos. Bento 16 tenta obter uma trégua, mas a luta é encarniçada.
Nesta história cheia de traição, métodos obscuros, soldados do Altíssimo que lutam pelo poder com armas do demônio, um mordomo ladrão, um papa doente e um banco que usa o nome de Deus em vão, talvez o único homem bom seja o padre George.
George Gänswein é alemão, tem 57 anos, 1,80 metros de altura, corpo atlético, cabelos louros, olhos claros. Há nove anos é o secretário pessoal de Joseph Ratzinger, e há alguns meses seu único antídoto contra o ar envenenado do Vaticano. Um dia não muito distante, chegou ao seu número de fax - ao qual poucas pessoas têm acesso - uma carta comprometedora dirigida ao papa.
Depois que Bento 16 a lesse, monsenhor Gänswein decidiu guardá-la em seu pequeno escritório situado dentro do apartamento papal. Não convinha que aquela missiva saísse dançando por um Vaticano transformado em campo de batalha. Por isso, quando o padre George a viu publicada em um livro, com dezenas de documentos secretos, soube imediatamente que o traidor, o corvo, a toupeira, tinha de ser alguém muito próximo. Alguém da família.
Assim são chamados intramuros. A família pontifícia. A família do papa. Os habitantes do Apartamento - assim, com A maiúsculo, é como escrevem no Vaticano - no qual Joseph Ratzinger, mais caseiro que seu antecessor, o muito viajante Karol Wojtyla, passa a maior parte do dia. Além do padre George e do outro secretário, o sacerdote maltês Alfred Xuereb, "a família do papa" é composta por quatro laicas consagradas - Carmela, Loredana, Cristina e Rosella -, uma freira que o ajuda nos trabalhos de estudo e escrita, sóror Birgit Wansing, e um assistente de câmara, Paolo Gabriele, seu fiel Paoletto, o primeiro que há seis anos lhe dá bom-dia, o ajuda a vestir-se e a celebrar a missa, o acompanha em todas as audiências públicas e privadas, lhe serve o café da manhã, o vinho nas refeições e a infusão da tarde, o acompanha em seus passeios pelo jardim do terraço e, ao cair da noite, o ajuda a despir-se e ir para a cama.
"Boa noite, santidade."
A noite de 22 de maio foi a última em que Paolo Gabriele, 46, casado e com três filhos e dupla cidadania - italiana e vaticana -, acompanhou o papa. No dia seguinte, a Gendarmeria do Vaticano se apresentou em sua casa na Via de Porta Angelica, sobre o muro que separa os dois Estados, e o deteve. O segredo foi mantido por dois dias. No dia 25, no entanto, a notícia vazou: detido o mordomo do papa por revelar e divulgar documentos secretos. Os jornalistas buscam imagens do corvo, ou traidor. Não é difícil encontrá-las. Basta olhar as fotos do papamóvel. Junto do motorista, sempre com ar sério, aparece Paolo Gabriele. Atrás, de pé, distribuindo bênçãos, o papa, e no último assento, sorridente, o padre George Gänswein.
Se não fosse por seu físico - a revista "Vanity Fair" chegou a chamá-lo de monsenhor George Clooney -, o teólogo alemão seria um perfeito desconhecido. Até alguns meses atrás, George Gänswein executava exclusivamente seu papel de discreto ajudante de Joseph Ratzinger, sua sombra desde 1996, quando o então cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Inquisição, o chamou para o seu lado. No entanto, de um tempo para cá, padre George não teve remédio senão desempenhar um papel mais delicado: o de passagem secreta para ver o papa.
Aos 85 anos, Bento 16 vive isolado em seu Apartamento, encurralado pelas lutas entre os cardeais que tentam ganhar poder antes da celebração do próximo conclave. Ratzinger é um homem idoso e doente, mas é, sobretudo, um homem só. Seu velho amigo e teórico braço-direito, Tarcisio Bertone, o secretário de Estado do Vaticano, foi se afastando dele e ao mesmo tempo se transformou no inimigo a vencer pelos demais cardeais italianos.
É acusado de ambição desmedida, de relações perigosas com os poderes fortes da Itália, inclusive de se deixar influir por "ambientes maçônicos". O papa, que nos últimos tempos observou com tristeza como o cardeal Bertone demitiu ou enviou para o exílio alguns de seus colaboradores mais queridos, sempre responde com a mesma frase a quem o aconselha a mudar de secretário de Estado; "Já sou um papa velho..."
Tenta obter uma trégua, mas o resultado é o contrário. A luta é cada vez mais encarniçada. Bertone se radicaliza e seus inimigos também não descansam. Sentado junto ao fax do Apartamento, o padre George continua recebendo cartas terríveis dirigidas a Bento 16.
Joseph Ratzinger não se parece em nada com Karol Wojtyla. É verdade que uma grande amizade os unia e que João Paulo 2º se apoiou no cardeal alemão até sua morte. O polonês era luminoso, cordial, incansável. Passava o dia apertando mãos, sorrindo, percorrendo o mundo. Em tal medida que, ainda hoje, quando se passeia pelo centro de Roma, dá a impressão de que o papa continua sendo o polonês, porque seus postais são os mais presentes, os que mais vendem.
Não era difícil, portanto, falar com João Paulo 2º, fazer-lhe chegar uma mensagem. Bento 16, por sua vez, não se apaixona pelas relações humanas. É tímido, embora cordial, sisudo, paciente, amante da leitura, mais pendente dos assuntos do céu que dos da terra. De fato, só alguns cardeais escolhidos - Ruini, Scola, Bagnasco - conseguiram demonstrar pessoalmente a ele sua opinião desfavorável sobre Bertone. Ocorreu há um ano, durante um almoço no Palácio de Castel Gandolfo, a residência de verão do papa. Os demais têm de se conformar com utilizar um canal: o fax do padre George Gänswein...
Um canal que, desde o último verão, deixa de ser seguro. O primeiro golpe chega com a divulgação, através de um programa de televisão, de uma carta do arcebispo Carlo Maria Viganò, atual núncio nos EUA, na qual conta ao papa diversos casos de corrupção dentro do Vaticano e lhe pede para não ser removido de seu cargo de secretário-geral do Governatório - o departamento encarregado de licitações e fornecimentos. Viganò, porém, é enviado para longe de Roma pelo secretário de Estado, Tarcisio Bertone. Diversas fontes afirmam que o papa chegou a chorar com essa decisão, mas não se atreveu a contradizer Bertone.
O segundo vazamento revela um suposto complô para matar o pontífice. Trata-se de uma carta muito recente enviada a Bento 16 pelo cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, na qual lhe conta que o cardeal italiano Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (Sicília), acaba de realizar uma viagem à China durante a qual teria comentado: "O papa morrerá em 12 meses". Mas não só isso. Segundo a carta do bispo colombiano, escrita em alemão e sob o selo de "estritamente confidencial", o arcebispo de Palermo despachou à vontade no país asiático, contando supostos segredos do Vaticano, como que o papa e seu número 2, Bertone, têm vontade de se matar reciprocamente e que Bento 16 está deixando tudo bem amarrado para que seu sucessor à frente da Igreja seja o atual arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola.
Aqueles vazamentos de documentos, embora ainda a conta-gotas, causam comoção no Vaticano. Seu porta-voz, o padre Federico Lombardi, chega a admitir que a Igreja está sofrendo seu "Vaticanleaks" particular. O jornal "L'Osservatore Romano" publica um editorial em que descreve a situação de Bento 16: um pastor cercado por lobos.
Enquanto isso, Paolo Gabriele continua chegando todos os dias às 6 da manhã ao Apartamento para acordar o papa. É um privilegiado. Todos os funcionários do Vaticano o são. Não ganham um grande salário, mas fazem parte do plantel de uma empresa com 20 séculos de antiguidade, que dificilmente irá à falência, com prestígio social na cidade de Roma e uma série de vantagens - moradia dentro dos 40 hectares do Vaticano, gasolina muito barata - que na maioria dos casos são herdadas por seus filhos. A tempestade que nestes dias - o final de 2011 - açoita a Igreja passará. Como sempre, pelos séculos dos séculos.
