domingo, maio 27, 2012

Os bons companheiros- Demétrio Magnoli- 24/04/2012

Demétrio Magnoli

De "caçador de marajás" Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas. Na CPI do Cachoeira seu alvo é Policarpo Jr., da revista Veja, a quem acusa de se associar ao contraventor "para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem". Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar. Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas - e quase tudo se encontra na internet. Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira. A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte - algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.
Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público. Criminosos passam informações - verdadeiras ou falsas - com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos. O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei. Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo que sua divulgação seja do interesse circunstancial de uma facção criminosa.
Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, até mesmo pela quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base nessas notícias, atendendo ao interesse público. A revista em que trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira - uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte. Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.
A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como "chefe da quadrilha", engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa - e, com ela, as informações que o incriminam.
O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do "controle social da mídia". A sucessão, contudo, representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.
No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista Carta Capital. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito "200 ligações" telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos. Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas - não 200 - ligações com sua fonte.
A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta "parceria Cachoeira-Policarpo Jr." como "bandidagem em comum". Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro. Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação da Carta Capital ocupava o cargo de editor de Veja, a publicação em que hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias. Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços. Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da "eficiência" da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação "tranquilizava o povo". O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio (http://www.pannunzio.com.br/), sob a rubrica Quem foi quem na ditadura.
Na Veja de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim. A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo. Hoje Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr. O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de R$ 1 milhão para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobrás (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).
Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo - ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu. A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.
* SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@UOL.COM.BR
Fonte: estão.com

sábado, maio 26, 2012

Desenho da música - Vampiro - Caetano Veloso

Jogador brasileiro faz pedido de casamento inusitado e vira notícia nos EUA-26/05/2012

O jogador brasileiro Nenê, 30, ganhou as páginas do jornal "New York Post" após fazer um pedido de casamento bem inusitado.
Contratado pelo Paris Saint-Germain, ele aproveitou uma passagem pela cidade americana para pedir a mão da namorada, a modelo Jessica Garducci.

O atleta levou a moça para jantar na última quarta-feira (23) em um exclusivo restaurante que fica no topo de um edifício no Meatpacking.
Após a refeição, foram projetados na parede do local um poema em português e uma foto do casal em 3D.
Em seguida, cerca de 40 pessoas que estavam no local começaram a dançar a música "Marry You" (casar com você), de Bruno Mars.
Nenê se juntou aos dançarinos, depois ficou de joelhos e pediu a mão de Jessica, que aceitou se casar com ele.
O jogador pagou por uma garrafa de nove litros de champanhe para comemorar com todos os presentes.
Fonte: uol.com.br

Caetano Veloso ( 1971) - London London

Caetano Veloso- Sugar Cane Fields Forever

Caetano Veloso - It's a Long Way

Sensualidade

John Travolta se refugia nas Bahamas para não falar de acusações de assédio- 26/05/2012

John Travolta, 58, não quer saber de comentar as acusações de assédio sexual que envolveram seu nome nos últimos tempos.

Ele se refugiou na ilha privada que possui nas Bahamas, segundo o blogueiro americano de celebridades Perez Hilton.
O ator, que nega as acusações, está acompanhado da mulher, Kelly Preston, e dos filhos.
Antes, ele supostamente estava enclausurado na propriedade que tem na Flórida.
Travolta está sendo processado por dois massagistas que dizem ter sido assediados por ele.
Em meio ao escândalo, outras acusações surgiram, mas não chegaram a à Justiça.
Fonte: uol.com.br

Caetano Veloso - Triste Bahia

Caetano - De Cara / Eu Quero Essa Mulher (1973)

Mora na Filosofia - Caetano Veloso

Enrique Iglesias renuncia herança de seu pai estimada em 5 bilhões de dólares- 25/05/2012

Enrique Iglesias não quer saber de herança nenhuma de seu pai Julio Iglesias, um dos homens mais ricos da Espanha, com uma fortuna valiada em mais de 5,2 bilhões de dólares, entre capital e patrimônios.
Mais do que o sucesso que alcançou no Brasil, o cantor romântico Julio Iglesias (68) é um dos homens mais poderosos da Espanha. Detentor da nona maior fortuna de seu país estimada em cerca de 5,2 bilhões de dólares, segundo dados do livro Riquíssimos, escrito pelo jornalista Jesus Salgado, Julio é dono da terceira parte de Punta Cana (na República Dominicana), além de grandes residências e outros patrimônios.

Toda esta fortuna seria dividida entre seus oito filhos, de acordo com os desejos do cantor. Acontece que seu herdeiro mais famoso, o também cantor Enrique Iglesias (37), não está nem aí pra isso. Portanto, os bilhões de Julio Iglesias serão divididos apenas entre seus outros sete filhos.
De acordo com a imprensa espanhola, Enrique Iglesias não quer saber do dinheiro do pai e se considera financeiramente independente de Julio. “Sua relação com o pai nunca foi das melhores, eles ficam anos sem conversar, nem mesmo por telefone. Enrique sente que fez sua carreira sem a ajuda dele, e por isso não quer seu dinheiro agora”, revelou uma fonte próxima ao jovem cantor.
Fonte: uol. com.br

terça-feira, maio 22, 2012

Moby - Lift Me Up

O roubo do chá da China

No século XIX, um distinto botânico escocês chamado Roberto Fortune partiu em uma arriscada missão para desvendar os segredos da bebida. Essa aventura foi o início de um negócio extremamente lucrativo para a Inglaterra, com o plantio intensivo na Índia


por Eric Pincas

No número 9 da Gilston Road, em Londres, uma placa azul avisa que ali morreu o botânico Robert Fortune, em 1880. Um ilustre desconhecido até mesmo no país do five o’clock tea, o chá das 5, em que perto de 70% da população bebe diariamente uma xícara do líquido aromático. Poucos conhecem a extraordinária aventura desse homem que, na metade do século XIX, roubou, na cara dos chineses, os segredos de seu chá. Foi o início de um negócio extremamente lucrativo para os britânicos: cerca de 900 bilhões de xícaras são consumidas anualmente no mundo todo.
Até hoje nenhum historiador se debruçou sobre a arriscada missão empreendida por Robert Fortune. Coube a Willy Perelsztejn, amante de chás, jurista de formação e produtor de documentários, o mérito de ter desvendado esse episódio importante da história econômica e cultural do ex-Império Britânico. Em 1996, depois de ter lido A rota do chá e das flores, o diário de viagem de Robert Fortune, ele suspeitou que a narrativa romanceada escondia um roteiro bem diferente. Ele então se associou à irmã, Diane, cineasta, e a Joëlle Kilimnik, sua colaboradora, e pesquisou durante quatro anos até conseguir as provas de que a aventura de Fortune se tratava, de fato, de uma espionagem industrial.
Nos anos 1840, a China era o principal produtor e fornecedor de chá no mundo, apesar das tentativas de concorrência das plantações de Assam no nordeste da Índia, cultivadas pelos irmãos Bruce nos anos 1830. Infelizmente para os ingleses, a qualidade desse chá se revelou bem fraca para quem esperava rivalizar com os produtores chineses. Em 1834, a Companhia das Índias Orientais, a serviço da Coroa britânica desde 1599, perdeu seu monopólio sobre a importação do chá em benefício de comerciantes independentes. A autoprodução se tornou, assim, o principal objetivo desse gigante mercantil que controlava, em seu apogeu, no final do século XVIII, um quarto do comércio mundial.
Dependente da China, a Companhia das Índias Orientais fez de tudo para se apropriar de amostras de chá chinês e transplantá-las nas montanhas do Himalaia. Mas ainda faltava encontrar um especialista que conseguisse decifrar os segredos cuidadosamente guardados do know-how chinês. E, ainda, se aventurar em uma área além dos 45 km dos portos abertos aos estrangeiros nas terras da China proibida. Tudo isso parecia muito audacioso.

