quarta-feira, dezembro 13, 2006

Lulalau o filósofo

13/12/2006 - 20h04
Lula lamenta que "brincadeira" sobre esquerda tenha virado polêmica
ANDREZA MATAISFELIPE NEVESda Folha Online, em Brasília e São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou minimizar nesta quarta-feira suas polêmicas declarações sobre a ligação entre a imaturidade e a ideologia de esquerda. O petista lamentou que a "brincadeira" tenha sido mal interpretada.

"Eu fiz uma brincadeira. Lamentavelmente, parece que tem gente no Brasil que não gosta mais de humor, que acha que humor é pecado. Nem uma boa brincadeira é considerada uma brincadeira", disse Lula.

"As pessoas perderam o humor. Me desculpe, mas acho que a falta de humor é uma coisa que o país não pode perder", acrescentou o presidente.

Após receber prêmio da revista "IstoÉ", no noite de segunda-feira, Lula relacionou a postura de esquerda à juventude e à imaturidade, arrancando risos e aplausos de uma platéia formada por empresários e intelectuais.

"Se você conhece uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque está com problema [risos e aplausos]. Se você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque também está com problema", afirmou o presidente.Lula explicou que, em sua opinião, as pessoas responsáveis tendem a, conforme amadurecem, abrir mão de suas convicções radicais para alcançar uma confluência. Tal fenômeno ele classificou de "evolução da espécie humana".

"Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos à esquerda. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos, e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito", acrescentou.

Fonte: folha online

Comentário do Blog:

Voçês lembram daquele provérbio: "ser comunista aos 20 anos é sinal de inteligência.
Ser comunista aos 30 anos é burrice"

Parece que Lulalau resolveu a cada dia escrachar geral. Niguém mais estar´pa livre do seu deboche.
Acorda esquerda. Voçês dão sustentação a um demagogo, debochado, assistencialista, ignorante e corrpupto. E é isso que vai ficar para historia.
Ops; Ficará para história também o ensinamento dessa geração de esquedista, qual seja: "Como vender sua ideológica em troca de cargos e/ou vantagens econômicas e negar isso com a maior cara de pau"

Ruy Otto

As melhores casas do ramo


Fonte:

domingo, dezembro 10, 2006

La vem o Brasil descendo a ladeira

11/12/2006
Classe média em apuros Em terra ou no ar, a classe média brasileira vai mal.
Fernando Canzian

Enquanto seus aviões não decolam ou atrasam, a situação aqui embaixo, no mercado de trabalho, tem sido a pior possível.Nos últimos seis anos, foram criados mais de 8 milhões de empregos formais para a parcela mais pobre da população, as pessoas que ganham até três salários mínimos (R$ 1.050). O rendimento desse pessoal subiu mais de 45% acima da inflação.Para os que estão acima desse patamar, onde começa a classe média, a situação é trágica: 2 milhões de vagas a menos e queda de mais de 46% nos rendimentos.Não é à toa que filhos da classe média recém-saídos de boas universidades encontram, quando muito, salários medíocres ao chegar ao mercado de trabalho.Esses opostos também explicam o mau humor da classe média com Lula e as razões da vitória do presidente por uma margem de 20 milhões de votos concentrada no estrato mais pobre da população.Nos últimos quatro anos, o governo assistencialista e pró-pobre de Lula foi principalmente na direção de quem não tem problemas com o Cindacta de Brasília ou panes em radares. Mas com atrasos sistemáticos em linhas de ônibus populares e assaltos em trens de periferia abarrotados de gente --sem que a mídia faça todo o escarcéu atual.Se Lula de fato tem e quer "sua força no povo", seu governo parece coerente com os resultados que apresenta no mercado de trabalho. Esse, no entanto, é apenas um lado da questão.Dificilmente um país cresce de forma robusta se não tiver uma classe média ascendente em número de participantes e salários.Enquanto a classe média brasileira representa pouco mais de 30% da população, ela é responsável por mais de 50% de todo o consumo, principalmente de produtos com maior valor agregado (mais sofisticados), que são os que puxam o desenvolvimento da indústria e dos serviços que pagam melhores salários.Ao lado do maior vilão, o juro alto, o achatamento da classe média nos últimos anos explica, em boa medida, as taxas de crescimento medíocres que o Brasil vem apresentando. Também dá boas pistas de onde o governo vem tirando grande parte do dinheiro para financiar o assistencialismo aos mais pobres via Previdência e programas como o Bolsa Família.Cerca de 60% do Imposto de Renda das pessoas físicas sai de quem ganha entre R$ 3.000 e R$ 10.000, onde, em termos tributários, se situa a classe média. É esse pessoal que arcou, via IR e impostos sobre o consumo, o grosso do aumento de mais de dez pontos percentuais na carga tributária do governo FHC para cá.A análise recente do mercado de trabalho mostra que o país continua em uma clara transição. Ela é inclusiva do ponto de vista dos empregos baratos e da distribuição da renda, mas de sustentabilidade extremamente duvidosa.

Fonte: folha online

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Sobre a Reeleição de Lulalau

Sensualidade - Estica e Puxa 02

Uma palavra, muitos usos........

A palavra mais rica da língua Portuguesa é a palavra MERDA.Esta versátil palavra pode mesmo ser considerada um curinga da língua portuguesa.

Vejam os exemplos a seguir:

01) Como indicação geográfica 1: Onde fica essa MERDA?

02) Como indicação geográfica 2: Vá a MERDA!

03) Como indicação geográfica 3: 18:00h - vou embora dessa MERDA.

04) Como substantivo qualificativo: Você é um MERDA!

05) Como auxiliar quantitativo: Trabalho pra caramba e não ganho MERDA nenhuma!

06) Como indicador de especialização profissional: Ele só faz MERDA.

07) Como indicativo de MBA: Ele faz muita MERDA.

08) Como sinônimo de covarde: Seu MERDA!

09) Como questionamento dirigido: Fez MERDA, né?

10) Como indicador visual: Não se enxerga MERDA nenhuma!

11) Como elemento de indicação do caminho a ser percorrido: Por que você não vai a MERDA?

12) Como especulação de conhecimento e surpresa: Que MERDA é essa?

13) Como constatação da situação financeira de um indivíduo: Ele está na MERDA...

14) Como indicador de ressentimento natalino: Não ganhei MERDA nenhuma de presente!

15) Como indicador de admiração: Puta MERDA!

16) Como indicador de rejeição: Puta MERDA!

17) Como indicador de espécie: O que esse MERDA pensa que é?

18) Como indicador de continuidade: Na mesma MERDA de sempre.

19) Como indicador de desordem: Tá tudo uma MERDA!

20) Como constatação científica dos resultados da alquimia: Tudo o que ele toca vira MERDA!

21) Como resultado aplicativo: Deu MERDA.

22) Como indicador de performance esportiva: O VASCO e o Flamengo não estão jogando MERDA nenhuma!!!

23) Como constatação negativa: Que MERDA!

24) Como classificação literária: Êta textinho de MERDA!!!

25) Como qualificação de governo: O governo Lula está uma MERDA!

Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e acredita-se estar livre do perigo de dar MERDA.

Fonte: torneimeumebrio.blogspot.com

Sensualidade- Estica e Puxa 01

Informações incorretas na interrnet

Fico chateado quando usam a Internet para espalhar informações que não procedem!

Me enviaram hoje um e-mail dizendo que o sangue do nosso presidente é do tipo A-peritivo,
e o dos eleitores dele é do tipo O-tário.

É Muita sacanagem e falta de ética, usar a Internet para passar esse tipo de coisa.

Temos que divulgar informações corretas!

O sangue do presidente é do tipo B-bum


Fonte:torneiumebrio.blogspot.com

Sensualidade- Seios 05

Os Seminoles



A tribo Seminole já administra hotéis e cassinos com a marca Hard Rock em Tampa e em Hollywood.
A Hard Rock tem 132 bares e restaurantes em todo o mundo, que geraram em 2005 um lucro de cerca de R$ 150 milhões
Eles têm reservas territoriais em Oklahoma e na Flórida, e seus principais interesses empresariais estão nos ramos de tabaco, turismo e jogos de azar.
Os seminoles viviam da criação de gado, plantação de frutas cítricas e de empréstimos federais até o final dos anos 1970, quando abriram sua primeira casa de bingos e loja de cigarros livres de impostos.
A tribo indígena é a única a nunca ter assinado um tratado de paz com o governo americano.
E eu vejo nossos espertos indios cobrando pedágio na Transamazônica (e caro!)
Tambem, coitados, depois de 500 anos de tucanos governando o Brasil...Ou os nossos indios são vagabas mesmo?

Fonte:torneimeumebrio.blogspot.com

Salvador Dali


JOvem Virgem sodomizada,1954

Celso Ming

O MINISTRO PASMADO
08.12.2006
por Celso Ming, no Estadão

O ministro da Defesa, Waldir Pires, é um pasmado diante da crise nua. Nunca sabe de nada e se surpreende a cada momento, quando alguém lhe faz uma pergunta qualquer sobre o apagão aéreo ou sobre o caos em que se transformaram os aeroportos.
Ainda que tenha sido colocado no posto apenas para não atrapalhar os comandantes militares, para todos os efeitos ele é o responsável direto pelo que está acontecendo. É assim nas leis militares: o responsável é sempre quem está no comando.
Parece que alguém precisa dizer ao presidente Lula que controle de vôo é assunto de segurança nacional. Esta é a única razão pela qual este serviço está sob responsabilidade da Aeronáutica. E, no entanto, o tratamento dispensado até agora para o problema foi dos mais estapafúrdios. Às vezes, o governo Lula pareceu pretender encaminhar soluções trabalhistas. Foi assim, por exemplo, quando determinou que o ministro do Trabalho se reunisse com as autoridades da área para procurar uma saída para a operação-padrão dos controladores de vôo. Com isso, conseguiu subverter a hierarquia militar na medida em que aceitou ouvir reivindicações salariais de sargentos da Aeronáutica.
Às vezes, se põe a cobrar como se tudo realmente dependesse da Aeronáutica, mas nunca exigiu conseqüência para ações e omissões. A decisão de aquartelar os controladores de vôo, tomada pelo comandante da Aeronáutica, foi um tiro pela culatra que contribuiu para desautorizar os superiores.
Das autoridades da Aeronáutica também estamos ouvindo declarações desencontradas. Quando do acidente do Boeing da Gol, foram as primeiras a negar responsabilidades pelo ocorrido dos serviços de controle de vôo. Agora já se sabe o suficiente para dizer o contrário.
Quando, na terça-feira, saiu do ar o sistema de rádio que interconecta centros de controle, torres e aeronaves, o comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, apressou-se a descartar sumariamente a hipótese de sabotagem. Mas não foi capaz de dar explicação mais convincente para o que aconteceu.
De todo modo, essa pane mostrou que não há sistema de reserva num setor vital, o que por si só demonstra a ordem de prioridades atribuída a esses assuntos na Aeronáutica. É como um hospital de primeira linha não contar com gerador próprio de energia elétrica em condições de entrar em funcionamento sempre que falte força de alimentação externa.
Há dois meses, a balbúrdia tomou conta dos céus e dos aeroportos deste país sem que nenhuma solução tenha sido encaminhada. Falta até mesmo um diagnóstico seguro do problema. O comandante da Aeronáutica entende que a solução passa pela aplicação drástica dos regulamentos militares. O ministro Waldir Pires parece mais propenso a saídas de tipo político. Nesse clima de desencontro, a qualidade de comando fica prejudicada.
Os prejuízos não se limitam aos vôos atrasados ou definitivamente suspensos; às viagens programadas, mas não realizadas; ao faturamento desfeito das companhias aéreas que derrubou em R$ 5 bilhões o valor de mercado das ações da Gol e da TAM; e às oportunidades perdidas nos serviços de hotelaria e no avanço do turismo. É incomensurável o volume de encontros de trabalho agendados, mas não realizados; e de decisões que deixaram de ser tomadas por conta disso. Em Brasília, dezenas de eventos no Congresso tiveram de ser desmarcados porque deputados e senadores não puderam chegar a tempo ou tiveram de cancelar suas viagens. E ainda é preciso ver quantos processos por indenização serão abertos na Justiça para repor perdas a passageiros, empresas e companhias de transporte aéreo.
A pane principal não é sequer dos serviços de controle de vôo ou dos sistemas de comunicação. É da capacidade do governo Lula de encaminhar solução rápida e eficaz a uma crise dessas proporções.
Questões de segurança nacional têm de ter tratamento de Estado-Maior e não de cartolagem sindical. Exigem capacidade de comando e não ajeitação inconseqüente.
No entanto, só quarta-feira o presidente Lula entendeu que devesse convocar um gabinete especial de crise para consertar as coisas. Ainda assim, o risco é o de que um processo encaminhado nessas condições se arraste interminavelmente, em reuniões inconclusivas, bem ao feitio do governo PT.