Há uma anedota muito representativa. Há alguns anos, um jornalista espanhol perguntou a um cardeal sobre um conflito no seio da Igreja. O purpurado, muito sério, iniciou assim sua resposta: "Já tivemos esse problema no século 13...".
A resposta, embora com outras palavras, continua sendo a mesma, inclusive a mais comum durante os dias posteriores à detenção de Paoletto: "Já tivemos problemas parecidos, inclusive maiores, e sempre seguimos em frente. Talvez o que mude agora é a velocidade e a magnitude na difusão da notícia. Isso, e não sua gravidade, é o que amplia o problema". O problema, uma guerra de poder, puramente italiana. Tanto os sobrenomes que ilustram essa história de intrigas e golpes baixos como as armas escolhidas para o duelo têm denominação de origem. "Um típico jogo italiano", o qualificam alguns meios de informação. Além disso, há uma razão de peso para que seja assim.
A cadeira de Pedro continua sendo ocupada por um estrangeiro desde 1978. A um papa polonês (João Paulo 2º, de 1978 a 2005) sucedeu um papa alemão (Bento 16, de então até hoje) e, se os cardeais italianos com menos de 80 anos - os que podem participar do conclave - não estiverem atentos poderão perder uma oportunidade de ouro. Atualmente, os cardeais eleitores são 122. Italianos, 30 (menos de um quarto), 11 americanos e seis alemães. Se quando Ratzinger morrer ou se demitir não o suceder um italiano, na próxima vez será mais difícil.
Antes inclusive do escândalo, já era patente o peso excessivo da Igreja italiana no Vaticano. Praticamente todos os cargos de responsabilidade relacionados às finanças estão em mãos italianas, apesar de os maiores contribuintes serem americanos e alemães. Da mesma forma, embora os EUA, a Ásia e a África sejam mais o presente que o futuro da Igreja Católica, no último consistório, realizado em 18 de fevereiro passado, não foi nomeado nenhum cardeal africano, e só um latino-americano.
Há alguns dias, um alto representante do Vaticano manifestou sua contrariedade: "Na América Latina já estão 47% dos católicos do mundo. Ali as igrejas estão cheias e na Europa vazias, mas o Vaticano continua demorando muito para nomear cardeais que não sejam europeus...". Miloslav Vlk, cardeal de Praga e porta-voz da Igreja Internacional, o diz sem rodeios: "Talvez tenhamos perdido o impulso que nos deram Paulo 6º e João Paulo 2º e depois recolhido por Bento 16: uma Igreja que se abre para o mundo, um colégio cardinalício e uma Cúria mais internacionais, e portanto mais capazes de escutar as vozes e captar a energia que chegam também de longe".
A detenção do mordomo ocorre algumas horas depois de outro fato muito grave. A demissão fulminante de Ettore Gotti Tedeschi, presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco Vaticano. A primeira explicação fala em "irregularidades em sua gestão", mas depois o tom vai aumentando até chegar quase ao linchamento. A primeira explicação oficial critica o economista de 67 anos por "não ter desenvolvido funções de primeira importância para seu cargo".
A verdade é que o Banco Vaticano está sendo submetido desde setembro passado a uma investigação judicial por suposta violação das normas contra a lavagem de capitais. Além de Gotti Tedeschi - presidente também do Santander Consumer Bank, a filial italiana do Banco Santander -, a promotoria investiga o diretor-geral do IOR, Paolo Cipriani. O diretor mostra-se enfurecido em suas declarações à imprensa: "Prefiro não falar. Se o fizesse, só diria palavras feias. Debato-me entre a ânsia de explicar a verdade e não querer turvar o Santo Padre com tais explicações".
Tedeschi é dos poucos que guarda fidelidade ao papa. De fato, foi o próprio Joseph Ratzinger quem o recomendou a Bertone. Eram mais que velhos amigos. O economista, membro do Opus Dei, havia colaborado com o papa na encíclica "Caritas in veritate". Agora, a colaboração que lhe pedia era mais terrena, e, portanto, mais difícil: resgatar das mãos do demônio as contas de Deus. Limpar o Banco Vaticano. Bertone e Tedeschi se chocam. Parece que há tempo não se falam. O economista amigo do papa ameaça se demitir. O secretário de Estado se adianta e o demite. Mas não se contenta com isso. Em plena guerra de vazamentos, aparece um documento no qual se ataca o já ex-presidente...
O assunto fica em segundo lugar. Toda a atenção agora está concentrada na sorte de Paolo Gabriele. A primeira pergunta é: por que fez isso? A segunda: para quem? Roma é tomada por um bando de corvos anônimos que se dizem companheiros de Paoletto, uma espécie de cruzada contra os assuntos turvos do Vaticano. "Paoletto não está só", afirmam, "somos muitos, inclusive muito acima. Queremos defender o papa, denunciar a corrupção, fazer limpeza no Vaticano."
As vozes anônimas confirmam o que já se sabia - o Vaticano é há meses um campo de batalha entre diferentes facções que lutam pelo poder -, mas suas teóricas intenções são difíceis de acreditar. Tão incríveis quanto alguns detalhes da operação: à frente estaria uma mulher e a tropa seria formada por uma plêiade de vingadores, de cardeais a mordomos, incluindo um pirata informático. Seu principal objetivo: proteger o papa de Tarcisio Bertone.
Depois de vários dias em silêncio, o papa fala. Mas não diz nada. Remonta 20 séculos atrás para lembrar que Jesus também foi traído. Acusa os meios de comunicação de ampliar o problema e confirma em seus cargos todos os seus colaboradores - incluindo Tarcisio Bertone Os muros do Vaticano se fecham ainda mais. O mistério, sempre presente nas histórias religiosas e laicas de Roma, envolve tudo. Paoletto já falou? Disse se roubou a correspondência do papa por sua conta ou por encomenda? Talvez seja o padre George, sentado junto a seu fax, o único que sabe a verdade, talvez o único que cumpra sua função de proteger o papa. Ou talvez não. Se em alguma coisa concordam crentes e descrentes de um lado e outro do Tibre é em que, como é habitual nos assuntos referentes ao Vaticano, jamais se saberá a verdade. Nunca se conhecerá o verdadeiro chefe de Paolo Gabriele, a identidade do corvo vestido de púrpura.
A Igreja Católica, que precisa da fé para continuar existindo, continua sentindo-se cômoda na obscuridade. "Já tivemos esse problema no século 13..." Em sua primeira encíclica - "Deus caritas est" (2005) -, Bento 16 citava uma frase de santo Agostinho que hoje soa profética: "Sem justiça, o que são os reinos senão um grande bando de ladrões?"
Intrigas e as lutas de poder provocaram escândalos durante séculos
Corvos no Vaticano? Maledicência e contas pendentes resolvidas nos meios de comunicação? "Peccata minuta" diante do histórico de escândalos do Estado pontifício, um território de apenas meio quilômetro quadrado onde as lutas de poder e a ambição sem limites criaram um microclima insano durante séculos. Não é preciso retroagir aos tempos dos Borgia (transformados, com fama de envenenadores, em bodes-expiatórios de toda a depravação do Renascimento italiano) para encontrar episódios sombrios desse suposto centro da espiritualidade cristã.
Em 28 de setembro de 1978, morria aos 65 anos João Paulo 1º, o italiano Albino Luciani, 33 dias depois de ser eleito papa. Oficialmente morreu de infarto, mas o cadáver de um pontífice nunca é submetido a autópsia. As teorias conspiratórias dispararam até alcançar o bispo Paul Marcinkus, então responsável pelo Instituto de Obras da Religião, o Banco Vaticano. João Paulo 1º havia se negado a ocultar o escândalo que sobrevoava as finanças vaticanas?
Os dados que se conhecem tornam pouco plausível essa hipótese, mas a verdade é que Marcinkus, um robusto prelado americano de origem lituana que havia se convertido na sombra de Paulo 6º, tinha motivos para lamentar a morte deste. Sua relação com Michele Sindona, um banqueiro ligado à Máfia, gerou suspeitas sobre a manipulação de dinheiro ilícito procedente dos EUA.