Em 1848, os olhares se voltaram para Robert Fortune. Ele conhecia a China – tinha vivido lá entre 1842 e 1845, trabalhando para a Sociedade de Horticultura de Londres –, falava chinês, que aprendeu durante essa viagem, já havia se iniciado nos hábitos do Extremo Oriente e levado para a Europa uma centena de plantas desconhecidas dos ocidentais – entre elas o famoso bonsai.
Fortune já era um nome controverso na comunidade científica, por sustentar a opinião de que o chá verde e o preto faziam parte de uma mesma espécie. A afirmação era considerada uma heresia para os ocidentais. Nomeado conservador do Chelsea Physic Garden em 1845, ele parecia ser o homem ideal para realizar o projeto da Companhia das Índias Orientais. Assim, no dia 20 de junho de 1848, ele deixou Southampton em direção a Hong Kong. Ainda não sabia qual era o objetivo de sua missão.
Diane Perelsztejn e Joëlle Kilimnik encontraram nos arquivos da ilustre companhia comercial, conservados na Biblioteca Britânica, a ordem de missão endereçada a Fortune em 3 de julho de 1848 pelo governador das Índias Orientais, o marquês de Dalhousie, seguindo os conselhos do doutor Jameson, botânico encarregado das plantações experimentais no Himalaia: “Você deve selecionar plantas e grãos das melhores espécies de chá verde vindos das principais regiões produtoras e, depois, transportá-los, sob sua responsabilidade, da China a Calcutá e, de lá, até o Himalaia. Você deve também voltar todos os seus esforços para contratar produtores de chá experientes e bons fabricantes, sem os quais não poderemos desenvolver nossas plantações no Himalaia”.
Fortune endossou o papel de espião designado em sua missão sem hesitar. Tanto pelo gosto por aventura como pelo atrativo econômico: a Coroa britânica ofereceu-lhe 550 libras por ano por essa missão que deveria durar 24 meses, enquanto ele recebia 100 libras por ano no Chelsea Physic Garden.

Em setembro de 1848, Fortune já estava em Xangai, então um pequeno porto de comércio considerado o “paraíso dos aventureiros”, aberto a estrangeiros desde o Tratado de Nanquim, assinado em 1842. Um tratado que pôs fim à primeira Guerra do Ópio e representou importantes concessões aos britânicos. Desde 1838, quando o imperador chinês promulgou um édito proibindo seus súditos de fumar ópio, o produto, vindo da Índia, entrava clandestinamente no país. Na época da proibição, cerca de 2 milhões de chineses já tinham se tornado viciados em ópio. Uma desgraça para os homens, mas uma glória para os mercadores britânicos que encontravam nesse sumo de papoula uma moeda de troca que lhes permitia preservar os lingotes de prata da Coroa.
Nesse contexto tenso e hostil aos europeus, Robert Fortune teve de ser astucioso para se misturar à população local sem ser notado. E isso não era uma tarefa fácil, já que ele media cerca de 1,80 metro e tinha um tom de pele cor-de-rosa que entregava sua origem escocesa. Mas Fortune passou a se vestir como os chineses e raspou a cabeça, deixando uma trança como a que tinha usado em sua primeira viagem ao país. Restava torcer para que os camponeses do interior, que nunca haviam visto um europeu, não o identificassem. Acompanhado por dois homens originários da região do chá verde – Wang, empregado doméstico, e um coolie (trabalhador braçal), que aceitaram ajudar o botânico mediante pagamento – Fortune, rebatizado Sing Wah, iniciou seu périplo em direção aos montes Huangshan, região repu-tada por seus chás verdes, passando por Hangzhou e o rio Verde.
A missão se mostrava extrema-mente perigosa. Fortune foi o primeiro, depois dos portugueses, a ousar penetrar na China proibida. Se fosse pego pelos guardas do imperador, certamente seria punido com a pena de morte. Também tinha de escapar dos vários piratas que infestavam a região, lutar contra as correntes de vários rios e encontrar seu caminho a partir de mapas portugueses cheios de erros. Sem falar nos riscos de doenças. Mas Fortune, longe de se desestabilizar, estava, pelo contrário, excitado por se arriscar dessa forma. Como afirmou Willy Perelsztejn: “Foi um brilhante britânico, por ser aventureiro”.

Ao longo de sua expedição, Fortune se entusiasmou diante da diversidade de culturas: pêssegos, ameixas e laranjas à profusão. Uma paisagem montanhosa e cheia de vales que abrigava verdejantes plantações de chá. A cada etapa da viagem, o botânico fazia anotações, que enviava ao jornal Botanical Chronical. Os Perelsztejn encontraram 14 desses artigos.
Acordando bem cedo de manhã para observar a flora, Fortune sabia como os grãos de chá eram venerados nessas terras longínquas. Cada pequena folha verde remetia a uma história de muitos milênios. Ao longo de suas peregrinações na região do chá verde, Fortune constatou que o clima brumoso e a terra rica em prata favoreciam as plantações de chás medicinais. Assim, conseguiu determinar quais eram o clima e o solo ideais para um bom chá. Na região de Ningbo, ele recolheu vários grãos. Frequentemente, seus anfitriões, impressionados pelo porte de seu convidado e suas boas maneiras, ofereciam-lhe seu melhor chá para agradecer a visita. No dia 15 de dezembro de 1848, Fortune escreveu ao governador das Índias: “Tenho o prazer de informar-lhe que consegui uma grande quantidade de grãos e de mudas que, espero, chegarão intactas até a Índia. Estimo que todas pertençam à espécie Thea viridis. (...) Mandei plantar uma boa parte dos grãos coletados durante os dois últimos meses aqui nos jardins com a intenção de enviá-los posteriormente para a Índia”. Os jardins em questão eram os dos consulados e dos negociantes ingleses utilizados por Fortune como laboratório. Tudo o que enviava a Calcutá era dividido em três navios para minimizar os riscos de perda de carga.
Em 12 de fevereiro de 1849, de passagem por Hong Kong, ele comunicou ao governador das Índias seu desejo de prospectar na região dos montes Wuyi Shan, hoje Jiangxi, a dos famosos chás pretos. No caminho, fez uma escala nos templos budistas. Cada um deles ficava ao lado de uma plantação. Vem daí a dimensão espiritual dessa bebida venerada pelos monges – que confiaram a Fortune alguns dos segredos do chá, principal-mente a importância da qualidade da água, condição sine qua non para que as folhas exalem todo seu sabor.