Fonte:www.diegocasagrande.com.br

A mama de Lulalau


Até a teta que Lulalau mamou quer devorar a outra que alimenta a todos.
Vivemos em um estado Totalitário, onde a verdade do discurso piegas e sem sentido na esquerda oficial não pode ser contestada.
Tudo vale para defender o magnânimo senhor do discurso e das urnas.
Tudo vale para conseguir o objetivo imediato que é o de continuar em seus empregos no governo.
Vale esculhambar toda e qualquer tentativa de dar cidadania consxicnte ao povo.
Vale manter a qualquer custo uma quadrilha chefaiada por um ladrozinho baicxo e canalha.
Vale desvituar todos os valores morais hitóricos da luta revolucionário, manipulando o discurso para sustentar uma demagogia sofrível e rasteira, que é alardeada como um grande talento de oratório.
A verdade é que sem o Bolsa Família Lulalau não teria alcançado 20% dos votos. Se reelegeu como qualquer politicozinho assistencialista que se nutre da miséria e da ignorância do povo para chantagear.

O CAOS COMO ROTINA (Editorial da Folha de S. Paulo)

07.12.2006
Editorial da Folha de S. Paulo

É de estranhar muitíssimo a ocorrência de uma pane inédita no sistema de controle de vôos de Brasília neste momento. Ou está em curso uma conspiração cósmica contra os usuários do transporte aéreo no país, ou essa trama tem contornos bem mais mundanos.
Ressaltam, após o terceiro episódio de colapso aéreo em menos de dois meses, a incúria, a desarticulação e a incompetência das autoridades responsáveis pelo setor. Ministério da Defesa, Comando da Aeronáutica, Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil; a resultante da ação de quatro instâncias da burocracia tem sido nula quando se trata de debelar a crise na raiz, dar satisfação em tempo real aos prejudicados e minimizar o desconforto dos passageiros.
Se o caos ameaça tornar-se rotina nos aeroportos, é preciso nomear os quatro cavaleiros do desgoverno. Cinco, refazendo a conta, pois a blandícia e a passividade do chefe do Executivo federal perante o escalar da crise alçam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a indolência de sempre, ao topo da lista.
Compreende-se que os controladores de vôo tenham ficado aborrecidos e até traumatizados após o acidente que matou 154 pessoas em 29 de setembro. Daí não se justifica, no entanto, a liberdade com que foram brindados pelo governo para levar adiante um movimento de rebelião -contra a hierarquia militar- e sabotagem -contra o transporte aéreo nacional.
Também é natural que provenha dos controladores um lobby para tirar a operação do tráfego aéreo das Forças Armadas e entregá-la a agências civis. Os servidores pleiteiam, contra o interesse dos usuários, ver formalizado seu poder de paralisar os aviões sempre que desejarem pressionar o governo a atender demandas corporativas -os "apagões aéreos" são apenas uma prévia do que seria o controle civil do fluxo de aeronaves.
Espantoso é Lula apoiar as ambições desse sindicato clandestino. O presidente chegou a incentivar a conversa que o titular da Defesa e seu colega do Trabalho tiveram com controladores militares, na ausência de oficiais a quem são subordinados, para tratar de uma pauta de reivindicações. Para completar, o presidente assistiu à queda de dois oficiais da Aeronáutica ligados ao controle de vôo -algo natural, pois não conseguiram evitar o colapso-, mas continua a respaldar Waldir Pires na Defesa. Além de ter liderado a condução sindicalista da crise, o ministro demonstra a cada declaração desconhecer informações elementares acerca dos acontecimentos. Fica patente sua falta de autoridade sobre os militares.
Coerente. Lula apenas premia o "só sei que nada sei" -na sua vertente oportunista, não na socrática-, lema que o presidente encarnou durante os escândalos de seu primeiro mandato.
Coerente, mas inaceitável. Ou o presidente da República corrige de imediato a rota no modo de lidar com a crise aérea, ou o seu governo ficará indelevelmente marcado como aquele que levou de vez o caos para a rotina dos aeroportos brasileiros.

Cara do petista ingênuo ao defender o governo


Assim que fica o miltante de boa fé do PT que defende um governo.
Cheio de mãos para explicar
Mas é claro. Tudo isso é intriga da elite.

Sebastião Nery

A nova classe na Petrobrás
Sebastião Nery

Eles eram três: Tito, Kardelj e Djilas. Quando Hitler, em 41, invadiu a Croácia, Eslovênia, Bósnia, Sérvia, Montenegro, toda a bela costa iugoslava do Adriático, Josip Broz Tito, Edvard Kardelj e Milovan Djilas eram dirigentes dos clandestinos Partidos Comunistas da Croácia, Eslovênia e Montenegro. Já tinham sido presos vários anos na década de 30. Juntaram-se no Comitê Nacional de Libertação, sob a presidência de Tito e a vice-presidencia de Kardelj e Djilas, criaram o mais poderoso movimento de resistência antinazista e antifascista da Europa.A Alemanha e a Itália chegaram a mandar para lá 600 mil soldados. Um milhão e 700 mil iugoslavos morreram. Mas, em outubro de 44, quando as tropas soviéticas chegaram a Belgrado, Hitler já estava derrotado e a Iugoslávia independente.E nasceu a República Iugoslava, uma federação de seis repúblicas, sob a presidência do marechal Tito. Kardelj, ministro do Exterior e representante na ONU. Djilas, presidente da Assembléia Federal.

Djilas
Em 48, inconformada com a independência da Iugoslávia, a União Soviética rompe e faz um bloqueio de longos anos e só em maio de 55, Stalin morto, Kruschev e Bulganin visitam Tito em Belgrado e Tito vai a Moscou. Mas Djilas queria mais.Intelectual, escritor consagrado, em 1953 começou a divergir de Tito sobre questões da organização do Estado. Em 54 é expulso do Partido Comunista e tenta fundar o Partido Socialista Democrático. Em 57, publica em Paris (e depois no mundo todo) seu livro-bomba, "A nova classe", uma crítica devastadora da burocracia comunista e uma denúncia profética do aparelhamento do Estado pelas lideranças sindicais da esquerda.Processado e condenado, ficou preso de 59 a 61. Sai e publica em Roma "Conversações com Stalin" (1962). Volta para a cadeia, até 66. Sai de novo, publica "A sociedade imperfeita além da nova classe".Não é mais preso.Em 73 o visitei lá, quando preparava meu livro "Socialismo com liberdade".A FUP Se tivesse conhecido o governo Lula, o bravo, valente Djilas teria feito mais um arrasador capítulo sobre como "A nova classe" usa o governo em benefício próprio e da sua curriola.Aqui em São Paulo, conheci detalhes de mais um escândalo, que pode virar um crime, de usufruto do poder.Na Petrobras, a FUP - Federação Única dos Petroleiros (uma fraude, porque legalmente não é federação e não é única), filha da CUT (que também é uma fraude, porque não é única), propôs e a direção da empresa quer adotar a redução salarial dos aposentados, que iria liquidar a geração que há 53 anos a construiu em condições duras, às vezes heróicas, bem diferentes das de hoje.

A proposta da FUP e da empresa é um verdadeiro "confisco de renda".
AposentadosO reajuste anual dos salários, a ser feito pela empresa, seria assim:a) Para os funcionários da ativa, 2,8% de aumento, mais 80% de bonificação salarial e promoção de uma letra na carreira.b) Para os aposentados, apenas 2,8%."Nunca antes na história dessa empresa", como diria um certo alguém, aconteceu tamanha violência contra os seus milhares de aposentados.A "nova classe" de sindicalistas petistas, agregada na FUP, que dirige o setor de Recursos Humanos (através do multinacional Diego Hernandez), massacra os aposentados para ganhar 80% de "bonificação" e uma letra a mais na carreira.São mais de 50 mil aposentados atingidos pela absurda proposta. O objetivo claro e vil é jogar os funcionários da ativa contra os aposentados.

A FNP
Mas o tiro está saindo pela culatra. Cinco grandes sindicatos já se desfiliaram da FUP (e portanto da CUT):1) Rio de Janeiro.2) Litoral Paulista - Santos.3) Sergipe - Alagoas.4) Pará - Amazonas.5) São José dos Campos.Esses sindicatos não só se separaram da FUP como já criaram a FNP (Frente Nacional dos Petroleiros). Sexta, depois de amanhã, aqui em São Paulo, em Santos, a FNP e esses sindicatos vão reunir-se para aprovar uma posição comum contra a proposta da FUP e do Recursos Humanos da Petrobras.

PT-ONGs

Vejam que estranha coincidência.Na hora em que a "nova classe" dos sindicalistas do PT tenta pôr ainda mais a empresa a serviço de seus interesses pessoais, e para isso propõe o obsceno confisco dos direitos dos aposentados, explodem nas manchetes dos jornais os escândalos germinados exatamente no "bunker" da "nova classe", a diretoria de Recursos Humanos:1 - "O Globo": "Petrobrás faz, sem solicitação, convênio de R$ 228 milhões -Beneficiadas doaram R$ 16,7 milhões na eleição, sendo R$ 6,4 milhões ao PT e PC do B - Nunca como no governo Lula a Petrobras foi tão usada como aparelho partidário e instrumento de propaganda e sustentação de um governo.Houve farta distribuição de recursos para ONGs, projetos de aliados ou eventos de apadrinhados, antecedendo a campanha eleitoral".2 - "Folha": "Fornecedores da Petrobras doaram R$ 2 milhões ao PT.Valor doado ao PT pela UTC representa 88% do total destinado por ela a campanhas eleitorais". Vai estourar tudo na "CPI das ONGs", no Senado.

