domingo, fevereiro 15, 2009

Formas


Jornal afirma que Valério pagou ‘pedágio’ ao PCC


Marcos Valério, mentor do mensalão, teve de pagar “pedágio” a criminosos do PCC para sair vivo da penitenciária de Tremembé, em São Paulo.
A notícia está pendurada na manchete da edição deste domingo (15) do diário “Correio Brasiliense” (só assinantes).
Em reportagem assinada pelos repórteres Maria Clara Prates e Edson Luiz, o jornal afirma que, mesmo depois de solto, Valério continua sendo extorquido pelo PCC.
Valério traria no corpo sinais da violência que teria sofrido no período de calabouço –de 11 de outubro de 2008 a 14 de janeiro de 2009.
O jornal anota que Valério, espécie de arquivo ambulante do escândalo que sacudiu o governo Lula em 2005, teve “parte dos dentes da frente quebrados”.
De resto, teria sofrido “cortes profundos no corpo, feitos por estilete”. As informações são atribuídas a “fontes da Polícia Civil de São Paulo”.
O texto não faz menção ao valor que Valério teria repassado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que opera desde o interior das cadeias.
Informa-se que o acerto que resultou no pagamento do “pedágio” teria sido firmado em 9 de janeiro, cinco dias antes de Valério deixar a cadeia.
Deu-se, segundo o jornal, numa conversa de cerca de 40 minutos de Valério com o Jeronymo Ruiz Andrade do Amaral, apontado pela polícia como advogado do PCC.
Assim como Valério, Jeronymo estava preso em Tremembé. Fora à garra depois de ter sido pilhado tentado contrabandear componentes de celular para dentro da cadeia.
Valério ganhou o meio-fio graças a uma ordem de soltura expedida pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.
Mesmo em liberdade, escreve o Correio, continua sendo extorquido pelo PCC. “Agora, também sua família está sob a mira do grupo criminoso”, diz a notícia.
A reportagem anota também que, quando Valério ainda estava atrás das grades, a mulher dele, Renilda de Souza, temeu pela segurança do marido.
Preocupada, Renilda teria pedido socorro a Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça no primeiro mandato de Lula.
De acordo com o Correio, Renilda teve “pelo menos três encontros” com Thomaz Bastos antes que Valério fosse posto em liberdade.
A prisão do ex-provedor das arcas clandestinas do PT nada teve a ver com o mensalão. Valério desceu ao calabouço graças a uma operação da PF batizada de “Avalanche”.
Acusaram-no de tomar parte, junto com outras 16 pessoas, de um esquema que beneficiaria uma cervejaria enrolada com o fisco.
Investigavam-se fraudes fiscais, espionagem e tentativa de montagem, por meio de acusações falsas, de um inquérito contra dois auditores do fisco paulista.
Segundo a notícia do Correio Brasiliense, Valério –20 quilos mais magro e recluso— “se recusa a falar sobre as agressões” que teria amargado na cadeia.
Marcelo Leonardo, advogado de Valério, nega a hostilidade e o pagamento de propina ao PCC.
Ele reconhece que seu cliente encontrou-se com Jeronymo. Disse que o advogado do PCC fora “rever outros presos”. E acrescentou: “A conversa com meu cliente teve repercussão, porque ele é o mais famoso”.
Segundo a reportagem, Marcelo Leonardo teria manifestado o receio de que a veiculação das informações atribuídas à polícia de São Paulo colocasse em risco a vida de Valério.

Fonte: blog do Josias de Souza (folha online)

Com 27 partidos, Brasil vive bipartidarismo de fato


Os arquivos do TSE informam que há no Brasil 27 partidos políticos regularmente constituídos. À primeira vista, um espanto!
A realidade, porém, empurra o país para uma quadra política dicotômica. A despeito das quase três dezenas de legendas, vive-se um bipartidarismo de fato.
Nas últimas quatro eleições presidenciais, o que se viu foi uma disputa praticamente monopolizada por dois partidos: PSDB e PT.
O tucanato prevaleceu duas vezes com FHC. O petismo, sempre com Lula, triunfou primeiro sobre Serra e depois sobre Alckmin.
Em 2010, vai-se para uma espécie de tira-teima com cara de ‘déjà vu’. Sem Lula, o PT fabrica Dilma. O PSDB oscila entre Serra e Aécio.
Somando-se os dois mandatos de FHC e o par de gestões de Lula, chega-se a um período de 16 anos.
Com mais quatro anos de PT ou de PSDB, o bipartidarismo à brasileira fará aniversário de 20 anos em 2014.
E não há no horizonte sinais de que a coisa vá se alterar. Pelo menos nas eleições nacionais, tudo parece conspirar a favor dessa polaridade.
Chega-se, então, à pergunta fatídica: o duopólio que converteu o PSDB e o PT em provedores exclusivos de presidenciáveis é bom para o Brasil?
Ao fixar-se nas opções oferecidas pelas duas legendas, o eleitor brasileiro parece responder que sim, o bipartidarismo de fato seria bom.
PSDB e PT lograram fixar na cabeça do eleitorado a idéia de que são as únicas legendas que dispõem de projetos de país.
FHC, com o Real, domou a inflação. E foi premiado com dois mandatos. Lula adicionou à estabilidade econômica uma malha de proteção social. E também foi premiado.
Tudo leva a crer que a peleja de 2010 vai girar ao redor da plataforma da continuidade. Bom para o PT.
Ruim para o PSDB, que ainda não conseguiu responder à pergunta do samba de Noel: ‘Mas com que roupa?’
De resto, a rivalidade tucano-petista proporciona avanços e retrocessos. Avança-se porque já não parece haver espaço para um franco-atirador como Collor.
Retrocede-se porque, no poder, PT e PSDB igualam-se na perversão da baixa política. Convivem e até estimulam o fisiologismo e o clientelismo.
Sob FHC e sob Lula, petistas e tucanos chafurdaram no arcaísmo. Para sobreviver, legendas como PMDB, DEM e um imenso etc. engancharam-se aos projetos alheios.
Diz-se que a rendição dialética à imoralidade é inevitável. Sem ela, nenhum presidente obteria suficiente apoio no Congresso para governar.
É nesse tilintar de verbas e cargos que a profusão de partidos emerge como problema. Quanto mais partidos há, maior é o balcão, eis o drama do bipartidarismo à brasileira.

Fonte: blog do josias de souiza (folha online)

Charge


Fonte: blog do jsias de souza (folha online)

Barões do marketing político assumem publicidade em SP


Nomes expressivos do marketing político, os baianos Duda Mendonça, Nizan Guanaes e Fernando Barros se lançaram em disputa pelas contas de publicidade do governo do Estado de São Paulo.
Num momento em que o governador José Serra lidera as pesquisas para a Presidência da República, as agências desses publicitários --a Duda Mendonça & Associados Propaganda, a 3P Comunicações e a Propeg-- têm participado, desde o ano passado, de concorrências no Estado. Hoje, cada uma é responsável por uma conta milionária na área de transportes metropolitanos.
O movimento coincide com outro: o de tucanos que pressionam para que Serra convide um marqueteiro de fora de São Paulo para o comando de sua campanha em 2010.
Interlocutores do governador --entre eles, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o embaixador Sérgio Amaral-- insistem na ideia de que o jornalista Luiz González, responsável por sua vitória em 2004 e 2006, funciona bem em São Paulo, mas não conhece o resto do país.
Prova disso, segundo essa linha de raciocínio, seria a derrota de Geraldo Alckmin para o presidente Lula em 2006.
Segundo tucanos, Guerra intercedeu pessoalmente em favor de Duda, sugerindo que Serra não feche as portas para o publicitário, que coordenou a comunicação da campanha de Lula em 2002.
Nizan, por sua vez, conta com a simpatia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, comandou a campanha de Serra para a Presidência. Os dois romperam. No fim de 2007, Nizan buscou uma reaproximação com Serra, a quem ofereceu um jantar. Apesar do desfecho da campanha de 2002, manifestou sua admiração e elogiou o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Segundo o vice-presidente da 3P-MPM, Rui Rodrigues, a agência decidiu participar de concorrências em São Paulo porque só agora oferece estrutura para contas desses porte".Já Fernando Barros --que tem trânsito com parlamentares do DEM e do PSDB-- afirma que o volume de contratos é atraente.
Em novembro, a Propeg, de Barros, venceu uma concorrência para prestação de serviços de publicidade para a CPTM. Com prazo de seis meses, o contrato é de R$ 14 milhões.
No dia 28 de outubro, a Duda Mendonça foi contratada, por outros R$ 14 milhões, para divulgação das obras de expansão do Metrô. O contrato também é de seis meses.
A 3P Comunicações, de Nizan, também foi contratada pelo Metrô, a R$ 11 milhões, por um período de seis meses.
Segundo dados do "Diário Oficial", as três agências participaram de outras concorrências, incluindo as realizadas pela Secretaria de Comunicação do Estado, além de Dersa e Sabesp.
Para a escolha das agências, o governo adota um critério de pontuação que leva em conta qualificação técnica e preço.
O Metrô e a CPTM informaram, por intermédio de sua assessoria, que "o governo de São Paulo contratou em 2008, através de licitação, cinco empresas para executar serviços de comunicação para o Metrô e para a CPTM. O total da verba licitada é de R$ 57 milhões. Esse investimento será feito em campanhas de esclarecimento e informação dos usuários e da população em geral, assim como para comunicar as medidas de modernização e ampliação da rede de transporte coletivo sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo, que está recebendo verbas superiores a R$ 20 bilhões no período 2007-2010, aplicadas em seu Plano de Expansão".