Na região do chá preto, vestido de mandarim da Tartária, ele compreendeu o que faz as folhas de chá verde ficarem marrons ou pretas: a fermentação. Ela é que dá ao chá sua cor escura. O chá Oolong é semifermentado, e o verde não passa por esse processo. Os europeus da época bebiam na maioria das vezes o chá preto, pois ele fermentava durante o transporte no navio. No final de alguns meses, Fortune soube que os primeiros grãos enviados apodreceram durante a viagem.
Ele resolveu, então, adotar as caixas de Ward, que levam o nome do botânico que as inventou no começo do século XIX. São pequenas estufas portáteis, com um fundo de argila, completamente herméticas e que, mesmo expostas à luz, conservam a umidade necessária para a germinação. Mas, antes de voltar para a Índia, Fortune devia convencer alguns fabricantes chineses a acompanhá-los, já que eram os únicos capazes de transmitir seu conhecimento aos produtores indianos. Por intermédio dos compradores – os conselheiros chineses dos negociadores ocidentais –, ele recrutou oito trabalhadores, seis fabricantes e dois produtores de caixas de chá por três anos. Ele conseguiu a garantia do governador da Índia de que eles seriam bem recebidos. O sucesso da operação dependia dessa integração. A partida dos chineses para as Índias não levantava suspeitas. Em 1851, muitos deles deixavam seu império, então em ruínas, indo principalmente para são Francisco e o Eldorado californiano.
Em 16 de março de 1851, Fortune e seus trabalhadores chegavam a Calcutá a bordo de verdadeiros “jardins flutuantes” repletos de caixas de Ward. Mais de 20 mil pés foram plantados nas montanhas do Himalaia. Depois de três anos, Fortune acabou conseguindo fechar o ciclo, adquirindo o conhecimento agronômico indispensável aos produtores indianos para que pudessem fazer concorrência aos chineses.

Fortune deu sugestões para melhorar a cultura do chá: “cultivar no flanco de colinas”, tipo de terreno que havia de sobra no Himalaia; conseguir “um bom terreno com grau de umidade natural”. Também alertou: “Na China o chá nunca é colhido antes do terceiro ou quarto ano; é preciso adaptar as colheitas ao clima (...)”. Willy Perelsztejn insiste no fato de que “as inovações de Fortune em termos de transporte das mudas de chá e os preparadores chineses que selecionou permitiram desenvolver a cultura intensiva do chá na Índia”.
Robert Fortune tinha consciência do valor do segredo de mais de 5 mil anos que tinha acabado de roubar dos Filhos do Céu. Mas não mediu a catástrofe econômica que geraria, no fim do século XIX, para os produtores chineses. Fortune agiu essencialmente pela curiosidade científica, mesmo se a atraente remuneração em troca de seus serviços não o tenha deixado indiferente. Obedecendo, sem pestanejar, às ordens da Companhia das Índias Orientais, ele exprimiu sua mais profunda devoção à Coroa britânica.
De retorno à Inglaterra, o botânico publicou o relato de sua viagem e tomou o cuidado de eliminar todos os detalhes relativos à sua missão de espionagem, tirando certo proveito disso. Ele partiria novamente para a China de 1853 a 1856 para aprimorar seus conhecimentos sobre os chás perfumados e envolver outros fabricantes para o cultivo em grande escala na Índia. Fortune passaria o resto de sua vida na discrição. Não recebeu nenhuma distinção honorífica da Coroa britânica nem porcentagem sobre a mina de ouro que conseguiu descobrir para seu país. Contudo, ele não passaria necessidade em seus últimos dias, o que já era uma oportunidade e tanto para um botânico.

Ao mesmo tempo, nas colinas enevoadas no Himalaia, e principalmente nos hoje célebres jardins de Darjeeling, conhecidos por produzir o “champanhe dos chás”, a produção estava em aumento constante. Em 1866, 4% do chá consumido pelos ingleses vinha das Índias. Em 1903, esse número passou a 59%. Os chineses, que não compreendiam como os segredos do chá pudessem ter escapado, representavam apenas 10% das vendas aos ocidentais. Com o tempo, a China recuperou parte das vendas e hoje é o segundo produtor mundial, com 19%, depois da Índia (34%).
Hoje, o Centro de pesquisa do Chá de Hangzhou, o jardim do Éden onde se cultiva o chá verde, é o único local, na China, onde se podem encontrar os livros de Robert Fortune. Entretanto, ninguém sabe – ainda – que ele atuou como espião a serviço de sua Majestade.
Fonte: Revista Historia Viva-

terça-feira, maio 08, 2012

Djavan FALTANDO UM PEDAÇO *

Câmara cogita interferir no Judiciário porque perdeu força, dizem analistas-27/04/2012

Maurício Savarese
Do UOL, em Brasília
Por unanimidade, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta para que parlamentares possam intervir em decisões da Justiça. Para especialistas ouvidos pelo UOL, essa é uma reação após seguidas decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) classificadas como “ativismo judicial”, como a interrupção da gravidez de bebês anencéfalos e a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