O escândalo explodiu em 1982, com a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, uma instituição católica da qual o Banco Vaticano era o principal acionista. A Santa Sé aceitou pagar milhões de dólares em indenizações a entidades estrangeiras afetadas pelo colapso do Ambrosiano. Roberto Calvi, presidente do banco, e Sindona optaram, supostamente, por suicidar-se. Marcinkus encontrou, entretanto, a proteção de João Paulo 2º, sucessor do papa Luciani, que o manteve no cargo até 1989. Um ano antes de se consumar a falência do Ambrosiano, o papa polonês sofreu um atentado gravíssimo, que as sucessivas investigações judiciais e o posterior julgamento não conseguiram esclarecer totalmente.
Outro tanto se pode dizer do assassinato, pelas mãos de guardas suíços, do comandante dessa histórica tropa papal, Alois Estermann, no mesmo dia em que foi confirmado em seu cargo, em maio de 1998. O Vaticano manejou melhor esse assunto explosivo, mas tampouco conseguiu evitar a gigantesca boataria em torno dele.
Foram os anos em que João Paulo 2º viajava pelo mundo e recebia no Vaticano, como um amigo pessoal, o padre Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, uma comunidade de religiosos com enorme desenvolvimento e consideração no México e em outros países. Maciel era um personagem influente nos palácios vaticanos e um dos mais queridos colaboradores do papa. Com grande discrição, trazia o dinheiro para as arcas sempre exaustas da Igreja e enchia com multidões as cerimônias religiosas presididas por Wojtyla. Mas a conduta do mexicano estava na boca de todo mundo. Numerosas denúncias de ex-legionários o descreviam como um sujeito cínico e amoral e um pedófilo consumado.
João Paulo 2º resistiu até sua morte, na primavera de 2005, a que se tomassem medidas contra Maciel, que um ano antes abandonou seu cargo à frente dos Legionários e morreu em 2008 com 89 anos, sem ser molestado por ninguém.
Joseph Ratzinger, que sucedeu Wojtyla à frente da Igreja com a promessa de acabar com a corrupção interna, arquivou a investigação sobre Maciel. Mas com a morte do fundador ficou claro seu histórico sexual de um depravado sem atenuantes.
Fonte: folha online
Nesta história cheia de traição, métodos obscuros, soldados do Altíssimo que lutam pelo poder com armas do demônio, um mordomo ladrão, um papa doente e um banco que usa o nome de Deus em vão, talvez o único homem bom seja o padre George.
George Gänswein é alemão, tem 57 anos, 1,80 metros de altura, corpo atlético, cabelos louros, olhos claros. Há nove anos é o secretário pessoal de Joseph Ratzinger, e há alguns meses seu único antídoto contra o ar envenenado do Vaticano. Um dia não muito distante, chegou ao seu número de fax - ao qual poucas pessoas têm acesso - uma carta comprometedora dirigida ao papa.
Depois que Bento 16 a lesse, monsenhor Gänswein decidiu guardá-la em seu pequeno escritório situado dentro do apartamento papal. Não convinha que aquela missiva saísse dançando por um Vaticano transformado em campo de batalha. Por isso, quando o padre George a viu publicada em um livro, com dezenas de documentos secretos, soube imediatamente que o traidor, o corvo, a toupeira, tinha de ser alguém muito próximo. Alguém da família.
Assim são chamados intramuros. A família pontifícia. A família do papa. Os habitantes do Apartamento - assim, com A maiúsculo, é como escrevem no Vaticano - no qual Joseph Ratzinger, mais caseiro que seu antecessor, o muito viajante Karol Wojtyla, passa a maior parte do dia. Além do padre George e do outro secretário, o sacerdote maltês Alfred Xuereb, "a família do papa" é composta por quatro laicas consagradas - Carmela, Loredana, Cristina e Rosella -, uma freira que o ajuda nos trabalhos de estudo e escrita, sóror Birgit Wansing, e um assistente de câmara, Paolo Gabriele, seu fiel Paoletto, o primeiro que há seis anos lhe dá bom-dia, o ajuda a vestir-se e a celebrar a missa, o acompanha em todas as audiências públicas e privadas, lhe serve o café da manhã, o vinho nas refeições e a infusão da tarde, o acompanha em seus passeios pelo jardim do terraço e, ao cair da noite, o ajuda a despir-se e ir para a cama.
"Boa noite, santidade."
A noite de 22 de maio foi a última em que Paolo Gabriele, 46, casado e com três filhos e dupla cidadania - italiana e vaticana -, acompanhou o papa. No dia seguinte, a Gendarmeria do Vaticano se apresentou em sua casa na Via de Porta Angelica, sobre o muro que separa os dois Estados, e o deteve. O segredo foi mantido por dois dias. No dia 25, no entanto, a notícia vazou: detido o mordomo do papa por revelar e divulgar documentos secretos. Os jornalistas buscam imagens do corvo, ou traidor. Não é difícil encontrá-las. Basta olhar as fotos do papamóvel. Junto do motorista, sempre com ar sério, aparece Paolo Gabriele. Atrás, de pé, distribuindo bênçãos, o papa, e no último assento, sorridente, o padre George Gänswein.
Se não fosse por seu físico - a revista "Vanity Fair" chegou a chamá-lo de monsenhor George Clooney -, o teólogo alemão seria um perfeito desconhecido. Até alguns meses atrás, George Gänswein executava exclusivamente seu papel de discreto ajudante de Joseph Ratzinger, sua sombra desde 1996, quando o então cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, a antiga Inquisição, o chamou para o seu lado. No entanto, de um tempo para cá, padre George não teve remédio senão desempenhar um papel mais delicado: o de passagem secreta para ver o papa.
Aos 85 anos, Bento 16 vive isolado em seu Apartamento, encurralado pelas lutas entre os cardeais que tentam ganhar poder antes da celebração do próximo conclave. Ratzinger é um homem idoso e doente, mas é, sobretudo, um homem só. Seu velho amigo e teórico braço-direito, Tarcisio Bertone, o secretário de Estado do Vaticano, foi se afastando dele e ao mesmo tempo se transformou no inimigo a vencer pelos demais cardeais italianos.
É acusado de ambição desmedida, de relações perigosas com os poderes fortes da Itália, inclusive de se deixar influir por "ambientes maçônicos". O papa, que nos últimos tempos observou com tristeza como o cardeal Bertone demitiu ou enviou para o exílio alguns de seus colaboradores mais queridos, sempre responde com a mesma frase a quem o aconselha a mudar de secretário de Estado; "Já sou um papa velho..."
Tenta obter uma trégua, mas o resultado é o contrário. A luta é cada vez mais encarniçada. Bertone se radicaliza e seus inimigos também não descansam. Sentado junto ao fax do Apartamento, o padre George continua recebendo cartas terríveis dirigidas a Bento 16.
Joseph Ratzinger não se parece em nada com Karol Wojtyla. É verdade que uma grande amizade os unia e que João Paulo 2º se apoiou no cardeal alemão até sua morte. O polonês era luminoso, cordial, incansável. Passava o dia apertando mãos, sorrindo, percorrendo o mundo. Em tal medida que, ainda hoje, quando se passeia pelo centro de Roma, dá a impressão de que o papa continua sendo o polonês, porque seus postais são os mais presentes, os que mais vendem.
Não era difícil, portanto, falar com João Paulo 2º, fazer-lhe chegar uma mensagem. Bento 16, por sua vez, não se apaixona pelas relações humanas. É tímido, embora cordial, sisudo, paciente, amante da leitura, mais pendente dos assuntos do céu que dos da terra. De fato, só alguns cardeais escolhidos - Ruini, Scola, Bagnasco - conseguiram demonstrar pessoalmente a ele sua opinião desfavorável sobre Bertone. Ocorreu há um ano, durante um almoço no Palácio de Castel Gandolfo, a residência de verão do papa. Os demais têm de se conformar com utilizar um canal: o fax do padre George Gänswein...