Fonte: folha online

domingo, fevereiro 08, 2009

Visão negativa do Brasil cresce em países ricos, diz pesquisa

A visão negativa do Brasil entre americanos, britânicos, franceses e alemães está crescendo, segundo indica uma pesquisa encomendada pela BBC.
De acordo com o levantamento, divulgado nesta sexta-feira, 23% dos americanos veem o Brasil como uma influência negativa no mundo. No ano passado, esse percentual era de 19%.
O índice de americanos que veem o Brasil como influência positiva teve uma queda de 14 pontos no último ano, de 61% para 47%.
A percepção negativa do Brasil cresceu ainda de 23% para 33% na França, de 28% para 40% na Alemanha e de 31% para 35% no Reino Unido.
Apesar disso, na média entre os 21 países pesquisados, a visão negativa do Brasil caiu em relação à mesma pesquisa realizada no ano passado, e a visão geral sobre o Brasil continua positiva em 18 deles.
Influência positiva
Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados nos 19 países pesquisados nos dois anos consideram o Brasil como uma influência positiva no mundo, enquanto somente 24% veem o país como uma influência negativa.
O México, que entrou na pesquisa pela primeira vez neste ano, é o país com o maior índice de visões positivas sobre o Brasil (78%), seguido pela China (65%) e pelo Chile (64%).
Os únicos dois países nos quais a visão negativa prevalece sobre a visão positiva são a Turquia, com 45% de visão negativa, e a Alemanha, com 40%. No Reino Unido, há um equilíbrio estatístico entre visões negativas (35%) e visões positivas (32%).
Apesar do crescimento da visão negativa sobre o Brasil no último ano, os públicos francês e americano mantêm no geral com uma visão positiva sobre o país --47% nos Estados Unidos e 42% na França.
Em três países a maioria não tem uma opinião formada sobre o Brasil --Japão, onde 62% se disseram neutros em relação ao país ou não souberam responder, Índia, onde esse índice chegou a 61%, e Rússia, com 58%.
Evidência
Para Sam Mountford, diretor da empresa de pesquisas GlobeScan, que realizou o levantamento, o aumento das visões negativas sobre o Brasil em alguns países europeus e nos Estados Unidos pode ser em parte explicada pelo fato de o país estar mais em evidência no cenário internacional, graças ao crescimento de sua importância econômica global.
"Quando os países crescem em evidência econômica e política, eles tendem a polarizar mais as opiniões", diz Mountford. "As pessoas ficam mais atentas a economias que têm impacto sobre elas."
Segundo ele, isso pode ser evidenciado também pelo fato de a percepção positiva em relação a outros países emergentes como China e Rússia ter sofrido uma acentuada queda em relação ao ano passado.
Uma análise qualitativa feita posteriormente com uma pequena amostra, para analisar as motivações por trás das respostas, trouxe ainda outras explicações como as preocupações com o meio ambiente e o desmatamento da Amazônia e com a corrupção.
"O aumento da percepção do Brasil como um gigante econômico emergente pode estar trazendo estas questões à tona na mente das pessoas", analisa Mountford.
Efeito Obama
Entre os demais países pesquisados, além do aumento da visão negativa sobre a China e a Rússia, a pesquisa indicou uma melhora na visão do público sobre os Estados Unidos, graças em parte à eleição do presidente Barack Obama, apesar de a visão geral sobre o país continuar negativa.
As visões positivas sobre os Estados Unidos aumentaram de 35% para 40%, enquanto as visões negativas caíram de 47% para 43%.
No caso da China, o índice de visões positivas caiu seis pontos, para 39%, enquanto 40% dos entrevistados disseram ter uma visão negativa do país.
Em relação à Rússia, o índice de visões negativas aumentou oito pontos desde o último ano, para chegar a 42%, com 30% de visões positivas sobre o país.
Irã, Paquistão e Israel são os países incluídos na pesquisa com os maiores índices de percepção negativa no mundo.
No caso do Irã, 55% dos pesquisados disseram, na média, ver o país como uma influência negativa no mundo. Para o Paquistão, o índice de percepções negativas foi de 53%.
A percepção de Israel era negativa para 51% dos pesquisados. Dentre os 21 países nos quais foi feito o levantamento, apenas nos Estados Unidos a maioria do público teve uma visão positiva de Israel, enquanto na Rússia as opiniões ficaram divididas.
A maior parte da pesquisa foi realizada antes do início das operações militares de Israel na Faixa de Gaza, no final de dezembro.

Fonte: folha online

Formas


Para "Economist", eleição de Sarney no Senado é vitória de semifeudalismo

A eleição de José Sarney para a presidência do Senado, nesta semana, representa "uma vitória para o semifeudalismo", segundo uma reportagem da revista britânica "Economist" que chegou às bancas nesta sexta-feira.
A reportagem, intitulada "Onde dinossauros ainda vagam", comenta o passado político de Sarney e o número de vezes em que foi eleito para cargos públicos, afirmando que talvez fosse "hora de (Sarney) se aposentar".
"Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás. Mas, com o apoio tácito de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de centro-esquerda do país, ele foi escolhido esta semana para presidir o Senado", diz a revista.
"Esta é a terceira vez em sua carreira que ele ocupa esse cargo poderoso, que dá a ele um grau de controle sobre a agenda do governo e oportunidades para nomear funcionários públicos."
De acordo com a revista, a escolha de Sarney vai fortalecer seu poder no Maranhão, "onde alguns moradores mantinham esperanças de que sua influência estivesse começando a ruir".
"O centro de São Luís está decrépito", diz a Economist. "As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um número extraordinário de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de 1 milhão de habitantes".
A reportagem afirma que no interior do estado o atraso é "mais evidente", e cita o exemplo da cidade de Sangue, onde "muitas pessoas vivem em casas de um só cômodo, cujo telhado é feito de folhas de palmeiras, e que não têm nem água nem eletricidade".
"Os avanços educacionais no Estado são ruins. Sua taxa de mortalidade infantil, de 39 por mil nascidos vivos é 60% mais alta do que a média brasileira", cita a revista.
A Economist diz que não é incomum que apenas um homem ou uma família domine Estados no nordeste, mas que isso estaria mudando.
Mas o controle da família Sarney no Maranhão é reforçado pelo fato de ela ser proprietária de uma estação de TV que passa programas da Rede Globo e que, no meio das novelas, "costuma exibir reportagens favoráveis ao clã", diz a revista.
"O controle das estações de televisão e rádio é particularmente útil no interior do Maranhão, onde a maioria do eleitorado é analfabeto, e onde Sarney encontra a maior parte de seu apoio", diz a "Economist".
Ainda assim, o poder da família poderia estar diminuindo, afirma a revista, comentando a derrota de Roseana Sarney nas últimas eleições para governador, e as derrotas de alguns candidatos de Sarney nas eleições municipais do ano passado.
"Sarney sempre diz que o Maranhão precisa votar nele para que ele traga dinheiro de Brasília", diz à revista Arleth Santos Borges, da Universidade Federal do Maranhão.
"Na verdade, ele precisa do poder em Brasília para aumentar seu poder aqui", diz a especialista.

Fonte: folha online

Charge


Grampo da PF indica que Sarney usou jornal e TV para atacar grupo de Lago

O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT). É o que mostra a reportagem de Leonardo Souza e Felipe Seligman, publicada hoje na Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Eleito presidente do Senado, Sarney e Lago travam uma batalha política no Maranhão. O governador do Maranhão também é acusado pelo grupo de Sarney de utilizar a mídia local para atacá-lo.
A PF realizou os grampos durante a operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006.
Os veículos de comunicação da família Sarney são a TV Mirante --afiliada da Rede Globo-- e o jornal "O Estado do Maranhão". Como as emissoras de TV são concessões públicas, a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Procurado pela Folha, o senador não quis se manifestar sobre o assunto.