Fonte: minuto político

Neste País o controleáéreo é extraordinário (Lula- o apologista da Ignorancia)


Apagão Aéreo

E Daí! Os beneficiários do Bolsa Cerveja. Ops, desculpem, Bolsa Família não sabem nem onde fica o aeroporto.
Pode cair aviões as pencas, que a plebe rude e primitiva continuará a dizer que Lula rouba, mais dá dinheiro pro povo.
Os funcionários públicos vão continuar a defender o governo que dá aumentos e rouba, "Todos roubam", (inclusive eles).
Os estudantes universitários continuaram a ser manipulados por professores pelegos, que aparelham as universidades fazendo uma campanha deslavada na defesa de um gioverno que emprega vários companheiros e que financia diveros projetos deles mesmos.
Os meios de comunicação continuaram a negociar suas dívidas com o BNDES e INSS em troca de apoio´político com os afagos do noticiário.
Uma classe média velhaca, besta abobalhada que continuará dizendo que tudo é mentira, que a Folha de São Paulo é contra Lula, que a Globo é contra Lula, que a elite é contra Lula. Sem se darem conta de que nada entendem, e , em verdade, só estão preocupados com os seus próprios vencimentos. Também, o que dizer dessas pessoas, a maioria entrou anos atraz no serviço público pela janela, e em sendo assim, nunca foram muito simpáticas ao discurso ético.
Como discutir se o governo do orador da mentira e apologista do faça de qualquer jeito, depois de tomar uma pinga, é competente ou não.
A verdade é que:
a) O governo não tem política de saúde pública, tudo é feito no embalo da demagogia, ou seja, nada é feito;
b) O governo não tem política de Segurança pública, que existe é uma briga política dentro da polícia federal, vencida pelos agentes do estado que se venderam ao aumento de salários;
c) O governo não tem políta econômica, pois a que está aí é a continuidade da política econômica do governo anterior. O que aliás os bancos adoram.
d) O governo não tem política para educação, o que se tem são programas que não saem do papél e que só servem para assalariar velhos companheiros e àqueles que não foram empregados no governo. Se tem também os programas demagógicos como a política de cotas, atrasada em decádas em relação á política do movimento negro americano, da qual se serevm como fonte de inspiração, premiando, aqui, por estas plagas o pouco esforço.
Mas o que dizer de um povo que reelege um presidente que conta com júbilo sua rotina de torneiro mecânico, que no intervalo de almoço tomanva umas pingas, jogava uma pelada, tomava mais umas pingas, almoçava com o suor pingando, e depois para rebater tomava mais umas pingas, para voltar ao turno da tarde.
O próprio leniente confessa sua irresponsabilidade.
Pergunta-se: voçê manteria no emprego um empregado assim?

Ruy Otto

Diogo Mainardi

Lula, Freud e dinheiro sujo: tudo a ver
"Todos os rastros apontam para o mesmolugar: o Palácio do Planalto. Os golpistas que tramaramcontra os tucanos eram da turma do presidente. E tudoindica que o dinheiro que eles usaram veio de lobistas eempresários que tinham interesse no governo federal"
Estou todo embananado. Lula. Freud Godoy. Naji Nahas. Daniel Dantas. Telecom Italia. Telemig. Marcos Valério. Duda Mendonça. Delfim Netto. O que une um ao outro? O que é verdade? O que é mentira?
Ordenando os fatos:
1. A CPI dos Sanguessugas quer descobrir se Naji Nahas depositou 396.000 reais na conta da empresa do gorila particular de Lula, Freud Godoy.
2. Isso teria ocorrido em 5 de setembro, poucos dias antes de o comando da campanha de Lula ter sido flagrado tentando comprar o dossiê contra os tucanos.
3. O dinheiro que Naji Nahas teria repassado a Freud Godoy estava aplicado em cotas acionárias da Telemig. Até recentemente a empresa era controlada por Daniel Dantas.
4. A Telemig foi uma das maiores pagadoras de Marcos Valério.
5. Marcos Valério deu dinheiro a Freud Godoy.
6. Duda Mendonça tinha a conta de publicidade da Brasil Telecom, outra empresa controlada por Daniel Dantas.
7. Duda Mendonça também deu dinheiro a Freud Godoy. E recebeu ainda mais de Marcos Valério, lá fora.
8. Daniel Dantas e Naji Nahas trabalham juntos. Naji Nahas é o plenipotenciário da Telecom Italia no Brasil. Ele intermediou o acordo entre os italianos e Daniel Dantas.
9. VEJA noticiou que, em maio de 2003, a Telecom Italia deu 3 200 000 reais em dinheiro vivo a Naji Nahas. O dinheiro foi entregue a deputados da base lulista, segundo fontes da própria Telecom Italia.
10. Aqui na coluna contei que Naji Nahas, em 2002, arrecadou dinheiro ilegal para a campanha de Lula. Na época, defini Naji Nahas como a figura mais extravagante do lulismo.
11. A ponte entre Naji Nahas e Lula era Delfim Netto. O mesmo Delfim Netto que, como declarou Lula na última terça-feira, não foi eleito por "vingança de um conjunto de elitistas, porque defendia a nossa política".
Perdeu-se? Eu também me perdi. Muitas perguntas precisam ser respondidas pela CPI dos Sanguessugas. O dinheiro que Naji Nahas supostamente entregou a Freud Godoy seria usado para comprar o dossiê? Quem era o dono do dinheiro? O próprio Naji Nahas ou um de seus empregadores? Qual é o elo com o valerioduto? Por que Freud Godoy recebe dinheiro de tanta gente?
Estou embananado. Mas todos os rastros, de 1 a 11, apontam para o mesmo lugar: o Palácio do Planalto. Os golpistas que tramaram contra os tucanos eram da turma do presidente. E tudo indica que o dinheiro que eles usaram veio de lobistas e empresários que tinham interesse no governo federal.
Lula disse: "Esse menino não tem nada a ver com isso". O menino, no caso, era Freud Godoy. Se Lula disse, uma certeza a gente pode ter: é mentira. O menino tem tudo a ver com isso.

Fonte: Revista Veja edição 1978 de 18.10.2006

Diogo Mainardi

Lula é o PT
"Em 23 de março de 2004, um dia antes de Freud Godoy depositar 150 000 reais na conta de sua mulher, foram sacados 150 000 reais daconta da SMPB, de Marcos Valério, no Banco Rural. Tudo em moeda sonante. Tudo de origemdesconhecida. O saque no Banco Rural foi feito pelo policial aposentado Áureo Marcato"
O procurador-geral da República denunciou quarenta mensaleiros. O mais perto que ele chegou de Lula foi o 4º andar do Palácio do Planalto, ocupado por José Dirceu e seu bando. Agora ele terá de descer um lance de escadas e entrar diretamente no gabinete presidencial. Acompanhe-me, por favor. Cuidado com o degrau. Esta é a sala que pertencia a Freud Godoy, gorila particular de Lula. E aquela é a porta do escritório do presidente. Cerca de dez passos. Toc-toc-toc. Tem alguém aí? Lula saiu? A gente volta mais tarde.
Na última terça-feira, Garganta Profunda me passou os dados de um documento bancário de Freud Godoy, encaminhado pelo Coaf à Polícia Federal. Em 24 de março de 2004, ele depositou 150 000 reais na conta da empresa de sua mulher, Caso Sistemas de Segurança. Importante: 150 000 reais em moeda sonante. No documento bancário, Freud Godoy declarou que o dinheiro era fruto de "serviços prestados a clientes". Isso contradiz tudo o que ele alegou até agora. Num primeiro momento, disse que sacou os 150 000 reais para comprar equipamentos. Depois, informou que pediu um empréstimo a um amigo. Mentira. Não foi saque nem empréstimo: foi um depósito. O fato é que ninguém sabe de onde saiu tanto dinheiro e por que foi parar na conta do gorila particular de Lula.
Como Robert Redford em Todos os Homens do Presidente, arregacei as mangas da camisa e fui procurar respostas na capital federal. Pedi à CPI dos Correios para fazer o cruzamento dos dados do valerioduto com o depósito de Freud Godoy. Encontrei uma espantosa coincidência. Em 23 de março de 2004, um dia antes de Freud Godoy depositar 150 000 reais na conta de sua mulher, foram sacados 150 000 reais da conta da SMPB, de Marcos Valério, no Banco Rural. Tudo em moeda sonante. Tudo de origem desconhecida. O saque no Banco Rural foi feito pelo policial aposentado Áureo Marcato. Que voltou ao banco dois dias depois e sacou mais 150 000 reais. Onde foram parar?
Na época do depósito, Freud Godoy era assessor direto de Lula. Mas fazia um bico para o PT, montando o esquema de segurança de Delúbio Soares, que transportava malas de dinheiro sujo de um lado para o outro. Freud Godoy alugou para ele um carro blindado, comprou duas motocicletas para seus batedores e contratou uma escolta de seis policiais militares. Os 150.000 reais depositados na conta de sua mulher podem ter sido o pagamento pelo serviço. Os policiais contratados para escoltar o tesoureiro do PT contaram a VEJA que Freud Godoy, entre outras coisas, era encarregado de organizar os encontros secretos entre Lula e Delúbio Soares. Pode-se imaginar o que eles discutiam.
Lula está praticamente reeleito. Os brasileiros o perdoaram. Mas a bandidagem da qual ele se cercou continuará a rondá-lo para sempre. É assim que será recordado. Por mais que tente se esconder, Lula é o PT. Lula é Delúbio Soares. Lula é Marcos Valério. Lula é o golpismo do mensalão e do dossiê Vedoin. Abra a porta, Lula. Toc-toc-toc.


Fonte: Revista Veja edição 1979 de 25.10.2006

Diogo Mainardi

Thoreau contra o lulismo
"Lula pode ser o seu presidente. Meu ele não é.Meu senso de moralidade é superior ao dele. Lula é o chefe de uma junta de golpistas. Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas,com seus lobistas, com seus assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, comseus filhos, com seus gorilas, com seus bicheiros"
O Brasil é ruim. Irá piorar.
Eu sempre acreditei nisso. Acredito cada vez mais. O Brasil já era ruim antes de Lula. Com ele ficou ainda pior. Ninguém conseguiu evidenciar nossa ruindade com tanta clareza quanto ele. E ninguém deu tanta garantia de que tudo iria piorar.
O homem certo para este momento é Henry David Thoreau. Leia Thoreau. Releia Thoreau. Declame Thoreau em voz alta. É o melhor remédio para todos aqueles que foram atropelados pelo lulismo triunfante.
Thoreau era um abolicionista americano. Ele rejeitava a escravidão embora a maioria dos eleitores de seu tempo a apoiasse. Em seu principal ensaio, Sobre o Dever da Desobediência Civil, ele argumentou que há algo superior à vontade da maioria: é a moral de cada um. "Minha única obrigação é fazer em todos os momentos o que considero certo."
Mas recomendo Thoreau por outro motivo. Um motivo menor. Um motivo mais mesquinho. Recomendo-o apenas porque ele permite insultar pesadamente o eleitor mantendo uma certa pompa, um certo brilho. Thoreau disse: o eleitor é um cavalo. Ele disse também: o eleitor é um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro. Insulte o eleitor. Sem perder a pompa, sem perder o brilho.
Thoreau: Cavalo. Cachorro.
Thoreau defendeu o direito de repudiar a autoridade do governo. Eu sou o Thoreau dos pobres. O Thoreau bananeiro. Repudio a autoridade de Lula. Lula pode ser o seu presidente. Meu ele não é. Meu senso de moralidade é superior ao dele. Lula é o chefe de uma junta de golpistas. Referendá-lo significa referendar o golpismo. Cassei sua candidatura um ano e meio atrás. Unilateralmente. Ele que fique com seus doleiros, com seus laranjas, com seus lobistas, com seus assessores, com seus jornalistas, com seus mensaleiros, com seus filhos, com seus gorilas, com seus bicheiros.
A forma que Thoreau encontrou para repudiar a autoridade do governo foi simples e direta: recusou-se a pagar impostos por seis anos. Chegou a ser preso por causa disso. Só foi solto porque uma tia saldou seus débitos. A revolta fiscal é o melhor meio de protesto que há. Muito melhor do que passeata. Muito melhor do que comício. Quem gosta de muita gente aglomerada é lulista. Prefiro me reunir com meu contador em seu escritório mofado, arrumando maneiras mais eficientes para burlar o Fisco. Falta somente uma tia rica para me tirar da cadeia.
O lulismo precisa de dinheiro para funcionar. Dinheiro limpo e dinheiro sujo. Meu terceiro turno será combater a CPMF. Eu sei que é um combate pouco heróico. Mas alguém realmente esperaria gestos heróicos de mim? Abolindo a CPMF, sobrará menos dinheiro para financiar o golpismo lulista. E para comprar os eleitores.
Thoreau: Cavalo. Cachorro.