Um canal que, desde o último verão, deixa de ser seguro. O primeiro golpe chega com a divulgação, através de um programa de televisão, de uma carta do arcebispo Carlo Maria Viganò, atual núncio nos EUA, na qual conta ao papa diversos casos de corrupção dentro do Vaticano e lhe pede para não ser removido de seu cargo de secretário-geral do Governatório - o departamento encarregado de licitações e fornecimentos. Viganò, porém, é enviado para longe de Roma pelo secretário de Estado, Tarcisio Bertone. Diversas fontes afirmam que o papa chegou a chorar com essa decisão, mas não se atreveu a contradizer Bertone.
O segundo vazamento revela um suposto complô para matar o pontífice. Trata-se de uma carta muito recente enviada a Bento 16 pelo cardeal colombiano Darío Castrillón Hoyos, na qual lhe conta que o cardeal italiano Paolo Romeo, arcebispo de Palermo (Sicília), acaba de realizar uma viagem à China durante a qual teria comentado: "O papa morrerá em 12 meses". Mas não só isso. Segundo a carta do bispo colombiano, escrita em alemão e sob o selo de "estritamente confidencial", o arcebispo de Palermo despachou à vontade no país asiático, contando supostos segredos do Vaticano, como que o papa e seu número 2, Bertone, têm vontade de se matar reciprocamente e que Bento 16 está deixando tudo bem amarrado para que seu sucessor à frente da Igreja seja o atual arcebispo de Milão, o cardeal Angelo Scola.
Aqueles vazamentos de documentos, embora ainda a conta-gotas, causam comoção no Vaticano. Seu porta-voz, o padre Federico Lombardi, chega a admitir que a Igreja está sofrendo seu "Vaticanleaks" particular. O jornal "L'Osservatore Romano" publica um editorial em que descreve a situação de Bento 16: um pastor cercado por lobos.
Enquanto isso, Paolo Gabriele continua chegando todos os dias às 6 da manhã ao Apartamento para acordar o papa. É um privilegiado. Todos os funcionários do Vaticano o são. Não ganham um grande salário, mas fazem parte do plantel de uma empresa com 20 séculos de antiguidade, que dificilmente irá à falência, com prestígio social na cidade de Roma e uma série de vantagens - moradia dentro dos 40 hectares do Vaticano, gasolina muito barata - que na maioria dos casos são herdadas por seus filhos. A tempestade que nestes dias - o final de 2011 - açoita a Igreja passará. Como sempre, pelos séculos dos séculos.
Há uma anedota muito representativa. Há alguns anos, um jornalista espanhol perguntou a um cardeal sobre um conflito no seio da Igreja. O purpurado, muito sério, iniciou assim sua resposta: "Já tivemos esse problema no século 13...".
A resposta, embora com outras palavras, continua sendo a mesma, inclusive a mais comum durante os dias posteriores à detenção de Paoletto: "Já tivemos problemas parecidos, inclusive maiores, e sempre seguimos em frente. Talvez o que mude agora é a velocidade e a magnitude na difusão da notícia. Isso, e não sua gravidade, é o que amplia o problema". O problema, uma guerra de poder, puramente italiana. Tanto os sobrenomes que ilustram essa história de intrigas e golpes baixos como as armas escolhidas para o duelo têm denominação de origem. "Um típico jogo italiano", o qualificam alguns meios de informação. Além disso, há uma razão de peso para que seja assim.
A cadeira de Pedro continua sendo ocupada por um estrangeiro desde 1978. A um papa polonês (João Paulo 2º, de 1978 a 2005) sucedeu um papa alemão (Bento 16, de então até hoje) e, se os cardeais italianos com menos de 80 anos - os que podem participar do conclave - não estiverem atentos poderão perder uma oportunidade de ouro. Atualmente, os cardeais eleitores são 122. Italianos, 30 (menos de um quarto), 11 americanos e seis alemães. Se quando Ratzinger morrer ou se demitir não o suceder um italiano, na próxima vez será mais difícil.
Antes inclusive do escândalo, já era patente o peso excessivo da Igreja italiana no Vaticano. Praticamente todos os cargos de responsabilidade relacionados às finanças estão em mãos italianas, apesar de os maiores contribuintes serem americanos e alemães. Da mesma forma, embora os EUA, a Ásia e a África sejam mais o presente que o futuro da Igreja Católica, no último consistório, realizado em 18 de fevereiro passado, não foi nomeado nenhum cardeal africano, e só um latino-americano.
Há alguns dias, um alto representante do Vaticano manifestou sua contrariedade: "Na América Latina já estão 47% dos católicos do mundo. Ali as igrejas estão cheias e na Europa vazias, mas o Vaticano continua demorando muito para nomear cardeais que não sejam europeus...". Miloslav Vlk, cardeal de Praga e porta-voz da Igreja Internacional, o diz sem rodeios: "Talvez tenhamos perdido o impulso que nos deram Paulo 6º e João Paulo 2º e depois recolhido por Bento 16: uma Igreja que se abre para o mundo, um colégio cardinalício e uma Cúria mais internacionais, e portanto mais capazes de escutar as vozes e captar a energia que chegam também de longe".
A detenção do mordomo ocorre algumas horas depois de outro fato muito grave. A demissão fulminante de Ettore Gotti Tedeschi, presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco Vaticano. A primeira explicação fala em "irregularidades em sua gestão", mas depois o tom vai aumentando até chegar quase ao linchamento. A primeira explicação oficial critica o economista de 67 anos por "não ter desenvolvido funções de primeira importância para seu cargo".
A verdade é que o Banco Vaticano está sendo submetido desde setembro passado a uma investigação judicial por suposta violação das normas contra a lavagem de capitais. Além de Gotti Tedeschi - presidente também do Santander Consumer Bank, a filial italiana do Banco Santander -, a promotoria investiga o diretor-geral do IOR, Paolo Cipriani. O diretor mostra-se enfurecido em suas declarações à imprensa: "Prefiro não falar. Se o fizesse, só diria palavras feias. Debato-me entre a ânsia de explicar a verdade e não querer turvar o Santo Padre com tais explicações".
Tedeschi é dos poucos que guarda fidelidade ao papa. De fato, foi o próprio Joseph Ratzinger quem o recomendou a Bertone. Eram mais que velhos amigos. O economista, membro do Opus Dei, havia colaborado com o papa na encíclica "Caritas in veritate". Agora, a colaboração que lhe pedia era mais terrena, e, portanto, mais difícil: resgatar das mãos do demônio as contas de Deus. Limpar o Banco Vaticano. Bertone e Tedeschi se chocam. Parece que há tempo não se falam. O economista amigo do papa ameaça se demitir. O secretário de Estado se adianta e o demite. Mas não se contenta com isso. Em plena guerra de vazamentos, aparece um documento no qual se ataca o já ex-presidente...
O assunto fica em segundo lugar. Toda a atenção agora está concentrada na sorte de Paolo Gabriele. A primeira pergunta é: por que fez isso? A segunda: para quem? Roma é tomada por um bando de corvos anônimos que se dizem companheiros de Paoletto, uma espécie de cruzada contra os assuntos turvos do Vaticano. "Paoletto não está só", afirmam, "somos muitos, inclusive muito acima. Queremos defender o papa, denunciar a corrupção, fazer limpeza no Vaticano."
As vozes anônimas confirmam o que já se sabia - o Vaticano é há meses um campo de batalha entre diferentes facções que lutam pelo poder -, mas suas teóricas intenções são difíceis de acreditar. Tão incríveis quanto alguns detalhes da operação: à frente estaria uma mulher e a tropa seria formada por uma plêiade de vingadores, de cardeais a mordomos, incluindo um pirata informático. Seu principal objetivo: proteger o papa de Tarcisio Bertone.