Fonte: folha online

Lula é força e fraqueza de Dilma

A alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o ativo político mais valioso que possui a provável candidata do PT ao Palácio do Planalto, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Mas a figura de Lula também poderá se converter num ponto fraco da candidata Dilma.
Se mantido até a sucessão de 2010, o prestígio do presidente será importante para dar força eleitoral a Dilma. Lula tem andado pelo país com sua candidata a tiracolo. Cria oportunidades de deixá-la faturar na mídia eventos governamentais, a chamada "agenda positiva". Chega a dar dicas de discursos e a escolher fotos dela que devam ser divulgadas.
Lula está empenhado pela ministra. Para ele, ela é a melhor candidata para ganhar ou para perder. Se ganhar, será um feito inovador no qual terá grande crédito. A primeira mulher eleita presidente no Brasil. Se perder, ele terá tido uma defensora incansável de sua administração e ainda ficará com o mérito de ter apostado numa figura feminina.
O presidente age assim porque confia em Dilma. Ele acha que deve a ela boa parte das boas notícias do segundo mandato. Tem o governo mais na mão, digamos assim. Ela é mais obediente ao seu projeto político do que foram ministros importantes como Antonio Palocci Filho e José Dirceu, que adoravam uma carreira solo.
O discurso de campanha está mais ou menos pronto. Gostaram de Lula? Querem manter o Bolsa Família? Desejam mais do mesmo com alguns avanços? Votem em Dilma. Ou seja, um legítimo discurso de mistura de continuidade com melhoria de conquistas.
No entanto, Dilma enfrentará dificuldade se passar a ser vista como uma teleguiada, como uma subalterna que ocupará a Presidência enquanto o chefe político dará as cartas de São Bernardo do Campo. A sombra de Lula poderá fazer bem e mal ao mesmo tempo.
Dilma terá de ser Dilma em algum momento. E assim ser entendida pelo eleitorado. Se for apenas a candidata de Lula, tende a perder competitividade numa disputa que, aos olhos de hoje, parece que será dura.
Lula pode ajudar muito a ministra, mas o principal dependerá ela.
*
O fenômeno Lula
A crise econômica vem em ondas, que não são marolas. Mesmo assim, Lula bate recorde de popularidade, como apontou recentemente pesquisa Sensus/CNT (84% de aprovação pessoal).
O presidente tem se comportado como um líder que se esforça para para combater um problema que não criou. Fala diretamente com as camadas menos instruídas e de menor renda da população, aquelas que sofrerão mais com a crise. Fora a besteira retórica da marola, não tem cometido barbeiragens.
Até agora, a oposição não ofereceu alternativa melhor. O governador de São Paulo, José Serra, é cuidadoso. Teme ver críticas entendidas como torcida para o quanto pior melhor. Para alguns tucanos, é um erro. Para outros, um acerto. O tempo dirá.
Enquanto isso, um fator ajuda Lula: o noticiário tem mostrado que o mundo inteiro sofre com a crise. Há notícias de demissões na Europa, queda de produção industrial nos EUA, recessão no Japão e por aí vai. A enorme quantidade de informações do que acontece no planeta beneficia o atual presidente, pois evidencia que o problema não é só do Brasil. Isso ajuda a explicar a manutenção do seu cacife.
Mas há complicadores. Quem perdeu o emprego em dezembro e janeiro está passando aperto. Se essa pessoa continuar desempregada, sem amparo, por vários meses, a percepção do trabalho de Lula poderá mudar. A crise tende a ser longa no mundo. Se for mais curta no Brasil, bom para o presidente. Se durar mais, ruim. Más notícias na economia tendem a beneficiar a oposição em época eleitoral.

Fonte: Kennedy Alencar (folha online)

Charge


Juiz sugere diminuir peso político de eleitores analfabetos

Revoltado com o sistema eleitoral brasileiro, um juiz de Goiás, em plena sentença sobre a cassação de um prefeito, deu sugestões para melhorias no modelo político do país, incluindo uma fórmula para diminuir o peso político de eleitores com baixa escolaridade nas eleições. Também defendeu na sentença a proibição de políticos sem estudo de se candidatar a cargos públicos.
O juiz eleitoral Mateus Milhomem de Sousa, 37, da cidade de Aurilândia (156 km de Goiânia), diz que sua proposta não é discriminatória e que, se implantada, ajudaria a melhorar a qualificação dos políticos.
"Os candidatos a serem escolhidos não mais seriam aqueles que tivessem mais votos, mas sim os que tivessem mais pontos", sugeriu ele na sentença. "Os pontos seriam divididos da seguinte forma: eleitor analfabeto (um ponto), com primeiro grau completo (dois pontos)." A sequência segue, passando por ensino superior e especialização, até "mestrado (seis pontos) e doutorado (sete pontos)".
No documento judicial, ele reconhece que "os mais jovens podem ser prejudicados". O processo se referia a um pedido de cassação do prefeito de Palminópolis, João Adélcio Alves (PSDB), acusado de compra de votos. O político foi absolvido.
Na sentença, ele também propõe a proibição de candidatos "sem o mínimo de estudo e bagagem cultural" de concorrer a cargos públicos. "Se o Estado é também uma empresa, e estas nunca contratam pessoas sem qualificação, por que o povo também o deveria fazer?"
Questionado pela Folha, Sousa preferiu não opinar sobre o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter curso superior. "Isso é uma sugestão que eu coloquei. Quem tiver melhores sugestões, ótimo. O que não pode é aceitar as coisas do jeito que estão", disse.
O juiz conta que a ideia da pontuação a eleitores surgiu de um "desafio" a que se propôs de pensar em soluções para o país e que a intenção era "lançar um debate jurídico".
"O eleitor que não tem educação sólida, que é a maioria esmagadora do Brasil, a análise que ele faz é muito superficial, baseada no que vai receber imediatamente", disse.
Para Sousa, a pontuação seria benéfica porque estimularia o eleitor a estudar e a exigir mais do governo

Fonte: folha online

Italiano 'fascista' briga contra a extradição no Brasil


E se Cesare Battisti, em vez de ex-ativista de esquerda, fosse um ex-militante do fascismo italiano? Teria obtido o status de refugiado político?
As perguntas não vêm do acaso. A versão ultradireitista de Battisti existe. Chama-se Pierluigi Bragaglia. Vem à luz graças ao repórter Alan Rodrigues.
Caçado pela Interpol há duas décadas, Bragaglia foi preso pela PF em julho de 2008. Encontra-se recolhido a um cárcere de Ilhabela, no litoral paulista.
Aguarda pelo julgamento de um pedido de extradição que corre contra ele no STF. A exemplo de Battisti, Bragaglia foi às ruas da Itália, de armas na mão, nos anos 70 e 80.
A diferença é que os dois guerreavam em campos opostos. Battisti militava no PAC (Proletários Armados pelo Comunismo). Bragaglia, no NAR (Núcleo Armado Revolucionário).
O grupo de Battisti inspirava-se na ideologia da velha União Soviética. O de Bragaglia pregava a restauração dos ideais fascistas de Benito Mussollini (1883-1945).
No mundo atual, submetido a mutações que transformam a convicção de ontem em burrice de hoje, Battisti e Bragaglia vivem dramas análogos.
Os dois lutam contra pedidos de extradição formulados pelo governo da Itália. Ambos têm contra si sentenças condenatórias da Justiça italiana.
Battisti, acusado de autor ou coautor de quatro homicídios, foi condenado à prisão perpétua. Bragaglia amargou condenação mais branda: 12 anos de cana.
Contra Bragaglia pesam acusações que vão da subversão aos assaltos a bancos. Diz-se que tomou parte em pelo menos dois assassinatos.
Ouvido pela PF, Bragaglia defendeu-se com alegações parecidas com as de Battisti. Reconhece que, movido por “razões ideológicas”, cometeu crimes políticos.
Mas nega a autoria de “crimes de sangue”. Diz, por exemplo, que não participou da ação que resultou na morte de dois policiais, em Roma.
Para a Justiça da Itália, Battisti e Bragaglia são "terroristas", não ativistas políticos. O primeiro obteve do ministro Tarso Genro (Justiça) o refúgio político.
O segundo cogita requerer o mesmo benefício. Volte-se à interrogação lá do alto: o governo brasileiro concederia a um ex-militante fascista o refúgio político?
A eventual negativa ao pedido de Bragaglia, se ele for de fato formulado, iria às manchetes como um caso clássico de dois pesos e duas medidas.
Assim como no caso de Cesare Battisti, o processo de extradição de Pierluigi Bragaglia encontra-se sobre a mesa do ministro Cezar Peluso, do STF.
Bragaglia leva uma vantagem sobre o seu patrício esquerdista. Escondido em Ilhabela desde 1984, sob falsa identidade, teve dois filhos com uma cidadã brasileira.

Fonte: blog do josias de souza (folha online)

Mensagem Subliminar


Mentiras que enganam a população há anos

Costumamos dizer que uma mentira repetida várias vezes se torna verdade. Não é bem assim, mas que engana muita gente, engana. Tempos atrás eu fui ao McDonald’s e peguei um daqueles papéis da bandeja que com essas curiosidades: mentiras que parecem verdades e verdades que parecem mentiras. Hoje começarei com as mentiras que parecem verdade. Segue a lista:

O touro odeia a cor vermelha - Na realidade ele se irrita com os movimentos que o toureiro faz com a capa.
Os diamantes são eternos - Nem tanto. Se aquecidos a 4500° C, podem derreter.
O Mar Morto é um mar - é muito salgado e grande, mas é um lago que fica na Jordânia.
A Terra é perfeitamente redonda - Não exatamente. Ela é achatada nos pólos.
Icebergs são feitos de água do mar - Nada a ver. São formados de neve acumulada por milhares de anos.
A Floresta Amazônica é o pulmão do mundo - Na real, as algas dos oceanos são responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio do planeta!
Beber água alivia a ardência da pimenta - A água, na realidade, só espalha. O que alivia é mastigar miolo de pão.
A Guerra dos Cem Anos durou cem anos - Ironicamente, a guerra entre franceses e ingleses durou mais. Foram 116 anos, de 1337 a 1453.
O ouro é o metal mais precioso que existe - é precioso, mas perde para a platina.
Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar - é difícil, mas é possível. Por via das dúvidas, não arrisque!
Faça um pedido à estrela cadente - o pedido será feito, na verdade, a um meteorito que se queima quando entra na atmosfera da Terra.
O urso coala é tão fofo! - pode ser fofo, mas não é urso! É um marsupial, parente do canguru.
Festival de Rock de Woodstock - que de Woodstock teve só o nome, pois foi realizado em Bethel, Nova York.
Frankenstein é um monstro - sim, pode ser monstro. Mas Frankenstein é na verdade o nome do cientista que o criou.

Fonte: totinhoaracaju.blogspot.com

Quem entende as mulheres ?

