Preservativo de intestino de cordeiro. Cerca de 1700.Os intestinos de cordeiro ou carneiro eram molhados em água e solventes, e raspava-se a superfície que posteriormente era submetida a vapores de enxofre. Novamente lavada e seca, a membrana era cortada em um tamanho específico.
No século XVI a Europa sofreu uma epidemia de sífilis e gonorréia. A ausência de medicamentos eficazes e as péssimas condições sanitárias resultaram em grande índice de mortalidade e seqüelas aos descendentes. O médico italiano Gabriel Fallopius (1523-1562), publicou De Morbo Gallico (A Doença Francesa), no qual descreveu o curso da sífilis e recomendou o uso de capas de linho medicadas para enfrentar a doença. Fallopius testou o preservativo em 1.100 homens e nenhum foi infectado pela sífilis. Foi o primeiro ensaio médico com medidas profiláticas para combater uma doença sexualmente transmissível. Cada preservativo era confeccionado manualmente de acordo com as medidas do cliente e a um custo bastante elevado. Inicialmente o dispositivo cobria apenas a glande e um laço o prendia ao corpo do pênis. Em 1597 Hercules Saxonia, da Universidade de Pádua, descreveu em Luis Venerae Perfectissimus Tractarus um preservativo de linho medicado com um preparado químico. Este dispositivo cobria o corpo do pênis. A partir do reinado de Charles II na Inglaterra (1660-85), surgiu a versão, hoje contestada pelos historiadores, de que o médico da Corte chamado Condom, Quandam ou Condam, teria criado um dispositivo peniano para o rei, dado o grande número de filhos ilegítimos gerados por suas cortesãs. Embora não existam provas da existência do médico, é certo que Charles II utilizava preservativos fabricados a partir de intestino de cordeiro, tal como faziam os antigos soldados romanos.
Fonte:www.museudosexo.com.br
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