Fonte: Revista Veja edição 1980 de 01.11.2006

Sensualidade - Seios 03


Fonte

Diogo Mainardi

O delegado Moysésnão é isento
"Quem o nomeou para a chefia da PF de Piracicaba foi Francisco Baltazar da Silva. Baltazar foiobrigado a se afastar do cargo depois de ser acusadode envolvimento com o doleiro Toninho da Barcelona, ochamado doleiro do PT. Baltazar trabalhou como gorilade Lula, juntamente com Freud Godoy. A PF abafou o caso Freud Godoy. Moysés foi chamado para abafaro abafamento, dando um aperto em VEJA"
O delegado Moysés perseguiu VEJA. Dei o troco. Persegui o delegado Moysés.
Moysés Eduardo Ferreira é diretor da Polícia Federal de Piracicaba. O chefe da PF paulista, Geraldo Araújo, disse que ele foi trazido de Piracicaba para conduzir o caso Freud Godoy "justamente para fazer uma investigação isenta, distanciada". Como assim? O delegado Moysés pode ser tudo, menos isento e distanciado.
O prefeito de Piracicaba é Barjas Negri, ministro da Saúde tucano, acusado pelos fabricadores do dossiê Vedoin de receber propina da máfia dos sanguessugas. O delegado Moysés é encarregado de investigá-lo. Como ele pode ser isento? Como ele pode ser distanciado?
Quando o delegado Moysés assumiu o comando da PF de Piracicaba, o prefeito da cidade era o petista José Machado. Um sempre apoiou o outro. Um sempre prestigiou o outro. José Machado é recordado sobretudo por sua sociedade com o antigo chefe de Freud Godoy, Celso Daniel, numa empresa de consultoria que foi denunciada pelo Tribunal de Contas do Estado por seus contratos irregulares com prefeituras petistas. José Machado é recordado também porque um dos principais operadores da máfia dos vampiros, o lobista Laerte Correa Júnior, foi preso pouco antes de pagar um fornecedor de sua campanha à prefeitura.
Mas há algo pior do que isso. Em sua defesa do delegado Moysés, o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, disse que ele tem "um compromisso com a verdade, sem partido". Paulo Lacerda está querendo enganar a gente. Ele sabe que o delegado Moysés pode ser tudo, menos apartidário. Quem o nomeou para a chefia da PF de Piracicaba foi Francisco Baltazar da Silva. Lembra dele? Francisco Baltazar é o predecessor de Geraldo Araújo no comando da PF paulista. Foi obrigado a se afastar do cargo depois de ser acusado de envolvimento com o doleiro Toninho da Barcelona, o chamado doleiro do PT. Francisco Baltazar trabalhou como gorila particular de Lula em quatro campanhas presidenciais, juntamente com Freud Godoy e José Carlos Espinoza. Em 2002, ele contratou o policial federal aposentado Gedimar Passos para ser guarda-costas de Lula. Isso mesmo, Gedimar Passos, aquele que foi preso com dinheiro para comprar o dossiê Vedoin e, antes de se retratar, denunciou Freud Godoy.
Como podem me acusar de tudo, menos de ser isento e distanciado, sugiro cruzar os números de telefone de Francisco Baltazar com os dados sobre as quebras de sigilo em poder da CPI dos Sanguessugas. Quem sabe aparece outro homem do presidente no golpe do dossiê.
A PF abafou o caso Freud Godoy. Agora o delegado Moysés foi chamado para abafar o abafamento, dando um aperto em VEJA. O plano lulista para a imprensa já está traçado: encher de dinheiro público os cupinchas e calar todo o resto. Para o lulismo, jornalista bom é jornalista jabazeiro. Há muito jornalista jabazeiro por aí. Eu mesmo estou sendo processado por um monte deles. Se o plano falhar, o PT sempre pode recorrer ao delegado Moysés e sua turma. A milícia lulista está pronta para agir, com óleo de rícino para todo mundo. Até alguém morrer.

Fonte: Revista Veja edição 1981 de 08.11.2006

Diogo Mainardi

Lula entende de Matisse
"O investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado. Depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresado filho do presidente, o crescimento foi ainda maior. Lula dá cada vez mais dinheiro à agência Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula"
Entre Deus e Lula, Lula é melhor. Pelo menos para a Rede Bandeirantes. No começo do ano, o bispo R.R. Soares tentou comprar o Canal 21. A Bandeirantes preferiu ceder o negócio à Gamecorp, a empresa do filho de Lula. De lá para cá, segundo os dados do Ibope Monitor, os gastos em propaganda estatal na Bandeirantes aumentaram sem parar. Em 2005, foram 113 milhões e 181 000 reais. Em 2006, só até setembro, atingiram 151 milhões e 593 000 reais. Um salto de 40 milhões de reais. Quem precisa de Deus podendo contar com um parceiro desses?
É moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou o instrumento ideal para a reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado, tanto em cifras absolutas quanto no cotejo com as demais emissoras. Do total destinado pelo governo à propaganda televisiva, a fatia da Bandeirantes subiu mais de 50% de um ano para o outro. Considerando-se apenas o período de maio a setembro, depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa do filho de Lula, o crescimento foi ainda maior: 60%. Curiosamente, o único dado que permaneceu igual foi a audiência. Nesse ponto, a Bandeirantes ficou estacionada, como sempre.
Se o Brasil fosse menos bananeiro, a imprensa, os partidos políticos e a Justiça se perguntariam se há algum elo entre os negócios do filho do presidente e o aumento da propaganda estatal na emissora de seus parceiros. Como o Brasil é o que é, o assunto será ignorado. Mesmo que um dos maiores aumentos tenha ocorrido justamente na verba publicitária da Presidência da República, de responsabilidade direta do gabinete de Lula. Em 2005, a Bandeirantes recebeu 5 milhões e 871 000 reais do Palácio do Planalto. Em 2006, até setembro, incluindo o período de recesso eleitoral, foram 10 milhões e 28 000 reais. Quase o dobro.
A agência que cuida da publicidade da Presidência da República é a Matisse. A Matisse nasceu numa sala dos fundos da M7, a produtora de Kalil e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula na Gamecorp. O mercado até suspeita que eles sejam sócios ocultos da agência. A verba que o gabinete de Lula destina à Matisse aumenta todos os anos. Foram 3 milhões e 687 812 reais em 2003. 36 milhões e 941 315 reais em 2004. 37 milhões e 882 635 reais em 2005. 59 milhões e 858 210 reais em 2006. O número de 2006 reúne os gastos até setembro, mas o governo já autorizou um acréscimo de 37 milhões de reais para os últimos meses do ano. A Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula.
O TCU acaba de apontar um buraco de mais de 100 milhões de reais na publicidade do governo federal. O ministro Ubiratan Aguiar chegou a defender o fim da publicidade institucional. Sorte de Lula o Brasil ser o que é.

Fonte: Revista Veja edição 1982 de 15.11.2006

Diogo Mainardi

Mino Carta, o grande
"Em mais de uma oportunidade, na frentede amigos comuns, Mino Carta repetiu aosberros que recebi um merecido castigo quandotive um filho deficiente. Até hoje, fui incapaz deexperimentar angústia e tristeza por causade meu filho. Ele só me deu prazer e felicidade"
Não se aborreça com Diogo Mainardi, afinal o máximo que o cidadão produz com perfeição é paralisia cerebral.
O comentário foi publicado no blog de Mino Carta. Para quem não é afeito a sutilezas, refere-se à paralisia cerebral de meu filho. Na última semana, Mino Carta publicou 433 mensagens contra mim. De acordo com ele, outras 106, consideradas "inaceitáveis, prontas à agressão", foram eliminadas. A mensagem sobre meu filho foi uma das que Mino Carta aprovou pessoalmente e que o encheram de emoção, reverberando, segundo suas palavras, "na zona situada entre o coração e a alma, como um Stradivarius ou um Guarnieri del Gesù".
Mino Carta selecionou outras mensagens sobre meu filho:
Diogo Mainardi é um infeliz e digno de pena. Ter um filho deficiente dá mais pena ainda, porque isso fez dele uma pessoa amarga, invejosa e sem escrúpulos.
A opinião da leitora reflete exatamente a de Mino Carta. Em mais de uma oportunidade, na frente de amigos comuns, ele repetiu aos berros que recebi um merecido castigo quando tive um filho deficiente. Em seu blog, na segunda-feira, ele ampliou o conceito, fazendo considerações sobre aquele que seria meu "filho muito doente":
Meninos doentes me causam angústia e tristeza, [mas] não justificam calúnias dirigidas a esmo.
É um perfeito exemplo da grandeza moral de Mino Carta. Até hoje, por uma insuperável falha de caráter, fui incapaz de experimentar angústia e tristeza por causa de meu filho. Ele só me deu prazer e felicidade. Da mesma maneira que meu segundo filho só me deu prazer e felicidade. Filho é filho: com paralisia cerebral ou sem paralisia cerebral.
Mas o ponto que realmente me incomoda é outro. Mino Carta transformou uma questão pública numa questão particular. Não ligo para xingamentos. No próprio blog de Mino Carta, fui chamado de calhorda, canalha, sodomita, verme, nazista, psicopata, brinquedinho de Gore Vidal e excremento social. Um comentarista chegou a afirmar que recebi 500.000 reais para plantar notas favoráveis a Daniel Dantas. Estou acostumado a lidar com xingamentos. Fazem parte do trabalho. Compreendo até que ofendam meus filhos. Tanto um quanto o outro. Considero a ofensa pessoal um instrumento retórico legítimo. Não me queixo. Não me escandalizo. Não processo. Quem processa é Mino Carta, que corre para seu advogado choramingando toda vez que recebe um juízo depreciativo. Só não aceito que minha opinião política seja convertida em assunto familiar. Responsabilizar meu filho por meus atos é um gesto de pura poltronice intelectual.
Mino Carta representa o modelo de jornalismo que o governo Lula quer favorecer por meio de financiamento estatal. Sempre que o citei na coluna, associei-o à verba publicitária que o governo Lula destina à Carta Capital. Mino Carta garante que serve a Lula de graça. Assim como, por muitos anos, serviu a Orestes Quércia de graça. Deve ser angustiante e triste não ser recompensado por tanta serventia.