1. Se você tenta protegê-la das dificuldades do mundo, você é um machista.
2. Se você fica em casa e faz as tarefas domesticas, é um folgado.
3. Se você trabalha muito, nunca terá tempo pra ela.
4. Se você trabalha pouco, você é um vagabundo.
5. Se ela tem um trabalho chato e que paga pouco, isso é exploração.
6. Se você tem um trabalho chato e que paga pouco, deveria tomar vergonha na cara e arrumar algo melhor.
7. Se você ganha uma promoção antes dela, é favoritismo.
8. Se ela ganha uma promoção antes de você, é igual oportunidade.
9. Se você elogia o seu visual, é assedio sexual.
10. Se você fica quieto, é indiferença machista.
11. Se você chora, é um mané.
12. Se não chora, é um insensível.
13. Se você toma uma decisão sem consultá-la, é um egoísta.
14. Se ela toma uma decisão sem consultá-lo, é uma mulher independente.
15. Se você pede pra ela fazer algo que ela não gosta, isso é dominação.
16. Se ELA pede pra você fazer algo que você não gosta, é favor.
17. Se você gosta de um corpo feminino em roupas provocantes, é um tarado.
18. Se não gosta, é um viado.
19. Se você gosta de uma mulher que raspe as pernas e fique em forma você é um sexista desgraçado.
20. Se não gosta, é um mané sem romantismo.
21. Se você tenta ficar em forma, é um fútil.
22. Se não tenta, é um largado.
23. Se você compra flores pra ela, é porque quer alguma coisa.
24. Se não compra, é que nunca se lembra dela.
25. Se você tem orgulho de suas conquistas, é um soberbo idiota.
26. Se não tem, é um tonto sem ambição.
27. Se você está totalmente acabado após um dia de trabalho, é que você não se importa com as necessidades dela.
28. Se ELA está totalmente acabada após um dia de trabalho, ela está cansada.
29. Se você quer muito sexo, é um tarado patológico.
30. Se você NÃO quer muito sexo, você deve ter outra pessoa.

Fonte: totinhoaracaju.blogspot.com

sábado, fevereiro 07, 2009

Campanha de perfume cria polêmica entre feministas


A campanha publicitária para o novo perfume de Tom Ford, o famoso estilista americano, está causando polêmica.Ford coloca o perfume, uma fragrância masculina, onde os homens querem estar, se é que você entende.As fotos lembram a campanha de um outro produto, o Vulva, que se define como “não um perfume, mas uma sedutora fragrância vaginal para o seu deleite olfativo”.Alguém sabe onde vende?

Fonte:totinhoaracaju.blogspot.com

Curiosidades


200 orgasmos por dia

O barulho de um trem, o secador de cabelo, uma máquina fotocopiadora - tudo isso é motivo para Sara Karmen, uma britânica de 24 anos, sentir um orgasmo. Somente durante os 40 minutos de uma entrevista ao jornal News of The World, ela teve 5 orgasmos. A moça sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, que faz com que ela fique excitada por grandes períodos de tempo, mesmo sem ter um estímulo sexual. 'As vezes tenho muitas relações sexuais, na tentativa de acalmar-me, mas o meu namorado se chateia, porque atinjo o orgasmo com facilidade' – conta Sara. Ela explica que a síndrome aumentou depois que ela completou 19 anos, logo após começar a tomar antidepressivos. 'Depois de algumas semanas, passei a sentir cada vez mais excitação. Tudo começou na cama, e o meu namorado estranhou a quantidade de orgasmos que eu atingia durante o acto sexual.'

Fonte: saberpartilhar.blogspot.com

Culinaria- Polvo de pobre

Fonte: saberpartilhar.blogspot.com

Piada

Quer Morder ?

Um cara vê uma mulher Linda, com seios espetaculares, saltar do ônibus. Corre até ela e pergunta:

- Deixaria eu morder seus seios por 50 reais?

- Você deve estar maluco - diz a moça.

- E por R$ 500,00 você deixaria?

- Olha, não me leve a mal, mas não sou desse tipo de mulher.

De olho no volume daqueles seios, ele insiste:

- Por R$ 5.000,00 você deixaria eu morder seus seios maravilhosos?

A mulher hesita, pensa um pouco e finalmente responde:

- Por R$ 5.000,00 tudo bem. Então vamos até aquele cantinho...

Ela abre a blusa, deixa OS seios à mostra e libera tudo pro cara.

O cara beija, passa as mãos, encosta a cabeça, lambe, chupa e nada de morder...

Até que a mulher perde a paciência:

- Você não vai morder?

- Eu não! É muito caro!

Fonte: saberpartilhar.blogspot.com

O governo dá...

Vais ter relações sexuais?.....
- O governo dá preservativo
Já tiveste?
- O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou?
- O governo dá o aborto.
Teve filho?.
- O governo dá a Bolsa Família.
Tá desempregado?
- O governo dá Bolsa Desemprego.
És viciado na droga?
- O governo dá metadona!
Não gostas de trabalhar?
- O governo dá rendimento mínimo garantido!
Cometeste um crime e vais a tribunal?
- O Governo dá Advogado para a defesa!
Mas tiveste o azar de ser preso?
- O Governo alimenta-te e dá-te as mordomias todas na prisão!

AGORA...
Experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!! - VAIS GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!!!
- VAIS SER EXPLORADO ATÉ AO TUTANO!!!!
- VAIS PAGAR OS DESMANDOS ABSURDOS DO GOVERNO, COM ESSA GENTE TODA AÍ ATRÁS!!!!

PARABÉNS TROUXA !!!

Fonte:saberpartilhar.blogspot.com

Doação de esperma na China


Nos EUA a norma são as revistas porno, um frasco e uma sala privada e algum tempo depois... voilá... um frasquinho com alguns milhões de espermatozóides para dar a oportunidade a algumas famílias que não podem procriar, em trazerem ao mundo mais uma boca para alimentar.
Na China a coisa funciona de maneira diferente... até têm uma linha de produção montada... e quais bovinos lá estão os machos orientais a serem mungidos para aumentarem a parca população chinesa.
Se formos realistas até dá para ver que o governo chinês desta forma, lá conseguiu criar uma nova profissão: Punheteira!
Imaginem a vossa filha a chegar a casa a dizer que conseguiu arranjar emprego:
- Sim filha? E o que fazes?
- Punhetas papá, punhetas!

Fonte:saberpartilhar.blogspot.com

Lula: ação de prefeitos será um ‘antídoto contra crise’

A convite de Lula, prefeitos de todo país participarão, em Brasília, de um encontro de dois dias –terça (10) e quarta-feira (11) da semana que vem.
Em artigo veiculado neste domingo (8), o próprio presidente explica os objetivos da pajelança.
Deseja-se estabelecer uma parceria da União com os municípios em torno de uma “agenda de compromissos”. O texto anota dez itens.
São, no dizer de Lula, as “dez questões mais sérias que afetam os municípios”. O documento do governo descreve os problemas.
Entre eles “a moratalidade infantil, a falta de registro civil, o analfabetismo e a desigualdade social”.
O texto associa os problemas a programas lançados pelo governo Lula. Oferece um mapa do dinheiro federal à disposição dos municípios.
Afora a “agenda de compromissos”, Lula deseja, segundo escreve no artigo, “estabelecer um roteiro para a adoção e a execução das obras do PAC”.
Espera-se que algo como 4.000 mil prefeitos acorram ao encontro de Brasília. Lula diz que vai ignorar “as cores partidárias” dos convidados.
O presidente não escreve, mas o megaevento de Brasília funcionará como vitrine para Dilma Rousseff, a presidenciável do Planalto.
Para Lula, a parceria entre União e prefeituras funcionará como “um antídoto contra a crise econômica”. Uma crise “que veio de fora”, ele repisa no artigo.
Lula vende assim o seu peixe: “Aquele [prefeito] que for mais ativo, que aproveitar as oportunidades oferecidas pelos vários programas governamentais...”
O prefeito “que criar um grupo gestor do PAC no município, para monitorar a execução das obras, será menos afetado pela crise econômica”.
O PAC, como se sabe, será uma das bandeiras da campanha presidencial de Dilma. O cronograma de inagurações de obras esparrama-se por 2010.
Ao oferecer dinheiro aos prefeitos, Lula como que amarra a agenda municipal à plataforma de sua candidata.
Em Brasília, PSDB e DEM tacham o PAC de “eleitoreiro”. Nos fundões do Brasil, a prefeitaiada de oposição tende a dar de ombros para esse discurso.
Os gestores municipais não querem senão dinheiro para plantar canteiros de obras que possam encher os olhos do eleitorado.
Pouco se lhes dá se um pedaço do êxito eventual vá para Lula e para a candidata dele à sucessão de 2010.


Fonte:blog do Josias de souza

Fomos coniventes com Evo Morales

A capacidade de Evo Morales e Hugo Chávez de tornarem as coisas difíceis para si mesmos e para o resto do continente é diretamente proporcional à incapacidade brasileira de convencê-los de que os caminhos “bolivarianos” levam apenas ao fracasso das economias, ao dissenso interno, à desestabilização política e a conflitos externos absolutamente desnecessários.
Curiosamente, é amplo consenso no Brasil que esses fenômenos – instabilidade econômica e política, conflitos externos – não nos interessam. Não há candidatos sérios à Presidência da República por aqui com plataformas sequer remotamente apegadas à quebra das instituições, rompimento de contratos de longo prazo, repúdio a dívidas, hostilidade a potências estrangeiras, nacionalização, estatização, perseguição de minorias, cerceamento da oposição ou destruição dos outros poderes.
É o que Evo Morales e Hugo Chávez fazem, diante de um governo brasileiro incapaz de articular nossa conduta em função dos nossos interesses de longo prazo. Que interesse podemos ter em vizinhos à beira da guerra civil, como a Bolívia? Que interesse podemos ter num vizinho que ressuscita a Guerra Fria no Caribe como maneira de promover a própria fanfarronice militar, como faz a Venezuela?
Cabe aqui uma pergunta central: qual a capacidade que o Brasil tinha de influenciar acontecimentos nos reinos de Evo Morales e Hugo Chávez? Muita, se tivessemos já há bastante tempo deixado suficientemente claro para ambos que à principal potência regional (o Brasil) não interessa a instabilidade que ambos promovem. É, sim, direito legítimo dos povos da Venezuela e da Bolívia de viver sob o regime político e econômico que bem entenderem.
Mas – e é nesse “mas” que reside nosso problema – não às custas de sacudir o resto. Pode o atual governo brasileiro olhar para a situação boliviana e dizer que se trata de um observador neutro, empenhado em promover algum tipo de conciliação interna baseada no compromisso e entendimento que as partes possam atingir? Claro que não. Fomos coniventes com Morales – “a coisa mais extraordinária” da América do Sul, segundo Lula.
Podemos nos dirigir a Chávez dizendo que, para o Mercosul (um projeto que nasceu não apenas para baixar tarifas aduaneiras), é contraproducente a fabricação de conflitos com outros centros de poder? Claro que não. Assistimos ao jorro de sandices verbais do desequilibrado presidente da Venezuela como se fosse um animador de auditórios – agora que ele não só compra aviões russos mas, também, trata de provocar infantilmente os Estados Unidos promovendo manobras militares com os russos nós vamos bater palmas, rir ou fazer de conta que nada está acontecendo?

