domingo, junho 04, 2006

História do Preservativo 02

Ilustração. Gabriel Fallopius (1523-1562). Médico e anatomista italiano, identificou as tubas uterinas que por muito tempo foram denominadas “trompas de Falópio”. Devido à epidemia de sífilis na Europa, testou capas de linho para o pênis a fim de refrear a expansão da doença.

Da Antigüidade ao Século XXI

Há cerca de 3.000 anos os egípcios encobriam o pênis com capas de linho, peles e materiais vegetais. Alguns antropólogos sustentam que estas capas visavam a proteção contra picadas de insetos e outras agressões do meio ambiente. Outros antropólogos vêem estas capas masculinas como uma proteção contra as enfermidades sexuais, uma vez que as mulheres egípcias utilizavam meios contraceptivos rudimentares e ungüentos vaginais o que indica algum conhecimento do mecanismo sexual e da transmissão de doenças. Na mitologia grega é referido pela primeira vez o uso do preservativo feminino, na história de Minos (filho de Zeus e Europa) e Prócris. Segundo o mito, Minos era o rei de Creta (1.200 a.C.) casado com Pasifae que puniu o marido por relacionar-se com várias mulheres. Pasifae utilizou um encantamento que fazia com que da ejaculação de Minos saíssem serpentes e escorpiões toda vez que se relacionasse com uma mulher que não a esposa. As amantes morriam, mas Pasifae era imune ao feitiço aplicado a Minos. Porém o rei tornou-se incapaz de procriar. Dentre suas amantes, Minos acabou se apaixonando por Prócris e esta, para evitar a morte ao relacionar-se com o rei, introduziu em sua vagina uma bexiga de cabra embebida em uma poção oferecida por Cerne. As serpentes e escorpiões ficaram aprisionados na bexiga de cabra e Minos voltou a procriar.Na China empregava-se o papel de arroz embebido em óleo para conferir-lhe resistência. O dispositivo envolvia o pênis e, ao contrário da finalidade esperada no Ocidente, além de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis visava também a contracepção.Durante os séculos II a.C a III d.C os soldados romanos que expandiam o Império pela Europa, Ásia e África usavam preservativos de intestino de cordeiro e bexiga de cabra para se prevenirem das doenças causadas pela deusa Vênus, as chamadas “doenças venéreas”.Os registros egípcios, gregos e romanos não aludem ao preservativo como um contraceptivo para o homem, mas como um meio para não adoecer, devido ao contato sexual. As medidas contraceptivas estavam a cargo da mulher, pelo uso de plantas maceradas, raízes, beberagens e tampões improvisados.Desde a queda do Império Romano as referências ao uso de preservativos desapareceram até o século XVI, quando ressurgiram na Europa.

Fonte: www.museudosexo.com.br

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