Depois de vários dias em silêncio, o papa fala. Mas não diz nada. Remonta 20 séculos atrás para lembrar que Jesus também foi traído. Acusa os meios de comunicação de ampliar o problema e confirma em seus cargos todos os seus colaboradores - incluindo Tarcisio Bertone Os muros do Vaticano se fecham ainda mais. O mistério, sempre presente nas histórias religiosas e laicas de Roma, envolve tudo. Paoletto já falou? Disse se roubou a correspondência do papa por sua conta ou por encomenda? Talvez seja o padre George, sentado junto a seu fax, o único que sabe a verdade, talvez o único que cumpra sua função de proteger o papa. Ou talvez não. Se em alguma coisa concordam crentes e descrentes de um lado e outro do Tibre é em que, como é habitual nos assuntos referentes ao Vaticano, jamais se saberá a verdade. Nunca se conhecerá o verdadeiro chefe de Paolo Gabriele, a identidade do corvo vestido de púrpura.
A Igreja Católica, que precisa da fé para continuar existindo, continua sentindo-se cômoda na obscuridade. "Já tivemos esse problema no século 13..." Em sua primeira encíclica - "Deus caritas est" (2005) -, Bento 16 citava uma frase de santo Agostinho que hoje soa profética: "Sem justiça, o que são os reinos senão um grande bando de ladrões?"
Em foto tirada no dia 23 de maio, o mordomo Paolo Gabriele (na frente) acompanha Bento 16 no Papa Móvel, chegando à praça São Pedro, no Vaticano
Intrigas e as lutas de poder provocaram escândalos durante séculos
Corvos no Vaticano? Maledicência e contas pendentes resolvidas nos meios de comunicação? "Peccata minuta" diante do histórico de escândalos do Estado pontifício, um território de apenas meio quilômetro quadrado onde as lutas de poder e a ambição sem limites criaram um microclima insano durante séculos. Não é preciso retroagir aos tempos dos Borgia (transformados, com fama de envenenadores, em bodes-expiatórios de toda a depravação do Renascimento italiano) para encontrar episódios sombrios desse suposto centro da espiritualidade cristã.
Em 28 de setembro de 1978, morria aos 65 anos João Paulo 1º, o italiano Albino Luciani, 33 dias depois de ser eleito papa. Oficialmente morreu de infarto, mas o cadáver de um pontífice nunca é submetido a autópsia. As teorias conspiratórias dispararam até alcançar o bispo Paul Marcinkus, então responsável pelo Instituto de Obras da Religião, o Banco Vaticano. João Paulo 1º havia se negado a ocultar o escândalo que sobrevoava as finanças vaticanas?
Os dados que se conhecem tornam pouco plausível essa hipótese, mas a verdade é que Marcinkus, um robusto prelado americano de origem lituana que havia se convertido na sombra de Paulo 6º, tinha motivos para lamentar a morte deste. Sua relação com Michele Sindona, um banqueiro ligado à Máfia, gerou suspeitas sobre a manipulação de dinheiro ilícito procedente dos EUA.
O escândalo explodiu em 1982, com a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, uma instituição católica da qual o Banco Vaticano era o principal acionista. A Santa Sé aceitou pagar milhões de dólares em indenizações a entidades estrangeiras afetadas pelo colapso do Ambrosiano. Roberto Calvi, presidente do banco, e Sindona optaram, supostamente, por suicidar-se. Marcinkus encontrou, entretanto, a proteção de João Paulo 2º, sucessor do papa Luciani, que o manteve no cargo até 1989. Um ano antes de se consumar a falência do Ambrosiano, o papa polonês sofreu um atentado gravíssimo, que as sucessivas investigações judiciais e o posterior julgamento não conseguiram esclarecer totalmente.
Outro tanto se pode dizer do assassinato, pelas mãos de guardas suíços, do comandante dessa histórica tropa papal, Alois Estermann, no mesmo dia em que foi confirmado em seu cargo, em maio de 1998. O Vaticano manejou melhor esse assunto explosivo, mas tampouco conseguiu evitar a gigantesca boataria em torno dele.
Foram os anos em que João Paulo 2º viajava pelo mundo e recebia no Vaticano, como um amigo pessoal, o padre Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, uma comunidade de religiosos com enorme desenvolvimento e consideração no México e em outros países. Maciel era um personagem influente nos palácios vaticanos e um dos mais queridos colaboradores do papa. Com grande discrição, trazia o dinheiro para as arcas sempre exaustas da Igreja e enchia com multidões as cerimônias religiosas presididas por Wojtyla. Mas a conduta do mexicano estava na boca de todo mundo. Numerosas denúncias de ex-legionários o descreviam como um sujeito cínico e amoral e um pedófilo consumado.
João Paulo 2º resistiu até sua morte, na primavera de 2005, a que se tomassem medidas contra Maciel, que um ano antes abandonou seu cargo à frente dos Legionários e morreu em 2008 com 89 anos, sem ser molestado por ninguém.
Joseph Ratzinger, que sucedeu Wojtyla à frente da Igreja com a promessa de acabar com a corrupção interna, arquivou a investigação sobre Maciel. Mas com a morte do fundador ficou claro seu histórico sexual de um depravado sem atenuantes.
Fonte: folha online
quinta-feira, junho 07, 2012
Ayres Britto lembra aos petistas: STF é independente
Presidente do tribunal afirmou que os ministros não se deixarão influenciar por pressões para atrasar o julgamento do mensalão.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou nesta quarta-feira que a Corte não se deixará influenciar por pressões para atrasar o julgamento do mensalão. “O Judiciário é imune a esses dissensos”, disse Ayres Brito ao chegar ao tribunal. “Isso não nos tira do eixo. Não perderemos o foco, que é julgar atentos à prova dos autos. O STF é sobranceiro, altivo e independente”.
Reportagem de VEJA desta semana mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem usando sua influência para chantagear ministros do STF. Nesta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes acusou Lula de operar uma central de fofocas para tentar “melar” o julgamento do mensalão, que tem de acontecer ainda este ano para que os crimes mais graves não prescrevam.
A data do julgamento do mensalão, no entanto, só pode ser marcada quando o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, apresentar seu voto. Ayres Britto calcula que o tribunal levará mais de cem horas e até seis semanas para julgar o caso. “Estamos tentando definir uma data para que o julgamento se faça de uma vez por todas”, afirmou o presidente do Supremo.
Ayres Britto evitou, no entanto, opinar sobre a fala de Gilmar Mendes, que, na terça-feira, subiu o tom contra Lula. “Certamente Gilmar Mendes tomará as providências compatíveis com o quadro que ele mesmo traçou”, disse. Mendes, por sua vez, chegou ao tribunal sorridente, mas não quis falar com a imprensa.
Marco Aurélio de Mello disse compreender a vontade de Lula de fazer chegar aos ministros sua opinião sobre o julgamento do mensalão, mas condenou a tentativa de intimidar quem quer que seja. “Lula está integrado a um partido”, observou Marco Aurélio. "Há quem diga que ele é o partido. E há pessoas do partido acusadas no processo. O que discrepa da realidade é ele falar sobre contraprestação de proteção a um ministro. Gilmar Mendes não precisa ser protegido. Ele não está sendo investigado pela CPI”.
Segundo Marco Aurélio, Mendes comunicou ao presidente do STF, Ayres Brito, sobre a pressão feita por Lula na quarta-feira passada. “Ele percebeu que estavam minando o seu caminho com notícias que não correspondiam à realidade e resolveu escancarar a conversa com Lula”, afirmou Marco Aurélio.
Abaixo-assinado - Quatro representantes do Movimento 31 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade protocolaram no Supremo Tribunal Federal nesta tarde um documento com 37.000 assinaturas pedindo aos ministros celeridade no julgamento do mensalão. “Esse é um caso emblemático da corrupção no Brasil”, afirmou a engenheira Ana Luiza Archer, uma das fundadoras do movimento.
As assinaturas foram coletadas por meio da internet e presencialmente por mais de trinta grupos de ativistas. O documento pede que os magistrados não permitam que os crimes do mensalão prescrevam antes do julgamento. “Deixar que ocorra a prescrição e que os acusados continuem se aproveitando da demora do julgamento significa a verdadeira oficialização da impunidade no Brasil”, informa o abaixo-assinado
Fonte: veja online
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou nesta quarta-feira que a Corte não se deixará influenciar por pressões para atrasar o julgamento do mensalão. “O Judiciário é imune a esses dissensos”, disse Ayres Brito ao chegar ao tribunal. “Isso não nos tira do eixo. Não perderemos o foco, que é julgar atentos à prova dos autos. O STF é sobranceiro, altivo e independente”.