Permitam-me aqui um parênteses. Na célebre crise dos mísseis de 1962 (quando Moscou instalou mísseis nucleares em Cuba), Fidel Castro, o maior inspirador de Chávez, foi o principal perdedor. Estados Unidos e União Soviética entenderam-se à revelia do ditador cubano. Não seria difícil imaginar que, na visão de mundo distorcida e peculiar de Chávez, ele talvez possa estar achando que será uma espécie de “vingador” da História, trazendo para a porta dos fundos dos EUA seu velho rival. Arrisca-se a ser, como Fidel, o principal perdedor.
Situações de política externa desfavoráveis aos interesses de um país não são cataclismos meteorológicos, surgidos do nada. Morales e Chávez precisaram ser cultivados, criados, tolerados, precisaram sentir-se livres para agir, incentivados a tentar e convencidos de que podem conseguir. Em momento algum sentiram-se impedidos pelo seu principal vizinho, o Brasil.
Quem os apóia e festeja esse tipo de panacéia retrógrada e perigosa tem motivos para celebrar. Para os interesses do Brasil os acontecimentos na Bolívia e na Venezuela são lamentáveis. Resta esperar que a realidade se imponha – algo que dirigentes ideologizados jamais se dignam a admitir. O preço será pago por um enorme e indesejado sofrimento das populações da Bolívia e da Venezuela.

Fonte: blog do William Wack

Charge


Quais as conseqüências da crise a longo prazo?

O texto de hoje é sobre a crise financeira internacional. Antes, porém, um recado aos leitores: esta seção do G1 é uma coluna que não é diária. Uma das características da atual crise é a rápida sucessão de eventos. Portanto, vou tentar me concentrar em aspectos que possam ser lidos nas próximas duas horas sem padecer de envelhecimento precoce.
Quais são as conseqüências político-sociais de longo prazo do cataclismo (sim, estamos diante de uma catástrofe)? Acho que vamos considerar 2008 como um ponto de inflexão, assim como 1929 acabou sendo consagrada como uma data que prenunciava importantes mudanças – ainda que o impacto mais forte da crise daquela época só fosse atingir as principais economias européias em 1934/5.
Especialmente os comentaristas europeus (franceses e alemães, em particular) assinalam o fim do “modo” anglo-saxônico de encarar os mercados financeiros. O argumento mais corrente é o de que as principais economias européias, muito mais reguladas que as dos Estados Unidos e Reino Unido, sofrerão menos com a crise.
O problema desse argumento são os fatos dos últimos dias: os principais governos europeus tiveram de socorrer instituições financeiras privadas com dinheiro público. O socorro prestado pelo governo alemão a uma das principais caixas hipotecárias do país irritou profundamente a própria comissão da União Européia (mas os Países Baixos tiveram de fazer o mesmo, praticamente na mesma hora).
Não, por favor, não leiam isto como uma prova de que “são todos os mesmos” (afinal, não é com dinheiro público que o governo americano quer salvar o sistema financeiro?). Nos países europeus, a presença do Estado na economia foi sempre vista de outra maneira do que nos Estados Unidos e no Reino Unido. Sobretudo os social-democratas acham que os tempos mudaram – e por um período muito longo – a favor de sua tese favorita, e que se traduziu numa expressão alemã adotada também pelos conservadores: economia social de mercado, com forte presença dirigista do Estado. Nicolas Sarkozy, o “liberal” presidente francês, assinaria embaixo.
Há um debate entre os dois lados do Atlântico muito mais cultural do que ideológico sobre o papel de governos não apenas em situações de crise. Essa discussão está profundamente ligada aos problemas que a globalização apresenta também para as economias mais avançadas, e este provavelmente é um dos pontos mais negativos da atual crise: ela deve provocar uma onda irrefreável de protecionismo em nome da proteção de empregos e sobrevivência de instituições nacionais (bancos e empresas, por exemplo).
Curiosamente, os europeus levantam de novo as bandeiras de valores fundamentais da economia, como trabalho e poupança, contra o “estilo anglo-saxão” de tomar empréstimos e arriscar nos mercados de capital. É interessante notar que, em sociedades de outros lugares do planeta (Japão, por exemplo), “trabalho” e “poupança” são valores bastante cultivados e nem por isso os japoneses escaparam de uma difícil situação econômica, e não faz muito tempo.
Os autores clássicos, especialmente os da Sociologia, costumam dizer que, sem um arcabouço teórico, dificilmente se entende os fatos correntes. É o que economistas dizem agora da atual crise. Robert Samuelson, por exemplo, argumenta que o “vácuo intelectual” a respeito de qual teoria econômica melhor explicaria a atual crise é que levou ao caos político no Congresso americano. Em outras palavras, não se previa – pelo menos do ponto de vista da teoria – o que viria acontecer. A principal delas: a falta de experiência em como estabilizar mercados financeiros.
Ligar diretamente em relação de causa-efeito mecânica o campo da economia e o da política é um tipo de sub marxismo que nada explica da realidade – é o departamento das verdades absolutas e respostas prontas, que apenas confundem. É difícil prever, portanto, como e se a atual crise, que promete ser longa e difícil, levará a conseqüencias políticas, e onde.
Mas é possível dizer que, no campo “cultural” do debate entre Estado e Mercado, o pêndulo deve mover-se com força para o primeiro lado. Deve aumentar consideravelmente nossa (de novo, no campo “cultural”) insegurança diante de um mundo no qual tudo parecia explicado, conectado, ajustado e, por tanto, controlável. É aquilo que, em alemão, chama-se “Kulturpessimismus” – a idéia de que, no fundo, não somos capazes de dar ordem e direção ao que queremos.
Não falo aqui do ponto de vista do investidor (os inteligentes saberão perceber no momento de crise também o momento da oportunidade). Falo do ponto de vista da experiência de sociedades que se julgavam acima de crises.

Fonte:blog do Wlliam Wack

O que Kabulov tem a dizer aos ocidentais

De volta das férias nesta segunda-feira (20), achei que a eleição americana e o esforço político internacional em torno da crise econômica poderiam esperar um pouquinho. A causa foi uma excelente matéria do John Burns – um dos veteranos correspondentes do “The New York Times” – sobre o novo oráculo de Cabul: o ex-espião da KGB, ex-chefe da KGB e atual embaixador russo na capital do Afeganistão, Zamir Kabulov.
Ele passou a ser ouvido por diplomatas e por militares ocidentais, e não tem nada de bom para dizer a eles. Kabulov, o homem que ajudou a preparar, iniciar e administrar a invasão soviética do Afeganistão, há 29 anos, afirma que os americanos e a Otan estão repetindo os mesmos erros dos soviéticos. Erros que ele compara até mesmo aos que os britânicos cometeram ao ocupar o país no século XIX.
As listas de decisões erradas, segundo Kabulov, são praticamente idênticas: permanecer muito tempo ocupando o país; fazê-lo com número inadequado de tropas; acreditar que ocupar as cidades decide a guerra; ignorar a profunda aversão dos vários contingentes populacionais do Afeganistão aos estrangeiros, especialmente não muçulmanos; tentar resolver a situação militar com ataques muito agressivos e confiança apenas em armas de grande poder de destruição, especialmente forças aéreas.
Kabulov, na conversa com Burns, diz que não tem espírito de vingança nem quer ver os Estados Unidos e seus aliados ocidentais – que mantém 65 mil combatentes no Afeganistão, contra os 140 mil soviéticos no auge da invasão, em 1987 – sofrendo o mesmo destino que a ex-URSS. “Para que? Para ver a mesma gente que nos combateu na Chechênia nos atacando de novo?”, pergunta o veterano homem da KGB. O perfil de Kabulov tem pouco a ver com o clichê que se faz de integrantes do famoso serviço secreto da União Soviética. Gente do nível dele constituía o que os russos consideravam sua elite administrativa e tecnocrática – desculpem a comparação, algo como a Escola Superior de Administração da França, que há décadas forma alguns dos principais quadros da administração estatal.
Interessante é notar a defesa que Kabulov faz da fracassada invasão soviética. Ele compara a “modernização” de costumes e da educação pretensamente trazida pelos soviéticos aos afegãos, além de portentosas obras de infraestrutura iniciada pela ex-URSS, ao que considera “completa ausência” de medidas semelhantes no caso da atual ocupação pela Otan.Seu conselho aos ocidentais: saiam o mais rápido possível do Afeganistão, treinem e equipem forças armadas afegãs capazes de se identificarem com o próprio país. Diante do fato de que americanos e iraquianos parecem caminhar rapidamente para algum tipo de entendimento sobre a retirada de tropas do país, o Afeganistão (e Paquistão) tornou-se a prioridade zero de quem for eleito para a Casa Branca e 4 de novembro.
Obama quer ganhar a guerra lá? Não vai conseguir, lembra Kabulov, se continuarem agora treinando os afegãos no uso de armas individuais ocidentais, em detrimento da velhíssima e conhecidíssima Kalashnikov (a AK-47), que qualquer criança afegã sabe disparar. Taí uma oferta interessante do ex-homem da KGB aos ocidentais embarcados numa guerra sem fim no Afeganistão: armas e conselhos russos contra um adversário comum.