A PEC (proposta de emenda à constituição) do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) visa deixar claro que o Congresso Nacional pode derrubar normas que “excedam o poder regulamentar” ou “limites da delegação legislativa”. O texto ainda precisa tramitar em uma comissão especial e, se aprovado, ser submetido ao plenário. Se superar todos esses passos, precisa ainda da aprovação do Senado.
O relator da proposta na CCJ, Nelson Marchezan (PSDB-RS), diz que a ideia é lidar com atividades “atípicas” da Justiça, o que não afetaria questões “estritamente jurisdicionais, como sentenças. A sugestão tem sido apoiada principalmente pela bancada evangélica, depois de o Supremo tomar decisões que contrariam preceitos religiosos.
“Alertei a isso desde o ano passado. Mais cedo ou mais tarde o Congresso iria reagir, na mesma medida em que o Supremo atua em funções do Legislativo”, disse o constitucionalista Ives Gandra Martins. “Para mim nem seria necessário, já existe na Constituição um mecanismo para isso. O que os legisladores estão querendo é uma medida mais dura, em especial depois da decisão dos anencéfalos”, afirmou.
Para Gandra Martins, a Câmara pode aprovar o mecanismo de acordo com o artigo 49, inciso 11 do texto constitucional, atribuindo aos parlamentares o dever de “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”. “Eles têm de ocupar o seu espaço e essa medida é claramente isso.”
Advogado de várias causas polêmicas que passaram pelo Supremo recentemente e professor titular da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Luis Roberto Barroso afirma que “é legítima a aspiração do Congresso de retomar seu espaço”, mas duvida que a votação da comissão da Câmara chegue às etapas finais. “Só uma Assembleia Constituinte poderia mudar isso”, disse ele.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux criticou nesta quinta-feira (26) a decisão da CCJ. "A instância reflexiva do poder Judiciário só se instala quando há uma inação do Parlamento", disse Fux durante o julgamento sobre cotas raciais em universidades públicas.
Modelos
Segundo Barroso, há dois modelos de constitucionalismo: um no qual o Parlamento tem a maior força (como acontece no Reino Unido) e outro com base em um texto legal, caso dos Estados Unidos. “O Brasil após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) claramente adota o padrão norte-americano. Se essa PEC vigorasse, afetaria toda a concepção estrtutural que temos, com o Supremo dando a palavra final. É de difícil constitucionalidade”, avaliou.
“Em todo o mundo, quando há decisões da mais alta corte em temas polêmicos, ocorrem essas críticas de ativismo judicial. Em algumas questões até é possível detectar isso. Mas não somos diferentes do resto do mundo”, afirmou Barroso. “As polêmicas nem sempre são decididas no Legislativo, que às vezes emperra. Como o problema ocorre na vida real, ao Judiciário só cabe resolver. O Legislativo não se fortalece mudando isso.”
Marcelo Semer, ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia (AJD), acredita que “o Legislativo está se sentindo um pouco superado” porque “muitos desses casos polêmicos poderiam ter sido resolvidos lá”. “Mas o ativismo do Judiciário vai continuar acontecendo quando estiver ligado à proteção do direito individual”, afirmou. “Se essa PEC prosperar na Câmara, o Supremo vai barrar com a premissa da separação de poderes.”
Segundo ele, “o legislador não é soberano”, embora sua vontade expressa na redação das leis deva ser respeitada. “O último intérprete é o Supremo. Os parlamentares sabem disso. Por isso acredito que essa medida tenha mais caráter demagógico e de mostrar que existe uma resposta sendo preparada do que de algo que realmente venha a acontecer.”
Fonte: uol noticias

Djavan flor de liz

Ministro do STF rejeita nova tentativa de desmembramento do mensalão-08/05/2012

O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou mais uma vez a tentativa de desmembrar o processo em duas partes. O pedido foi apresentado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-diretor do Banco Rural, José Roberto Salgado. A decisão é do dia 2 de maio, mas foi divulgada apenas hoje (8).

Segundo alegou Bastos, seu cliente tem o direito de ser processado inicialmente pela Justiça Comum porque não tem foro privilegiado. Atualmente, apenas três dos 38 réus do mensalão têm foro privilegiado --ou seja, devem ser processados criminalmente apenas pelo STF. São eles os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry Neto (PP-MT).
O pedido de Bastos já havia sido negado por Barbosa no final do ano passado, mas o advogado queria que o pleito fosse levado para o plenário. Barbosa negou o pedido alegando que os ministros do STF já analisaram o mesmo tipo de solicitação diversas vezes, optando sempre pela manutenção do processo na íntegra.
A ação penal do mensalão tramita no STF desde 2007. Em tese, crimes com penas menores, como formação de quadrilha, prescreveram no ano passado devido à demora no julgamento. Ainda não há data para que o caso vá a plenário: o agendamento depende da liberação do voto do relator Barbosa e do revisor Ricardo Lewandowski.
Fonte: uol noticias

Djavan - clipe "Milagreiro Ao Vivo"

Cassia Eller - Vento No Litoral

Cássia Eller & Nando Reis - Relicário

Cegos do Castelo - Nando Reis & Os Infernais - MTV Ao Vivo

domingo, maio 06, 2012

Até o fim - Pouca Vogal - HD - Pouca Vogal - DVD Ao Vivo Em Porto Alegre

Refrão De Bolero - HD - Pouca Vogal - DVD Ao Vivo Em Porto Alegre

Pouca Vogal - Girassóis. HD.

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Estúdio VH1 Skank e Nando Reis - Ainda Gosto Dela HD

Estúdio VH1 Skank e Nando Reis - Dois Rios HD

Skank e Nando Reis - Ali + De repente - VH1

Nando Reis - Sou Dela

Nando Reis - Andrea - Luz dos Olhos

Skank e Nando Reis - Ali + De repente - VH1

Skank e Nando Reis - SUTILMENTE - ACÚSTICO

Ira e Samuel Rosa - Tarde Vazia

Por Onde Andei - Videoclipe oficial - Nando Reis e Os Infernais

Mulheres Frutas - Só para contrastar

Mulher melncia
Mulher Moranguinho

Mulher Jaca



Mulher Melão



O Judiciário de saia – ou melhor, de calça- 25/02/2012

Até o fim dos anos 60, apenas 2,3% dos magistrados eram mulheres – número que chegou a 11% na década de 90. Hoje, o percentual resvala em 30%.
Cármen Lúcia, ministra do STF, a primeira mulher a usar calças compridas durante uma sessão plenária da Corte (Lula Marques/Folhapress)

O julgamento de Lindemberg Alves, condenado pelo assassinato de Eloá Pimentel, foi caracterizado por episódios singulares – como a revelação de passagens inéditas do mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo, a sentença estabelecida em 98 anos e 10 meses e a atuação espalhafatosa de Ana Lúcia Assad, advogada de defesa. Um dos mais marcantes foi a presença de três mulheres no elenco de protagonistas do espetáculo: a promotora Daniela Hashimoto, a juíza Milena Dias e, naturalmente, a própria Ana Lúcia. Tal cena, rigorosamente inviável há poucas décadas, é cada vez mais comum.