Reportagem de VEJA desta semana mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem usando sua influência para chantagear ministros do STF. Nesta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes acusou Lula de operar uma central de fofocas para tentar “melar” o julgamento do mensalão, que tem de acontecer ainda este ano para que os crimes mais graves não prescrevam.
A data do julgamento do mensalão, no entanto, só pode ser marcada quando o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, apresentar seu voto. Ayres Britto calcula que o tribunal levará mais de cem horas e até seis semanas para julgar o caso. “Estamos tentando definir uma data para que o julgamento se faça de uma vez por todas”, afirmou o presidente do Supremo.
Ayres Britto evitou, no entanto, opinar sobre a fala de Gilmar Mendes, que, na terça-feira, subiu o tom contra Lula. “Certamente Gilmar Mendes tomará as providências compatíveis com o quadro que ele mesmo traçou”, disse. Mendes, por sua vez, chegou ao tribunal sorridente, mas não quis falar com a imprensa.
Marco Aurélio de Mello disse compreender a vontade de Lula de fazer chegar aos ministros sua opinião sobre o julgamento do mensalão, mas condenou a tentativa de intimidar quem quer que seja. “Lula está integrado a um partido”, observou Marco Aurélio. "Há quem diga que ele é o partido. E há pessoas do partido acusadas no processo. O que discrepa da realidade é ele falar sobre contraprestação de proteção a um ministro. Gilmar Mendes não precisa ser protegido. Ele não está sendo investigado pela CPI”.
Segundo Marco Aurélio, Mendes comunicou ao presidente do STF, Ayres Brito, sobre a pressão feita por Lula na quarta-feira passada. “Ele percebeu que estavam minando o seu caminho com notícias que não correspondiam à realidade e resolveu escancarar a conversa com Lula”, afirmou Marco Aurélio.
Abaixo-assinado - Quatro representantes do Movimento 31 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade protocolaram no Supremo Tribunal Federal nesta tarde um documento com 37.000 assinaturas pedindo aos ministros celeridade no julgamento do mensalão. “Esse é um caso emblemático da corrupção no Brasil”, afirmou a engenheira Ana Luiza Archer, uma das fundadoras do movimento.
As assinaturas foram coletadas por meio da internet e presencialmente por mais de trinta grupos de ativistas. O documento pede que os magistrados não permitam que os crimes do mensalão prescrevam antes do julgamento. “Deixar que ocorra a prescrição e que os acusados continuem se aproveitando da demora do julgamento significa a verdadeira oficialização da impunidade no Brasil”, informa o abaixo-assinado
Fonte: veja online
Elton John & George Michael - Don´t Let the sun go down on me.
Musicvideo. Elton John & George Michael - Don´t Let the sun go down on me. (Live Aid 1985)
Ataque petista incluiu representação criminal contra Gurgel-05/06/2012
Documentos obtidos por VEJA revelam até onde chegaria a ofensiva em defesa de mensaleiros - não tivesse CPI do Cachoeira barrado ataques ao chefe do MP.
Desde que os integrantes da CPI do Cachoeira decidiram rejeitar a convocação do procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, em 15 de maio, arrefeceu a ofensiva petista contra o chefe do Ministério Público. A convocação do procurador era, na verdade, uma manobra de radicais para comprometer o responsável por defender a condenação dos mensaleiros no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. A ofensiva se apoiava em críticas sobre a atuação de Gurgel diante dos dados obtidos pela Operação Vegas da Polícia Federal, que investigou a quadrilha de Cachoeira. E contou com o apoio de ninguém menos do que Fernando Collor para tentar desmoralizar o chefe do MP. Documentos obtidos pelo site de VEJA deixam claro até onde os petistas chefiados por Lula e José Dirceu - justamente o chefe da quadrilha do mensalão - estavam dispostos a chegar: pedir a investigação criminal contra Gurgel. O texto, que fala em "crime de responsabilidade", tem data de 13 de maio e traz o indelével DNA do PT.
A assinatura digital do documento revela os autores da representação: o assessor jurídico Alberto Moreira Rodrigues, lotado na liderança do PT na Câmara – subordinado, portanto, ao líder Jilmar Tatto – e Rebeca Albuquerque, chefe de gabinete do deputado Odair Cunha (PT-SP), relator da CPI do Cachoeira. Rodrigues também já trabalhou no escritório de Claudismar Zupiroli, advogado eleitoral do PT.
Foram redigidos dois documentos: uma nota técnica, para consumo interno, e a representação propriamente dita. Esta é direcionada ao presidente do Senado, José Sarney. Legalmente, a Casa tem a prerrogativa de investigar o procurador-geral da República. "Além de omitir-se no cumprimento de seus místeres constitucionais, o chefe do Ministério Público ou sua subprocuradora-geral retiveram o inquérito nos escaninhos do Ministério Público, impedindo que a Polícia Federal desse continuidade às investigações e abortasse, num tempo mais reduzido, a sangria que a organização criminosa promovia contra os cidadãos e as instituições da República", diz o documento, mencionando também a subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher de Gurgel.
A conclusão radical é clara: "Face ao exposto e tendo-se demonstrado que o procurador-Geral da República, ora representado, omitiu-se no desempenho de seus misteres constitucionais (...), é a presente representação para que o Senado Federal, nos limites da sua competência constitucional, proceda à abertura do competente procedimento de apuração das responsabilidades acima denunciadas e, ao final, aplique ao representado as penalidades compatíveis com a omissão legal e constitucional aqui delineada".
Recuo - No lugar da assinatura, há apenas: "Sicrano de Tal, deputado federal - PT/... ou Sicrano de Tal, senador da República - PT/...". Dois dias depois da elaboração do documento, entretanto, a CPI do Cachoeira rejeitou a convocação do procurador-geral, aprovando apenas o pedido de explicações por escrito. O clima demonstrou-se contrário aos ataques ao procurador. A ofensiva petista, ou pelo menos o braço visível dela, foi abortada.
A liderança do PT na Câmara confirma a existência do documento. O líder Jilmar Tatto está em viagem oficial à China. O líder em exercício do PT na Câmara, Elvino Bohn Gass (RS), justificou a elaboração do material: "Os documentos da bancada são os assinados pelo líder. Se o assessor escreve, é um documento qualquer e só tem valor depois que é assinado pelo líder", tergiversa. "Não houve nenhuma orientação política a esse respeito".
O PT e a CPI - Reportagem de VEJA desta semana revela a existência de um documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira. Consta do roteiro uma lista de alvos preferenciais do PT, entre eles Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Roberto Gurgel, procurador-geral da República.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
Fonte: veja online
Desde que os integrantes da CPI do Cachoeira decidiram rejeitar a convocação do procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, em 15 de maio, arrefeceu a ofensiva petista contra o chefe do Ministério Público. A convocação do procurador era, na verdade, uma manobra de radicais para comprometer o responsável por defender a condenação dos mensaleiros no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. A ofensiva se apoiava em críticas sobre a atuação de Gurgel diante dos dados obtidos pela Operação Vegas da Polícia Federal, que investigou a quadrilha de Cachoeira. E contou com o apoio de ninguém menos do que Fernando Collor para tentar desmoralizar o chefe do MP. Documentos obtidos pelo site de VEJA deixam claro até onde os petistas chefiados por Lula e José Dirceu - justamente o chefe da quadrilha do mensalão - estavam dispostos a chegar: pedir a investigação criminal contra Gurgel. O texto, que fala em "crime de responsabilidade", tem data de 13 de maio e traz o indelével DNA do PT.
A assinatura digital do documento revela os autores da representação: o assessor jurídico Alberto Moreira Rodrigues, lotado na liderança do PT na Câmara – subordinado, portanto, ao líder Jilmar Tatto – e Rebeca Albuquerque, chefe de gabinete do deputado Odair Cunha (PT-SP), relator da CPI do Cachoeira. Rodrigues também já trabalhou no escritório de Claudismar Zupiroli, advogado eleitoral do PT.