Fonte: Revista Veja edição 1983 de 22.11.2006

Diogo Mainardi

A imprensa lubrificada
"Dudu Godoy é sócio da agência queatende a Petrobras. Hamilton Lacerdarecebeu uma chamada do celular de Dudu.O que ele disse a Hamilton? Propôs umpacote publicitário para a IstoÉ?"
Quando a IstoÉ publicou a entrevista com o chefe dos sanguessugas, sugeri que ela poderia ser recompensada com anúncios da Petrobras. Ninguém deu bola para o assunto. Na ocasião, indiquei o nome dos intermediários: Hamilton Lacerda, assessor de Aloizio Mercadante, e Wilson Santarosa, diretor de marketing da Petrobras. Agora a CPI dos Sanguessugas revelou que os dois trocaram dezenas de telefonemas no período de negociação do dossiê contra os tucanos. A CPI quer saber se o dinheiro para comprar o dossiê saiu da Petrobras. É perda de tempo. O que a CPI deveria investigar é se o dinheiro da Petrobras foi usado para comprar a cumplicidade da IstoÉ.
Na última quarta-feira, encontrei mais um dado comprometedor para a Petrobras. Analisando os telefonemas de Hamilton Lacerda, em poder da CPI, descobri que ele recebeu uma chamada do celular de Dudu Godoy. Dudu Godoy é um dos sócios da Quê, a agência de propaganda que atende a Petrobras e controla a verba publicitária da empresa. O telefonema de Dudu Godoy para Hamilton Lacerda ocorreu em 5 de setembro, às 15h33. Dois dias depois, em pleno feriado de 7 de setembro, Hamilton Lacerda foi à IstoÉ para combinar a entrevista com o chefe dos sanguessugas. Dudu Godoy fez carreira em Campinas, assim como Wilson Santarosa, que presidiu o sindicato dos petroleiros local. Em 1998, ele foi um dos marqueteiros da campanha de Lula à Presidência. A seguir, passou a trabalhar para Marta Suplicy e Zeca do PT. O que é que Dudu Godoy disse a Hamilton Lacerda? Ele propôs um pacote publicitário para a IstoÉ?
Um dos articuladores da entrevista com o chefe dos sanguessugas disse que a IstoÉ foi escolhida para publicá-la porque os petistas "estavam em guerra" com o resto da imprensa. Quem também está em guerra com o resto da imprensa é o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Na semana passada, ele acusou o Globo e a Folha de praticar "jornalismo marrom". Isso porque os jornais ousaram publicar reportagens mostrando o favorecimento da estatal a ONGs e empreiteiras ligadas ao PT. O Globo, em editorial, atacou: "Nunca como no governo Lula a Petrobras foi tão usada como aparelho partidário e instrumento de propaganda".
O fato é que a Petrobras não favorece apenas ONGs e empreiteiras ligadas ao PT. Ela favorece também a imprensa caudatária do governo. De maio a setembro de 2006, segundo o levantamento de Reinaldo Azevedo, a IstoÉ veiculou 58 páginas de anúncios da Petrobras. Neste ano, pelos dados do Ibope Monitor, foram 2,6 milhões de reais investidos pela estatal na IstoÉ. Carta Capital lucrou ainda mais, proporcionalmente à sua tiragem. Foram 789.000 reais. Na TV aconteceu algo semelhante. A Bandeirantes, depois de ceder um canal ao filho de Lula, tornou-se a segunda maior arrecadadora de comerciais da Petrobras, na frente do SBT e da Record, faturando mais de 20% do total destinado pela empresa às emissoras de TV. Detalhe: o diretor de marketing da Petrobras, Wilson Santarosa, é também o presidente do conselho deliberativo da Petros, o fundo de pensão da Petrobras. Um de seus colegas na diretoria da Petros, Jacó Bittar, é o pai dos sócios do filho de Lula.
O petismo está em guerra com a imprensa. Esse negócio vai acabar mal.

Fonte: revista veja edição1984 de 29.11.2006

Diogo Mainardi

Pergunte ao pó
"Assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Isso tudo só aconteceu, de acordo como teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Lula? Sim,há Lula nessa história. Ele é um estado mental"
Cheire pó. Quanto mais, melhor. Há um aumento da criminalidade no Rio de Janeiro. A polícia diz que é porque os ricos passaram a consumir menos drogas. A partir do momento em que os ricos passaram a consumir menos drogas, os traficantes pobres foram obrigados a recorrer a outros meios. Daí o atual aumento de assaltos, seqüestros e assassinatos, segundo a polícia.
Até outro dia se dizia o contrário. Dizia-se que era o consumo de drogas dos ricos que alimentava a criminalidade dos traficantes pobres. Se os ricos consumissem menos drogas, a criminalidade diminuiria. É complicado saber o que fazer. Se a gente cheira pó, metem bala na nossa cabeça porque a gente cheira pó. Se paramos de cheirar, metem bala porque paramos de cheirar. A única certeza é que os culpados somos sempre nós. E que uma bala atingirá nossa cabeça. É o catch-22 do socialismo moreno.
Na semana passada, assaltantes tomaram um prédio perto do meu. Fizeram reféns, esvaziaram apartamentos, espancaram moradores. Isso tudo só aconteceu, de acordo com o teorema da polícia, porque negligenciei a tarefa de cheirar minha cota social de cocaína, para redistribuir renda pelos morros cariocas. Os assaltantes enganaram o porteiro fazendo-se passar por oficiais judiciários. Coincidentemente, naquele mesmo dia, num intervalo de dez minutos, dois oficiais judiciários bateram à minha porta, porque fui denunciado por uns comparsas de Lula.
Lula? Sim, há Lula nessa história. Como em todas as outras. Muita gente reclama porque eu falo demais sobre ele. Está todo mundo cheio do Lula. Ninguém mais quer saber dele. E o segundo mandato ainda nem começou. Nos últimos dias, um leitor publicou até uma carta aberta na internet, pedindo-me a delicadeza de mudar de assunto. Compreendo perfeitamente o sentimento. Lula cansa, aborrece, enauseia. Só que ele é como droga. Se a gente a consome, se dana. Se pára de consumi-la, se dana do mesmo jeito.
Lula – o meu Lula – já não é mais o presidente Lula. É um estado mental. É o símbolo da nossa incapacidade de pensar direito. É o gremlin que emperra o país. Cedo ou tarde o presidente Lula será esquecido. Até mesmo por mim. Nem os lulistas se lembrarão dele. Porque ele é desimportante. Mas seu espírito atarantado continuará entre nós, com outro nome, com outra cara. Euclides da Cunha disse tudo o que era necessário dizer sobre a nossa raça. Lula – o meu Lula – é a mais perfeita síntese euclidiana. Ele representa o "temperamento delirante", o "senso moral deprimido", o "fetichismo bárbaro", a "servidão inconsciente", a "preguiça invencível", o "desequilíbrio incurável", a "fealdade", a "psicose coletiva", a "degenerescência intelectual" que nos impediu de viver "num meio mais adiantado".
Euclides da Cunha sentenciou: "Ou progredimos, ou desaparecemos". O Brasil o desmentiu: nem progrediu, nem desapareceu. Ficou parado numa "fase remota da evolução". Eu parei. Nós paramos. Lula parou. Para sempre.


Fonte: revista veja edição 1985 de 06.12.2006

Sensualidade - Seios 02


Fonte:

Curtas

INSS pagou R$ 33,5 bi indevidos, em 2005
Uma auditoria especial realizada pelo Tribunal de Contas da União verificou irregularidades no pagamento de cerca de 23% dos benefícios da Previdência Social, durante o ano de 2005. Para o ministro Marcos Vilaça, relator da auditoria, baseando-se em um "cálculo raso", pode-se concluir que do total de R$ 146 bilhões em benefícios da Previdência pagos no ano passado, aproximadamente R$ 33,5 bilhões foram indevidos. Em seu voto, Vilaça adverte que o pagamento irregular foi constatado em 23% da amostra e chamou de "empírica" a projeção sobre o total.

Prefeito desafia Wagner a acabar programa
O prefeito de Feira de Santana (BA), José Reinaldo de Carvalho (PFL), assegurou aos 650 pequenos agricultores do Programa de Avicultura Familiar que vai dar continuidade ao programa, independente da decisão do futuro governo petista de Jaques Wagner de mantê-lo ou não. O programa é uma parceria do governo estadual. Feira de Santana é agora o principal reduto do carlismo na Bahia. José Ronaldo foi reeleito com quase 80% dos votos e pode bater chapa com Wagner, em 2010.

Brasil e Moçambique firmam acordo vazio
O ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República) e o ministro da Juventude e Desportos de Moçambique, David Simango, assinam logo mais às 15h, em Brasília, um protocolo estabelecendo que "projetos desenvolvidos em ambos os países possam ser alvo de reflexões, estudos e pesquisas, visando o aproveitamento das metodologias e o intercâmbio de estratégias e tecnologias", segundo nota do Palácio do Planalto. Noves fora, nada. No Itamaraty, diplomatas acham que se trata apenas de um factóide para justificar a viagem do ministro moçambicano. Talvez por isso, o evento não receeu a chancela do Ministério das Relações Exteriores.

TCU não dificultou a compra de equipamentos
O ministro Guilherme Palmeira, presidente do Tribunal de Contas da União, negou categoricamente que o TCU tenha criado dificuldades para a importação de equipamentos necessários ao sistema de controle de vôo. A informação tem sido difundida por fontes do setor aeronáutico, no governo. Na verdade, autoridades se queixam é dos obstáculos legais à compra direta, sem licitação. Palmeira afirmou que o Tribunal apenas cria dificuldades para a prática de irregularidades, e quando verifica falhas nos processos de aquisição faz as recomendações corrigir o problema. O ministro lembra até que o TCU aprovou, sem demora, em caráter emergencial, uma autorização especial para que o Comando da Aeronáutica promovesse até mesmo a contratação de pessoal sem concurso, por prazo determinado. Até hoje, passados 45 dias, nenhuma providência foi tomada.

Wagner anuncia secretariado na Bahia
O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner, anunciou o seu secretariado esta manhã, em Salvador. Ele confirmou os futuros ocupantes de vinte cargos, mas três ainda permanecem indefinidas (Planejamento, Administração e Ciência e Tecnologia). São os seguintes os nomes confirmados, contemplando representantes do partido de Wagner, o PT, e os aliados PSB, PMDB, PTB, PV e PCdoB: Casa Civil - Eva Maria - (PT); Chefe de Gabinete - Fernando Schimdt (PSB); Articulação - Ruy Costa (PT); Fazenda - Carlos Martins (PT); Saúde - Jorge Solla (PT); Educação - Adeum Sauer (PT); Desenvolvimento Social - Walmir Assunção (PT); Trabalho - Nilton Vasconcelos (PCdoB); Justiça - Marília Murici; Turismo - Domingos Leonelli (PSB); Desenvolvimento Regional - Edmon Lucas (PTB); Promoção Social - Luiz Alberto (PT); Segurança - Paulo Bezerra (delegado federal); Agricultura - Geraldo Simões (PT); Desenvolvimento Urbano - Afonso Florêncio; Infraestrutura e Transportes - Batista Neves (PMDB); Indústria, Comércio e Mineração - Rafael Amoedo (PMDB); Meio Ambiente - Juliano Matos (PV); Procurador Geral - Rui Moraes Cruz; e Cultura - Marcio Meirelles

Eduardo Campos irrita evangélicos
O governador eleito de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, despertou o diabo entre os evangélicos ao afirmar que o partido não pode crescer de qualquer jeito, ou corre o risco de logo estar filiando pastores evangélicos.

Até petistas votaram no candidato de ACM
O futuro ministro do Tribunal de Contas da União, deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), foi bem votado até mesmo na bancada do PT. Deputados petistas como os baianos Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro preferiram votar o candidato apoiado por ACM a ajudar a eleger o colega Paulo Delgado (PT-MG), de quem não gostam.

PMDB: deputados negam opções a Lula
Senadores e deputados federais do PMDB querem apresentar ao presidente uma lista pronta com quatro nomes para igual número de ministérios, no governo. O presidente pediu que apresentassem vários nomes para cada cargo, a fim de que ele faça a escolha, mas os deputados não querem fazer isso.