Embora ainda minoritária, a participação feminina cresce em todas as áreas do direito. Segundo a cientista política da Universidade de São Paulo (USP) Maria Tereza Sadek, pesquisadora senior do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, até o fim dos anos 1960, 2,3% dos magistrados eram mulheres – número que subiu para 11% no começo da década de 1990. Hoje, o percentual resvala em 30%.
É justamente entre os magistrados que a minoria feminina é mais perceptível. Apesar de a primeira juíza brasileira, Thereza Grisólia Tang, ter estreado nos tribunais de Santa Catarina em 1954 (veja lista abaixo), esse terreno ainda é árido para as mulheres. Ellen Gracie, a primeira ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que quando se formou pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1970, não podia nem se inscrever em concursos para a magistratura. “Não era uma recusa formal”, conta a ministra, que se aposentou em agosto de 2011. “Preenchíamos os formulários e eles simplesmente eram descartados, sem maiores explicações”.
Maria Berenice Dias, primeira desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, passou pelas mesmas dificuldades. “Até 1973, todas as inscrições feitas por mulheres eram previamente negadas”, afirma. “Na minha época, tivemos que brigar para que as provas não fossem identificadas. Na entrevista de admissão, o desembargador chegou a perguntar se eu era virgem”. Ainda hoje, mesmo no STF, as magistradas precisam vencer obstáculos.

Durante o julgamento sobre a validade da Lei Maria da Penha, em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia desabafou: "Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira, sofre! Há os que acham que isso aqui não é lugar de mulher, como uma vez me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas." Cármem Lúcia foi a primeira mulher que ousou vestir calças compridas durante uma sessão plenária da Corte – e isso foi em 2007.
Maria Tereza atribui essa disparidade entre os sexos ao conservadorismo. "Na defensoria pública, por exemplo, que é uma instituição mais recente, encontramos mais mulheres do que homens advogando em alguns estados”, diz. “No Ministério Público, a porcentagem feminina varia entre 40% a 50%."
Defensoria Pública - De acordo com estudo publicado em 2009 pela Defensoria Pública da União, as mulheres já são maioria no Pará, no Paraná, em Roraima e no Tocantins. Na Defensoria Pública Estadual, a presença feminina é maior na Bahia, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraná. Em números gerais, 50,1% dos defensores públicos estaduais são do sexo masculino, enquanto os da União somam 65,4%.
Ao mesmo tempo em que é uma instituição mais feminina que as demais áreas do direito, a Defensoria Pública também é uma das mais jovens. A média de idade dos defensores públicos da União é de 32 anos – e de 39 anos nas defensorias públicas Estaduais. Na magistratura, a média é 49 anos.
No Ministério Público da União (MPU), os números também são animadores. Dos 623 integrantes do Ministério Público Federal (MPF), 42,37% são mulheres. No Ministério Público do Trabalho (MPT), elas representam 49,37% dos 725 procuradores. Surpreendentemente, uma das duas subdivisões do MPU que têm mulheres no cargo mais alto é o Ministério Público Militar (MPM). Embora só 36,98% dos membros do MPM sejam do sexo feminino, Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz é a quarta mulher seguida a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça Militar. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a procuradora-geral de Justiça é Eunice Pereira Carvalhido.

Consequências - Com o aumento da participação feminina, o Poder Judiciário tende a se transformar. "A mulher traz mudanças significativas para a magistratura", acredita Sérgia Miranda, desembargadora do Tribunal de Justiça do Ceará e presidente da Secretaria da Mulher Magistrada da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). "Essa diferença pode ser notada principalmente na forma de aplicação da lei. A mulher é mais humanista".
Para Ellen Gracie, as transformações não ocorrem de uma hora para outra, mas já existem mudanças visíveis, principalmente nas questões relacionadas ao direito de família. "A mulher tem uma visão mais sensível para esse tipo de assunto", afirma a ministra, que se aposentou recentemente.
Se até o começo do século XXI não havia mulheres entre os onze ministros do STF, hoje há duas. Dos sete ministros titutlares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dois são mulheres. Entre os 689.927 advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as mulheres correspondem a 44,83% (309.349). Apesar de nenhum estado brasileiro ter mais advogadas, essa realidade tende a mudar nos próximos anos: as mulheres já são maioria em grande parte dos cursos de direito.
"Infelizmente, ainda são poucas as mulheres que ocupam os cargos mais altos nos tribunais, mas acredito que seja apenas uma questão de tempo até que esse quadro mude", observa Sérgia. "Muitas promoções são feitas pelo critério de antiguidade e os homens ainda encabeçam a maioria das listas neste ponto".

Ellen Gracie é a prova de que as mudanças estão chegando a galope. Nomeada em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a primeira mulher a integrar o STF afirma que não sofreu preconceito dos colegas. “Não cheguei a me sentir intimidada, porque havia estudado ou sido aluna de alguns dos ministros", conta. "Mas sentia que me tratavam com polidez excessiva. Era algo estranho para eles".
Para a ministra, "é uma questão de tempo até que o equilíbrio absoluto seja alcançado”. Ela fala por experiência própria. Em menos de quatro décadas, Ellen Gracie, que quando se formou não pode nem se inscrever em concursos para a magistratura, chegou à presidência da instância máxima da Justiça do país.
A juíza Ellen Gracie Northfleet foi a primeira mulher a se tornar ministra do Supremo Tribunal Federal, em 2000. Nomeada pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso, Ellen presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre 2006 e 2008. Ao longo de dez anos e meio, proferiu cerca de 30.000 decisões e foi vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra poderia continuar no tribunal até 2018, mas em 2011, aos 63 anos, pediu a aposentadoria e foi substituída pela ministra Rosa Weber.

Uma das duas atuais representantes femininas no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmen Lúcia inovou, em 2007, ao ser a primeira a usar calças compridas durante uma sessão plenária da Corte. Mais recentemente, a ministra não escondeu sua experiência pessoal durante o julgamento da Lei Maria da Penha: “Às vezes acham que juíza desse tribunal não sofre preconceito. Mentira, sofre! Há os que acham que isso aqui não é lugar de mulher, como uma vez me disse uma determinada pessoa sem saber que eu era uma dessas”.


Em 2009, Deborah Duprat entrou para a história como a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República, cargo máximo de representação do Ministério Público Federal. A sub-procuradora-geral assumiu interinamente o cargo durante 22 dias, período correspondente à transição entre Antonio Fernando Souza e Roberto Gurgel. Apesar de rápida, a atuação de Deborah nas sessões do Supremo Tribunal Federal foi intensa, marcada pelo desengavetamento da ação sobre o aborto de fetos anencéfalos e pelo ajuizamento de outros processos polêmicos, como a Marcha da Maconha e a união civil entre pessoas do mesmo sexo.


Maria Berenice Dias foi a primeira mulher a se tornar juíza no Rio Grande do Sul, em 1973. Vinte e cinco anos depois, foi também pioneira no estado como desembargadora do Tribunal de Justiça, onde ficou conhecida por decisões relacionadas aos direitos da mulher e das minorias, especialmente dos homossexuais. Em 2008, aposentou-se da magistratura para abrir um escritório de advocacia especializado em direito homoafetivo. É também presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

A baiana Luislinda Dias Valois dos Santos foi a primeira mulher negra a se tornar juíza no Brasil, em 1984. Reconhecida por lutar contra o preconceito racial, foi a primeira juíza no país a proferir uma sentença contra o racismo. Aos 69 anos, foi promovida no fim de 2011, pelo critério de antiguidade, ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia.