Foram redigidos dois documentos: uma nota técnica, para consumo interno, e a representação propriamente dita. Esta é direcionada ao presidente do Senado, José Sarney. Legalmente, a Casa tem a prerrogativa de investigar o procurador-geral da República. "Além de omitir-se no cumprimento de seus místeres constitucionais, o chefe do Ministério Público ou sua subprocuradora-geral retiveram o inquérito nos escaninhos do Ministério Público, impedindo que a Polícia Federal desse continuidade às investigações e abortasse, num tempo mais reduzido, a sangria que a organização criminosa promovia contra os cidadãos e as instituições da República", diz o documento, mencionando também a subprocuradora Cláudia Sampaio, mulher de Gurgel.
A conclusão radical é clara: "Face ao exposto e tendo-se demonstrado que o procurador-Geral da República, ora representado, omitiu-se no desempenho de seus misteres constitucionais (...), é a presente representação para que o Senado Federal, nos limites da sua competência constitucional, proceda à abertura do competente procedimento de apuração das responsabilidades acima denunciadas e, ao final, aplique ao representado as penalidades compatíveis com a omissão legal e constitucional aqui delineada".
Recuo - No lugar da assinatura, há apenas: "Sicrano de Tal, deputado federal - PT/... ou Sicrano de Tal, senador da República - PT/...". Dois dias depois da elaboração do documento, entretanto, a CPI do Cachoeira rejeitou a convocação do procurador-geral, aprovando apenas o pedido de explicações por escrito. O clima demonstrou-se contrário aos ataques ao procurador. A ofensiva petista, ou pelo menos o braço visível dela, foi abortada.
A liderança do PT na Câmara confirma a existência do documento. O líder Jilmar Tatto está em viagem oficial à China. O líder em exercício do PT na Câmara, Elvino Bohn Gass (RS), justificou a elaboração do material: "Os documentos da bancada são os assinados pelo líder. Se o assessor escreve, é um documento qualquer e só tem valor depois que é assinado pelo líder", tergiversa. "Não houve nenhuma orientação política a esse respeito".
O PT e a CPI - Reportagem de VEJA desta semana revela a existência de um documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira. Consta do roteiro uma lista de alvos preferenciais do PT, entre eles Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Roberto Gurgel, procurador-geral da República.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
Fonte: veja online
George Michael - Careless Whisper live in China 1984 (HQ)
live performance of Wham! in 1984 in China
taken from the VHS "Foreign Skies"
audio & video digitally studio-remastered
O manual do PT para instrumentalizar a CPI do Cachoeira-07/06/2012
Documento a que VEJA teve acesso aponta os alvos preferenciais do partido: oposicionistas, imprensa e membros do Judiciário que contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada. São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'. São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STF que os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão.
Descontentes – Alguns petistas discordaram, à boca pequena, da atuação de Lula. Lembraram que é errado dar como certo o voto de Gilmar Mendes na condenação dos mensaleiros, uma vez que o ministro, por exemplo, foi contrário à inclusão de Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula, na lista de réus do mensalão.
Sob anonimato, é mais fácil hoje do que há algumas semanas encontrar petistas fortemente críticos da estratégia de atacar a imprensa e envolver o procurador Roberto Gurgel na CPI do Cachoeira. No documento feito pelos petistas empregados na liderança do partido no Congresso, Gurgel é falsamente acusado de engavetar o caso conhecido como Operação Vegas, em que a Polícia Federal investigou o jogo ilegal no Brasil. O documento do PT dá como fatos as mais absurdas invencionices contra a imprensa, marteladas por blogs sustentados por verbas públicas de instituições dominadas por petistas. A avaliação de deputados e senadores do PT, confirmada por pesquisas de opinião, é que o partido, até agora, é o maior perdedor na CPI do Cachoeira.
Reportagem de VEJA desta semana revela a existência de um documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira. Consta do roteiro uma lista de alvos preferenciais do PT, entre eles Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Roberto Gurgel, procurador-geral da República.
O guia de ação produzido pela liderança petista, ao qual VEJA teve acesso, não deixa dúvida sobre as reais intenções do grupo mais umbilicalmente ligado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os alvos são os oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma forma, contribuíram ou ainda podem contribuir para que o mensalão seja julgado e passe, portanto, a existir oficialmente como um dos grandes eventos de corrupção da história brasileira – e, sem dúvida, o maior da República.
O documento foca em especial Gilmar Mendes, que Lula tentou constranger, sem sucesso, em sua cruzada para adiar o julgamento do mensalão, conforme mostrou reportagem de VEJA da semana passada. São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'. São todas questões já levantadas pelos mensaleiros e seus defensores e que, uma vez esclarecidas, se mostraram fruto apenas do desejo de desqualificar um integrante do STF que os petistas consideram um possível voto contra os réus do mensalão.
Descontentes – Alguns petistas discordaram, à boca pequena, da atuação de Lula. Lembraram que é errado dar como certo o voto de Gilmar Mendes na condenação dos mensaleiros, uma vez que o ministro, por exemplo, foi contrário à inclusão de Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula, na lista de réus do mensalão.
Sob anonimato, é mais fácil hoje do que há algumas semanas encontrar petistas fortemente críticos da estratégia de atacar a imprensa e envolver o procurador Roberto Gurgel na CPI do Cachoeira. No documento feito pelos petistas empregados na liderança do partido no Congresso, Gurgel é falsamente acusado de engavetar o caso conhecido como Operação Vegas, em que a Polícia Federal investigou o jogo ilegal no Brasil. O documento do PT dá como fatos as mais absurdas invencionices contra a imprensa, marteladas por blogs sustentados por verbas públicas de instituições dominadas por petistas. A avaliação de deputados e senadores do PT, confirmada por pesquisas de opinião, é que o partido, até agora, é o maior perdedor na CPI do Cachoeira.
Fonte:: veja online
Antes de falar à CPI, Agnelo se livra da Delta-07/06/2012
Governo rompe contrato com a companhia ligada a Carlinhos Cachoeira. Assessores do petista teriam recebido propina para favorecer empresa.
Gabriel Castro
Preparando terreno para o depoimento de Agnelo Queiroz à CPI do Cachoeira, na quarta-feira, o governo do Distrito Federal anunciou o rompimento do contrato que mantém com a empresa Delta, ligada ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. A companhia é uma das responsáveis pela coleta de lixo da capital federal. Só em 2012, recebeu mais de 27 milhões de reais pelo serviço.
O secretário de Transparência do governo, Carlos Higino, afirma que a decisão foi tomada após uma detalhada auditoria que detectou ilegalidades na prestação do serviço de coleta de lixo, prestado pela Delta: "Nossa auditoria constatou irregularidades na pesagem do lixo e a falta de rigor na fiscalização do governo passado, o que torna difícil descobrir onde está o erro". O rompimento do contrato com a Delta deve estar concluído na semana que vem.
Asessores diretos de Agnelo foram flagrados em conversas telefônicas que insinuam o pagamento de propina para a manutenção do contrato com a Delta e a nomeação de um aliado da quadrilha no comando do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). O chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, e o subsecretário João Carlos Feitoza, o Zunga, foram demitidos na esteira do escândalo. Mas negam participação em um esquema de corrupção.
A decisão de romper o contrato tenta reforçar o discurso de defesa do governador. Agnelo vem alegando que o contrato com a Delta já estava em vigor quando ele assumiu o cargo e sofreu uma revisão sob seu comando. Além de problemas na execução do contrato, a companhia era questionada por ter apresentado um atestado de capacidade técnica inválido para participar da licitação que venceu em Brasília
Fonte: veja online
Gabriel Castro
Preparando terreno para o depoimento de Agnelo Queiroz à CPI do Cachoeira, na quarta-feira, o governo do Distrito Federal anunciou o rompimento do contrato que mantém com a empresa Delta, ligada ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. A companhia é uma das responsáveis pela coleta de lixo da capital federal. Só em 2012, recebeu mais de 27 milhões de reais pelo serviço.