Dirceu diverge de Genoino
José Dirceu trombou com o ex-presidente do PT José Genoino. Enquanto o ex-ministro trabalha para eleger Arlindo Chinaglia presidente da Câmara, Genoino defende abertamente a reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Bancos desdenham de afrodescendentes
A Febraban adiou a reunião sobre a diversidade nos bancos, dia 13, na Câmara. O vice-procurador geral do Trabalho, Otávio Lopes, lamentou o desinteresse da federação de bancos na inclusão de afrodescendentes.

Todo poder aos partidos
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defende uma tese para “destravar” o governo Lula: entregar integralmente os ministérios, de “porteira fechada”, aos partidos de seus titulares. Ela avalia que resultou desastroso o modelo implantado pelo antecessor José Dirceu, em que só o ministro era produto de indicação partidária. Dilma tem dito no Palácio do Planalto que os partidos devem responder pelo desempenho dos ministros que indicarem.

Empregado
O ex-ministro da Saúde Humberto Costa garantiu emprego em 2007: será secretário do governo Eduardo Campos (PSB), em Pernambuco.

Jogging
A senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT, costuma freqüentar o Palácio do Planalto diariamente, mas ontem fez o caminho a pé, e sozinha.

ACM 1x0
Lula atribui a “vitória de ACM” à desastrada candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara: o deputado Aroldo Cedraz (PFL-BA), ligado ao babalaô, será ministro do Tribunal de Contas da União.

Fez bonito
Em recente visita a Barcelona, Jaques Wagner (PT), governador eleito da Bahia, elogiou a honestidade do atual, Paulo Souto (PFL), e garantiu, ante a platéia de empresários de turismo: “Honrarei todos os seus compromissos”.

Ausência
O deputado Raul Jungmann (PMD-PE), crítico contumaz de colegas faltosos e “professor” de ética parlamentar, não apareceu na sessão que livrou o colega José Janene (PP-PR) da cassação.

Nos ares
O espaço aéreo brasileiro não tem disco voador. Tem (Waldir) Pires voador.

Fonmte:www.claudiohumberto.com.br

Josias de Souza


Campeão de votos, Ciro vira deputado sem-banheiro

Antes do discurso inaugural, antes do primeiro projeto de lei, o grande desafio dos novos deputados é conseguir um bom gabinete. Em outros tempos, cada um usava as armas de que dispunha. Prestígio, gritos, vantagens financeiras, etc...

Neste ano decidiu-se levar os gabinetes a um sorteio semelhante àquele que a Caixa Econômica Federal faz nas extrações de loteria. Submetidos à sorte das bolinhas, campeões de voto foram igualados a colegas que passaram raspando pelas urnas.

Por exemplo: Ciro Gomes (PSB-CE), dono de vistosos 667,8 mil votos, terá de contentar-se com um gabinete sem banheiro, no Edifício Anexo 3 da Câmara. O apelido do prédio diz tudo sobre a qualidade de suas acomodações: “favelão”.

Juvenil Alves (PT-MG), o profissional de mais de R$ 1 bilhão, ainda não sabe se vai tomar posse. O Ministério Público quer cassar-lhe a diplomação. Mas, no sorteio, tirou a sorte grande. Ganhou um gabinete no Anexo 4. Ali, as salas são maiores e mais confortáveis. E têm banheiro.

Obs: Foto do vaso acrescentada pela editoria do vertudo.

Nem só com aumentos de salários se preocupam os ministros do Poder Judiciário

Ministros do STF são apresentados à lei da selva

Diz-se que o processo é o mundo do juiz. O que não está nos autos não existe no universo, eis a regra do bom julgador. Pois bem, no final da noite desta quinta-feira (7), a presidente e o vice do STF, Ellen Gracie e Gilmar Mendes, descobriram que há mais coisas entre o céu e a página do processo do que pode imaginar a vã filosofia togada.
Gracie e Mendes foram apresentados a um tipo de lei que só conheciam de ouvir dizer: a lei da selva. Deu-se no Rio de Janeiro. Mais precisamente na Linha Vermelha. É via obrigatória dos passageiros que desembarcam em solo carioca.
No caminho que separa a aridez do aeroporto da elegância da zona Sul do Rio, Gracie e Mendes percorreram os quilômetros regulamentares de miséria que margeiam o asfalto. Ao longo de 22 quilômetros, há 17 favelas. Súbito, viram-se no meio de um arrastão.
Ladrões bloquearam a avenida por cinco minutos. Tempo bastante para livrar as vítimas de certos pertences. No caso de Gracie e Mendes, “o limpa”, no dizer próprio da bandidagem, foi “geral”. Incluiu o automóvel.
Presidente e vice do Supremo foram largados ali, noite alta, à beira da estrada. "Foi tudo muito rápido. Eram uns dez bandidos. Cercaram vários carros e roubaram todo mundo. Acho que os ladrões não sabiam quem eles eram", contou uma das vítimas do assalto, que prestou queixa na delegacia.
Gracie e Mendes deram-se conta de quão injusto é o mundo que pulsa fora dos autos. Data vênia, todo cidadão é igual perante a lei da selva. Mas o cidadão abonado, por mais igual, merece tratamento especial.
Por sorte, Gracie e Mendes não tardaram a ser resgatados. Recolheu-os o carro da “segurança”, que vinha mais atrás. Informada de todo o ocorrido -inclusive do nome das vítimas-, a polícia carioca entrou imediatamente em ação. Ainda de madrugada, perseguiu seis suspeitos. Trocou tiros com eles. Dois morreram. Quatro fugiram.
Reza o artigo 1º da lei da selva: Na perseguição à bandidagem pé-de-chinelo, atira-se primeiro; pergunta-se depois. Em meio ao fogo cruzado, safam-se os que têm as melhores pernas, não os melhores advogados, acrescenta um inciso pendurado ao artigo.

Fonte: blog do josias de souza

Mares negros, tristes mares, de lodo e obscurantismo. Viva a era da Apologia da Ignorancia.


Último suspiro de um velho moço no mar de Brasília

O mar de Brasília é o céu. O azul oceânico convida todos os olhares ao mergulho. Seco, o mar de Brasília não é dado a tormentas. Mas há meses do ano em que ele se encapota. O dia termina mais cedo. Sabe-se que ainda não é noite porque o Sol, embora recolhido, deixa na atmosfera o hálito de fornalha.

Nesta quinta, o repórter Lula Marques pilhou o mar de Brasília num de seus raros instantes de rebeldia. Com o mau tempo a rosnar sobre os prédios dos ministérios, ondas de nuvens penumbrosas recobriram de cinza a praia de uma Esplanada na bica de ser reocupada.

Curiosa coincidência. É como se o mar de Brasília desejasse antecipar a visão do novo ministério que Lula II, em dores de parto, prepara-se para dar à luz. Por trás da penumbra, vislumbra-se o arco-íris do futuro. Tem as cores da fatalidade.

Prevalecem os tons de PMDB. Embora esmaecidas, percebem-se também as pitadas de PT, PP, PL e PTB. São as tonalidades de ontem. Prenúncio de que o amanhã se resumirá a uma troca de cúmplices. Pena. O novo governo arrisca-se a morrer jovem. Afogado nas nuvens do mar de Brasília.

“Ah, como dói viver quando falta a esperança!” –suspirava, tísico, um Manuel Bandeira de 1912. Tão antigo e fora de moda quanto o gramofone. Tão atual e contemporâneo quanto a “coalizão.”

Fonte: blog do josias de souza

Lamicure


Fonte:blog do josias de Souza

Cláusula de Caveira

07/12/2006
STF derruba cláusula de barreira
ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a cláusula de barreira é inconstitucional. Por unanimidade, os ministros presentes acompanharam o voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello, que considerou que a legislação provocaria o "massacre das minorias".
Dessa forma, os ministros do STF acataram a a adin (ação direta de inconstitucionalidade) promovida pelo PC do B com o apoio do PDT, PSB, PV, PSC, PSOL, PRB e PPS (agora MD). O argumento dessas legendas é que a lei 9.096, de 1995, que criou as regras da cláusula, fere o direito de manifestação política das minorias.
A regra --prevista na Lei dos Partidos Políticos-- estabelecia que os partidos que não tivessem 5% dos votos para deputados federal ficariam com dois minutos por semestre, em rede nacional de rádio e de TV, teriam de ratear com todos os demais partidos 1% dos cerca de R$ 120 milhões do Fundo Partidário. Além disso, esses partidos pequenos não teriam direito a funcionamento parlamentar: seus deputados e senadores poderiam falar e votar no plenário, mas não teriam líderes nem estrutura de liderança.
Aprovada em 1995, a cláusula de barreira seria aplicada pela primeira nas eleições deste ano. Pelo resultado deste ano, só sete dos 29 partidos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) conseguiriam atingir os percentuais previstos pela cláusula de barreira. Outros 22 teriam seus direitos de funcionamento reduzidos pela nova regra.

Cláusula de caveira

Ao anunciar sua decisão, Marco Aurélio classificou a regra de "esdrúxula, extravagante e incongruente". "É injusto porque coloca na vala comum partidos como o PPS, o PC do B, o PV e PSOL, que não podem ser tidos como partidos de aluguel", disse ele.
O relator citou os casos do vice-presidente da República, José Alencar, e do presidente da Câmara, Aldo Rebelo. Os dois foram eleitos por partidos que não atingiram a cláusula de barreira --PRB e PC do B, respectivamente.
"A partir do momento em que se admite que o partido sobreviva, mas sem funcionamento parlamentar, se tem a asfixia desses partidos", afirmou.
Segundo ele, a cláusula provocaria o "massacre das minorias, o que não é bom em termos democráticos".
O ministro Carlos Ayres disse que a regra deveria se chamar "cláusula de caveira" porque levaria à morte os pequenos partidos. A ministra Carmem Lúcia argumentou que a "minoria de hoje tem que ter espaço para ser maioria amanhã" e que a cláusula de barreira não permitiria o crescimento dos pequenos partidos.
O ministro Ricardo Lewandowski disse que a cláusula "fere de morte o pluralismo político".

Fonte: folha online

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Cesar Maia

1. Do professor Ulrich Beck da Universidade de Munich. Um lúcido -e raro- pensador de esquerda no mundo de hoje.

Diz ele: a) Quanto mais as relações de trabalho sejam desregularizadas e flexibilizadas, mais rapidamente a sociedade será transformada de uma sociedade do trabalho em uma sociedade do risco, na qual nem o modo de vida para as pessoas, nem as medidas para o Estado e a política, serão previsíveis.

b) A margem de manobra do Estado é reduzida ao dilema entre financiar um menor nível de pobreza, em troca de um alto nível de desemprego, ( como ocorre na maioria dos paises europeus), ou então, aceitar a pobreza evidente com um nível de desemprego menor, como nos EUA.

c) A renúncia a utopia significa a renúncia ao poder. A renúncia aberta à utopia é um cheque em branco ao abandono da política por parte da própria política. Só quem é capaz de entusiasmar-se, ganha apoios e conquista o poder. Quanto mais imaginativa a política, mas crível e grande em seu entusiasmo se converte a pretensão de fazer política, tanto mais forte será, porque reativará sua própria lógica interna.

2. Do professor Natalio Botana -historiador e politólogo argentino. Um lúcido -e raro- pensador, que articula instrumentos teóricos com análise de conjuntura.

Diz ele: a) A arte da competitividade -a soma inteligente de alternativas e alternâncias-não se aprende da noite para a manhã. Na realidade, o desenvolvimento de tal estilo depende da capacidade representativa da sociedade civil. Se nossa sociedade é incapaz de fazê-lo e de apresentar alternativas viáveis frente às políticas que encarnam os governos, não há porque se estranhar que os sistemas sem alternância sigam impondo sua lógica. b) Assim, se provará, mais uma vez, que as hegemonias, personalistas ou de partidos, são também produto da debilidade dos contrários, ( da oposição). Na medida em que estes encontram algum vínculo de união, capaz de transcender o mero oportunismo eleitoral, as coisas começam a mudar.