Fonte: blog do Wiiliam Waack

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Formas


Os 10 micos brasileiros de 2008

1 - Ronaldo e os travecos – Parece nome de banda de rock dos anos 80, mas não é. Ronaldo ( à dir.) se envolveu numa confusão fenomenal com travestis na Barra da Tijuca. Um deles, Andréa Albertini ( à esq.), diz que o craque encarou a marcação homem a homem. Ele negou, mas o gol contra já estava marcado.
2 - A vara que sumiu – Os organizadores dos Jogos de Pequim perderam o instrumento de trabalho da saltadora Fabiana Murer. Ela perdeu a concentração e a prova. Não, nãovamos fazer trocadilhos. Só o registro.
5- O padre voador –Tinha tudo para dar errado. E deu. Em abril, o padre Aderli de Carli desapareceu pendurado em balões (foto). Trágico, mas lhe valeu de uma humorista americana o Prêmio Darwin, dado a quem “presta um serviço à humanidade ao não transmitir seus genes”.
6 - O tombo do favorito I – A festa estava pronta para o Fluminense na decisão da Copa Libertadores. Esqueceram de combinar com a LDU, do Equador, que calou o Maracanã – e o técnico Renato Gaúcho, que disse que ia “brincar no Campeonato Brasileiro”, acabou o ano rebaixado com o Vasco.
7 - O tombo do favorito II – Diego Hypolito (foto) liderava as apostas para o solo em Pequim. Terminou no solo.
8 - “É casado? Tem filhos?” – Essa pergunta, da campanha de Marta Suplicy, sexóloga e defensora dos direitos dos homossexuais, contribuiu para que Gilberto Kassab, eleito prefeito de São Paulo, relaxasse e gozasse.
9 - O professor e o berimbau – Antônio Dantas, da Medicina da UFBA, disse que “baiano toca berimbau porque só tem uma corda”. Dançou. Ao som do berimbau.
10 - O presidente e o “s…” – Ao falar da crise econômica, Lula (ao lado) justificou seu tom otimista comparando-se a um médico que não deve dizer a verdade a um doente grave. “Você diria ao paciente ‘Meu, sifu’?”. Lula sempre foi meio infeliz em suas metáforas. Mas dessa vez ele… bem… “sifu”.

Fonte: cogumelolouco.com

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Hino Nacional patrocinado

Festa estranha com gente esquisita- Festival do pênis JAPÃO

10 citações interessantes sobre sexo


"Sexo é hereditário. Se seus pais nunca fizeram, você não fará."
( David Zing )

"Portanto, em matéria de sexo, uma única recomendação prevalece: quanto menos controle sobre a situação na cama, melhor."
( Marleine Cohen )

"Só existem duas coisas importantes na vida. A primeira é o sexo e a segunda eu não me lembro."
( Woody Allen )

"Sexo é o único esporte que não é cancelado quando falta luz."
( Laurence J. Peter )

"Toda moça deve aproveitar o que a mãe natureza lhe deu antes que o pai tempo o leve."
( Desconhecido )

"Sexo é indecente? Somente se é bem feito."
( James Allen )

"Sexo é como um jogo de cartas: se você não tem um bom parceiro (ou parceira), é melhor que tenha uma boa mão."
(Woody Allen)

"As mulheres precisam de um motivo para fazer sexo. Os homens, só um lugar."
(Billy Crystal)

"As mulheres são capazes de fingir um orgasmo, mas os homens são capazes de fingir uma relação inteira."
(Sharon Stone)

"Sexo é aquela coisa que ocupa um mínimo de tempo e causa um máximo de encrenca."
(John Barrymore)

Fonte:monikabaumann.blogspot.com

Nacionalismo


Brasil terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiscreto
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo se admirá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil!
Prá mim... prá mim...

Curiosidades


Gemêos Siameses

O termo "siameses" originou-se de uma famosa ocorrência registrada desse fenômeno: os gêmeos Chang e Eng, que nasceram no Sião, Tailândia, em 1811, colados pelo ombro. Eles casaram, tiveram 22 filhos e permaneceram unidos até o fim de seus dias.

Fonte: menosguardanapo.blogspot.com

5 Técnicas Infalíveis para fazer sua mulher subir pelas paredes de prazer


Em geral os conselhos relacionados ao assunto raramente rendem o sucesso esperado. Mas não é o caso destas cinco técnicas infalíveis. Quer deixar sua parceira "louquinha" de prazer? Comece seguindo estes conselhos. (Atenção: Segredos revelados por uma mulher.)

Técnica nº1 : Mãos Molhadas

Sim, a técnica das mãos molhadas. Certamente a mais popular entre as mulheres. Tão simples. Tão excitante. Você vai deixá-la completamente sem fôlego:* Faça sua parceira sentar-se em uma cadeira confortável na cozinha. Certifique-se que ela consegue ver muito bem tudo que você faz.* Encha a pia da cozinha com água e adicione algumas gotas de detergente para louça com aroma. (Existem muitos aromas que podem ser utilizados -maçã, limão, lavanda - escolha o que quiser. Se estiver em dúvida, experimente o 'neutro').* Segurando uma esponja macia , submerja suas mãos na água e sinta sua pele ser envolvida pelo líquido até que a esponja esteja bem molhada..* Agora, movendo-se devagar e gentilmente, pegue um prato sujo do jantar, coloque-o dentro da pia e esfregue a esponja em toda a superfície do prato. Vá esfregando com movimentos circulares até que o prato esteja limpo.* Enxague o prato com água limpa e coloque-o para secar. Repita com toda a louça do jantar até que sua parceira esteja gemendo de prazer.

Técnica nº2:Vibrando pela Sala

Esta técnica utiliza o que para muitas mulheres é considerado um "brinquedinho". É um pouco mais difícil do que a primeira, mas com algum treino você vai fazer com que sua parceira grite de prazer.* Cuidadosamente apanhe o aspirador de pó no lugar onde ele fica guardado. Seja gentil, demonstre a ela que você sabe o que está fazendo.* Ligue-o na tomada, aperte os botões certos na ordem correta.* Vagarosamente vá movendo-se para frente e para trás, para frente e para trás... por todo o carpete da sala. Você saberá quando deve passar para uma nova área.* Vá mudando gradativamente de lugar. Repita quantas vezes seja necessário até atingir os resultados.

Técnica n°3 : A Camiseta Molhada

Este joguinho é bem fácil, embora você precise de mente rápida e reflexos certeiros. Se você for capaz de administrar corretamente a agitação e a vibração do processo, sua parceira falará de sua perfomance a todas as amigas dela.* Você precisará de duas pilhas de roupas sujas. Uma com as roupas brancas, e outra com as coloridas.* Encha a máquina de lavar com água e vá derramando gentilmente o sabão em pó dentro dela (para deixar a mulher ofegante, use exatamente a quantidade recomendada pelo fabricante).* Agora, sensualmente coloque as roupas brancas na máquina... uma de cada vez.... devagar. Feche a tampa e ligue o 'ciclo completo'.* Enquanto você vê sua companheira babar de desejo por você, essa é uma ótima oportunidade para pôr em prática a Técnica nº2.* Ao fim do ciclo, retire as roupas da máquina e estenda-as para secar. Repita a operação com as roupas coloridas..Atenção: Se nesse ponto ela começar a gritar algo como: - "Sim! Sim! Ai! Isso! Ai mesmo! Oh meu Deus! Não pára! Não pára não!" Não pare. Continue até que ela esteja exausta de prazer.

Técnica nº4: O que sobe, desce

Esta é uma técnica muito rapidinha. Para aqueles momentos em que você quer surpreendê-la com um toque de satisfação e felicidade. Pode ter certeza, ela não vai resistir.* Ao ir ao banheiro, levante o assento do vaso. Ao terminar, abaixe novamente.* Faça isso todas as vezes.* Ela vai precisar de atendimento médico de tanto prazer.

Técnica nº5: Gratificação Total

Cuidado: colocar em prática esta técnica pode levar sua companheira a um tal estado de sublimação que será difícil depois acalmá-la, podendo causar riscos irreversíveis a saúde da mulher.* Esta técnica leva algum tempo para aperfeiçoar. Empenhe-se com afinco. Experimente sozinho algumas vezes durante a semana e tente surpreendê-la numa sexta-feira à noite. Funciona melhor se ela trabalha fora e chega cansada em casa.* Aprenda a fazer uma refeição completa. Seja bom nisso.* Quando ela chegar em casa, convença-a a tomar um banho relaxante (de preferência aromático em uma banheira de água morna que você já preparou).* Enquanto ela está lá, termine o jantar que você já adiantou antes dela chegar em casa.* Após ela estar relaxada pelo banho e saciada pelo jantar, proceda com a Técnica nº1.* Preste atenção nela pois o estado de satisfação será extremamente alto, podendo causar coma repentino.