O secretário de Transparência do governo, Carlos Higino, afirma que a decisão foi tomada após uma detalhada auditoria que detectou ilegalidades na prestação do serviço de coleta de lixo, prestado pela Delta: "Nossa auditoria constatou irregularidades na pesagem do lixo e a falta de rigor na fiscalização do governo passado, o que torna difícil descobrir onde está o erro". O rompimento do contrato com a Delta deve estar concluído na semana que vem.
Asessores diretos de Agnelo foram flagrados em conversas telefônicas que insinuam o pagamento de propina para a manutenção do contrato com a Delta e a nomeação de um aliado da quadrilha no comando do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). O chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, e o subsecretário João Carlos Feitoza, o Zunga, foram demitidos na esteira do escândalo. Mas negam participação em um esquema de corrupção.
A decisão de romper o contrato tenta reforçar o discurso de defesa do governador. Agnelo vem alegando que o contrato com a Delta já estava em vigor quando ele assumiu o cargo e sofreu uma revisão sob seu comando. Além de problemas na execução do contrato, a companhia era questionada por ter apresentado um atestado de capacidade técnica inválido para participar da licitação que venceu em Brasília
Fonte: veja online
João Paulo Cunha será o único réu do mensalão candidato em 2012-07/-6/2012
Único réu do mensalão candidato a prefeito, João Paulo Cunha (PT) deverá ter como vice em Osasco o petista Jorge Lapas, que se desincompatibilizou ontem a Secretaria de Governo local.
A informação é do "Painel", editado por Vera Magalhães e publicado na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ontem, o STF (Supremo Tribunal Federal) bateu o martelo e decidiu que o julgamento do mensalão começará no dia 1º de agosto deste ano. A expectativa é que o caso deverá se estender pelo mês de setembro.
Durante reunião administrativa realizada no gabinete do presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, os ministros decidiram, por unanimidade, estabelecer o calendário começando em agosto, mas afirmaram que isso somente acontecerá se o revisor da ação penal do mensalão (AP 470), Ricardo Lewandowski, liberar seu voto até o final de junho.
O gabinete de Lewandowski comunicou oficialmente que sua revisão será, sim, liberada ainda neste mês, mas não definiu a data exata para que isso aconteça.
Fonte: folha online
A informação é do "Painel", editado por Vera Magalhães e publicado na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ontem, o STF (Supremo Tribunal Federal) bateu o martelo e decidiu que o julgamento do mensalão começará no dia 1º de agosto deste ano. A expectativa é que o caso deverá se estender pelo mês de setembro.
Com isso, ministros descartaram definitivamente a possibilidade de realizar sessões extraordinárias em julho para analisar o caso. A decisão de condenar ou absolver os 38 réus, por sua vez, deverá sair, na melhor das hipóteses, em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições municipais deste ano.
Durante reunião administrativa realizada no gabinete do presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, os ministros decidiram, por unanimidade, estabelecer o calendário começando em agosto, mas afirmaram que isso somente acontecerá se o revisor da ação penal do mensalão (AP 470), Ricardo Lewandowski, liberar seu voto até o final de junho.
O gabinete de Lewandowski comunicou oficialmente que sua revisão será, sim, liberada ainda neste mês, mas não definiu a data exata para que isso aconteça.
Fonte: folha online
Gravações da PF sugerem que casa de Perillo custou R$ 500 mil a mais-07/06/2012
Conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal apontam que a venda da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), envolveu o pagamento de R$ 500 mil a mais do que o R$ 1,4 milhão da escritura.
A informação está em reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Os áudios indicam que o valor a mais foi entregue a Lúcio Fiuza, assessor de Perillo, que pediu exoneração ontem. Ele alegou "razões particulares" para deixar o cargo. Os áudios não deixam claro se os R$ 500 mil chegaram ao governador.
O governador Marconi Perillo e o assessor Lúcio Fiuza negaram a existência do pagamento de R$ 500 mil. A assessoria negou que esse valor tenha chegado ao tucano.
CPI
Perillo deve explicar na próxima semana, quando vai à CPI do Cachoeira, a venda da casa em condomínio de luxo em Goiânia.
Em depoimento prestado na terça-feira (5) na CPI, o empresário Walter Paulo Santiago deu uma nova versão para a compra do imóvel do governador ao afirmar que pagou pela casa em dinheiro, "em notas exclusivas de R$ 50 e R$ 100".
Perillo já afirmou que recebeu três cheques pela casa (dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil), que somam R$ 1,4 milhão. Os cheques foram emitidos pela empresa Excitant Confecções Ltda, de uma cunhada de Cachoeira, nos meses de março, abril e maio de 2011.
A empresa, por sua vez, recebeu dinheiro de uma firma fantasma criada pelo esquema Cachoeira para receber dinheiro da empreiteira Delta.
A versão de Walter Paulo também contradiz o ex-vereador tucano Wladimir Garcez, que disse em depoimento à CPI que ele mesmo era o comprador da casa e que, para isso, contou com empréstimos de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, e de Cachoeira. Somente depois que supostamente percebeu que não teria como cobrir os cheques emitidos, procurou outro comprador --no caso, Walter Paulo.
fonte: folha online
A informação está em reportagem de Breno Costa, publicada na Folha desta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Os áudios indicam que o valor a mais foi entregue a Lúcio Fiuza, assessor de Perillo, que pediu exoneração ontem. Ele alegou "razões particulares" para deixar o cargo. Os áudios não deixam claro se os R$ 500 mil chegaram ao governador.
O governador Marconi Perillo e o assessor Lúcio Fiuza negaram a existência do pagamento de R$ 500 mil. A assessoria negou que esse valor tenha chegado ao tucano.
CPI
Perillo deve explicar na próxima semana, quando vai à CPI do Cachoeira, a venda da casa em condomínio de luxo em Goiânia.
Em depoimento prestado na terça-feira (5) na CPI, o empresário Walter Paulo Santiago deu uma nova versão para a compra do imóvel do governador ao afirmar que pagou pela casa em dinheiro, "em notas exclusivas de R$ 50 e R$ 100".
Perillo já afirmou que recebeu três cheques pela casa (dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil), que somam R$ 1,4 milhão. Os cheques foram emitidos pela empresa Excitant Confecções Ltda, de uma cunhada de Cachoeira, nos meses de março, abril e maio de 2011.
A empresa, por sua vez, recebeu dinheiro de uma firma fantasma criada pelo esquema Cachoeira para receber dinheiro da empreiteira Delta.
A versão de Walter Paulo também contradiz o ex-vereador tucano Wladimir Garcez, que disse em depoimento à CPI que ele mesmo era o comprador da casa e que, para isso, contou com empréstimos de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, e de Cachoeira. Somente depois que supostamente percebeu que não teria como cobrir os cheques emitidos, procurou outro comprador --no caso, Walter Paulo.
fonte: folha online
Órgãos públicos demonstram despreparo para Lei de Acesso- 07/06/2012
A maior parte dos órgãos públicos não se mostrou preparada, nesse primeiro momento, para cumprir integralmente a nova Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no mês passado, informa reportagem da Folha publicada nesta quinta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Do total de 127 requerimentos protocolados pela Folha no dia em que a lei entrou em vigor, em apenas 26 casos (20%) a informação solicitada de fato foi entregue.
Em outros 28 casos houve pedido de prorrogação por parte do órgão público, o que está previsto na lei.
Pela norma, os órgãos públicos têm o prazo inicial de 20 dias, prorrogáveis por mais dez, para apresentar uma resposta. O prazo inicial dos pedidos feitos pela Folha venceu na terça-feira (5).
Fonte folha online
Do total de 127 requerimentos protocolados pela Folha no dia em que a lei entrou em vigor, em apenas 26 casos (20%) a informação solicitada de fato foi entregue.
Em outros 28 casos houve pedido de prorrogação por parte do órgão público, o que está previsto na lei.
Pela norma, os órgãos públicos têm o prazo inicial de 20 dias, prorrogáveis por mais dez, para apresentar uma resposta. O prazo inicial dos pedidos feitos pela Folha venceu na terça-feira (5).
Fonte folha online
sábado, junho 02, 2012
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