3. Do analista Daniel Cohen no Le Monde de 23 de novembro, analisando a vitória de Segolene Royal na convenção do PS francês.

Diz ele: Os candidatos tendem a radicalizar as suas posições, via Radicalismo Estratégico ou Radicalismo Partidário. O radicalismo estratégico obedece a um simples principio: um partido tem todo o interesse de fazer surgir temas de campanha que unem seu próprio campo e dividem o do adversário. O radicalismo partidário é completamente diferente. Busca agradar o coração de suas bases respectivas mais que o conjunto do tabuleiro.

Fonte: ex-blog do Cesar Maia

Monalisa 03


Fonte: site a face de monalisa

Cesar Maia

O DRAMA DO GOVERNO LULA EM 2007 ! OU...PARECE MAS NÃO É ! OU É ?

1. Parece absolutamente irracional Lula insistir para ter uma ampla base de apoio com vários partidos. Parece! Afinal quanto maior a base num quadro multipartidário inorgânico como o brasileiro, menor a chance de aprovar novas leis que tenham cheiro de reformas. O que um apóia, o outro rechaça. Com esta base não haverá nem reforma política, nem tributária, nem previdenciária, nem trabalhista, nem nada substantivo. Será uma rolagem do feijão com arroz.

2. Parece! Bem uma base tão ampla é pelo menos defensiva. Ou seja, não passa nada que Lula não queira. Mas se é para não passar nada além de abobrinhas, para que ter o custo político com todos os riscos cleptocráticos incorporados?

3. Parece! Parece mas não é ! Vejamos!

4. No ano de 2007 termina a CPMF e termina a autorização para desvinculações do gasto publico, ( saúde, educação,..), a DRU. Só que ambas são emendas constitucionais. Ou seja requerem para serem prorrogadas 60% dos votos efetivos.

5. O valor estimado alcança 30 bilhões de reais para a CPMF e um desvio de gasto de outros 30 bilhões, o que exigiria deslocar gastos de programas atuais.

6. O poder de fogo dos governadores e da oposição neste momento será muito grande. Dirão os governadores: -Mas se o governo federal quer desvinculação nós queremos também. Os prefeitos não ficarão atrás. Dirão os deputados e governadores ao descobrirem o poder que tem: -Bem, se ele quer rolar a CMPF o que sobra para nós ? Porque não criar uma porcentagem vinculada a estados e municípios, nos moldes do IR e IPI ?

7. Dirá a sociedade: -Mas esta CPMF é tão irracional,( só serve como imposto fiscalizador), porque não reduzir a alíquota à exatamente a mesmíssima coisa que o PT propôs e tentou emendar em 2002, que terminava a arrecadação e ficava a função fiscalizadora ? Ou, porque não poder abatê-la de outros tributos recolhidos pelas empresas e pessoas ?

8. Mas há um drama a mais. No caso da CPMF ou se vota até agosto ou não entra em janeiro de 2008.

9. Essa é a razão de fundo desta base tão ampla quanto irracional. Lula não quer saber de reforma nenhuma. Quer saber do dinheiro da CPMF e da liberdade para continuar gastando em qualquer lugar deixando as vinculações para o próximo governo.

Fonte: ex-blog Cesar Maia

Monalisa 02


Fonte: site a face de manaisa

Notas


Waldir mentiu para proteger o governo

De Alberto Dines no Observatório da Imprensa:

"Waldir Pires politizou a tragédia desde o primeiro momento. E agora está pagando por isso. Os pilotos do Legacy eram americanos, logo eram liminarmente culpados – estavam na altitude errada, desligaram o transponder, não obedeceram às regras. O jornalista do New York Times que voava no Legacy declarou logo nos primeiros dias que há "pontos cegos" no espaço aéreo da Amazônia. O ministro Waldir Pires caiu de pau nele. Quando apareceram informações sobre o abalo emocional dos controladores que estavam na torre de Brasília na hora da tragédia, o ministro desmentiu. Com mentiras. Quando a categoria dos controladores resolveu agir e iniciar uma operação padrão para chamar a atenção da sociedade, o ministro fez pouco caso, declarou que não havia atrasos nos vôos, estava tudo normal nos aeroportos brasileiros. Mentiu novamente."


Ao gosto do freguês (Por Lucia Hippolito)


Determina o Art. 13 da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei nº9.096/95) que “tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados, obtenha o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de dois por cento do total de cada um deles.”
O perigo mora justamente na expressão “funcionamento parlamentar”.
Até agora, quando a cláusula de barreira ainda era um pesadelo distante, a interpretação mais corrente na Câmara era a de que, se o partido não superasse a dita cláusula, não teria direito a liderança, a indicar nomes para compor a Mesa da Câmara, nem as comissões técnicas, especiais, mistas ou CPIs.
Além, evidentemente, de perder a quase totalidade dos recursos do Fundo Partidário e do horário de rádio e TV.
A lei foi aprovada em 1995 – e nenhum dos partidos se preocupou com ela. Na hora agá, uma idéia sempre pinta.
Acontece que, por obra e graça (ou desgraça) das lambanças petistas, em 2005 a presidência da Câmara escapou por entre os dedos gulosos e desastrados do PT e caiu no colo de Severino Cavalcanti, com as conseqüências que se conhece.
Para tentar resolver a crise, adotou-se situação inédita no país – mais um troféu para a Síndrome do Marco Zero: nunca antes na história do Legislativo brasileiro o presidente da Câmara dos Deputados saíra de um partido nanico.
Mas Aldo Rebelo, do minúsculo PCdoB, cumpriu seu papel como fiel escudeiro do presidente Lula.
Presidiu a cassação de Roberto Jefferson e José Dirceu, presidiu a distribuição de toneladas de pizza nos processos dos outros mensaleiros, arquivou pedidos de impeachment do presidente Lula. Leal, fiel, discreto.
O presidente Lula gostou. E quer Aldo novamente como presidente da Câmara nos próximos dois anos.
Mas... No meio do caminho, tinha uma pedra. A lei. Uma bobagem, dirão os mais pragmáticos. Mas a lei da cláusula de barreira deveria entrar em vigor a partir de janeiro de 2007.
Como o PCdoB não superou a dita cláusula, Aldo Rebelo não pode ser nem líder de bancada, quanto mais presidente da Câmara dos Deputados. E agora?
Agora, dá-se um jeito. Apela-se ao TSE, ao STF, alega-se cerceamento à livre organização dos partidos. Qualquer coisa serve para driblar a lei.
Será que é assim mesmo que funcionam as democracias consolidadas?
Pelo jeito, no Brasil vamos viver eternamente uma democracia “ao gosto do freguês”.


Sabotagem, desinformação, invasão de pista

O caos ontem no aeroporto de Brasília foi muito mais grave do que refletiu até agora o noticiário dos jornais e das emissoras de rádio e de televisão.

1. De um grupo de agentes federais, no final da tarde, um ex-ministro de Estado, meu amigo de longa data, ouviu que houve de fato sabotagem na área do Cindacta 1 - Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo). Foram arrancados fios que ligavam equipamentos responsáveis pelo monitoramento de vôos.

2. O colapso das comunicações obrigou os responsáveis a suspender em vários aeroportos do país as decolagens com destino a Brasília. E aqui todas as decolagens. Aviões que voavam para Brasília foram obrigados a usar uma frequência de emergência para se comunicar e a se utilizar de rotas não convencionais.

Durante algumas horas as autoridades temeram uma tragédia.

3. Os mostradores de chegadas e de partidas no aeroporto de Brasília davam informações desencontradas. Naqueles instalados no saguão, vôos cancelados apareciam como confirmados - ao contrário do que informavam os mostradores da área de embarque. Muita gente perdeu o vôo por causa disso.

4. Perto da meia-noite, cerca de 300 pessoas irritadas invadiram a pista do aeroporto. Ali permaneceram por mais de uma hora coram cercadas por agentes de segurança. Os poucos aviões que decolaram depois dessa hora foram forçados a usar uma pista auxiliar.

5. Faltou comida no restaurante do aeroporto e nas lanchonetes.Acabou a água gelada.

6. As companhias de aviação se recusaram a oferecer hospedagem para os passageiros impedidos de voar. Alegaram que a culpa do cancelamento dos vôos não era delas. Os hotéis de Brasília estavam lotados. Muita gente dormiu no aeroporto ou em casas de amigos.

7. A Agência Nacional da Aviação Civil anunciou a suspensão de todas as decolagens previstas para após às 19h30 - mas várias acabaram mantidas mesmo com enorme atraso. E dezenas de passageiros perderam os vôos.

8. Nas vizinhanças de um balcão da TAM no início da noite houve troca de murros entre passageiros preteridos na hora do embarque de um vôo.


Senadores pedem a cabeça de Waldir Pires

A situação de Waldir Pires no Ministério da Defesa está cada vez pior. No Congresso, oposicionistas pediram a demissão do ministro do cargo. Governistas não o defenderam. Alguns, inclusive, reforçaram o coro.

Foi justamente um petista, Delcídio Amaral (MS), que deflagou os discursos no plenário em prol de uma decisão radical no governo:

- Esse é um assunto sério e que está chegando a uma gravidade tal que penso que o Presidente da República precisa se posicionar e alertar a população até para que as pessoas se preparem para isso. Ninguém merece isso! Portanto, nós temos que encarar essa questão com a gravidade que ela merece, mostrando claramente o que se planeja e não situações esparsas ou, então, entrevistas de curta duração para tentar mostrar que nós estamos preocupados. A situação exige um pronunciamento do Ministro da Defesa, de alguém que tenha autoridade, em cadeia nacional, para dizer o que vai ser feito e o que vai acontecer.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), foi direto:

- Não consigo mais ver Waldir Pires como ministro. Ele não é mais ministro.

O presidente do PSDB, Tasso Jereissati (PSDB-CE), reforçou:

- Não existe hoje presidente da República, homem para chamar a si esse problema. O presidente age como uma pessoa estranha, completamente ausente. Não tem um ministro que assuma o setor. As entrevistas do ministro têm sido patéticas. Ele não sabe nada do assunto. O Brasil está vivendo a verdadeira bagunça, de falta de homem, de falta de pulso.
Ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que pouco tem a falar sobre o assunto, restou apenas dizer que se for preciso demitir o ministro, Lula o fará:

- O presidente está tomando as providências. Se precisar mudar alguém, ele vai mudar.

Fonte: blog do noblat

Mídia Isenta


61% da bancada investigada por controlar emissoras se reelege

De O Estado de S.Paulo, hoje:

"Nas eleições deste ano, conseguiram se reeleger 31 dos 51 deputados federais investigados sob acusação de serem donos de emissoras de rádio e TV. Onze deles ficaram entre os cinco mais votados em seus Estados. O índice de reeleição entre os proprietários de meios de comunicação eletrônicos, que atingiu 61%, foi muito superior ao geral da Câmara, de 51% - indicação de que ter emissora pode significar vantagem eleitoral." Leia mais

"A Câmara aprovou a outorga e a renovação das concessões de 58 emissoras de rádio e TV comerciais e de 77 educativas ou comunitárias. A votação foi feita em bloco - 135 processos foram chancelados de uma só vez. Deputados reclamam que nem o relator tem acesso a informações sobre o titular da concessão; não dá para saber se pertence a um parlamentar ou se cumpre as obrigações trabalhistas, por exemplo. Os processos são instruídos apenas por um relatório do Ministério das Comunicações."