A juíza fluminense Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ficou conhecida pela atuação rigorosa contra o crime organizado na região. Em agosto de 2011, o assassinato brutal da magistrada, de 44 anos, chocou o país. Onze policiais militares foram acusados de participar da morte de Patrícia, atingida por 21 tiros quando chegava em casa.


Thereza Grisólia Tang foi a primeira mulher a tornar-se juíza no Brasil, ingressando na magistratura de Santa Catarina em 1954. Ela permaneceu como a única mulher do judiciário de Santa Catarina por quase vinte anos. Thereza foi presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e também do Tribunal Regional Eleitoral (TER) do estado. Faleceu em 2009, aos 87 anos.


A advogada Esther de Figueiredo Ferraz entrou na Faculdade de Direito do Largo do São Francisco em 1940 e se tornou a primeira mulher a lecionar na instituição. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a advogada foi pioneira ao escolher sua especialidade, o Direito Criminal, espaço predominantemente masculino. Foi também a primeira reitora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 1965. Em 1982, tornou-se a primeira mulher a ocupar um ministério no Brasil, assumindo a pasta da Educação no governo do general João Figueiredo. A advogada faleceu em 2008, aos 93 anos.


Em 1902, Maria Augusta Saraiva foi a primeira mulher a se tornar bacharel pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Depois de formada, exerceu a profissão em escritórios de advocacia, atuando também na área criminal. Maria Augusta Saraiva faleceu em São Paulo no dia 28 de setembro de 1961, aos 82 anos. A ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) criou um prêmio que leva o seu nome, para homenagear as mulheres na profissão.

Amélia Duarte foi a primeira mulher a fazer parte do Ministério Público. Hoje, dos 623 membros do Ministério Público Federal (MPF), 42,37% são mulheres. Atualmente, duas subdivisões do Ministério Público da União têm mulheres no cargo mais alto: No Ministério Público Militar (MPM), Cláudia Márcia Ramalho Moreira Luz é a quarta mulher seguida a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça Militar. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a procuradora-geral de Justiça é Eunice Pereira Carvalhido.

Fonte: veja online

Zé Ramalho-Sinônimos ( Ao Vivo )

terça-feira, maio 01, 2012

Garotas de programa de luxo entram em greve na Espanha

A crise financeira sacode a Espanha. Poucos têm crédito na praça. Pensando nisto, garotas de programa de luxo, que costumam ter banqueiros e altos executivos como clientes, decidiram fazer greve de sexo.

Elas dizem que só voltarão à atividade depois que os bancos liberarem créditos para endividados e firmas espanholas com sérios problemas financeiros.
Até que “cumpram a sua responsabilidade com a sociedade”, os banqueiros não terão sexo profissional.
Uma associação que representa as prostitutas VIP na Espanha afirmou: Somos a única que tem habilidade real para pressionar o setor.
De acordo com o site mexicano “SDPnoticias”, a situação ficou tão grave que os banqueiros decidiram pedir mediação do governo.
“Estamos em greve por três dias e acho que podemos ampliar”, disse uma garota de programa identificada como Ana MG.
Fonte: www.temas livre.xpg.com.br

veja porque alguns alimentos não viraram mulheres

agencia oferece faxina com empregadas nuas nos Estados Unidos

Um serviço de limpeza diferente está causando polêmica numa pequena cidade no Texas, Estados Unidos. Melissa Borret, de 26 anos, cobra US$ 200 (R$ 180) por hora pra varrer a casa. Mas tudo sem roupa ou no máximo com uma lingerie.

O negócio começou em fevereiro e já está fazendo sucesso. Ela contratou outras três empregadas sensuais e abriu uma agência. No entanto, o cliente não pode se animar muito. Melissa diz que é proibido qualquer contato físico.
- Se uma empregada aceita ter alguma relação com o cliente, ela é expulsa da agência. O patrão também fica impossibilitado de agendar serviços no futuro, diz Melissa. Mas a polícia da cidade de Lubbock já está de olho na agência, que funciona sem licença.
- Além da falta de licença, o fato das meninas não usarem roupa já é algo ilegal – explicou o sargento Jonathan Stewart, que ameaça fechar o estabelecimento.
Fonte: http://www.temaslivre.xpg.com.br/

Modelo fica desfigurada após interromper sexo da melhor amiga

Elisa Sampson de 31 anos que aparece linda nesta foto, ficou com o rosto desfigurado ao ser atingida por uma chave inglesa pela “melhor amiga”, Sabina English, imagine se não fosse a melhor amiga.

A agressão aconteceu depois que Elisa entrou no seu próprio apartamento, em Rossendale (Inglaterra), e se deparou com a amiga fazendo sexo com um amigo das duas no sofá.
“O que vocês estão fazendo?”, perguntou a dona do apartamento.
Sabina ficou revoltada com a interrupção e atacou Elisa, noticiou o “Daily Mail”. O irmão de Sabina, que também estava no apartamento, deu vários socos no rosto de Elisa. Eles realizavam uma festa.
A vítima teve duas fraturas no rosto e precisou de 17 pontos para fechar o ferimento provocado pela ferramenta. Sabina foi condenada a dois anos de prisão.
O irmão dela pegou um ano de cadeia.
Fonte: http://www.temalivre.xpg.com.br/

segunda-feira, março 12, 2012

formas

Exterminamos um câncer do futebol brasileiro, diz Romário-12/03/2012

O deputado federal Romário (PSB-RJ) comemorou a saída de Ricardo Teixeira da CBF e da organização da Copa-2014.

Nas redes sociais Twitter e Facebook, o ex-jogador publicou palavras duras em relação ao ex-presidente da CBF. "Exterminamos um câncer do futebol brasileiro", escreveu.
Ele também criticou o novo presidente da entidade, José Maria Marin, apesar de errar o nome mandatário e chamá-lo de João.