Fonte: Menosguardanapo.blogspot.com

Notícias Esquisitas


Policial é suspenso por urinar em fã do Metallica

O policial Joseph Houston foi suspenso administrativamente após urinar em um fã do Metallica durante um show do grupo em Boston (EUA), no dia 18 de janeiro, e ter se recusado a deixar o local, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (27) pelo jornal norte-americano "Cap Cod Times".

Fonte: Menosguardanapo.blogspot.com

Formas


LULA COMO FENÔMENO

Lula é um “fenômeno” de construção de imagem, dê-se à palavra entre aspas qualquer um de seus vários significados definidos ao longo tempo e segundo os vários saberes. O evento pode certamente ser explicado cientificamente, segundo a experiência acumulada das ciências que investigam a sociedade e os indivíduos. A tentação grande, no entanto, é tomar a ocorrência na sua dimensão maravilhosa, que apela aos prodígios. E por quê? Porque ele é, não resta dúvida, uma ocorrência irrepetível.

Ungido pelas esquerdas como o grande agente das mudanças, garantiu, no poder, a continuidade do — usarei a palavra que o PT demonizava — “modelo”, porém numa conjuntura que lhe foi, até agora, formidavelmente favorável. A expectativa do caos, presente em muitos setores, foi substituída pela surpresa do cumprimento das regras — em alguns casos, com laivos de ortodoxia e reverência à ordem que antes contestava. O bom desempenho da economia garantiu-lhe as sobras necessárias para pôr em prática um modelo agressivamente assistencialista, facilmente metabolizável em apoio popular. Se notaram, neste parágrafo, apontam-se as razões estruturais de Lula ter, como dizem seus entusiastas, “unido todas as classes”. Os bem-aquinhoadas aplaudem-no porque nada mudou; as mais pobres aplaudem-no porque tudo teria mudado. Entre o realismo conformado de um grupo e a ilusão conformista de outro, ele chega aos 85% de popularidade.

Goste-se ou não, isso é sabedoria política. O Apedeuta nunca foi burro, não canso de repetir aqui. É uma das maiores inteligências políticas do Brasil, também já escrevi tantas vezes, para protesto de muitos leitores.

Lula é, em muitos sentidos, um monumento ao conservadorismo — a questão é saber de que conservadorismo se está falando. Então vamos lá: os esquerdistas não-lulistas que acusam o presidente de ter congelado o statu quo estão certos. Parecem estar errados se olharmos para a política externa, com um discurso ridiculamente autonomista; ou para a tolerância com bandoleiros disfarçados de movimentos sociais; ou para a selvageria mercadista do ensino superior; ou para as práticas racialistas que mais dividem do que unem os brasileiros... Ocorre que isso tudo é um tanto irrelevante para o que realmente: o tal statu quo.

Sim, as esquerdas queriam mexer naquele ambiente, com seus delírios de sotaque revolucionário. Eu, que não sou de esquerda, e outros tantos também queríamos — a dita “direita”, não sei... Os direitistas das finanças, por exemplo, estão insatisfeitos com Lula? Acho que não. A nossa “mexida” seria certamente outra. O país abandonou o caminho das reformas, como todos sabem: política, administrativa, eleitoral, tributária... Passada a crise, e um dia ela vai passar, continuaremos a ser um dos países do mundo mais hostis aos negócios e ao empreendedorismo; continuaremos a ter um dos sistemas educacionais mais ineficientes da terra; continuaremos a ter uma das cargas tributárias mais altas e caóticas do universo; continuaremos a ser um país fortemente marcado pela cultura patrimonialista, agora acrescida do patrimonialismo sindical da nova classe social que Lula deu à luz; continuaremos a ser o país do “coitadismo” à espera do pai-estado; continuaremos a ser o país do estado gigante e da sociedade pequena. Continuaremos a ser o que éramos.

Lula aprofundou os nossos problemas essenciais com mais estado, com mais assistencialismo, com mais do mesmo. Deu cavalo-de-pau nas reformas. Não fez a revolução que as esquerdas queriam — a não ser as cosméticas — e, claro, não operou as transformações estruturais de que os mudancistas gostariam. Foi, em suma, um conservador sem nenhuma imaginação.

“Ah, mas então diz aí, sabichão, como se explicam os 85% de popularidade?” Ora, já estão explicados. Para a Dona Zelite, tudo ficou, convenham, no seu lugar. Já a adesão das camadas populares decorre de uma conjuntura internacional extremamente favorável e da formidável capacidade de nada mudar, mas com ar refrigerado: num caso, Lula surfou, por exemplo, na onda da criação de empregos — e, aí sim, de geração sustentável de renda. No outro, estendeu o bolsismo a 50 milhões de pessoas. Não incluiu os miseráveis na economia, mas os incluiu na política. E esse pode ser o seu mais feito.

O homem
E há, claro, as qualidades próprias de Lula, sabiamente manipuladas por seus marqueteiros, que caíram no gosto popular —e, se me permitem a piada, até no “impopular”. Ele é mestre em dar respostas simples para problemas difíceis. Oriente Médio? “Os palestinos e os judeus precisam se entender”. Crise mundial? “Culpa dos especuladores, que, agora querem prejudicar o Brasil”. Desemprego? “Ganância dos empresários, que não reclamavam quando ganhavam dinheiro”.

Notem: nem o mais sectário dos lulistas conseguiria evidenciar que a popularidade de Lula cresceu porque, em janeiro, a vida dos brasileiros melhorou um pouco que fosse. De fato, ela não melhorou para ninguém: piorou um tantinho e tende a piorar ainda mais. Mas ele conseguiu — e não contou com adversários nesse esforço — se desvencilhar da crise (que, de fato, não é de sua responsabilidade) com a mesma facilidade com que conseguiu faturar os benefícios do crescimento (que também não era de sua responsabilidade). “Ora, se Lula afirmava que era ele o responsável pela boa fase do Brasil, por que não continua a atuar da mesma maneira?” Se a média dos brasileiros se fizesse tal pergunta, o país seria outro, não é?

E há um dado da história de Lula que caiu na estimação do povo — não é novo, mas é reforçado a cada dia. Ele é tido como um "ex-oprimido”, mas não como um perdedor, um “loser”, coisa que não pega bem nem no Bananão. Os perdedores estimulam, no máximo, a caridade. Ninguém tem muita paciência com eles. Lula tem o charme irresistível do “retirante” que superou todas as dificuldades e chegou ao topo. Ele é um medalhão do sindicalismo há mais de 30 anos — e isso significa poder, prestígio, intervenção política etc. Mas e daí?

O que excita a imaginação é o filho de Dona Lindu, que já está virando filme. Nesse sentido, Lula já se tornou um mito. E o mito não precisa ter as qualidades que lhe atribuem. Ele preenche uma fantasia, ou uma falha, que está em quem o cultua. O agravamento da crise ou sua continuidade, com conseqüente baixo crescimento, pode até minar um pouco dessa popularidade, mas Lula passará mais ou menos imune a ela. O mito não é arranhado por situações da vida real.

Eleição
Que efeito essa dimensão mítica terá nas eleições? Estou entre aqueles que consideram fortíssimo qualquer candidato ungido por Lula — Dilma ou qualquer outro. Tende a ser ela, já que passa incólume pelos crivos da oposição e da imprensa. Ainda se mostra uma mala difícil de carregar, mas vai crescendo aos poucos, move-se. Por enquanto, basta. Quando Lula jogar todo o seu peso político num nome, ele dispara na preferência do eleitorado.

O Lula real, numa eleição presidencial, transfere voto, sim. Digamos, é mero chute, que os que o consideram um grande administrador, pessoa da mais alta competência, apostem na repetição do padrão petista. Chuto que o ungido não demore a alcançar, sei lá, entre 25% a 30% da preferência do eleitorado quando a campanha começar. O Lula não-mítico dirá: “Vote neste aqui”, e um monte de gente vai, sim, fazer o que ele sugere.

O que não se transfere são os valores míticos — aí não tem jeito: eles pertencem ao objeto de adoração, estão colados à imagem e à história daquele ou daquilo que foi escolhido para preencher uma fantasia. Para Lula fazer seu sucessor, um tanto depende de sua indicação, sim, mas o indicado terá de demonstrar as próprias virtudes para ultrapassar a linha.

Os petistas certamente tentarão demonstrar ânimo com o discreto crescimento de Dilma e a discreta queda de Serra. Por ora, creio, esses números não significam grande coisa. Dizem apenas que nem o próprio eleitorado petista, maior dos que aqueles 13,5%, a reconhecem como alternativa. Tanto quanto Serra é visto como uma possibilidade por um eleitorado bem maior do que o do tucanato: sua candidatura já é popular; a dela, ainda não.

O que pode começar a fazer diferença, daqui a pouco — e a favor de Dilma —, é que o PT tende a unir fileiras em defesa de seu nome, enquanto os tucanos, para não variar, estão dando bicadas nos próprios pés.