06.12.2006
Fonte: blog do noblat

Josias de Souza

Lúcio revela acordo secreto da eleição no Ceará

Um mistério da eleição de 2006 –o rompimento entre os tucanos Lucio Alcântara, governador do Ceará, e Tasso Jereissati, presidente do PSDB—começou a ser elucidado. Quebrando o silêncio, Alcântara revelou os detalhes do enredo que produziu a encrenca. Inclui uma traição de Tasso ao tucanato e uma deslealdade de Ciro Gomes (PSB-CE) com Lula.
Segundo Lúcio Alcântara, Tasso o convidou para um encontro reservado. Deu-se em março de 2006, no apartamento do senador, em Brasília. Lá estava também Ciro Gomes. A dupla Tasso-Ciro propôs ao governador cearense o seguinte arranjo:
Lucio Alcântara deixaria de concorrer à reeleição. Disputaria uma cadeira no Senado. E declararia apoio à candidatura de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, ao governo do Ceará. Em troca, Cid apoiaria o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, contra Lula.
O acordo foi selado. Alcântara rejeitou a candidatura ao Senado. Disse que gostaria de cumprir o mandato de governador até o fim. Mas comprometeu-se a apoiar Cid Gomes. Em seguida, deu-se o inesperado.
Saindo da reunião com Tasso e Ciro, Alcântara comentou os detalhes do acordo com o coronel Zenóbio Guedes, seu chefe da Casa Militar. E Zenóbio deu com a língua nos dentes. Passou o segredo para o deputado tucano Adahil Barreto, que por sua vez, contou o que ouvira a outro deputado do PSDB, João Jaime.
Jaime relatou o ocorrido a Tasso Jereissati. Dias depois, abespinhado com o vazamento de um acerto que se pretendia secreto, o senador reuniu o PSDB cearense e declarou-se rompido com Lúcio Alcântara. O governador disse que, desde então, não falou mais nem com Tasso nem com Ciro. Mas diz ter apurado que os dois atribuíram a ele o vazamento do segredo do apartamento de Brasília.
Desfeito o acordo, Lucio Alcântara lançou-se candidato à reeleição. Foi surrado nas urnas por Cid Gomes, que subiu ao palanque empunhando a bandeira de Lula, não a de Alckmin. Hoje, Cid posa de governador alinhado com o Planalto, Tasso segue presidindo o PSDB que traiu e Ciro Gomes é cotado para ministro de um presidente ao qual tentou ser desleal. O relato acerca do acordo foi feito por Lúcio Alcântara em entrevista ao programa Questão Aberta, da TV Diário, do Ceará.

Fonte: blog do josias de souza

Eliane Catanhêde

06/12/2006
Reage, Lula!

A crise do tráfego aéreo e dos aeroportos deixou de ser um movimento de controladores de vôo, uma responsabilidade da Aeronáutica, um problema do Ministério da Defesa. Trata-se de uma questão de governo. E grave.Lula deve interromper suas conversas com PMDB, PSB, PC do B ou seja lá o que for e dar prioridade absoluta a essa crise, que afeta não só negócios, o trabalho e o conforto de milhares de cidadãos brasileiros às vésperas de Natal e Ano Novo como atinge em cheio a imagem do sistema brasileiro de aviação no mundo todo.O choque no ar entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, em 29 de setembro, matando 154 pessoas, foi resultado de uma série de descuidos, falhas materiais e erros operacionais, mas acabou deixando não só a dor das famílias e uma comoção nacional como uma imensa ferida aberta no controle de tráfego aéreo.A imagem de excelência, no nível de Europa e Estados Unidos, ruiu de repente, tão de repente quanto o choque das asas do Legacy e do Boeing sobre os céus de Mato Grosso. Os operadores deflagraram uma operação-padrão, típica de movimentos sindicais civis, quando são em grande maioria militares. O governo se dividiu. O ministro da Defesa, Waldir Pires, tomou as dores dos manifestantes. A Aeronáutica decretou prontidão.Nisso tudo, Lula mais uma vez não viu, não sabia. A diferença é que, mesmo com a crise parando nas manchetes, continuou não vendo, não sabendo. Até o último lance: a pane de ontem, terça-feira, no sistema de rádio do Cindacta-1, o centro de controle de tráfego aéreo sediado em Brasília. Foi uma pane inédita, num sistema italiano que tem apenas seis anos de uso e é considerado dos mais modernos do mundo. E justamente num momento de crise e de insubordinação. Não é demais, convenhamos, admitir a hipótese de sabotagem. Aliás, não foi por outro motivo que a Aeronáutica chamou a Polícia Federal para participar das investigações.E como conviver com essa hipótese num sistema literalmente vital? Vital para as pessoas, para a aviação civil, para a economia e para a imagem externa do país?A situação é gravíssima. Sabemos todos o quanto o PMDB está sedento por poder e o quanto Lula está disposto a ceder. Mas devem esperar. Porque, como bumerangue, a crise vai mais cedo ou mais tarde bater direto na testa deles. Alguém tem que assumir a responsabilidade e dar um basta nesse caos.

Fonte: folha online

sábado, dezembro 02, 2006

Josias de Souza

Verba do dossiê é caixa 2 do comitê Lula, dirá CPI

Já está pronto o roteiro do que será o relatório final da CPI das Sanguessugas. O documento irá anotar que o dinheiro amealhado por petistas para comprar o dossiê antitucano (R$ 1,7 milhão) veio do caixa dois do comitê eleitoral de Lula. A conclusão foi extraída de dados recolhidos do inquérito da Polícia Federal e de depoimentos dos petistas que Lula chamou de “aloprados”.

Coube ao deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) redigir o capítulo relativo ao dossiêgate. A idéia é que o texto seja incorporado ao relatório geral, sob a responsabilidade do senador Amir Lando (PMDB-RO). Gabeira evita falar em público a respeito da linha que irá adotar. O blog ouviu, porém, pessoas que assessoram o deputado e colegas com os quais Gabeira compartilhou os seus pontos de vista.

O que Gabeira diz, em reserva, é que chegou à “convicção” do envolvimento do comitê de Lula pelas “evidências” produzidas durante a investigação. O juízo formado pelo deputado é diferente da linha adotada pela Polícia Federal. A PF também caminha para concluir que o dinheiro do dossiê proveio de caixa dois eleitoral. Mas aponta não para o comitê de campanha de Lula, mas para o do petista Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo.

A exemplo da PF, o senador Amir Lando diz, entre quatro paredes, que pende para o comitê paulista. Gabeira não exclui a hipótese de atribuir responsabilidades compartilhadas aos dois comitês –o paulista e o nacional. Mas sustenta que as evidências mais contundentes apontam para o birô de campanha de Lula.

O texto do deputado dirá claramente, no entanto, que não há em toda a investigação nenhum elemento que o autorize a dizer que o presidente reeleito soube ou participou da encrenca. O mesmo se dá com o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que, à época em que os fatos ocorreram, presidia o PT e coordenava a campanha de Lula.

De acordo com o roteiro fixado por Gabeira, o relatório fará menção a Berzoini nos trechos em que os fatos serão historiados. As pessoas que lerem o relatório podem até intuir que é implausível a versão de que Berzoini desconhecia a tramóia do dossiê, como alega. De acordo com a CPI, ele inclusive já atuara na área de “inteligência” do comitê de Lula na eleição de 2002. Em 2006, de novo, foi o responsável direto pelo recrutamento de todos os “aloprados”. Trocou com eles um sem-número de telefonemas.

Objetivamente, porém, pelos dados de que dispõe até o momento, Gabeira alega não ter contra Berzoini senão um conjunto de indícios. Não se sente respaldado em provas para acusar o colega da prática de delitos. As evidências recolhidas até aqui só autorizam a CPI a responsabilizar Jorge Lorenzetti, ex-chefe do birô de “inteligência” do comitê de Lula, pelo planejamento da ação que resultou no escândalo do dossiê. Aos demais “aloprados” será atribuída a execução do plano.

Quanto à tipificação dos crimes, a assessoria da CPI busca nos compêndios jurídicos as leis e os artigos que servirão de base para solicitar ao ministério público o indiciamento dos “aloprados”. Eles serão enquadrados em três tipos de malfeitorias: além do delito eleitoral, fraude contra o sistema financeiro (compra de dólares por meio de laranjas) e manuseio de dinheiro da contravenção (jogo do bicho).

Quanto à parte financeira, os mais implicados, por ora, são Gedimar Passos e Valdebran Padilha. Vinculados ao comitê de Lula, os dois foram presos em 15 de setembro com R$ 1,7 milhão de má origem. Além deles, também Hamilton Lacerda, será mencionado no relatório da CPI como o homem da mala. Embora negue, Lacerda foi pilhado pelas câmeras do circuito interno do Hotel Íbis, em São Paulo, no instante em que transportou em duas malas o dinheiro apreendido pela PF.

Gabeira e a equipe de técnicos que o auxilia trabalham com a perspectiva de prorrogação da CPI até janeiro de 2007. A hipótese, conforme noticiado aqui no blog, tornou-se real na semana passada. Para não correr riscos, porém, o deputado contempla também a alternativa de ter de fechar o relatório até 15 de dezembro. Daí a pressa. Na próxima quarta-feira, Gabeira se reúne com o delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito da PF. Quer saber se há nas investigações novidades ainda desconhecidas da CPI.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Josias de Souza


Para Ciro Gomes, PMDB é um ‘elefante com dislexia’

Em 1979, numa época em que o MDB ainda não havia incorporado o P, o velho Ulysses Guimarães recorria às investidas da ditadura com um linguajar caprino. “Eu já disse e repito: o MDB não vai morrer como carneiro. Vou berrar como um bode.”
Depois de enfrentar até os cachorros que o regime pôs no seu encalço, Ulysses passou a presidir, sob Sarney, não um bode, mas um cabrito. O PMDB fazia, já então, o tipo ‘cabrito bom’. Tendo meia dúzia de repartições públicas onde pastar, não berrava.
Entra governo, sai governo, o PMDB continuou pastando. Hoje, é uma legenda balofa. Lula enxerga no PMDB um aliado de peso. Para o deputado eleito Ciro Gomes (PSB-CE), o partido se parece mais com um fardo.
“Com todo o respeito, o PMDB é um elefante que não vai junto para canto nenhum. É um elefante com dislexia (...). Ele aprendeu a se impor pelo 'tamanhão'. Mas, no dia seguinte, eles não conseguem convergir para nenhum assunto, para caminho nenhum”, disse Ciro à rádio AM do Povo/CBN, do Ceará.
Além de alvejar um aliado que Lula considera estratégico, Ciro desancou a política econômica do governo: “Lula pegou um incêndio generalizado para apagar e ainda teve que provar que não era um bicho-papão. Mas daí funcionou [a política econômica]. Mas quando funcionou, começou a acontecer o inverso. O excesso de sucesso tirou o governo do rumo.”
Ciro mostra-se contrário a tudo o que o Banco Central de Henrique Meirelles considera essencial: “Todo o país, como o Brasil, não deveria colocar sua estratégia nacional no piloto automático, de superávit de 4,25%, meta de inflação definida um ano antes e câmbio flutuante. É muito conservador para um país complexo como o Brasil.”
Diz-se que Lula pretende reconduzir o ex-ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) à equipe do segundo mandato. Ciro, como se sabe, é um galão de gasolina com boca. Enquanto esteve no governo, guardou obsequioso silêncio. Solto na arena livre do Congresso, tende a enxergar em cada microfone um palito de fósforo. Se o convite de Lula demorar, as relações entre os dois podem ser consumidas na fogueira de uma entrevista.

Fonte: blog josias de souza