Abaixo, leia a íntegra do comunicado de Romário na tarde desta segunda-feira:

"Boa tarde, Galera!
Hoje podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, João Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.
Desejo boa sorte ao novo presidente e espero que a partir de hoje (acho muito difícil e quase impossível) a CBF dê uma nova cara para o nosso futebol.
Tô muito feliz em saber que participei deste momento de vitória e de mudança para o futebol brasileiro. Não só acredito, mas também espero, que uma limpeza geral deve ser feita na CBF. Só então, definitivamente, poderemos ficar tranquilos de que a mudança acontecerá em todos os sentidos.
Valeu, Galera. Abraço!"
PRIMEIRA GAFE

No dia em que anunciou a renúncia de Ricardo Teixeira da CBF, o novo presidente da entidade e, agora, também comandante do COL (Comitê Organizador Local) da Copa-2014, José Maria Marin, 79, também cometeu uma gafe.
"Vou assumir o COL ao lado de um grande ex-jogador, o Romário", disse Marin, que, em seguida, perceubeu a falha e lembrou o nome do outro membro do COL, o empresário Ronaldo.
Romário é um dos principais críticos à organização da Copa-2014. Já o empresário Ronaldo é integrante do Conselho de Administração do COL e um dos principais nomes à frente da organização do Mundial do Brasil.
Fonte: folha online

Sensualidade

Com quase mil contratos, Fifa já não tem como, na prática, tirar Copa do Brasil-11/03/2012

A Fifa e seus parceiros já somam 921 contratos assinados referentes aos direitos comerciais da Copa de 2014. Significam, na prática, que o Mundial será no Brasil mesmo que os conflitos entre a entidade máxima do futebol e governo recrudesçam. É um voo sem volta para a Fifa.
A entidade máxima do futebol tem, de fato, o direito de romper o contrato com o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e retirar o evento do Brasil a qualquer momento. Um dos argumentos de quebra de acordo poderia ser a não aprovação da Lei Geral da Copa até junho de 2012.

Mas todos os outros acordos comerciais do evento têm cláusulas e multas por cancelamento ou alterações das condições acertadas. Entre elas, a de que o evento ocorrerá em território brasileiro.
Caso quisesse mudar a sede, a Fifa e seus parceiros teriam de renegociar ou romper cada um dos contratos. Os compromissos assinados referem-se a direitos de televisão, internet e rádio, propriedades de marketing, vendas de pacotes de turismo com ingressos e hotelaria.

Há também os acordos do COL com as 12 cidades-sedes, que poderiam ser rompidos como extensão de uma eventual rescisão com o país. Mas, em todas essas cidades, há contratos assinados por hotéis com a Match Hospitality, empresa que tem acordo comercial com a Fifa.
No total, são 766 acordos dessa empresa por acomodações. Nos documentos, a Match fica com os direitos sobre os quartos na Copa e pode revendê-los dentro de pacotes que incluem ingressos.
"Esses contratos foram assinados quando o Brasil foi escolhido em 2007, então com as 19 cidades candidatas a sede", conta o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, Enrico Torquato. "Agora já foram até colocados os preços de cada diária".
É fato que a Match pode devolver os direitos sobre os quartos até um determinado período antes da Copa. Mas teria de refazer toda a operação --que durou cinco anos-- na realidade de outro país.
A Match também tem compromissos com 23 agentes pelo mundo para revenda de pacotes de hospitalidade. Esse tipo de negociação já começou, por exemplo, no Brasil. Mais importante, há contratos de televisão, internet, rádio e telefone móvel assinados.
A Fifa já fechou acordos com 100 veículos de comunicação pelo mundo para a Copa até agora, segundo levantamento feito pela Folha. Esses compromissos atingem 189 países. A maioria dos contratos envolve mais de um direito, ou seja, existem ramificações nos acordos.
A Fifa ainda tem acertados 18 contratos de patrocínios para o Mundial, sendo cinco deles com empresas brasileiras, que, na maioria dos casos, investem pela primeira vez pelo evento ser no país.
A entidade já teve que pagar US$ 90 milhões pelo rompimento de apenas um contrato de marketing, com a Mastercard, em processo judicial na década passada nos EUA. Um dirigente foi peça fundamental na perda da Fifa: o secretário-geral Jérôme Valcke, hoje o maior crítico da Copa no Brasil.
Fonte: folha online

formas

Trajetória de Teixeira no futebol passa por triunfos, fiascos e suspeita de conduta criminosa- 12/03/2012

A trajetória de Ricardo Teixeira como homem público do futebol começa na década de 1980. O cartola esteve à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de 1989 até esta segunda-feira, quando renunciou ao cargo que ocupou por 23 anos.

Durante este tempo, colecionou escândalos, trinfos e derrotas. Se, por um lado, levou a seleção brasileira a conquistar dois títulos mundiais (1994 e 2002), por outro foi acusado de enriquecer ilicitamente graças ao cargo e de cometer crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação de impostos.
Se, por um lado, é tido como o fiel reflexo do modo antigo de comandar o futebol, com conchavos políticos, contratos publicitários obscuros e campeonatos desorganizados, por outro foi um dos responsáveis de trazer de volta a Copa do Mundo para o Brasil após 64 anos. O custo deste último feito para os cofres públicos já ultrapassa os R$ 30 bilhões, e não para de subir.
RICARDO TEIXEIRA EM SEIS ATOS
O início

Ricardo Teixeira foi eleito presidente da CBF pela primeira vez em 1989, com o apoio João Havelange.
No mesmo ano, criou a Copa do Brasil, torneio que conta a presença de clubes de todos os estados do Brasil. Com isso, começou a criar sua base de apoio político junto a dirigentes das federações estaduais.
O força dos cartolas regionais garantiu sua reeleição como presidente da entidade em 1991.


 
 
 
Fiasco em 1990

Em sua primeira Copa do Mundo comandando a CBF, Ricardo Teixeira entrou em conflito com os jogadores graças a uma questão de patrocínio.
O cartola fechou um contrato milionário com a Pepsi para ostentar a marca da fábrica de bebidas nas camisas de treino da seleção.
Os jogadores reivindicaram participação no negócio, mas Teixeira negou. Em represália, os jogadores passaram a encobrir a propaganda estampada na camisa. A seleção foi eliminada nas oitavas de final da competição.


Os triunfos

Após ser derrotada nas oitavas de final contra a Argentina na Copa de 1990, a seleção brasileira foi campeã mundial após 24 anos, em 1994, nos Estados Unidos.
O cartola teve o mérito de manter o técnico Carlos Alberto Parreira no comando do time mesmo com as críticas da imprensa e com os maus resultados nas eliminatórias.
Ricardo Teixeira ainda veria o Brasil ser pentacampeão em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.