Afinal, além do seu “conservadorismo popular”; além da dimensão mítica; além da conjuntura internacional; além, sem dúvida, da sorte, Lula nunca perdeu em apostar nos erros de setores importantes da oposição.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo (Veja online)

Popularidade de Lula cresce junto com a crise: 84%

No Brasil de hoje, ou o sujeito faz oposição a Lula ou é inteligente.
Depois de seis anos no poder, Lula tem um sucesso de refrigerante.
Difícil saber se o humano é uma dimensão que existe em Lula.
Seria tolice incluir o nome de Lula entre “os dez mais populares”.
A multidão aos seus pés gritaria, lambendo-lhe os sapatos: “Injustiça!”
Aos olhos da grossa maioria, Lula é, sozinho, “os dez mais”.
Igualá-lo a outros nove soaria a heresia, iniqüidade hedionda.
Só duas coisas parecem crescer no Brasil: a crise e a popularidade de Lula.
De acordo com o instituto Sensus, Lula é aprovado por 84% dos brasileiros.
Só 12% miram Lula com olhos de desaprovação.
Outros 3,9% não quiseram responder. Decerto não acreditam em Deus.
Nunca na história da série Sensus, inicida em 98, alguém cravara semelhante índice.
O Lula de 2009, com o desgaste de seis anos, já ultrapassou o Lula de 2003.
A popularidade do Lula inaugural, presidente novinho em folha, batera em 83,6%.
Lula é mais bem avaliado do que o governo Lula, cuja aprovação é de notáveis 72,5%.
O desempenho de Lula desafia a moderna sociologia. E deixa perplexa a oposição.
Diz a lógica que, assediado pela crise, o prestígio de Lula tende a declinar.
A essa altura, porém, talvez convenha render homenagens à ilógica.
O estilo de Lula parece pulsar no ritmo do coração da massa.
“Marolinha”, “sifu”... Lula fala na sublíngua do povo.
Ele traz na boca a palavra suada de rua, suda de cotidiano.
Há crise? Culpa dos EUA. Há demissões? Os empresários são medrosos.
O noticiário é ácido? Pouco se me dá. Não leio. Tenho azia.
Nesse ritmo, não resta à oposição senão sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho.
Fonte: Blog do Josias de Souza (folha online)

Charge

Serra ainda é favorito, mas Dilma reduz a vantagem


Pesquisa Sensus divulgada nesta terça (3) informa que o tucano José Serra conserva o favoritismo na corrida pela sucessão de Lula, em 2010.
A sondagem revela, porém, que Dilma Rousseff, a dodói de Lula, começa a subir na preferência do eleitorado.
Dilma não virou nenhum portento eleitoral. Mas, no cenário que inclui Serra, deixou de ser uma sub-Heloisa Helena.
Melhor: já exibe desempenho mais vistoso que o de Ciro Gomes.
Em dezembro, segundo o Sensus, Serra prevalecia com percentuais que variavam de 44% a 46,5%, dependendo do cenário.
Agora, o pré-candidato tucano amealha taxas de intenção de voto de 41,9% a 42,8%. O piso de Dilma subiu de 10,4% para 13,5%.

Vão abaixo alguns dos principais cenários esboçados na pesquisa Sensus:

Cenário 1:
- Serra: 42,8%
- Dilma: 13,5 %
- HH: 11,2%
- Nenhum/branco/nulo: 16,1%
- Não sabe/Não respondeu: 16,1%

Cenário 2:
- Aécio: 23,3%
- HH: 18,2%
- Dilma: 16,4%
- Nenhum/Branco/Nulo: 18,7%
- Não sabe/Não respondeu: 18,7%

Cenário 3:
- Serra: 41,9%
- HH: 13,8%
- Ciro: 10,6%
- Nenhum/Branco/Nulo – 18,1%
- Não sabe/Não respondeu: 15,7%

Segundo turno:
- Serra: 50,8%
- Dilma: 16,6%
- Branco/Nulo: 15,9%
- Não sabe/Não respondeu: 16,7%

Aécio: 30,4%
- Dilma: 23,9%
- Branco Nulo: 24,8%
- Não sabe/Não respondeu: 21%

Fonte: Blog do Josias de Souza (folha online)

Minas não é capitania hereditária

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, é um quadro político respeitável. Faz uma boa administração, atestam as pesquisas e a percepção de quem foi ao Estado com certa frequência nos últimos seis anos. Aécio possui credenciais para sonhar com um projeto presidencial em 2010. Mas ele tem cometido erros políticos e lidado mal com alguns percalços na disputa pelo poder.
Um primeiro erro foi avaliar que teria grande chance de derrotar o governador José Serra na disputa interna do PSDB pela candidatura ao Palácio do Planalto. O mineiro achou que seria menos difícil essa empreitada.
Aécio tinha melhor relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderia estar para ele como Getúlio esteve para JK. Trocando em miúdos: dar gás a um oposicionista cordato e a quem respeitava. Aécio também tirava vantagem da imagem de político conciliador e sedutor ante a imagem de um Serra desagregador e trator. O mineiro comeria o paulista pelas beiradas, como se faz com mingau quente.
Do final de 2007 para cá, Serra atacou esses pontos fortes de Aécio. Aproximou-se de Lula. Contra boa parte do PSDB, jogou seu peso na derrotada articulação pela prorrogação da CPMF, o antigo imposto do cheque. Fez parcerias administrativas. Azeitou canais políticos, sinalizando uma transição civilizada e nada vingativa no caso de suceder o petista.
Serra engoliu o que parecia uma articulação de gênio de Aécio: a aliança com o PT na eleição municipal de Belo Horizonte para eleger Márcio Lacerda, do PSB de Ciro. Ou seja, três em um (PSDB-PT-PSB). O objetivo, correto, era sinalizar com atos e não com palavras que o governador mineiro seria aquele que poderia unir no futuro PT e PSDB --esses primos da redemocratização brasileira que vivem brigando. Aécio seria o pós-Lula, não o anti-Lula. Mas o namoro não foi engolido por muitos petistas e tucanos.
Serra reagiu. O governador paulista deu o tombo no candidato de seu partido em São Paulo, Geraldo Alckmin, o que só fazia levar água para o moinho da candidatura presidencial de Aécio. Enquanto o governador mineiro pôs fichas em Alckmin, o paulista vitaminou o candidato a prefeito do DEM, Gilberto Kassab, com uma surpreendente aliança com o PMDB quercista.
Aécio tomou um susto em Belo Horizonte, pois seu candidato quase perdeu. Serra reelegeu Kassab, mas parecia que a custo político alto: uma fissura no PSDB paulista. Recentemente, o governador de São Paulo fez um gol de bicicleta. Atraiu Alckmin para o seu secretariado. O antigo aecista passou a defender um acordo político e não mais as prévias como melhor forma de escolha do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Alckmin tirou fôlego de Aécio.
Hoje, está claro que será tarefa hercúlea Aécio derrotar Serra no PSDB. E parece cada dia mais complicada a possibilidade de o mineiro se filiar ao PMDB ou de criar um partido novo para tentar com o presidenciável Ciro Gomes (PSB) uma terceira via na campanha presidencial de 2010. Na política, é possível surpreender sempre. Essa é uma de suas graças. Mas não será fácil.
Para complicar, Aécio ficou mal acostumado com as vitórias que colecionava desde a conquista da presidência da Câmara em 2001. Ficou algo mimado com o tratamento positivo que recebe da imprensa mineira, certamente fruto do reconhecimento de sua boa administração. Não parece que esse tratamento se deva a algum tipo de pressão econômica e política que o governador e pessoas próximas exercem sobre a mídia mineira.
A falta de hábito com tropeços naturais da política levou o governador a não gostar da publicação na versão impressa da Folha de uma reportagem dando conta de que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, fora a Belo Horizonte dizer a ele que a maioria do partido preferia Serra como candidato em 2010. Aécio e Guerra negaram, mas foi exatamente o que aconteceu.
Rapidamente, aecistas propalaram uma ameaça. Serra deve tomar cuidado para não ferir o colega de partido. Se passar o rolo compressor, Minas Gerais se vingará. Ora, Aécio é a liderança política mais importante de seu Estado, o segundo maior colégio eleitoral do país. Razoável supor que seu apoio seja fundamental para um projeto presidencial. Mas Minas não parece ser um curral eleitoral ou uma capitania hereditária.
Na eventualidade de Serra virar o candidato tucano, os eleitores de todo o país deverão fazer uma análise racional de suas propostas. Dificilmente o motivo do voto será uma vingança coletiva de Minas na hipótese de eventual derrota de Aécio na disputa tucana. Os eleitores também poderão analisar as propostas da mineira Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil e provável candidata do PT de Lula à Presidência.
O argumento da vingança mineira poderá se voltar contra Aécio. O atual prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, passou maus bocados quando o eleitorado achou que ele era um candidato teleguiado de Aécio e do ex-prefeito e petista Fernando Pimentel. Esse negócio de curral é meio antigo para um político tão jovem como o governador de Minas.

Procura-se Obama
O novo presidente dos Estados Unidos fez uma campanha inovadora porque é um político inovador. Mobilizou a juventude descrente na política. Enxergou na Internet uma arma de campanha poderosa. Teve uma moderação que não se confundiu com conservadorismo.
Aécio e Ciro, políticos jovens, são da mesma geração de Obama, que tem 47 anos. Aécio fará 49 anos em março. Ciro completará 52 em outubro.
Uma pena que não se saiba de uma ação política recente do governador mineiro ou do deputado federal do PSB que possa ser comparada a um ato de Barack Obama. Há uma avenida aberta, mas, até agora, nenhum político brasileiro ousou trilhá-la.
Registro: a candidatura a prefeito de Fernando Gabeira foi um sopro nesse sentido que passou pelo Rio de Janeiro na última primavera.

Olhar petista
Amigo de Aécio, o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), tem uma boa frase sobre a atual disputa tucana pela candidatura ao Palácio do Planalto: "Serra, que tinha fama de fazer política como um carcamano com a faca nos dentes, parece hoje um florentino renascentista que dá lances magistrais".

Fonte:Kennedy Alencar folha online