O voo da Muamba

Na volta dos Estados Unidos após a conquista em 1994, Ricardo Teixeira foi acusado de pressionar um funcionário do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, a liberar, sem vistoria, cerca de 13 toneladas de bagagens da seleção brasileira.
A carga fora reforçada com eletrodomésticos trazidos por jogadores, cartolas e convidados. Depois que a administração fiscal determinou a liberação apenas das bagagens de mão, Teixeira teria condicionado o desfile dos jogadores à liberação das mercadorias, o que ocorreu sem qualquer controle da administração.
Em 2009, o cartola foi condenado pela Justiça em primeira instância e teve seus direitos políticos cassados por três anos. O processo ainda corre em segunda instância.
A Nike e as CPIs

Em 1996, o jornal Folha de S.Paulo denunciou que a CBF perdera parte de seu controle sobre a seleção brasileira ao assinar contrato com a Nike.
A multinacional de artigos esportivos impedia a seleção de marcar os jogos e de escolher os adversários. Obrigava o uso da marca Nike até pelos gandulas.
Em 2000 e 2001, Ricardo Teixeira foi o principal alvo da CPI do Futebol, instalada no Senado, e da CPI CBF-Nike, instalada na Câmara dos Deputados para analisar o contrato com a empresa norte-americana. O cartola foi acusado de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, apropriação indébita e evasão de divisas. No final, os parlamentares o absolveram de todas as acusações.
A Copa no Brasil

Após 64 anos, o Brasil voltará a sediar a Copa do Mundo, em 2014. Este talvez seja o maior feito da carreira de Ricardo Teixeira.
O cartola, junto com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, são tidos como os maiores responsáveis no país pela escolha da Fifa.
Após o anúncio, em outubro de 2007, Teixeira afirmou que esta seria a "Copa da iniciativa privada", com a menor quantidade possível de injeção de recursos públicos na preparação do país.
Sua profecia não se concretizou. Até agora, só em dinheiro federal, mais de R$ 30 bilhões já foram empenhados.



Fonte: uol.com.br

Mesmo com saída de Ricardo Teixeira, Dilma manterá distância da CBF e do COL- 12/02/2012

A saída de Ricardo Teixeira da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) não irá servir para aproximar a presidente Dilma Rousseff das duas entidades. A presidente já sinalizou para seu estafe que pretende manter a distância.
A intenção seria manter Aldo Rebelo como representante oficial do Planalto para os assuntos de Copa do Mundo, segundo interlocutores da presidente. Mudar de postura agora seria enfraquecer o ministro do Esporte e, ao mesmo tempo, dar um caráter pessoal para a relação até então fria que Dilma mantinha em relação a Teixeira. Apesar disso, ela aprovou a mudança na CBF, como revelou o UOL Esporte.

O fato de nunca ter conseguido se aproximar da presidente ajudou a enfraquecer Teixeira. A Fifa contou com seu bom relacionamento com o governo federal quando decidiu dar ao Brasil a missão de receber a Copa. Desde a saída de Lula, porém, Teixeira não conseguiu mais convencer a Fifa de que poderia fazer a ligação com a presidência da República.
O ex-presidente também perdeu força no Congresso Nacional. Por isso, José Maria Marin, seu substituto, assumiu a CBF preocupado em reconstruir a relação da entidade com o Congresso. Uma das primeiras atitudes do novo presidente foi telefonar para o deputado José Rocha (PR-BA) e pedir um encontro com os membros da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.
“Fiquei de recebê-lo em Brasília para um café, uma conversa informal. Mas também vou marcar uma audiência na comissão para que os deputados conversem de maneira formal com o novo presidente da CBF”, disse Rocha.
Em outra demonstração de que vai pregar a política da boa vizinhança com figuras ligadas ao futebol, Marin telefonou também para Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. Ligou para agradecer elogios que recebeu do dirigente pela imprensa. O novo presidente da CBF busca construir uma imagem mais simpática do que a de seu antecessor.
Fonte: uol.com.br

quinta-feira, março 08, 2012

Ex-babá de Obama, transexual se torna celebridade na Indonésia- 08/03/2012

Ex-babá do presidente dos EUA Barack Obama, a transexual Evie, 66, tornou-se uma celebridade instantânea na favela onde vive em Jacarta, Indonésia.

Equipes de TV se espremem dentro e fora de seu barraco minúsculo de concreto. Parentes que a renegavam finalmente querem a conhecer e ela ainda recebeu uma oferta de um trabalho promissor.
Evie nasceu homem, mas sempre se considerou uma mulher. Após suportar anos de abuso e ridicularização, ela decidiu que seria melhor guardar para si sua certeza e parou de fazer "cross-dressing".
Porém, desde que foi retratada em uma reportagem da agência de notícias Associated Press sobre as lutas das pessoas transexuais na Indonésia, país predominantemente muçulmano, Evie ganhou atenção.
O principal motivo é sua ligação com o agora presidente dos Estados Unidos.
"Depois de viver sem esperança por tanto tempo, como se estivesse trancada em um quarto escuro, agora sinto que a porta está aberta", disse Evie. "É como se os ventos do céu estivessem soprando esperança para mim."
"Até os meus parentes que nunca se importaram comigo agora estão vindo me ver."

Apesar de muitos recém-chegados à Indonésia serem surpreendidos pela relativa aceitação e difusão de transgêneros --vistos na TV e trabalhando em salões de beleza no país-- eles são normalmente objeto de escárnio.

"Sei que isso não vai durar muito tempo", disse Evie. "Mas acho que minha história pode ajudar as pessoas a abrir os olhos para nossos direitos."
Um professor americano na escola católica St. Peter, em Jacarta, Philip Myers, ficou tão tocado pela história de Evie que ele lhe ofereceu um emprego como cozinheira e empregada doméstica.
"Realmente não me importo se ela quer usar vestido ou calça. A aparência não é o problema. Seu coração que é importante", disse Myers.
Evie estava animada com a idéia. Mas, por enquanto, ela está muito sobrecarregada para pensar nisso. Durante um intervalo entre as entrevistas de TV em sua casa, ela disse que esperava que ele fosse paciente.
A ex-babá também disse que gostaria de saber de seu patrão anterior, mas não houve ainda nenhum comunicado da Casa Branca.
Evie começou a cuidar de Obama em 1969, quando ele tinha 8 anos e vivia na capital da Indonésia, com sua mãe, Ann Dunham. A família se mudou para o país dois anos antes, após Ann se casar com seu segundo marido, o indonésio Lolo Soetoro.
Evie brincava com Obama e o buscava na escola, trabalhava na casa vestida como um homem e diz que nunca deixou o menino vê-la em roupas femininas, embora os vizinhos se lembrem de vê-la sair de casa à noite como "drag queen".
As equipes de TV têm sido a principal interessada nesse breve período. Evie contou que, após a família Obama deixar a Indonésia, no início de 1970, ela recorreu à prostituição.
Nos anos que se seguiram, ela e seus amigos enfrentaram espancamentos regulares de guardas e soldados. Um dia, quase 20 anos atrás, viu o corpo de um de seus amigos em um canal de esgoto, Evie decidiu dar um basta.
Ela doou todos os seus vestidos, calças coloridas e sutiãs: estava pronta para viver como um homem.
Evie manteve a uma existência tranquila nas margens da capital da Indonésia, lavando roupa para fora, até os vizinhos serem surpreendidos com sua história com Obama.
"Eles vieram com câmeras de TV para entrevistá-la como se ela fosse uma estrela", disse Ayi Hasanah, 50, dona de casa que vive nas proximidades. "Esperamos que isso pode mudar sua vida. Porque sua vida parece ser muito difícil."
Fonte: folha online